O Cinema Mergullha no Universo Feminino E Sai Revigorado!

because-i-said-soQuem diz que nós mulheres somos o sexo frágil por certo não aguentaria a tripla jornada de trabalho que não apenas executamos bem como também ainda com um sorriso face a face. Pois é! Nosso giro cinematográfico será com personagens femininas. De dondocas às que pegam no pesado. Doidivanas ou centradas. Amadas ou não. As que romperam seus próprios limites. Mas acima de tudo com orgulho em ser mulher. Enfim, um pouco de cada uma delas. Vem comigo!

Entre tantos filmes para iniciar acabei optando por um que apesar da crítica ter crucificado, eu gostei! É o “Minha Mãe quer que eu case“. E por que? Não apenas por eu ser fã da Diane Keaton. Mas até por uma passagem do filme (Durante a cena da foto.) onde ela confidencia algo para a sua filha. Algo que era raro de acontecer entre as mulheres de gerações passadas. Não apenas de confidenciar a própria filha sobre relações sexuais, como também o fato de nunca ter sentido orgasmo. Cena belíssima que não deu para segurar as lágrimas. Mas o filme também foca em uma preocupação nas gerações atuais: o casamento. Ou a preocupação por uma filha que focou mais na carreira profissional esquecendo o lado pessoal. Agora, traçando um paralelo com um outo filme, o “Sex and the City – O Filme” – o qual eu resumiria nisso: ‘as-patricinhas-de-beverly-hills-agora-são-quarentonas‘ -, onde o em comum seria procurar por um marido, eu prefiro muito mais o com a Diana Keaton por já escrachar de vez a situação. Ah sim! O ‘quarentona’ não tem um sentido pejorativo. Ok? É apenas um registro da mudança de idade.

Eu vejo que você é uma mulher protagonista, mas por algum motivo está agindo como a melhor amiga. Você deve ser a protagonista da sua própria vida!

Ainda em cima de casamentos, no “Vestida para Casar” tem algo como o que disseram (Frase acima.) no “O Amor não tira Férias“. Onde a personagem em questão (Do primeiro filme.) estava vivendo o ser uma ‘dama-de-honra-oficial’ nos casamentos de outras mulheres esquecendo até de si própria. Aceitando apenas o fantasiar em sua vida. Até curtia um amor platônico pelo chefe. Enfim, como as duas personagens do segundo filme, ela também não estava protagonizando a própria vida. E as três mesmo indo bem profissionalmente, não iam bem no lado pessoal. Quem assina a Direção e Roteiro do segundo filme é Nancy Meyers que mete o dedo na ferida nesse tipo de questão: amar e não ser correspondida.

intolerable-crueltyA protagonista de “O Amor Custa Caro” faz do enlace um meio de vida. Ela e um tal ‘clubinho’ por lá, vivem da pensão advinda do divórcio. Se nome de Diretor pesa em não torcer a cara para alguns tipos de filmes, saibam que quem dirige esse é Joel Cohen. O que poderá motivar alguns. Só que eu confesso que o que me motivou mesmo a assistir esse filme foi o ‘colírio’ George Clooney. Gente! As mulheres desse filme chega a assustar, mesmo tendo muitas delas também no mundo fora da ficção.

Agora, também tem aquelas que após anos de casada de repente se veem sozinhas, tendo que arcar não apenas com as despesas, mas também com dívidas que ficaram. Entre tantas sugestões escolho um filme até por ser de um gênero que eu amo: Comédia. Pois a personagem desse filme encontrou um jeito bem peculiar de quitar a dívida deixada pelo marido, e que a levaria a perder a própria casa. E foi ajudada pelo ex-jardineiro. Precisam ver o “O Barato de Grace” um filme de ver e rever. A Grace é ótima! Até porque precisou pegar um atalho para então voltar ao caminho certo.

Acreditariam que um cara abandonou a esposa por ela ser uma pessoa boa demais? Onde até o Padre a induz que cometa um pecado. Mas para alguém que nunca pecou fica difícil sentir que está pecando. Afinal, o que é pecar? Teria apenas um peso para a Religião? Mais! Sexo é algo tão pecaminoso assim? Mesmo sendo “Sexo por Compaixão“? Pois é! O título do filme é mesmo esse, e que vale muito a pena vê-lo. E o grande barato é que essa personagem só fez o que fez para recuperar o marido. E por tabela, acabou salvando muitos casamentos já com longa quilometragem. Onde também só uma esposa muito mais jovem mostrou-se ser a mais radical.

irina-palm-3Agora, entre ficar rezando por um milagre, uma senhorinha resolveu agir. Para conseguir custear o que seria a última chance de salvar seu netinho internado num hospital, essa personagem arregaçou as mangas e pôs a mão na massa, literalmente. Dona de casa até então, sem nenhum preparo profissional, ela teve que superar o que a sociedade prega como viver dentro da moral e dos bons costumes. Mas seria algo tão imoral assim? Seria o fim justificando os meios? Para ela o que pesava na balança era ter a grana para o tratamento do neto. Ela é “Irina Palm“. E que encarou o único emprego que lhe daria um retorno rápido em dinheiro. Como também lhe deu alma nova. O tal empregou a revigorou. O filme é ótimo!

Como se encara uma traição? Dar um tempo indo para longe e vendo se assim esqueceria mais rápido? Ou tentar pagar na mesma moeda?

Foi meio por ai que a personagem de “Um Beijo Roubado” fez ao por o pé na estrada: tentar diminuir a dor pela traição sofrida. Onde nesse percurso conheceu outras desilusões amorosas. Outras formas de tentar reter um amor que já se foi. Num aprisionamento dolorido para ambos. Ou mesmo os que sufocam a queixa de um amor que não era o que esperavam. Um filme lindo! E do mesmo Diretor de “Amor à Flor da Pele” que também fala dessa dor. Sendo que nesse outro há o encontro dos cônjuges traídos, mas pensando em dar um troco. Uma gravata masculina que fez a ponte. Outro filme belíssimo!

Mas quando se descobre que a traição está dentro da própria família? O que faria se soubesse que o marido a está traindo com sua irmã caçula? O que pesa também o se sentir trocada por alguém mais jovem. Você iria mesmo querer saber? Seguindo a máxima: “O que os olhos não veem, o coração não sente.”. Ou você iria preferir fingir que não está sabendo? Numa de: “Ruim com ele, pior sem ele.”. Essa opção é meio complicada em aceitar nos dias de hoje. Mas para gerações passadas era até bem comum. Numa de dizer: “Prefiro as mentiras de meu marido, a ouvir as verdades dos outros.” Quem disse isso, já na velhice, passou seus últimos dez anos inerte numa cama, e teve do marido, tantas vezes infiel, o mais carinhoso, o mais paciente companheiro. Que não demorou muito a falecer depois dela. É algo a se pensar!

hannah-and-her-sisters1Voltando na história onde o marido a trai com a irmã caçula, é no filme “Hannah e suas Irmãs“. Essa personagem, de toda a família, ela é a mais centrada. O que irrita um pouco alguns. Que não esperam dela chiliques, nem muito menos o “rodar a baiana“. Onde mesmo que inconscientemente todos a têm como um porto seguro, e deles próprio. Ela é uma atriz de sucesso. E que nos deixa em suspense se a sua melhor atuação fora em fingir que de nada sabia. Vale muito a pena ver esse filme de Woody Allen.

Mas na busca por prazeres sexuais tem também aquela que trai o marido. Por querer vivenciar o que não sentia em seu casamento. Um Clássico com esse tipo de história é “A Bela da Tarde“. Onde a bela Catherine Deneuve consegue envolver não apenas a platéia masculina, mas a feminina também. Um lado prostituta de ser por gostar muito de fazer sexo, e sexo selvagem. Mas que queria que esse lado ficasse na clandestinidade. Ou seria na sombra? Até porque gostava de todas as mordomias que a vida de casada lhe dava. E um acidente do destino ouviu suas preces, deixando-a livre para levar as duas vidas: dona de casa e  prostituta.

Falando em Clássicos um filme que nos deixou uma outra personagem feminina marcante, e às vésperas dos 80 anos de idade, é “Ensina-me a Viver“. Onde ela mostra que se pode escolher sair de cena com dignidade. Ela, a Maude é eletrizante até seus últimos dias de vida. Levando a um jovem a ver que ele estava desperdiçando a própria vida. E que nos leva a refletir também em cima desse lance: a eutanásia. Belíssimo filme!

awayfromher1Mas como bem diz a canção “mas eis que chega a roda viva e carrega o destino pra lá…“, há também um tentar sair de cena, não da vida ainda, mas do relacionamento, com dignidade quando ainda terá um pouco de noção de seus próprios atos. Até em libertar o marido do peso que a doença (Alzheimer) trará na vida do casal. Essa personagem além disso também preferiu não dizer que sabia das escapulidas (traição) do marido ao longo do casamento. Levando-o a amá-la mais por isso, mas até por isso se vê obrigado a respeitar essa decisão dela. Em aprender a viver “Longe Dela“. Ela é especial até por isso.

Com certeza voltarei a esse tema. Até porque em minhas críticas costumo salientar que há muito mais filmes que mostram com muita sensibilidade o universo masculino. Onde também há muitos que costumam esteriotipar o universo feminino. Sendo assim, farei questão de trazer mais e mais personagens femininas. Por hora, fico por aqui. E parodiando a canção: “Não as provoque, essas rosas choque!“.

A vida se contrai e se expande proporcionalmente à coragem do indivíduo.” Anaïs Nin.
See You!

Por: Valéria Miguez (LELLA) (Em: 11/07/08)

Erros e Acertos na Entrega do Oscar 2013.

oscar-2013Com toda a certeza eu não daria um para o anfitrião da 85ª edição do Oscar, o Seth MacFarlane. Chegou a me dar sono num momento, que me fez ir até a cozinha e pegar um café. Se a Academia quis nesse evento homenagear os grandes Musicais, sem dúvida poderiam ter escolhido Hugh Jackman, pois esse canta, dança e encanta! Ainda no campo das homenagens, lembrar os 50 anos de James Bond 007 nas telas, foi merecida. Mas eu tenho que concordar com Rubens Edwald Filho (Acompanhei a cerimônia pelo canal TNT.), que faltou estar ali ao vivo os atores que desse personagem. Outro ponto desfavorável aos organizadores dessa grande celebração do Cinema.

De cá, eu aplaudi de fato o Oscar para Quentin Tarantino, por Melhor Roteiro Original. Pelo menos esse teriam que dar a ele. Até porque o pelo Filme, já era carta marcada. Já falo sobre isso. Ainda  com “Django Livre“, é um primor de Filme, onde a escolha do ator Jamie Foxx deixou um pouco a desejar. É que em algumas cenas eu cheguei a pensar se algum novato teria totalizado o personagem, ou até um outro já conhecido, onde nessa hora me vinha à mente Ice Clube. Já a performance de Christoph Waltz foi visceral, o que o levou ao merecidíssimo Oscar de Ator Coadjuvante. Para Quentin Tarantino eu o faria dividir um de Direção com Ben Affleck.

Falando em Ben Affleck… não houve demérito em “Argo” levar o de Melhor Filme. Mesmo parecendo uma premiação de cartas marcadas, como a elevar a moral da tropa, ou mesmo da população estadunidense. O filme é de fato muito bom! Ben Affleck fez um excelente trabalho na direção. Mesmo se conhecendo o final da história, nossa atenção e tensão foi mantida até o final. E se alguém creditar o mérito nos atores, eu citaria um exemplo, e de um filme de um dos produtores de “Argo”, George Clooney, onde esse ele quem dirigiu. Foi em “Tudo Pelo Poder“. George Clooney teve tudo nas mãos para realizar um grande filme, mas faltou a ele o que esbanjou em Ben Affleck: talento na Direção.

Ainda não vi “As Aventuras de Pi“, e mesmo também ainda não tendo visto “Lincoln“, quem levaria o de direção seria Steven Spielberg. Quando eu assistir o primeiro verei se de fato foi merecido o Oscar de Melhor Diretor para Ang Lee. E como a Academia já estava ciente que Spielberg não levaria, poderiam dar a ele um prêmio que faltou esse ano, o pelo conjunto da obra. Que não seria nem uma premiação de consolação, pois se o tema do evento eram Temas Musicais muitos da Filmografia de Spielberg permanecem até hoje na nossa memória cinéfila. Como: “Tubarão”, “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”, “E.T. – O Extraterrestre”, “Indiana Jones”"… Bem, se é lenda urbana ou não, vendo Spielberg posicionado bem atrás, nas poltronas, já se visualizava que ele não levaria mesmo esse Oscar.

Spielberg leva então o mérito de ter insistido para que Daniel Day Lewis aceitasse fazer o personagem título do filme “Lincoln“. Com sua performance ele conquista também o Oscar de Melhor Ator. Ainda não vi nenhum dos filmes indicados para essa categoria, mas se Daniel Day Lewis já conquistara outras premiações com esse papel, parece justo então completar a sua coleção com esse Oscar.

Merecido o Filme de Michael Haneke, “Amor“, ganhar o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Mesmo só tendo visto esse, o filme além de enfocar a velhice deixa no ar um tema que volta e meia aparece nas manchetes jornalísticas. Trata-se de um spoiler: a eutanásia. Haneke tem esse poder de ser imparcial ao mostrar uma realidade, deixando para nós a reflexão ou até um julgamento do fato.

Tirando Seth MacFarlane, a noite da premiação penderia para o lado masculino, não pela falta de surpresa nas escolhas, mas mais pela satisfação na confirmação do prêmio. Pois uma coisa é sonhar, outra é enfim ver o sonho realizado.

Então, o que dizer da presença feminina no Oscar 2013?

Claro que havendo prêmios distintos para Ator e Atriz as mulheres marcam presenças não apenas pelos modelitos. O Tapete Vermelho da Academia vira um Desfile de Grifes famosas do mundo da Moda. Não sei como se dá a escolha entre Atrizes e Estilistas, mas por conta de alguns vestidos bem que poderiam dar uma aula de como se caminhar com ele. Um exemplo foi quando numa entrevista ver que ao fundo aparecia uma delas andando com o vestido vermelho todo levantado aparecendo até as coxas. Sem contar, é claro, com o tombo da atriz Jennifer Lawrence subindo as escadas do palco. Uma “gata borralheira” dos tempos modernos. Com panos demais, noutros de menos, os Estilistas também deveriam conhecer todo o percurso que as atrizes terão que fazer.

De qualquer forma, além das atrizes que fizeram parte dos shows musicais – em destaque a coreografia da Charlize Theron que deu um show dançando -, a bela voz de Adele cantando “Skyfall” foi o maior destaque no Oscar 2013 pelo lado feminino. Levando o Oscar de Melhor Canção Original para o filme “007 – Operação Skyfall“.

Destaque maior teria sido se em vez de Jennifer Lawrence levar o de Melhor Atriz, tivessem premiado Emanuelle Riva. Não que eu esteja desmerecendo a atuação da outra, até porque eu ainda não vi o filme “O Lado Bom da Vida“, mas a performance da Emanuelle foi um primor. Talvez porque muito pouco dos que votam viram “Amor”. Um outro fator surpresa nessa premiação teria sido o prêmio ir para Quvenzhané Wallis. Mas assim como já era esperado a premiação ir para Jennifer Lawrence, também o era para o de Melhor Atriz Coadjuvante para Anne Hathaway.

Sendo então a premiação para jovens atrizes, já que a encantadora menina Quvenzhané Wallis de “Indomável Sonhadora” não levou, temos uma outra destemida levando o prêmio de Melhor Animação para “Valente“, a jovem Merida. Sendo que essa ganhou vida pela computação gráfica. E um Oscar merecido!

A surpresa mesmo ficou para o final, em quem Jack Nicholson chamou pelo telão. Com isso encerrando as participações femininas nessa 85ª edição do Oscar quem disse o “…and the Oscar go to…” final, no caso para o de Melhor Filme, foi a Primeira Dama: Michelle Obama. Mais indicativo que seria “Argo“, só mesmo se fosse anunciado pelo próprio presidente. Em seu pequeno discurso, Michelle disse:

Bem-vindos à Casa Branca. Sinto-me honrada em apresentar o Melhor Filme deste ano. …filmes que elevaram nossos espíritos, ampliaram nossas mentes. …quero parabenizar todos os indicados pelo seu tremendo trabalho. …os filmes levam as pessoas a voltarem no tempo e viajar ao redor do mundo. lições para os jovens. Todos os dias, por meio de seu envolvimento com as artes, nossas crianças aprendem a abrir a imaginação e a sonhar mais alto”.

Em resumo, o filme que mais prêmios levou foi “As Aventuras de Pi”: Melhor Direção, Melhor Direção de Fotografia, Melhores Efeitos Visuais e Melhor Trilha Sonora. “Argo” levou 3 estatuetas: Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Montagem. E “Lincoln“ que liderava em número de indicações, levou: Melhor Design de Produção e Melhor Ator. Um link com a listagem com todos os indicados e premiados com o Oscar 2013. [em construção ainda; depois serão todos linkados aqui.]

Então é isso! Entre erros e acertos, eu digo que valeu ter visto o Oscar 2013!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

O Divisor de Água de Cada um desses Personagens do Cinema!

ratatouilleAo longo da nossa trajetória nos deparamos com ocasiões que ficarão como um divisor de água. Pois de alguma forma trará uma mudança. Ele pode resultar de algo trágico ou não, de vacilos ou não. Como também pode vir de outra pessoa, quer ela saiba ou não. Às vezes um simples toque já é o bastante. É como um ‘Acorda!’ Ou como uma parada para uma revisão do carro para então seguir em frente. O bom é quando nos faz retirar algumas tralhas que só ocupavam lugar em nossas mentes, em nossas vidas. E é por ai nosso papo de hoje. Vem comigo!

Fiquei pensando em qual filme eu traria primeiro. Escolhi então ‘Ratatouille“. Para Remy mais que um ídolo aquele o Chef de Cozinha que assistia pela televisão era seu herói. Tinham algo em comum. Algo que lhes era nato. Dai um acidente de percurso o faz sair da mesmice. Dando-lhe coragem para fazer algo diferente. Muito melhor que ficar se lamentando.

Esses acidentes que o destino nos impõe por vezes é algo duro demais. No filme “O Escafandro e a Borboleta” o personagem ficou só podendo movimentar o olho esquerdo. O filme é um belíssimo exemplo de vida! De alguém que apesar dos pesares ainda pulsava em si a vontade de querer viver. Da tragédia ele fez um livro. Do livro nos presentearam com esse filme. Deixo uma dica: esse é um filme para assistir com tempo e calma.

_dumboSe esses acidentes do destino acontecem ainda na infância se não houver a sapiência de um adulto por perto o trauma será muito pior. Culpas poderão ficar retidas. Se foi por um descuido, por um erro, por algo interpretado errado, cabe a um adulto dar uma mão amiga e guiá-lo no caminho certo. Até para que consiga digerir bem pelo o que passou. Pois se nós adultos somos falíveis, o que dirá uma criança. Na falta de um adulto por perto feliz de quem encontra um amiguinho com mais discernimento. Alguém como o Grilo Falante, em “Pinóquio“. Ou como o ratinho Timóteo em “Dumbo” ajudando-o a superar a separação da mãe. Outros Clássicos da Disney que também trazem esse divisor de água podemos destacar ainda: “Bambi“, “Mogli“, “O Rei Leão“. Saindo do gênero Animação temos “Heidi” e “O Jardim Secreto“, onde ambas as menininhas mesmo se sentindo abandonadas fizeram a diferença na vida das pessoas a sua volta. Lembrando também da “Lassie“, um anjo da guarda canino.

No filme “O Caçador de Pipas” um pai muito exigente não consegue valorizar a veia romântica do próprio filho, por exigir uma postura forte. O menino por sua vez carrega o peso de uma culpa que não tinha, mas que o pai nada fazia para mudar. Sua mãe morrera no parto. Na vida do pai a perda da esposa fora um divisor de água. Mas ele não soube trabalhar o sentimento que ficou. Não tirou lições dai.

um-sonho-de-liberdadeA vida é uma escola! Com os erros precisamos extrair um aprendizado maior. Às vezes a pena a ser paga torna-se maior por conta de ter outras pessoas que continuam errando e levando outras pessoas nisso. Onde em muita das vezes a saída é fingir que aderiu ao sistema. Para então galgar enfim, por fim, a sua tão sonhada libertação. É! Me deu até vontade de rever “Um Sonho de Liberdade” por conta disso. Um outro que também fiquei com vontade de rever é “O Sol da Meia-noite“, onde uma mão amiga num ‘Vem comigo!‘ deixa a escolha de se quer sair dali ou não. Mas em ambos, saindo encontrará esse grande amigo.

A culpa guardada termina gerando um peso maior: o de se sentir tão responsável levando a fazer qualquer loucura. Tal qual como raiva esse sentimento também cega a pessoa. Foi por aí que a personagem de “Dançando no Escuro” seguiu. Ela sabia de que imporia a um filho o mesmo destino que o seu: a perda progressiva da visão. Mesmo assim ela o trouxe a vida. Por querer ser mãe. Mais tarde ao ficar sabendo que num outro país haveria uma chance de pelo menos parar a eminente cegueira do filho, mudou-se para lá. Trabalhando com afinco para conseguir o dinheiro da cirurgia. Mas encontrou pela frente o que já citei acima: uma pessoa que não aprendeu com os próprios erros, e o que é pior, carrega um inocente para o lodaçal em que vive. Assim para essa mãe o sistema fora cruel demais.

Se o inesperado nos leva a parar de repente, que seja pelo menos para uma mudança do carro. Ou quando já não terá mais como mudá-lo, que seja para uma reforma geral. Seguindo por essa analogia o carro seria o nosso próprio corpo; o motorista somos nós como todo; o ritmo ou a velocidade desse carro seria a nossa mente; e digamos que a bagagem, os acessórios que carregamos são as nossas emoções. Então tal e qual uma engrenagem tudo deveria estar em harmonia. Mesmo que alguns componentes fiquem na sombra (Jung…), além de tomarmos consciência que tudo é parte de nós, devemos canalizar aquilo que nos feriu tanto para uma outra finalidade. Pois nossos sentimentos não são de todos descartáveis. São eles que muita das vezes nos levam a ousar, a fazer algo que até então não acreditávamos que faríamos.

crashSe tais acontecimentos veem como um tapa na testa nos alertar de que havia peça podre, great! Um ótimo filme que mostra um alerta desse tipo, até em várias pessoas é o “Crash – Limite“. Eu confesso que chorei muito vendo esse filme. Principalmente na cena do carro incendiando com a jovem lá dentro. Por me fazer lembrar de algo parecido. Onde segundos depois de retirarem alguém que me é muito querido, o carro explodiu. É! Foi punk! A ficcão não é algo tão irreal assim. De repente uma vida pode se perder para sempre.

Mas há quem só a partir dai – de momentos trágicos -, perceba que em trechos de sua trajetória não deu a devida consideração, ou até carinho a quem dele sentiu falta. Então se somente a partir dai irá tentar recuperar esse tempo perdido, terá que aceitar que para o outro podde ainda não ser o divisor de águas dele. Mas como é bom quando combina de o ser para ambos, não é mesmo?! Pois como falei, será um peso a menos a se carregar pelo futuro. Nesse tocante deixo algumas sugestões desses outros filmes. Em “Invasões Bárbaras” e “As Leis de Família” há o reencontro de Pai e Filho, mesmo que para um deles já não há tanto tempo para aproveitar o voltar a ser uma família de fato e de direito. Já em “Magnólia” há muito mais que o pedir perdão. Em “Amores Brutos” e “21 Gramas” também há até o que a falta de diálogos pode acarretar uma sucessão de erros.

Um tema onde há muitos filmes a serem indicados. Quem sabe se voltarei a ele noutra ocasião. Por hora fico por aqui.
See you!

Por: Valéria Miguez (LELLA) (Em 25/07/08).

O Cinema Mostrando que Entre Pais e Filhos Não Deveria Ser uma Via de Mão Única!

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Confesso que pensei em por como título isso: “Filho é para quem pode!” Mas iria soar grotesco. Agora, seria algo mais direto. Não falo apenas na questão financeira. Engloba muito mais! Até a estrutura psíquica da pessoa. Melhor! Do casal estar de fato integrado ao novo compromisso: o de trazer um filho ao mundo. De criá-lo até que possa se fazer por si próprio. Então, dando um giro pelo Filmes para ver a quantas andas essa relação: Pais & Filhos. Vem comigo!

A foto inicial é do filme: “Menina dos Olhos” (Jersey Girl). Aqui, com a morte da esposa no parto, ele, o pai, fica desorientado. Não apenas perde o emprego, como fica desacreditado na profissão. Então, vai morar com o pai no subúrbio. Mas o tempo passa e ele só pensa em voltar ao topo. Delegando ao seu pai, ser o pai de sua filha. Até que… Tem mais aqui.

nobodyknowsEsses dois outros são mais difíceis de achar, mas vale a pena procurar. Como também é para quem curte o Cinema Asiático, por serem longos e num ritmo lento. O primeiro é: “Ninguém pode Saber” (Dare mo Shiranai). Uma mãe jovem demais, que um belo dia abandona os 4 filhos, numa de que ela tem direito de ir curtir a vida. Então, o mais velho, com 11 anos, faz de tudo para ser pai e mãe dos irmãos. Conto mais aqui.

O outro é de Animação: “A Viagem de Chihiro” (Spirited Away). Revoltada por conta de ir morar em outro lugar, no caminho, ela e seus pais vão parar num local estranho. A personagem então terá que enfrentar seus medos para conseguir sair desse lugar assustador, como também tirar o feitiço dos pais. O legal de assistirem com crianças é deles perceberem que a melhor arma é o amor, a amizade, a solidariedade, como também aceitar as diferenças… Tem mais aqui.

the-simpsons-the-moviePor falar em Animação… Esse outro traz um pai que é mais um bebezão. Alguém que nem deveria ter sido pai. Pela foto, essa figura já é bem conhecida. Eu confesso que não curto o desenho. Mas vi o Longa. O Bart faz de tudo para receber carinho e atenção do pai. Mas esse, nem está ai. Tem mais de “Os Simpsons” aqui.

Há quem busque por uma família, um lar. Buscando por um carinho que não receberam. Em alguns, a rejeição abala tanto que faz da fantasia uma armadura. Nesse, deixo a sugestão de “Ensinando a Viver” (Martian Child). O menino dessa história se faz de marciano. Vive em um orfanato. Um viúvo, por ser escritor de ficção científica, é contactado para uma adoção. Por não se sentir capaz, recusa. Mas uma amiguinha de orfanato resolve dar uma forcinha. E termina por conseguir que os dois se encontrem. A partir dai, será um longo caminho entre esses dois. Tem mais aqui.

Um outro que eu também amei, traz um ainda bebê abandonado pela mãe na porta de uma igreja. Ele então é adotado por uma família onde é maltratado por não aceitarem a homossexualidade dele. Então ele usa a fantasia para contar uma história para si próprio. O filme é “Café da Manhã em Plutão” (Breakfast on Pluto). Ele sonha encontrar sua mãe verdadeira. E quando a encontra, descobre um tesouro maior. Tem mais aqui.

anche-libero-va-benePor falar em abandono… Bem, se alguém ficou um tempo enorme, forçosamente ou não, sem ver os próprios filhos, numa volta ao lar há de encontrar certa resistência. Pelo menos de um dos membros dessa família que ficou sem a sua presença e que de repente ocupará um lugar que não existia antes. Esse olhar meio triste, meio perdido em pensamentos, ai na foto, é do filho caçula em “Estamos bem mesmo sem você” (Anche libero va bene). Ele meio que se resguarda por não entender o porque a mãe o abandonou. Mais detalhes aqui.

O ser humano é uma caixinha de surpresas. Alguns, não aguentam o tranco do destino e… Nesse outro filme, a mãe saiu do casamento por conta das contas que se acumularam com o marido desempregado. Ela até tentou levar o filho, mas o pai implorou que o deixasse com ele. É o “À Procura da Felicidade” (The Pursuit of Happyness). E esse pai faz de tudo para que o filho sinta que eles ainda têm um lar, mesmo pernoitando no metrô. Conto mais aqui.

Se trouxe o filho ao mundo a responsabilidade por ele cresce. Até em passar bons exemplos. Mas quando esse nascimento veio sem ser planejado, e mais, se não souber segurar a barra, o melhor a fazer é buscar por ajuda de um profissional. Pois o acúmulo de um desequilíbrio, um dia vai explodir.

white-oleanderClaro que as pessoas têm o direito a momentos seus. Namorar, é algo sempre bem-vindo. O que não deveria é se deixar dominar por uma paixão. Ainda mais numa mente já com um parafuso solto. É um passo para cometer um crime. Com isso terminam deixando o filho a deus-dará. E é mais ou menos isso que temos em “Deixe-me Viver” (White Oleander). A mãe envenena o namorado, com a prisão, sua filha conhece o mundo sozinha. Tem mais aqui.

Há algo que para a maioria dos pais é uma dor insuportável: o de enterrar um filho. Ainda mais sendo uma criança, e mais ainda por uma irresponsabilidade de uma pessoa. Em “Traídos pelo Destino” (Reservation Road) o atropelamento foi um estopim. Um tipo de “Acorda!” bem abrupto para um também pai. E para o pai da criança atropelada, a perda do filho encobriu-lhe a visão na busca pelo culpado. Aqui.

Gente! Esse outro filme foi super criticado. Agora, eu adorei! Eu ri muito, como também chorei numa cena onde a Diane Keaton confessa algo a filha caçula. Num papo de mulher para mulher, mas algo raro entre mãe e filha em gerações como a minha. O filme é o “Minha Mãe Quer Que Eu Case” (Because I Said So). Querendo arrumar alguém decente para sua filha, essa mãe põe até anúncio na internet, e faz as entrevistas. Claro que às escondidas. Tem mais aqui.

Pais! Chega uma hora que acabam virando filhos. Quer seja por idade, ou doença. Enfim, chega a hora de aceitarem as limitações que a vida impôs. A questão é saber se seus filhos hão de querer também aceitar que serão eles agora os responsáveis nos cuidados. Se não verão como um fardo a se carregar. Ou se darão um jeito de alguém disposto a isso. Nesse tocante, trago um filme lindo de ver e rever. É o “Conduzindo Miss Daisy” (Driving Miss Daisy). Por não estar mais em condições de guiar o carro o filho contrata um motorista. Acontece que a mãe é turrona, não dar o braço a torcer. Por outro lado, o motorista é um cuca-fresca adorável. E aos poucos, vai nascendo uma linda amizade entre eles. Conto mais aqui.

the-savagesJá nesse outro a minha motivação maior para vê-lo foi por estar no elenco o Philip Seymour Hoffman. Aqui a senilidade do pai fará com que dois irmãos busque pelo sentimento família. Não tiveram a presença da mãe, como também tão logo puderam se virar sozinhos, cairam no mundo fugindo da tirania do pai. E nessa reunião forçada da “A Família Savage” (The Savages), eles tentarão ser de fato uma família. Aqui.

Um filme que todos da família deveriam assistir é o “Conversando com Mamãe” (Conversaciones con Mamá). O filme faz uma radiografia em quase todos os problemas modernos pertinentes a uma família. Como diz o título é um papo com a mãe e cujo filho já é adulto. Por estar desempregado, a mulher o pressiona para que venda a casa da mãe, porque ela não quer perder o status. Ele, que nos últimos tempos só falava com a mãe por telefone, ao chegar na casa dela se surpreende até por ela ter um namorado. E nessa conversa ele descobrirá mais que a infância perdida. Conto mais aqui.

el-hijo-de-la-noviaBem, há muitos filmes que abordam essa relação. Que ficarão para uma próxima vez. Para encerrar, um convite ao casamento dos próprios pais. Por que não, não é mesmo? É o “O Filho da Noiva” (El Hijo de la Novia). Que após um ataque cardíaco : “O filho que tomou às rédeas do restaurante da família. O filho que passa a olhar a mãe, que agora sofre do mal de Alzheimer, com outros olhos. O filho que tenta entender a vontade atual do pai, em casar na igreja com sua mãe. O pai, que ele até então estava se comportando (um dia na semana para estar com a filha). O namorado, ou melhor, o namoro que apenas ia levando… E outras descobertas mais nessa pós-parada.”

Enfim que em vez de Pais versus Filhos, que seja Pais e Filhos!
E que um colo é sempre bom de dar, como também em receber!
See you!

Por: Valéria Miguez (LELLA) (Em: 19/06/08).

Os Premiados com o Globo de Ouro 2013

Golden-Globe-AwardsA 70ª edição do Globo de Ouro (Golden Globe Awards) aconteceu na noite deste domingo (13), em Los Angeles. A cerimônia premiou os melhores filmes e séries do ano de 2012, segundo votação da pela Associação de Correspondentes Estrangeiros de Hollywood (Hollywood Foreign Press Association). Sendo então um prêmio concedido pelos críticos o que o difere do Oscar e do Emmy que são prêmios da própria indústria (Cinema e Televisão). Até então diziam ser uma prévia do Oscar, mas esse nesse ano de 2013 divulgou antes a lista com os indicados. Deixando alguns indicados ao Globo de Ouro de fora. Enfim, agora fiquemos mesmo com os premiados ao Globo de Ouro.

Onde os Melhores do Cinema com o Globo de Ouro 2013 foram:
- “Os Miseráveis” saiu com três estatuetas: de Melhor Filme Comédia ou Musical; de Melhor Ator Comédia ou Musical para Hugh Jackman e Melhor Atriz Coadjuvante para Anne Hathaway.
- “Argo” levou a estatueta de Melhor Filme Drama e de  Melhor Diretor para Ben Affleck.
- ”Django Livre” também saiu com duas estatuetas, Melhor Roteiro para Quentin Tarantino e Melhor Ator Coadjuvante para Christoph Waltz.
- ”Lincoln” saiu com o de Melhor Ator Drama para Daniel Day Lewis.
- ”A Hora Mais Escura” levou o de Melhor Atriz Drama para Jessica Chastain.
- “O Lado Bom da Vida” saiu com o de Melhor Atriz Comédia ou Musical para Jennifer Lawrence.
- ”Valente” ganhou o de Melhor Animação.
- “As Aventuras de Pi” o de Melhor Trilha Sonora para Mychael Danna.
- “Skyfall” o de Melhor Música Original com o tema “Skyfall”, de Adele e Paul Epworth.
- “Amor” o de  Melhor Filme Estrangeiro.

E os Melhores da Televisão com o Globo de Ouro 2013 foram:
- ”Homeland” de Melhor Série Drama; de  Melhor Ator Drama para Damian Lewis e Melhor Atriz Drama para Claire Danes.
- “Game Change” o de Melhor Minissérie ou Filme para TV; Melhor Atriz em Minissérie ou Filme para TV para Julianne Moore e Melhor Ator Coadjuvante em Minissérie, Série ou Filme para TV para Ed Harris.
- “Girls” de Melhor Série Musical ou Comédia e o Melhor Atriz Musical ou Comédia para Lena Dunham.
- “House of Lies” o de Melhor Ator Musical ou Comédia para Don Cheadle.
- “Hatfiles & McCoys” de Melhor Ator em Minissérie ou Filme para TV para Kevin Costner.
- “Downtown Abbey” o de Melhor Atriz Coadjuvante em Minissérie, Série ou Filme para TV para Maggie Smith.

contact_1997A atriz Jodie Foster foi a homenageada com o prêmio Cecil B. DeMille pelo conjunto de sua obra. Merecido! Num discurso emocionado até brincou com a platéia, mas mais direcionado aos votantes, ou seja, aos jornalistas, disse: “Se vocês estão esperando meu discurso de “coming out” [algo como "sair do armário"], podem esquecer. Já fiz isso há muito tempo“. Jodie Foster começou sua carreira de atriz ainda criança. Com grandes performances. Poderão ver aqui algumas dessas atuações: “Deus da Carnificina“, “Contato“, “Valente“, “Um Novo Despertar“, “Um Plano Perfeito“,”O Silêncio dos Inocentes“.

Agora é esperar pelo Oscar 2013 e ver se o Globo de Ouro foi de fato uma prévia!:)

P.s: Poderão ver a lista com os indicados ao Globo de Ouro 2013, aqui.

A Saga 007 – James Bond

atores_james-bond-007Este é o fim
Segure a respiração e conte até dez
Sinta a Terra se mexer e então
Ouça meu coração explodir novamente
Pois este é o fim
Eu me afoguei e sonhei este momento
Tão atrasado, eu devo a eles
Emocionada, fui levada” (Adele – Skyfall)

A saga 007 traz em seu contexto as aventuras de James Bond um homem alto, moreno, de olhar penetrante, viril, porte atlético, sedutor, com idade estimada entre 33 e 40 anos, apreciador de vodka-martini (Batido. Não mexido) exímio atirador com licença 00 para matar (sétimo agente desta categoria especial, daí seu código 007) e perito em artes marciais, que combatia o mal pelo mundo (muitas vezes representado pela URSS naqueles tempos de Guerra Fria), a serviço do governo de Sua Majestade, com charme, elegância e cercado de belas mulheres, sempre se apresentando com a famosa frase “Meu nome é Bond, James Bond“.

ian-fleming_007James Bond é um agente secreto fictício do serviço de espionagem britânico MI-6, criado pelo escritor Ian Fleming em 1953. O personagem tornou-se um sucesso de venda e popularidade em inúmeros países.

Os diversos filmes da série trazem muita ação, espionagem, suspense e cenas picantes entre Bond e suas belas mulheres. Os filmes 007 foram produzidos inicialmente por Harry Saltzman e Albert Broccoli, detentores dos direitos cinematográficos de quase toda a obra já escrita por Ian Fleming.

007-SKYFALL_2012O novo filme da série 007 – Operação Skyfall narra o roubo de um HD contendo informações valiosas sobre a identidade de diversos agentes, infiltrados em células terroristas espalhadas ao redor do planeta, faz com que James Bond (Daniel Craig) parta atrás do ladrão. A perseguição segue pelas ruas de uma cidade na Turquia e acaba em cima de um trem. Precisando impedir que a peça seja levada, M (Judi Dench) ordena que a agente Eve (Naomi Harris) dispare, mesmo sabendo que o tiro pode atingir Bond. É o que acontece, fazendo com que o agente 007 despenque de uma altura incrível. Considerado morto, Bond passa a levar uma vida como “fantasma” até assistir, pela TV, o ataque terrorista sofrido pelo MI6 em plena Londres. Disposto a mais uma vez defender seu país, ele retorna à capital inglesa e se reapresenta a M, mesmo guardando uma certa mágoa dela por ter ordenado o disparo.

skyfall-daniel-craig-javier-bardemUm grande herói precisa sempre de um grande vilão e isso faltou em Cassino Royale e, principalmente em Quantum of Solace. Aqui, entretanto, no deparamos com um antagonista de respeito. O Raoul Silva vivido por Javier Bardem é um personagem interessantíssimo, que tem tudo para fazer história como um dos mais icônicos vilões de 007. É curioso perceber a capacidade do ator em transformar sujeitos de visuais bizarros em seres temidos. Se em Onde os Fracos Não Têm Vez aparecia com uma franja ridícula, aqui está ainda mais estranho com os cabelos e sobrancelhas tingidas. Ainda com relação a Silva, os produtores merecem aplausos ao investir em um personagem complexo, com indícios inclusive de uma homossexualidade. O primeiro encontro entre 007 e Raoul é excelente e mostra o quão confortáveis estão os atores com seus papéis.

Ao contrário dos últimos longas, que sempre trazia vilões com pretensões globais, aqui nos deparamos com um sujeito em uma jornada pessoal de vingança. Isso não significa que suas ações não afetarão muitas pessoas, mas é interessante ver esse tipo de abordagem na franquia. Bond e Silva entram em um jogo de gato e rato (ou rato e rato, como diz o filme) que afetará muitas vidas.

Sam Mendes realizou um ótimo trabalho na produção; valorizando as imagens, cores merecendo aplausos, a trilha de Thomas Newman também rouba a cena, com destaque para a canção tema “Skyfall”, composta e apresentada por Adele. Na verdade, o filme é quase um primor técnico. O design de som, a mixagem e a edição de som chamam a atenção pela qualidade e pelo fato de trabalharem para o filme, não se preocupando em um segmento roubando o espaço do outro.

007 é um eterno clássico do cinema mundial; uma verdadeira obra-prima.

Curiosidade: Lista completa dos filmes com o personagem 007 James Bond no IMDb.

Um Tour por Filmes que Levam ao Sono…

love-in-the-time-of-choleraMesmo gostando muito de filmes, tens alguns que me levam ao sono. E nem me refiro a estar cansada, ou mesmo com sono, antes. Pois para esses momentos, uma das coisas boas que inventaram, é o time para as televisões. Regular o tempo onde ainda aguentará acordado e se despreocupar, já que a tv se auto-desligará. Em cinemas, para certos filmes, uma dica é levar algo para comer. Como já perceberam, a nossa conversa de hoje não é conversa para boi dormir… Vem comigo!

O tema veio por eu quis tentar mais uma vez ver o filme ‘O Amor nos Tempos do Cólera‘. Tentar ver se dessa vez eu resistiria ao sono. Mas cochilei diversas vezes. Em vez de abandonar como na primeira vez, fiz força para ir até o final. Nossa! Eita filme sonolento! Um porre! Recomendo para períodos insones.

Como já cansei de ouvir, de ler, que acham os filmes franceses lentos demais, de os fazerem dormir. Dai ao me pedirem a indicação sobre um em específico, eu reflito entre o que irá ver no filme, com a hora, por exemplo em que irá assistir. Enfim traço um paralelo entre o que conheço da pessoa com o filme em si. Já que alguns são de fatos lentos e longos. Agora, não sei se porque eu gosto do Cinema Francês, pois pelo que me lembre, nenhum me deu sono até a presente data.

batman-beginsUm lento e longo, mas não do Cinema Francês, que me levou a grandes cochilos, foi ‘Batman Begins‘. Ainda quero ver se o vejo na íntegra. E que o mesmo não ocorreu com esse mais recente, ”Batman – O Cavaleiro das Trevas“, onde não desgrudei os olhos. Ainda mais! Mesmo longo, no final fiquei com a sensação de que durou pouco. Esse outro com certeza quero rever.

Há certos Diretores que creio que eles acham que o filme tem que ser longo para mostrar que é bom. Com isso a trama acaba perdendo o ritmo. Um que vi recentemente, e que só não me levou a cochilar porque eu aproveitei para passar uma lixa nas unhas, foi o ‘O Plano Perfeito‘ (Inside Man). Ele tem quase uma meia hora entediante.

2001Em Ficção Científica, e que pode até ser uma heresia o que vou contar agora, mas foi que somente numa segunda tentativa que fiquei ligada em ‘2001 – Uma Odisséia no Espaço‘. E então gostei do filme! Mas não a ponto de ainda ver uma terceira vez. Até porque a lista dos que quero ver e rever ainda é grande.

Um outro ainda nesse gênero de filme, Sci-Fi, foi ‘Matrix‘. Cochilei muito nesse. Mas quero revê-lo até para uma análise num viés psicológico. Estou é criando coragem para ver se nessa segunda vez, eu não durmo de vez.

mortal-kombat-movieTenho um sobrinho, que hoje está com 21 anos de idade, e que desde novinho, eu gosto da companhia dele para ver certos filmes. Aliás tem uns filmes que eu até espero para ver junto com ele. Mas esse ai da foto, o ‘Mortal Kombat‘, eu loquei na época – não lembro se ele estava por volta dos 6 anos de idade -, enfim eu loquei a fita porque ele queria muito ver. Ele viu! Porque eu apaguei tão logo começou. Ele bem que tentou me manter acordada tal a alegria dele com esse filme.

Um outro visto também junto com ele foi há pouco tempo eu apagar tão logo o filme começou. Foi com o ‘Todo Mundo em Pânico 4′. O lance maior foi quando acordei no finalzinho e fiquei com a impressão de que não perdi nada. Filme ruizinho! E eu vi o primeiro dessa série e desse eu gostei. Ainda bem que foram só esses dois que eu dormi. Com isso na companhia desse sobrinho o saldo está para lá de positivo.

Um do Gênero Comédia que me levou a altos cochilos, a ponto de apagar de vez da metade do filme em diante, foi ‘Cruzeiros das Loucas‘. Eu até estava a fim de ver porque eu gosto do ator Cuba Gooding Jr. Mas não consegui resistir. Mas acordei de toda no filme seguinte, ficando atenta até o final.

the-blair-witch-projectO grande mote desse filme – ‘A Bruxa de Blair‘ -, estaria em mostrar o quanto o medo pode influenciar uma pessoa. Causando pânico mesmo. Mas a mim ficou uma sensação de uma brincadeira num piquenique entre estudantes. E com isso, ou por conta disso, o filme me levou a altos cochilos. Pode ter sido porque eu vi dublado, e pela tv. Mas esse também é mais um que quero me dar outra chance de rever. Tentar ver se nessa segunda vez pelo menos um friozinho na espinha eu venha a sentir.

Foram poucos os filmes que causaram esse efeito em mim. Poucos, nos que eu de fato me programei para assistir. Pois como citei, os que por acaso estão passando na Tv, onde a liguei apenas para dormir mais rápido, esses nem considero. Como também, nem ficaram registros dos nomes.

Bem, se estiverem com problemas de insônia, ficaram aqui umas sugestões. E vou gostar de conhecer a de vocês. Será uma troca de figurinhas, no mínimo saudável, já que uma boas horas de sono faz bem a saúde!
See You!

[Valéria Miguez (LELLA), em 15/08/2008]

DIA 21-12-12: O FIM OU RECOMEÇO?

2012 – Eram os Maias deuses?Anunciaram e garantiram / Que o mundo ia se acabar / Por causa disso / Minha gente lá de casa / Começou a rezar / E até disseram que o sol / Ia nascer antes da madrugada / Por causa disso nessa noite / Lá no morro / Não se fez batucada / E o tal do mundo / Não se acabou.” (Assis Valente)

A essência dos encontros ao longo da nossa vida nos faz novos seres, promovendo a evolução da alma.

knowing_movieEstamos sempre a deparar com contagens e insanos relatos de quando e como o mundo em que vivemos e como conhecemos irá acabar. Ter um fim fatídico e irrevogável. Essas visões proféticas sempre foram provocadas pela “religião” (qualquer uma), mas depois de todo alarde climático, a ciência (em todos os níveis) também resolveu fazer suas previsões – muito semelhantes às da religião.

Quantas foram às vezes que o mundo acabou?

Uma conta realizada há anos atrás dizia que a data de nascimento de Adão e Eva fecharia um ciclo de sete mil anos e o mundo acabaria no dia 21 de maio de 2011. Uma possível data para acontecer o que já cansamos de ver nos filme de grandes catástrofes em Hollywood. Teve também a tensão do dia 06/06/06 o dia da besta; o fim do mundo no ano 1000 e tantas outras datas que “profetizaram” o fim do mundo. Na retrospectiva do Apocalipse não podemos deixar de citar a virada do século e do milênio no ano 2000 onde mundo novamente correu o risco de se acabar. Pode parecer contos de fadas, ou mais uma teoria mirabolante, mas novamente os homens afirmam através da interpretação de uma suposta “profecia” presente no calendário projetado pelos maias, que o mundo acabará no dia 21 de dezembro de 2012.

E o cinema não poderia deixar de dar sua versão dos “fatos”.

2012-movie-posterO filme “2012”, que tem como ponto de partida uma suposta previsão dos povos ameríndios, em seus calendários astrológicos (que é diferente de astronômico) de ritos e cultos ao sol, aonde só vai até o dia de 21 de dezembro de 2012. Justificativas mil se somam para corroborar essa tese, desde alinhamentos planetários, radiação solar, inversão de pólos magnéticos do planeta… Apresentando catástrofes e eventos que estão acontecendo como inundações, mudanças climáticas, tsunamis, terremotos e vários outros fenômenos da natureza. O filme também retrata uma série de eventos cataclismáticos que estão previstos na bíblia. Narrando tudo com alta tecnologia com uma ótima qualidade, com efeitos visuais maravilhosos com cenas de muita ação. Este tema é algo intrigante e amedrontador que sempre nos faz pensar em nossa existência.

O filme “Presságio” é uma obra que também trabalha o tema apocalipse. Para aqueles que possuem algum conhecimento bíblico sobre o fim dos tempos, o filme apresenta conceitos básicos sobre a sequência de eventos que a Bíblia relata que acontecerão no fim dos dias. O filme é profundamente carregado de simbologia bíblica.

O Livro de Eli (The Book of Eli. 2010)Ao falar de simbologia bíblica não podemos deixar de citar filme “O Livro de Eli“: “Num mundo pós-apocalipse, onde o sol é tão intenso que obriga as pessoas a cobrirem diversas partes do corpo, além de protegerem os seus olhos para não ficarem cego, Eli peregrina por entre becos e locais destruídos rumo ao Oeste, carregando consigo um livro a qual lê todos os dias. Em sua jornada, Eli se depara com inúmeras aventuras, em parte devido a um mundo habitado por homens desnudos de honra, ética e moral – em sua natureza mais selvagem, cujo objetivo de vida é apenas sobreviver ao término do dia.” No decorrer da história, sabemos que Eli carrega consigo o único exemplar do livro sagrado de Deus – a Bíblia. A Bíblia, na visão de Eli, não representa somente a salvação do mundo através da propagação da fé, nem somente a ordem tão necessitada nestes dias tenebrosos, mas significa também o compromisso com a sua própria crença, afinal foi uma voz que lhe pediu para percorrer esta empreitada.

O Livro de Eli (The Book of Eli. 2010)Em ‘O Livro de Eli’ se percebe a ausência da fé em meio a nossa contemporaneidade, os mitos relacionados com o fim do mundo estariam abalando a fé, a esperança de inúmeras pessoas, que já contemplam o suicídio, o abandono de suas casas, a busca por refúgio em fortalezas ditas seguras.

David Morrison, cientista da NASA diz: “Há cerca de quatro anos, em 2008, comecei a receber cerca de cinco perguntas por dia sobre o apocalipse em 2012, e agora aumentou. A pergunta mais comum é se o mundo irá acabar no dia 21 de dezembro deste ano“, explicou em declarações à televisão norte-americana ABC. Declara o cientista: “Acho sempre tudo muito estranho, porque a ideia de o mundo acabar é absurda. Há mesmo quem pense ‘o mundo vai acabar, mas se eu construir um bunker no quintal, vou sobreviver’? Tudo mitos“, diz o cientista. “No dia 22 de dezembro, quando nada disso acontecer, esperarei um pedido de desculpas“.

Até quando viveremos em uma sociedade compulsiva e capitalista? Quando os homens perceberão que a tecnologia é um bem favorável, mas que representa uma ameaça à vida humana? Como nós queremos o mundo daqui a 20 anos? Que futuro nós projetamos para os nossos filhos? O que nós precisamos mudar para melhorar o planeta em que vivemos?

fim-do-mundo-ou-recomecoAtualmente a vida perdeu o seu valor, saímos de casa e não sabemos se retornaremos com vida, a violência humana cresce de forma patológica, invadindo as nossas casas, ruas, becos, florestas, o nosso mundo. Inúmeras são as produções cinematográficas que relatam os mesmo: “Valente” (The Brave One), “Irreversível“, “Senhores do Crime”, “Traídos pelo Destino”, “Menina Má”, “Ponto de Vista”, “Paradise Now“, “Tropa de Elite”, “À Espera de um Milagre”, “Antes que o Diabo descubra que você está morto“, “Bon Cop Bad Cop” e tantos outros que revelam as características físicas e psicológicas dos monstros que vivem a difundir a dor, o medo e a morte.

tempos-modernos_posterOnde está à sociedade humana pregada em muitos poemas, contos, crônicas e artigos espalhados pelo mundo afora? Por que de tanta ganância, de desejo de poder? Há todo momento via internet, rádio e TV noticiam a destruição causada pelo desequilíbrio da natureza, nos mostrando que o mundo começa a dar sinais de alerta. O homem do século XXI deve buscar o progresso tecnológico, mas com uma visão ampla onde se pode avistar o futuro de forma clara e saudável. O meio de produção e a busca incessante pelo capital tornou a humanidade meras peças que a cada dia contribui para a destruição do meio onde se vive. Ideia bem difusa no filme “Tempos Modernos” (Modern Times, 1936). Um verdadeiro efeito dominó, onde foram gastos anos para conquistar o “progresso”, mas em segundos este progresso “destruirá o planeta”.

palestina-israel-libanoChega de tanta guerra em nome do poder, vamos difundir a paz.

Quando vejo um ser humano destruir o outro sinto o desequilíbrio na alma. Por que e para que matar um irmão? Quando analisamos o Oriente Médio nos deparamos com a violência explicita, resultante da “falta de consciência sobre o valor da vida, do amor e da arte de viver” lamentavelmente contextos que bravamente são trabalhos em obras cinematográficas como: “O Suspeito”, “O Reino”, “Caminho para Guantánamo”, “Rede de Mentiras”, “Nesse Mundo”, “Onde no mundo está Osama Bin Landen?”, estas obras nos faz bater de frente com exílio, o terror projetado pelos terroristas, a morte que de forma torturante persegue homem e mulheres.

O que está acontecendo com o mundo? O que se passa na cabeça dos homens?

Todos nós podemos dar nossas opiniões, ideias e sugestões para o futuro. As pessoas precisam abrir mão da sua própria identidade e pensar no coletivo. O “nós” passa a ser mais importante do que o “eu”.

melancolia_filmeOs devaneios da consciência humana me remetem ao filme “Melancolia“, de Lars Von Trier. Uma verdadeira obra-prima. Um trabalho contextualizado nos devaneios da vida humana. Como ser humano que vive os conflitos do mundo contemporâneo, afirmo que esse filme é o que melhor trabalha os comportamentos humanos. Podemos percebemos que o mesmo trabalha com pequenas falhas da memória, sinais de depressão, confusão mental, agressividade, devaneio, desequilíbrio emocional e inúmeros comportamentos que compõe o ser humano. O filme nos obriga a refletir sobre um dos maiores temores e incertezas do homem: como será o fim do mundo? De fato isto acontecerá? Lars Von Trier facilmente choca o telespectador, ao revelar nossa fragilidade perante a natureza e o universo. Fazendo-nos chegar à conclusão de que vivemos a plenitude do nada, de uma existência complexa e dolorosa; onde acreditamos ou desacreditando em uma esperança para reviver o possível amanhã. A humanidade propriamente dita está semeando o apocalipse e o que parece estar distante da nossa realidade, amanhã pode ser o cenário presente a nossa volta.

Portanto, é visível que a humanidade caminha em direção ao progresso, no entanto não podemos deixar de dizer que “tudo que levou o homem ao apogeu será os principais elementos que o levará ao declínio, a um era de destruição, caos e extinção da vida humana”.

AVATAR_2009_Zoe SaldanhaUrgentemente precisamos entoar o grito mundial de alerta, primorosamente narrado no filme “Avatar“, de James Cameron. O qual teve audácia de trabalhar temáticas que nos perturba no dia a dia. Descrevendo histórias que provam a existência e a não existência de vida fora da terra. Um filme que busca descrever os mistérios do existir, a dicotomia entre céu, terra, mundos, mitos, espiritualidade, natureza e problemáticas que nos circunda. É um filme que emocionalmente nos leva a reflexão sobre o mito que construímos sobre os alienígenas ao longo da história da humanidade, além de retomar assuntos que faz presença nas noticias mundiais como: conservação e preservação de recursos naturais assim como também a sobrevivência das pessoas. Fazendo-nos lembrar da situação que estamos vivendo hoje com a natureza.

Infelizmente nosso planeta é afetado por vários problemas ambientais, muitos deles provocados por diversas ações humanas. Estes problemas afetam a fauna, flora, solo, águas, ar e etc. Se não pararmos as máquinas que devastam, o desperdício que inutiliza as ações que consomem desmesuradamente e a violência que agride o ambiente… Corremos o sério risco de sermos os próximos na lista de animais em extinção…

a-corrente-do-bem_01Em suma, não queremos concretizar este “apocalipse”, vamos juntos lutar por um futuro melhor; unidos poderemos transformar a realidade do amanhã. O mundo vai ser muito melhor quando começarmos a viver a filosofia do “bem-viver”. E, não importa o que aconteça em 2012. Se vivermos de forma consciente os efeitos das nossas ações,  aprenderemos a conviver em completa harmonia e, em 2013 estaremos comemorando o renascer de uma nova era: A Era em que os humanos aprenderam a conviver em paz e harmonia, respeitando o mundo que vive a sua volta.

recomecar

Armas de Fogo em Casa + Crianças ou Adolescentes = ?

vermelho-como-o-ceuO tema de hoje me veio com o filme “Vermelho Como O Céu“. Por conta de algo trágico que ele traz, assim como porque foi baseado em algo que de fato aconteceu. Por ele, essa equação no título. E nem fui atrás de estáticas para obter um resultado. Claro que há crianças que passarão incólumes a isso, e até em crescer não querendo ter uma arma. Mas num mundo tão violento, mensagens, ou até reflexões acerca de um ‘Desarme-se!‘, se faz necessário. É por aí o nosso papo. Vem comigo!

menina-comendo-brigadeiro-na-panelaQuando eu e meus irmãos éramos crianças, houve um período em que meu pai consertou algumas armas de algumas pessoas. No princípio, ele ali com a arma toda desmontada, nos levava… – é, o termo é esse mesmo -, pois o que estava subentendido ao nos mostrar aquele mecanismo era na verdade ele nos levando a entender o poder de destruição daquele objeto. E para nós, criados entre plantas e pequenos animais (Tínhamos cachorro, pintinhos, porquinho-da-índia, codorna…), e muitos amiguinhos (Pessoas.)… Enfim, para nós que amávamos todos, era um disparate o matar alguém. Quando sozinhos em casa, não batia em nós em sequer tocar numa delas; e crescemos sem querer possuir uma. Nosso fogo era por um outro tipo de fogo, o do fogão. Onde o prazer maior em algo proibido, estava em preparar doces e depois comer de colher direto da panela. Crescemos sentindo gosto e prazer em reuniões em torno da mesa da cozinha. Ah sim! Essa aventura não queimou ninguém, pois tomávamos cuidado.

Mas como no filme, tragédias podem ocorrer. Pois criança é curiosa. E quando acontecem, o que pensar? Pegando o exemplo do filme. Sozinho em casa, ele improvisa uma escada – um banquinho em cima de uma cadeira -, para segurar a arma. Mas em ouvir alguém chegando, receoso e nervoso, ao tentar colocar a arma no lugar, caem ele e a arma. Ela ao cair, explode perto do rosto dele. Ferindo gravemente seus olhos.

Então, ainda nessa reflexão. O porque dele ter ficado assustado. Seria por saber que estava fazendo algo errado? Por conta disso, estaria temendo uma punição dos pais? Se for por ai, não seria melhor não ter uma arma em casa? Ou não a colocando-a à vista e em local alto? Sobre o filme, “Vermelho Como o Céu“, mais detalhes aqui.

Seguindo agora sobre o poder e fascínio em ser ter uma arma de fogo. Dela virar um apêndice da pessoa.

A princípio, a única lógica que eu vejo nessa posse está em tirar a vida de alguém. Pois ela mata. Mas tem quem cujo discurso é o de se defender. Mas mesmo antes de haver um ataque? De posse de uma arma, termina por relegar o instinto de defesa que nos é nato. O que pode ocasionar tragédias que poderiam ser evitadas. Creio que numa pesquisa, o grande percentual será que não foi acidental. Que houve negligência.

bowling-for-columbineO Documentário “Tiros em Columbine” traça um perfil muito maior na cultura dos Estados Unidos em relação às armas. Que para piorar, tendem a discriminar aqueles que não se saem vencedores. E quem mais sofre essa pressão são os que estão entrando na adolescência. Cabecinhas que deveriam conhecer outros valores.

Temos também em “O Senhor das Armas” a extensão do poderio da indústria bélica. Essa frase traduz isso: “Existem 550 milhões de armas no mundo. Ou seja, uma arma para cada 12 pessoas. Meu trabalho é fazer com que as outras 11 também tenham alguma arma nas mãos“. E no mundo real, não importa se são adultos ou crianças, desde que tenha quem pague por elas.

Se é uma questão cultural, independente da nação, porque não iniciar o desarmamento do mundo dentro da própria casa? Ainda mais se nelas há crianças. Afinal, nós humanos somos ou não seres racionais? Como numa reação em cadeia, quem sabe ela alcance as ruas, o bairro, a cidade…

Mas também há aqueles que recrutam crianças. Podemos ver no Documentário “Falcão – Meninos do Tráfico“. Como também em “Diamantes de Sangue“; esse eu ainda não vi. Mas já está na lista.

tartarugas-podem-voarUm tempinho atrás, eu recebi um agradecimento, em minha página no Orkut, por ter levado para uns fóruns o papel relevante da Princesa Diana em divulgar a ação da Campanha Internacional pela Proibição de Minas Terrestres (ICBL). E o farei novamente, tão logo assistir o “Tartarugas Podem Voar“. Pelo o que sei até agora, a tartaruga no título é uma alusão a essas minas terrestres. Eis uma sinopse desse filme: Crianças mutiladas ganham a vida desarmando minas terrestres que vendem a um intermediário, que, por sua vez, ganha a vida vendendo as minas à ONU. É essa a imagem da luta pela sobrevivência num campo de refugiados curdos pouco antes da invasão americana do Iraque.

the-blood-diamondAfinal, à elas, as crianças, nós adultos devemos sim transmitir valores éticos. E em suas mãos, um livro é a melhor ferramenta que devem receber. Um brinquedo, ou um instrumento musical também. Fora às armas de fogo!

Na esperança de um Mundo sem armas.
See You!
 
Por: Valéria Miguez (LELLA). (Em 22/08/08)

Violência Urbana: Onde Vamos Parar?

the-brave-oneAtualmente se sai de casa, mas sem a certeza de que irá retornar. Cruel? É. Mas o nível chegou ao ponto de ser morto até por tiras. Onde o certo, ou o esperado, seria ser salvo por eles. Como exemplo um fato desagradável ocorrido recentemente (2008) no Rio de Janeiro onde uma pessoa fora seqüestrada, e ainda em poder do bandido, em vez de ser socorrida pelos tiras foi morta por eles. Mas fatos como esse outros Blogs poderão desenvolver melhor. Pois nosso papo é sobre filmes. Vem comigo!

Como citei antes, o de não saber se volta são e salvo para casa. Em “Valente” (The Brave One) o casal de noivos ao levar o cachorro para uma caminhada no parque são brutalmente espancados. Ele não resiste morrendo no local, ela, personagem de Jodie Foster, sobrevive. E após um tempo vai atrás dos assassinos. Até por conta da indiferença dos policiais. Filmaço!

irreversibleEsse outro filme é bem forte. A mim, ficou um não querer rever. É o “Irreversível“. Onde à saída de uma festa, uma jovem é brutalmente estuprada e espancada. Um outro, onde após sofrer um estupro, uma jovem grávida morre, mas no hospital conseguem salvar a criança. Onde uma enfermeira para tentar achar parentes da jovem acaba indo parar no centro da máfia russa. Um inferno, mas ela está disposta a só sair dela com o bebê. O filme é “Senhores do Crime” (Eastern Promises).

Há também um outro tipo de violência, que é no trânsito. Onde num descuido pode não apenas tirar uma vida, como também traumatizar toda uma família por conta dessa perda. Descuido ou relapso? Um atender o celular, ou trocar um cd, ou outra coisa onde achando que será rapidinho, pode vir a resultar numa tragédia. Um onde isso ocorre é em “Traídos pelo Destino” (Reservation Road).

Por outro lado, filme é filme! Logo, também quero vê-lo assim. Principalmente com os vilões que por vezes são prejudicados pelo politicamente correto. Que em alguns filmes estadunidenses exageraram no pós 11 de Setembro. Um deles, até fiquei com vontade de lançar uma campanha. Essa: ‘Salvem os Vilões dos Filmes!’. O filme é o “Ponto de Vista” (Vantage Point).

Por querer tentar entender o que se passa na cabeça de um homem-bomba, eu assisti “Paradise Now“. Recomendo! Até por tirar a visão esteriotipada que a mídia lança sobre ele. Não que com isso iremos aprovar, ou mesmo abonar esse ato para lá de violento. Mas é sempre bom ver a outra versão do fato.

folegoAlgo que também gostaria de entender é o porque de certas mulheres sentirem fascínio por criminosos. Por conta disso, uma simples leitura numa sinopse, foi o ponto de partida para assistir “Fôlego” (Soom). Onde uma dona de casa vai procurar um criminoso que se encontra no corredor da morte, após saber que o marido a trai. Como citei em meu texto, esse é um filme para um olhar mais maduro.

Por vezes, a violência está dentro de casa. Quer ela seja física, ou em atos contra o patrimônio dos pais. Como no “Antes que o Diabo descubra que você está morto“. Onde o filho mais velho alicia o caçula para assaltarem a joalheria dos pais. Como trabalharam nela sabiam de todos os detalhes da segurança. Mas imprevistos acontecem…

boncopbadcop4Eu gosto de filmes policiais, também. Não apenas por vê-los em ação, como também em conhecer seus dramas pessoais. No mais recente que eu vi, fiquei pensando se também não teria feito o mesmo que o personagem do Keanu Reeves fez com os pedófilos. Pois ele é um tira do tipo: ‘se houve flagrante para que ter despesas com júri e tudo mais‘. O filme é “Os Reis da Rua” (Street Kings). Subindo o mapa um pouco, um canadense que me fez rir bastante. É o “Bon Cop, Bad Cop“. Onde dois tiras, cujo métodos de investigação são antagônicos se vêem obrigados a trabalharem juntos para desvendarem um crime em série.

Bem, esse tema também me fará voltar a ele. Sendo assim, como fã de Daniel Auteuil, termino por aqui deixando a sugestão de “O Adversário“. Um filme que nos deixa perplexos pelo o que o personagem dele fez. E tudo por querer manter o status quo.

Que o final de semana seja sem violência para Todos nós! Que fique nos filmes!
See You!

Por: Valéria Miguez (LELLA). (Em 18/07/08)