—————–
Qual é o papel de um Professor em Sala de Aula?
Será que por conta de terem mais chances numa carreira profissional no futuro, alguns pais não estariam sobrecarregando as crianças com muitas atividades? Que terminam gerando nelas muito mais o espírito de competição, em detrimento do da solidariedade, por exemplo? Com isso não estariam delegando aos Professores algo que teria que vir mais da parte deles? Nossa viagem de hoje pelo Filmes será essa relação entre o Mestre e seus Pupilos. Vem comigo!
Numa das madrugadas insones, revi ‘Ao Mestre com Carinho II‘. Que me fez ficar emocionada por também recordar do primeiro. O professor (Sidney Poitier) desse filme fez o papel também de pais dos seus alunos. Foi além do ensino curricular. Até hábitos de higiene ele transmitiu aos alunos. Sua sala de aula não se restringiu apenas a um espaço físico. E é isso que também está contido no título desse texto. Ela representa o momento dessa relação. Quase como uma unção. Ou como na canção tema:
“Como agradecer a alguém que te fez crescer como gente?“
O filme ‘Ao Mestre com Carinho‘ reinava tranqüilo no topo dos filmes com esse tema. Confesso que nem o ‘Sociedade dos Poetas Mortos‘ chegou ao topo. Esse, ensinou sim, os alunos a pensarem, em vez de receberem tudo mastigadinho, mas ao ensinar a quebrarem certas regras não pesou os contras. Nem tampouco mostrou praticidade. E eis que um filme veio ficar ao lado do primeiro mestre:
O filme “Escritores da Liberdade” conta uma história real. De uma jovem Professora que fez mais que ensinar um bê-a-bá aos seus alunos. Eles, sem ela, continuariam um círculo viciante de reagirem com violência por serem violentados pela vida. Conto muito mais desse filme, aqui.
Por vezes, um Professor investe mais num único aluno. O porque disso… talvez, como um pai ou uma mãe que faz o mesmo com um filho. Pois entre os demais, ser esse que necessita mais de atenção. No filme “O Clube do Imperador“, um único aluno ocasionou esse tipo de atenção. Agora, e quando isso acaba prejudicando um outro? Mais, e quando isso foi feito de um modo que fere até a sua lição maior? Lição essa sintetizada nessa frase:
“O caráter de um homem é o seu destino.“
Esse filme, diferente dos dois outros, mostra o dia-a-dia num colégio para ricos. Logo é uma outra realidade. Tem mais aqui.
Mas ricos ou pobres são jovens e em formação. Onde os princípios básicos já teriam que ser administrado desde a tenra idade. Valores éticos e morais. Como também tendo que aceitar certos limites, como um simples horário para dormir. Abriram um certo fórum, no Orkut, reclamando de uma cena numa novela das 21 horas, por conta do filho (Ou filha.) de 7 anos também estar assistindo. Fui curta e grossa ao dizer: ‘Desligue a tv e vá ler um Livro de Monteiro Lobato com seu filho. Ambos, sairão ganhando com isso.’
Gente! Peço até desculpas por ter trazido tão poucas sugestões de filmes. Mas por conta de um filme que vi que me deixou chocada… os que têm filhos cnversem, observem, procurem saber o que já assimilaram de bons valores. Principalmente no quesito: respeito ao próximo.
Assistir filmes como esses, por exemplo, juntos. E em seguida conversarem com eles, ver o que ficou retido na mente deles. Dependendo da idade, conversar também sobre a violência que está nas ruas. Enfim, sejam também Mestres, Mentores desses jovens. Para que ao assimilarem uma conduta do bem, possam também transmiti-la como uma corrente. O mundo está carecendo disso.
As pessoas estão se fechando em guetos. E até bem luxuosos, como no tal filme. Esse, o ‘Zona do Crime’, não deixem de ver. Mas dessa vez, sem as crianças. Comento sobre esse aqui.
——-
Será que um dia o bullying terá um fim?

Onde tudo isso começa. Se já vem de berço e com o tempo ganha forma. Se é por não saber como lidar com suas próprias emoções. Nesse tocante ela pode ser por revolta, frustração, medo, raiva… ou um mix de tudo. Se é por não saber canalizar toda a força que traz dentro de si, e com isso sai cometendo barbaridades. Se o meio influi… Por conta disso, e muito mais, eis o tema da conversa de agora. E que mais que descobrir o que se passa dentro dos que praticam o bullying, também em ver se há um fim para isso. Vem comigo!

O tema reacendeu em mim após assistir “Ben X – A Fase Final“. Nele, o personagem Ben padece desde os primeiros anos escolares nas mãos dos colegas de classe. Por não o aceitarem no grupo, por ele ser ‘diferente’. O rapaz sofre da Síndrome de Asperger, um tipo leve de autismo. Freqüenta o mesmo colégio dos tidos como normais porque a doença não lhe tirou o entendimento das coisas. É até muito inteligente, com notas altas. Mas em vez de ter solidariedade, recebe é hostilidade. O de ficarem atirndo bolinhas de papel o tempo todo é até algo menor diante das outras agressões. A ponto dele querer dar um fim a tanto sofrimento. Pois seu limite chegara ao fim. Tal qual o jogo de RPG que usava como uma válvula de escape. É revoltante o que fazem. Não deixem de ver esse filme.
O filme também deveria ser visto por educadores, que o levassem para sala de aula. Que colocassem em discussão esse fenômeno bullying. Se já recebeu até um nome próprio, também poderia vir a ser um fato passado. Nossa! Seria bom demais se isso viesse a acontecer. As conseqüências dos que padecem nas mãos desses sociopatas, creio que muitos de nós é sabedor. Ou por experiência própria, ou por ter presenciado. Quando não, por o ter praticado.
Agora, como cortar esse mal pela raiz? Lembrei da minha avó, em algo que dizia ao ver uma criança fazendo alguma malcriação, pirraça, mal-feito… Ela olhava para o responsável pela criança e apenas dizia: ‘É de pequenino que se endireita o pepino!‘.
Eu já citei em um outro texto que filme é antes de tudo um entretenimento. Mas se por ele também se pode suscitar uma busca por uma causa maior. Por que não usá-lo? A partir dele, levar o tema à mesa de debates. Eu meio que entrei numa cruzada após ver esse filme. Levei o tema em algumas comunidades no Orkut. Teve depoimentos emocionantes de pessoas que sofreram nas mãos desses valentões.

Como também estou numa de ver e rever filmes onde há esse tipo de agressão entre pessoas de uma mesma geração. Dai, fui buscar primeiro em rever um Clássico. O filme “Juventude Transviada” (Rebel without a cause). Nele, o curto diálogo abaixo traz um indício, ou não. Eis:
“_Por que temos que fazer isso?
_Porque temos que fazer alguma coisa.“
Pois é, antes de iniciarem a tal prova estúpida para provar que não era covarde, o personagem do James Dean pergunta isso. Com a resposta do outro… Não seria apenas por falta do que fazer. Fica mais parecendo que não param nem para questionarem a si próprio. Fazer por fazer é atributo de uma máquina, não de um ser humano. E uma fala da personagem da Natalie Wood, meio que se constata isso. Que se tornam robozinhos. Ela diz mais ou menos assim:
“_Não dê créditos ao que eu falo quando estou com o grupo. Ali ninguém está falando a verdade. Somos fachada.“

Esse lance de ser apenas uma aparência, que é regra geral nesses grupos, tem como um exemplo, o filme “Grease – Nos Tempos da Brilhantina“. Onde não mostram, alguns, o seu verdadeiro ‘eu’. Onde têm sempre que não apenas bancar o durão, como também mostrar que o é de fato. E nesse também há os que são discriminados. Esses, por assumirem o que são de fato. Parece até que só é aceito no grupo se vier com o carimbo de fábrica. De que saíram da mesma linha de montagem. Por que não aceitar a diversidade da vida?
Agora, onde tudo começou? Não dá para aceitar apena de que todos eles vieram de uma família (lar) desestruturada. Embora seja um fator preponderante. Numa de manterem o ciclo de violência. Mas tem que ter algo mais que aflore neles esse lado violento. Bem, as sociopatias não são a minha praia. Não tenho o conhecimento que me embase. Dai fico nas conjecturas.

Se querem no grupo ‘iguais’, isso viria de copiar os pais, ou alguém que foram eles que elegeram como a figura paterna/materna? E até nisso há exceções. Pois há os que não seguem a mesma carga de preconceitos que vê em seus pais. Ou mesmo num deles. No filme “A Cura” (The Cure), há uma cena onde a mãe de um menino aidético é que mostra a mãe de um outro o quanto o filho dela é humano. Usando uma gíria antiga… O quanto ele é gente paca! Pois ele, por amizade, por carinho ao filho dela, enfrentou o mundo… Gente! A primeira vez que eu vi esse filme, eu chorei muito. Esse é outro filme que deveria ser exibido nos colégios. É lindo demais!

As afinidades entre uns, por ser discriminados por outros. Ou os que discriminam… Me fazem lembrar de alguns filmes que eu vi nas sessões da tarde… Que eu até gostaria de rever. Citando alguns: “Te pego lá fora” (Three O’Clock High); “Manobra Super Radical” (Airbone)… Um outro que eu não consegui lembrar o título, mas se a memória não falhou de todo, nele há a união de dois ‘diferentes’: um é deficiente físico, e o outro, só é bom de briga. Mas como o valentão precisa de notas, há uma troca de favores. Um acordo de cavalheiros.
Um outro que faz os ‘diferentes’ se unirem para mostrar seus valores, é o “Dias Incríveis” (Old School). Esse me pegou de surpresa por fazer a diferença entre outros tão iguais. No caso, refiro-me a trama. Por levar uma história nada rara – em mostrar rixas entre as fraternidades estudantis. Ele é um ótimo sessão pipoca.

Um que, mesmo eu já o tendo sugerido em outro texto, não tem nem como deixar de trazê-lo para esse. Refiro-me ao “Escritores da Liberdade” (Freedom Writers). Onde uma Professora mostra a eles o peso em discriminar um ‘diferente’. E o bom é que entenderam a lição! Pondo um fim nas discriminação.
E para finalizar, um que se não é a solução definitiva para por um fim nesse ‘fenômeno bullying’, pelo menos é um caminho. Por ser um mostrando um Diretor de Escola que traz uma punição adequada a um desses valentões. É o “Um Amor para Recordar” (A Walk to Remember).
Talvez, esse assunto também toquem em velhas feridas… Sorry! Mas não dá para evitar, se o que queremos de fato é não mais ver isso acontecendo. Principalmente com as crianças. Nem para as que poderão vir a sofrerem tal perseguição. Como também as que poderiam continuar perpetuando o bullying. Ficando um desejo de tirá-las disso. See You!Por: Valéria Miguez (LELLA).
————-
É Proibido Falar do Holocausto aos Jovens?
Coincidência ou não, o fato é que logo após ter levado fotos para abrir um fórum no Orkut, meu perfil ficou marcado como ‘impróprio’ – perfil adulto. Como se não fosse exigido ter mais de 18 anos de idade para fazer parte de lá. Tudo porque, ao nomear as fotos com a palavra ‘holocausto’, ela caiu no filtro de censura que ele está usando. Sem apelação. Deveria ter um caminho para a pessoa explicar onde as fotos serão usadas. Nesse critério adotado por eles então, cai nessa malha fina, os que querem mostrar que o Holocausto existiu sim – que foi o meu caso -, como também, os neo-nazistas. Mais, também a turma do Revisionismo. Bem, ainda bem que viram que sou mesmo adulta …rsrs E já que fiquei ‘marcada’, aproveito para trazer alguns Filmes, Séries e Documentários, onde adultos e adolescentes verão o que foi essa bárbarie. Vem comigo!
Seguindo alguns, com uma pequena sinopse em cada um.
“Olga“. 2004. Adaptado de um romance, que é a novelização de um caso real, conta a história da alemã Olga Benário, comunista que acabou se envolvendo com o grande líder também comunista Luís Carlos Prestes. Durante o governo de Getúlio Vargas, Olga foi presa e deportada para sua terra natal, indo parar na mão dos nazistas.
“A Vida é Bela“. 1997. O filme pode ser dividido em duas partes muito bem definidas: a luta de Guido (vivido pelo também diretor Benigni) para conquistar seu amor Dora (interpretada por Braschi, mulher de Benigni na vida real) na primeira parte e a luta pela sobrevivência de sua família durante a Segunda Guerra Mundial na segunda metade do filme.

“A Escolha de Sofia” (Sophie’s Choice. 1982). Para uma mãe, o destino fora cruel. Ela teve que escolher qual dos seus dois iria viver. É. Esse título, saiu das telas para as Emergências de Hospitais Públicos, onde a falta de material, leva aos abenegados médicos, escolherem qual paciente terá a chance de sobreviver.
“Bent“. 1997. Na Alemanha nazista, no período que antecedeu a guerra, o gay Max é enviado para o campo de concentração de Dachau. Ele tenta esconder sua homossexualidade usando uma estrela amarela, que era a forma de identificar judeus, em vez do triângulo rosa usado para “marcar” os homossexuais. No campo se apaixona por Horst, um prisioneiro homossexual que usa com orgulho seu triângulo rosa.
“Noite e Nevoeiro” (Nuit et Brouillard, 1955) monta um painel realista e comovente sobre os sofrimentos causados pelos campos nazistas, mesclando cenas coloridas e imagens de arquivo. É uma aula cruel de história, com toda a força que a realidade dos acontecimentos exigem.

Em “Uma Mulher Contra Hitler” (Sophie Scholl. 2005), alguns jovens, entre eles, dois irmãos lutaram contra a ditadura nazista por princípios éticos e religiosos. Presa juntamente com seu irmão, nega sua participação na distribuição de panfletos contra o regime, mas que deixa de mentir quando descobre que Hans Scholl confessou a verdade.
“Um Homem Bom” (Good. 2008). Na Alemanha nazista, o professor universitário John Halder é um dedicado pai de família que divide a atenção entre seus dois filhos, sua mulher e sua mãe senil. Prestes a se aposentar, ele escreve um livro em que defende a eutanásia. Os nazistas se interessam pelo trabalho e John passa a pesquisar sobre o tema para o regime. Aos poucos, ele troca a jaqueta de professor pelo fardo do partido. Quando seu melhor amigo, um psiquiatra judeu, começa a ser perseguido, John percebe as devastadoras conseqüências de suas pequenas decisões.

“O Pianista” (The Pianist, 2002) também enfoca uma história real. No caso, a de Wladyslaw Szpilman (Adrien Brody), um pianista judeu polonês que mora em Varsóvia quando os nazistas invadem seu pais. Ao poucos ele vê as pessoas ao seu redor serem mortas ou sumirem nos campos de concentração. Mas, por sorte, destino ou mero acaso, Wladyslaw consegue sair com vida da Segunda Guerra Mundial.
“Nuremberg” (Nuremberg, 2000) é uma minissérie que mostra o julgamento dos principais lideres nazistas ocorrido em Nuremberg em 1946. Basicamente é o duelo ideológico entre o promotor americano Robert Jackson (Alec Baldwin) e o Marechal do Reich Hermann Goering (Brian Cox). No meio está o psiquiatra Gustav M. Gilbert (Matt Craven), que tenta entender como os réus puderam ser capazes de cometer tamanhas atrocidades. Mas quem rouba o filme é Colm Feore vivendo Rudolf Hoss, o infame chefe do campo de concentração de Auschwitz, que confessa sem arrependimento o assassinato de mais dois milhões de judeus ocorrido no local.

“Os Falsificadores” (Die Falscher) conta a história verídica de Solomon Soeowitsch que em 1936 era considerado o rei das falsificações e portanto muito requisitado por muitos vigaristas de Berlim. A temível Gestapo de Hitler o prendeu. Graças aos seus talentos únicos foi poupado da câmara de gás, desde que colaborasse numa mega operação que envolvia outros falsificadores de renome e que consistia em produzir séries de notas para alimentar a guerra. Obviamente que Solomon e os outros falsificadores estavam perante um dilema moral – se não ajudassem os seus inimigos seriam mortos sem piedade, mas se ajudassem prolongariam a guerra e compactuariam com a morte de milhares de pessoas.
“Holocausto” (Holocaust. EUA. 1978) – As atrocidades dos tempos de guerra contadas pela saga de duas famílias. Uma, judia, que vai sendo destruída pela violência do jugo nazista e outra, alemã, que alcança proeminência e riqueza durante os anos da Segunda Guerra Mundial.
“Sobreviventes do Holocausto” (Survivors of the Holocaust. 1995). Documentário. Conta os eventos do Holocausto através do testemunho daqueles que sobreviveram ao terror. São registros e imagens de pessoas que sofreram o vasto impacto do nazismo e a vida contada 50 anos depois. Ao reviverem sua história, a emoção não pode ser contida. Aqueles que assistirem a este filme ficarão profundamente tocados.
“É essencial que vejamos suas faces, ouçamos suas vozes e que entendamos que os terríveis acontecimentos do holocausto foram para pessoas“. (Steven Spielberg)
“História de Auschwitz – A fábrica da morte do império nazista“. Documentário produzido sobre Auschwitz pela BBC. O campo de concentração e extermínio, onde 1,5 milhão de pessoas foram assassinadas durante a 2ª Guerra Mundial. O filme traz depoimentos de sobreviventes, entrevistas com soldados e oficiais alemães que participaram de execuções em massa, imagens das câmaras de gás e revelações sobre o cotidiano de Auschwitz.
“Olhos Do Holocausto” (A Holocaust szemei. 2000). Intercala recordações de sobreviventes com imagens de arquivo que ilustram os depoimentos. O foco é a infância nos tempos do nazismo. Como ponto de partida para dividir o documentário por assunto, filmaram uma menina lendo verbetes de uma enciclopédia chamada “Eyes of the Holocaust”. Depois da definição de termos como anti-semitismo, gueto, deportação e crematório, cada entrevistado dá o seu depoimento pessoal sobre o significado da palavra.
“Julia“. 1977. Duas amigas de infância trilham caminhos diferentes: a mais rica, Julia (Vanessa Redgrave), foi estudar em Viena e a outra, Lillian Hellman (Jane Fonda), se tornou escritora, que quando alcança a fama é convidada para ir a União Soviética. Julia, que vive na Europa, lhe pede que contrabandeie dinheiro através da Alemanha para ajudar as vítimas do nazismo, que se encontrava em ascensão meteórica. A missão apresentava perigo, pois Lillian era uma intelectual judia que rumava para a Rússia comunista. As duas têm um rápido encontro e a escritora fica sabendo que Julia tinha uma filha. Logo após retornar para a América do Norte, Lillian fica sabendo que sua rica amiga foi assassinada. Ela então viaja para a Inglaterra na esperança de encontrar a filha de Julia, a quem tinha prometido cuidar.
“Cinzas da Guerra” (The Grey Zone, 2001) mostra um fato obscuro da Segunda Guerra: a atuação dos Sonderkomando. Eram os judeus que tinham a trágica missão de conduzir seu povo para dentro da câmara de gás. Depois, recolhiam os pertences dos cadáveres e os levavam ao forno crematório. Como prêmio, viviam um pouco mais. Mas um destes grupos no campo de concentração Auschwitz resolve se rebelar e explodir o forno crematório. Realista por demais, Cinzas da Guerra, é para quem tem estômago forte.

“A Lista de Schindler” (The Schindler’s List, 1993) conta a saga de Oskar Schindler (Liam Neeson), um industrial e membro do partido nazista que acabou salvando a vida de 1100 judeus, enquanto driblava a sanha assassina do chefe da SS local (Ralph Fiennes).
“Um Dia De Outubro” (A Day In October. 1990). Na II Guerra Mundial, durante a ocupação alemã na Dinamarca, ao acolher um jovem da resistência ferido, uma jovem judia coloca sua família em perigo. Eficiente drama de guerra, que discute o dilema de as pessoas agirem de acordo com suas convicções ou preservarem a segurança pessoal e o conforto.
“Trem da Vida” (Trains de Vie. 1998). Com a notícia do avanço dos soldados alemães, um grupo de judeus numa pequena província decidem que devem partir. Mas como? Juntos, seria difícil pois iriam levantar suspeitas. Eis que, o mesmo que trouxera a notícia, também traz a solução: montar um trem de deportação e uns, se passariam por alemães. Assim, teriam uma chance para fugirem da perseguição nazista. E com isso somos brindados com cenas hilárias e emocionantes.
“A História De Hanna” (Hanna’s War. 1988) – Jovem judia húngara abraça a causa sionista nos anos 30 e vai para a Palestina. A Segunda Guerra e a perseguição aos judeus a fazem retornar à Europa como agente treinada pelos ingleses, mas ela é presa e enfrenta a tortura e a humilhação dos nazistas. Baseado em fatos reais.
“Mais Tarde, Você Vai Entender…” (Plus tard, 2008). Rivka, senhora judia que vive rodeada de objetos do passado, prepara o jantar para seu filho Victor, enquanto acompanha na televisão o julgamento de Klaus Barbie. O ano é 1987, e o ex-líder da Gestapo, conhecido como o “açougueiro de Lyon”, finalmente enfrenta a justiça por seus crimes no Holocausto. Em seu escritório, Victor trabalha organizando os documentos e cartas que contam a história de sua família e também assiste o julgamento. É quando Rivka reconhece na TV a voz de uma das testemunhas, a voz de um sobrevivente, que despertará emoções profundas entre mãe e filho.
“O Longo Caminho para Casa” (The Long Way Home. 1997). A trajetória dos sobreviventes do Holocausto, que logo depois lutaram para a fundação do Estado de Israel.

“A Onda” (The Wave. 1981). O poder corrompe? Quando a dedicação a um grupo passa da lealdade para o fanatismo? Qual a natureza da propaganda e da persuasão em massa? Pode o nazismo voltar a ocorrer? A Onda, filme produzido para a televisão e baseado em história verídica de uma experiência realizada em escola norte-americana, induz a estes questionamentos. Durante uma aula sobre o nazismo na Alemanha, quando um aluno insistia em dizer que ‘isso jamais aconteceria aqui’, o professor resolve criar as condições necessárias para o nascimento do grupo, com características nazistas, denominado ” A onda “.
Para encerrar, cito “Escritores da Liberdade” por mostrar que uma parcela da juventude desconhece completamente o que foi o Holocausto. Mas diferente da didática do professor do filme “A Onda”, a professora aqui, deu a eles outro caminho, o do respeito a todos.

O Holocausto existiu sim. Se fazem tantos filmes, é para manter viva essa página da História da Humanidade. Mas há quem queira provar que não existiu. E nesse caminho… sobrou para o livro ‘O Diário de Anne Frank‘. Se alguém quiser ler, há um artigo onde contesta a veracidade dessa história, aqui. Bem, se Anne Frank, existiu ou não, o que importa é a história em si. E continuar falando, para que pelo menos sirva de lição as novas gerações. Que façam do mundo um lugar sem fronteiras, sem guetos, sem preconceitos…
“Primeiro levaram os negros. Mas não me importei com isso. Eu não era negro. Em seguida levaram alguns operários. Mas não me importei com isso. Eu também não era operário. Depois prenderam os miseráveis. Mas não me importei com isso. Porque eu não sou miserável. Depois agarraram uns desempregados. Mas como tenho meu emprego. Também não me importei. Agora estão me levando. Mas já é tarde. Como eu não me importei com ninguém. Ninguém se importa comigo.” (Bertold Brecht)
Em solidariedade a todas as vítimas, eu não me calarei!
See You!
Por: Valéria Miguez (LELLA).
————–
O lado sombrio da História da Humanidade
No princípio, quando o homem decidiu viver em grupo, o que seria para compartilhar até tarefas, veio junto o sentimento de posse. Em uns, muito mais exacerbado. Dai, um passo para que sentissem donos do mundo. Onde vidas humanas são mercadorias sem o menor valor. Descartáveis ao seu bel prazer. O pior é que isso ainda existe. Trazendo alguns Ditadores, como também guerras, genocídios… Enfim, páginas lastimáveis na História da Humanidade mostradas em Filmes. Vem comigo!
A foto inicial é do filme “Hotel Rwanda“. Um genocídio real e num passado recente. E o que o personagem do Joaquim Phoenix está dizendo, vem com o efeito de um soco no estômago de tão verdadeiro. Assistam. Ainda em território africano, “Lágrimas do Sol” nos mostra a bestialidades de alguns homens quando estão em guerra. O pior, é que fazem as barbáries com inocentes. Tem mais aqui. Saindo do território africano, indo para a Europa, temos um outro que também se mostram selvagens com mulheres, é o “A Vida Secreta das Palavras“. Em ambos, são fatos que chocam. É muita crueldade. Não deixem de ver.
As guerras reais foram parar na tv. E uma dela, muito recentemente. É a da invasão do Iraque pelos Estados Unidos. Para conhecer um pouco do tão sem propósito foi essa guerra, cito “Soldado Anônimo“. Conto mais aqui.

Focando essa região ainda, Oriente Médio, mas voltando o tempo em alguns anos, chegaremos ao Afeganistão. Mostrando um pouco da invasão pelos russos, temos o “Caçador de pipas“. Muito embora o filme trouxe uma versão mais leve do que foi relatado no livro. Dêem uma olhada. Àqueles que têm Orkut, caso queiram ler, aqui tem um fórum que uniu livro e filme. Agora, mostrando como os russos saíram de lá, do Afeganistão, assistam “Jogos do Poder“. Conto mais aqui.
Subindo o mapa… Eu quis muito ver o filme “Paradise Now” para tentar entender um pouco do que se passa na cabeça de um homem-bomba. E como poderão ver, deu um nó na minha cabeça.
Essa outra história ocorreu em 2002. Na apuração dos fatos ao ataque as Torres Gêmeas, um jornalista americano é seqüestrado no Paquistão. O filme é “O Preço da Coragem“, quem conta essa história é sua esposa. O que pesou também sobre ele, era o fato de ser judeu. Aqui.

Por falar em judeus… Não dá para esquecer do carrasco-mor desse povo – Hitler. Nesse filme “A Queda – Os Últimos Dias de Hitler” quem conta a história é a sua secretária particular. Esse filme deveria ser passado nas escolas. Até pelo documento histórico. Aqui. Agora, tem quem resolveu contar de um jeito divertido essa terrível perseguição. É no filme “Trem da Vida“. Mais detalhes aqui.
Ainda por conta do nazismo… Uma família vai parar na África. Esse filme é belíssimo: “Lugar Nenhum na África“. Conto mais aqui.
Infelizmente não são poucas essas páginas lastimáveis na história da humanidade. Sendo assim voltarei à elas, mais vezes. Para encerrar, a história contada por um jovem quando conviveu com o ditador Idi Amim. É o “O Último Rei da Escócia“. Ele está entre os ditadores mais cruéis. Aqui, tem mais detalhes.Fica a esperança que as próximas gerações venham com mais humildades para não perpetuarem esses sanguinários que nos enojam.
Uma ótima distração a Todos!
See You!
Por: Valéria Miguez (LELLA).
——————————————————————————–
Violência Urbana: Onde vamos parar?

Atualmente, se sai de casa, mas sem a certeza de que irá retornar. Cruel? É. Mas o nível chegou ao ponto de ser morto até por tiras. O certo, ou o esperado seria ser salvo por eles. Ex: Um fato desagradável ocorrido recentemente (2008) no Rio de Janeiro onde uma pessoa fora seqüestrada, e ainda em poder do bandido, em vez de ser socorrida pelos tiras é morta por eles. Mas fatos como esse, outros colegas de Blog poderão desenvolver melhor. Pois nosso papo é sobre filmes. Vem comigo!
Como citei antes, o de não saber se volta são e salvo para casa… Em “Valente” (The Brave One), o casal de noivos ao levar o cachorro para uma caminhada no parque são brutalmente espancados. Ele não resiste morrendo no local, ela, personagem de Jodie Foster, sobrevive. E após um tempo, vai atrás dos assassinos. Até por conta da indiferença dos policiais. Filmaço!

Ainda nessa… Esse outro filme é bem forte. A mim, ficou um não querer rever. É o “Irreversível“. Onde à saída de uma festa, uma jovem é brutalmente estuprada e espancada. Um outro, onde após sofrer um estupro, uma jovem grávida morre, mas no hospital conseguem salvar a criança. Onde uma enfermeira, para tentar achar parentes da jovem, acaba indo parar no centro da máfia russa. Um inferno, mas ela está disposta a sair de com o bebê. O filme é “Senhores do Crime” (Eastern Promises).
Há também um outro tipo de violência, que é no trânsito. Onde num descuido pode não apenas tirar uma vida, como também traumatizar toda uma família por conta dessa perda. Descuido ou relapso? Um atender o celular, ou trocar um cd, ou outra coisa onde achando que será rapidinho, pode vir a resultar numa tragédia. Um onde isso ocorre é em “Traídos pelo Destino” (Reservation Road).
Por outro lado, filme é filme! Logo, também quero vê-lo assim. Principalmente com os vilões que por vezes são prejudicados pelo politicamente correto. Que em alguns filmes estadunidenses exageraram no pós 11 de Setembro. Um deles, até fiquei com vontade de lançar uma campanha. Essa: ‘Salvem os Vilões dos Filmes!’. O filme é o “Ponto de Vista” (Vantage Point).
Por querer tentar entender o que se passa na cabeça de um homem-bomba, eu assisti “Paradise Now“. Recomendo! Até por tirar a visão esteriotipada que a mídia lança sobre ele. Não que com isso iremos aprovar, ou mesmo abonar esse ato para lá de violento. Mas é sempre bom ver a outra versão do fato.

Algo que também gostaria de entender é o porque de certas mulheres sentirem fascínio por criminosos. Por conta disso, uma simples leitura numa sinopse, foi o ponto de partida para assistir “Fôlego” (Soom). Onde uma dona de casa vai procurar um criminoso que se encontra no corredor da morte, após saber que o marido a trai. Como citei em meu texto, esse é um filme para um olhar mais maduro.
Por vezes, a violência está dentro de casa. Quer ela seja física, ou em atos contra o patrimônio dos pais. Como no “Antes que o Diabo descubra que você está morto“. Onde o filho mais velho alicia o caçula para assaltarem a joalheria dos pais. Como trabalharam nela, sabiam de todos os detalhes da segurança. Mas imprevistos acontecem…

Eu gosto de filmes policiais, também. Não apenas por vê-los em ação, como também em conhecer seus dramas pessoais. No mais recente que eu vi, fiquei pensando se também não teria feito o mesmo que o personagem do Keanu Reeves fez com os pedófilos. Pois ele é um tira do tipo: ’se houve flagrante, para que ter despesas com júri e tudo mais’. O filme é “Os Reis da Rua” (Street Kings). Subindo o mapa um pouco, um canadense que me fez rir bastante. É o “Bon Cop, Bad Cop“. Onde dois tiras, cujo métodos de investigação são antagônicos se vêem obrigados a trabalharem juntos para desvendarem um crime em série.
Bem, esse tema também me fará voltar a ele. Sendo assim, como fã de Daniel Auteuil, termino por aqui deixando a sugestão de “O Adversário“. Um filme que nos deixa perplexos pelo o que o personagem dele fez. E tudo por querer manter o status quo.
Que o final de semana seja sem violência para Todos nós! Que fique nos filmes!
See You!
Por: Valéria Miguez (LELLA).
——————————————————————
Armas de Fogo + Crianças + na mesma Residência = ?
O tema de hoje me veio com o filme “Vermelho Como O Céu“. Por conta de algo trágico que ele traz, assim como porque foi baseado em algo que de fato aconteceu. Por ele, essa equação no título. E nem fui atrás de estáticas para obter um resultado. Claro que há crianças passarão incólumes a isso, e até em crescer não querendo ter uma arma. Mas num mundo tão violento, mensagens, ou até reflexões acerca de um ‘Desarme-se!‘, se faz necessário. É por aí o nosso papo. Vem comigo!
Quando eu e meus irmãos éramos crianças, houve um período em que meu pai consertou algumas armas de algumas pessoas. No princípio, ele ali com a arma toda desmontada, nos levava… é, o termo é esse mesmo. Pois o que estava subentendido ao nos mostrar aquele mecanismo… era na verdade, ele nos levando a entender o poder de destruição daquele objeto. E para nós, criados entre plantas e pequenos animais (Tínhamos cachorro, pintinhos, porquinho-da-índia, codorna…), e muitos amiguinhos (Pessoas.)… Enfim, para nós que amávamos todos, era um disparate o matar alguém.
Quando sozinhos em casa, não batia em nós em sequer tocar numa delas. E crescemos sem querer possuir uma. Nosso fogo era por um outro tipo de fogo, o do fogão. Onde o prazer maior em algo proibido, estava em preparar doces e depois comer de colher direto da panela. Crescemos sentindo gosto e prazer em reuniões em torno da mesa da cozinha. Ah sim! Essa aventura não queimou ninguém, pois tomávamos cuidado.
Mas como no filme, tragédias podem ocorrer. Pois criança é curiosa. E quando acontecem, o que pensar? Pegando o exemplo do filme. Sozinho em casa, ele improvisa uma escada – um banquinho em cima de uma cadeira -, para segurar a arma. Mas em ouvir alguém chegando, receoso e nervoso, ao tentar colocar a arma no lugar, caem ele e a arma. Ela ao cair, explode perto do rosto dele. Ferindo gravemente seus olhos.
Então, ainda nessa reflexão … O porque dele ter ficado assustado. Seria por saber que estava fazendo algo errado? Por conta disso, estaria temendo uma punição dos pais? Se for por ai, não seria melhor não ter uma arma em casa? Ou não a colocando-a à vista e em local alto?
Sobre o filme, “Vermelho Como o Céu“, mais detalhes aqui. Seguindo agora, sobre o poder e fascínio em ser ter uma arma de fogo. Dela virar um apêndice da pessoa. A princípio, a única lógica que eu vejo nessa posse estar em tirar a vida de alguém. Pois ela mata. Mas tem quem cujo discurso é o de se defender. Mas mesmo antes de haver um ataque? De posse de uma arma, termina por relegar o instinto de defesa que nos é nato. O que pode ocasionar tragédias que poderiam ser evitadas. Creio que numa pesquisa, o grande percentual será que não foi acidental. Que houve negligência.
O Documentário “Tiros em Columbine” traça um perfil muito maior na cultura dos Estados Unidos em relação às armas. Que para piorar, tendem a discriminar aqueles que não se saem vencedores. E quem mais sofre essa pressão são os que estão entrando na adolescência. Cabecinhas que deveriam conhecer outros valores.
Temos também em “O Senhor das Armas” a extensão do poderio da indústria bélica. Essa frase traduz isso: “Existem 550 milhões de armas no mundo. Ou seja, uma arma para cada 12 pessoas. Meu trabalho é fazer com que as outras 11 também tenham alguma arma nas mãos“. E no mundo real, não importa se são adultos ou crianças, desde que tenha quem pague por elas.
Se é uma questão cultural, independente da nação, porque não iniciar o desarmamento do mundo dentro da própria casa? Ainda mais se nelas há crianças. Afinal, nós humanos somos ou não seres racionais? Como numa reação em cadeia, quem sabe ela alcance as ruas, o bairro, a cidade…
Mas também há aqueles que recrutam crianças. Podemos ver no Documentário “Falcão – Meninos do Tráfico“. Como também em “Diamantes de Sangue“; esse eu ainda não vi. Mas já está na lista.

Um tempinho atrás, eu recebi um agradecimento, em minha página no Orkut, por ter levado para uns fóruns o papel relevante da Princesa Diana em divulgar a ação da Campanha Internacional pela Proibição de Minas Terrestres (ICBL). E o farei novamente, tão logo assistir o “Tartarugas Podem Voar“. Pelo o que sei até agora, a tartaruga no título é uma alusão a essas minas terrestres. Eis uma sinopse desse filme: Crianças mutiladas ganham a vida desarmando minas terrestres que vendem a um intermediário, que, por sua vez, ganha a vida vendendo as minas à ONU. É essa a imagem da luta pela sobrevivência num campo de refugiados curdos pouco antes da invasão americana do Iraque.
Afinal, à elas, as crianças, nós adultos devemos sim transmitir valores éticos. E em suas mãos, um livro é a melhor ferramenta que devem receber. Um brinquedo, ou um instrumento musical também. Fora às armas de fogo!














Lendo sua lista, pensei no A Espiã, que toca numa assunto muito importante: resistência e colaboração com o regime nazista. Afinal, é a opção entre um e outro que torna possível o holocausto.
Já assistiu?
http://www.omelete.com.br/cine/100010237/A_Espia.aspx
Oi Celso,
ainda não. Vou acrescentar ao texto
Grata!
Beijo grande,