Série de Tv: SMASH (2012)

Depois de “Fame“, década de 80, houve um grande hiato em Séries na televisão cuja temática principal envolvesse números musicais, mas indo mais além. Por não mostrar apenas os bastidores nos preparativos, mas também tudo mais que convergia nos principais envolvidos. A Série veio do Filme de Alan Parker “Fame” (1980). Que por sua vez veio no embalo de outros filmes, como por exemplo, “Os Embalos de Sábado à Noite” (1977). Sei que no momento exibem a Série “Glee” (2009), mas confesso não me motivou a ver. Me pareceu ser endereçada muito mais a um público adolescente. Apesar de gostar de acompanhar o “American Idol“. Então, eis que surge “Smash“.

Lá nos Estados Unidos a Série já conseguiu aval para uma 2ª Temporada. Aqui no Brasil, ainda está nos primeiros episódios da 1ª, no Universal Channel. “Smash” partiu de uma ideia de Spielberg: que seria mostrar os bastidores de um musical da Broadway. Então Theresa Rebeck mergulha nessa ideia e traz como trama principal: os bastidores de um espetáculo na Broadway sobre a vida de Marilyn Monroe (Cuja morte completa 50 anos neste ano de 2012). A partir dai ocorre histórias paralelas envolvendo cada personagem: roteiristas, diretor, produtores, atores aspirantes, familiares…

Pela história, dois já consagrados criadores de musicais da Broadway querem algo ousado, o tal musical sobre a Marilyn Monroe. São eles: Julia (Debra Messing, de “Will & Grace”) e Tom (Christian Borle). Ainda sem um Roteiro fechado, apresentam a ideia a Eileen, personagem de Angelica Houston. Mulher decidida a dar um troco no ex-marido, também um produtor, compra a ideia. Acontece que em retaliação à separação, o ex corta seus dividendos, levando-a numa peregrinação em captar recursos financeiros.

Nesses primeiros episódios, houve a busca pela atriz que faria a Marilyn Monroe. Ficando duas finalistas. Uma, com o biotipo perfeito: loira e voluptuosa. Ela é Ivy Lynn (Megan Hilty). Já uma atriz experiente. A outra, sem as curvas sensuais de Ivy, tem a seu favor a belíssima voz. Ela é Karen (Katharine McPhee, cantora revelada na 5ª edição do “American idol”). Karen, recém saída de um curso de interpretação, trabalha como garçonete para dividir as despesas da casa com o companheiro. Yvy ciente do risco, decide jogar seu charme para o Diretor, Derek (Jack Davenport), enquanto leva em banho-maria Tom. Sendo que esse, por ser homossexual, se encantou por ela justamente por ela personificar a sedução de Marilyn Monroe. E Derek, pelo seu temperamento, e ciente do seu talento, decide manter Karen como um Ás na manga, ou numa eventual perda da atriz principal.

Há intrigas, choros, pedidos silenciosos de colo, puxada sorrateiras de tapetes… Todo um universo que há na montagem de grande espetáculo, e depois para tentar fazer dele um sucesso. Inclusive fora da ficção já que uma Série emplaca mesmo com bons índices de audiência. Assim, cada episódio além de agradar, deve deixar uma ansiedade para ver o seguinte.

Então é isso! Difícil falar muito de uma Série que está no comecinho. Mas até o momento, eu estou gostando muito de “Smash“! Como até recomendo!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Curiosidade: A trilha sonora de “Smash” é assinada pelos compositores de “Hairspray”, com a presença de músicas originais, e não apenas releituras. A exceção é feita para as canções apresentadas nas audições do primeiro episódio.

Série de Tv: CHAVES

Chaves” é um seriado que conquistou o Brasil, se tornando um símbolo da TV mundial, uma produção televisa que é transmitida de uma geração para a outro.

Em seu contexto encontramos uma linguagem simples e totalmente cotidiana. O produtor se preocupa em resgatar a simplicidade da criança com a parte humorada dos adultos; transformado “Chaves” em um seriado de maior sucesso de todos os tempos. Os personagens são irreverente e cada um deles além do grande astro Chaves, tornaram personagens que todo mundo conhece e já deu boas risadas com os mesmo.

O seriado tornou-se um elemento que faz parte da cultura de um país. Os personagens são mexicanos, mas a sua identidade após anos no Brasil se tornou brasileira. O seriado invade as nossas casas há mais de 20 anos e durante todos estes anos nos divertimos e descontraímos como este humor incomparável e totalmente original.

A série nos mostra como clareza que não precisamos ir além para conquistar o sucesso e sim trabalhar com o simples, com o cotidiano, com o mundo a nossa volta.

A mistura perfeita de talento, humor e cotidiano fez do seriado um sucesso no Brasil e no mundo. Tal feito só foi possível graças à magnífica junção entre os grandes atores mexicanos que dão vida ao seriado e promove o seu sucesso durante todos estes anos.

Os idealizadores do seriado podem ser considerados gênio de uma produção televisiva que deveria ser imortalizada em um filme que provavelmente se tornaria o maior campeão de bilheterias de todos os tempos.

Eternamente lembraremos de Chiquinha, Kiko, Seu Madruga, Dona Crotildes (a bruxa do 71),  Seu Barriga, Dona Florida, Girafales, Chaves… Personagens que marcaram várias gerações e que marcará inúmeras outras.

Série de Tv: Nip/Tuck – Estética

O que você não gosta em si mesmo?

Essa é a primeira pergunta que Nip/Tuck faz. Afinal, o quanto a beleza é importante para você?

Fenômeno de audiência nos Estados Unidos (pelo menos nas primeiras temporadas) e exibida durante a madrugada no SBT, se Nip/Tuck não for a série mais polêmica já feita, então deve estar entre as dez dessa classificação. Estamos falando de um verdadeiro desfile de temas pesados que engloba, dentre tantos exemplos, ética, violência, pedofilia, estupro, psicopatia, homossexualismo, corrupção, drogas, suicídio, divórcio, pornografia, preconceito racial, críticas à igreja e, é claro, o que não poderia faltar, Estética (que não por acaso, é o nome da série no Brasil, escolha perfeita).

Cada episódio é um paciente diferente, mas não dá para se referir a Nip/Tuck como uma série médica do tipo House. Cada paciente aqui sofre de algo muito mais do que externo, o que querem operar realmente são seus egos, querem transformá-los em algo que admirem, o que na maioria das pessoas remete à beleza e aproximação do próximo. A estética se faz bastante presente, pois tudo gira em torno de aceitação social, logo a aparência física é o alvo principal de críticas da série.

A premissa em torno de dois cirurgiões plásticos bem requisitados de Miami, Sean McNamara (Dylan Walsh) e Christian Troy (Julian McMahon). Eles são sócios numa clínica chamada McNamara/Troy, onde operam pacientes, até mesmo, gratuitamente (dependendo da situação). Além de sócios, Sean e Christian são melhores amigos. Christian é quase parte da família, apesar de ter se envolvido com Julia (Joely Richardson), esposa de Sean, na faculdade. Sean e Julia têm um problemático filho adolescente, Matt (John Hensley), que não por acaso se entende melhor com Christian. A vida dos pacientes sempre afeta a vida social dos sócios, gerando situações em que haverá muito mais do que apenas ética para discutir. Christian usa seu charme para seduzir o máximo de mulheres que conseguir, enquanto Sean precisa lidar com os problemas da família e se salvar com Christian de alguns problemas sérios que acabam entrando ao longo dos episódios.

É claro que algumas instituições voltadas para a educação televisiva já tentaram fechar a série pela quantidade de temas polêmicos. Mas dentre todas as séries de sucesso por aí, talvez essa seja a que as pessoas mais precisem ver, para aprenderem a enxergar as coisas sob outro ângulo, sem muita alienação. Cada episódio apresentado poderia gerar uma quantidade transbordante de matérias nesse site, pois são carregados de mensagens sociais que precisam ser alertadas. Se quiserem exemplos mais objetivos, leiam o parágrafo abaixo (que há spoiler).

Logo nos primeiros episódios nos deparamos com uma situações assustadoras, um homem fugindo de seu país tentando mudar seu rosto para não ser preso por ter estuprado uma menina de 5 anos. Os cirurgiões não sabiam da verdade e fizeram a cirurgia (já que também estavam fazendo por um preço bem mais alto do que o justo), após isso somos apresentados ao pai da criança, que ameaça Sean e Christian de contar para a polícia. Em troca eles terão de operar mulheres vindas de outro país transportando drogas dentro de implantes de silicone. Essas jovens foram enganadas pelo traficante, que prometia uma carreira de modelo para elas nos EUA. Se Sean e Christian contarem a verdade para a polícia podem ser presos e jamais operar novamente, se permanecerem quietos terão que abraçar a corrupção. Julia, com praticamente 40 anos, está tentando voltar à faculdade (que largara na época por conta da primeira gravidez), lá fará amizade com um jovem que a desejará. Matt está passando pela experiência da perda da virgindade e quer fazer uma circuncisão antes que aconteça, porém descobre que sua namorada é lésbica.

O debate de Nip/Tuck vai além de qualquer questão clichê. Se você já conhece a série, sabe do que estou falando. Há certas coisas tão abomináveis que ela denuncia que nos deixa indignados só de lembrar, como por exemplo a clitoridectomia (ainda há mulheres que sofrem de castração genital por obrigação religiosa). Mas são coisas que precisam ser mostradas para que no futuro não aconteçam novamente.

Se há telespectadores que assistem a série por conta dos temas sérios, também há aqueles que são atraídos por conta da sensualidade dela. Em relação ao sexo, ela não se limita ao expor a vida sexual dos personagens. Aqui não há conflitos prolongados de adolescentes (Matt serve para isso, mas não é o protagonista e seus problemas têm argumentos, ao contrário de algumas séries teens que não quero citar), logo o sexo é descompromissado e puramente por prazer, sem aquele estardalhaço de triângulos amorosos que estão na moda. O drama da série vai muito além de com quem o personagem está dormindo, as questões sociais não cessam, o que mantém a pessoa sempre refletindo sobre as críticas.

A interpretação dos atores é excelente, de uma qualidade quase inédita na TV. Cada um combina naturalmente com seu personagem. Além deles há sempre a participação de alguma estrela por temporada. Já passaram por lá Alanis Morissette, Famke Janssen, Rhona Mitra, Brooke Shields, etc. E o mais interessante é que não são meras participações, elas interpretam personagens coerentes que realmente têm a ver com a história. Por exemplo, Famke Janssen rouba a cena como Ava Moore, uma das personagens mais marcantes de toda a série.

Uma das características mais importantes da série são as cirurgias plásticas. Previamente aviso para quem for assistir que é melhor se preparar para o sangue, pois eles mostram a maior parte das cirurgias ao som de alguma música legal (pois é, a trilha sonora também está de parabéns, há muita coisa boa ali). Entretanto isso até chega a ser bacana, o público poderá conferir o que realmente acontece numa mesa de cirurgia, assim vê se “vale a pena” passar por aquilo apenas por estética.

Antes de concluir, queria relembrar o fiasco de uma novela da Record (Metamorphoses) que apostou nas cirurgias plásticas na época em que Nip/Tuck estava no auge. E olha que tinha até a incrível Zezé Motta no elenco, nem ela salvou.

Nip/Tuck foi criada por Ryan Murphy (atual criador de The American Horror Story). Indicada a vários Emmys e vencedora do Globo de Ouro na categoria de Melhor Série Dramática, do Emmy de Melhor Maquiagem para Série/minissérie/filme, do Saturn Awards de Melhor Ator para Julian McMahon, etc.

Por Alexandre Cavalcante da Silva (Alex).

Série de Tv: A Saga Diários do Vampiro (The Vampire Diaries)

A Série de Tv Diários do Vampiro é baseada nos livros de terror e romance da autora estadunidense Lisa Jane Smith, a obra conta a história de uma garota chamada Elena Gilbert (Nina Dobrev) a qual inicia um relacionamento muito próximo com dois irmãos vampiros.

A saga promove uma relação entre o mito e a realidade; envolve o famoso mito da existência de vampiros, com o romantismo e conflitos do mundo contemporâneo.

Diários do Vampiro nos faz lembrar de outro grande sucesso mundial A Saga Crepúsculo. A obra de Lisa traz personagens que arrancam suspiros dos telespectadores que vivenciam um romance que acaba sendo compartilhado com todas as pessoas que se sentem envolvidas pela trama e pela paixão avassaladora vivida por “Elena”.

No contexto do filme Elena Gilbert, é uma garota órfã que vive com sua tia, Jenna (Sara Canning), e seu irmão mais novo, Jeremy (Steven R. McQueen), ainda muito abalada com a perda de seus pais. Misteriosamente um rapaz chega à escola logo em seguida Elena descobre que seu nome é Stefan Salvatore (Paul Wesley).

Stefan vive enclausurado em um mundo misterioso e insólito, que é intensificado com a chegada de seu irmão mais velho, Damon Salvatore (Ian Somerhalder). Os irmãos têm antigas desavenças, que foram geradas pelo amor a uma mesma mulher, Katherine. Numa atmosfera de mistério, suspense, amor, sexo e terror, a pequena cidade sofre a consequência de inúmeros acontecimentos sobrenaturais e extraordinariamente monstruosos.

No decorrer do enredo notamos que Elena, Stefan e Damon se vêem cada vez mais ligados por uma história de amor e ódio. O trabalho cinematográfico rompeu com a visão sobre os vampiros construída ao longo dos séculos; apresentando-nos uma dramática história ambientada em um espaço socialmente humano.

Enquanto telespectador, afirmo que o filme claramente conseguiu unir o lúdico e o misterioso ao ser humano, uma perspectiva que coloca intimamente ligado o profano com o sagrado, o amor e a lenda de um mito que se torna “realidade” na ficção.

A obra de Elisa vem ganhando inúmeros telespectadores pelo mundo afora, resultando em um sucesso viral e no recorde de vendagem dos seus livros.

Em suma, notamos que a série televisiva conseguiu unir mundos opostos, transformando o medo em desejo, sedução e prazer, uma ilusão cinematográfica que faz parte do contexto da sociedade contemporânea.