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Um Tour pelo Oriente Médio
Uns dias atrás, li que o Turismo por regiões em conflitos está sendo bem rentável. Eu, mesmo com todas as belezas naturais, não iria. Preferindo conhecer certos lugares através dos filmes. E para quem quiser fazer o mesmo, trago um tour pelo Oriente Médio, e um pouco além. Vem comigo!
Se na infância, o que vinha de toda essa região do planeta, eram as histórias das Mil e Uma Noites, atualmente o que os noticiários nos trazem maciçamente, são as guerras. Internas e externas. Dependendo de quem quer que ela seja divulgada. Me faz lembrar da frase dita por uma jornalista ao seu chefe que abortara a sua reportagens por ordens superiores, essa:
“Se ninguém ver, talvez signifique que não tenha acontecido.”
Ou como, querem que seja divulgado a notícia. Às vezes fazem de um cordeiro, um leão. Certeza mesmo, temos que há o interesse material por trás de tudo. As tidas guerras santas, as ideologias são apenas para fazer a cabeça do povão.
Por vezes, ficamos nós presos aos esteriótipos que nos passam. Foi até para clarear a impressão que eu tinha dos homens-bombas, que assisti “Paradise Now“. Limpar, limpou, mas não a ponto de aceitar tal coisa. Fora dos bancos escolares, se quisermos saber mesmo o que de fato ocorre por lá, precisaremos fazer uma filtragem nas News. Ou, usar também um filtro nas histórias que os livros e os filmes contam. No filme “O Preço da Coragem” (A Mighty Heart), uma jornalista, por conta de vivenciar um grande drama – o marido ser seqüestrado por ser americano, judeu, e repórter de um influente jornal -, ela tenta ser imparcial no relato. O filme é baseado num caso real.

Num resgate às lembranças da infância, temos alguns Animações, ou mesmo filmes do tipo sessão-da-tarde, para mostrar um pouco de tão rica são as histórias dessa região. Tais como: “Ali Babá e os Quarenta Ladrões“, “Aladim e a Lâmpada Maravilhosa“, “Simbad, o Marujo“, “As Mil e Uma Noites” (Nights Arabian)… Assim, a Sherazade que há em nós, pode passar aos mais jovens que com criatividade podemos ir longe. E numa visão bíblica, o “O Príncipe do Egito“.
Ao fazer uma pesquisa, eu encontrei um, que fiquei com vontade de ver. É esse: “As Aventuras de Azur e Asmar“. ‘A história de Azur e Asmar é disfarçadamente armada para fazer ponte com a atual relação entre europeus e africanos/árabes. Durante a ação, situações de choque entre uma cultura e outra, mostrando o quanto a intolerância entre Ocidente e Oriente é absurda. É antes de tudo um filme sobre descobertas. Sobre abrir a cortina que esconde a beleza de uma cultura e desvendar seu colorido, sua estranheza e complexidade.‘ Tem mais aqui.
Outro filme, que ainda atrairia um público jovem para uma aula de história disfarçada, é o “O Caçador de Pipas“. Com a invasão do Iraque, o Bush achou que tudo terminaria logo, mais ainda há distúrbios. Pior, os talibãs estão ganhando terreno. Para conhecer um pouco mais dos conflitos ocorridos no Afeganistão, que inflamou a esses fanáticos, além de saber como e porque o Congresso dos Estados Unidos ‘cooperam’ com os que estão em guerra, cito dois: “Jogos do Poder” e “Tiros em Columbine“.
Também onde podemos ver um passado mítico daquela região, seriam em alguns Clássicos, tais como: “O Rei dos Reis“, “Os Dez Mandamentos“, “José e Seus Irmãos“, “Ben-Hur“, “Cleópatra“, “David e Betsabá“, “Spartacus“… São filmes que as televisões costumam passar próximo ao Natal. Mas já fica um adendo em conferir também a geografia do local
Se a geo-política dessa região já era uma babel no passado longínquo, atualmente é um barril de pólvora. Mais que conquistar territórios como na época das Cruzadas, o agora é marcar o território com companhias petrolíferas. Com acordos entre nações que nem vizinhas são. Essa paz sedimentada pelo ouro negro, foi o que ocorreu entre os Estados Unidos e a Arábia Saudita. Mas até quando essa paz resistirá? Eu já listei para ver o “Syriana – A Indústria do Petróleo“.
“Na guerra, o único heroísmo é sobreviver“. (Samuel Fuller)

Há uma safra de filmes que estou pretendendo ver. Um deles, é o “O Suspeito” (Rendition), onde um egípcio é torturado, de acordo com a lei Extreme Rendition, por ser suspeito de ser terrorista. Baseado em fatos reais. Outro, “O Reino” (The Kingdom), quando um terrorista detona uma bomba no interior de uma zona residencial americana em Riad, na Arábia Saudita, desencadeia um incidente internacional. Agentes do FBI e oficiais sauditas na caça ao terroristas. Juntos? Irei conferir. Também o Documentário “Caminho para Guantánamo” (Road to Guantanamo), onde três jovens britânicos com origem paquistanesa são levados presos por suspeita de terrorismo. E eles eram inocentes. Esse outro, o “Rede de Mentiras” (Body of Lies), no qual um ex-jornalista ferido na Guerra do Iraque é contratado pela CIA para ajudar na captura de um líder da Al Qaeda na Jordânia. Mais um seria o “Nesse Mundo” (In This World), onde dois refugiados do Afeganistão que viviam em um campo em Peshawar tentam escapar para a Grã-Bretanha, procurando uma vida melhor. A perigosa jornada os leva até a “rota da seda”, passando pelo Paquistão, Irã e Turquia, até chegarem a Londres.
Fiquei com vontade de também ver esse filme documentário: “Onde no mundo está Osama Bin Landen?“. ‘O Diretor Morgan Spurlock está decidido a encontrar SOZINHO a pessoa mais “não encontrável” do planeta. Se o FBI e a CIA não conseguiram ainda, talvez ele seja nossa última esperança não é? Usando uma narrativa documental repleta de humor ácido, semelhante ao quem vemos nas produção de Michael Moore, o filme mostra a jornada de Morgan pelos locais que possam servir de esconderijo do terrorista mais procurado do mundo.‘ Tem mais aqui.
Ainda na linha de comédia, deixo a sugestão do “A Banda“, onde egípcios e israelenses para se entenderem fazem uso da língua inglesa. Mas também mostra que o que realmente nos difere, são os muros das fronteiras. Isso claro, para nós seres pacíficos.
E para terminar, um que envolve guerras por etnia e religião, onde uma mãe abdica de seu único filho, o único que o horror da guerra não matou, para que ele sobreviva. Mais, para dar a ele a chance de ser alguém. O filme é “Um Herói do Nosso Tempo” (Va, Vis et Deviens). Ele foi um dos sobreviventes da Operação Moisés, que o governo israelense resgatou em 1984, no Sudão.
Por fim, quem sabe um dia, uma Sherazade surja a cada um desses fomentadores de guerras, e os façam parar, por mil e uma noites, como também mil e um dias. E então, os outdoors com paisagens bucólicas virão nos mostrar e convidarmos a conhecer um Novo Oriente Médio. Um reino de paz e fantasias!
Por: Valéria Miguez (LELLA).
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Que tal um passeio em Paris?
Com uma taça de champanhe, ou mesmo uma xícara de café, convido-os a conhecerem Paris, essa cidade que faz parte do nosso imaginário. Pelos Filmes, é claro! Vem comigo!
Querendo ver que por lá, num país de primeiro mundo, também há uma rede de corrupção entre o setor público e o privado, assistam esse ótimo filme: “A Comédia do Poder” (L’Ivresse du Pouvoir). Quisera ter por aqui, no nosso país, duas juízas como as desse filme.
Mais detalhes aqui.
Para quem gosta de Thrilher, “Caché” (Hidden) é uma boa! O filme também foca a discriminação entre franceses e argelinos. Mas eu, minha análise, preferi ir por um outro ângulo. Um trechinho:
“Há certas tomadas de atitudes que soam como gritos silenciosos de pedidos de atenção. Algo como: “Oi, estou aqui!” São pedidos mudos que por vezes tresloucados na forma, mas que foram como uma última tentativa. E quando não são de fato a derradeira – aquela que não tem mais volta. Alguns desses pedidos, mesmo que incômodos, podem até serem vistos como atitudes infantis. Mas seja lá como foi, ou mesmo de quem partiu, não querem nada de material.”
Pois é, um Drama que envolve a vida dos personagens de Daniel Auteuil e Juliette Binoche. Quer saber mais? Tem aqui o texto na íntegra.
Àqueles que curtem uma Comédia, irão se deliciar com essa: “O Closet” (Le Placard). Com Daniel Auteuil e Gérard Depardieu. Essa dupla deu química. A tônica aqui, muito mais que uma homofobia, fica em como certas pessoas viajam na maionese… O personagem do Auteuil para não perder o emprego, deixa que pensem que é gay. E o seu jeito metódico que até então incomodava, passa a ser visto de outra forma. O que muda é a cabeça das pessoas. Conto mais aqui.
Na empolgação, esqueci de deixar registrado a quem ainda não está familiarizado com o Cinema Francês, é que eles não têm o mesmo ritmo dos de Hollywood. Muitos o acham lentos demais. O pior é que acabam perdendo ótimos filmes.
Humm! Pausa para um delicioso café? Ou mesmo um chocolate quentinho? Que ir saborear num lado de Paris onde a vida passa tranqüila. Saindo do Centro frenético, indo para o subúrbio… Melhor ainda, sendo servidos por uma doce garçonete: Amélie Poulain. É, quem já viu “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain), se apaixona por esse filme. Eu já vi umas três vezes. Quem ainda não viu, assista. Veja, ou melhor, rememore os prazeres de outrora, que por conta do corre-corre atual, nem os sinta mais. Veja um pouco mais pelas lentes mágicas de Amélie.
Não podendo esquecer que Paris também nos leva às Galerias de Artes… Para esse filme, caso não queira assistir sozinho, chame um amigo. Juntos, vejam: “Meu Melhor Amigo” (Mon Meilluer Ami). Uma deliciosa comédia onde a um Marchand, sua sócia lhe impõe um prazo para apresentar um grande amigo. Ele, para não perder o objeto da aposta, aceita. Mas… Não será tão fácil como imaginava. E ele segue de táxi.
Para finalizar, um pouco de tudo que nos remete a essa cidade: luz, moda, arte, paixão… Em “Paris, eu te amo” (Paris, je t’aime), há tudo isso e muito mais. São 21 Curtas na visão que cada Diretor tem por ela. E por eles, com eles, nosso giro é maior. Temos uma radiografia completa da cidade, dos seus moradores e dos que apenas estão de visita. Um foco maior, aqui.
Eu sou Valéria Miguez, mas podem me chamar de Lella. Se foram olhar meus textos na íntegra, viram que tenho um jeito peculiar de analisar um filme. E que tento ao máximo não tirar a surpresa, e sim motivá-los.
See you!











Que luxo esses passeios com filmes maravilhosos! Tem vários que eu adoro e alguns que ainda não vi. Vou procurar “Paris, eu te amo”.
Oi Ana Maria, grata!
Esse tipo de texto me faz lembrar de uma Professora, D. Nilza, que de uma pequena matéria num jornal, tal como – ‘gafanhotos destroem plantação de algodão no Egito’ -, ela nos dava uma excelente aula de geo-política.
Era ainda tempos de Ditadura. E os livros ‘didáticos’ oficiais nas escolas eram emburrecentes. Com a nossa cumplicidade, já que não queríamos perde-la, mantínhamos o livro aberto para uma ‘visita’ de alguém da Diretoria.
Assim, foi prazeiroso fazer um tour com, e pelos filmes.
Beijo grande,