Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança (2011)

Por Giovanni COBRA.

Filho do capeta. Padre mulato de olhos verdes. Mãe bonita, sarada e brigona. Pai é o diabo em pessoa. Capanga malvado que depois se transforma em um albino apodrecido. Sacerdote canastrão careca que não largou o ar de “highlander”. E ele, ele, meu antigo ídolo, Nicholas Cage, como o atormentado ex-motoqueiro de acrobacias, o Johnny Blaze, que ao se irritar se transforma no demoníaco Motoqueiro Fantasma!

Parece que vai dar jogo, pois o visual está caprichado, a mudança para o formato em chamas é muito bem feita e até a moto segue o padrão.Então, o que há de errado? Além da infame peruca de Nicholas Cage? Um sujeito que fez “Feitiço da Lua”, “Despedida em Las Vegas”, “O Senhor da Guerra” e agora se mete em mais uma roubada dessas?

Primeiro, a moto não é uma Harley. Pecado mortal moto diferente e o mesmo barulho milenar das grandes choppers. Respeito a V-Max, mas não dá! Outra coisa; se é para rodar nos arredores da Romênia, porque não aproveitou mais o Lago Vidraru ou então o Castelo Hunyad? E ficou meio que paradão em Bucareste?

Segundo, quando vai se modificar, precisa daquele tanto de caretas? Em vez de sofrimento, ficou trash demais… E o roteiro? Não é meio ilógico o capeta ficar sempre distante do maior rival e não enfrentá-lo, nem que seja em uma luta final? Afinal bandido bom é bandido que mete medo, não? Aliás, nem o sujeito brancão ficou amedrontador, parece mais um roqueiro meio que datado.

Terceiro, já que o negócio é ação, capricha nas cenas. Bota fogo nelas! Uma das poucas que formam uma sequência adequada é cuspir bala depois da metralhada. Ficou bom. De resto as inúmeras possibilidades que uma moto oferece e o poder do Motoqueiro juntos, ficaram muito aquém.

Diante desse quadro tentei apreciar as locações na Turquia, onde estive o ano passado. A Capadócia é daquele jeito mesmo e andar de balão lá é show. Também o pequeno flash de Pamukkalé é legal. E no fundo o padre é o personagem mais interessante, pois além de saber apreciar um bom vinho, toca bem a moto, sem firulas e fala grosso quando necessário.

O final é muito fraco, decepcionante, até. Fico bestificado ao ver Nicholas se meter num troço desses, que só não é pior do que o filme original porque não tem jeito.

O que há de bom: motos, alguma coisa das estradas da Romênia e o visual da Turquia
O que há de ruim: desrespeito ao personagem suas origens, sua moto e tudo o mais
O que prestar atenção: tem hora que ele rejeita a maldição, depois a aceita e até a quer de volta
A cena do filme: a mijada

Cotação: filme regular (@@@)

Lembranças (Remember Me. 2010)

Remember Me, Lembranças e Robert Pattinson

Para quem conhece o trabalho do ator Robert Pattinson somente das histórias vampirescas ou de aprendiz de feitiçaria, não imagina que o rapaz é um pouco mais que um rosto bonito; ele tem um talento singular e seu público cativo certamente não faz ideia, podendo se surpreender com outros trabalhos de sua filmografia. A Prova está em duas de suas últimas atuações: o drama “Remember Me” (Lembranças) e “Poucas Cinzas” - neste último ele protagoniza o pintor surrealista Salvador Dali quando jovem.

Em Remember Me, Robert Pattinson é Tyler, um rapaz rebelde, sofrido e traumatizado por ter perdido o irmão mais velho, difícil para ele, tão jovem, entender e aceitar a morte desse ente querido. Além disso, enfrenta outras questões de ordem familiar: desentendimento com o pai, assuntos particulares mal resolvidos e a mais delicada de todas é que ele se sente responsável pela irmã caçula o qual cumpre muito bem esse papel dedicado, zelando por ela que é vista pela sociedade como uma garota problemática ou ”diferente”, os pré-conceitos da vida, e lhe dá apoio e carinho na medida certa. A tristeza parece ser sua companheira inseparável instigando-o a amar profundamente pessoas a seu redor, seus amigos e por fim sua namorada, sem aquela necessidade ou cobrança de declarações verbais exageradas como de praxe, e sempre que possível procura se afastar de estranhos, mantendo-se numa redoma invisível de proteção, não se importando muito com o que pensem a seu respeito. Isso faz lembrar um determinado personagem saído das páginas da literatura dando um tom bucólico encantador e quase que não permitindo acesso ao mundo arbitrário, cortando a comunicação entre o real e a fantasia.

O filme é comovente, porém, trágico do início ao fim, deixando sequelas e marcas na alma dos mais emotivos. A história é ambientada em Nova York de 1991, mostrando um violento assassinato de uma mãe bem diante da pequena filha e também diante do espectador. Dez anos depois Tyler (Pattinson) transformou-se num rapaz atormentado e triste. O filme é recheado de detalhes que envolvem fatalidades e semelhanças com o mundo real. Uma mera coincidência? Uma história por assim dizer, emblemática, impossível esquecer, ou simplesmente passar a borracha e apagar da memória; são fatos que se carregará como uma cruz para o resto da vida. Mesmo não sendo dono da história são lembranças que deixam cicatrizes profundas em nossas mentes. Era uma vez… o conto pega carona na tragédia de um povo, usando como pano de fundo para contar outra fatalidade.

Parece mesmo que o galã Robert Pattinson amadureceu…. E eu nem sou fã dele. “Lembranças” é um belo e singelo filme.

Tyler Roth (Robert Pattinson) sente-se frustrado por tentar se recuperar emocionalmente e enterrar de vez a tragédia que marcou sua vida, mas sua luta parece ser em vão. Durante muito tempo a dor continua intensa, difícil de superar.  Nesse meio tempo, ele conhece Ally (Emile de Ravin), a filha de um policial, que teve a mãe brutalmente assassinada. Percebendo que pode compartilhar seu pesar com ela, os dois acabam se apaixonando e o nobre sentimento começa a libertá-lo da angústia. Tyler descobre que a perda pode ser superada e a amargura que envenenava sua alma pode ser curada a partir desse envolvimento na companhia de Ally.

Não se trata de uma obra fácil e Robert Pattinson acaba carregando “Lembranças” nas costas. O desfecho inesperado pode decepcionar aos amantes de finais felizes, mas talvez concluam que o investimento foi válido porque o fato trágico lembrado aqui é suficientemente complexo para qualquer entendimento da razão humana. E finaliza unindo os laços afetivos que havia se perdido.

O filme basicamente usa a tristeza como alegoria. Talvez por nos remeter a fatos do mundo real ainda latente. Vale conferir porque a vida é feita de momentos.
Karenina Rostov

*
Diretor: Allen Coulter

Elenco: Robert Pattinson, Emilie de Ravin, Chris Cooper, Lena Olin, Pierce Brosnan, Martha Plimpton, Peyton List, Ruby Jerins.
Produção: Carol Cuddy
Roteiro: Will Fetters, Jenny Lumet
Fotografia: Jonathan Freeman
Trilha Sonora: Marcelo Zarvos
Duração: 113 min.
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Drama

Titanic – Uma lenda do Cinema Mundial

Titanic é uma produção hollywoodiana que narra a história de amor de dois jovens amantes, bem como a tragédia com o transatlântico RMS Titanic. Foi lançado em 1997. Roteiro e Direção de James Cameron. Um grande sucesso de bilheteria e de crítica, ganhando 11 prêmios da Academia (ficando como o primeiro no ranking do Oscar uma vez que “Ben Hur” mesmo tendo também 11 prêmios vindas de doze indicações, enquanto Titanic teve catorze) e 3 Grammys. O filme ganhou uma versão em 3D, num lançamento mundial em abril de 2012, data que marca 100 anos do naufrágio.

A história é sobre dois jovens de diferentes classes sociais Jack Dawson (Leonardo DiCaprio) e Rose DeWitt Bukater (Kate Winslet) que se apaixonam durante a viagem a bordo inaugural do Titanic em 1912. Embora a história de amor seja fictícia, muitos dos personagens como tripulação e passageiros, foram baseados naqueles que estavam realmente abordo do navio real. Os amantes: Rose e Jack representam muito bem o papel de Romeu e Julieta do pós-modernismo.

Na trama, cenas de emoção são adicionados com outras que retratam o heroísmo óbvio pelos membros da tripulação. Joseph Bell, o engenheiro-chefe, e seus homens trabalham desesperadamente até os últimos instantes. Wallace Hartley, o maestro e sua orquestra, continuam a tocar música edificante para o fim, mesmo quando o navio afunda.

O filme é uma obra de arte que emociona e destaca com propriedade o “mito da arte de amar”, uma produção cinematográfica que pragmaticamente eternizou os sentimentos existentes nos mais belos poemas épicos e versos da odisséia.

Titanic é um filme encantador que nos faz lembrar de um poema que transcrevi em um momento de profunda reflexão da alma:

O Fluxo das Coisas Eternas

Nada é “eterno”, no entanto tudo se transforma…
As pessoas mudam, o mundo muda e tudo passa.
O existir é um constante ir e vir.
É bom saber que amanhã é um novo dia.
Erramos hoje, mas tudo se faz novo quando o sol renasce na imensidão do céu azul.
O tempo é o senhor de todas as coisas, ele encarrega de eliminar as dores, os medos e os dissabores de uma vida plenamente vivida.
O mundo é um verdadeiro comboio de emoções; onde a essência amor mantém a legião de seres humanos vivos e determinados a sonhar e sonhar.

Quando falamos de sentimentos, é bom saber que o amor tem tendência a se desabrochar, fundando um belo jardim florido, mas o ódio, ou seja, o amor na forma mórbida permanece constantemente sem vida, inóspito, mas sensível ao poder do tempo. O tempo vai além de “tudo”, sobrepõem os ritmos, culturas, sociedades e as diversas realidades. Enfim, a vida é um percurso de histórias distintas, complexidades transmutáveis e sentimentos variáveis.

O filme é um clássico do cinema mundial. Titanic será sempre uma lenda dentre tantas produções cinematográficas.

Em suma, Titanic é uma obra prima que tem o poder de eternizar a arte de viver e acima de tudo de ensinar, libertar e compreender uma sociedade contemporânea; buscando concretizar a memória, os momentos históricos, individuais e sentimentos de ontem para uma geração futura.

Dhiogo José Caetano

A Corrente do Bem (2000). A Conta que Muda o Mundo (Cinema, Educação e Rede Social)

Por José Antonio Klaes Roig, do Blog Educa Tube.

Estava zapeando canais de TV, de noite, quando eis que paro justamente na cena acima do filme A Corrente do Bem, que já havia assistido tempo atrás, mas não com o enfoque educacional. Dessa feita, percebi o quanto é possível trabalhar cinema, educação e redes sociais através desta cena ou do filme como um todo.

A conta que pode mudar o mundo é bem simples, como na cena demonstra, mas para se atingir o resultado satisfatório requer que acreditemos no que pregamos, sejamos pais ou educadores…

Nós somos o elo de uma corrente e podemos dar continuidade ou quebrá-la, com nossas ações… Como educadores, temos ou deveríamos ter a consciência, como disse alguém certa vez, que não educamos para o Hoje, e sim para o Amanhã… Não ensinamos uma turma, mas uma geração! E como blogueiros educacionais não temos a dimensão de nossas ações no mundo real, a não ser quando alguém deixa algum comentário… Mas se socializamos nossa prática, divulgamos ações, atividades, projetos relevantes nossos, da escola e/ou de outros colegas, estamos ampliando a corrente e mostrando ao mundo virtual, o que a grande mídia desconhece ou não mostra no horário nobre…

A corrente do bem é pensar, não apenas em ações imediatas com resultados instantâneos, mas ações a médio e longo prazo, que sejam aplicáveis, sustentáveis e significativas… Mas pra isso, é preciso saber mediar o tempo, o espaço, os recursos, sujeitos e agentes envolvidos neste processo… Planejar tudo isso é preciso… Boas ações não se mantém com apenas boas intenções…

A corrente do bem não é criar grandes projetos – muitos mirabolantes e pouco executáveis – para concorrer a premiações, mas fazer coisas simples, autênticas e de uma praticidade que motive outros a também seguirem o exemplo, e ai, por si só, o reconhecimento virá…

E cada vez mais, num mundo cheio de estímulos visuais, para se envolver o aluno é preciso conhecer esse novo mundo do jovem… que é bombardeado por todo tipo de coisa, sem o devido acompanhamento dos pais… E a corrente do bem precisa necessariamente iniciar na família, continuar na escola e seguir nos demais ambientes sociais… precisamos ser o exemplo do que queremos propor.

A pedagogia do exemplo tem que começar sempre por nós, eis a conta que pode mudar o mundo, a começar pelo nosso próprio…

Aprendi com meu pai, que pintava sempre as mesmas paisagens, mas nunca os quadros eram iguais um ao outro, haviam tons e detalhes únicos em cada um… Assim deveria ser o ato de educar, repetir-se enquanto artista sem ser uma repetição da mesma obra… Múltiplos olhares sobre a mesma paisagem humana…

Disse César Coll: “Tão importante quanto o que se ensina e se aprende é como se ensina e como se aprende“. Metodologia e didática adequadas áquele tempo e espaço propostos dão significado à prática escolar, que precisa promover significação para o aluno… Afinal, como declarou Carl Rogers: “Os educadores precisam compreender que ajudar as pessoas a se tornarem pessoas é muito mais importante do que ajudá-las a tornarem-se matemáticas, poliglotas ou coisa que o valha.” Educar para o mundo e para a vida, antes mesmo que para o trabalho… O sentido da vida é justamente buscar um sentido, um significado para a existência, dentro de uma corrente, de uma rede social…

A Corrente do Bem (Pay It Forward. 2000).

Livro: Crônicas Vampirescas: A Rainha dos Condenados – Anne Rice

Após dois inacreditáveis sucessos literários com “Entrevista Com o Vampiro” e “Vampiro Lestat”, Anne Rice encerra em A Rainha dos Condenados talvez seu trabalho mais bem sucedido, a trilogia principal de As Crônicas Vampirescas (título sugestivamente jovem, ao contrário dos temas abordados, então não se deixe levar por ele). É inquestionável a colaboração dessa autora para a escrita contemporânea no uso de metáforas a fim de conquistar o público pela inteligência e, simultaneamente, incorporar sua visão crítica “afiada” sobre a sociedade. Ela não só reformulou as características dos vampiros, como também criou um épico cuja complexidade até hoje influencia novos personagens da mesma safra.

Observação: Sempre que indico um dos livros das Crônicas Vampirescas para alguém, alerto para que possua bastante cautela durante a leitura porque a autora é muito feliz na exploração de seus argumentos. Logo, se você for uma pessoa muito influenciável, preconceituosa ou receosa, aconselho que não leia. Temas como ateísmo, psicopatia, depressão, guerra e sexualidade sempre estão presentes.

Em A Rainha dos Condenados, Rice atinge o ápice de sua trilogia.  Se nas suas obras anteriores havia explorado demasiadamente o ateísmo como fonte de perguntas, as quais perseguem o ser humano pelo menos uma vez na vida, nesse procura pôr em julgamento a existência do homem na Terra. Akasha é uma das personagens mais intrigantes de toda a saga. Por ser a primeira da raça, é a criatura mais poderosa de todos os vampiros e, caso seja destruída, todos os outros também irão, então nenhum sanguessuga, pelo menos em sã consciência, tenta isso (excetuando-se alguns suicidas citados na trama, esses pereceram junto com milhões do planeta no momento em que Akasha foi ferida). Porém, o mais interessante de sua história é que a personagem permaneceu imóvel durante séculos apenas observando os seres humanos através da mente dos sofredores

Ilustração de Akasha, feita por um fã, mas igual à descrição do livro.

Ilustração de Akasha, feita por um fã, mas igual à descrição do livro.

Akasha pode ser a representação da justiça temível por todos. Nas crônicas de Rice, quanto mais antigo for o vampiro, mais ele consegue ler a mente dos seres humanos a largas distâncias. Por ser a mais antiga, ela podia escutar as vozes de todos os seres humanos em sua mente. Portanto, passou séculos escutando pedidos de socorro de pessoas passando fome, sendo agredidas, estupradas e assassinadas. Isso justifica seus pensamentos inflexíveis. Ela desperta com o intuito de acabar com as guerras e promover a paz, mas com derramamento de sangue. Por ter presenciado mentalmente tantos sofrimentos de mulheres, sua decisão inicial é quase extinguir os homens do planeta, deixando apenas um a cada cem mulheres (passando o controle da população para elas). Isso, obviamente, é confrontado por Lestat e os vampiros mais velhos que terão, após anos de matanças por prazer e sobrevivência, que defender os seres humanos. Mas nem os vampiros escaparam de seu juízo, Akasha percorreu o mundo matando todos, exceto aqueles por quem seu amante (Lestat) tinha consideração e os anciãos, os quais não poderiam ser destruídos por ela.

Apesar de ter uma solução estúpida para acabar com o sofrimento humano, é através de Akasha que Rice faz uma crítica ao feminismo, será mesmo que um mundo constituído apenas por mulheres terminaria com as guerras ou elas (as mulheres) também precisam dos homens para coexistirem? A rainha se contradiz em suas teorias ao necessitar urgentemente da companhia de Lestat como companheiro. Todavia, apesar da resposta parecer óbvia em nossas mentes ao lermos a proposta, Anne Rice constrói uma personagem que sabe lidar bem com as palavras e, quando estamos lendo, ficamos aturdidos ao tentar imaginar mais argumentos além daqueles utilizados por Lestat para convencer a Rainha (Akasha sempre consegue calar seus ouvintes com boa argumentação). E é aí que notamos o grande talento da autora em discursos, afinal o livro também pode ser uma aula sobre as formas de se portar num debate. Mas, partindo para o lado mais metafórico, Akasha representa a perda de controle por parte daqueles que possuem poder para governar, mas não o sabem aplicar com sabedoria, apenas com conhecimentos defasados.

Em sua vida humana de rainha do Egito, ficou assustada ao saber que os deuses não existem e, por isso, tem a necessidade urgente de tornar-se uma forma de expressão daquilo em que mais confiava para então viver em paz com sua consciência. Dessa forma também estará enquadrando seu círculo social à sua época. Dito isso, dá para imaginar a corrente de metáforas que essa personagem carrega. Os costumes de seu tempo já estão alterados e, assim como ocorre com outros vampiros, há algo em sua mente sufocando-a por notar que mundo não é mais o mesmo e o povo não reza para Ísis, identidade assumida por ela após tornar-se vampira.

Mas se você está pensando que o livro é apenas sobre isso, está muito enganado(a). Uma das façanhas mais admiráveis da autora é a de criar mitologias. Anne recria, através de descrições minuciosas, o Império Egípcio, dando mais realidade aos seus personagens. E a leitura é tão convincente que não é de admirar o surgimento de dúvidas a respeito da veracidade das informações contidas no livro. O contexto histórico narrado pela autora muitas vezes é fictício, mas é tão bem descrito que passamos a acreditar que aqueles costumes realmente fizeram parte de uma cultura em determinado momento. O segredo para isso é que Anne mescla elementos reais com fictícios de maneira surpreendente, afinal ela é fiel aos princípios da trama e aos leitores, não deixando escapar muitas evidências de algo inventado por mera distração, a impressão deixada demonstra uma base crítica contínua, excluindo a percepção ágil de um acontecimento ridiculamente impossível.

Apesar de, na época em que escreveu o livro, Rice ser atéia, ela evita ofender qualquer religião. Uma demonstração disso é que tudo na história é retratado como misterioso. Alguns personagens passam por situações em contato com o além, porém jamais é revelado o que ocorre após a morte. E é essa dúvida sobre o outro lado que impede os vampiros do suicídio, pois eles temem o castigo ou sofrimento eterno.  Visto isso, Rice decide utilizar alguns conhecimentos históricos para criar uma origem coerente, mesmo que fictícia, para os vampiros.  Fazendo um misto de todas as crenças apresentadas em sua mitologia, ela apresenta a mais assustadora criação dos vampiros. Não desejo estragar a surpresa para aqueles que pretendem ler, porém acrescento para não aguardarem algo leve, pois mesmo a trama sendo carregada de críticas sociais, há vários momentos de puro terror.

Sobre o romance amoroso de Armand, acredito que seja desnecessário comentar algo a respeito da sexualidade dos vampiros, visto que quem leu as obras anteriores não se surpreenderá com o rumo tomado por alguns personagens nesse desfecho. Isso pode ser melhor trabalhado numa possível análise sobre o primeiro livro. O único problema de continuidade que notei nesse livro foi a permanência da humanidade de Louis. Sei que ele continuou bastante humano no término do filme Entrevista Com O Vampiro, porém isso não ocorre na primeira obra, Louis torna-se frio no fim do livro, mas em A Rainha dos Condenados permanece sensível ao sofrimento alheio, sinceramente essa característica pode ser responsável pela superficialidade da personagem nessa terceira crônica.

Admito que fui ler A Rainha dos Condenados receoso de uma possível perda de qualidade na trama por conta das duas obras anteriores terem sido tão bem sucedidas e explorarem o universo vampiresco de forma bem ampla. Anne Rice nos surpreende a cada momento e a história nunca desacelera, como em Entrevista Com o Vampiro. Rice nos traz vários questionamentos sobre a crueldade do ser humano na terra e confirma o fato de seus vampiros serem tão cruéis quanto a humanidade consegue ser. Rice criou as obras definitivas sobre vampiros e, caso você não acredite, vá ler sem arrependimentos e apagando a  péssima adaptação cinematográfica da memória. Digo isso porque nenhum outro autor conseguiu explorar tão bem o psicológico dos vampiros de forma reflexiva abrangente sem esquecer os elementos fundamentais das criaturas, apesar de John Ajvide Lindqvist, de Deixe Ela Entrar, chegar bem perto.

Leitores e cinéfilos, passem longe desse filme.

Dossiê: trechos do livro (lançado pela editora Rocco). Tradução de Eliana Sabino.

Diálogo de Armand: “Nesta época de agora existe uma horrível solidão. Não, escute. Naquela época morávamos seis ou sete em cada quarto, quando eu ainda era um dos vivos. As ruas das cidades eram mares humanos; e agora, nestes prédios altos, almas ignorantes vivem em luxuosa privacidade, contemplando através de uma televisão o mundo distante onde se beija e se toca.”

Diálogo da Rainha dos Condenados (Akasha): “Este pode ser considerado um dos séculos mais sangrentos da história da raça humana. De que revoluções você está falando, se milhões de pessoas foram exterminadas por uma pequena nação européia por causa do capricho  de um louco, e cidades inteiras foram destruídas por bombas? E os filhos dos países desérticos do Oriente combatem outros filhos em nome de um Deus antigo e déspota!  As mulheres do mundo inteiro jogam os frutos de seus ventres no esgoto. Os gritos dos famintos são ensurdecedores, porém não são ouvidos pelos ricos que se divertem em suas cidadelas tecnológicas; as doenças grassam entre os famintos de continentes inteiros, enquanto os doentes em hospitais milionários gastam a fortuna do mundo em refinamentos cosméticos e na promessa de vida eterna através de pílulas.  – Riu baixinho.  – Alguma vez os gritos dos moribundos soaram assim tão fortes aos ouvidos daqueles que podem ouvi-los? Alguma vez derramou-se mais sangue?”

Os Vingadores (The Avengers. 2012)

Os Vingadores é uma produção cinematográfica de ficção cientifica, dirigida por Joss Whedon. No filme encontramos todos os personagens do “mundo Marvel”. É preciso ressaltar que nenhum herói se sobressai, todos participam da grande batalha.

A produção nos remete a Liga da Justiça uma equipe de super-heróis criada pela editora americana DC Comics, inspirada na “Sociedade da Justiça”, outra equipe de super-heróis.

Quando analisamos o filme Os Vingadores, não podemos desconsiderar “que uma das características mais impressionantes nos quadrinhos de super-heróis é a interligação entre as histórias. Um fato ocorrido pode repercutir trazendo consequências inesperadas para personagens que sequer têm relação direta com a origem, criando um universo ao mesmo tempo grandioso e assustador, pela necessidade de conhecer cada uma de suas pontas de forma a compreendê-lo como um todo”.

“Nos cinemas a situação não é tão complexa assim, afinal de contas o número de filmes é bem menor que o de publicações mensais nas bancas. Ainda assim, a tarefa encampada pela Marvel é ousada: recriar este mesmo universo, com as inúmeras propositais espalhadas em diversos filmes de forma que, futuramente, façam sentido na história como um todo. Os Vingadores – The Avengers é o grande ápice deste planejamento”.

O filme Os Vingadores narra a possível destruição do planeta, quando “Loki (Tom Hiddleston) retorna a terra enviado pelos chitauri, uma raça alienígena que pretende dominar os humanos. Com a promessa de que será o soberano do planeta, ele rouba o cubo mágico dentro de instalações da S.H.I.E.L.D. e, com isso, adquire grandes poderes. Loki os usa para controlar o dr. Erik Selvig (Stellan Skarsgard) e Clint Barton/Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), que passam a trabalhar para ele. No intuito de contê-los, Nick Fury (Samuel L. Jackson) convoca um grupo de pessoas com grandes habilidades, mas que jamais haviam trabalhado juntas: Tony Stark/Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Steve Rogers/Capitão América (Chris Evans), Thor (Chris Hemsworth), Bruce Banner/Hulk (Mark Ruffalo) e Natasha Romanoff/Viúva Negra (Scarlett Johansson). Só que, apesar do grande perigo que a terra corre não é tão simples assim conter o ego e os interesses de cada um deles para que possam agir em grupo”.

A trama heróica traz muita ação, aventura, efeitos especiais, somado com um enredo que destaca uma liga de super-heróis que “todos os telespectadores” já conhecem e até se identificam. Pois o autor da mesma se preocupou em construir a imagem dos super-heróis com características humanas, desenvolvendo uma história que mescla realidade e ficção.

Whedon, o diretor do filme aproveita muito bem o tempo de duração do filme, mostrando com equilíbrio muitas cenas de ação, impacto, humor e reflexão. Creio que o filme será um grande sucesso.

Em suma, afirmo que o filme nos ensina uma grande lição de vida, pois podemos ter “tudo, ser o todo poderoso”, mas precisamos do outro para conquistar os nossos objetivos. O trabalho em equipe resulta em sucesso em qualquer área da vida existencial.

Diário de um Jornalista Bêbado (The Rum Diary. 2011)

Eles sabem o preço de tudo e o valor de nada.” (Oscar Wilde)

Primeiramente eu diria que se faz necessário buscar na memória as aulas de História sobre a década de 60 (Surgimento do Feminismo, dos Movimentos Civis em favor dos Negros e dos Homossexuais, a Contracultura, a Revolução Cubana com Fidel Castro, os Hippies, a Guerra Espacial, o assassinato de John F. Kennedy…), como também é válido lembrar das aulas de Geo-Política. Já que estamos falando de Porto Rico, que ainda se mantém ligado aos Estados Unidos como ‘Estado Livre Associado’, e cuja localização era um importante ponto econômico-militar no Caribe para o Tio Sam. Como também, pela beleza natural do Caribe, a especulação imobiliária é como achar uma arca de tesouros. Vimos essa parte, mas em outra “colônia” do Tio Sam em “Os Descendentes“. Digo isso que assim poderão absorver melhor o filme “Diário de um Jornalista Bêbado“.

Por se tratar de período e local dessa história. Onde entre uma golada e outra, o Roteiro do também Diretor do filme, Bruce Robinson, traz muita informação histórica. Claro que em pequenas doses. Mas que deixaram uma vontade de ler o livro, “The Rum Diary“, do jornalista Hunter S. Thompson, o qual o filme foi baseado. E que para entender um pouco mais do personagem principal, também se faz necessário algo da realidade de Thompson. É que ele foi um criador de um estilo denominado Jornalismo Gonzo: em seus artigos há uma total liberdade em narrar um fato, intercalando ficção e realidade, colocando seu parecer. Um jornalista cronista. Nada imparcial. No filme “O Solista” se tem uma ideia de que Thompson realmente fez escola!

Então, por conta disso a ida do personagem principal para Porto Rico caiu como uma luva para uns investidores do ramo hoteleiro. Ele é o jornalista Paul Kemp, vivido por Johnny Depp. Kemp abandonou a Big Apple. Queria Rum, Mulheres e liberdade para escrever do seu jeito as crônicas do dia a dia. Muito sagaz, em seus momentos sóbrios, por tudo aquilo que vê, quase prefere voltar a ficar ébrio por mais tempo. Ciente de que para levar a vida ao seu estilo, precisará de alguém que banque.

Kemp ao largar tudo em Nova Iorque, nem imagina o que vivenciará em Porto Rico. Na bagagem, levará o seu talento para escrever. Aceitando um emprego num jornal local, vai com a cara e a coragem, mas só toma ciência do cargo já estando na ilha, e na presença do Editor-Chefe Lotterman. Personagem do sempre ótimo Richard Jenkins! Coube a Kemp a Coluna de Horóscopo e a de Turistas. Sem outro jeito, ele aceita.

Na Redação ele conhece o Fotógrafo Sala. Papel muito bem interpretado por Michael Rispoli. Houve uma química ótima entre esses dois. Como também há uma cena que entra para a História do Cinema no quesito: dois no volante. É hilária! Como só ela já pagaria em assistir esse filme. Se Kemp realizou o sonho de morar em Porto Rico, Sala mantém o sonho de ir para o México. Mas sem a coragem de largar tudo, vai levando a vida como pode. Kemp e Sala tornam-se grandes amigos. Companheiros também na esbórnia. Mas que os deixa como ‘Dom Quixote e Sancho Pancha’ porque um consegue frear o outro quando se faz necessário.

Sala apresenta a sua Porto Rico para Kemp: lugares e habitantes. É quando Kemp conhece outro jornalista etílico: Moberg. Numa magistral interpretação do Giovanni Ribisi. Ele quase rouba todas as cenas, só não faz isso porque chama a todos para o pódio. Sem querer, Moberg fará com que Lotterman “promova” Kemp. E sem ter planejado, Kemp tem o seu talento também cobiçado por Sanderson. Personagem Aaron Eckhart, que não faz feio, mas pelo personagem poderia ter voado mais alto.

O Grupo de Sanderson quer construir um grande Hotel, aliás, dois. Um, para a Elite. E o outro para os Turistas de Classe Média. Esses, só ficam mesmo no perímetro do Hotel. Têm medo de saírem pelas ilhas, por acharem perigoso. Em parte é! Já que são vistos como os brancos colonizadores. Que lhes tomam o belíssimo litoral.

Kemp vai tentando levar os “dois patrões”, até porque ainda não conseguiu encontrar o tom certo em seu texto. Ele quer ouvir a sua voz interior. Mais uma vez, será Moberg que o levará a isso. Pelo jeito, naquela ilha encantada, entre vudus e muito rum, existe um anjo da guarda um tanto quanto torto. Mas com tanto imprevistos, Kemp não contava por um: o se apaixonar pela mulher de um dos seus patrões, o Sanderson. Ela é Chenault, personagem de Amber Heard. Loura e linda, será disputada por dois galos de brigas: Kemp versus Sanderson. E será uma briga feia! Por fim, a Voz é ouvida. Lhe dando munição para lutar contra os que fazem parte do Sistema, a quem Kemp chama de ‘Bastardos’.

O “Diário de um Jornalista Bêbado” está todo amarradinho. Conseguindo mostrar, e sem entediar, a passagem de Paul Kemp por Porto Rico. Para alguém que só trouxe como bagagem um talento ainda adormecido, ele cresce como pessoa e no campo profissional também. Johnny Depp está excelente! Seu Kemp é único. Muito bom quando um ator consegue diferenciar todos os personagens. Ainda mais que estando no Caribe poderia ter escorregado para o seu Jack Sparrow. Great!

Então é isso! Com um elenco afinado. Paisagem belíssimas. Trilha Sonora à altura da obra. O filme cumpre a sua missão, de entreter, e de querer rever!
Nota 09.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Diário de um Jornalista Bêbado (The Rum Diary. 2011). EUA. Direção e Roteiro: Bruce Robinson. Elenco: Johnny Depp, Richard Jenkins, Giovanni Ribisi, Aaron Eckhart, Michael Rispoli, Amber Heard, Amaury Nolasco, Karen Austin, Marshall Bell, Andy Umberger, Bill Smitrovich. Gênero: Aventura, Comédia, Drama, Romance. Duração: 110 minutos. Baseado no romance homônimo de Hunter S. Thompson.

Curiosidades:
» Bruce Robinson rodou o filme em 2009, em Porto Rico.

Jogos Vorazes (The Hunger Games, 2012)

Em busca a sobrevivência, mas com passos em direção à morte um processo fundamental para dar coerência ao jogo.

Jogos Vorazes é um filme baseado no livro da escritora Suzanne Collins. A produção cinematográfica não difere do livro no quesito horror, nos fazendo sentir uma aflição enorme, junto a uma agonia avassaladora. Acelerando o “coração” dos telespectadores.

O filme narra uma história onde a América do Norte não existe mais, e em seu lugar surge uma nova nação, Panen. “Panem é formada por doze distritos e comandada pela Capital, que, para mostrar sua força, realiza jogos em que 24 participantes terão que lutar até a morte. No dia da colheita um menino e uma menina de cada distrito são sorteados a participar dos jogos”. A trama perpassa dentro destes jogos que buscam de forma voraz eliminar os fracos, até chegar ao mais forte de todos.

O filme vorazmente nos envolve em um processo de muita dor, tortura, medo, insanidade e morte.

No desenrolar da macabra trama encontramos um contexto muito bem elaborado, ocorrendo uma ligação perfeita entre os personagens, o ambiente e aflição de esperar a própria morte!

Afinal, o filme possui um poder de elucidar os telespectadores, seja pelo impacto do desfecho da história, seja pela pressão psicológica compartilhada com os personagens, em um jogo que dicotomicamente trabalha a vida versus a morte.

Série de Tv: SMASH (2012)

Depois de “Fame“, década de 80, houve um grande hiato em Séries na televisão cuja temática principal envolvesse números musicais, mas indo mais além. Por não mostrar apenas os bastidores nos preparativos, mas também tudo mais que convergia nos principais envolvidos. A Série veio do Filme de Alan Parker “Fame” (1980). Que por sua vez veio no embalo de outros filmes, como por exemplo, “Os Embalos de Sábado à Noite” (1977). Sei que no momento exibem a Série “Glee” (2009), mas confesso não me motivou a ver. Me pareceu ser endereçada muito mais a um público adolescente. Apesar de gostar de acompanhar o “American Idol“. Então, eis que surge “Smash“.

Lá nos Estados Unidos a Série já conseguiu aval para uma 2ª Temporada. Aqui no Brasil, ainda está nos primeiros episódios da 1ª, no Universal Channel. “Smash” partiu de uma ideia de Spielberg: que seria mostrar os bastidores de um musical da Broadway. Então Theresa Rebeck mergulha nessa ideia e traz como trama principal: os bastidores de um espetáculo na Broadway sobre a vida de Marilyn Monroe (Cuja morte completa 50 anos neste ano de 2012). A partir dai ocorre histórias paralelas envolvendo cada personagem: roteiristas, diretor, produtores, atores aspirantes, familiares…

Pela história, dois já consagrados criadores de musicais da Broadway querem algo ousado, o tal musical sobre a Marilyn Monroe. São eles: Julia (Debra Messing, de “Will & Grace”) e Tom (Christian Borle). Ainda sem um Roteiro fechado, apresentam a ideia a Eileen, personagem de Angelica Houston. Mulher decidida a dar um troco no ex-marido, também um produtor, compra a ideia. Acontece que em retaliação à separação, o ex corta seus dividendos, levando-a numa peregrinação em captar recursos financeiros.

Nesses primeiros episódios, houve a busca pela atriz que faria a Marilyn Monroe. Ficando duas finalistas. Uma, com o biotipo perfeito: loira e voluptuosa. Ela é Ivy Lynn (Megan Hilty). Já uma atriz experiente. A outra, sem as curvas sensuais de Ivy, tem a seu favor a belíssima voz. Ela é Karen (Katharine McPhee, cantora revelada na 5ª edição do “American idol”). Karen, recém saída de um curso de interpretação, trabalha como garçonete para dividir as despesas da casa com o companheiro. Yvy ciente do risco, decide jogar seu charme para o Diretor, Derek (Jack Davenport), enquanto leva em banho-maria Tom. Sendo que esse, por ser homossexual, se encantou por ela justamente por ela personificar a sedução de Marilyn Monroe. E Derek, pelo seu temperamento, e ciente do seu talento, decide manter Karen como um Ás na manga, ou numa eventual perda da atriz principal.

Há intrigas, choros, pedidos silenciosos de colo, puxada sorrateiras de tapetes… Todo um universo que há na montagem de grande espetáculo, e depois para tentar fazer dele um sucesso. Inclusive fora da ficção já que uma Série emplaca mesmo com bons índices de audiência. Assim, cada episódio além de agradar, deve deixar uma ansiedade para ver o seguinte.

Então é isso! Difícil falar muito de uma Série que está no comecinho. Mas até o momento, eu estou gostando muito de “Smash“! Como até recomendo!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Curiosidade: A trilha sonora de “Smash” é assinada pelos compositores de “Hairspray”, com a presença de músicas originais, e não apenas releituras. A exceção é feita para as canções apresentadas nas audições do primeiro episódio.

A Saga American Pie

Humor, sexo, juventude e curiosidades. Estes são os elementos que compõem a saga American Pie.

Amecian Pie é uma produção estadunidense que conta a história de adolescentes que de forma humorada buscam consumar a sua primeira vez. Começando, então, as investidas mais hilariantes em busca de sexo e principalmente, mulheres. Descrevendo com precisão os comportamentos e os problemas vividos pelos os adolescentes na fase de transição para a vida adulta.

A linguagem simples utilizada nos filmes American Pie fazem dos mesmos recordistas absolutos de bilheterias nos EUA, e é um sucesso indiscutível pelo mundo todo. Os diretores provaram que é possível trabalhar humor e sexualidade de forma clara e precisa.

Todos os filmes - American Pie: A Primeira Vez É Inesquecível (1999); American Pie 2: A Segunda Vez é Ainda Melhor (2001); American Pie 3: O Casamento (2003); American Pie 4: Tocando a Maior Zona (2005); American Pie 5: O Último Stifler Virgem (2006); American Pie 6: Caindo em Tentação (2007); American Pie 7: O Livro do Amor (2009); American Pie 8: O Reencontro (2012) -, nos apresentaram com humor os estágios de uma relação que parte do conhecimento do nosso próprio corpo, dos dilemas e curiosidades que vivenciamos na adolescência.

Em suma, American Pie é o resultado de uma “torta” picante que reúne de forma desastrada cenas hilárias, discursos eróticos e descrições que pauta na relação pornográfica entre um homem e uma mulher. Na minha opinião, o mesmo pode ser considerado a “pornô humorada” do século XXI.

A Franquia ‘American Pie’:
- American Pie: A Primeira Vez É Inesquecível (1999).
Sinopse: Às vésperas do baile de formatura, quatro amigos virgens – Jim (Jason Biggs), Kevin (Thomas Ian Nicholas), Oz (Chris Klein) e Finch (Eddie Kaye Thomas) – fazem um pacto para perder a virgindade, custe o que custar, nas 24 horas seguintes.

- American Pie 2: A Segunda Vez é Ainda Melhor (2001).
Sinopse: Ao término do primeiro ano da faculdade, Jim (Jason Biggs), Oz (Chris Klein), Kevin (Thomas Ian Nicholas), Stifler (Seann William Scott) e Finch (Eddie Kaye Thomas) mais uma vez se reencontram. Mas agora Nadia (Shannon Elizabeth) está prestes a vir visitar Jim, que ainda não se sente preparado sexualmente para encontrá-la e receberá a ajuda dos amigos.

- American Pie 3: O Casamento (American Wedding. 2003).
Sinopse: Após os eventos do colégio e da faculdade, os garotos estão enfim se tornando adultos. Jim (Jason Biggs) e Michelle (Alyson Hannigan) estão prestes a se casar, já que a avó de Jim adoece e diz que gostaria de vê-lo se casar antes de morrer. Os pais e amigos de Jim já planejam os preparativos para o grande casamento. Enquanto Stifler (Seann William Scott) organiza a despedida de solteiro de Jim, Finch (Eddie Kaye Thomas) prepara rituais hedonistas para o noivo. Porém a situação se complica de vez após Stifler se interessar Cadence (January Jones), a irmã caçula de Michelle que será dama de honra no casamento e não vê a hora de perder a virgindade, enquanto que Finch está decidido a protegê-la do amigo.

- American Pie 4: Tocando a Maior Zona (American Pie Presents Band Camp. 2005).
Sinopse: Matt Stifler (Tad Hilgenbrink), o irmão mais novo de Stifler, sonha em se igualar ao irmão quando envelhecer e também em produzir filmes de garotas nuas. Porém antes disto ele precisa se formar no colegial. Após se envolver em uma série de problemas, ele é enviado pelo conselheiro educacional de seu colégio para o Acampamento de Banda. É a chance que Matt esperava para iniciar a produção de seus vídeos.

- American Pie 5: O Último Stifler Virgem (American Pie Presents: The Naked Mile. 2006).
Sinopse: Erik Stifler (John White), primo de Matt e Steve, deseja perder a virgindade antes de concluir a faculdade. Desejando ajudá-lo, seus amigos decidem incentivá-lo a participar da “Milha Nua”, uma tradicional corrida em que as pessoas correm pelados pelo campus da faculdade.

- American Pie 6: Caindo em Tentação (American Pie Presents Beta House. 2007).
Sinopse: A fratenidade Beta é uma grande potência no que diz respeito a festas no campus, tudo graças ao árduo trabalho lendário de Dwight Stifler. A supremacia da irmandade é questionada por uma nova organização de nerds, que tenta de tudo para acabar com as festas. Assim, Dwight tem que traçar um plano para se manter no topo, contando com a ajuda de uma turma de calouros liderada por seu primo Erik.

- American Pie 7: O Livro do Amor (American Pie Presents: The Book of Love. 2009).
Sinopse: Rob, Nathan e Lube são três amigos que estão determinados a dar sequência à missão de conquistar as garotas dos seus sonhos. Depois de algumas tumultuadas tentativas, a maioria sem sucesso, eles acidentalmente descobrem uma verdadeira bíblia da sedução escondida na biblioteca da escola East Great Falls High. Só que o livro, além de estar em ruínas, possui informações incompletas, conduzindo os jovens a uma hilariante jornada rumo às descobertas sexuais.

- American Pie 8: O Reencontro (American Reunion. 2012).
Sinopse: Dez anos após os acontecimentos de American Pie – O Casamento, os protagonistas se reúnem para relembrar os velhos tempos. Michelle (Alyson Hannigan) e Jim (Jason Biggs) estão se habituando à vida de casados, enquanto cuidam de seu filho. Kevin (Thomas Ian Nicholas) e Vicky (Tara Reid) se separaram, Oz (Chris Klein) e Heather (Mena Suvari) estão se distanciando aos poucos, mas Finch (Eddie Kaye Thomas) continua louco pela mãe de Stifler (Sean William Scott).