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	<title>Cinema é a minha praia! &#187; Espanha</title>
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		<title>A Pele que Habito (La Piel que Habito, 2011)</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 07:54:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rogerio silvestre</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2012/01/76863_gal.jpg"><img class="size-full wp-image" src="http://lella.files.wordpress.com/2012/01/76863_gal.jpg?w=590" alt="Imagem" /></a>Parente mais próximo de &#8220;Má Educação&#8221; (2004), &#8221;<em>La Piel que Habito</em>&#8220;, é um filme bizarro, o qual  mistura características sobre  identidade sexual, traição, ansiedade, solidão, e morte.  Pedro Almodóvar adiciona a isso, um elemento de ficção científica que beira o horror. Talentoso como é Almodovar não deixa esse híbrido melodramático torna-se num filme ruim como a sua obra anterior &#8220;Los Abrazos Rotos&#8221; (2009), mas essa adaptação da obra do escritor Thierry Jonquet, não é  uma obra-prima, apenas um bom passa-tempo, se assim posso dizer!.</p>
<p>A história é sobre um rico cirurgião Robert Ledgard (Antonio Banderas), que  mantém uma bela mulher trancada em um dos quartos de sua mansão. Ela é sua prisioneira ou paciente? Quem é essa mulher chamada Vera Cruz ( Elena Anaya)? Qual é sua relação com Ledgard? Por que ela deve ser mantida em uma sala trancada? Com ​​essa premissa firmemente estabelecida, essas perguntas serão respondidas no decorrer do filme.</p>
<p><strong><em>Atores:</em></strong><br />
Banderas é enigmaticamente formidável como o cirurgião que se comporta como um homem possuído por suas ambições. E quando suas ambições mudam de direção, ele é ainda mais assustador, mas não é o tipico de cientista louco dos filmes de horror !. Anaya que é uma atriz de beleza hipnótica, nos faz cair de amor e luxúria por sua Vera Cruz. Marilia Paredes é magnífica num papel desafiador, e Jan Cornet faz um belo trabalho como Vicente.<a href="http://lella.files.wordpress.com/2012/01/81756_gal.jpg"><img class="size-full wp-image" src="http://lella.files.wordpress.com/2012/01/81756_gal.jpg?w=590" alt="Imagem" /></a></p>
<p><strong>Esse filme é  para quem ?</strong></p>
<p>Creio que se precisa gostar muito do cineasta espanhol para apreciar essa obra. Tecnicamente perfeito &#8211; Almodovar e o seu diretor de fotografia, José Luis Alcaine, criam um mundo de um visual vibrante, e Alberto Iglesias compôs uma trilha sonora cheia de cor e escuridão com tons altos e baixos-, a qual é  a melhor coisa do filme como um todo para mim!.</p>
<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2012/01/76864_gal.jpg"><img class="size-full wp-image" src="http://lella.files.wordpress.com/2012/01/76864_gal.jpg?w=590" alt="Imagem" /></a>Ao passo que Almodovar vai relevando o mistério em torno da personagem de Anaya, mais eu fiquei desconectado com o filme. Muitos podem levar esse filme a sério, principalmente a quem curte as questões de gênero, associado à feminilidade e masculinidade. De acordo com Judith Butler, sexo é algo objetivamente natural, e, não existe: &#8220;a realidade de gênero é performativa&#8221;, o que ela quer dizer que gênero é real na medida em que é realizado.&#8221; O corpo torna-se seu gênero somente através de uma série de atos que são renovados, revistos, e consolidados através do tempo, e não numa troca de pele. Gostaria de ter visto as duas personagens sendo interpretadas pelo mesmo ator, e quem sabe se isso não me chocaria&#8230;se essa era a intenção de Almodovar.</p>
<p>Nota: 7,0</p>
<br />Filed under: <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/category/espanha-filme/'>Espanha</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/category/_mais-um-olhar/'>_Mais Um Olhar</a> Tagged: <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/antonio-banderas/'>Antonio Banderas</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/biotecnologia/'>biotecnologia</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/cirurgia-plastica/'>cirurgia plástica</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/clonagem/'>clonagem</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/drama/'>Drama</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/elena-anaya/'>Elena Anaya</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/estupro/'>estupro</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/marisa-paredes/'>Marisa Paredes</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/pedro-almodovar/'>Pedro Almodóvar</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/queimadura/'>queimadura</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/thriller/'>Thriller</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/vinganca/'>vingança</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lella.wordpress.com/12367/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lella.wordpress.com/12367/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lella.wordpress.com/12367/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lella.wordpress.com/12367/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lella.wordpress.com/12367/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lella.wordpress.com/12367/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lella.wordpress.com/12367/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lella.wordpress.com/12367/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lella.wordpress.com/12367/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lella.wordpress.com/12367/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lella.wordpress.com/12367/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lella.wordpress.com/12367/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lella.wordpress.com/12367/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lella.wordpress.com/12367/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemaeaminhapraia.com.br&amp;blog=1479777&amp;post=12367&amp;subd=lella&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A Pele Que Habito. Obra-prima de Pedro Almodóvar!</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Nov 2011 22:19:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>LELLA</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://lella.files.wordpress.com/2011/11/a-pele-que-habito_poster.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-11224" title="a-pele-que-habito_poster" src="http://lella.files.wordpress.com/2011/11/a-pele-que-habito_poster.jpg?w=269&#038;h=289" alt="" width="269" height="289" /></a><a href="http://lella.files.wordpress.com/2011/11/pedro-almodovar.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-11226" title="pedro-almodovar" src="http://lella.files.wordpress.com/2011/11/pedro-almodovar.jpg?w=500" alt=""   /></a>Uau! Essa foi uma das exclamações proferidas durante e mais intensamente ao final do filme. Os créditos finais subindo, e eu ali em puro êxtase. Fora preciso meu sobrinho dizer um &#8211; <em>Vamos!?</em> -, para que eu voltasse a realidade de ter que sair do Cinema. Tinha presenciado uma <strong>Obra-prima</strong>! <strong>Pedro Almodóvar</strong> se superou! Ele assina a Direção e o Roteiro. De uma estória que veio como um presente de Thierry Jonquet, já que dera asas e um pouso perfeito para a loucura que permeiou toda a sua obra até então. &#8220;<strong>A Pele que Habito</strong>&#8221; veio como uma consagração a esse gênio. Bravo!</p>
<p style="text-align:justify;">Depois, fui me perguntando em como contaria sobre esse filme: com ou sem spoiler. Algo que seria difícil resistir porque havia alguns pontos que eu gostaria de analisar com mais detalhes. Com isso, se você ainda não assistiu, pare por aqui. Nem é tanto pelos <strong>spoilers</strong>, mas sim porque irá perder esse mesmo contentamento que eu senti. É sensacional em ir seguindo todo o fio que brilhantemente Almodóvar deixou para nós. <strong>Esse é um filme para ver sem ter lido nem uma linha a mais do que a sinopse oficial</strong>. Também porque aquilo que irá saber durante o filme o levará a se questionar. Refletir como uma pessoa comum. Ou até como se tivesse com o poder de votar contra ou a favor em temas abordados nele. Um desses tema me levou a exteriorizar uma outra exclamação: &#8220;Boa!&#8221;. E dita pelo meu lado nada politicamente correto, mas assinado-embaixo pela totalidade mulher. Foi muito bem merecido! Fora uma ideia genial!</p>
<p style="text-align:justify;">Por isso, e muito mais, Vá ver o filme, e depois volte para deixar a sua opinião. Porque <strong>a partir daqui terá spoiler</strong>. E para quem já viu o filme, vem comigo!</p>
<p style="text-align:justify;">No centro do universo desse filme temos a Cirurgia Plástica. E será por ela que inicio as reflexões.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lella.files.wordpress.com/2011/11/a-pele-que-habito_01.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-11230" title="a-pele-que-habito_01" src="http://lella.files.wordpress.com/2011/11/a-pele-que-habito_01.png?w=300&#038;h=199" alt="" width="300" height="199" /></a>O que levaria alguém a decidir ser um Cirurgião Plástico? Sentir o poder de criar uma criatura? Independente de padrões de beleza para cada cultura, por vezes o resultado do seu trabalho traz uma nova pessoa à vida. Mesmo que sustente que o faz muito mais com o fim de regenerar uma sequela, ou até mesmo para fins estéticos, no fundo deve sentir-se como um Deus. E se temos um Criador, também se tem a Criatura. Em &#8220;<strong>A Pele que Habito</strong>&#8221; temos um período na vida em conjunto do Criador e sua obra mais que perfeita. Faltando um detalhe. Já que se esculpe um corpo por fora. E como ficaria o interior desse ser?</p>
<p style="text-align:justify;">Antes de falar da criatura do filme, focarei no geral de quem procura por um cirurgião plástico. O faz, desde uma simples insatisfação por parte de seu próprio corpo, até um desejo meio mórbido de não ser o que se é. Vaidades em vários níveis. Sem contar nas que perderam a própria pele, literalmente, de modo acidental ou não. De qualquer maneira, uma parte consciente optou por isso. Mesmo que tenha um lado que não queira concretizar um sonho.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><a href="http://lella.files.wordpress.com/2011/11/a-pele-que-habito_02.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-11233" title="a-pele-que-habito_02" src="http://lella.files.wordpress.com/2011/11/a-pele-que-habito_02.jpg?w=256&#038;h=171" alt="" width="256" height="171" /></a>Antonio Banderas</strong>, numa atuação magistral, faz o cirurgião plástico Roberto Ledgard. Um homem angustiado por problemas pessoais, mas empenhado no lado profissional. Por não ter conseguido regenerar todo o corpo queimado da esposa, se dedica ainda mais em conseguir uma pele perfeita em laboratório. Achando já estar no caminho, tenta encontrar um jeito de introduzir sua pesquisa no campo acadêmico. Algo ainda legalmente proibido. Em sua mansão bem isolada, mantém uma clínica pequena, mas muito bem aparelhada, e subsidiada pelo Instituto de Biotecnologia. Ao receber um não do presidente dessa instituição, decide prosseguir às escondidas; e sem sua equipe.</p>
<p style="text-align:justify;">Um lobo em pelo de cordeiro&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lella.files.wordpress.com/2011/11/a-pele-que-habito_06.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-11247" title="a-pele-que-habito_06" src="http://lella.files.wordpress.com/2011/11/a-pele-que-habito_06.jpg?w=300&#038;h=114" alt="" width="300" height="114" /></a>A determinação, a paciência e a capacidade que Roberto tem como médico e cientista, não é a mesma ao lidar com a própria filha. Norma (Blanca Suárez) se desestruturou com a morte da mãe. Roberto delegou à Psiquiatria todos os cuidados da filha. Essa separação o fez ficar quase um estranho para ela. Claro que cada um reage de um jeito próprio diante de uma violência sofrida. Mas talvez se ele tivesse mais carinho, tivesse mais presente na vida de Norma, ela não o teria visto como o vilão. Bem se faltou amor de pai antes, não faltou depois. Mesmo que tarde demais para ter a filha de volta, ele vai atrás do real vilão da vida da filha. Ele é Vicente (Jan Cornet), que mesmo ciente do que fez, se acha impune, acreditando que não deixara pistas. Mas à noite, nem todos os gatos são pardos&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">A ciência avança, quando alguém rompe a barreira do que é ético. Mesmo tendo quem mantenha-se vigilante nessa linha divisória. O filme prima por trazer, ou melhor, por manter um tema como esse ainda em mesa de debate: clonagem de partes do corpo humano. Questionável? Sim. Necessário? Talvez. Fechar questão? Não. Até porque pesquisas concretizadas, trariam qualidade de vida a um paciente.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lella.files.wordpress.com/2011/11/a-pele-que-habito_03.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-11235" title="a-pele-que-habito_03" src="http://lella.files.wordpress.com/2011/11/a-pele-que-habito_03.jpg?w=300&#038;h=114" alt="" width="300" height="114" /></a>Dizem que a pressa é a inimiga da perfeição. E um cirurgião plástico age com muita paciência. Roberto, sem mais pressa, já que seu lado pessoal se desmoronou, cuida de uma nova interna em sua clínica: Vera (Elena Anaya). Nela, tem a chance de testar seu experimento: a tão sonhada pele. Vera é mantida reclusa. Além de Roberto, só tem contato com Marília (Marisa Paredes), a governanta da casa. Enquanto a cicatrização não some por completo, tem como proteção uma malha no corpo, e uma máscara na cabeça.</p>
<p style="text-align:justify;">Insanidade! Teria um fator genético? Que vem à superfície como resultante de um grande trauma? Como classificar esse tipo de comportamento em alguém que tem a consciência do que está fazendo? Alguém que leva uma vida à margem da lei e dos bons costumes traz um sinal de que? E alguém que por uma obsessão recente decide dar asas a algo muito louco, mas que seria como num tiro só acertar dois alvos distintos?</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lella.files.wordpress.com/2011/11/a-pele-que-habito_04.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-11239" title="a-pele-que-habito_04" src="http://lella.files.wordpress.com/2011/11/a-pele-que-habito_04.jpg?w=228&#038;h=152" alt="" width="228" height="152" /></a>Roberto sabe que está bem perto de alcançar seu intento, e então poder mostrá-lo ao mundo científico. Acontece que o passado bate a sua porta. Era Zeca (Roberto Álamo), o filho que Marília entregou ao mundo. Ele chega justamente durante uma ausência do dono da casa. Marília pressionada muito mais pela culpa &#8211; sua escolha-de-sofia fora entre essa criança e uma estabilidade financeira -, do que pela vontade de revê-lo, deixa Zeca entrar na casa. Ele viera pedir por um tipo de esconderijo, por estar sendo procurado pela polícia por roubo a um banco. Só que ele foi além desse crime: matou um vigia do tal banco. Dai, não estava para brincadeiras. Como também barbarizou na casa de Roberto.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lella.files.wordpress.com/2011/11/a-pele-que-habito_05.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-11242" title="a-pele-que-habito_05" src="http://lella.files.wordpress.com/2011/11/a-pele-que-habito_05.jpg?w=300&#038;h=158" alt="" width="300" height="158" /></a>Como puderam ver, a Maternidade também se fez presente nesse filme de Almodóvar. Uma relação conflitante entre mãe e filho. Entre um filho que trouxe ao mundo e um que o mundo lhe trouxera. Afinal, ser mãe não é só gerar um filho. Tem que criar também. A mãe de Vicente dava mais carinho a jovem que trabalhava em seu Atelier, que a ele. Meio que a protegendo de seu rebelde filho. Zeca passou a infância trabalhando para o tráfico numa favela no Brasil. Procurando a mãe mais por lhe impor uma proteção tardia do que por amor. E em ambas visitas, deixou seu comportamento animal aflorar. Essas mães já anteviram que seus ventres não geraram bons frutos? Que não valiam por um sacrifício a mais? Quando Roberto chegou, vendo o que viu, decide por um fim em um fantasma do passado.</p>
<p style="text-align:justify;">E dai em diante seria vida que segue? Não. Enquanto tiver outros fantasmas assombrando, não se atinge uma oitava maior. Outros ciclos voltam para atormentar, com pesos maiores para outras rodadas da roda da vida.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lella.files.wordpress.com/2011/11/a-pele-que-habito_07.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-11245" title="a-pele-que-habito_07" src="http://lella.files.wordpress.com/2011/11/a-pele-que-habito_07.jpg?w=300&#038;h=160" alt="" width="300" height="160" /></a>Sem um happy end, nem poderia haver, onde minha interjeição final fora um &#8220;Putz!&#8221;, mas já eletrizada por ter visto um primor de filme, &#8220;<strong>A Pele Que Habito</strong>&#8221; veio para pontuar a carreira de Pedro Almodóvar. Que além da estória, de como foi contada, da Direção, da performance de todos os atores, quero destacar que a Trilha Sonora também foi muito bem escolhida. Há uma cena onde mais parecia um som de um bate-estaca. Na hora eu não gostei dela, mas depois já ciente de um outro detalhe, achei mais que perfeita. E então meio que tardio, proferi um &#8220;Bem feito!&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Não deixem de ver esse primor de filme. Nota Máxima!</p>
<p style="text-align:justify;">Por: Valéria Miguez (LELLA).</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>A Pele Que Habito (<a href="http://www.imdb.com/title/tt1189073/">La Piel que Habito. 2011</a>)</strong></span>. Espanha. Direção e Roteiro: Pedro Almodóvar. Elenco: Antonio Banderas, Elena Anaya, Marisa Paredes, Jan Cornet, Roberto Álamo, Blanca Suárez, Eduard Fernández, José Luis Gómez, Bárbara Lennie, Susi Sánchez. Gênero: Suspense. Duração: 133 minutos. Baseado no livro de Thierry Jonquet. Trilha Sonora: Alberto Iglesias. Classificação: 16 anos.</p>
<br />Filed under: <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/category/espanha-filme/'>Espanha</a> Tagged: <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/antonio-banderas/'>Antonio Banderas</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/biotecnologia/'>biotecnologia</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/cirurgia-plastica/'>cirurgia plástica</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/clonagem/'>clonagem</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/drama/'>Drama</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/elena-anaya/'>Elena Anaya</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/estupro/'>estupro</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/marisa-paredes/'>Marisa Paredes</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/pedro-almodovar/'>Pedro Almodóvar</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/queimadura/'>queimadura</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/thriller/'>Thriller</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/vinganca/'>vingança</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lella.wordpress.com/11220/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lella.wordpress.com/11220/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lella.wordpress.com/11220/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lella.wordpress.com/11220/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lella.wordpress.com/11220/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lella.wordpress.com/11220/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lella.wordpress.com/11220/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lella.wordpress.com/11220/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lella.wordpress.com/11220/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lella.wordpress.com/11220/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lella.wordpress.com/11220/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lella.wordpress.com/11220/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lella.wordpress.com/11220/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lella.wordpress.com/11220/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemaeaminhapraia.com.br&amp;blog=1479777&amp;post=11220&amp;subd=lella&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Enigmas de Um Crime (The Oxford Murders. 2008)</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jun 2011 13:41:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dhiogo Caetano</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O filme “Enigmas de Um Crime” não difere de outras produções cinematográficas que em sua abordagem trazem a violência, assassinato e suspense do começo ao fim. Na trama uma série de assassinatos começa a deixar as pessoas com medo em Oxford. A população daquele local tinha esperança em dois homens: Arthur (John Hurt), um grande [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemaeaminhapraia.com.br&amp;blog=1479777&amp;post=9718&amp;subd=lella&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2011/06/enigmas-de-um-crime.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9722" title="Enigmas-de-Um-Crime" src="http://lella.files.wordpress.com/2011/06/enigmas-de-um-crime.jpg?w=500" alt=""   /></a>O filme “<strong><a href="http://www.imdb.com/title/tt0488604/">Enigmas de Um Crime</a></strong>” não difere de outras produções cinematográficas que em sua abordagem trazem a violência, assassinato e suspense do começo ao fim.</p>
<p>Na trama uma série de assassinatos começa a deixar as pessoas com medo em Oxford. A população daquele local tinha esperança em dois homens: Arthur (John Hurt), um grande professor de ciências humanas, e Matin (Elijan Wood), um jovem estudante que acaba de se ingressar na faculdade e estava na ansiedade de estudar com o grande professor Arthur.</p>
<p>Na trama os crimes eram arquitetado em códigos que misteriosamente se torna em enigmas de um crime sem autor.</p>
<p>Mas no decorrer do filme o professor intrigado com tal crime, acaba se aliando ao jovem estudante para ambos utilizarem das suas habilidades para decifrar o mistério que se escondia atrás dos estranhos símbolos e números matemáticos montando o quebra-cabeça.</p>
<p>Na medida em que ambos se aproximavam da resposta, mas aumentava o medo e a insegurança com relação ao mundo ao redor deles.</p>
<p>Mas afinal, posso concluir que não existe nem uma arte sem autor; por pior que ela seja, mesmo codificada a traços de seu autor. Marcas quase indelével de uma verdade disfarçada por um artista macabro e totalmente covarde, mas que não fica escondido até o fim. Com é visto no filme a verdade esta disfarça por uma realidade irreal e não convincente basta usar a lógica que tudo se desvenda.</p>
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		<title>Ataque Homofóbico das Laranjas (2010. Curta)</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Apr 2011 00:36:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariposo-L</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Calma gente não precisa fazer alarde ou mesmo protestos é apenas um curta do Festival ZineGoak realizado na Espanha em que as regras são bem simples fazer um curta ( gay ) em quatro dias com um objeto dado pela organização, neste caso uma laranja . Neste caso é um trailer falso de El ataque de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemaeaminhapraia.com.br&amp;blog=1479777&amp;post=9320&amp;subd=lella&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2011/04/festizal-zinegoak.png"><img class="alignleft size-medium wp-image-9325" title="festizal zinegoak" src="http://lella.files.wordpress.com/2011/04/festizal-zinegoak.png?w=174&#038;h=212" alt="" width="174" height="212" /></a>Calma gente não precisa fazer alarde ou mesmo protestos é apenas um curta do Festival <a href="http://www.zinegoak.com/" target="_blank">ZineGoak </a>realizado na Espanha em que as regras são bem simples fazer um curta ( gay ) em quatro dias com um objeto dado pela organização, neste caso uma laranja .</p>
<p>Neste caso é um trailer falso de El ataque de las naranjas homofobas de Pablo Isidro [HQ] Mas com muito bom humor ..</p>
<p>Adorei <img src='http://s0.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  <span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://cinemaeaminhapraia.com.br/2011/04/18/ataque-homofobico-das-laranjas-2010-curta/"><img src="http://img.youtube.com/vi/wZIbY4qFtI8/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<address>Curiosidades: O Show do Gongo, evento do Festival Mix Brasil de Cinema da Diversidade Sexual, é tão incrível que está fazendo escola. O Zinegoak, festival de cinema gay de Bilbao, na Espanha, se inspirou no concurso brasileiro para criar o Show del Txistu. A fórmula é a mesma que conhecemos: qualquer pessoa pode inscrever um vídeo, que é submetido ao crivo de uma voraz plateia. Quem resiste ao gongo do público ganha um prêmio absurdo.<br />
E o campeão do primeiro Show del Txistu foi mais que merecido. Em &#8220;O Ataque das Laranjas Homofóbicas&#8221;, frutas cultivadas e modificadas geneticamente em solos do Vaticano querem porque querem exterminar homossexuais da face da Terra. (Irving Alves)</address>
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		<title>Tudo Sobre Minhas Mães</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Jan 2011 22:55:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rogerio silvestre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dois filmes lançados no verão americano tem como tema a maternidade- “Destinos Ligados” ( Mother and Child, 2010), dirigido por Rodrigo Garcia, junta maternidade/adoção e, Minhas Mães e Meu Pai ( The Kids are All Right, 2010) de Lisa Cholodenko, junta maternidade/familia, e, em ambos casos, os filhos não estão bem. O foco de &#8220;Destinos Ligados” é [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemaeaminhapraia.com.br&amp;blog=1479777&amp;post=8529&amp;subd=lella&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dois filmes lançados no verão americano tem como tema a maternidade- “<strong>Destinos Ligados</strong>” ( Mother and Child, 2010), dirigido por Rodrigo Garcia, junta maternidade/adoção e, <em><strong>Minhas Mães e Meu Pai</strong> (</em> The Kids are All Right, 2010) de Lisa Cholodenko, junta maternidade/familia, e, em ambos casos, os filhos não estão bem.</p>
<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2011/01/images-3.jpeg"><img class="alignleft size-full wp-image-8533" title="images-3" src="http://lella.files.wordpress.com/2011/01/images-3.jpeg?w=500" alt=""   /></a>O foco de &#8220;<strong>Destinos Ligados</strong>” é praticamente nas três personagens centrais &#8211; interpretada por Annette Bening (Karen), Naomi Watts (Elizabeth) e Kerry Washington (Lucy). São três mulheres simpáticas, mas nenhuma é extremamente agradável. Karen vive uma eterna amargura desde que aos 14 anos foi forçada pela mãe a colocar a filha para adoção. Elizabeth é a filha “perdida” de Karen. Hoje, aos 37 anos de idade, é ainda solteira, fria, sexualmente permissiva, ambiciosa, e bem sucedida como advogada. Ela seduz seu novo chefe, Paul (Samuel L. Jackson), que vive &#8220;embriagado&#8221; e aterrorizado pelo seu auto-controle. Elizabeth também, fora do que parece, é pura maldade, vai para a cama com o vizinho. Numa cena, ela deixa sua calcinha dobrada na gaveta de roupas íntimas da mulher do vizinho, que é alegre e está gestante &#8211; numa maneira de fazer todos ao seu redor  infelizes assim como ela!  Depois, Elizabeth engravida, abandona o emprego sem maiores explicações, e sua estória obviamente se <em>conecta</em> com a vida de Lucy, que é uma bem-sucedida dona de padaria. Casada com Joseph, mas frustrada pelo fato de não poder ser mãe, ela entra num processo complicado de adoção, e é “esmagada” quando a mãe biológica, de repente muda de idéia. E, ainda pior, o marido do nada diz que quer ter seu próprio filho, algo que Lucy é incapaz de lhe dar.  Lucy adota a filha de Elizabeth, e vemos na tela que ser mãe não é algo tão fácil assim.</p>
<p><strong>Pontos Fortes</strong>:</p>
<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2011/01/images3.jpeg"><img class="alignleft size-full wp-image-8534" title="images" src="http://lella.files.wordpress.com/2011/01/images3.jpeg?w=500" alt=""   /></a>O elenco é excelente, mas destaco a Bening, que faz a desequilibrada, infeliz, estranha e problemático Karen, de uma forma tão natural, que quando a personagem se torna mais amável e compreensivel, é facil de notar que uma atriz menor não teria sido capaz de dar sentido as ações de Karen.</p>
<p>O tema adoção é algo bastante delicado, pois foge da ordem natural, onde pode confundir ou alienar, e o filme faz uma boa leitura sobre o tema.</p>
<p><strong>Ponto Fraco</strong></p>
<p>O roteirista e diretor Rodrigo Garcia entrelaça três estórias, num estilo bem “Crash” ( 2005)-, mais parecido com  o recente “The Burning Plain” ( 2009), onde os pecados dos pais são frequentemente visitados em cima dos seus filhos, e como nós precisamos nos relacionar com outras pessoas para sermos plenamente humanos- não apenas para nosso próprio bem, a fim de levar uma vida plena (embora também por esse motivo), mas para salvar nossas crianças a seguir o mesmo caminho. Mas o problema do filme de Garcia é sua cara de novela das 9. Além disso, achei os personagens masculinos  superficiais e estereotipados- todos são fortes e razoáveis e as mulheres são neuróticas ou totalmentemente instáveis.</p>
<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2011/01/images-4.jpeg"><img class="alignleft size-full wp-image-8535" title="images-4" src="http://lella.files.wordpress.com/2011/01/images-4.jpeg?w=500" alt=""   /></a>Já “<em><strong>Minhas Mães e Meu Pai</strong>” </em>é um filme melhor, mas longe de ser um grande filme. Achei-o um caso raro de filme, que descreve a cultura pop de hoje- é uma comédia dramática-, composta principalmente de atuações expressivas e belos diálogos. As conotações de tristeza há dentro de cada personagem- por isso é mais importante prestar muita atenção ao que eles nem sempre estão dizendo. Cada indivíduo neste filme estão à procura de algo para preencher suas vidas.</p>
<p>As mães aqui são um casal de lésbicas, e elas não recorrem a um processo de adoção, mas de um laboratório de esperma, onde cada uma tem um filho.  Quando Joni (a filha) à beira de ir para a universidade, é encorajada por seu irmão mais novo (Laser) a descobrir quem é o doador de espermas, toda a familia descobre que a reunião com o doador (Paul) será o maior erro de suas vidas. O filme faz o ajuste dos papéis na construção familiar moderna.</p>
<p><strong>Pontos Fracos</strong></p>
<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2011/01/images-5.jpeg"><img class="alignleft size-full wp-image-8537" title="images-5" src="http://lella.files.wordpress.com/2011/01/images-5.jpeg?w=500" alt=""   /></a>Não achei que haja química entre o casal de lésbicas interpretado por Bening (Nic) e  Moore (Jules). Nic é uma mulher perfeccionista, de personalidade forte,“butch”(o homem na relação com seu modo de se vestir e da linguagem), dependente de vinho tinto, mãe controladora, e uma esposa um pouco ausente por causa de sua profissão- médica. Na verdade, não consegui me envolver com o dilema de Nic, que é basicamente ser a mãe-modelo/perfeita, e demonstrar total insegurança diante da presença de Paul. E, como médico, Nic me pareceu um tanto quanto cega, que não percebe que seu filho está usando drogas.</p>
<p>Moore faz uma dona de casa insatisfeita, irritada e insistente em seu suposto potencial artístico e criativo. Sim, me envolvi com o drama de Jules, mas achei precipitado o começo da  relação sexual entre ela e Paul, me deixando a impressão que ela se sente mais realizada transando com Paul, do que fazendo amor com Nic- por sinal,  achei a cena de sexo entre as duas, de puro mau gosto, como se o sexo entre mulheres ficasse a base de um consolo, e de assistir filmes pornôs masculinos!. Eu posso dizer honestamente que eu nunca conheci nenhuma lésbica, mãe ou não, que assistam filmes pornôs masculinos. Me pareceu que a Cholodenko, que é lésbica, quis destacar o fato que a indústria pornô representa o sexo lésbico de forma não realista, mas o que torna as pessoas homossexuais não são os atos de determinado sexo, mas a atração para o sexo, coisa que a Cholodenko esqueceu de acrescentar em Nic e Jules.</p>
<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2011/01/images-31.jpeg"><img class="alignleft size-full wp-image-8539" title="images-3" src="http://lella.files.wordpress.com/2011/01/images-31.jpeg?w=500" alt=""   /></a>Também achei que Cholodenko deveria ter dado um tratamento melhor ao personagem Laser (Josh Hutcherson). No início do filme fica a impressão que o personagem seria o fio conduto da estória. Por exemplo, Laser quer conhecer o doador de esperma como se quisesse preencher algo na sua vida, mas praticamente, Cholodenko deixou o personagem meio perdido, sem saber o que fazer, e mesmo a sua relação com o melhor amigo Clay, permaneceu vazia.</p>
<p><strong>Pontos Fortes</strong></p>
<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2011/01/images-2.jpeg"><img class="alignleft size-full wp-image-8538" title="images-2" src="http://lella.files.wordpress.com/2011/01/images-2.jpeg?w=500" alt=""   /></a>Paul (Mark Ruffallo) é um cara descontraído, amável, imaturo, não confiável, proprietário de um restaurante, e dono de estilo sonhador. O único indivíduo com algum senso entre a satisfação profissional e pessoal. E, pouco exigente em um relacionamento sexual com a bela Tanya (Yaya DaCosta). Mesmo assim Paul me pareceu o individual mais traumatizado no decorrer da estória. Ele começa a aparecer menos simpático e menos cômico, e ao fim do filme, Paul  não consegue voltar ao que era antes, depois de se apaixonar por Jules. Ruffalo, um ator que sempre achei fraco, rouba todas as cenas que aparece nesse filme.</p>
<p>A cena quando Nic canta com Paul, a canção de Joni Mitchell &#8220;All I want&#8221;-as expressões faciais de Bening são gloriosamente embaraçosas, mas retratam muito bem a mensagem da canção:</p>
<p><em>I want to talk to you, I want to shampoo you</em><br />
<em>I want to renew you again and again</em><br />
<em>Applause, applause &#8211; life is our cause</em><br />
<em>When I think of your kisses</em><br />
<em>My mind see-saws</em><br />
<em>Do you see &#8211; do you see &#8211; do you see</em><br />
<em>How you hurt me baby</em><br />
<em>So I hurt you too</em><br />
<em>Then we both get so blue</em></p>
<p><em></em>Particularmente, achei a cena linda, e me fez querer ouvir Mitchell durante todo o filme.</p>
<p>Politicamente engajado, o filme de Cholodenko faz um belo retrato sobre o casamento (quer seja gay ou não), descrito pelo persongem Jules como “algo realmente dificil.” Porém, no fundo, achei que tanto “<strong>Destinos Ligados</strong>” quanto “<strong>Minhas Mães e Meu Pai</strong>” não acrescentaram nada de novo- tem muito potencial, mas mereciam melhores diretores&#8230;ah, se eles tivessem sido dirigidos por um Robert Altman, ou por um Ingmar Bergman&#8230; ou até mesmo por um Paul Thomas Anderson&#8230; seriam algo mais do que apenas “UM FILME.”</p>
<p>P.S.: ah, se o Oscar fosse justo, o pessoal por trás desse<em> lobby </em>de premiação, poderiam ser mais sensatos, pois Bening nem mesmo merece ser indicada por “ Minhas Mães e Meu Pai”, levando-se em conta trabalhos mais relevantes de atrizes como Hilary Swank ( Conviction, 2010), Michelle Williams (Blue Valentine, 2010), Lesley Manville ( Another Year, 2010), Noami Watts (Fair Game) e até a propria Bening está bem melhor no melodrama,  &#8221;Destinos Ligados” (2010). Vir com a idéia que Bening nunca ganhou e merecer ser agraciada, é uma vergonha, pois, por que não a Julianne Moore? Ela merece muito mais do que a Bening, pois mesmo perdendo a conta das mulheres frustratas que a Moore já fez no cinema, más o que mais me encanta nesse atriz é sua capacidade de transmitir tanta veracidade em cada olhar, e em cada palavra que fala, e em cada sorriso- contagiante!-, e em cada choro- que vai do medo, da tristeza, da depressão, da dor, da alegria exagerada, e da aflição. Sempre natural!. Mas, uma certeza tenho, em 2010 não vi  nenhuma atuação que chegasse ao patamar na magistral  Natalie Portman em “Cisne Negro.”</p>
<p><strong>Destinos Ligados</strong> (Mother and Child, Estados Unidos, Espanha , 2009) &#8211; 125 min. Drama <strong>Direção:</strong> Rodrigo García. <strong>Roteiro:</strong> Rodrigo García. <strong>Elenco: </strong>Annette Bening, Naomi Watts, Samuel L. Jackson, Kerry Washington, Lisa Gay Hamilton, Cherry Jones, David Ramsey, Jimmy Smits, Amy Brenneman, David Morse, Tatyana Ali, Gloria Garayua, Carla Gallo</p>
<p><strong><em>Minhas Mães e Meu Pai</em></strong> (<em>The Kids are All Right</em>, 2010)- 101 min. Comédia Dramática. <strong>Direção e roteiro:</strong> Lisa Cholodenko. <strong>Elenco:</strong> Annette Bening, Julianne Moore, Josh Hutcherson, Mia Wasikowska, Mark Ruffalo, Yaya DaCosta, Kunal Sharma, Eddie Hassell, Rebecca Lawrence e Joaquín Garrido</p>
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		<title>Um Quarto Em Roma (Habitación en Roma. 2010)</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Jan 2011 07:06:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rozzi Brasil</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Refilmagem do filme chileno En La Cama (2005) de Matias Bize que também teve sua versão brasileira com Reinaldo Gianecchine e Paola de Oliveira com o nome Entre Lençóis. A diferença é que Julio Medem traz para a cama um casal de mulheres uma heterossexual e a outra lesbica assumida e de bem com a vida. Juntas elas se entregam ao prazer e descobrem o quanto quatro paredes podem libertar e a ausência de um futuro pode trazer a felicidade intensa no presente<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemaeaminhapraia.com.br&amp;blog=1479777&amp;post=8473&amp;subd=lella&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2011/01/um-quarto-em-roma-01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8474" title="um-quarto-em-roma-01" src="http://lella.files.wordpress.com/2011/01/um-quarto-em-roma-01.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a>Vários diretores já se trancaram em um único ambiente para dar vida a roteiros diversos,  o que significaria nenhuma novidade para este Julio Medem. No entanto, além da inovação do casal trancafiado no quarto em  Roma ser formado por duas mulheres (lindas, diga-se de passagem) o  ambiente único,  geralmente  claustrofóbico desta vez,  é arejado pela atuação convincente de Elena e poderosos auxílios como sensível fotografia, vigor da trilha sonora e  interação entre a vida naquele quarto com hora certa para se extinguir, influência da vida exterior e a presença desta através das incursões do garçom e produtos eletrônicos modernos.  Elena Anaya e Natasha Yarovenko dão vida a personagens muito interessantes e diferentemente do que imaginei, não é aventura do corpo que toca o coração, mas justamente o contrário. <a href="http://lella.files.wordpress.com/2011/01/um-quarto-em-roma-081.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-8476" title="Um-Quarto-em-Roma-08" src="http://lella.files.wordpress.com/2011/01/um-quarto-em-roma-081.jpg?w=150&#038;h=98" alt="" width="150" height="98" /></a></p>
<p>Existe um crescendo na confiança que vai aos poucos se estabelecendo entre as duas mulheres. A célebre atitude de dar nomes inventados à &#8221; paquera da hora&#8221;  que acabamos de conhecer, já mostra que havia se não o desejo ou  curiosidade, pelo menos uma certa intenção entre aquelas duas estranhas, por mais que a princípio a atmosfera romântica não prevalecesse.  Não mostrar quem são na vida lá fora, a derrubada dessas mentiras que visam proteção ou mesmo torná-la seres mais interessantes, fez-me pensar como é curioso o ser humano, que mesmo numa situação transitória e vivendo momentos com prazo definido para um final, não deixa a peteca cair. O corpo, o sexo é alvo de tanta teorização e no entanto estando duas mulheres nuas num quarto, escondem seus nomes e suas histórias como forma de protegerem suas vidas. É a potencialização do pensamento difundido por aí que entre quatro paredes tudo e válido desde que ali se mantenha.</p>
<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2011/01/mxq6skwcaetyytc.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8478" title="mxq6skwcaetyytc" src="http://lella.files.wordpress.com/2011/01/mxq6skwcaetyytc.jpg?w=300&#038;h=175" alt="" width="300" height="175" /></a>Os diálogos tem muito de fábula e a fotografia é de grande  beleza plástica, onde ver duas mulheres fazendo sexo não choca e ainda estimula. Interessante perceber a co-atuação da tecnologia moderna interagindo e oferecendo informações sobre a vida extra-quarto das personagens, arejando o “Quarto de Roma”</p>
<p>Natasha (Natasha Yarovenko) moça heterossexual se  vê num quarto com Alba (Elena Anaya) moça homossexual e por aqueles motivos que não se explica se envolvem numa intensidade onde qualquer um poderia  enxergar a si próprio. Elas vão se revelando uma para a outra entre pequenas e grandes mentiras a respeito de si mesmas, os grandes dramas que cada uma carrega na vida real, em 12 horas vivem um relacionamento com densidade  infinitamente superior a muitas relações que sobrevivem do lado de  fora.</p>
<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2011/01/um-quarto-em-roma-14-1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-8479" title="HABITACIÓN EN ROMA" src="http://lella.files.wordpress.com/2011/01/um-quarto-em-roma-14-1.jpg?w=300&#038;h=160" alt="" width="300" height="160" /></a>Por que carregam esses dramas em suas histórias, não consegui entender, confesso que sou inexperiente em Julio Medem e , não ouso afirmar que em suas histórias pessoas encucadas fazem sexo bem e se entregam à curiosidade até que ela se torne prazer e se vista de amor.  À pergunta que me surgiu durante a exibição:  será que uma pessoa sem fatos pesados na sua biografia, não se entregariam daquela forma ao amor ou a um sexo de uma forma fora do seu habitual ? Tentarei responder vendo outros de seus filmes.</p>
<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2011/01/um-quarto-em-roma-17.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-8480" title="Um-Quarto-em-Roma-17" src="http://lella.files.wordpress.com/2011/01/um-quarto-em-roma-17.jpg?w=300&#038;h=168" alt="" width="300" height="168" /></a>O requinte de detalhes nos leva a ver a cena em que  Natasha, a mulher heterossexual  solicita um vibrador  ou algo que a penetre enquanto que a lésbica afirma não utilizar esse tipo de recurso, pode para alguns, confirmar a lenda que a penetração é indispensável ao prazer feminino como pode desmentir  a verdade que o falo acompanhado do corpo é inteiramente  dispensável em detrimento  de qualquer coisa em forma similar ou mesmo uma garrafa de vinho da Toscana&#8230;</p>
<p>Amigos que assistiram antes de mim comentaram sobre a falta de consistência dos diálogos do que discordo, entendo que deve ser complicado diálogos profundos e complexos estando-se em par num quarto de hotel, diante de um corpo atraente, perante alguém que admira e demonstra gostar do que vê, da mesma forma que ter atenção nos diálogos diante de cenas tórridas não deixa de ter certa porção desafio&#8230; Contudo, não é justificada a piadinha de que com aquelas moças nuas e suas ações na tela o filme seria apenas imagens a se observar&#8230; Esta reclamação, não tenho .</p>
<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2011/01/20100509-banera-600x337.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-8481" title="20100509-banera-600x337" src="http://lella.files.wordpress.com/2011/01/20100509-banera-600x337.jpg?w=500" alt=""   /></a>O filme mostra muito do que uma mulher  pode ser capaz quando tem sobre a pele o toque certo, o quanto falar de si pode ser importante no trajeto cama-chuveiro-banheira. Mostra a capacidade do ser humano de se envolver e encantar, vivendo um grande amor num espaço pequeno e  tempo reduzido, em que muitos sequer conseguiriam entrar no primeiro sonho. É grande a capacidade de amar das mulheres, ouvir a voz do corpo pode ser muito diverso de buscar a traição, no momento em que se está onde se está,  estaremos sempre fiéis a nós mesmos.</p>
<p>Se tivesse que dar uma nota no filme como um todo, incluindo os diálogos daria um honroso 8.</p>
<p style="text-align:left;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>Um Quarto Em Roma (<a href="http://www.imdb.com/title/tt1263750/">Habitación en Roma</a>)</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">Espanha, 2010</p>
<p style="text-align:left;">Gênero: Drama</p>
<p style="text-align:left;">Diretor: Julio Medem</p>
<p style="text-align:left;">Elenco:  <a title="Elena Anaya (Alba)" href="http://www.elenaanaya.com" target="_blank">Elena Anaya (Alba) </a> <a title="Natasha Yarovenko (Natasha)" href="http://www.imdb.com/name/nm1388067/" target="_blank">Natasha Yarovenko (Natasha)</a> <a title="Enrico Lo Verso (Max)" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Enrico_Lo_Verso" target="_blank">Enrico Lo Verso (Max)</a> <a title="Najwa Nimri (Durne)" href="http://www.imdb.com/name/nm0632385/" target="_blank">Najwa Nimri</a> (Durne)</p>
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			<media:title type="html">HABITACIÓN EN ROMA</media:title>
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		<title>À Moda da Casa (Fuera de Carta). 2008</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Nov 2010 21:17:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>LELLA</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Antes da falar do filme, quero falar do desenho que está ilustrando-o. Com ele o &#8216;Cinema é a minha praia!&#8217; está inaugurando um parceria a muito sonhada: ganhamos um Ilustrador. Ele é o Tiago Nunes, do Blog Desenhando. Vida longa a essa parceria! &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211; Agora, o filme&#8230; O diferencial desse filme é trazer uma estória [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemaeaminhapraia.com.br&amp;blog=1479777&amp;post=8117&amp;subd=lella&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<address><a href="http://lella.files.wordpress.com/2010/11/a-moda-da-casa_by-tiago-nunes.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8118" title="À Moda da Casa" src="http://lella.files.wordpress.com/2010/11/a-moda-da-casa_by-tiago-nunes.jpg?w=500" alt=""   /></a>Antes da falar do filme, quero falar do desenho que está ilustrando-o.<br />
Com ele o &#8216;Cinema é a minha praia!&#8217; está inaugurando um parceria a muito sonhada: ganhamos um Ilustrador.<br />
Ele é o <strong>Tiago</strong> Nunes, do <strong><a href="http://tiagodesenhos.blogspot.com/">Blog Desenhando</a></strong>.<br />
Vida longa a essa parceria!</address>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<br />
Agora, o filme&#8230;<br />
O diferencial desse filme é trazer uma estória não tão rotineira na vida de um homossexual. E o porque de já estar ressaltando a sexualidade do protagonista, fica por dois pontos. Primeiro, porque é ainda um assunto carregado de preconceito, com isso quanto mais mostrarmos que são pessoas como todo mundo, menos reações de espanto veremos até numa troca de carinho em um local público. Uma simples troca de beijo ainda é visto como algo escandaloso.</p>
<p>O outro ponto, é que está no contexto da estória. E qual seria ela? Num resumo seria: o dono de um restaurante, endividado, homossexual assumido, se vê tendo que conquistar dois filhos e um vizinho. Com o desenrolar, somos levados numa torcida para que ele consiga resolver todos os seus problemas.</p>
<p>Ele é um ótimo Chef de Cozinha, de seu próprio restaurante em Madri. Exige perfeição no preparo de cada prato, porque sabe que um simples descuido pode por tudo a perder: sabor, textura, apresentação&#8230; Mas não conta muito com funcionários competentes. Daqueles que vestem a camisa do local de trabalho. Dois em especial fazem parte desse grupo. Pelo menos enquanto também levarem seus problemas pessoais para aquela cozinha contribuirão para aumentarem os de Maxi. Que precisa urgentemente que o seu restaurante ganhe uma Estrela no <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guia_Michelin">Guia Michelin</a>. Que levaria o seu restaurante ser um ponto turístico, elevando a frequência. Com aumento do caixa.</p>
<p>Por conta da expectativa da visita de um crítico influente, seu mais desastrado garçom aumenta o seu estresse por conta da marca Michelin. O outro funcionário atrapalhado, é a Alex, a Maitre. Que vive a procura de um relacionamento sério, mas acaba mesmo é atraindo homens que só a querem para uma transa. Mesmo com funcionários relapsos, Maxi é um condescendente patrão.</p>
<p>Às vezes, o destino coloca vários acontecimentos juntos. Para Maxi também veio no embalo: um novo vizinho e a guarda dos filhos. Mesmo tendo se  enamorado do jogador, tenta ajudar Alex a conquistá-lo. Mas o jeito vulgar dela acaba não ajudando muito. Com os filhos, o drama também não é fácil.</p>
<p>Maxi chegou a ter um casamento com uma mulher. Vieram os filhos. Mas ele quis assumir a sua homossexualidade. A esposa o expulsou da sua vida e da dos filhos. Maxi não viu mais os filhos. Não se sentia um pai. Com a iminência da morte, ela o chama para lhe entregar os filhos. Então Maxi se vê perdido, não querendo se passar por hetero diante dos filhos. Quanto aos filhos, aquele pai era também um completo estranho. A conquista aqui teria que ser dos três: Maxi aprender amar seu casal de filhos, e os filhos amar esse pai.</p>
<p>&#8216;À Moda da Casa&#8217; além de abordar o preconceito dentro do núcleo familiar, também o traz em ambientes profissionais. Como se em certos meios o sair-do-armário seria algo inconcebível. O que dará chance ao expectador de refletir,  se também concorda com isso.</p>
<p>Muito mais pelo tema, é que eu deixo a sugestão para que vejam À Moda da Casa. Quanto mais o mundo se ver livre da homofobia, melhor. Como também por ser um bom filme. Que entrou para a minha lista de rever.</p>
<p>Por: Valéria Miguez (LELLA).</p>
<p><strong>À Moda da Casa (Fuera de Carta). 2008</strong>. Espanha. Direção: Nacho G. Velilla. Elenco: Javier Cámara (Maxi), Lola Dueñas (Alex), Fernando Tejero (Ramiro), Benjamín Vicuña (Horacio), Chus Lampreave (Celia), Luis Varela (Jaime), Cristina Marcos (Marta), Alexandra Jiménez (Paula), Junio Valverde (Edu), Alejandra Lorenzo (Alba). Gênero: Comédia, Romance. Duração: 111 minutos.</p>
<br />Filed under: <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/category/espanha-filme/'>Espanha</a> Tagged: <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/chef-de-cozinha/'>Chef de Cozinha</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/comedia/'>Comédia</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/conquistar-alguem/'>conquistar alguém</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/homofobia/'>homofobia</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/homossexualidade/'>Homossexualidade</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/ilustrador/'>Ilustrador</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/javier-camara/'>Javier Cámara</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/madri/'>Madri</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/nacho-g-velilla/'>Nacho G. Velilla</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/paternidade/'>paternidade</a>, <a href='http://cinemaeaminhapraia.com.br/tag/romance/'>Romance</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lella.wordpress.com/8117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lella.wordpress.com/8117/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lella.wordpress.com/8117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lella.wordpress.com/8117/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lella.wordpress.com/8117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lella.wordpress.com/8117/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lella.wordpress.com/8117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lella.wordpress.com/8117/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lella.wordpress.com/8117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lella.wordpress.com/8117/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lella.wordpress.com/8117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lella.wordpress.com/8117/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lella.wordpress.com/8117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lella.wordpress.com/8117/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemaeaminhapraia.com.br&amp;blog=1479777&amp;post=8117&amp;subd=lella&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A Mulher sem Piano (La Mujer sin Piano. 2009)</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Nov 2010 04:07:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Karenina Rostov</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Assisti ao filme A Mulher sem Piano no Festival do Rio deste ano do diretor espanhol Javier Rebollo produzido em 2009 e achei algumas passagens bem interessantes e instigantes, recheado de citações e originalidade que, para não passar em branco ou cair no esquecimento, resolvi registrar aqui. A estranheza começa pelo título A Mulher sem [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemaeaminhapraia.com.br&amp;blog=1479777&amp;post=8093&amp;subd=lella&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2010/11/la_mujer_sin_piano_1.jpg?w=212"><img class="aligncenter" src="http://lella.files.wordpress.com/2010/11/la_mujer_sin_piano_1.jpg?w=385&#038;h=413" alt="" width="385" height="413" /></a>Assisti ao filme <strong>A Mulher sem Piano</strong> no <a href="http://www.festivaldorio.com.br/site2010/">Festival do Rio deste ano</a> do diretor espanhol Javier Rebollo produzido em 2009 e achei algumas passagens bem interessantes e instigantes, recheado de citações e originalidade que, para não passar em branco ou cair no esquecimento, resolvi registrar aqui.</p>
<p>A estranheza começa pelo título <strong>A Mulher sem Piano</strong> (?), penso que há duas possibilidades de entendimento:  1º &#8211; Pode ser uma expressão idiomática, daí somente o nativo dessa nação para explicar o seu significado; 2º &#8211; A outra possibilidade  seria interpretando a história da própria  protagonista A MULHER do título e a razão dela não possuir um instrumento musical desse porte: <strong>imenso e pesado</strong>, sendo necessário mais de uma pessoa para transportá-lo. O que pode representar essa figura de linguagem? O árduo trabalho de se <strong>Carregar um piano nas costas</strong> ou a outra expressão <strong>Matar um leão por dia</strong>, seria a luta pela sobrevivência nessa selva, refere-se a todo e qualquer sacrifício diário de todo mortal, a luta constante para resolver os problemas, a cruz de cada um,  o fardo, incessante da labuta e dos afazeres por mais simples que seja.</p>
<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2010/11/1285117701_8721.jpg?w=300"><img class="alignleft" src="http://lella.files.wordpress.com/2010/11/1285117701_8721.jpg?w=363&#038;h=242" alt="" width="363" height="242" /></a>Conta a história de Rosa (Carmen Machi), casada, independente, dona de seu próprio negócio, um filho casado de uns trinta anos. A vida de <strong>Rosa</strong> digamos, é um mar de <strong>rosas</strong> pelo fato de ser uma eterna rotina: vive para a casa, o trabalho e para o marido. Só que a sua vida tornou-se reprise do filme de sua própria história enfadonho, roteiro enjoado que perdura por trinta anos. Pela sinopse, não chamaria a atenção nem do cinéfilo eclético, pois a princípio parece idiota. A rotina de uma dona-de-casa, a quem interessaria? Só que a sinopse às vezes engana. Este filme, garanto, tem altas doses de originalidade.</p>
<p>A primeira cena, apresentação das personagens, acontece dentro do carro de seu marido e quase não há diálogo, ou melhor, depois de trinta anos de casamento, já não existe comunicação verbal  muito menos contato físico. Eles despedem-se friamente e cada um segue o seu rumo.</p>
<p>A outra locação é a residência do casal, onde Rosa, mulher de meia idade, comum, realiza sua dupla jornada, seus afazeres domésticos, cuidar do marido, da casa, lavar, passar cozinhar, preparar o café, fazer faxina, atender às suas clientes que funciona em um recinto da sua própria residência, uma clínica de tratamento de beleza, jantar, assistir a um pouco de televisão e por fim dormir. A sua vida é uma eterna rotina. Com o marido não há mais diálogo. Às vezes, ela em sua intimidade pratica o tal ‘amor solitário’. Falam somente o básico. Agem como se fossem dois estranhos vivendo sob o mesmo teto.   A história tem duração não mais que um dia. Nada de novo acontece na vida dessa mulher sem piano que já não sorri para a vida, e nem se acha uma pessoa interessante. A mesmice é sua companheira inseparável.</p>
<p>Após se despedir do marido, Rosa vai aos correios para retirar uma encomenda. Entrega à funcionária o aviso de retirada juntamente com seu documento de identidade, e a funcionária dos correios a faz assinar o papel de recebimento da mesma, e volta com um pacote prontamente para lhe entregar. Confere a assinatura com a da identidade e, depois de examiná-lo cuidadosamente, diz que é impossível lhe entregar o pacote porque o seu RG está já há três anos vencido. Rosa fica incrédula pelo que acaba de ouvir e retruca dizendo tratar-se da própria, para que conferisse novamente a foto com ela e de que já havia assinado a guia de recebimento. A funcionária séria e secamente lhe responde que não poderá lhe entregar e pega o pacote e leva-o de volta para guardar. Rosa fica pensativa e sem entender. Nada mais a fazer volta para casa desanimada sem a sua encomenda.</p>
<p>E aí, querido expectador? Você não gostaria de saber o conteúdo desse pacote, assim como eu? Fiquei curiosa, já que o mesmo não nos foi revelado. O que será que Rosa queria a todo custo retirar nesse dia? O que ela comprou?  Chegou a perguntar até que horas era o atendimento nesse estabelecimento.  Mas quem tem a imaginação fértil&#8230; Rosa volta para casa arrasada&#8230; cuida do almoço da faxina, vai ao seu consultório anexo ao lar, o telefone toca, vai atender, o interlocutor é um velho conhecido nosso, o vendedor  telemarketing, a chatice rotineira descartável. Rosa, sem piano, sem pena, sem plano sem pestanejar, desligou.  A <strong>Rosa</strong> definhava, morria a cada dia, cansada, apática, da eterna repetição, da rotina, nem as ligações ao marido era novidade. Resolve ligar infinitamente nesse dia, também ao filho.</p>
<p>Outra coisa instigante que acontece na locação é um quadro na parede, uma pintura pendurada sobre a cabeceira de seu aposento, que chama muito a atenção e instiga nossa imaginação por ser uma pintura incomum, sombria, escura, e principalmente para um quarto do casal, representando um caçador a cavalo, um lobo morto por ele e ainda há  três vivos, os rodeando, mas tem apenas duas flechas e mais alguns cães. O marido ao se levantar sempre olhava o quadro; já Rosa, como parecia não gostar, resolveu retirá-lo de cena, e o guardou em algum canto da casa.</p>
<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2010/11/amulher.jpg?w=300"><img class="alignleft" src="http://lella.files.wordpress.com/2010/11/amulher.jpg?w=396&#038;h=225" alt="" width="396" height="225" /></a>A noite cai. O marido não janta. A mulher olha a comida que preparou com carinho e ninguém a tocou, indo tudo para o lixo.  Antes de irem dormir assistem juntos a um pouco de televisão que nada tem de interessante; ela faz um passeio pelos canais procurando algo, eles agem como dois estranhos, um mantendo a distância física e emocional do outro, o único som que se ouve é o que vem do aparelho. Até que ele resolve ir para a cama e ela fica um pouco mais. Rosa desliga  a tevê, vai ao banheiro, se arruma coloca uma peruca talvez na tentativa de se tornar naquele momento uma outra pessoa, pega uma mala e sem avisar o companheiro, parte. Qual seria o objetivo? Fugir daquela situação? Começar de novo? Durante bastante tempo ela vaga pelas ruas de Madrid. Vai para a rodoviária, dirige-se a um guichê a fim de comprar uma passagem, sem destino. Em vão. É informada pelo funcionário que acabou de fechar e que só reabrirá no dia seguinte às sete da matina. Desanimada, ela vai procurar um canto para descansar. Observa as pessoas ao redor. Faz algumas ligações, mas do outro lado da linha ninguém atende. Observa atentamente um rapaz que está sentado a sua frente e é também observada por ele. Um celular toca. É do rapaz, mas ela pensa que é seu porque tem o mesmo toque. Eles começam a conversar a partir daí, falando da mesma música dos seus respectivos aparelhos. Surge um <em>affair </em>ali. O rapaz, Rdek conta que é polonês fugitivo e que deseja retornar para a sua terra natal para pagar uma dívida e que está na Espanha a trabalho, e que já juntou dinheiro suficiente para isso; somente depois ela descobre que ele é procurado pela polícia polonesa, enfim, uma situação insólita vivida por ela e pelo da poltrona testemunhando essa condição inesperada vivida por ela. Ela mesma não sabia direito o que estava acontecendo. Sabia que deveria sair dali, tentar fazer alguma coisa, ir em busca de felicidade.</p>
<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2010/11/1285117802_gal2508_2.jpg?w=300"><img class="alignleft" src="http://lella.files.wordpress.com/2010/11/1285117802_gal2508_2.jpg?w=344&#038;h=188" alt="" width="344" height="188" /></a>Ela dá uma saída para fumar porque dentro do saguão é proibido. Lá fora é confundida com prostituta, acaba fazendo amizade com uma e com outras pessoas. Volta ao saguão o ambiente bem movimentado, gente dormindo pelos cantos, e o guarda local despejando-os de lá.   A mulher sem piano percorre por diversos cantos de Madrid pela madrugada afora, vive diversas situações insólitas. Até que encontra o seu conhecido polonês Rdek, caído no meio da rua, ela o acode, e ambos saem para um restaurante e entram para comer. O novo casal vive um dia incrível de descobertas devido a momentos difíceis que ambos atravessam. Eles seguem a madrugada toda em fuga.  Até que resolvem pernoitar num hotel.</p>
<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2010/11/1285117803_lamujersinpiano6.jpg?w=300"><img class="aligncenter" src="http://lella.files.wordpress.com/2010/11/1285117803_lamujersinpiano6.jpg?w=450&#038;h=256" alt="" width="450" height="256" /></a>No salão do hotel tem um piano e Rosa ao passar por ele, dedilha alguma coisa. Aleluia! Por um instante daquele dia peculiar Rosa é <strong>A MULHER COM PIANO!</strong></p>
<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2010/11/1285117721_8727.jpg?w=300"><img class="aligncenter" src="http://lella.files.wordpress.com/2010/11/1285117721_8727.jpg?w=456&#038;h=304" alt="" width="456" height="304" /></a>Lá na intimidade desse quarto de hotel, Rosa deita-se no divã e conta toda a sua vida para seu novo amigo polonês que ouve atentamente. Nesse instante ele ouve com dupla atenção a história do quadro que ela lhe conta, que o retirou de seu quarto e encostou no porão por não entender e não gostar dele.</p>
<p>Rdek fica alguns minutos pensativo, e depois dá maravilhosamente a sua interpretação sobra a obra de arte, qual a sua mensagem e o que essa pintura representa. Para mim foi o ponto culminante do filme.  A explicação fantástica!  A mulher sem piano e o forasteiro retornam à rodoviária com a intenção de partirem para à Polônia. Ela se dirige a um guichê e compra duas passagens. Ao retornar ao encontro de Rdek, Rosa nota que dois policiais o abordam e o levam dali.</p>
<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2010/11/1285117718_8719.jpg?w=300"><img class="aligncenter" src="http://lella.files.wordpress.com/2010/11/1285117718_8719.jpg?w=437&#038;h=291" alt="" width="437" height="291" /></a>Desanimada, a mulher, não tem outra opção, senão voltar para o seu lar.</p>
<p>Ao chegar a casa já pela manhã, chega a ser cômico, o marido se levantando e ela indo para a cama.  A rotina novamente impera: mesa posta, marido saindo para trabalhar, casal sem diálogo, ela a volta com seus afazeres domésticos, até que olha para a parede vazia, sem o quadro, sai e volta com ele e o repõe no seu devido lugar de origem de onde nunca deveria ter saído.</p>
<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2010/11/1285117707_8723.jpg?w=300"><img class="aligncenter" src="http://lella.files.wordpress.com/2010/11/1285117707_8723.jpg?w=377&#038;h=251" alt="" width="377" height="251" /></a>Agora, com ou sem piano, Rosa sabe que pode dar um novo rumo à sua vida. O telefone toca, é o seu filho no outro lado da linha. E a vida segue&#8230; todos os dias como uma folha em branco que deve ser preenchida. Cada um é ator ou protagonista de sua própria história&#8230; com ou sem piano.</p>
<p>Parabéns aos roteiristas!</p>
<p>Karenina Rostov</p>
<p>*</p>
<p><strong>Sinopse</strong><em>: Rosa é dona de casa e vive com o marido em Madrid. Prestes a entrar na menopausa, ela não tem amigos nem vida social, e seu maior prazer é ver um prato fumegante de comida ser servido com admirável pontualidade na hora das refeições. Tendo vivido toda sua vida em função da família, não está nada satisfeita consigo: não se acha bonita nem gosta de seu cabelo. Mas, num dia desses, decide escapar de sue mundo e viver apenas uma noite diferente. Concha de Prata de Melhor Diretor no Festival de San Sebastián 2009</em>.</p>
<p><strong>Ficha Técnica</strong></p>
<p><strong>Título:</strong> <a href="http://lamujersinpiano.com/">La Mujer sin Piano</a></p>
<p><strong>Diretor:</strong> Javier Rebollo</p>
<p><strong>Roteiristas:</strong> Lola Mayo, Javier Rebollo</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Carmen Machi, Jan Budar, Pep Ricart, Nadia Santiago</p>
<p><strong>Ano de Produção:</strong> 2009</p>
<p><strong>País:</strong> Espanha / França</p>
<p><strong>Duração:</strong> 95 <span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://cinemaeaminhapraia.com.br/2010/11/15/a-mulher-sem-piano-la-mujer-sin-piano-2009/"><img src="http://img.youtube.com/vi/o2X_Nl7eAZI/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
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		<title>Unas Fotos en la Ciudad de Sylvia</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Jun 2010 03:10:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Karenina Rostov</dc:creator>
				<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Novo]]></category>
		<category><![CDATA[Diário]]></category>
		<category><![CDATA[Estraburgo]]></category>
		<category><![CDATA[Irmãos Lumière]]></category>
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		<category><![CDATA[Linguagem do Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[turista]]></category>

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		<description><![CDATA[“Ana, meu amor, eu vim ao Rio para te achar.” Quem passa pela Rodoviária Novo Rio, deve conhecer esta frase. Trata-se de uma pichação antiga, e por alguma razão ninguém apagou, está lá até hoje, em uma das pilastras da avenida ao lado e não tem como não deixar de ler. Fico pensando nessa romântica [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemaeaminhapraia.com.br&amp;blog=1479777&amp;post=7099&amp;subd=lella&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<div><a href="http://lella.files.wordpress.com/2010/06/unas-fotos-de-la-ciudad-de-sylvia-4.jpg"><img src="http://lella.files.wordpress.com/2010/06/unas-fotos-de-la-ciudad-de-sylvia-4.jpg?w=400&#038;h=228" alt="" width="400" height="228" border="0" /></a></div>
<p><span style="color:#ff0000;"><strong>“Ana, meu amor, eu vim ao Rio para te achar.”</strong></span> Quem passa pela Rodoviária Novo Rio, deve conhecer esta frase. Trata-se de uma pichação antiga, e por alguma razão ninguém apagou, está lá até hoje, em uma das pilastras da avenida ao lado e não tem como não deixar de ler.</p>
</div>
<div>Fico pensando nessa romântica história toda vez que passo por ali. Imagino Ana e concluo que é uma pessoa de sorte. Alguém deixar tudo para trás, em outra cidade, para vir procurá-la. Só pode ser um louco, muito apaixonado (coisa rara hoje em dia, parece história de novela mexicana) mesmo que seja um amor não correspondido, uma relação platônica que nunca será completa, mesmo que o rapaz nunca encontre a sua amada, é uma felicidade pessoal ter um sentimento idealizado dentro da gente independente, se haverá reciprocidade, se um terá o mesmo amor pelo outro, ou um completará o outro como a história da outra metade da laranja perdida por aí. Acredito ser um verdadeiro tesouro e relacionei com um filme que recentemente assisti, que me fez ligar os pontos entre ambas.</div>
<div>Não sei, nem imagino que fim levou essa história: Ana foi encontrada? Quem é o rapaz que fez essa viagem em busca do amor? Nunca terei essa resposta, torço para que o cupido esteja comprometido até a última peninha aí, e que o destino tenha armado uma cilada para que sua missão tenha um<em> happy end.</em></div>
<div>
<div><a href="http://lella.files.wordpress.com/2010/06/unas-fotos-de-la-ciudad-de-sylvia-5.jpg"><img src="http://lella.files.wordpress.com/2010/06/unas-fotos-de-la-ciudad-de-sylvia-5.jpg?w=400&#038;h=346" alt="" width="400" height="346" border="0" /></a></div>
<p>E o filme que me fez associar ambas nos faz viajar ao túnel do tempo da descoberta dessa linguagem artística. No princípio era a fotografia e a fotografia se fez filme e do filme inventou-se o CINEMA. É um filme catalão que achei super instigante e original, dando um enfoque narrativo completamente diferente de tudo que conhecia do mundo cinematográfico e de que se tem conhecimento, no meu entender, claro! O título é UNAS FOTOS EM LA CIUDAD DE SYLVIA. É uma produção espanhola de aproximadamente 67 minutos, e pode-se associar o roteiro a uma obra de ficção ou a um documentário. Ou seria real e fantasia? Mesclam-se todas as categorias que se sabe de cinema. A proposta é totalmente inovadora e meio doida de se “fazer arte”. O dono da idéia é o espanhol José Luis Guerin, que estava presente no evento (uma mostra do cinema catalão que aconteceu no RJ) para falar e divulgar suas produções entre outros diretores inclusive participando como palestrante e que na sua concepção questiona a própria linguagem do cinema. Parece tratar-se de reinvenção, recriar e pensar como tudo começou, lá pelos idos Irmãos Lumière e Thomas Edison.</p>
</div>
<div>
<div><a href="http://lella.files.wordpress.com/2010/06/unas-fotos-de-la-ciudad-de-sylvia-3.jpg"><img src="http://lella.files.wordpress.com/2010/06/unas-fotos-de-la-ciudad-de-sylvia-3.jpg?w=390&#038;h=400" alt="" width="390" height="400" border="0" /></a></div>
<p>O filme é uma espécie de diário filmado. É a história de um homem que volta 22 anos depois a Estrasburgo, cidade onde conheceu uma mulher de nome Sylvia, que só viu uma única vez e por quem se apaixonou.</p>
</div>
<div>O título já deixa claro qual a proposta do diretor ao fazer esse filme UMA FOTOS NA CIDADE DE SYLVIA. Os 67 minutos são contados por fotos em preto e branco. Às vezes seqüenciada do mesmo assunto, possibilitando “visualizar” o movimento, como por exemplo, o ventilador de teto ligado, os passos de uma mulher, movimento labial etc.</div>
<div>As fotos em preto e branco, para dar idéia de um tempo passado, captados pela câmera fotográfica do próprio diretor registrado pequenos detalhes como se fosse abrir um diário de anotações de um turista, e começar a narrar tudo através de mapas, ruas hotéis, chaves, objetos pessoais, situações, expressões, desenhos, acompanhando, milimetricamente, todos os passos de todas as mulheres que ele, o protagonista, se é ele próprio ou o <em>eu-poético</em>? (Xavier Lafitte) trafegando pelas ruas da cidade de Estrasburgo em busca de um rosto. 22 anos depois ele volta a procurar essa mulher de nome Sylvia que viu uma única vez.</div>
<div>
<div><a href="http://lella.files.wordpress.com/2010/06/unas-fotos-de-la-ciudad-de-sylvia-6.jpg"><img src="http://lella.files.wordpress.com/2010/06/unas-fotos-de-la-ciudad-de-sylvia-6.jpg?w=324&#038;h=400" alt="" width="324" height="400" border="0" /></a></div>
<p>Acredite! É exclusivo, diferente de tudo. Esta obra certamente foi feita para despertar o público do sono profundo e da mesmice, num foco expressivo, estimulando o sentido visão, “o olhar para ver”.</p>
</div>
<div>O filme, repito, tem pretensão de documentário, porém, é pura imaginação, confundindo-se com o real. É um diário em formato de álbum de fotos, em que ele forma a história dela, da suposta Sylvia. Ela pode ser qualquer mulher; pode ser até mesmo uma personagem da literatura, como Beatriz, de Dante Alighieri, por exemplo.</div>
<div>A genialidade da história não para por aí. Não se contentando, o diretor fez um outro filme Chamado NA CIDADE DE SYLVIA. Este com atores, colorido, mas quase sem diálogo tão interessante quanto o primeiro.</div>
<div>Ele vaga por muito tempo pela cidade que agora se chama NA CIDADE DE SYLVIA a fim de encontrar um rosto de mulher que jamais esqueceu (ou será que se esqueceu, por isso vê Sylvia em todas as mulheres daquela cidade?) um rosto que viu uma única vez e foi amor à primeira vista para tentar encontrá-la. Enquanto percorre as ruas da cidade, contempla as mulheres que cruzam seu caminho, e imagina como seria hoje o rosto daquela que nunca esqueceu e que tanto ama? Rugas, envelhecida, outro corte de cabelo, outro andar, outro tipo físico, outro olhar&#8230; hoje aquela que quer tanto encontrar. A procura o leva para outras cidades e, em todas ele encontra novos rostos e novos signos a evocar a mulher ausente.</div>
<div>
<div><a href="http://lella.files.wordpress.com/2010/06/unas-fotos-de-la-ciudad-de-sylvia-240x240.jpg"><img src="http://lella.files.wordpress.com/2010/06/unas-fotos-de-la-ciudad-de-sylvia-240x240.jpg?w=400&#038;h=400" alt="" width="400" height="400" border="0" /></a></div>
<p>Enquanto ele vaga pelas ruas, encontra Sylvia, sua mulher idealizada, nos passos de uma, olhar de outra, delicadeza das formas, no andar, no cabelo, no semblante, enfim, ela está presente em todas.</p>
</div>
<div>E vai registrando cada uma dessas mulheres que encontra pelo caminho.</div>
<div>O filme é literalmente uma viagem sem volta. Retrocede cento e poucos anos, no tempo, época dos irmãos Lumière e utiliza uma série de signos linguisticos novos nada convencional, uma nova forma de pensar e fazer <em>cinema novo</em> por meio das condições de realidade arriscando novas fronteiras.</div>
<div>Será que ele encontrou Sylvia? Ela existe ou é pura imaginação?</div>
<div>Talvez nenhuma delas seja real, mas sempre me causa uma reação positiva, uma alegria, um sentimento que agrada a minha alma.</div>
<div>Como faço curso aos sábados, não deu para ficar para a palestra pois estava meio cansada, mas deixei com um amigo a missão de perguntar ao diretor o seguinte:</div>
<div><strong>- E então, o senhor encontrou a sua SYLVIA? </strong></div>
<div>Estou até agora sem saber se meu amigo conseguiu fazer a pergunta. Quando souber, conto aqui.</div>
<div>Existe uma possibilidade de ser uma história real como a de ANA daqui do Rio de Janeiro e que está registrado até hoje para quem quiser ler.</div>
<div>Cotação: *****Karenina Rostov</p>
</div>
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		<title>A Camareira do Titanic &#8211; Ninguém Resiste a uma Estória de Amor</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Jan 2010 18:27:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>colaborador(a)</dc:creator>
				<category><![CDATA[Espanha]]></category>
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		<description><![CDATA[Por: Affonso Romano de Sant&#8217;Anna. Ninguém resiste a uma estória de amor, sobretudo bem contada. As pessoas vão se achegando, ouvindo e se houver chance, opinando, interagindo. As pessoas querem amar, nem que seja através da fala alheia. Por isto, conversamos nos bares, nas camas, nos portões, nas janelas, ao telefone, nos confessionários ou consultórios [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemaeaminhapraia.com.br&amp;blog=1479777&amp;post=5777&amp;subd=lella&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por: Affonso Romano de Sant&#8217;Anna.<br />
<a href="http://lella.files.wordpress.com/2010/01/a-camareira-do-titanic_poster.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5782" title="A Camareira do Titanic_poster" src="http://lella.files.wordpress.com/2010/01/a-camareira-do-titanic_poster.jpg?w=500" alt=""   /></a>Ninguém resiste a uma estória de amor, sobretudo bem contada. As pessoas vão se achegando, ouvindo e se houver chance, opinando, interagindo.</p>
<p>As pessoas querem amar, nem que seja através da fala alheia.</p>
<p>Por isto, conversamos nos bares, nas camas, nos portões, nas janelas, ao telefone, nos confessionários ou consultórios psicanalíticos. Por isto, as pessoas lêem romances, contos, poemas, crônicas, reportagens sobre dramas passionais, ligam novelas na televisão, lêem colunas sociais com mexericos e abrem essas revistas que sendo sobre “quem” são também sobre onde, quando e como as figuras do olimpo se amam e se desamam.</p>
<p>Estou dizendo essas coisas motivado por esse filme de Bigas Luna &#8211; “<strong><a href="http://www.imdb.com/title/tt0129923/">A Camareira do Titanic</a></strong>”. Ele pertence `a safra de diretores espanhóis como Buñel, Saura e Almodovar que brincando com a realidade, fazem surrealisticamente, o público viajar. Bigas Luna não inventou a estória. Tirou-a de um romance francês, cujo nome mal consegui ler na tela e nem apareceu nos resumos de jornal.</p>
<blockquote>
<p style="text-align:center;"><strong>Há muito que venho sentenciando que a realidade é apenas a parte mais visível da ficção. Agora tenho que complementar o pensamento e dizer esta outra banalidade: a ficção é o que sustenta a realidade. E quem for ver o filme me entenderá melhor</strong> .</p>
</blockquote>
<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2010/01/la-femme-de-chambre-du-titanic_02.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-5808" title="la-femme-de-chambre-du-titanic_02" src="http://lella.files.wordpress.com/2010/01/la-femme-de-chambre-du-titanic_02.jpg?w=300&#038;h=192" alt="" width="300" height="192" /></a>Em princípio narra-se a estória de um operário francês que ganha como prêmio ir ver a partida do “Titanic’ do porto de Southampton. Lá está ele, quando bate na porta de seu quarto no hotel uma bela jovem desconhecida, dizendo-se camareira do “Titanic”, pedindo para pernoitar ali ao lado dele. (Fiquem tranquilos que não vou lhes contar o filme, apenas explorar nele alguns aspectos). Pois bem. O fato é que o jovem Horty desperta no dia seguinte sem saber exatamente os limites do sonho e da realidade. Volta para casa com a foto de Marie, e ao ouvir rumores de que sua mulher dormiu com o patrão vai para o bar onde os amigos esperam que ele narre sua viagem. Ali se queda taciturno diante da foto, até que os amigos pedem que conte que mulher era aquela, que romance teve com ela. Ele diz a verdade: nada ocorreu, ela apenas dormiu no seu quarto e ele nem a tocou. Os amigos não aceitam. Provocam. Querem saber detalhes eróticos da noitada. Horty, sem se dar conta, começa a acrescentar dados imaginários à realidade.</p>
<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2010/01/la-femme-de-chambre-du-titanic_02-g.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-5809" title="la-femme-de-chambre-du-titanic_02-g" src="http://lella.files.wordpress.com/2010/01/la-femme-de-chambre-du-titanic_02-g.jpg?w=240&#038;h=155" alt="" width="240" height="155" /></a>Esta sessão no bar repete-se noutros dias. Os amigos, sempre em número maior, querendo mais saber e ele mais acrescentando. As rodadas das estórias eróticas do homem que amou a bela camareira do “Titanic” vai crescendo ao ponto de até sua própria esposa comparecer ao bar, já convertido num quase teatro. As sessões da narração do fato acabam estimulando a vida erótica das pessoas na comunidade, e as mulheres revelam que seus maridos começaram a ter melhor desempenho na cama. Enfim, cresce tanto a fama desse rapaz contando sua mirabolante estória, que um empresário mambembe vem ouvi-lo, e tão impressionado fica, que o contrata para viajar e, logo, encher platéias de teatro com sua crescente e cada vez mais comovedora narrativa amorosa.</p>
<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2010/01/la-femme-de-chambre-du-titanic.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-5811" title="la femme de chambre du titanic" src="http://lella.files.wordpress.com/2010/01/la-femme-de-chambre-du-titanic.jpg?w=246&#038;h=159" alt="" width="246" height="159" /></a>Nessas alturas a esposa, antes ciumenta, já embarcou convenientemente na imaginação do marido, incorpora-se `a “troupe”, passando a fazer o papel de Marie. Seguem em representações funambulesca à la Felini. (Disse que não ia contar o filme, mas não há como não sintetizá-lo). Um dia o amante (e ator de seu próprio drama), enquanto descreve a sua imaginária dor real, vê na platéia a verdadeira Maria, que escapara do naufrágio do “Titanic”. Perplexo, ele interrompe o espetáculo, sai à procura dela e descobre que ela é uma prostituta e que ali está com seu gigolô para cobrar uma comissão na estória.</p>
<p>O filme, nessas alturas, dá um salto mortal e sai-se narrativamente muito bem. Realidade e ficção já se misturaram tanto, que a própria Maria acaba se envolvendo amorosamente nela, num desfecho sutil que arremata o que estávamos afirmando ao princípio: de que não apenas não sabemos muito bem os limites entre ficção e realidade, mas que preferimos gostosamente a ficção.</p>
<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2010/01/a-camareira-do-titanic_01.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-5814" title="a-camareira-do-titanic_01" src="http://lella.files.wordpress.com/2010/01/a-camareira-do-titanic_01.jpg?w=300&#038;h=191" alt="" width="300" height="191" /></a>E aí basta olhar a cena em que estamos inseridos. Na tela, os personagens estão provocando e estimulando Horty para que supra a imaginação deles. Eles querem amar através das palavras do narrador. Querem preencher a carência com a abundância imaginativa alheia. Querem seduzir através da sedução alheia, querem gozar com a fala alheia.</p>
<p>Isto, lá na tela. Porque na platéia do cinema está ocorrendo a mesma coisa. Podia ouvir no escuro o suspiro, o coração pulsante, a imaginação latejante de toda a audiência, impelindo o personagem na tela a soltar o gozo imaginário que nos gratificaria a todos. Querem detalhes sobre o corpo dela, sobre o sexo, sobre quantas vezes fizeram amor.</p>
<p>-Doze vezes.</p>
<p>-Doze ?! (exclama um dos ouvintes estarrrecidamente feliz com aquela imaginária marca olímpica no leito). É que as pessoas carecem gozar, nem que seja através dos outros.</p>
<p>Como carecemos de uma estória alheia para esticar a nossa!</p>
<blockquote><p><em><strong>Amar no amor alheio.</strong></em></p>
<p><em><strong>Amar com o amor alheio.</strong></em></p>
<p><em><strong>Amar pela fala alheia</strong></em> .</p></blockquote>
<p>Se saber contar uma estória de amor é uma arte, saber viver uma estória  de amor é igualmente arte maior e rara. Arte igualmente bela, dificílima e necessária. Verdade é que nem sempre essa estória é contada na mesa do bar. Possivelmente o mundo, dela não tomará conhecimento. Pouco importa. Os que a viveram, embora não a alardeiem se comprazem em vivê-la, em  lembrá-la ou em ver na representação do amor alheio seu realizado amor.</p>
<blockquote><p><em><strong>É que a realidade nunca se basta e exige cumplicidade imaginativa.</strong></em></p>
<p><em><strong>A realidade não pode viver sem a ficção</strong></em>.</p></blockquote>
<p>Por: Affonso Romano de Sant&#8217;Anna. <a href="http://www.affonsoromano.com.br/" target="_blank">http://www.affonsoromano.com.br/</a></p>
<p><span style="font-size:xx-small;">Nota do Autor (Jan/2010): Esse texto estará no próximo livro: <strong>LER O MUNDO</strong>.</span></p>
<br />Publicado em Espanha, França Tagged: ciúme, Drama, erotismo, imaginação, infidelidade, mentiras, Romance <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lella.wordpress.com/5777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lella.wordpress.com/5777/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lella.wordpress.com/5777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lella.wordpress.com/5777/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lella.wordpress.com/5777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lella.wordpress.com/5777/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lella.wordpress.com/5777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lella.wordpress.com/5777/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lella.wordpress.com/5777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lella.wordpress.com/5777/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lella.wordpress.com/5777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lella.wordpress.com/5777/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lella.wordpress.com/5777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lella.wordpress.com/5777/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemaeaminhapraia.com.br&amp;blog=1479777&amp;post=5777&amp;subd=lella&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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