As Obras de Chico Xavier no Cinema

Chico Xavier”, “Nosso Lar”, “As Mães de Chico Xavier” sãos filmes de longa metragem brasileiro, baseados nas obras homônimas escritas através de psicografias pelo médium Chico Xavier. Elas buscam narrar as mensagens que Chico Xavier deixou para a “humanidade”.

O filme “Chico Xavier” nós apresenta uma autobiografia de Chico Xavier um das personalidades de grande importância dentro do cenário mundial, um homem que através da sua fé em Deus com base no espiritismo, revolucionou a visão a respeito do espiritismo.

A síntese narrativa do filme busca transmitir a clarividência vivida por “Chico” da infância a sua vida adulta.

Um trabalho que desperta a curiosidade de inúmeros espectadores que tem por objetivo compreender melhor quem é “Chico Xavier”, uma “verdade” ou “mito” eternizado na fala, nos livros e nos filmes que invadem as mentes das pessoas pelo mundo afora.

Nosso Lar” é o segundo filme da série, uma produção baseada na obra homônima escrita através de psicografia pelo médium Chico Xavier, sob a influência do espírito André Luiz.

A trama conta a história de André Luiz que ao despertar no mundo espiritual, se depara com criaturas assustadoras e sombrias vivendo, juntamente com ele, em um lugar escuro e sombrio. Além disso, ele também se assusta por perceber que apesar de ter “morrido” ele ainda continua vivo e ainda sente fome, sede, frio e outras sensações materiais.

Após um longo período de sofrimento nesta zona de sofrimento e purgação de falhas do passado ele é recolhido por espíritos do bem e é levado para a colônia espiritual chamada de Nosso Lar. A partir desse momento ele começa a conhecer melhor a vida no além-túmulo, aprendendo lições e adquirido conhecimentos que mudarão completamente o seu modo de enxergar a vida. Tomado a consciência de que está desencarnado (morto), mas que a vida continua, e que nunca é tarde “para recomeçar um novo fim”.

O terceiro filme “As Mães de Chico Xavier” pauta-se em uma narrativa que descrever a relação de três mães que vêem sua realidade transformada por completo depois de encontrar com Chico Xavier. São elas: Ruth, cujo filho adolescente, Raul, enfrenta problemas com drogas; Elisa, que tenta suprir a ausência do marido dando total atenção ao filho, o pequeno Theo, e Lara, professora que enfrenta o dilema de uma gravidez não planejada.

Essas três mulheres vivem momentos distintos, porém buscam conforto junto a Chico Xavier, e resposta para as diversidades vividas no mundo material.

Os filmes nos levam a conclusão que Chico Xavier é o mensageiro do bem, o homem que transformou a vida de inúmeras pessoas. Em seu discurso era notável a sua arte de falar de interpretar a vida e ensinar com sabedoria.

No entanto as produções cinematográficas nos apresentam uma narrativa que sintetiza as ideologias pregadas por Chico Xavier, um homem que se preocupou com outro, colocando a sua sabedoria ao nosso dispor, nos informando sobre a vida além da concepção material.

Ao meu entender as produções cinematográficas nos fazem entender quem é Chico Xavier, um homem além da fé e da clarividência, que perpetuou os sentimentos de solidariedade, amor, renúncia, caridade. Algo não só transmitido para os espíritas, mas para todas as pessoas que foram e são envolvidas pelo amor e fé que Chico Xavier viveu e que ainda vive conforme as perspectivas de sua religiosidade.

Chico Xavier é um indivíduo que através da sua fé em Deus com base no espiritismo revolucionou a visão a respeito do espiritismo em meio a nossa sociedade. Além de nos fazer pensar sobre a “vida depois da vida”.  Verdadeiramente digo que Chico é um ser iluminado que lançou sobre a terra sementes de esperança e ricamente nos ensinou a arte de fazer o bem, de praticar o bem e de viver o bem.

Portanto, Chico Xavier com sua arte de ensinar e de romper com os limites da vida material tornou-se resultado de grande sucesso e de recordes de bilheterias no Brasil e no mundo.

O Bullying nos Cinemas

Por: Lidiana Batista.

Dentre as várias manifestações artísticas que possuímos, o cinema é a que mais consegue atingir um número maior de pessoas independente do nível social, religião, raça ou sexo. Por ser o mais popular, em termos de acessibilidade, o cinema pode ser visto como entretenimento, fonte de reflexão ou ambos.
Sabe-se que fatos da vida real inspiram roteiristas a criarem suas películas e no caso do Bullying não é diferente, pois foram analisados dois filmes com esta temática: Tiros em Columbine de Michael Moore, 2002 e Bang, Bang! Você morreu! de Guy Ferland 2002, pelo fato de que, no primeiro trata-se de um documentário sobre o massacre ocorrido na Columbine High School, na cidade de Littleton, Colorado, e o segundo por ser baseado em uma peça homônima que mostra de forma explícita o Bullying nas escolas americanas.
O documentário do cineasta Michael Moore, lançado em 2002, investiga o que motivou dois jovens do ensino médio, Erick Harris com 18 anos e Dylan Klebold de 17 anos, a entrarem armados no colégio e assassinarem 12 estudantes, 01 professor, deixarem mais de 20 pessoas feridas e suicidarem-se em seguida. Moore investigou tão a fundo o caso que o documentário mostra de forma explícita como é fácil conseguir uma arma nos Estados Unidos e como funciona a cultura bélica americana.
No decorrer da película ele também entrevista alunos que estudavam e que presenciaram o massacre, inclusive o roqueiro Marlyn Manson, que foi considerado bode expiatório já que os dois jovens em questão ouviam suas músicas.  Manson ficou dois anos sem poder ir ao estado do Colorado. Em entrevista presente no documentário, Michael Moore pergunta a Manson o que ele falaria para os estudantes de Columbine. O músico categoricamente responde: “Eu não diria nada. Eu apenas os ouviria. Coisa que certamente ninguém nunca fez.”
Moore também entrevista o criador do desenho South Park, Matt Stone que estudou na mesma escola onde ocorreu o massacre. Stone aborda os maus tratos que ele sofreu no colégio e os que os dois jovens também sofreram, pois segundo as investigações, Erick e Dylan eram constantemente humilhados e excluídos pelos colegas. Stone diz:
“Você acredita na escola e nos alunos, mas os professores, conselheiros e diretores não cooperam. Eles nos obrigam a ir bem na escola dizendo: ‘se fracassar agora, será um fracassado para sempre’. Todos chamavam Erick e Dylan de bichas. Eles pensavam: ‘ se sou bicha agora, serei para sempre’.
Quem dera alguém tivesse dito a eles: ‘Cara o colegial não é o fim. Falta um ano, um ano e meio. Você ainda vai morar sozinho’. Já na sexta série eles começam a martelar na sua cabeça: ‘Não erre, pois se errar, morrerá pobre e sozinho’. E você pensa: ‘ o que serei agora, serei para sempre’. É totalmente o contrário, muitos maus alunos se dão bem depois. Se tivessem falado com eles, isso não teria acontecido.”
É fato que Michael Moore é sensacionalista, pelo menos para mim. No entanto, o documentário é bastante pertinente para se trabalhar em sala de aula sobretudo com alunos do ensino médio.
Já em Bang, Bang! Você Morreu!, dirigido por Guy Ferland de 2002, é baseado na peça homônima do escritor americano William Mastrosimone lançada em 1999, e que coincidentemente ou não, foi encenada pela primeira vez em Oregon, onze dias antes do massacre de Columbine.
O filme conta a história de Trevor Adams, um jovem estudante do ensino médio, considerado bom aluno, e que após ter sido arremessado em uma lixeira, por alguns integrantes do time de futebol americano da escola, muda seu comportamento e decide fabricar uma bomba ameaçando explodir um dos prédios da escola. Apesar da bobam ser de mentira, isso causou pânico generalizado na cidade.
Trevor passa então a ser descriminado por colegas, professores, vizinhança e até mesmo pelos pais. A única pessoa que o apoiava era o professor de cinema e tetro Sr. Duncan, que propõe aos alunos encenarem a peça “Bang, Bang! Você morreu!”. No entanto, a peça não é bem vista pela comunidade, simplesmente pelo fato de o título remeter a um ato de violência e também porque o professor queria que Trevor fosse o protagonista, ou seja, o assassino.
O que a maioria dos professores não entendia, é que o objetivo do professor era fazer com que Trevor se encontrasse no personagem e descobrisse os reais motivos que o levaram a cometer a ameaça, mas principalmente, descobrisse os reais motivos que não o permitiram com que ele fosse adiante. A comunidade em geral acreditava que Trevor ao encenar a peça, poderia efetivamente se tornar um assassino, tal qual o personagem Josh da peça.
Em uma das cenas, é mostrado aos gestores da escola um vídeo feito por Trevor em que ele diz: “um empurrãozinho diante dos outros garotos, é algo muito relevante…especialmente quando você sabe que vai acontecer todos os dias. Você fica quase aliviado quando acontece…”

Vale ressaltar que em termos técnicos, ambos os filmes não apresentam mega produções e no caso de Bang, Bang! Você morreu! Nenhuma atuação é relevante. Mas fica a dica para professores interessados em discutir o tema com os alunos, pois tanto o documentário quanto o filme, trazem reflexões que podem ser debatidas em sala de aula.
Postado por

E o OSCAR 2012 Vai Para?

O ‘Cinema é a minha praia!‘ mais uma vez presente na mais monumental premiação à Sétima Arte: a entrega do OSCAR. Todo o processo gera expectativas nos envolvidos diretamente nos Filmes, como também no público. E muito além das fronteiras dos Estados Unidos. Se a Academia procura inovar a festa da premiação, fica também um querer saber se a cada ano houve alguma diferença por conta da escolha dos finalistas. Como chegaram a eles? Por que alguns ficaram de fora?

Então o que o OSCAR 2012 trouxe de diferencial em relação aos anos anteriores?

Partindo da arrecadação, temos que enquanto nos Estados Unidos a bilheteria mostrou uma leve queda em relação a 2011, no Brasil pelo contrário, houve um grande acréscimo em ingressos vendidos. Fato esse que coloca o país no mesmo patamar dos maiores mercados do mundo. O que o levantamento pela Ancine mostrou, Atores e Diretores de outros países já sabiam, a ponto de virem ao Brasil nos lançamentos dos filmes, e em um número muito maior. Não tenho estimativa, mas talvez na Europa por conta da crise econômica também possa ter havido uma queda. A pergunta que fica, é o que mais estaria por trás dessa queda dentro dos Estados Unidos além dessa crise na economia dos países do primeiro mundo?

Em se tratando do Oscar 2012, parte desse público tem o poder de voto para essa premiação. Por conta disso, é um dos fatores para se refletir.

A premiação do Oscar em si chega a ser paradoxal. De um lado, temos o apelo comercial muito forte, de abranger outros países. Um filme quando indicado ganha uma acentuada projeção; quase como uma mega propaganda gratuita. O que o faz ser exibido em muito mais Salas de Cinemas. Mas por outro lado isso cria uma desvantagem para um maior número de filmes, e que terão que desejar até por uma outra forma gratuita de divulgação feita por nós os amantes do Cinema, quer em Bblogs e, ou nas Mídias Sociais. Pois alguns desses filmes chegam ao ponto de serem encaixados em horários alternativos em estabelecimentos onde os mais comerciais ganham mais destaque. E ai, em se tratando de quem tem o poder de voto pela Academia, teria que estar muito a fim mesmo de ver tal filme. Mesmo fora de ser votado ou não, para quem quer assistí-los teria também os custos para se chegar até onde está sendo exibido.

No Brasil o número de Salas cresceu por conta dos Shoppings. Em contrapartida, esses locais tendem a levar mais um público que faz da Sessão do Cinema a sua sala de visita, isso quando não vira um playground deles. Às vezes sinto saudades do Lanterninha que “convidava” essas pessoas a saírem do Cinema. Para os Amantes do Cinema fica até um desejo não dito de sessões exclusivas: apenas ele e o filme na Telona. Claro que é gostoso ter companhia, e uma que também está muito a fim de ver tal filme, mas deixando a troca de impressões a partir da subida dos créditos finais. Eu li que esse aumento de um público barulhento é um dos motivos lá nos Estados Unidos afastar os que realmente estão afim de ver o filme. Um outro, seria o aumento dos preços dos ingressos.

Em se tratando da premiação, e para o Oscar 2012, teria sido por essa meia inversão de público que fez até diminuir o número de filmes indicados? Apenas 9, em vez de 10 filmes? Se inflacionaram as Salas com mais exibições de um número menor de filmes, os votos que levariam mais um filme a ser indicado não devem ter atingidos o mínimo de votos exigidos? Pois bons filmes ficaram de fora. São algumas das reflexões que a Academia deveria pensar, e pesar.

Algo a mais de diferencial para esse Oscar 2012, é que embora ainda alguns Diretores insistam no 3D, baseando seus Filmes nos Efeitos dessa tecnologia, uma grande parte dos Filmes finalistas, e nas diversas premiações, trazem como carro chefe as atuações. As performances viscerais dos Atores criaram uma atmosfera que valorizaram, e muito, todo o contexto do Filme, e onde o 3D não fez a menor falta. E essa seria se não a melhor pelo menos a lição maior a ser estudada.

Claro que nós, público, não queremos limitar o vôo de nenhum dos Diretores, mas talvez para alguns dos Produtores, sim. Para que dêem um tempo nessa febre do 3D. Parem, reflitam se fará, trará mesmo um diferencial na trama o uso dessa tecnologia. Até por conta de ainda um número reduzido de Salas para o 3D. Por exemplo, aqui no Brasil nem 500 Salas no formato 3D Digital, há. Sendo que 75% delas estão nas Regiões Sul e Sudeste. Não tenho estimativas de outros países. Mas se o Cinema de Hollywood também visa o mercado externo, esse fato deveria ser levado em conta.

Reflexões que ficam. Mas voltando ao público que vota, ou para ser mais exato, no que votou, saber quem são eles agora, passou para segundo plano. A abertura dos envelopes ganha as nossas atenções. Porque agora é: “E O OSCAR 2012 VAI PARA?

Seguindo o link terão os indicados e posteriormente os premiados com o Oscar 2012. Lista completa e com os respectivos links das análises dos filmes pela nossa Equipe.
Lista com os Indicados e (posteriormente) contemplados ao OSCAR 2012.

Curiosidade: A votação é feita em dois turnos. No primeiro, membros da Academia – pessoas ativas no processo de produção de cinema -, votam dentro da sua área de atuação (Ator votando em Ator; Diretor em Diretor…) e têm direito a um voto também na categoria Melhor Filme. É daí que saem os indicados. Com a lista de candidatos em mãos, os jurados recebem cédulas de votação que vão decidir os ganhadores. Para ser elegível ao prêmio, o filme deve ter ao menos 40 minutos (exceto nas categorias de curtas-metragens), ser exibido em Los Angeles entre os dias 1º de janeiro e 31 de dezembro e ter cópias em 35mm ou 70mm ou digitais de 24 ou 48 quadros por segundo.

2- Uma detalhada pesquisa do LA Times põe rosto no perfil padrão do eleitor do Oscar: Ele é homem, branco, com aproximadamente 62 anos. Jamais foi indicado para um Oscar e há dois anos não produz/dirige/supervisiona/divulga/trabalha/atua em um filme. Mora muito bem, em alguns dos bairros mais caros e luxuosos de Los Angeles, e há uma grande chance de estar aposentado.

77% dos 6 mil votantes são homens; 94% são brancos; 64% jamais foram indicados para o prêmio que escolhem; 42% fizeram seu projeto mais recente em 2010; 79% tem mais de 50 anos.

Em 83 anos de Oscar, apenas 4% dos prêmios de atores/atrizes foram para não-brancos; Kathryn Bigelow é única mulher a receber um Oscar por direção; os 43 membros da diretoria da Academia incluem apenas seis mulheres e uma pessoa negra; há departamentos – principalmente direção de fotografia e roteiristas – com um contingente 90% masculino.

As regras de acesso à Academia não mudaram em seus mais de 80 anos de existência: é preciso ser profissional da indústria há pelo menos 5 anos, ter endosso de pelo menos dois membros ou ter sido indicado ao Oscar. Mas nos anos 1990 a Academia fez um esforço concentrado de recrutamento para aumentar números e qualificações de seus integrantes. E de fato mais profissionais jovens, mais mulheres e mais pessoas de outros grupos étnicos e culturais  tornaram-se votantes. Mas nem assim o perfil mudou  substancialmente _ a idade média baixou de 64 para 62 anos (onde está agora), e em vez de 96% brancos, seus integrantes tornaram-se “apenas” 94% brancos.

Ser ou não ser CINÉFILO?

Presentear é uma arte. Arte no sentido de fazer a escolha certa, aquela que vai realmente agradar ao presenteado. De aniversário ganhei uma camiseta e na manga está escrito “Louco por Cinema”. Quem me presenteou é um artista. Gostei tanto que usei no mesmo dia. Exagerou. Não sou tão louca assim por cinema.

Talvez amante da sétima arte que é sinônimo de cinéfilo. E como não há sinônimos perfeitos, fica a dúvida. Entre Cinéfilo e Amante da Sétima Arte existe um abismo.

Considero uma das palavras mais elegantes da língua portuguesa. Cinéfilo é composto por duas partes: cine e filo. Esta última quer dizer amigo, amante. Cinéfilo é, pois, Amante do Cinema.

O filo- de cinéfilo é o mesmo filo que aparece em bibliófilo e filósofo. O primeiro morre de paixão pelos livros. O segundo, pela sabedoria. Imagino o cinéfilo um exímio conhecedor deste universo artístico.

E basta gostar de um filme, uma trilha sonora, uma frase, um ator, diretor, roteiro etc, para que a pessoa rotule-se Cinéfilo, e a questão é que surgem cobranças de se mostrar um profundo conhecedor e dominar e saber tudo e qualquer assunto dessa arte, de modo a andar preocupado em ser cinéfilo, ao invés de apenas ver e gostar de filmes.

São tantas considerações em torno do significado dessa palavra, muito aquém, que quando se assume um cinéfilo de carteirinha cria-se uma expectativa diante das pessoas que passam a exigir que se saiba tudo de um determinado diretor, por exemplo, ou tudo sobre o Oscar, ou ficam desconfiados quando se diz nunca ter assistido a um filme asiático, ou nunca ter ouvido falar em Kubrick, algo assim…

1º Cinéfilo eclético;
2º Cinéfilo nerd;
3º Cinéfilo pipocão;
4º Cinéfilo clássico;
5º Cinéfilo, mas só de filme Europeu;
6º Cinéfilo, só de lançamento;
7º Cinéfilo cult – não assiste a qualquer coisa;
8º Cinéfilo de todos os gêneros;
9º Cinéfilo de suspense e terror;
10º Cinéfilo rato – De festivais ao Anima Mundi.
11º …

It´s a joke!

Cinéfilo: A palavra tem um significado especial, alguém que gosta muito de assistir a filmes, que eternamente ama cinema e atualmente é um simples rótulo e banalizou-se o termo. Não se pode negar que é um entretenimento formidável, faz parte da minha, da sua vida. É essencial, não posso viver sem. E sem rótulo, por favor!

Aos Cinéfilos de plantão, hoje é um dia especial, dia de Festa. OSCARito 2012. Então prepare-se, alegre o seu coração e divirta-se! Em Ultraje a Rigor

Karenina Rostov.

Filmes que Citam Livros

Já falei aqui numa outra ocasião que o cinema está sempre citando os clássicos da literatura ou é a própria literatura.

O livro O Apanhador no Campo de Centeio deve ser o recordista, tanto que já perdi a conta de quantos filmes o citaram, (exagero da minha parte) aparece em “Teoria da Conspiração” e no filme “Capítulo 27“. “Oliver Twist” é o Charles Dickens, não? Woody Allen cita constantemente Dostoievski em suas obras. Em “Match Point”, no desfecho, o protagonista está lendo Crime e Castigo, depois de se tornado assassino, comemorando por não ter sido descoberto (Crime perfeito?). Em O Morro dos Ventos Uivantes é o próprio de Emily Bronte; e é citado no filme “A Proposta”. “Meu Primeiro Amor” cita Guerra e Paz de Tolstói. Já o filme “10 Coisas que Odeio em Você” é o próprio de Shakespeare. O filme “O Clube de Leitura” de Jane Austen que obviamente fala sobre as obras da própria. Em “Um Amor para Recordar“, há uma encenação de obras de Shakespeare. No filme “O Leitor” cita obras de Tchekhov, e por aí vai…

O filme “A Casa do Lago” que revi recentemente, além de citar Persuasão de Jane Austen, cita também o clássico de Dostoiévski, Crime e Castigo, logo na cena inicial na conversa entre mãe e filha:

Kate (Sandra Bullock) – O que é isso?
Mãe – Nada de importante. É um livro do seu pai.
Kate – Dostoievski?
Mãe – Huuuummm, sim! É sobre um homem que quebra o pescoço de uma pobre mulher com um machado. Aí ele se martiriza e se arrepende.
Kate – Gostou?
Mãe – Gostei, muito bom!
Mãe – Hummm, o que está pensando?
Kate – Nada…
Mãe – Quando seu pai faleceu foi penoso…. ao segurar os livros dele eu sinto que está comigo… saber que ele leu as mesmas páginas, as mesmas palavras…

*
CRIME E CASTIGO – DOSTOIEVSKI (Fragmentos):

Há muito tempo que já se enraizara e crescera nele toda a tristeza que sentia agora; nos últimos tempos ela se acumulara e se reconcentrara, assumindo a forma de uma horrível, bárbara e fantástica interrogação que torturava o seu coração e a sua alma, reclamando uma resposta urgente.”

Mas a ciência hoje diz: ‘Antes de mais nada ama-te a ti próprio, porque tudo no mundo está baseado no interesse pessoal. Se amares a ti próprio farás os teus negócios como devem ser, e o teu cafetã permanecerá inteiro’.”

Acham que eu estou assim porque eles mentem? Tolice! Eu gosto que eles mintam! A mentira é o único privilégio do homem sobre todos os outros animais. Mente, que vais acabar atingindo a verdade! É precisamente por ser homem que eu minto. Nem uma só verdade poderias alcançar se antes não mentisses quatorze vezes, e até cento e quatorze vezes, o que representa uma honra sui generis; simplesmente, nós nem sequer sabemos mentir com inteligência! Tu mentes, mas mentes de uma maneira especial, e eu ainda por cima te dou um abraço. Mentir com graça, de uma maneira pesssoal, é quase melhor que dizer a verdade igual todo mundo; no primeiro caso é um homem e, no segundo, não se é mais que um papagaio! A verdade não anda depressa, mas podemos fazer a vida correr; há exemplos disso.”

Nesse sentido, efetivamente, todos nós, e com muita frequência, somos quase dementes, com a única diferença que os doentes são um pouco mais loucos do que nós, porque repare, é preciso distinguir. Mas é verdade que não existe o homem normal, de maneira nenhuma; talvez entre dezenas, e pode até ser que entre centenas de milhares, apenas se encontra um, e, ainda assim, em exemplares bastante fracos…

Após ter pronunciado essas palavras tornou a ficar perplexo e empalideceu; outra vez como que uma nova e terrível sensação de frio mortal lhe correu pela alma, de repente compreendeu claramente que acabara de dizer uma mentira horrível, que não só não teria mais oportunidade de falar com ninguém, como jamais teria de que nem com quem falar. Foi tão violenta a impressão que essa dolorosa idéia lhe causou que, por um momento, se esqueceu praticamente por completo de tudo, levantou-se do seu lugar e, sem olhar para ninguém, quase saiu do quarto.”

*
Folhear livros que alguém já tenha lido e uma sensação estranha e uma experiência única. Não sei bem quem leu antes de mim ou quantos leram o meu Crime e Castigo comprado num sebo na época de estudante. Ler é viajar através das palavras e quando o livro é usado, então, como diz um filme que fala de livros, é uma “Historia sem Fim“, queremos saber quem, quando, onde, e tudo o mais do livro e dos leitores anteriores, do autor, dos personagens, lugares… lemos e descobrimos novos encantos ao relermos.

K.R.

A SAGA X-MEN

A Saga X-Men é uma produção cinematográfica que mistura Ação, Aventura e Ficção Científica. O primeiro filme foi lançado com críticas positivas e foi um sucesso mundial, começando a Trilogia X-Men - X-Men: O Filme (2000), X-Men 2 (2003), X-Men 3 – O Confronto Final (2006) -, e dando início a um ressurgimento de uma saga de novos super-heróis. Além disso, mais dois filmes vieram se juntar a Saga, onde detalharam mais as origens deles: X-Men Origens: Wolverine (2009), X-Men: Primeira Classe (2011).

Os efeitos especiais, somados com enredo que destaca os mutantes conquistaram uma legião de fãs. Os espectadores se identificam com os personagens da trama, já que o autor da mesma se preocupou em construir a imagem dos super-heróis com características humanas, desenvolvendo uma história que mescla realidade e ficção. A produção cinematográfica trabalha a magia e as forças sobrenaturais como algo natural e que transforma o filme em uma das produções mais famosas de todos os tempos.

O que era temido e considerado do “mau” foi transformado pela mídia em algo interessante e que visa mostrar aquilo que as pessoas tanto desejam (poderes sobrenaturais) um “anseio de todos”.

A saga promove uma relação entre o mundo sobrenatural com o mundo real, onde os personagens vivem sentimentos como: intrigas, paixões, batalhas e conflitos da vida cotidiana.

Os filmes me chamam muita a atenção com relação ao enredo por apresentar uma história bem resolvida, com propósitos claros para nós os espectadores: uma identificação com os mutantes. Numa interação entre os personagens e o seu público.

A direção aproveita muito bem o tempo de duração da trama, mostrando com equilíbrio muitas cenas de ação, impacto, humor e reflexão (muitos dos argumentos governamentais em referência aos mutantes foram inspirados em ações de governos americanos anteriores, que pregaram uma doutrina excludente contra o comunismo).

É visível que A Saga X-Men trouxe inovação e criatividade no que se refere às produções cinematográficas do século XXI: num ótimo exemplo tranportado das Histórias em Quadrinhos. Tal efeito reflete no grande numero de bilheterias vendidas pelo mundo. Com o filme transformando os personagens em símbolos de sucesso e popularidade nos quatros cantos do planeta.

Enfim, a saga marcou de forma complexa a história do cinema mundial, o filme já faz parte da vida contemporânea de bilhões de espectadores que transformaram a magia cinematográfica em uma fantasia do mundo real.

——–
- X-Men: O Filme (2000) – Direção: Bryan Singer. Introduz Wolverine (Hugh Jackman) e Vampira (Anna Paquin) num conflito entre Professor Xavier (Patrick Stewart) e a Irmandade de Mutantes, dirigida por Magneto (Ian McKellen). Este pretende transformar líderes das Nações Unidas em mutantes com uma máquina que o próprio construiu, com o objetivo da aceitação dos mutantes no mundo, mas Xavier percebe que essa mutação forçada só vai resultar na morte da pessoa. Elenco: Hugh Jackman (Wolverine), Halle Berry (Tempestade), Ian McKellen (Magneto), Patrick Stewart (Professor Xavier), Famke Janssen (Jean Grey), James Marsden (Ciclope), Rebecca Romijn-Stamos (Mística), Brian Cox (William Stryker), Alan Cumming (Noturno), Anna Paquin (Vampira), Rebecca Romijn-Stamos (Mística).
- X-Men 2 (2003) – Direção: Bryan Singer. Introduz os X-Men e seus inimigos, a Irmandade de Mutantes, contra o coronel genocida William Stryker (Brian Cox). Este lidera um assalto a escola do Professor Xavier para construir sua própria versão de rastreamento de mutantes, o Cérebro, a fim de destruir todos os mutantes da Terra. Elenco: Hugh Jackman (Wolverine), Halle Berry (Tempestade), Ian McKellen (Magneto), Patrick Stewart (Professor Xavier), Famke Janssen (Jean Grey), James Marsden (Ciclope), Rebecca Romijn-Stamos (Mística), Brian Cox (William Stryker), Alan Cumming (Noturno), Anna Paquin (Vampira).
- X-Men 3 – O Confronto Final (2006) – Direção: Brett Ratner. Gira em torno de uma “cura mutante”, que provoca graves repercussões entre mutantes e humanos, e sobre a ressurreição misteriosa de Jean Grey. Elenco: Hugh Jackman (Wolverine), Halle Berry (Tempestade), Ian McKellen (Magneto).
- X-Men Origens: Wolverine (2009) – Direção: Gavin Hood. O filme funciona como um prelúdio para os três primeiros filmes da franquia, focando-se no passado violento do mutante Wolverine e seu relacionamento com seu meio-irmão Victor Creed. O enredo também detalha os primeiros encontros de Wolverine com o major William Stryker, o seu tempo com a Equipe X, e da ligação do esqueleto de Wolverine com o metal indestrutível adamantium no programa Arma X. Elenco: Hugh Jackman (Wolverine), Liev Schreiber (Dentes-de-sabre), Danny Huston (William Stryker), Ryan Reynolds (Deadpool).
- X-Men: Primeira Classe (2011) – Direção: Matthew Vaughn. Ambientado no início da década de 1960, durante a Crise dos mísseis de Cuba, um momento crítico da Guerra Fria em que o mundo vivia a eminência de uma guerra nuclear entre União Soviética e EUA. No roteiro está a origem de Eric Lensherr (Fassbender), o Magneto, e Charles Xavier (Mcavoy), o Professor X. O filme mostra a infância traumática durante a 2ª Guerra Mundial de Eric, à vida solitária e dedicada aos estudos de Xavier, cada detalhe é lembrado para mostrar o caminho de como dois amigos se tornam rivais. Elenco: James McAvoy – Charles Xavier, Michael Fassbender – Eric Lehnsherr/ Magneto, January Jones – Emma Frost, Kevin Bacon – Sebastian Shaw, Rose Byrne – Dra. Moira MacTaggert, Lucas Till – Alex Summers/ Destrutor, Nicholas Hoult – Hank McCoy/ Fera, Jennifer Lawrence – Raven Darkholme/ Mística, Zoë Kravitz – Angel Salvadore, Jason Flemyng – Azazel, Oliver Platt – O Homem de Preto.

—–
Curiosidade: Nas histórias em quadrinhos da Marvel Comics um mutante é um humano que nasceu com modificações fisiológicas que o fazem possuidor de habilidades anormais, ou seja, diferente de outros super-heróis cujos poderes são frutos de acidentes ou experimentos, os dons mutantes são inatos.

Adaptação de Livros para Cinema: Uma Questão de Fidelidade?

Por Alexandre Cavalcante da Silva (Alex).

Olá, pessoal! Estamos começando um ano novo que provavelmente virá com novas adaptações de livros. Já faz um tempo que quero escrever algo sobre o tema, afinal como leitor o que não falta é decepção na sala de cinema. Você vai assistir a um filme esperando ansiosamente durante meses para a estréia daquela adaptação de um dos seus livros preferidos e quando termina a sessão vem a sensação de “podia ter sido bem melhor”. Infelizmente nós temos que aceitar que adaptar um filme não é uma tarefa fácil. Um diretor é, antes de qualquer coisa, alguém comum que tem uma visão específica de como quer que seu trabalho fique, a diferença é que ele está preparando algo para um público extenso. E para ele passar no teste, deve agradar tanto os fãs da obra literária quanto um público novo que desconheça a história. Isso pode gerar resultados satisfatórios para o segundo grupo mencionado, mas detestável para quem leu a obra original.

Pode parecer fácil imaginar ser diretor para quem está lendo o livro, mas na hora de elaborar um roteiro ainda há aquela preocupação de convencer os estúdios de que a trama valerá a pena ser filmada e que tem potencial para o sucesso. E lá vai aquela mania de mexer na história a fim de torná-la mais emocionante. Em alguns casos até é aceitável uma mudança, porém em outros o roteiro fica medonho e não agrada nem leitores e nem o público desconhecido. Mas eu, sinceramente, gostaria de dizer para alguns leitores abrirem os olhos e perceberem que alguns resultados não são tão ruins.

Alguns livros são descritos apenas por metáforas, algo muito difícil de expressar através de imagens, só com muita sutileza e cautela, pois o filme pode ficar lento demais, uma coisa que não ocorre tanto na leitura por estarmos o tempo todo refletindo sobre o que o autor quis passar. Em algumas situações, o livro tem muita emoção e nas telas fazem algo super lento (putz, imperdoável). E há exemplos em que o filme é idêntico ao livro, mas não tem brilho ou personalidade. Outros que fazem algo totalmente diferente da obra literária, entretanto triunfam. E ainda tem aqueles diretores que conseguem a proeza de fazer um filme ótimo de um livro péssimo (meus parabéns a esses). Não podemos deixar de citar os raríssimos casos em que tanto o livro quanto o filme agradam aos fãs do livro e adquirem novos fãs no cinema.

Antes de continuar, gostaria de incluir nesse texto as famosas HQs (Histórias em Quadrinhos). Com o mercado de adaptações Marvel e DC crescendo, há aquelas adaptações que merecem muito destaque como veremos no decorrer do texto.

Eu poderia digitar incontáveis linhas só descrevendo tipos de adaptações, sucessos e fracassos, porém imagino que a melhor maneira de demonstrar o que quero dizer é através de exemplos. Abaixo analisarei a proposta de algumas adaptações famosas (só algumas das que li). Infelizmente “Senhor dos Anéis” não está no meio, mas quero citá-lo neste parágrafo como uma das maiores vitórias baseadas em livros por ter filmes tão bons e recriar um universo literário com tanto empenho.

Parte 1: Adaptação Quadro A Quadro: Ser igual não é sinônimo de sucesso.
Parte 2: Adaptações de Metáforas: A supressão e modelação dos fatos.
Parte 3: Mudanças São Bem-Vindas… Às Vezes.

As Diversas Produções Cinematográficas Sobre Jesus de Nazaré

O homem para se manter vivo sempre precisa e precisará de uma força real ou mitológica para o ajudar a seguir a caminhada existencial.

Qual mortal que nunca ouviu falar em Jesus de Nazaré (a personalidade mais comentada nos quatro cantos da terra)? A história de Jesus de Nazaré foi a que mais ganhou versões cinematográficas ao longo da história do cinema. Tais produções buscam descrever a trajetória do homem que mudou a história da humanidade.

Jesus é um ser desconhecido, mas a sua luz transcende qualquer característica ou forma humana pensada, um ser conhecido por todos como divino, nosso irmão, filho de Deus o soberano criador da terra, do universo e de tudo que nele há.

Ao longo da trajetória do Cinema inúmeras foram as produções cinematográficas que tentaram construir uma história que confrontava com a belíssima história narrada na bíblia sagrada.(*)

Não minha opinião, a história de Jesus é um dos maiores eventos que aconteceu na história da humanidade (“humanidade que verdadeiramente não é humana”).

Simbolicamente inúmeros filmes trabalharam este marcante evento, descrevendo com precisão os diversos momentos vividos por Jesus, em uma epopéia profundamente expressiva, dolorosa, divina, humanamente humilde, monstruosa e marcada pela fé.

No entanto muitos destes filmes buscam enaltecer o martírio, a dor e o sangue derramado na macabra tortura vivida por Jesus (“o salvador da humanidade”), mas o que precisa ser evidenciado é a vinda de Jesus um ser que sobrepôs à morte; ele é o único que matou a morte; mesmo no exílio da vida Jesus se manteve vivo.

Essencialmente sentimos a expressão divina que se projeta das telonas, nos arrebatando para uma emoção surreal.

Dentre os inúmeros personagens trabalhados nos inúmeros filmes, Jesus de Nazaré é o personagem mais citado no cotidiano de bilhões de telespectadores que buscam se espelharem neste grande ser considerado como santo.

Podemos até encontrar erros nas produções que retratam o nosso amado irmão Jesus, mas excelentemente todas transmitem a luz, a essência amor pregada por Jesus o ser que marcou a história da humanidade.

Muitos podem até afirma que Jesus é um mito construído ao longo dos tempos, tentam descreve-lo fisicamente como um negro ou não; buscando se firmar em uma visão eurocêntrica pautada no etnocentrismo, e vão alem tentando dizer que Jesus teve um caso com Maria Madalena ou que até mesmo ele não tenha ressuscitado. Mas mesmo com inúmeras afirmações Jesus não deixa e nunca deixará de ser o salvador da humanidade.

Em suma, afirmo que precisamos acreditar e vivenciar todos os dias o amor pregado e praticado por Jesus de Nazaré em sua bendita saga existencial entre nós meros mortais; classificados pelo Mestre Jesus como “seres que não sabem o que fazem”.

(*)- O Rei dos Reis (The King of Kings. 1927), de Cecil B. DeMille
- Salomé (Salome. 1953), de William Dieterle
- Ben-Hur (1959), de William Wyler
- O Rei dos Reis (King of Kings. 1961), de Nicholas Ray
- O Evangelho segundo São Mateus (Il Vangelo Secondo Matteo. 1964), de Pier Paolo Pasolini
- A Maior História de Todos os Tempos (The Greatest Story Ever Told. 1965), de George Stevens
Musical: Jesus Cristo Superstar (Jesus Christ Superstar. 1973), de Norman Jewison
- Jesus de Nazareth (Jesus of Nazareth. 1977), de Franco Zeffirelli
Sátira: A Vida de Brian (Life of Brian. 1979), de Terry Jones (Monty Python)
- O Quarto Sábio (The Fourth Wise Man. 1985), de Michael Ray Rhodes
- A Última Tentação de Cristo (The Last Temptation of Christ, EUA, 1988), de Martin Scorsese
- O Corpo (The Body. 2001), de Jonas McCord
- A Paixão de Cristo (The Passion of the Christ. 2004), de Mel Gibson
- O Código Da Vinci (The Da Vinci Code. 2006), de Ron Howard.

I & II Guerra Mundial – Um período Macabro e Sangrento da História da Humanidade

O documentário sobre a I Guerra Mundial foi organizado e apresentado pelo canal Inglês BBC, destacando os conflitos da I Guerra Mundial que ocorreu entre os anos de 1914-1918. Diferentemente dos documentários produzidos até hoje que sempre retrataram a Primeira Guerra Mundial sob a óptica norte-americana, este retrata diferentes visões do conflito, mostrando a guerra na Rússia, Arábia, África entre outros países.

Com relação a II Guerra Mundial destaca-se o filme “Hiroshima Mon Amor” (1959) um romance sobre a direção de Sacha Kamenka e Shirakawa Takeo que claramente descreve a fúria, a destruição de um povo e de sua memória história. O filme causou impacto e discussões em todo o mundo na década de 50 e hoje é uma referência na descrição de um período tão sangrento da história da humanidade.

Ambos as produções historicamente nos leva a uma viagem, a um período de dor, desapropriação e de confronto direto com a morte. Uma narrativa que descreve o contexto que perpassa a I e II Guerra Mundial. Trazendo-nos uma perspectiva sobre atitude das pessoas em meio à movimentação da guerra.

Uma representação fiel dos comportamentos dos soldados que se interligavam para combater o inimigo. Podemos notar a fiel representação das trincheiras e dos processos que desencadeia a guerra.

Nas ruas era notável um cinturão de homens e metralhadoras rodeando os caminhões e tanques estacionados na praça central. Os projéteis enquanto isso continuava caindo sem interrupção e anunciando o fim do bombardeio. Depois de alguns instantes de silêncio, uma bomba assolava e eliminava tudo ao seu alcance e o silêncio pairava profundamente. Os oficiais sobreviventes levantam novamente em nome da sua nação amada; renovando o pedido de rendição, dizendo ao mesmo tempo, que não podia ordenar que um homem corajoso fosse morto naquelas condições sem a menor possibilidade de salvar a sua vida.

Assim, fica visível a movimentação de conflito e de dor que devorava os corpos e alimenta a alma dos heróis guerreiros que bravamente lutavam e somente se rendiam em homenagem aos corajosos que morreram. Quanta dor sentiu Hiroshima e Nagasaki; uma dor tragicamente narrada de forma profundo no documentário.

Dentro do contexto podemos notar que vários foram os motivos que levaram a economia americana ao colapso, mas a “Guerra Mundial” gerou um colapso que desmoronou a economia, além do mais os EUA foi atingido por uma depressão, se tornando o epicentro dos acontecimentos.

A guerra Russa, no entanto foi um ensaio geral nos anos de 1904 e 1905 decorrentes da ambição imperialista tanto russa, quanta japonesa sobre a Coréia e a Manchúria.

Os resultados deste processo foram o domingo sangrento, onde ocorreu uma manifestação de trabalhadores que pedia a Czar a redução das jornadas de trabalhos e melhoria no salário, outros manifestos ocorridos foram de outubro, junho e o encouraçado de Petemkin.

A Rússia na guerra, não desenvolveu um ótimo papel sendo considerada o gigante de pés de barro, pois as táticas utilizadas na guerra eram antigas, o comando ineficiente, havia muitos soldados e poucas aparelhagens e o abastecimento precário, não propiciando resultados positivos.

Na aurora da análise notamos que ocorria um desequilíbrio interno na Rússia, construindo um descrédito de Czar e ocorrendo a implantação do socialismo, sendo possível ver o surgimento de uma nova política econômica que se fixa com o plano quinquenais de 1928, promovendo uma ruptura nos planejamentos econômicos em meio a um desenvolvimento lento e cheio de contrastes econômicos, sociais e políticos.

Todavia, podemos apontar com convicção que a crise de 1929 provocou grandes efeitos na economia, maior que a própria guerra. Não podemos esquecer que a crise econômica será marcada com o surgimento do totalitarismo de Hitler, da política intervencionalista de Roosevelt e da longa disputa entre os pólos distintos entre socialismo e capitalismo.

Em primeiro momento se pensava que o colapso econômico seria apenas um ciclo comercial típico da economia capitalista, no entanto é visível que o colapso provocou uma queda dos movimentos migratórios de forma globalização, afetando a economia e provocando o desemprego e a inflação.

Neste período o desemprego era visto como uma ferida profunda e potencialmente mortal ao corpo político.

Como historiador, digo que o documentário de forma clara narra um dos principais momentos da história da humanidade.

Na aurora da análise, percebemos o sentimento de nacionalidade que permanecia vivo em cada guerreiro e cidadão que colocava o seu “próprio peito a morte”, em nome da nação e dos ideais defendidos por ela.

A Saga Velozes e Furiosos (2001. 2003. 2006. 2009. 2011)

A saga Velozes e Furiosos é uma produção que traz muita ação, velocidade, sexualidade e carros considerados máquinas. O autor da trama busca colocar os personagens em um confronto direto com o perigo. A saga promove um confronto entre mocinhos e vilões que resolvem as suas adversidade com muita velocidade e estilo. A trama destaca os confrontos entre as facções, grupos de bandidos que lutam para ficar no controle do poder. Todavia, é visível que Velozes e Furiosos trouxe inovação e criatividade no que se refere às produções cinematográficas. Tal feito se reflete no grande numero de bilheterias vendidas pelo mundo.

O filme trabalha as problemáticas sociais, descreve com propriedade o mundo dos menos favorecidos, destacando o luxo exacerbado dos grandes mafiosos; que vivem ameaçando e colocando em risco a vida de pessoas inocentes. O que era temido e considerado do “mau” foi transformado pela mídia em algo interessante e que visa mostrar aquilo que as pessoas tanto desejam (liberdade) um anseio de todos.

No último episódio da saga, o Brasil foi contemplado com grande parte das gravações do mesmo em terras brasileiras; o cenário escolhido foi o nosso famoso Rio de Janeiro. A furiosa e velocidade cinematográfica invadiram o Rio, apresentando mais uma vez o nosso Brasil para o mundo, utilizando as favelas como cenários principais, onde ocorriam os grandes confrontos entre os diferentes grupos que lutam por dinheiro e poder.

Acredito que o filme trabalhe com uma linguagem mais próxima do público, utilizando de recurso do cotidiano para dar vida a uma das sagas mais famosas da história do cinema mundial.

Também notamos no desenrolar de cada filme que em meio aos bandidos e vilões sempre há um grupo, que deseja a ordem, visando colocar um ponto final na corrupção, lavagem de dinheiro, sonegação de imposto e latrocínio. Posso dizer que o filme nos traz uma proposta diferente das inúmeras outras apresentadas, pois pela primeira vez ficamos do lado de um bandido que busca colocar “ordem” no espaço social vivido.

Enfim, a saga promete deixar saudades nas telonas espalhadas pelo mundo, por o filme já fazer parte da vida contemporânea de bilhões de telespectadores, pois a velocidade e a fúria em quatro rodas representa de forma figurada, a liberdade de expressão, social, políticas de cada cidadão que compõe o planeta terra.

Por Dhiogo Caetano

—–
A Saga Velozes e Furiosos:
- Velozes e Furiosos (The Fast and the Furious. 2001). EUA. Direção: Rob Cohen. Roteiro: Gary Scott Thompson. Elenco: Vin Diesel, Paul Walker, Michelle Rodriguez, Jordana Brewster. Gênero: Ação. Duração: 106 minutos.
-> Domenic Toretto (Vin Diesel) é o líder de uma gangue de corridas de ruas em Los Angeles que está sendo investigado pela polícia por roubo de equipamentos eletrônicos. Para investigá-lo é enviado Brian Spindler (Paul Walker), que se infiltra na gangue na intenção de descobrir se Toretto é realmente o autor dos crimes e se há alguém mais por trás deles.
Curiosidade: O filme disparou nos cinemas do mundo inteiro, cativando principalmente adolescentes fissurados em carros tunados, tais como mostrados no filme. O mesmo rendeu mais quatro continuações.

- + Velozes + Furiosos (2 Fast 2 Furious. 2003). EUA. Direção: John Singleton. Roteiro: Michael Brandt, Derek Haas, Gary Scott Thompson. Elenco: Paul Walker, Devon Aoki, Tyrese Gibson, Eva Mendes, Ludacris, James Remar, Cole Hauser. Gênero: Ação. Duração: 107 minutos.
-> Após deixar a polícia, Brian O’Conner (Paul Walker) é forçado a participar de uma nova missão: se infiltrar no crime organizado de Miami de forma a investigar sobre o transporte de dinheiro sujo para Carter Verone (Cole Hauser), o chefe do tráfico local. Para tanto ele recebe a ajuda de seu ex-colega Roman Pearce (Tyrese) e da agente secreta Mônica Clemente (Eva Mendes).
Curiosidade: O ator Vin Diesel resolveu não participar de + Velozes + Furiosos por considerar que o final do primeiro filme não permitia um retorno lógico de seu personagem à trama.Mas fez uma ponta como um dos policiais.

- Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio (The Fast and the Furious: Tokyo Drift. 2006). EUA, Japão. Direção: Justin Lin. Roteiro: Chris Morgan. Elenco: Lucas Black, Bow Wow, Sung Kang, Brian Tee. Gênero: Ação. Duração: 104 minutos.
-> Sean Boswell (Lucas Black) é um adolescente superficial e infeliz, que usa as corridas de rua como válvula de escape. Seu envolvimento irresponsável nas corridas fez com que ele tivesse problemas com a polícia anteriormente. Após bater com o carro, e como forma de evitar a prisão, Sean é enviado para Tóquio, onde passa a morar com seu pai (Brian Goodman). Em sua nova cidade, Sean fica inteiramente deslocado até conhecer Twinkie (Bow Wow), que lhe apresenta as corridas de drift. Do outro lado do mundo, do lado errado da lei, um novo estilo de corridas domina o submundo de Tóquio e todos os melhores corredores querem entrar nessa.
Curiosidade: Vin Diesel faz uma aparição como Dominic Toretto (seu personagem no primeiro filme), dizendo ser amigo de Han.

- Velozes e Furiosos 4 (Fast & Furious. 2009). EUA. Direção: Justin Lin. Roteiro: Chris Morgan, Gary Scott Thompson. Elenco: Vin Diesel, Paul Walker, Michelle Rodriguez, Jordana Brewster. Gênero: Ação. Duração: 107 minutos.
-> Na República Dominicana, Dominic Toretto (Vin Diesel), junto com a sua namorada Letty (Michelle Rodriguez), continuam na criminalidade junto a sua gangue, praticando diversos atos ilícitos. Mas com o FBI na cola de Dom, ele decide fugir, a fim de proteger sua quadrilha e sua namorada. Mas após um assassinato ocorrer, tirando a vida de sua namorada Letty, Dominic volta disposto em busca de vingança, cruzando novamente o caminho do policial Brian O’Conner (Paul Walker).

- Velozes e Furiosos 5 Operação Rio (Fast & Furious 5: Rio Heist. 2011). EUA. Direção: Justin Lin. Roteiro: Chris Morgan. Elenco: Vin Diesel, Paul Walker, Michelle Rodriguez, Dwayne Johnson, Tyrese Gibson, Jordana Brewster, Eva Mendes. Gênero: Ação, Suspense. Duração: 130 minutos.
-> Dom (Vin Diesel) e Brian (Paul Walker) firmaram uma parceria que os obrigou a fugir da polícia constantemente. Escondidos no Rio de Janeiro, eles têm mais uma missão a ser cumprida e, então, ganhar a desejada liberdade. No entando, a falha ou sucesso deste trabalho não segura a sede de sangue de um empresário corrupto, que deseja vê-los mortos. Nessa luta contra o empresário e em busca de suas liberdades, a dupla enfrenta o competente agente federal Lucas Hobbs (Dwayne Johnson), que está à caça de Dom e Brian com uma única arma: seu instinto, já que está cada vez mais difícil distinguir mocinhos e vilões.