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	<title>Cinema é a minha praia! &#187; Alemanha</title>
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		<title>&#8220;Carnage&#8221; (2011)</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Jan 2012 07:39:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rogerio silvestre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Yasmina Reza adaptou junto com Roman Polanski, a sua magnífica peça &#8220;God of Carnage&#8221;, que cheguei a ler. Não vi no palco, mas estava ancioso para ver o filme de Polanski , que particularmente, vale cada centavo que eu gastei!. Situado em um apartamento em Nova York, dois casais cujos meninos tiveram um &#8220;desacordo&#8221; no [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemaeaminhapraia.com.br&amp;blog=1479777&amp;post=12334&amp;subd=lella&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2012/01/80585_gal2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-12548" title="80585_gal" src="http://lella.files.wordpress.com/2012/01/80585_gal2.jpg?w=500&#038;h=336" alt="" width="500" height="336" /></a>Yasmina Reza adaptou junto com Roman Polanski, a sua magnífica peça &#8220;God of Carnage&#8221;, que cheguei a ler. Não vi no palco, mas estava ancioso para ver o filme de Polanski , que particularmente, vale cada centavo que eu gastei!.</p>
<p>Situado em um apartamento em Nova York, dois casais cujos meninos tiveram um &#8220;desacordo&#8221; no playground, o que resultou na “disfiguração” de um deles. Jodie Foster e John C. Reilly interpretam os pais da &#8220;vítima&#8221;, e Kate Winslet e Christoph Waltz fazem os pais do menino &#8220;culpado.&#8221; Na tentativa de resolver questões em relação aos seus filhos, o que seria uma troca cordial se transforma em uma “guerra”.</p>
<p><strong>Para quem é? </strong></p>
<p>“Carnage” é para quem gosta de atores. E, esse é o meu tipo de filme. Tem um elenco de quatro atores talentosos, jogados em um apartamento, onde discutem &#8211; com diálogos inteligentes.  Na verdade, “Carnage” é uma comédia, porque a vida é realmente engraçada e igualmente absurda.  A mistura de emoções, e  álcool -  o filme só fica melhor e melhor quanto mais álcool é consumido.</p>
<p><strong>Expectativas:</strong></p>
<p>Não vou dizer que este é um filme perfeito, porque não é, mas isso não diminue a minha apreciação a obra de Polanski. Por examplo,  dentro dos primeiros minutos, eu questionei o fato de  Winslet e Waltz já estarem na casa do outro casal, e depois vão indo ao caminho do elevador. Parecia que as questões já tinham sido resolvidas, mas-</p>
<p><strong>Atores: </strong></p>
<p>O elenco é simplismente perfeito.</p>
<p style="font:12px 'Arial Narrow';color:#333233;margin:0;"><span style="letter-spacing:0;"><a href="http://lella.files.wordpress.com/2012/01/82674_gal.jpg"><img class="size-full wp-image" src="http://lella.files.wordpress.com/2012/01/82674_gal.jpg?w=590" alt="Imagem" /></a></span></p>
<p>Jodie Foster interpreta Penelope Longstreet, que se auto-declara como uma &#8220;pessoa boa”. Foster excessivamente domina o filme, fazendo essa mulher cheia de raiva incontida &#8211; porque seu filho perdeu dois dentes e ficou “desfigurado” como ela diz para os Cowans.  John C. Reilly faz Michael, que é o tipo de marido que mostra total paciência para sua esposa, mas que para ele também existe limite para tudo. Reilly é uma ator singular na capacidade de retratar a comédia e o drama como parte de suas nuances interpretativas.</p>
<p style="font:12px 'Arial Narrow';color:#333233;margin:0;"><span style="letter-spacing:0;"> </span></p>
<p style="font:12px 'Arial Narrow';color:#333233;margin:0;"><span style="letter-spacing:0;"><a href="http://lella.files.wordpress.com/2012/01/82682_gal.jpg"><img class=" wp-image" src="http://lella.files.wordpress.com/2012/01/82682_gal.jpg?w=468&#038;h=310" alt="Imagem" width="468" height="310" /></a></span></p>
<p>Christoph Waltz faz Alan Cowan -  talvez seja o melhor dos quatro personagens e apresenta a melhor atuação do filme. Toda vez que  ele abre a boca, o filme fica melhor. E, as constantes ligações do celular, são irritantes e brilhantes ao mesmo tempo. Kate Winslet faz Nancy Cowan, que é tão perturbada por tentativas de Penélope em lhe contar como criar seu filho como pelas interrupções do seu marido ao telefone. Winslet  é responsavel pelas duas melhores cenas do filme &#8211; a do vomito e do celular.</p>
<p>“Carnage” é sobre a batalha dos sexos, e também sobre a batalha de classes, mas o filme não se aprofunda sobre as questões  socioculturais,  Polanski ilustra mais o comportamento humano emergindo das sombras. &#8220;Carnage&#8221; não revelou nada mais do que eu já sabia, mas me fez balançar a cabeça em reconhecimento do comportamento que vejo nos outros e, Deus me perdoe, que até vejo em mim.</p>
<p>Nota 8,5</p>
<div></div>
<div></div>
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		<title>Asas do Desejo (Der Himmel Über Berlin, 1987)</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Jan 2012 10:11:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dhiogo Caetano</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quem sou eu? Amanhã não mais existirão dúvidas, todos saberão que sou eu! O todo será a plenitude do nada que ontem coabitava a minha existência. Neste terreno as sementes foram semeadas como excelência imortal. Asas do Desejo é um filme contemplativo, que observa e comenta sobre a vida, a passagem do tempo, a consciência [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemaeaminhapraia.com.br&amp;blog=1479777&amp;post=11914&amp;subd=lella&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><em><a href="http://lella.files.wordpress.com/2012/01/asas-do-desejo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-11922" title="asas-do-desejo" src="http://lella.files.wordpress.com/2012/01/asas-do-desejo.jpg?w=500" alt=""   /></a>Quem sou eu? Amanhã não mais existirão dúvidas, todos saberão que sou eu!</em><br />
<em>O todo será a plenitude do nada que ontem coabitava a minha existência.</em><br />
<em>Neste terreno as sementes foram semeadas como excelência imortal</em>.</p>
<p><strong>Asas do Desejo</strong> é um filme contemplativo, que observa e comenta sobre a vida, a passagem do tempo, a consciência a respeito de si e a descoberta da própria identidade. Em vários momentos, <strong>Wim Wenders</strong> faz as perguntas que motivam a reflexão provocada pelo filme: “<em>por que eu sou eu e não você? Por que estou aqui e não ali? Onde termina o tempo e onde começa o espaço?</em>”. O filme trabalha com uma linguagem puramente metafísica e tem uma face espiritual evidente, embora trate fundamentalmente da experiência urbana social (e, portanto, humana).</p>
<p>A produção cinematográfica nos leva ao narramos do por que; porque ansiedade, preconceito, sexo, morremos, amor, Deus, céu, anjos. De forma criativa Wenders usou os anjos como metáfora para tecer um poético e sensível estudo sobre a condição humana.</p>
<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2012/01/asas-do-desejo_01.jpeg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-11925" title="asas-do-desejo_01" src="http://lella.files.wordpress.com/2012/01/asas-do-desejo_01.jpeg?w=300&#038;h=168" alt="" width="300" height="168" /></a>Ricamente Wenders nos mostra que a vida não é aquela festa que esperamos, mas neste mundo de meu Deus, devemos dançar sempre que for possível&#8230; Se os dias bons não vier vamos fazer os ruins se tornarem bons. Pois não devemos esperar somente os momentos mágicos, magníficos, precisamos viver a arte da vida de forma plena. Não desperdice a capacidade de ser feliz, de fazer o outro feliz. A felicidade está presente nas coisas mais simples. Viva! O dinheiro não é tudo, ele se estala em suas mãos, mas acaba fugindo por entre os dedos. A juventude passará e junto com ela também a saúde se esgotará. Afinal a vida passará&#8230; Por isso viva, pois a vida não é curta, mas breve!</p>
<p>E enquanto a tempestade não passar, o melhor é dançar na chuva e acreditar que os anjos existem.</p>
<p>O filme vislumbra o aspecto solitário da existência humana através dos olhos impassíveis dos anjos. Eles são invisíveis aos humanos, com exceção das crianças; os pequenos são os únicos seres que olham diretamente para os anjos, embora o filme jamais explicite se as crianças são realmente capazes de vê-los. Nesse sentido, Wenders opera uma metáfora fantástica, associando os anjos às crianças. Eles se identificam com elas; são seres puros, inocentes, que começam a descobrir sua identidade. Os adultos mergulhados no turbilhão de problemas do cotidiano, na busca incessante por dinheiro e poder, perdendo a essência fundamental que habita nas crianças.</p>
<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2012/01/asas-do-desejo_02.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-11929" title="asas-do-desejo_02" src="http://lella.files.wordpress.com/2012/01/asas-do-desejo_02.jpg?w=300&#038;h=187" alt="" width="300" height="187" /></a>Gostei muito da essência humana trabalhada no contexto geral do filme, que nos leva para diferentes reflexões da vida, onde precisamos no decorrer da mesma, buscar o anjo que habita em nós (continuamos a perder muitas coisas na vida, pela ausência de coragem).</p>
<p>O filme é incontestavelmente um poema, uma obra-prima, que tem a capacidade de penetrar na “psique” humana. Envolvendo um enredo que visa destacar a vida humana de forma complexamente, não deixando de lado à simplicidade, a origem do ser e a pureza do ser humano na totalidade da palavra.</p>
<p>Como poeta, digo que o filme é uma raridade poética, que transcreve o existir, a vida, a essência humana, o modo como entregamos aos pequenos prazeres do cotidiano, o sorriso bobo, a maneira de caminhar, o olhar perplexo e tudo que nos faz ser seres humanos.</p>
<p>A trama cinematográfica nos leva a um passeio nos mais profundos sentimentos, objetivando um olhar novo dos seus telespectadores; que são envolvidos pela inovação na forma de narrar um poema, de expressar a arte de viver e o ato de compreender a vida.</p>
<p>Afinal, um olhar pode fazer a diferença na vida do outro e até mesmo na nossa própria vida.  Wenders nos leva a uma viagem pra dentro de nós mesmos, um encontro do ser físico profano com o anjo espiritual sagrado que vive em cada um de nós.</p>
<br />Filed under: <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/category/alemanha-filme/'>Alemanha</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/category/_mais-um-olhar/'>_Mais Um Olhar</a> Tagged: <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/anjos/'>Anjos</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/bruno-ganz/'>Bruno Ganz</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/crise-existencial/'>crise existencial</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/depressao/'>Depressão</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/diretor-wim-wenders/'>Diretor Wim Wenders</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/drama/'>Drama</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/fantasia/'>Fantasia</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/filosofia/'>Filosofia</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/imortalidade/'>Imortalidade</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/peter-falk/'>Peter Falk</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/poemas/'>poemas</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/romance/'>Romance</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lella.wordpress.com/11914/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lella.wordpress.com/11914/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lella.wordpress.com/11914/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lella.wordpress.com/11914/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lella.wordpress.com/11914/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lella.wordpress.com/11914/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lella.wordpress.com/11914/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lella.wordpress.com/11914/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lella.wordpress.com/11914/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lella.wordpress.com/11914/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lella.wordpress.com/11914/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lella.wordpress.com/11914/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lella.wordpress.com/11914/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lella.wordpress.com/11914/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemaeaminhapraia.com.br&amp;blog=1479777&amp;post=11914&amp;subd=lella&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Assalto em Dose Dupla (Flypaper. 2011)</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Dec 2011 21:29:54 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Com um tema bem comum &#8211; assalto a banco -, fica o desejo de ver nesse um diferencial. Que dará molho a trama. Em &#8220;Assalto em Dose Dupla&#8221; o ingrediente principal é Tripp, personagem de Patrick Dempsey. O cara é uma mistura de outros três personagens principais das Séries de Tv: &#8220;The Mentalist&#8221; + &#8220;Psych&#8221; [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemaeaminhapraia.com.br&amp;blog=1479777&amp;post=11482&amp;subd=lella&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://lella.files.wordpress.com/2011/12/assalto-em-dose-dupla_2011.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-11490" title="assalto-em-dose-dupla_2011" src="http://lella.files.wordpress.com/2011/12/assalto-em-dose-dupla_2011.jpg?w=366&#038;h=393" alt="" width="366" height="393" /></a>Com um tema bem comum &#8211; assalto a banco -, fica o desejo de ver nesse um diferencial. Que dará molho a trama. Em &#8220;<strong>Assalto em Dose Dupla</strong>&#8221; o ingrediente principal é Tripp, personagem de Patrick Dempsey. O cara é uma mistura de outros três personagens principais das Séries de Tv: &#8220;The Mentalist&#8221; + &#8220;Psych&#8221; + &#8220;Monk&#8221;. Tripp além de extremamente compulsivo, tem memória fotográfica, capacidade de deduções lógicas, e com o agravante de não ter medo do perigo. Creio que o cérebro dele é como um papel pega-mosca (Tradução literal do título original.): o que cair servirá de base para ele matar a charada. Que seria a coincidência de dois assaltos simultâneos no mesmo Banco. Isso foi o que aguçou a sua curiosidade. Intrigado, dará uma de detetive.</p>
<p style="text-align:justify;">O título original tem mais a ver com o &#8220;<em><strong>efeito flypaper</strong></em>&#8220;. Que fica difícil explicar porque traria spoiler. Tentando de outro modo. Há um ranking entre os assaltantes mais procurados, e quem está nesse topo, não quer que apareça sua foto, somente seus crimes. Como também não querem ser reconhecidos. Então, é dar milho aos pombos enquanto limpam seus próprios rastros enquanto agem.</p>
<p style="text-align:justify;">Tripp chega ao Banco já com pose de galã, ou seja, chamando a atenção para si. Na fila do caixa, esnoba Madge (Octavia Spencer), que sem eufemismo é: negra, baixinha e gordinha. Preferindo então ser atendido por Kaitlin, personagem de Ashley Judd. Ao pedir uma soma em dinheiro em moedas, a deixa intrigada. Antenado, enquanto aguarda, observa tudo ao redor. O que o leva a perceber que o Banco seria assaltado. De imediato tenta proteger Kaitlin, mas depois sua mente se liga a tudo mais.</p>
<p style="text-align:justify;">Explicitamente são dois grupos de assaltantes. Uma das equipes é composta por Darrien (Mekhi Phifer), Weinstein (John Ventimiglia) e Gates (Matt Ryan). Que parecem ser os mais especialistas. Na outra equipe temos a dupla Peanut Butter (Tim Blake Nelson) e Jelly (Pruitt Taylor Vince), que perto da outra mais parece ladrões de galinha, mas com um agravante: eles adoram explosivos. Além desses, há outros envolvidos, mas em meio aos reféns. Que com o passar das horas, a grande jogada é manter-se vivos até a chegada da polícia. Sendo que essa não está sabendo que há um assalto em andamento. Os alarmes, assim como os celulares foram desativados.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>Ponto alto do filme</strong></span>: Não é que Tripp leva o filme nas costas, a comicidade de todos os personagens estão em uníssono. Mas com certeza nossa atenção se volta para ele que banca o detetive.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>Como ponto negativo</strong></span>: O de venderem o filme como sendo também uma Comédia Romântica. Numa continuação, talvez, mas não nesse aqui. Há crimes, mas é uma divertida Comédia.</p>
<p style="text-align:justify;">Num Roteiro enxuto, &#8220;<strong>Assalto em Dose Dupla</strong>&#8221; surpreende. O filme é ótimo! De querer rever. Contar mais, periga soltar spoiler.</p>
<p style="text-align:justify;">Por: Valéria Miguez (LELLA).</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>Assalto em Dose Dupla (<a href="http://www.imdb.com/title/tt1541160/">Flypaper. 2011</a>)</strong></span>. Alemanha / EUA. Direção: Rob Minkoff. Roteiristas: Jon Lucas, Scott Moore (Se Beber, Não Case! I e II). <a href="http://www.imdb.com/title/tt1541160/fullcredits#cast">+Elenco</a>. Gênero: Comédia, Crime. Duração: 87 minutos.</p>
<br />Filed under: <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/category/alemanha-filme/'>Alemanha</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/category/eua-filme/'>EUA</a> Tagged: <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/ashley-judd/'>Ashley Judd</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/assalto/'>Assalto</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/comedia/'>Comédia</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/compulsivo/'>compulsivo</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/crime/'>Crime</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/diretor-rob-minkoff/'>Diretor Rob Minkoff</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/efeito-flypaper/'>efeito flypaper</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/octavia-spencer/'>Octavia Spencer</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/patrick-dempsey/'>Patrick Dempsey</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/toc/'>TOC</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lella.wordpress.com/11482/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lella.wordpress.com/11482/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lella.wordpress.com/11482/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lella.wordpress.com/11482/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lella.wordpress.com/11482/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lella.wordpress.com/11482/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lella.wordpress.com/11482/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lella.wordpress.com/11482/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lella.wordpress.com/11482/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lella.wordpress.com/11482/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lella.wordpress.com/11482/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lella.wordpress.com/11482/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lella.wordpress.com/11482/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lella.wordpress.com/11482/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemaeaminhapraia.com.br&amp;blog=1479777&amp;post=11482&amp;subd=lella&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Corra, Lola, Corra (Lola Rennt. 1998)</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Oct 2011 05:56:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Karenina Rostov</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://lella.files.wordpress.com/2011/10/1267310083_corralolacorraposter03.jpg?w=202"><img class="aligncenter" src="http://lella.files.wordpress.com/2011/10/1267310083_corralolacorraposter03.jpg?w=309&#038;h=376" alt="" width="309" height="376" /></a>Eis mais um filme inovador que tive oportunidade de assistir em algum lugar do passado e guardo juntamente com a coleção dos que considero exóticos e agora me lembrei de <strong>revisitar</strong>. É um três em um de origem alemã nada convencional, fugindo aos moldes acadêmicos desde a confecção do roteiro, passando pelos truques de montagens, a escolha da música <em>techno</em> ao ritmo de videogame e outras linguagens narrativas se mesclando para compor todo o cenário unindo animação, televisão, fotografia e vídeo tornando assim, a obra única e esteticamente pós-moderno.</p>
<p style="text-align:justify;">A história é literalmente como diz o título: a personagem Lola interpretada pela atriz Franka Potente corre os 81 minutos de duração do filme.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Abro parênteses aqui para agradecer ao diretor pelo belo exercício de criatividade dando-me um estalo, ajudando nas atividades acadêmicas com meus alunos nas aulas de produção de texto, fez-me utilizar o filme várias vezes como material paradidático para compor o pré-texto em uma das séries do ensino médio a fim de inspirá-los a criar e desenvolver outras histórias a partir de frases ou pequenos dados como modelo.</strong></p>
<p style="text-align:justify;">O roteiro de Corra, Lola, Corra remete-nos aos gostos individuais, momentos de dúvidas existenciais nas escolhas pessoais quando bate aquela indecisão do “E agora, o que fazer? Que caminho escolher? Que rumo tomar? Para onde correr? O medo e desespero de não acertar na escolha e depois se arrepender. Lola tinha três alternativas e vinte minutos para decidir que caminho seguir.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lella.files.wordpress.com/2011/10/lola.jpg?w=300"><img class="aligncenter" src="http://lella.files.wordpress.com/2011/10/lola.jpg?w=320&#038;h=212" alt="" width="320" height="212" /></a>Em uma narrativa diferente e contagiante, o diretor brinca com situações e casualidades de pessoas comuns, mostrando fatos e situações corriqueiras de pessoas e lugares por onde Lola passa e o dia-a-dia como se tivessem acontecido ou não, variando pelas histórias. A cada vez, pequenas diferenças alteram por completo o destino de todos os que cruzam o caminho da moça. Achei genial essa de contar a mesma história de três formas diferentes. É preciso muito fôlego e correr contra o tempo para se encaixar nos objetivos propostos.</p>
<p style="text-align:justify;">Lola é uma garota estilosa, moderna, punk do corte de cabelo ao tom da cor escolhida; despojada no seu modo de vestir exclusivo, ditando sua própria moda deixando a barriga e a alça do sutiã à mostra, e corre demasiadamente, exaustivamente, alucinadamente uma maratona sem descanso para recuperar seu fôlego pelas ruas, calçadas e avenidas sempre procurando desviar dos obstáculos. Lola é <strong>Potente</strong>!</p>
<p style="text-align:justify;">Essa corrida maluca da protagonista contra o tempo tem uma explicação surrealista de ser. Lola todos os dias vai ao encontro de Manni, seu namorado, buscá-lo no trabalho ao final do expediente. Mas exatamente nesse dia, ela não pode ir, e ele então resolve pegar o metrô carregando uma sacola com uma grande quantia de dinheiro, equivalente a 100 mil marcos. Esse dinheiro, na verdade, pertence a um grupo de mafiosos que resolveu deixar com Manni a fim de testar a sua confiança, e que, para sua sorte, se distrau e acabou esquecendo a bolsa dentro do metrô e quem achou foi um mendigo. Manni protagonizado por Moritz Bleibtreu caindo em si, viu que estava sem o dinheiro, ficou muito preocupado e desesperado e só tinha vinte minutos para recuperar esse valor perdido. Atordoado, liga para Lola, sua namorada, que começa a incansável corrida pelas ruas de sua cidade para tentar levantar essa quantia com alguém e assim ajudar o amado a não ter que acertar as contas com a gangue que o faria pagar com sua própria vida.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lella.files.wordpress.com/2011/10/1267310084_corralolacorra04.jpg?w=300"><img class="aligncenter" src="http://lella.files.wordpress.com/2011/10/1267310084_corralolacorra04.jpg?w=410&#038;h=308" alt="" width="410" height="308" /></a>E essa história é contada três vezes. Lola e Manni têm chance de sair dessa com final feliz. A possibilidade de ver a mesma história com três finais diferentes é simplesmente formidável! E por isso considero esta obra um dos novos clássicos do Cinema. Sem dúvida, genial!</p>
<p style="text-align:justify;">E se você ainda não teve oportunidade de assistir, sugiro que CORRA para descobrir qual o melhor final para o casal e qual seria o seu preferido. Divirta-se!</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Sinopse</strong>: <em>Manni (Moritz Bleibtreu), o coletor de uma quadrilha de contrabandistas, esquece no metrô uma sacola com 100.000 marcos. Ele só tem 20 minutos para recuperar o dinheiro ou irá confrontar a ira do seu chefe, Ronnie, um perigoso criminoso. Desesperado, Ronni telefona para Lola (Franka Potente), sua namorada, que vê como única solução pedir ajuda para seu pai (Herbert Knaup), que é presidente de um banco. Assim, Lola corre através das ruas de Berlim, sendo apresentados três possíveis finais da louca corrida de Lola para salvar o namorado</em>.</p>
<p style="text-align:right;"><strong>Corra, Lola, Corra</strong><br />
Título Original: Lola Rennt<br />
País de Origem: Alemanha<br />
Ano: 1998<br />
Duração: 81 minutos<br />
Diretor e Roteirista: Tom Tickwer<br />
Elenco: Franka Potente, Moritz Bleibreu, Herbert Knaup, Armin Rohde, Joacim Krol, Nina Petri</p>
<p style="text-align:justify;">Postado por Karenina Rostov.</p>
<br />Filed under: <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/category/alemanha-filme/'>Alemanha</a> Tagged: <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/alternativas/'>alternativas</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/correr/'>correr</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/crime/'>Crime</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/cult/'>Cult</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/destino/'>destino</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/dinheiro/'>dinheiro</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/diretor-tom-tickwer/'>Diretor Tom Tickwer</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/escolhas/'>escolhas</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/franka-potente/'>Franka Potente</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/multiplos-finais/'>múltiplos finais</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/medo/'>medo</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/moritz-bleibreu/'>Moritz Bleibreu</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/thriller/'>Thriller</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lella.wordpress.com/10770/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lella.wordpress.com/10770/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lella.wordpress.com/10770/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lella.wordpress.com/10770/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lella.wordpress.com/10770/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lella.wordpress.com/10770/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lella.wordpress.com/10770/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lella.wordpress.com/10770/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lella.wordpress.com/10770/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lella.wordpress.com/10770/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lella.wordpress.com/10770/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lella.wordpress.com/10770/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lella.wordpress.com/10770/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lella.wordpress.com/10770/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemaeaminhapraia.com.br&amp;blog=1479777&amp;post=10770&amp;subd=lella&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Nome da Rosa (Der Name Der Rose. 1986)</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jul 2011 02:29:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dhiogo Caetano</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Nome da Rosa é um filme baseado no romance de Umberto Eco, o qual foi lançado em 1980. Tem como Título Original: Der Name Der Rose. No contexto histórico o filme apresenta a Baixa Idade Média (século XI ao XV) a qual é marcada pela desintegração do feudalismo e formação do capitalismo na Europa [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemaeaminhapraia.com.br&amp;blog=1479777&amp;post=10143&amp;subd=lella&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://lella.files.wordpress.com/2011/07/o-nome-da-rosa.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-10145" title="o-nome-da-rosa" src="http://lella.files.wordpress.com/2011/07/o-nome-da-rosa.jpg?w=500" alt=""   /></a><strong>O Nome da Rosa</strong> é um filme baseado no romance de Umberto Eco, o qual foi lançado em 1980. Tem como Título Original: <a href="http://www.imdb.com/title/tt0091605/">Der Name Der Rose</a>.</p>
<p>No contexto histórico o filme apresenta a Baixa Idade Média (século XI ao XV) a qual é marcada pela desintegração do feudalismo e formação do capitalismo na Europa Ocidental. Ocorrem assim, nesse período, transformações na esfera econômica (crescimento do comércio monetário), social (projeção da burguesia e sua aliança com o rei), política (formação das monarquias nacionais representadas pelos reis absolutistas) e até religiosas, que culminarão com o cisma do ocidente, através do protestantismo iniciado por Martinho Lutero na Alemanha em 1517.</p>
<p>O filme mostra as práticas da Igreja durante a Idade Média e tenta desvendar os enigmas existentes naquela época, apesar de seu enredo mostrar-se um pouco restrito e vago, uma vez que deveria dar mais ênfase às obras apócrifas (desvendadas e reveladas só no final do filme) as quais poderiam ser enfocadas mais detalhadamente. De fato, é de grande interesse para estudantes de história, teologia e outras áreas afins que tenham como objeto de estudo os homens na sociedade e no tempo.</p>
<p>Trazendo uma linguagem totalmente religiosa sob a influência da Igreja Católica durante a Idade Média. No contexto do filme podemos perceber que Igreja Católica adentrou a Idade Média riquíssima, com uma fortuna incalculável, detentora do maior número de terras do Ocidente.</p>
<p>O filme “O Nome da Rosa”, que tem como centro da história uma biblioteca, caracterizada como reservatório do saber e como pano de fundo um mosteiro, onde se passa a trama.</p>
<p>O filme se passa no ano de 1327, época conhecida como alta idade média. Esse período representa uma época de obscuridade, atraso econômico e político conhecido também como a idade das trevas. É o longo período que vai desde 476, com a queda do Império Romano até a tomada de Constantinopla pelos Turcos Otomanos , em 1453.</p>
<p>A trama se desenvolve no interior de um mosteiro (Abadia) “no obscuro norte da Itália”. O mosteiro representa a forma tradicional que a igreja se estabeleceu no ocidente cristão. Estes faziam parte de um mundo fechado, uma verdadeira fortaleza com muralhas e portões que preservavam a vida monástica dos perigos. Os principais mosteiros medievais possuíam grandes riquezas, terras, tesouros e servos.</p>
<p>Essa época foi bastante influenciada pelo filósofo Santo Agostinho (354 – 430). Este filósofo é considerado o ultimo dos filósofos antigos e o primeiro dos medievais.</p>
<p>No filme o “tal” livro pagão era um texto da Comédia de Aristóteles segunda parte da Poética. Seguindo o pensamento de santo Agostinho, os clérigos restringiam o acesso ao conhecimento, servindo como um entrave, uma negação para a Idade Moderna. Porém os monges tinham um modo de vida bastante peculiar, se dedicavam a traduzir e copiar livros, o que foi essencial na preservação e difusão na cultura clássica e nas obras religiosas.</p>
<p>Com base nesses argumentos é que podemos considerar que a Idade Média também foi uma “semente” para o nascimento da Idade Moderna. Podemos considerar a biblioteca como o núcleo do mosteiro, sendo representado como um labirinto, um local secreto, onde o conhecimento nela existente e não se dá a qualquer um. O saber como se pode observar no filme se mostra como algo que não é transparente, de acesso imediato, porém labiríntico, e em sua busca podemos nos perder com facilidade.</p>
<p>No personagem Guilherme de Baskerville, podemos encontrar características de um empirista, ou seja, busca o conhecimento através das experiências, da observação e da visão cientista contra a especulação. Ele carrega consigo um par de óculos, que simbolizam essa necessidade de observar bem os fatos.</p>
<p>À medida que ele vai tentando desvendar os assassinatos que ocorrem no mosteiro fica mais claro sua visão de buscar a verdade através de observações meticulosas e da recusa por explicações sem sentido. Todos no mosteiro tentam explicar os acontecimentos como sendo obra divina. O inquisidor Bernardo Gui é chamado para desvendar o mistério em torno das mortes, e imediatamente vê a presença do demônio e de bruxaria. Essa é uma forma de conhecimento que não vê a realidade, fruto de superstição e da fé cega na doutrina.</p>
<p>Assim, fica visível que os motivos dos crimes se resumem na defesa da tradição contra um novo saber. A verdade é tratada no filme como algo que se deve buscar, através da observação dos fatos.</p>
<p>No concerne da análise, podemos concluir que não há como contestar de fato que a Igreja Católica foi sem dúvida um entrave para a antecipação da Idade Moderna. E esses, acima, são os argumentos que comprovam esse empecilho e possibilidades para adentrarmos na época iluminada da história.</p>
<address>Nota do Autor: Como o artigo ficou muito extenso, foi postado aqui um resumo. Mas vocês poderão ler o texto na íntegra seguindo pelo link: <strong><a href="http://cinemaeaminhapraia.com.br/anexos/o-nome-da-rosa-e-um-estudo-da-idade-media/">O Nome da Rosa: E um Estudo da Idade Média</a></strong>.</address>
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		<title>Pina (2011). Wim Wenders</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Apr 2011 05:20:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>colaborador(a)</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por: Fatima Daia Bosch. O filme Pina, de Wim Wenders, é um documentário em homenagem à bailarina e coreografa alemã Pina Bausch, falecida em 2009. Os dois se conheceram quando ela apresentou seu espetáculo Café Muller, e se tornaram amigos. O filme deveria ter sido uma realização em comum dos dois. Com a morte súbita [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemaeaminhapraia.com.br&amp;blog=1479777&amp;post=9482&amp;subd=lella&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por: Fatima Daia Bosch.<br />
<a href="http://lella.files.wordpress.com/2011/04/pina-wim-wenders-poster.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9485" title="PINA-Wim Wenders poster" src="http://lella.files.wordpress.com/2011/04/pina-wim-wenders-poster.jpg?w=500" alt=""   /></a>O filme <strong><a href="http://www.imdb.com/title/tt1440266/" target="_blank">Pina</a></strong>, de Wim Wenders, é um documentário em homenagem à bailarina e coreografa alemã Pina Bausch, falecida em 2009. Os dois se conheceram quando ela apresentou seu espetáculo Café Muller, e se tornaram amigos. O filme deveria ter sido uma realização em comum dos dois. Com a morte súbita de Pina pouco antes do inicio da filmagem, Wenders chegou a pensar em abandonar o projeto, mas mudou de ideia, encorajado pela família da coreografa e pelos dançarinos de sua trupe. No filme se intercalam coreografias e depoimentos dos bailarinos.</p>
<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2011/04/wim_wenders_pina.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-9489" title="Wim_Wenders_Pina" src="http://lella.files.wordpress.com/2011/04/wim_wenders_pina.jpg?w=219&#038;h=140" alt="" width="219" height="140" /></a>Uma coisa importante a saber sobre o filme é que ele foi feito para ser visto em 3D. Essa característica me desencorajou um pouco. Confesso que até então não tinha visto uma real serventia, ou melhor, nada que compensasse o desconforto do uso de óculos especiais. Dessa vez tive que dar a mão à palmatoria. A escolha se adaptou perfeitamente à visualização dos números de dança, permitindo ao público captar toda a dimensão criativa das coreografias. Também belíssima a solução encontrada para o uso das imagens antigas, portanto em duas dimensões, de Pina Bausch dançando.</p>
<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2011/04/pina-bausch_young.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-9492" title="Pina-Bausch_young" src="http://lella.files.wordpress.com/2011/04/pina-bausch_young.jpg?w=247&#038;h=170" alt="" width="247" height="170" /></a>Seria entretanto um erro falar apenas do lado técnico e coreográfico do filme. Fiquei extremamente impressionada com os depoimentos dos dançarinos falando dela, da forma com que ela se comportava com eles, do extremo respeito e sensibilidade que ela demonstrava ter. Uma coisa me chamou a atenção, desde o inicio: a idade dos bailarinos. Alguns eram muito jovens, outros bem mais maduros. As próprias imperfeiçoes dos corpos não eram de forma alguma obstáculo à beleza dos espetáculos, e o corpo de cada bailarino exaltava à sua maneira a coreografia. Essa mesma atitude respeitosa de cada indivíduo aparecia nas recordações de cada um, essa preocupação em fazer com que cada pessoa descobrisse ela mesma a sua verdade e a fizesse aparecer no palco.</p>
<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2011/04/pina-bausch.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-9496" title="pina-bausch" src="http://lella.files.wordpress.com/2011/04/pina-bausch.jpg?w=211&#038;h=222" alt="" width="211" height="222" /></a>Essa mesma preocupação com as pessoas aparecia na escolha temática das coreografias, que falavam de amor, de separação, e que mergulhavam profundamente na alma humana (eu ia dizer na alma feminina, porque embora esses temas sejam universais achei extremamente feminina a visao dela). Por motivos pessoais sou muito sensivel a esse tratamento respeitoso, e por isso o filme me tocou demais. Nao conheci Pina Bausch,apenas de ouvir falar, mas graças às danças e aos depoimentos fui embora do cinema sentido sua falta. Durante o tempo que o filme durou ela voltou a viver.</p>
<p>Fiquei pensando; quando o cinema apareceu, era considerado uma arte menor, comparada ao teatro, uma mera curiosidade. Quando o cinema falado surgiu, muitos custaram a aderir, pois o cinema de verdade era o outro, o mudo. Ver um verdadeiro filme de autor em 3D me fez perceber que na verdade eu estava sendo preconceituosa.</p>
<blockquote>
<p style="text-align:center;"><strong>Rever meus conceitos, passar duas horas de puro deleite e voltar pra casa com saudades de uma pessoa que nao conheci. Balanço mais que positivo para uma tarde perfeita. Nao deixem de ver!</strong></p>
</blockquote>
<p>Por: Fatima Daia Bosch.</p>
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		<title>O Enigma de Kaspar Hauser (1974)</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Apr 2011 04:30:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dhiogo Caetano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Drama]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>

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		<description><![CDATA[O filme “O Enigma de Kaspar Hauser” promove uma linguagem histórica da construção de um homem enquanto indivíduo. Dirigido por Werner Herzog em 1974, o filme (baseado em livro homônimo) é tema de discussão na filosofia, ciências sociais e antropologia no mundo contemporâneo. Entre os temas decorrentes da análise do filme estão a prática social [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemaeaminhapraia.com.br&amp;blog=1479777&amp;post=9426&amp;subd=lella&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2011/04/o-enigma-de-kaspar-hauser.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9429" title="o-enigma-de-kaspar-hauser" src="http://lella.files.wordpress.com/2011/04/o-enigma-de-kaspar-hauser.jpg?w=500" alt=""   /></a>O filme “<strong><a href="http://www.imdb.com/title/tt0071691/" target="_blank">O Enigma de Kaspar Hauser</a></strong>” promove uma linguagem histórica da construção de um homem enquanto indivíduo. Dirigido por Werner Herzog em 1974, o filme (baseado em livro homônimo) é tema de discussão na filosofia, ciências sociais e antropologia no mundo contemporâneo.</p>
<p>Entre os temas decorrentes da análise do filme estão a prática social condicionada, o convívio social como construtor da identidade psicológica do homem, o conflito entre indivíduo e sociedade, além de infinitos paralelos com correntes filosóficas e historiográfica de inúmeros e grandes pensadores.</p>
<p>No filme Kaspar Hauser é colocado em um celeiro, logo após o nascimento, o mesmo foi mantido em cativeiro por anos, privado de qualquer contato com o mundo externo até completar 18 anos, assim ele se tornou um sem disciplina, regras e comportamentos “não civilizado”. A perspectiva do filme se constrói em uma história exótica que se funde com reflexões de nível psicanalítico, religioso, antropológico, filosófico, poético, e etc.</p>
<p>O senhor que promove a experiência com Kaspar Hauser depois de anos de prisão o leva para ter contato com o mundo exterior, no entanto ele não sabe falar, nem andar, sendo assim impossibilitado de articular raciocínio e de interagir fisicamente com o mundo a sua volta. Ele o ensinado a andar, e a reproduzir inúmeras palavras.<br />
O filme nos mostra a reação da sociedade ao lidar com um indivíduo nesse estado, possibilitando vários níveis subjetivos de leitura, análise e estudo referente o filme.</p>
<p>Kaspar Hauser se torna um homem sem história, ou passado. Pois o mesmo não havia desenvolvido o raciocínio e não havia vivido as experiências de uma existência.</p>
<p>No entanto podemos compreender que a influência da linguagem e do histórico cultural na percepção da realidade é fundamental na vida do homem. Isto é, as coisas que aprendemos ao longo da nossa história, nos possibilitam compreendermos os fenômenos que nos circundam.</p>
<p>Portanto, para produzir história, precisamos das experiências, fatos e momentos. A partir de então poderemos formular as idéias que passam a expressar dentro dos limites que construímos.</p>
<p>Ideias construídas, pois a nossa realidade vivida é parte da nossa memória, e assim conseguimos expressá-las em preto e branco, pois vivemos em uma realidade quase perfeita, ou seja, vivemos em uma copia quase perfeita de um mundo real. Assim, fica claro que mesmo possuindo um conhecimento nato é sempre essencial termos o conhecimento empírico, adquirido através do contato com o mundo a nossa volta.</p>
<p>Na aurora da análise entramos em contradição, pois não fica claro que a situação de Kaspar Hauser estaria relacionada com déficit intelectual para com a sociedade, já que o mesmo não teve a oportunidade de aprender sobre o mundo, tornando impossível o amadurecimento de conceitos em sua mente. Mas por outro lado a percepção dele poderia ser mais aguçada com relação a realidade de mundo, pelo fato de sua compreensão sobre as ideias não ter sofrido limitações, sendo ele livre dos conceitos.</p>
<p>Em suma, fica claro que mesmo a sociedade enxergando Kaspar Hauser como uma anormalidade, tentando até procurar em seu cérebro após sua morte uma resposta neurológica para sua condição; o filme nos leva a compreensão que o conhecimento é algo infinito e seu horizonte é inavistável. Portanto, nesta caminhada evolutiva precisamos aprender, refletir e registrar tudo em uma memória que não se limita as ideias ou conceitos do meio vivido.</p>
<br />Filed under: <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/category/alemanha-filme/'>Alemanha</a> Tagged: <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/biografia/'>Biografia</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/drama/'>Drama</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/historia/'>História</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lella.wordpress.com/9426/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lella.wordpress.com/9426/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lella.wordpress.com/9426/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lella.wordpress.com/9426/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lella.wordpress.com/9426/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lella.wordpress.com/9426/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lella.wordpress.com/9426/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lella.wordpress.com/9426/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lella.wordpress.com/9426/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lella.wordpress.com/9426/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lella.wordpress.com/9426/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lella.wordpress.com/9426/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lella.wordpress.com/9426/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lella.wordpress.com/9426/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemaeaminhapraia.com.br&amp;blog=1479777&amp;post=9426&amp;subd=lella&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A Última Estação (The Last Station. 2009)</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Feb 2011 13:41:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>LELLA</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Todos pensam em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo.&#8221; (Tolstoi) Se não fosse pelos personagens retratados aqui, eu poderia dizer que num resumo o filme &#8216;A Última Estação&#8216; aborda: partilha de bens. Onde de um lado se encontra a Família, tendo a frente, a esposa. E do outro, o Secretário-mor [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemaeaminhapraia.com.br&amp;blog=1479777&amp;post=8783&amp;subd=lella&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;<strong><em>Todos pensam em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo</em></strong>.&#8221; (Tolstoi)<br />
<a href="http://lella.files.wordpress.com/2011/02/a-ultima-estacao_poster.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8791" title="a-ultima-estacao_poster" src="http://lella.files.wordpress.com/2011/02/a-ultima-estacao_poster.jpg?w=500" alt=""   /></a>Se não fosse pelos personagens retratados aqui, eu poderia dizer que num resumo o filme &#8216;<strong>A Última Estação</strong>&#8216; aborda: partilha de bens. Onde de um lado se encontra a Família, tendo a frente, a esposa. E do outro, o Secretário-mor do Movimento de Resistência Passiva. No centro disso tudo, alguém em idade bem avançada querendo morrer em paz com a sua consciência. Devoto ao amor que nutre pela esposa, mas também às suas ideias lançadas, fica difícil tomar uma decisão final: quem ficará com a posse de seus bens: uma mansão, o título de nobreza &#8211; Conde -, e os direitos autorais de seus Livros. Sem esquecer que essa estória se passa em 1910, numa Rússia dos Czares. Que faz parte da História Universal.</p>
<p>E quem seria essa figura histórica?</p>
<p>Em &#8216;<strong>A Última Estação</strong>&#8216; temos os últimos meses de vida, ou melhor, da vida do notável escritor russo: <strong><a href="http://www.evenancio.com/2009/05/leon-tolstoi.html">Leon Tolstoi</a></strong>. Numa grande interpretação de Christopher Plummer. Muito embora enquanto eu assistia pensasse que esse seria um papel para Anthony Quinn. Para logo em seguida me trazer de volta a atuação de Plummer. Que com certeza será um divisor de águas em sua carreira. Seu Leon fez brotar lágrimas em sua despedida a Yasnaya Polyana. Meus aplausos ao Plummer!</p>
<p>Sua esposa, a Condessa Sofya, é interpretada pela brilhante Helen Mirren. Antes de falar dessa atriz e da sua atuação quero falar da Língua do Filme: a Inglesa. Uma estória pode ser contada em diversas formas: escrita, falada, por sinais, por um desenho&#8230; Um jeito de se perpetuar. Como também em usar uma outra língua para se contar uma estória de um outro povo. Até ai, eu assino embaixo. Acontece que em algumas cenas, a Condessa Sofya da Mirren me fazia lembrar da sua <a href="http://cinemaeaminhapraia.com.br/2008/03/09/a-rainha-the-queen/">Rainha Elizabeth</a>. O que me fez querer, e muito, que o filme usasse a Língua Russa. Teria adorado ouvir os embates do Leon e da Sofya em russo. Mesmo tendo que ler as legendas, essa estória merecia ter sido contada na língua natal dos personagens. Não que a Mirren não tivesse atuado bem. Pelo contrário! Ela me levou às lágrimas, no finalzinho do filme.</p>
<p>Lá no início, citei o secretário-mor. Ele é Vladimir Chertkov. Quem o interpreta é Paul Giamatti. Sempre que penso em Giamatti, de pronto, lembro de sua brilhante atuação em <a href="http://cinemaeaminhapraia.com.br/2008/04/24/sideways-entre-umas-e-outras/">Sideways</a>. Seu Chertkov conseguiu se desvincular dessa sua outra atuação. Mas&#8230; Posso não saber diferenciar um russo, ou até ter uma visão esteriotipada desse povo já que nunca conheci um russo, agora, para mim o Chertkov do Giamatti parecia americano demais. Sobre o personagem em si. Chertkov tinha uma alma política. Para o Movimento Tolstoiano ser levado adiante precisava alguém com essa visão, já que o próprio Tolstoi era um romântico por natureza.</p>
<p>Enquanto Tolstoi vivia em sua imensa propriedade &#8211; Yasnaya Polyana -, Chertkov preferia mesmo ficar no escritório. Longe da Comunidade criada pelo Movimento &#8211; Telyatinki. Um local onde todos trabalhavam igualmente, sem distinção de Classes Sociais. Nela vivia Masha (Kerry Condon), uma personagem que fará uma revolução na vida de um outro personagem. Revolução essa, que no fundo segue a filosofia maior do criador do movimento: o amor.</p>
<p>Chertkov, impedido por lei de se afastar do escritório, resolve contratar um dos Tolstoianos letrados para ser o secretário particular de Tolstoi. Quem passa no teste é o jovem Valentin Bulgakov. Interpretado por James McAvoy. Que por sinal, atuou muito bem. Um jovem que seguia à risca os ensinamentos do Movimento. Até o Celibato. Algo meio desvirtuado por Vladimir. Se Tolstoi pregava o amor, a castidade não era bem-vinda. Mas por timidez, Valentin fazia dela a sua armadura. Masha o trará de volta a uma vida fora dos livros, mais real. Mas será o amor de Leon por Sofia que o conduzirá ao caminho.</p>
<p>&#8220;<strong><em>É no coração do homem que reside o princípio e o fim de todas as coisas</em></strong>.&#8221; (Tolstoi)</p>
<p>Leon meio que adota Valentin. Vendo nele alguém de ideias e ideais nobres, e até próprio. A princípio, Sofya vê em Valentin uma ponte para saber se Leon fará um novo Testamento, mas depois também se encanta com a ternura e a inteligência dele. Se ele tivesse entrado na vida de Tolstoi a mais tempo, poderia ter sido um aliado para uma volta de Tolstoi as suas estórias ficcionais. Por seu cavalheirismo, pelo amor fraternal aos dois &#8211; Leon e Sofya -, Valentin só desprende desses laços, nessa última estação. Testamento esse que para Vladimir seria necessário para continuar com o Movimento. Dai também querer ter Valentin como uma ponte, mas para ficar a par da influência da Condessa ao marido.</p>
<p>&#8220;<strong><em>Há quem passe pelo bosque e só veja lenha para a fogueira</em></strong>.&#8221; (Tolstoi)</p>
<p>O título dessa estória &#8211; a última estação - é belíssimo! Faz parte do contexto. Mas também nos leva a viajar com ela, até a essa estação final&#8230; Até as locações, são puro romantismo. Lindas! Me fez querer ler o <a href="http://www.miluzinha.com/livros/a-ultima-estacao/">Livro</a>, de Jay Parini, o qual o filme foi baseado. O filme é longo. Merece ser visto sem pressa. Ele até entrou para a minha lista de voltar a ver de novo mais tarde. Não recomendo aos que gostam dos bem comerciais. Recomendo sim, aos que gostam não apenas do escritor, Tolstoi, mas também aos que gostam da matéria História. Será mais um incentivo aos adolescentes a gostarem de leituras. Tomara que Professores levem &#8216;<strong>A Última Estação</strong>&#8216; para a Sala de Aula. É um ótimo filme.</p>
<p>Por: Valéria Miguez (LELLA).</p>
<p><strong>A Última Estação (<a href="http://www.imdb.com/title/tt0824758/">The Last Station</a>). 2009</strong>. Alemanha / Inglaterra. Direção e Roteiro: Michael Hoffman. Elenco: Helen Mirren (Sofya Tolstoy), Christopher Plummer (Leo Tolstoy), Paul Giamatti (Vladimir Chertkov), James McAvoy (Valentin Bulgakov), Kerry Condon (Masha), Anne-Marie Duff (Sasha Tolstoy). Gênero: Drama. Duração: 112 minutos. Baseado em livro de Jay Parini.</p>
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		<title>Amen. (2002)</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Jan 2011 15:18:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>evenancio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
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		<category><![CDATA[Existencialismo]]></category>
		<category><![CDATA[judeus]]></category>
		<category><![CDATA[nazismo]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" style="clear:both;text-align:center;"><a style="margin-left:1em;margin-right:1em;" href="http://lella.files.wordpress.com/2011/01/amen-costa-gravas.jpg"><img src="http://lella.files.wordpress.com/2011/01/amen-costa-gravas.jpg?w=320&#038;h=320" border="0" alt="" width="320" height="320" /></a></div>
<p>Como este artigo irá falar sobre os problemas e implicações do ser humano através do filme <strong>Amen.</strong>, do <em>cineasta grego </em>- e totalmente politizado &#8211; <strong>Costa-Gravas</strong>, vale ressaltar que contém alguns <strong>SPOILERS </strong>que podem estragar o prazer daqueles que gostam de desfrutar uma história sem conhecer sua trama principal. Porém vale ressaltar que <strong>Costa-Gravas </strong>não faz filmes de <em>suspense</em>, nem de <em>terror</em>, nem de <em>comédia</em>, sendo que nada do que for dito aqui irá comprometer o resultado impactante do filme. Sendo assim, fica a seu critério: ler este artigo para se interessar pelo filme ou assistir o filme para se interessar pelo artigo. Dado o recado, vamos as devidas análises que proponho discutir.</p>
<p>Não irei falar sobre os detalhes do filme. Não irei me ater ao nome dos personagens, situações corriqueiras, e outros afins. O que interessa é apenas a ideia principal.</p>
<p>O filme se passa na <strong>Alemanha </strong>em pleno <strong>nazismo</strong>, diversos soldados alemães vivem o seu dia-a-dia normalmente: têm rotinas de patrulhamento, visitam suas famílias nos dias de folgas, vão à igreja e se divertem no tempo livre. Diversos judeus estão sendo recrutados para trabalharem em campos nazistas em atividades que desenvolvam ainda mais o país. Um dos soldados alemães &#8211; e também um dos dois personagens principais da trama &#8211; é um químico que desenvolve um produto de limpeza eficiente, onde uma pequena quantidade basta para limpar grandes proporções.</p>
<p>Porém, inesperadamente, o exército alemão começa a encomendar grandes quantidades deste produto. De pronto, este soldado atende a demanda com bastante satisfação, ao saber que sua invenção está a contento os militares. Porém, no decorrer do tempo, ele estranha que esta quantidade sempre aumente, visto que não existe a possibilidade de utilizar este produto apenas com fins de limpeza. Decidido a investigar o que estaria por trás, primeiramente ele questiona um dos responsáveis por fazer a encomenda: rasgando elogios, o questionado e mais um pequeno grupo decide levar este soldado para observar com seus próprios olhos o porquê encomendas maiores se fazem necessárias.</p>
<p>Ao chegar no local, o questionado pede para o soldado espreitar através de um buraco criado para observar uma enorme casa. Enquanto isto acontece, ele começa a explicar: &#8220;<em>Antes de utilizarmos o seu produto, demorávamos horas e horas para matar os judeus através destas câmaras de gás. Eles ficavam agonizando por grandes tempos, o que era muito caro para nós, visto que a demanda aumentou e precisávamos cumprir a nossa meta de chacinas diárias. Com o seu produto, as mortes se tornam muito mais rápidas. Bastam apenas alguns minutos</em>.&#8221;</p>
<p>O soldado observa perplexo e fica desorientado. O questionado responde que ele está fazendo um grande bem aliviando as dores daquelas pessoas de forma rápida e ajudando a Alemanha a fazer uma verdadeira limpeza racial. Não irei me ater a isto, porém perceba a interessante relação entre o produto de limpeza comum, para limpar imundices, e a utilização do mesmo com o propósito de limpeza racial. Só esta comparação nos levaria a longas discussões no que se refere as divergências no tratamento humano orientado à uma posição social (seja religiosa, econômica ou racial).</p>
<p>A primeira coisa que podemos afirmar em relação à reação do soldado é que ele desconhecia os fatos, que tratavam do <em>genocídio </em>e <em>extermínio </em>de <strong>judeus </strong>na Alemanha. Se ele desconhecia os fatos, surge a esperança de que outras pessoas no exército nazista também desconheciam. Em segundo lugar, a sua reação após conhecer estes fatos não foi de alegria ou aceitação, pelo contrário, foi de angústia e enorme surpresa. Ou seja, as motivações para aquele extermínio não estavam explicitas, logo, não era um consenso.</p>
<p>Sabendo destas coisas, o soldado entrou em conflito: estavam usando o seu produto para matar pessoas &#8211; sim, pessoas &#8211; sem o seu consentimento. E ainda aproveitaram a deixa para encomendarem ainda mais produtos para a mesma finalidade. Ele não podia negar uma solicitação do seu próprio exército, que representava os interesses de seu país. Então, como ele poderia salvar as vidas que estariam condenadas por sua criação? Como ele poderia denunciar esta abominação sem ser considerado traidor? Será que, ao saber destes acontecimentos, o povo e as autoridades de seu país aprovariam o que estava acontecendo? Eram muitas as questões que estavam em sua cabeça no momento.</p>
<p>A pressão começou a fazer com que o soldado começasse a tomar algumas atitudes estranhas. Não sabendo como fazer, resolveu se aconselhar com o padre de sua igreja local. Para ele, era óbvio que a igreja não toleraria a morte de outras pessoas de forma tão covarde e desleal. Ao mencionar os acontecimentos ao padre local, e inclusive solicitar que seu relato fosse transmitido aos frequentadores da igreja, o mesmo se recusou a prestar-lhe a ajuda necessária, afirmando que ele jamais poderia ficar contra os interesses do exército, visto que eles representavam a vontade dos comandantes de seu país. Se ficasse seria acusado de traidor e seria condenado a pena de morte.</p>
<p>Um jovem padre, com menor autoridade e que escutou tudo (este é o segundo protagonista do filme) resolve ajudar o soldado e recontar a sua história para uma hierarquia mais elevada da igreja, visto que seu pai era muito influente dentro do <strong>Vaticano </strong>e trabalhava como assessor de imprensa do <strong>Papa</strong>. Mesmo com o relato chegando nos mais altos níveis de hierarquia, a igreja se recusa a se intrometer nesta questão, chegando à dizer que o problema dos judeus não é um problema cristão.</p>
<p>O desenrolar do filme, e seu tronco principal, demonstrar as diversas tentativas frustradas de, tanto o soldado como o jovem padre, quererem denunciar o extermínio dos judeus e as pessoas, principalmente a igreja, fecharem os olhos e os ouvidos sobre estes acontecimentos. Chega ao cúmulo do jovem padre forçar um encontro com o próprio Papa, relatar os acontecimentos, receber a promessa de que a santidade falaria ao vivo, em rede internacional, sobre o que acabara de ouvir, como forma de intervenção, e ele não cumprir com a sua promessa.</p>
<p>No fim, os dois entram em colapso: o jovem padre entra em um trem com diversos judeus, com uma estrela de <strong>Israel </strong>costurada em sua batina, rumo a um campo de concentração, e passa os seus dias trabalhando no local. Como ele foi reconhecido como padre, e por portar a estrela de Israel, os soldados nazistas o forçam a trabalhar no enterro de corpos de judeus (que seria considerado um castigo muito cruel).</p>
<p>O soldado-químico tenta novamente argumentar com outros soldados do exército se o povo alemão sabia o que estava ocorrendo ali. A resposta: &#8220;<em>O mundo inteiro sabe!</em>&#8220;. Esta resposta deixa o soldado-químico ainda em maior crise, visto que a resposta enaltece a sua ingenuidade simultaneamente com a certeza que independente do que ela faça, nada mudará pois as pessoas não querem mudar.</p>
<p>A maioria das conclusões deste filme podem ser retiradas de suas próprias análises. <strong>Costa-Gravas </strong>é um cineasta que faz provocações para lhe permitir refletir acerca das situações colocadas. O ponto de destaque que gostaria de apontar é a capacidade do ser humano em não se intrometer em assuntos que não lhe diz respeito, independente do que seja. Isto amplifica a visão egoísta e egocêntrica a respeito do homem, que se preocupa apenas com os fatos que estão dentro do seu próprio universo de relações. Parece que tomar isto como verdadeiro pode ser um disparate, visto que entre o nazismo e a contemporaneidade há uma enorme diferença, porém perceba que a fórmula essencial continua a mesma: podemos ver um mendigo na rua e achar suas vestes ou sua aparência engraçada, e diante de uma tragédia anunciada, conseguimos sorrir e sermos indiferentes aos acontecimentos. Pai mata filho e filho mata pai, e, diante desta realidade, descobrimos como fazer uma ótima piada contendo estes ingredientes.</p>
<p>Além desta falta de sensibilidade, é possível destacar também outro ponto: a satisfação em saber que um adversário ou concorrente está por baixo. Neste caso, me matéria de religiões, é a igreja católica satisfeita em saber que os judeus estão sendo massacrados. Pois poderia haver interferência! Não houve, justo que não era de todo ruim para o catolicismo que esta tragédia acontecesse. Nos dias de hoje, podemos ilustrar com torcidas de futebol: palmeirenses estão satisfeitos com a tristeza dos corinthianos, devido ao <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,corinthians-empata-com-o-gremio-e-e-rebaixado-para-a-serie-b,89358,0.htm">rebaixamento para a série B do futebol brasileiro</a>. Num nível mais agressivo, são paulinos estão satisfeitos, ainda que não tenham participado diretamente, em verem torcedores santistas sendo agredidos violentamente, de tal forma que não interferem na briga (não para que não se machuquem, mas para que seus opositores possam apanhar ainda mais).</p>
<p>Para concluir, segue um terceiro ponto-de-destaque:<em> histeria coletiva </em>gerada por um acontecimento de massa. Como a própria descrição sugere, é quando a boiada estoura. Não há nenhuma razão aparente para desencadear uma série de acontecimentos anormais, que inibe a racionalidade, aumenta a animalidade, assim como a força e o descontrole, de tal forma que sugerimos que o homem é um animal irracional. No filme, esta expressão se dá com o nazismo e o massacre dos judeus. Por mais que a ordem venha de cima, o homem tem a sensibilidade de executar ou não tal ordem, mas justamente por não ser uma iniciativa própria, não consegue se sentir culpado. O nazismo é uma histeria que contagiou a todos os soldados alemães. Passou a ser divertido matar judeus, ainda que fossem crianças de colo.</p>
<p>Eles passaram a enxergar judeus como insetos, e não havia nada de errado neste estado de ânimo que eles se encontravam. Nos dias de hoje, podemos aplicar esta histeria coletiva em alguns atos de vandalismo que observamos, como no exemplo dos <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL23764-5598,00.html">garotos de classe alta que incendiaram um índio que estavam dormindo</a>. <em><a href="http://www.evenancio.com/2009/08/laranja-mecanica.html">Laranja Mecânica </a>In Loco</em>. Algo totalmente irracional despertou nestes selvagens, motivados não-sei-pelo-quê e não-se-sabe-por-onde a cometer tamanha atrocidade. Os chamados PitBoys, que são garotos que fazem lutas marciais e que saem a noite em busca de confusão, se enquadram no mesmo princípio.</p>
<p>Enfim, entre tantos pontos-de-destaque, o filme serve, acima de tudo, para demonstrar a ignorância, a mesquinhes, e incapacidade do homem em ser humano. Demonstra que a ética e a moral são apenas disciplinas de <strong>Direito </strong>e de <strong>Filosofia</strong>, e que não servem na praticidade para absolutamente nada.</p>
<p>E sabe o que é o pior? É que o filme, infelizmente, não mostra nada de novo. Serve, entretanto, para relembrar quem somos e isto incomoda bastante. Filme perturbador. Eu recomendo!</p>
<p>Por: EvAnDrO vEnAnCiO.   Blog: <a href="http://www.evenancio.com/">EvAnDrO vEnAnCiO</a> / <a href="http://www.universohiperreal.com.br">Universo Hiper-Real</a>.</p>
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		<title>Uma Cidade Sem Passado (Das Schreckliche Mädchen. 1990)</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Nov 2010 17:39:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dhiogo Caetano</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://lella.files.wordpress.com/2010/11/uma-cidade-sem-passado_1990.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8066" title="uma-cidade-sem-passado_1990" src="http://lella.files.wordpress.com/2010/11/uma-cidade-sem-passado_1990.jpg?w=500&#038;h=331" alt="" width="500" height="331" /></a>A trama se inicia com a personagem Sonia a qual busca relatar o cotidiano vivido na sua contemporaneidade, enfrentando várias dificuldades voltadas aos espaços sociais, econômicos e político da época.</p>
<p style="text-align:justify;">Sonia além de buscar informação do passado, ela visava relatar a sua história por meio de uma árvore que era considerada um local de memória, um diário onde se colocava os acontecimentos e fatos oprimidos por uma sociedade opressora que nega a história de uma comunidade que como Sonia, objetivava a construção e permanência de um presente passado que registrava a existência de uma memória esquecida.</p>
<p style="text-align:justify;">O autor Michael Verhoven trabalha com uma linguagem clara e sucinta para que os telespectadores compreendam a importância da história para o registro da memória social, política, econômica e individual de cada membro que compõe uma sociedade.</p>
<p style="text-align:justify;">No decorrer do filme notamos a construção histórica de Sonia, através de sua pesquisa e investigação a qual ela busca construir e colocar em público o passado de sua cidade.</p>
<p style="text-align:justify;">No desenrolar drama é visível a dificuldade enfrentada por Sonia, pois os arquivos os quais continham a memória registrada do passado de sua cidade eram protegidos, ou seja, censurado pelas as forças que governavam na época.</p>
<p style="text-align:justify;">Entretanto isto não limitará o trabalho de Sonia, pois ela desafia os princípios morais e éticos da época, com objetivo de romper com paradigmas opressores, com ideal revolucionário de liberdade de expressão e produção de suas ideias.</p>
<p style="text-align:justify;">A final a produção cinematográfica alemã trabalhou com ênfase a importância da história enquanto memória de uma sociedade seja ela vivida na particularidade ou na coletividade dos processos de um grupo que registra e construí os padrões éticos e sociais de um determinado espaço e tempo histórico.</p>
<blockquote>
<p style="text-align:center;"><strong>Em suma, podemos afirmar que “Uma Cidade Sem Passado” é um filme que coloca em discussão as problemáticas da contemporaneidade voltadas a memória histórica que em muitos momentos é silenciada ou esquecida</strong>.</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Por: Dhiogo José Caetano &#8211; O Pensador.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Uma Cidade Sem Passado (Das Schreckliche Mädchen / <a href="http://www.imdb.com/title/tt0100557/">The Nasty Girl</a>). 1990</strong>. Alemanha. Direção e Roteiro: Michael Verhoeven. Elenco: Lena Stolze, Hans-Reinhard Müller, Monika Baumgartner, Elisabeth Bertram, Michael Gahr, Robert Giggenbach, Fred Stillkrauth, Barbara Gallauner, Udo Thomer, Ludwig Wühr. Gênero: Comédia, Drama, Guerra, História. Duração: 92 minutos.</p>
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