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		<title>Julie e Julia. Muito Além de uma Terapia Ocupacional</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Dec 2009 05:42:41 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a rel="attachment wp-att-5557" href="http://cinemaeaminhapraia.com.br/2009/12/25/julie-e-julia-muito-alem-de-uma-terapia-ocupacional/julie-e-julia_poster/"><img class="aligncenter size-full wp-image-5557" title="Julie e Julia_poster" src="http://lella.files.wordpress.com/2009/12/julie-e-julia_poster.jpg?w=357&#038;h=452" alt="" width="357" height="452" /></a>O filme tem um certo charme. Meril Streep só não rouba todo o filme, porque dois personagens masculinos foram bons também: Stanley Tucci e Chris Messina. A Amy Adams não fez feio, mas pelo personagem em si deixou uma dúvida: se uma outra atriz teria feito melhor. &#8216;<strong>Julie e Julia</strong>&#8216; é um bom filme, mas que poderia ter sido ótimo se Nora Ephron tivesse enxugado um pouco. Não precisava se alongar.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-5568" href="http://cinemaeaminhapraia.com.br/2009/12/25/julie-e-julia-muito-alem-de-uma-terapia-ocupacional/juliette-binoche_chocolate/"><img class="alignleft size-medium wp-image-5568" title="Juliette Binoche_Chocolate" src="http://lella.files.wordpress.com/2009/12/juliette-binoche_chocolate.jpg?w=231&#038;h=154" alt="" width="231" height="154" /></a>Nas cenas onde Julie cozinhava, eu ficava pensando em Juliette Binoche, de &#8216;Chocolate&#8217;. Mesmo sem querer comparar performance, me perguntava se daqui a um bom tempo, eu ainda lembraria dela como da personagem de Binoche nesse filme. Ou mesmo em outras personagens que mostraram que a arte culinária também é um ato de amor e sedução. Como a Dona Flor, de &#8216;Dona Flor e Seus 2 Maridos&#8217;. Esse é um lado que eu também gosto. O de cozinhar por prazer, e não por obrigação. Já com a personagem Julia, de Meryl Streep em certas cenas me levava a pensar nas paródias. Até tem uma no filme. Com certeza, sua personagem é de atrair charges &amp; afins. Pela comicidade. Pelo porte. Agora, não tem como se encantar com ela. Meryl nos leva a não pensar em nenhuma outra atriz, nem muito menos em nenhuma das personagens que interpretou ao longo da carreira. Bravo!</p>
<p><a rel="attachment wp-att-5558" href="http://cinemaeaminhapraia.com.br/2009/12/25/julie-e-julia-muito-alem-de-uma-terapia-ocupacional/julie-e-julia_01/"><img class="alignleft size-medium wp-image-5558" title="Julie e Julia_01" src="http://lella.files.wordpress.com/2009/12/julie-e-julia_01.jpg?w=266&#038;h=176" alt="" width="266" height="176" /></a>No tempo presente &#8211; 2002 -, temos Julie (Amy Adams) indo morar no Queens, com o seu marido, Eric (Chris Messina). Ela perdeu um emprego numa Editora, assim como não se viu motivada a terminar um romance. Indo trabalhar num Grupo de Apoio as vítimas do Wolrd Trade Center. Desencantada da vida, desestressa cozinhando. E entre provas e desabafos com Eric, nasce a idéia de um criar um Blog. Mais! De nele contar o seu novo Projeto: de preparar todas as receitas do livro de Julia Child. O &#8216;Dominando a Arte da Culinária Francesa&#8217; (Mastering the Art of French Cooking). E por achar que tem <a href="http://www.universotdah.com.br/">Distúrbio de Déficit de Atenção (DDA)</a>, Julie impõe a si um prazo: de em um ano para preparar as 524 receitas do livro.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-5559" href="http://cinemaeaminhapraia.com.br/2009/12/25/julie-e-julia-muito-alem-de-uma-terapia-ocupacional/julie-e-julia_02/"><img class="alignleft size-medium wp-image-5559" title="Julie e Julia_02" src="http://lella.files.wordpress.com/2009/12/julie-e-julia_02.jpg?w=269&#038;h=145" alt="" width="269" height="145" /></a>Paralelo a essa história, o filme recua no tempo, entre as décadas de 50 e 60. Julia (Meryl Streep) está chegando em Paris. Seu marido, Paul (Stanley Tucci), Diplomata fora designado para atuar na capital francesa. Julia fica encantada com tudo. Principalmente com a culinária francesa. Até porque, quando numa conversa com Paul sobre estar entediada, diz que adora comer. Brincadeiras à parte, Julia se propõe a aprender a cozinhar os pratos franceses. Assim se matricula no <a href="http://www.cordonbleu.edu/">Le Cordon Blue</a>.</p>
<p>Por lá, encontra um osso duro de roer: a diretora. Mas decidida, Julia investe todo o seu tempo nesse aprendizado. E por tabela, conhece duas mulheres que também sonham publicar um Livro de Receitas. O que dará mais molho nessa sua estada na França. Além de sobrar para Paul uma investigação: época do Macartismo nos Estados Unidos.</p>
<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2009/12/julie-e-julia_04.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-5576" title="Julie e Julia_04" src="http://lella.files.wordpress.com/2009/12/julie-e-julia_04.jpg?w=141&#038;h=177" alt="" width="141" height="177" /></a>Se com o passar dos anos, o tempo não deu filhos a Julia e Paul, o amor que sentiam um pelo o outro, manteve acesa a chama até o final. Paul também foi um grande incentivador da esposa. Por esse seu lado profissional.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-5577" href="http://cinemaeaminhapraia.com.br/2009/12/25/julie-e-julia-muito-alem-de-uma-terapia-ocupacional/julie-e-julia_06/"><img class="alignright size-medium wp-image-5577" title="Julie e Julia_06" src="http://lella.files.wordpress.com/2009/12/julie-e-julia_06.jpg?w=199&#038;h=107" alt="" width="199" height="107" /></a>Já Julie e Eric, tiveram uma pequena separação. Mas voltando logo às boas. Por ainda estarem começando a vida de casados, filhos ainda não estavam nos planos do casal. Tinham um gato. Eric também incentiva a esposa nesse seu lado profissional. Mas ainda reticente quanto a ela contar intimidades no Blog. Até o Chefe de Julie lhe pede que não fale dele no Blog.</p>
<p>Julie era fã de Julia desde criança. Dai a escolha para o seu Projeto. Mas Julia não entendeu, ou não explicaram direito para ela. Mesmo assim, Julie a tinha como um ícone a ser respeitada e amada. Indo conhecer a cozinha de Julia, não dentro da casa dela, mas num <a href="http://americanhistory.si.edu/exhibitions/exhibition.cfm?key=38&amp;exkey=59">Museu</a>.</p>
<p>Julia se propôs a aprender as receitas e então descrevê-las em inglês. Não conheço o livro, logo não sei se há histórias sobre a preparação de cada uma delas. A Julie pegou essas receitas, e as colocou para uma linguagem atual, e para atingir pessoas sem intimidades com a cozinha. Mesmo que Julia tenha dado novos ingredientes a algumas receitas, a base já existia. Não sei, mas para mim, ficou a idéia de que Julie trouxe Julia de volta à mídia. Que virara peça de museu. Creio que se Paul estivesse vivo, faria as duas se encontrarem.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-5578" href="http://cinemaeaminhapraia.com.br/2009/12/25/julie-e-julia-muito-alem-de-uma-terapia-ocupacional/julie-e-julia_07/"><img class="alignleft size-medium wp-image-5578" title="Julie e Julia_07" src="http://lella.files.wordpress.com/2009/12/julie-e-julia_07.jpg?w=247&#038;h=133" alt="" width="247" height="133" /></a>E aqui é algo a se pesar. Nós que escrevemos nessa mídia, de certo modo estamos falando de outras pessoas. Quando não são fictícias, invadiremos suas vidas. Faremos uma exposição delas. Sem nem perguntarmos se elas querem. Eu me coloquei mais no lugar da Julie, do que da Julia que se sentiu usada. Porque aqui eu analiso, descrevo a obra de alguém. Esse é um recado que a Nora Ephron deixa nesse filme. Fica como um alerta, para que nesse contexto, sejamos originais. Que mantenhamos nossa identidade. Que se alguém se sentir &#8220;usado&#8221; que veja que estamos junto nisso.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-5569" href="http://cinemaeaminhapraia.com.br/2009/12/25/julie-e-julia-muito-alem-de-uma-terapia-ocupacional/julie-e-julia_03/"><img class="alignleft size-medium wp-image-5569" title="Julie e Julia_03" src="http://lella.files.wordpress.com/2009/12/julie-e-julia_03.jpg?w=207&#038;h=149" alt="" width="207" height="149" /></a>Como viram, &#8216;Julie e Julia&#8217; conta a história de duas donas de casas que descobriram na culinária as suas vocações. Ou através dela, já que lançaram livros. E o filme é baseado numa história real. Aliás, em duas histórias. Duas autobiografias de sucesso: &#8216;Julie &amp; Julia&#8217;, de Julie Powell e &#8216;My Life in France&#8217;, de Julia Child com Alex Prud&#8217;homme.</p>
<p>Como disse no início, se o filme fosse mais curto, eu voltaria a revê-lo outras vezes mais. Assim do jeito que está, só se avançando certos trechos. Para então rever a Julia Child de Meryl Streep. Ela está impagável! Mas me perguntei também se fui com muita sede ao pote. Não sei. O que sei, é que queria que esse filme me arrebatasse. Que eu o achasse excelente! Acho melhor parar por um tempo de assistir filmes sobre donas de casas. Por não me empolgar por isso. De qualquer jeito, só em ver a Julia da Meryl, já vale pena. Eu recomendo!</p>
<p>Por: Valéria Miguez (LELLA).</p>
<p><strong>Julie e Julia (Julie &amp; Julia). 2009</strong>. EUA. Direção e Roteiro: Nora Ephron. <a href="http://www.imdb.com/title/tt1135503/fullcredits#cast">+Cast</a>. Gênero: Biografia, Comédia, Drama, Romance. Duração: 123 minutos.</p>
Posted in EUA Tagged: Biografia, Blog, Comédia, Culinária, DDA, Drama, Livro de Receitas, Livro impresso, Memórias, Meryl Streep, Nora Ephron, Romance, vocação <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lella.wordpress.com/5551/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lella.wordpress.com/5551/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lella.wordpress.com/5551/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lella.wordpress.com/5551/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lella.wordpress.com/5551/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lella.wordpress.com/5551/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lella.wordpress.com/5551/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lella.wordpress.com/5551/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lella.wordpress.com/5551/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lella.wordpress.com/5551/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemaeaminhapraia.com.br&blog=1479777&post=5551&subd=lella&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>De Repente, Gina (Frühstück mit einer Unbekannten)</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Dec 2009 07:53:30 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[De repente, o sono foi embora, ligo a tv, e zapeando, paro com a apresentação de um filme, pela atriz Ângela Leal. Por ter gostado da sinopse, comecei a ver o filme. E logo depois, lá estava eu, sentada na cama, acompanhando encantada uma das comédias românticas mais lindas que eu assisti nos últimos tempos.
&#8216;De [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemaeaminhapraia.com.br&blog=1479777&post=5512&subd=lella&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a rel="attachment wp-att-5533" href="http://cinemaeaminhapraia.com.br/2009/12/24/de-repente-gina-fruhstuck-mit-einer-unbekannten/de-repente-gina/"><img class="aligncenter size-full wp-image-5533" title="De Repente Gina" src="http://lella.files.wordpress.com/2009/12/de-repente-gina.jpg?w=500&#038;h=404" alt="" width="500" height="404" /></a>De repente, o sono foi embora, ligo a tv, e zapeando, paro com a apresentação de um filme, pela atriz Ângela Leal. Por ter gostado da sinopse, comecei a ver o filme. E logo depois, lá estava eu, sentada na cama, acompanhando encantada uma das comédias românticas mais lindas que eu assisti nos últimos tempos.</p>
<p>&#8216;<strong>De Repente, Gina</strong>&#8216; nos mostra o início de uma linda história de amor entre dois adultos: ela já perto da casa dos trinta, ele já havia passado da dos cinquenta. Ambos, estavam tão envolvidos com suas ocupações profissionais, que desabituaram até de fletar. Um simples prazer em comum &#8211; uma xícara de café pela manhã -, foi o início de tudo. Onde se encontraram pela primeira vez &#8211; Laurens e Gina.</p>
<p>Laurens (Jan Josef Liefers) era muito tímido. Aquele lugar vago na mesa dela, fora a opção para não ficar de pé no Café. Gina (Julia Jentsch), nem tanto. Tanto que partiu dela, puxar conversa. O título da apostila que ele estava lendo, chamou-lhe a atenção. E nesse romance, terá como pano de fundo: a pobreza que devora o mundo. Que mata crianças por minutos. Mas não estarão em uma Ong, ou numa Instituição levando alimento para os africanos. Não. Eles ficarão dentro do encontro com o <strong><a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,,2558018,00.html">G8</a></strong><a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,,2558018,00.html"> na Alemanha</a>. Pois Laurens é quem faz toda a pesquisa de dados para o Ministro das Finanças, que estará na mesa de negociação com o primeiro escalão do <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/G8">G8</a></strong>. Laurens, será uma eminência parda que sem querer, dará &#8216;armas&#8217; a Gina para lutar pelas crianças do mundo. Até por ela amar sua profissão: enfermeira parteira.</p>
<p>Ainda nesse café da manhã, quase que um gesto gerou um mal estar entre eles. Pois se para ele a jornada de trabalho estava para começar naquela manhã, para ela, um turno de doze horas terminara. Dai, o não conseguir segurar um bocejo &#8211; realmente de sono -, pareceu a ele que seria por conta do assunto de sua conversa. De que era alguém entediante. Para tentar acabar com esse pequeno incidente, marcam um encontro. Um almoço, onde poderiam se conhecerem melhor. Com um pouco mais de tempo. Menos de uma hora, por conta da agenda apertada dele.</p>
<p>O título original &#8211; Frühstück mit einer Unbekannten -, refere-se a esse encontro &#8211; Café da manhã com uma desconhecida. Embora o segundo encontro foi que deslanchou o continuarem juntos, o nascedouro fora realmente no encontro casual no Café. Pois se não tivesse tido interesse de um no outro, a história deles não decolaria.</p>
<p>Talvez, quem escolheu para título oficial o &#8216;De Repente, Gina&#8217; (<a href="http://www.imdb.com/title/tt0977226/">Suddenly Gina</a>), focou apenas o lado masculino nessa relação. Por ele ser tímido? Por ela ter chegado sem aviso na vida dele? Por ela ter motivado, a eles e os demais, que ainda estava em tempo de mudarem de atitude? Gina não apenas quebrou protocolos, ela deu um &#8216;Acorda!&#8217; geral a todos. E ainda bem que Laurens também acordou.</p>
<p>Por vezes ficamos tão focados nos filmes da Telona, que os feitos diretamente para a TV, terminam relegados a sessões da tarde. Bendita insônia que me levou ao <a href="http://www.futura.org.br/main.asp">Canal Futura</a>, e por ele ter visto &#8216;De Repente, Gina&#8217;. Um filme de ver com brilhos nos olhos! E de querer rever.</p>
<p>Por: Valéria Miguez (LELLA).</p>
<p><strong>De repente, Gina (Frühstück mit einer Unbekannten). 2007. Alemanha</strong>. Direção Maria von Heland. Roteiro: Martin Rauhaus. Elenco: Julia Jentsch (Angelina &#8216;Gina&#8217; Franke), Jan Josef Liefers (Laurens Wagner), Stefan Kurt, Andrea Sawatzki, Iris Berben, Jürgen Heinrich, Simone Thomalla, Catherine Deneuve. Gênero: Comédia, Romance. Duração: 90 minutos. Produção para a TV. Remake do filme britânico &#8216;The Girl in the Café&#8217;, de Richard Curtis, de 2005.</p>
Posted in Alemanha Tagged: Comédia Romântica, confronto, Fome, G8, Pobreza Mundial, política mundial, timidez <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lella.wordpress.com/5512/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lella.wordpress.com/5512/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lella.wordpress.com/5512/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lella.wordpress.com/5512/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lella.wordpress.com/5512/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lella.wordpress.com/5512/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lella.wordpress.com/5512/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lella.wordpress.com/5512/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lella.wordpress.com/5512/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lella.wordpress.com/5512/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemaeaminhapraia.com.br&blog=1479777&post=5512&subd=lella&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">De Repente Gina</media:title>
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		<title>Recontagem &#8211; Por trás da politica!</title>
		<link>http://cinemaeaminhapraia.com.br/2009/12/23/recontagem-por-tras-da-politica/</link>
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		<pubDate>Wed, 23 Dec 2009 18:06:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>LELLA</dc:creator>
				<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Al Gore x George Bush]]></category>
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		<category><![CDATA[Eleição Presidencial]]></category>
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		<description><![CDATA[A nova produção original da HBO é um assombro sob muitos aspectos. Recontagem (Recount EUA 2008) telefilme que se propõe a esmiuçar os bastidores do conturbado período que sucedeu a eleição presidencial de 2000 e que tomou o mundo inteiro pela apreensão e incerteza acerca do destino da democracia mais pujante do planeta é em [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemaeaminhapraia.com.br&blog=1479777&post=5521&subd=lella&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a rel="attachment wp-att-5522" href="http://cinemaeaminhapraia.com.br/2009/12/23/recontagem-por-tras-da-politica/recount_poster/"><img class="aligncenter size-full wp-image-5522" title="Recount_poster" src="http://lella.files.wordpress.com/2009/12/recount_poster.jpg?w=428&#038;h=469" alt="" width="428" height="469" /></a>A nova produção original da HBO é um assombro sob muitos aspectos. <strong>Recontagem</strong> (<a href="http://www.imdb.com/title/tt1000771/">Recount</a> EUA 2008) telefilme que se propõe a esmiuçar os bastidores do conturbado período que sucedeu a eleição presidencial de 2000 e que tomou o mundo inteiro pela apreensão e incerteza acerca do destino da democracia mais pujante do planeta é em primeira estância, um filme apartidário. Pelo menos até sua cena final.</p>
<p>Em Recontagem, acompanhamos em um ritmo acelerado &#8211; tanto quanto o desdobramento imprevisível dos eventos retratados &#8211; o desenrolar da batalha politica e jurídica entre os comitês de Al Gore e George Bush pela presidência da república. A fita expõe em minúcias, nem sempre lisonjeiras, os tramites que conduziram Bush ao poder.</p>
<p>A riqueza da produção dirigida por Jay Roach, que assumiu a vaga de Sidney Pollack que se afastara do cargo em virtude de seu já debilitado estado de saúde, é justamente o insight tenaz que oferece a esse episódio notório e ainda por muitos incompreendido. Pautando-se pela veracidade dos fatos, Recontagem abrilhanta o trabalho dos homens de bastidores da politica, geralmente desconhecidos do grande público. Existem, é verdade, insinuações. Mas elas nunca são defendidas pelo filme, são inseridas no contexto da história e relegadas á importância devida.</p>
<p>Com elenco afinado, capitaneado por um cativante Kevin Spacey, por um excelente Tom Wilkinson e por um Dennis Leary roubador de cenas, o filme rende também como um eficiente thiller, embora o desfecho da história seja notório. Outro mérito da direção de Roach. Se há um porém, é o desnecessário tom jocoso do final. O julgamento que a história, inevitavelmente impetraria ao 43º presidente dos EUA, como todos sabemos, Bush, não precisava ser antecipado de forma tão prosaica por Roach.  Não chega a estragar o resultado. Recontagem é entretenimento de primeira classe. Mas certamente data o filme. Além de lhe vestir a incômoda carapuça da desonestidade. Afinal, o filme hesita, ou faz que hesita, em posicionar-se em relação ao conflito dramatizado, para no final fazer um comentário que em nada o ajuda enquanto dramaturgia, mas lhe convém enquanto veículo liberal.</p>
<p>Por Reinaldo Matheus Glioche. Blog: <a href="http://www.claquetecultural.blogspot.com/">Claquete Cultural</a>.</p>
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		<title>Frost/Nixon &#8211; Jogo de cena!</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Dec 2009 05:48:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>LELLA</dc:creator>
				<category><![CDATA[_Mais Um Olhar]]></category>
		<category><![CDATA[Drama]]></category>
		<category><![CDATA[escândalo político]]></category>
		<category><![CDATA[história real]]></category>
		<category><![CDATA[Political Corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[Richard Nixon]]></category>
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		<description><![CDATA[Frost/Nixon (EUA 2008) se ocupa de muitos propósitos. Mas antes de mais nada, a nova fita de Ron Howard se incumbe da responsabilidade, pouco verificada no cinema, de desanuviar  um dos momentos mais controvertidos da história politica, social e midiática dos EUA. O embate entre o até então tido como frívolo e superficial apresentador da [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemaeaminhapraia.com.br&blog=1479777&post=5513&subd=lella&ref=&feed=1" />]]></description>
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<p>O que Peter Morgan, autor da peça em que o filme se baseia e roteirista da fita, faz é unir um intenso trabalho de pesquisa com o saboroso acréscimo da imaginação sobre os eventos que precederam e que temperaram a série de entrevistas contratadas por Frost.</p>
<p>Ao teorizar sobre a figura politica de Nixon em um contexto tão específico, Roward e Morgan humanizam a figura combalida de um dos mais impopulares políticos da história americana. Para isso contam com a performance mediúnica de Frank Langella. O ator, escondido embaixo de uma maquiagem que o aproxima da imagem do ex- presidente, devassa a alma de um homem que foi engolido pela própria ganância. Langella, no final da sessão nos faz esquecer até mesmo do verdadeiro Nixon, tamanha profundidade e nuança de sua caracterização. Michael Sheen que vive David Frost também dá um show a parte. O ator que já havia chamado considerada atenção como o Tony Blair de A rainha, reveste seu Frost de fraquezas, dúvidas, camadas e uma doçura que antagoniza na medida certa com a carrancuda feição de Nixon.</p>
<p>O filme angariou 5 indicações ao Oscar (filme, direção, ator, roteiro adaptado e montagem), não levou nenhum, contudo, passa à posteridade como um filme que ao se debruçar sobre um momento político histórico do passado americano, reflete o presente com contundência exuberante.</p>
<p>Além do elenco inspirado e do olhar investigativo sobre uma ferida americana, Frost/Nixon é um deleite para quem se enamora do fazer jornalístico. Roward e Morgan destrincham os pormenores de como se dá toda a produção de uma entrevista do porte e relevância como a que Frost realizou com Nixon.  E a montagem do filme explicita isso de forma bastante agradável. De fato, Morgan, ao conceber o roteiro estava movido pelo espírito jornalístico.</p>
<p>Por Reinaldo Matheus Glioche.  Blog: <a href="http://www.claquetecultural.blogspot.com/">Claquete Cultural</a>.</p>
Posted in _Mais Um Olhar Tagged: Drama, escândalo político, história real, Political Corrupção, Richard Nixon, Watergate <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lella.wordpress.com/5513/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lella.wordpress.com/5513/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lella.wordpress.com/5513/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lella.wordpress.com/5513/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lella.wordpress.com/5513/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lella.wordpress.com/5513/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lella.wordpress.com/5513/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lella.wordpress.com/5513/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lella.wordpress.com/5513/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lella.wordpress.com/5513/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemaeaminhapraia.com.br&blog=1479777&post=5513&subd=lella&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Avatar</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Dec 2009 16:46:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ra30</dc:creator>
				<category><![CDATA[EUA]]></category>

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		<description><![CDATA[
Um detalhe bastante focado durante as quase 3 horas de duração de Avatar, é a divindade que protege os nativos e a vida no rico planeta Pandora. Como essa divindade não toma forma durante o filme, podemos sugerir que se trata de um canadense de 55 anos, egocêntrico e megalomaníaco. James Cameron não possui uma [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemaeaminhapraia.com.br&blog=1479777&post=5510&subd=lella&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img src="http://lh6.ggpht.com/_A82gYkxc0y8/Sy0icNqk3zI/AAAAAAAABNI/lxbR_FqzGps/s400/avatar_5.jpg" alt="avatar" /></p>
<p>Um detalhe bastante focado durante as quase 3 horas de duração de Avatar, é a divindade que protege os nativos e a vida no rico planeta Pandora. Como essa divindade não toma forma durante o filme, podemos sugerir que se trata de um canadense de 55 anos, egocêntrico e megalomaníaco. James Cameron não possui uma filmografia extensa, mas dentre 9 filmes, uns 80% serem considerados filmes importantes para o cinema, é motivo o bastante para defendê-lo, mesmo se achando o rei da cocada preta.</p>
<p>Muito pretensioso e cheio de vontade de uma vez por todas carimbar pra sempre seu<br />
nome no rol dos grandes do cinema, ele desde Aliens o Resgate (1986) (onde ganhou não só mais dinheiro pra fazer um filme, como também a confiança dos produtores da FOX, já que vinha do incrível O Exterminador do Futuro), quando inseriu efeitos especiais embasbacantes e criou momentos de tensão e ação como nenhum outro.<br />
Fez blockbusters de todas as espécies, desde histórias no fundo do mar à super espiões com problemas conjugais, até atingir o ápice de sua carreira até então: Titanic. </p>
<p>Mas antes de Titanic surpreender o mundo, ele tinha começado um projeto muito pessoal, mas que na época, devido a falta de tecnologia, não poderia ser realizado. Depois do sucesso arrasador da sua aventura nos mares, ele se dedicou a desenvolver a tecnologia necessária pra levar seu projeto adiante. Mas após assistir O Senhos dos Anéis e ver o personagem Gollum ganhando vida, ele pensou ”&#8230;está na hora”.</p>
<p>Mas ele não queria apenas captar os movimentos e unir ao filme convencional. Ele queria uma experiência verdadeiramente única, levar o 3D a um patamar diferente, levar o 3D a ser algo realmente próximo da realidade. Ele queria revolucionar o cinema. Motivo de piada por cinéfilos mais ortodoxos e tendo seu filme ameaçado por se tratar de algo muito ambicioso, ele na surdina preparou a coisa toda. Foram 2 anos apenas para ter os movimentos dos atores captados, fora o processo de pós produção, e o resultado desse árduo trabalho é deslumbrante.</p>
<p>Muito artístico, muito bem trabalhado, muito bem detalhado. Ver Pandora “viva” é algo que vai ficar na cabeça por muito tempo. Aos desavisados, pode parecer uma locação aqui pela Amazônia ou qualquer outra floresta tropical do mundo. Mas não é. É impressionante ver que tudo aquilo é criado por computador, e criado de uma maneira que nos leva a ver que a magia do cinema, não morreu. Por mais que existam Rollands Emmerichs e Michaels Bays da vida, existe um James Cameron pra nos mostrar que o cinema ainda e sempre realizará experiências que nos atiçarão a descobrir mundos novos e aguçar a nossa imaginação. Algo que só o cinema pode proporcionar.</p>
<p>Só que infelizmente as novidades terminam aí.</p>
<p><img src="http://lh5.ggpht.com/_A82gYkxc0y8/Sy0llK73FsI/AAAAAAAABNg/WyW1jGu-icY/s400/avatar_38.jpg" alt="avatar" /></p>
<p>Por mais megalomaníaco, egocêntrico, grande diretor e tudo mais, James Cameron se acha no direito de errar em detalhes menores, mas que fazem uma grande diferença no resultado final. Senhor Cameron, errar é humano, e isso não lhe faz um Deus.</p>
<p>Por mais que o filme seja riquíssimo em detalhes, riquíssimo em cores, perfeição e beleza, ele é pobre em um texto que esteja a altura do grande trabalho que o filme é. Cameron em seus filmes define antes de tudo quem é quem: mocinho, vilão, personagem avulso, essas coisas. Depois delimita bem o que será a história, mostrando qual caminho vai seguir e preparando o espectador para o que ele quer mostrar. A impressão que fica é “Já vi esse filme antes”, e já viu mesmo.</p>
<p>O modelo é clássico, sem muitas alterações. Durante a projeção fiz links com vários outros exemplos de filmes que possuem uma premissa muito parecida, como por exemplo Pocahontas e Dança com Lobos, e é impossível não enxergar situações em outros filmes. Quanto a isso, o que poderia ser o melhor e maior trabalho do Cameron, perde um pouco do brilho. Se não fosse pelo planeta onde tudo acontece, o filme infelizmente seria mais do mesmo.</p>
<p>Mas mesmo com os defeitos acima, não o é.</p>
<p><img src="http://lh5.ggpht.com/_A82gYkxc0y8/Sy0mTD-fydI/AAAAAAAABNs/7y7ZgrLtz0Q/s400/avatar_60.jpg" alt="avatar" /></p>
<p>O irmão gêmeo de Jake Sully (Sam Worthington) é um gênio da ciência e morreu pouco antes de ir para Pandora estudar a vida por lá e fazer parte do projeto Avatar. Jake então é convidado pelos acionistas de uma mineradora que procura um metal muito valioso por lá, para ir no lugar do irmão e assumir o corpo Avatar que seria dele. O problema é que Jake está preso a uma cadeira de rodas. Depois de pouco mais de 5 anos viajando, chega ao planeta que foi invadido covardemente pelos humanos. Como diz o coronel, “Um dia em Pandora que vão querer estar no inferno só para descansar”.</p>
<p>Lá ele conhece a Dra. Grace (Sigourney Weaver), que chefia as pesquisas sobre a vida nativa do planeta, e tem feito descobertas valiosas sobre os nativos Na’Vi, extraterrestres com 3 metros de altura que possuem uma ligação muito forte com a sua terra. Mas também conhece Parker Selfridge (Giovanni Ribisi ), um inescrupuloso que comanda toda a logística da operação, que planeja uma “retirada diplomática” dos Na’Vi de um lugar sagrado para eles. Parker conta com a ajuda do Coronel Miles Quaritch (Stephen Lang), que comanda o pessoal militar, responsável por obrigar essa retirada diplomática. </p>
<p>Parker<br />
e Quaritch vêem em Jake a solução de seus problemas, e utilizam o projeto Avatar ao seu favor. O projeto Avatar consiste em passar a mente de um humano para um corpo sintético que suporta viver em Pandora, já que seu ar é mortal aos humanos. Os Avatares imitam com perfeição os Na’Vi, facilitando a sobrevivência no planeta. Jake recebe a tarefa de em 3 meses conquistar a confiança dos nativos e convencê-los a se retirarem do lugar sagrado, onde por sinal encontra-se a maior jazida do minério que tanto buscam.</p>
<p>O problema é que Jake acaba se envolvendo demais com os nativos, com direito a amor proibido e tudo mais, e precisa escolher, em que lado ele vai lutar.</p>
<p>Venhamos e convenhamos, o roteiro é pobre. Mas contrasta com a riqueza visual de Pandora. Avatar acerta em muita coisa, mas é nos menores e mais importantes detalhes que se afunda.</p>
<p>O roteiro em si, não é muito elaborado. Atolado de clichês e um enredo já batido, ainda assim consegue envolver o espectador e causar uma verossimilhança tremenda com o nosso mundo.</p>
<p>Já começando desconcertando as coisas, transformando o homem em ET, o filme nos coloca como dominadores de um mundo sem defesa. Os nativos lembram muito os indígenas que morreram aos montes em várias partes do mundo onde o imperialismo reinou e ainda a guerra ao terror dos Estados Unidos, sendo sutilmente criticada, mas no fim, lembra muito a guerra do Vietnã, onde venceu quem conhecia o terreno, e não quem tinha as melhores armas.</p>
<p>Tudo isso conta como ponto a favor da trama, mas não esconde furos tremendos, tampouco a falta de cuidado em criar diálogos que de nada acrescentam ao filme. Sem profundidade nenhuma e sendo raso em boa parte da história, por mim é considerado o maior defeito do filme. E digo mais, é o único defeito do filme. </p>
<p><img src="http://lh6.ggpht.com/_A82gYkxc0y8/Sy0nrKWQKEI/AAAAAAAABOE/TE2yoY41zl8/s400/avatar_44.jpg" alt="avatar" /></p>
<p>Saindo dessa parte, o que realmente vale a pena mesmo é o que por trás da história e diga-se de passagem, é o grande atrativo do filme. O tempo levado para desenvolver a tecnologia e o árduo trabalho por trás de tudo isso, foi recompensado com uma criação inigualável, de um mundo que só mesmo o cinema poderia proporcionar. Por conta disso, Avatar é um grande colosso cinematográfico, grandioso em tudo e épico desde já. </p>
<p>Filmado para ser a revolução 3D e adicionada ao novo xodó do cinema, o formato IMAX, o filme é de um apuro técnico invejado, os Na’Vi e todas as criaturas vivas de Pandora não parecem ser meros efeitos de computador, mas sim seres vivos, detalhadamente construídos. </p>
<p>Atentem para os detalhes nos olhos, eles ganham vida! Atentem para veias e as covinhas nos cantos das bocas, principalmente da Avatar da Sigourney Weaver, as expressões são incrivelmente idênticas as da atriz. O mesmo pode se dizer de Sam Worthington e Zoe Saldana (que interpreta Neytiri, a nativa que roubao coração de Jake Sully). </p>
<p>Durante a captura dos movimentos, quando os atores vestiam aquelas roupas com pequenos pontos que captavam os movimentos de seus corpos, micro câmeras filmavam seus rostos ao mesmo tempo, e depois as imagens gravadas eram manipuladas por computador e geraram um efeito onde o realismo é de uma perfeição que chega a emocionar. E o mesmo acontece com os animais e plantes que habitam Pandora. O olhar é o espelho da alma, e neste filme, todos no filme transparecem suas almas, sejam humanos, sejam Na’Vi, sejam animais voadores que parecem helicópteros do DaVinci.</p>
<p>A fauna e flora do planeta é algo esplendoroso. Não só a vida do planeta mas outros detalhes como água de rios e até as improváveis, porém realistas montanhas suspensas, são de uma beleza ímpar. Eu achava que Peter Jackson havia alcançado esse efeito com os cenários virtuais de King Kong, mas Avatar abocanhou esse posto muito merecidamente.</p>
<p>O chato é que nem todos terão acesso a essa “revolução”. Nem todo cinema possui IMAX, nem todo cinema é 3D. Mas mesmo em 2D é possível notar a beleza do trabalho praticamente artesanal do filme. Foram cerca de 1000 pessoas envolvidas. O resultado é fantástico.</p>
<p>A parte de som beira a perfeição. Foi algo que realmente nos inseriu dentro da proposta do filme, não apenas barulho, mas sons que nos fazem ir até Pandora e lá ficar inerte por muito tempo. A lindaça fotografia é outro ponto forte. Mesmo o filme sendo digital em boa parte, é quase impossível distinguir o que é real e o que é criado em computador. Esse fato que James Cameron atinge, é certamente uma das coisas mais próximas a realidade que um filme poderia chegar.</p>
<p>A trilha não é de muito relevante, infelizmente.<br />
O grande parceiro do Cameron, James Horner, entrega uma trilha pobre, e em muitos pontos parecidas com outros trabalhos dele, sendo o mais gritante Titanic. Sem contar a música tema do filme, que mesmo sendo boa de se ouvir, acaba lembrando muito My Heart Will Go On.</p>
<p>Mas creio que infelizmente, James Cameron irá viver sempre na sombra do que Titanic representou não só para a sua carreira, mas também para a cultura pop. E por falar nele, aqui ele prova mais uma vez ser um grande diretor de cenas de ação. Mas também, cria momentos lindos, que garantem a sua grandiosidade e consolidam a tal revolução no modo de fazer cinema que ele tanto quer. Cito por exemplo a cena em que Neytiri carrega no colo Jake Sully em forma humana. O toque que Jake dá no rosto dela é de arrepiar. Cameron capta com muita competência tudo isso. A edição, que ele assina também, é outro componente a favor, já que deixa tudo mais claro, e não aquele retalho de cortes que Michael Bay faz em seus filmes. As cenas de ação são intensas e empolgantes, garantindo a diversão que o filme propõe.</p>
<p>E foi com isso que o filme me conquistou. Não precisou ser um primor no roteiro, mas sendo algo que está ali pra divertir e oferecer sensações que nenhum outro filme conseguiu recentemente, já vale a consideração. Foi como se eu estivesse assistindo a O Mágico de Oz com 6 anos de novo. Completamente hipnotizado pelo filme. O efeito foi o mesmo. Entrar em Pandora foi como visitar o mundo de Oz mais uma vez, só que agora em outra conotação. </p>
<p>É com toda a segurança do mundo que admito: James Cameron conseguiu mais uma vez, queiram ou não.</p>
<p>Claro que ele poderia ter trabalhado num roteiro mais elaborado e sem tantos erros, o que certamente transformaria Avatar numa grande obra prima. Mas lembrem-se, roteiro nunca foi o forte do Cameron. Então sente-se e sinta Pandora. A experiência é ímpar.</p>
<p><img src="http://lh4.ggpht.com/_A82gYkxc0y8/Sy0pr0TzV0I/AAAAAAAABOQ/joQkqVvupL4/s400/avatar_46.jpg" alt="avatar" /></p>
<p>Nota: 9,0 (poderia ser 10, mas Cameron derrapou no roteiro!).</p>
<p>Avatar, 2009</p>
<p>Direção: James Cameron.<br />
Atores: Sam Worthington, Zoe Saldana, Sigourney Weaver, Lola Herrera, Joel David Moore, Giovanni Ribisi, Michelle Rodriguez, Stephen Lang, Wes Studi, CCH Pounder, Laz Alonso, Dileep Rao, Matt Gerald, Sean Anthony Moran, Scott Lawrence.<br />
Duração: 162 min.</p>
Posted in EUA  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lella.wordpress.com/5510/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lella.wordpress.com/5510/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lella.wordpress.com/5510/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lella.wordpress.com/5510/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lella.wordpress.com/5510/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lella.wordpress.com/5510/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lella.wordpress.com/5510/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lella.wordpress.com/5510/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lella.wordpress.com/5510/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lella.wordpress.com/5510/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemaeaminhapraia.com.br&blog=1479777&post=5510&subd=lella&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>The Commitments &#8211; Loucos pela Fama</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Dec 2009 05:55:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elaine Truiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Irlanda]]></category>
		<category><![CDATA[Comédia]]></category>
		<category><![CDATA[Drama]]></category>
		<category><![CDATA[Formação de Banda Musical]]></category>
		<category><![CDATA[Musical]]></category>
		<category><![CDATA[Soul]]></category>

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		<description><![CDATA[The Commitments &#8211; Loucos pela Fama
(The Commitments, Irlanda/Reino Unido/EUA, 1991)

Direção: Alan Parker
Elenco: Robert Arkins, Michael Aherne, Angeline Ball, Maria Doyle Kennedy, Dave Finnegan, Brohagh Gallagher, Andrew Strong
Baseado no romance de Roddy Doyle
“Se você tem ‘soul’ (alma), a banda mais trabalhadora do mundo está esperando o seu contato.” Este anúncio abre um filme delicioso, tanto no [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemaeaminhapraia.com.br&blog=1479777&post=5496&subd=lella&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2009/12/the-commitments_poster.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5497" title="The-Commitments_poster" src="http://lella.files.wordpress.com/2009/12/the-commitments_poster.jpg?w=363&#038;h=430" alt="" width="363" height="430" /></a><strong>The Commitments &#8211; Loucos pela Fama</strong><br />
(<a href="http://www.imdb.com/title/tt0101605/">The Commitments</a>, Irlanda/Reino Unido/EUA, 1991)</p>
<div>
<p>Direção: Alan Parker</p>
<p>Elenco: Robert Arkins, Michael Aherne, Angeline Ball, Maria Doyle Kennedy, Dave Finnegan, Brohagh Gallagher, Andrew Strong</p>
<p>Baseado no romance de Roddy Doyle</p>
<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2009/12/the-commitments_a-banda.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-5499" title="The-Commitments_A-Banda" src="http://lella.files.wordpress.com/2009/12/the-commitments_a-banda.jpg?w=300&#038;h=161" alt="" width="300" height="161" /></a>“Se você tem ‘soul’ (alma), a banda mais trabalhadora do mundo está esperando o seu contato.” Este anúncio abre um filme delicioso, tanto no que se refere à história, quanto à trilha sonora: Mustang Sally, Try a Little Tenderness, Take me to the River, The Midnight Hour&#8230;</p>
<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2009/12/the-commitments_a-banda-tocando.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-5500" title="The-Commitments_A-Banda-tocando" src="http://lella.files.wordpress.com/2009/12/the-commitments_a-banda-tocando.jpg?w=300&#038;h=164" alt="" width="300" height="164" /></a>Jimmy Rabbitte quer montar uma banda de irlandeses negros&#8230; Hm, na verdade, isso é um pouco difícil, mas ele consegue convencer alguns sardentos de que eles são negros e tem orgulho. Eles passam horas vendo James Brown, repetindo o mantra&#8230;</p>
<p>O pai de Jimmy, grande fã de Elvis, não bota muita fé na idéia, mas&#8230;</p>
<p>Ele seleciona algumas pessoas, todos inexperientes, mas acha o cantor perfeito: egocêntrico e irrascível. Bem, o baterista também não se controla, as meninas estão se encontrando na vida, ou seja, caos. Até que o poderoso Joey, digo, o veterano Joey passa a ensinar o verdadeiro soul com seu trompete&#8230; Inclusive, as meninas tem muito a aprender com o experiente Joey.</p>
<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2009/12/the-commitments_andrew-strong.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-5501" title="The-Commitments_Andrew-Strong" src="http://lella.files.wordpress.com/2009/12/the-commitments_andrew-strong.jpg?w=216&#038;h=145" alt="" width="216" height="145" /></a>A banda se destaca e o genioso Andrew Strong rouba a cena, cantando muito! Existe uma banda até hoje, que já se apresentou no Brasil.</p>
<p>Adoro e espero que mais gente tenha assistido.</p>
</div>
<div><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://cinemaeaminhapraia.com.br/2009/12/19/the-commitments-loucos-pela-fama/"><img src="http://img.youtube.com/vi/3paf2TLrgsg/2.jpg" alt="" /></a></span></div>
<div><span style="text-decoration:underline;"><strong>Trilha Sonora de The Commitments</strong></span>:<br />
1 Mustang Sally (Andrew Strong)<br />
2 Take Me to the River ( Andrew Strong)<br />
3 Chain of Fools (Angeline Ball, Maria Doyle)<br />
4 The Dark End of the Street (Andrew Strong)<br />
5 Destination: Anywhere (Niamh Kavanagh)<br />
6 I Can&#8217;t Stand the Rain (Angeline Ball)<br />
7 Try a Little Tenderness ( Andrew Strong)<br />
8 Treat Her Right (Robert Arkins)<br />
9 Do Right Woman, Do Right Man (Niamh Kavanagh)<br />
10 Mr. Pitiful (Andrew Strong)<br />
11 I Never Loved a Man (The Way I Love You) (Maria Doyle)<br />
12 In the Midnight Hour (Andrew Strong)<br />
13 Bye Bye Baby (Maria Doyle)<br />
14 Slip Away (Robert Arkins)</div>
<div><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://cinemaeaminhapraia.com.br/2009/12/19/the-commitments-loucos-pela-fama/"><img src="http://img.youtube.com/vi/65GfSt75MVc/2.jpg" alt="" /></a></span></div>
<div><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://cinemaeaminhapraia.com.br/2009/12/19/the-commitments-loucos-pela-fama/"><img src="http://img.youtube.com/vi/c_-vdYhUNnA/2.jpg" alt="" /></a></span></div>
Posted in Irlanda Tagged: Comédia, Drama, Formação de Banda Musical, Musical, Soul <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lella.wordpress.com/5496/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lella.wordpress.com/5496/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lella.wordpress.com/5496/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lella.wordpress.com/5496/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lella.wordpress.com/5496/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lella.wordpress.com/5496/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lella.wordpress.com/5496/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lella.wordpress.com/5496/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lella.wordpress.com/5496/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lella.wordpress.com/5496/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemaeaminhapraia.com.br&blog=1479777&post=5496&subd=lella&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Atividade Paranormal</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Dec 2009 08:22:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>LELLA</dc:creator>
				<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[_Mais Um Olhar]]></category>
		<category><![CDATA[assombração]]></category>
		<category><![CDATA[Terror]]></category>
		<category><![CDATA[Thriller]]></category>

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		<description><![CDATA[A receita é velha mas eficiente: Um tom de documentário para dar realismo, atores completamente desconhecidos e nenhum crédito ou trilha sonora.
A fórmula que arrebatou plateias do mundo com “Bruxa de Blair” é repetida aqui no filme de Oren Peli &#8211; Atividade Paranormal -, com um tema um pouco diferente: Uma assombração que perturba um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemaeaminhapraia.com.br&blog=1479777&post=5485&subd=lella&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2009/12/atividade-paranormal_poster.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5487" title="atividade-paranormal_poster" src="http://lella.files.wordpress.com/2009/12/atividade-paranormal_poster.jpg?w=354&#038;h=424" alt="" width="354" height="424" /></a>A receita é velha mas eficiente: Um tom de documentário para dar realismo, atores completamente desconhecidos e nenhum crédito ou trilha sonora.</p>
<p>A fórmula que arrebatou plateias do mundo com “<a href="http://cinemaeaminhapraia.com.br/2009/01/07/a-bruxa-de-blair-the-blair-witch-project/">Bruxa de Blair</a>” é repetida aqui no filme de Oren Peli &#8211; <strong><a href="http://www.imdb.com/title/tt1179904/">Atividade Paranormal</a></strong> -, com um tema um pouco diferente: Uma assombração que perturba um casal até que eles resolvam chamar um especialista para afastar a terrível presença.</p>
<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2009/12/tabuleiro-de-ouija.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-5486" title="Tabuleiro de Ouija" src="http://lella.files.wordpress.com/2009/12/tabuleiro-de-ouija.jpg?w=137&#038;h=92" alt="" width="137" height="92" /></a>O filme até que assusta eventualmente, criando uma tensão crescente que leva ao clímax não muito surpreendente, embora lance mão de elementos manjadíssimos no gênero, como talco para desvendar pegadas, portas que batem e o velho tabuleiro de Ouija. No entanto, acho que como seu precursor, “A Bruxa”, funciona melhor no vídeo caseiro.</p>
<p>Mas há outro mistério desconcertante que percorre todo o filme: Que tanta beleza é esta que o ator vê o tempo inteiro em sua parceira? Descontando o tal do amor, só pode ser um “encosto” de mau gosto.</p>
<p>Carlos Henry.</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://cinemaeaminhapraia.com.br/2009/12/12/atividade-paranormal-2/"><img src="http://img.youtube.com/vi/HLtRBRQcZyE/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
Posted in EUA, _Mais Um Olhar Tagged: assombração, Terror, Thriller <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lella.wordpress.com/5485/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lella.wordpress.com/5485/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lella.wordpress.com/5485/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lella.wordpress.com/5485/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lella.wordpress.com/5485/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lella.wordpress.com/5485/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lella.wordpress.com/5485/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lella.wordpress.com/5485/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lella.wordpress.com/5485/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lella.wordpress.com/5485/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemaeaminhapraia.com.br&blog=1479777&post=5485&subd=lella&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>Abraços Partidos (Los Abrazos Rotos)</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Dec 2009 07:50:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>LELLA</dc:creator>
				<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[adultério]]></category>
		<category><![CDATA[cegueira]]></category>
		<category><![CDATA[Homossexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Almodóvar]]></category>
		<category><![CDATA[Penélope Cruz]]></category>

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		<description><![CDATA[Não se incomode com o fato de não haver novidades no mais recente filme de Pedro Almodóvar: Abraços Partidos.
Lá está um emaranhado de situações confusas, dramáticas, engraçadas e curiosas que vão convergendo no final; um diretor de cinema problemático que é seu alter ego; uma atriz radiante e glamorosa, no caso, a excelente Penélope Cruz [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemaeaminhapraia.com.br&blog=1479777&post=5475&subd=lella&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a rel="attachment wp-att-5477" href="http://cinemaeaminhapraia.com.br/2009/12/12/abracos-partidos-los-abrazos-rotos/almodovar-and-penelope-cruz_abracos-partidos/"><img class="aligncenter size-full wp-image-5477" title="Almodóvar-and-Penélope-Cruz_Abracos-Partidos" src="http://lella.files.wordpress.com/2009/12/almodovar-and-penelope-cruz_abracos-partidos.jpg?w=500&#038;h=331" alt="" width="500" height="331" /></a>Não se incomode com o fato de não haver novidades no mais recente filme de Pedro Almodóvar: <strong><a href="http://www.imdb.com/title/tt0913425/">Abraços Partidos</a></strong>.</p>
<p>Lá está um emaranhado de situações confusas, dramáticas, engraçadas e curiosas que vão convergendo no final; um diretor de cinema problemático que é seu alter ego; uma atriz radiante e glamorosa, no caso, a excelente Penélope Cruz e muitas citações de arte como filmes importantes (<a href="http://www.imdb.com/title/tt0051378/">Ascensor para o Cadafalso</a>, do Louis Malle) e pinturas famosas (<a href="http://lella.files.wordpress.com/2009/12/magritte-the-lovers.jpg">Les amants, de Magritte</a>).</p>
<p><a rel="attachment wp-att-5476" href="http://cinemaeaminhapraia.com.br/2009/12/12/abracos-partidos-los-abrazos-rotos/abracos-partidos/"><img class="aligncenter size-full wp-image-5476" title="ABRAÇOS PARTIDOS" src="http://lella.files.wordpress.com/2009/12/abracos-partidos.jpg?w=500&#038;h=270" alt="" width="500" height="270" /></a>Na verdade, tudo é motivo para as cenas resplandecerem na tela grande e fixarem-se na memória quando Almodóvar está dirigindo. Do quadro banal de uma lágrima no tomate ou da aplicação de um cílio postiço até o impressionismo impresso na granulação planejada de um beijo filmado pouco antes da morte.</p>
<p>O diretor acertou em repetir a sua velha receita. Saiu tudo perfeito como um bolo simples de fim de tarde.</p>
<p>Carlos Henry.</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://cinemaeaminhapraia.com.br/2009/12/12/abracos-partidos-los-abrazos-rotos/"><img src="http://img.youtube.com/vi/eP5IfDyx2ho/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
Posted in Espanha Tagged: adultério, cegueira, Homossexualidade, Pedro Almodóvar, Penélope Cruz <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lella.wordpress.com/5475/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lella.wordpress.com/5475/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lella.wordpress.com/5475/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lella.wordpress.com/5475/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lella.wordpress.com/5475/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lella.wordpress.com/5475/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lella.wordpress.com/5475/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lella.wordpress.com/5475/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lella.wordpress.com/5475/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lella.wordpress.com/5475/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemaeaminhapraia.com.br&blog=1479777&post=5475&subd=lella&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>O Exorcista</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Dec 2009 17:21:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ra30</dc:creator>
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Os anos 70 realmente foram importantes para o cinema. Lá foi divisor de água na vida de Martin Scorsese, fez um panorama de um mundo em crise, em guerra, e claro, com medo. O cinema fez um estudo completo do que foi aquela década, contando histórias que vão da superação (como Rocky) à solidão (como [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemaeaminhapraia.com.br&blog=1479777&post=5462&subd=lella&ref=&feed=1" />]]></description>
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<p>Os anos 70 realmente foram importantes para o cinema. Lá foi divisor de água na vida de Martin Scorsese, fez um panorama de um mundo em crise, em guerra, e claro, com medo. O cinema fez um estudo completo do que foi aquela década, contando histórias que vão da superação (como Rocky) à solidão (como Táxi Driver). Mas lá no meio de tantas obras primas, havia um terror que chegou chegando, invadindo a cabeça e a mentalidade de uma nação fervorosamente religiosa e que estava passando por uma crise tenebrosa. O Exorcista conseguiu ir além de um filme de terror.</p>
<p>William Peter Blatty precisava pagar as contas, e durante a faculdade, escreveu o que seria o seu Best Seller e consequentemente o passaporte definitivo para o cinema. Do livro que escreveu, construiu um roteiro que podemos sem medo dizer que é a xérox do original. O filme chegou às mãos de William Friedkin, um diretor que estava em alta no começo da década com filmaços como Operação França, pelo qual recebeu um OSCAR. O filme pronto foi como um choque na sociedade. Tratar de um tema tão delicado, que envolvesse religião e dúvida quanto a fé poderia ser arriscado. Tanto que até hoje, polêmicas em cima de polêmicas cercam o filme. Só que O Exorcista não deve ser visto apenas como um filme de terror.</p>
<p>Chris MacNeil (Ellen Burstyn) é uma atriz de muito sucesso. Alugou uma casa em Washington, que está servindo de locação para seu novo filme, um musical dirigido por um excêntrico e beberrão diretor, Burke Dennings (Jack MacGowran). Ela levou junto o casal de empregados, a secretária de todas as horas Sharon (Kitty Winn) e a filha de 12 anos Reagan (Linda Blair). </p>
<p>Na casa tudo está ocorrendo bem, tirando as piadas de humor duvidoso por parte de Burke dirigidas a Karl, um dos empregados. Chris e Reagan tem uma relação que vai além da paternidade e amizade. Mas algo mesmo assim mantém elas distante uma da outra. Na solidão da pré adolescência, Reagan encontra conforto numa mesa de ouija, um jogo onde ela pode conversar com espíritos. Os dias vão passando e barulhos estranhos começam a rondar a casa, Reagan começa a demonstrar um comportamento estranho, profere palavrões e protagoniza cenas bizarras em casa. Preocupada a mãe procura ajuda médica.</p>
<p><img src="http://lh6.ggpht.com/_A82gYkxc0y8/Sn3jiMEM-oI/AAAAAAAAAfs/IY9FB2-U310/s400/anexo_668.jpg" alt="exorcista" /></p>
<p>Começam um tratamento que não surte muito efeito a principio, Reagan começa a tomar remédios controlados e seu estado só piora. Ela se transforma num monstro, e quando tudo começa a ser ligado a esquizofrenia, as suspeitas de possessão demoníaca começa a ser evidente. Chris que nunca acreditou nisso começa a procurar desesperada a ajuda de tudo e todos.</p>
<p>Do outro lado há o padre Damien Karras (Jason Miller), uma versão católica de Rocky Balboa, tanto na fisionomia quanto no psicológico. Ele perdera a mãe recentemente e tem passado o tempo duvidando da própria fé. Há também o padre Lankester Merrin (Max Von Sydow), que há muito tempo (história contada na bela porcaria Exorcista o Início) enfrentou o demônio e crê que ainda há contas a serem acertadas entre ele e o demônio, o Pazuzu.</p>
<p>As coisas começam a piorar depois que o diretor Burke é brutalmente assassinado e o intrometido Tenente William F. Kinderman (Lee J. Cobb) parte para a investigação. E também Reagan demonstrando seu lado demoníaco de maneira mais que assustadora, com voz engrossada, força sobre humana e mais ofensas. </p>
<p>O demônio é mentiroso e usa disso para brincar com as pessoas, e o caminho até o exorcismo será marcado por espinhos e pedras. O padre Karras e o padre Merrin terão problemas tanto com o demônio quanto com sua própria fé. O mesmo para Chris que passará pelo mesmo aperto.</p>
<p>Presente em todas as listas de “Melhores filmes de terror do cinema”, O Exorcista é um filme que consegue ser imparcial ao que tange o tema da religião. Em nenhum momento o filme defende ideologias e nem faz pregações sobre o tema. Apenas mostra o que tem que mostrar, a interpretação do lado religioso cabe ao espectador ver, e com isso, o filme alcança o seu maior triunfo. William Friedkin, conseguiu criar um suspense incrível em cima de um tema	que geraria polêmica atrás de polêmica. E ele conseguiu se sair bem e ainda por cima superar as espectativas. </p>
<p><img src="http://lh6.ggpht.com/_A82gYkxc0y8/Sn4ZC4C0aDI/AAAAAAAAAgQ/QrWixPvUz5I/s400/o_exorcista.jpg" alt="exorcista" /></p>
<p>Baseado no próprio livro, William Peter Blatty nos oferece detalhes incríveis de uma situação que vive no imaginário das pessoas há muito tempo. Baseado em uma história verídica, ele criou toda a sua trama conseguindo agradar vários estilos. O filme infelizmente engoliu alguns, mas conseguiu com uma precisão cirúrgica explorar outros de forma magistral. O drama constante e o suspense marcado por pouco grito e muita coisa chocante, criam um clima perfeito para o enredo e com muita competência, Friedkin conseguiu repassar isso na tela.</p>
<p>A direção é ágil, beirando a perfeição. Ele se agarra aos elementos técnicos e cria um espetáculo visual tremendo. Que fotografia linda! O uso de luz, principalmente na seqüência do exorcismo chega a ser perfeito. </p>
<p>O som é outro estouro, ainda mais na versão restaurada de 2000 (aquele telefone ainda me deixa de cabelos em pé). Os barulhos deixam tudo mais tenso e essa jogada consegue deixar as cenas com uma tensão deliciosa, coisa que as desnecessárias continuações esqueceram de ter.</p>
<p>Mas uma coisa que me deixou muito apavorado foi os rostos do Pazuzu que aparecem em certos pontos do filme. Note que não há som que indique a aparição deles (se fosse hoje em dia teria uma música e o filme perderia uns 20% da graça), o silêncio é o que causa o tau susto. O melhor é a sensação que deixa. Por umas semanas andei vendo aquele rosto pela casa  e claro, fiquei apavorado. Ainda bem que os deuses conspiraram ao meu favor e isso acabou, mas veja o que um bom filme de terror causa. Duvido que outra produção de terror consiga deixar essas sensações por algum tempo.<br />
Outro ponto que não poderia deixar de destacar é a construção da trama e das personagens. Mesmo que paralelas, conseguem andar juntas e entregar um resultado maravilhoso. Com uma montagem caprichada, o filme parece contar 3 histórias: Chris MacNeil e seus probelamas com a filha e a morte de Burke Dennings, Padre Karras e seu dilema com a fé, e Padre Merrin e seu inimigo, o Pazuzu. E tudo se junta ao final do filme, as três histórias e seu desfecho que para uns é o esperado e para outros ainda surpreendente.</p>
<p><img src="http://lh4.ggpht.com/_A82gYkxc0y8/Sn4aWLFJpoI/AAAAAAAAAgc/Lu1YLfVKzhY/s400/exorcista01.jpg" alt="exorcista" /></p>
<p>Atuações perfeitas e muito convincentes completam o filme. Dez indicações ao OSCAR, o primeiro filme de terror a ser indicado (merecidamente) a melhor filme e vencedor em duas categorias: Roteiro Adaptado e Som. </p>
<p>Um filme histórico, e certamente um dos melhores do gênero.</p>
<p>Nota: (não poderia ser outra) 10 e com aplausos em pé!</p>
<p>The Exorcist, 1973 (EUA)</p>
<p>Direção: William Friedkin<br />
Atores: Ellen Burstyn, Max Von Sydow, Lee J. Cobb, Kitty Winn, Jack MacGowran<br />
Duração: 123 min</p>
Posted in EUA  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lella.wordpress.com/5462/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lella.wordpress.com/5462/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lella.wordpress.com/5462/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lella.wordpress.com/5462/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lella.wordpress.com/5462/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lella.wordpress.com/5462/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lella.wordpress.com/5462/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lella.wordpress.com/5462/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lella.wordpress.com/5462/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lella.wordpress.com/5462/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemaeaminhapraia.com.br&blog=1479777&post=5462&subd=lella&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>A Vida Íntima de Pippa Lee. Ou, deixando de ser uma Doméstica em seu Lar Doce Lar</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Dec 2009 00:39:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>LELLA</dc:creator>
				<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Alan Arkin]]></category>
		<category><![CDATA[Drama]]></category>
		<category><![CDATA[infidelidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Keanu Reeves]]></category>
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		<category><![CDATA[relação mãe e filha]]></category>
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		<category><![CDATA[Romance]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a rel="attachment wp-att-5452" href="http://cinemaeaminhapraia.com.br/2009/12/08/a-vida-intima-de-pippa-lee-ou-deixando-de-ser-uma-domestica-em-seu-lar-doce-lar/a-vida-intima-de-pippa-lee_poster-3/"><img class="aligncenter size-full wp-image-5452" title="A Vida Íntima de Pippa Lee_poster" src="http://lella.files.wordpress.com/2009/12/a-vida-intima-de-pippa-lee_poster2.jpg?w=353&#038;h=514" alt="" width="353" height="514" /></a>Não sei se assisti a esse filme num dia sem a menor paciência para &#8216;prendas do lar&#8217;. O certo é que tive que fazer força para não cair no sono na primeira meia hora do filme. Aliás, esse é um daqueles filmes que se enxugassem uns vinte minutos, ficaria mais amarradinho. Mas como esse filme me levou a uma divagações, terá spoilers.</p>
<p>Tudo bem que nesse período entediante&#8230; era mostrado a vida de uma dona de casa branquinha dos Estados Unidos. Algo como a própria Pippa Lee definiu: de que a maioria queriam e viviam como a de um comercial de margarina. Digo o branquinha, por aquilo que vimos nos filmes. Principalmente retratando há mais de trinta anos atrás. Uma dona de casa negra, não teria sido retratada assim. Seria mais como em &#8216;<a href="http://www.imdb.com/title/tt0109484/">Corina</a>&#8216;, com a Whoopy Goldberg. E se for para esteriotipar com comicidade, creio que &#8216;<a href="http://www.imdb.com/title/tt0043208/">Y Love Lucy</a>&#8216; é ainda imbativel. Ok! Essa era uma Série de Tv, mas que eu adorava assistir.</p>
<p>Pippa Lee (Robin Wright Penn) começa o filme como uma dona de casa de uma classe média&#8230; diria que alta, pela casa. Como num comercial&#8230; mesmo servindo um jantar feito por ela&#8230; parecia era ter saído de um salão de beleza. Muito elogiada por todos, mas algo dito pelo seu filho, lhe faz parar e reavaliar a sua vida. De algo eu gostei muito: embora faça isso aos cinquenta anos de idade, deixa a mensagem que nunca é tarde demais para um &#8216;Acorda Mulher!&#8217;.</p>
<p>Acontece que ao longo do filme, vemos que poderia ter feito isso bem antes de casar, ter filhos&#8230; É quando começa a contar sobre a sua relação com a sua mãe, Suky (Maria Bello). Em criança (Madeline McNulty), se sente responsável pelo comportamento de sua mãe. Suky, por sua fraqueza emocional, se aproveita dessa dependência. Até porque suas outras tábuas de salvação seriam as anfetaminas, e sonhando que vivia como num filme, num comercial&#8230; Pippa era uma também, mas que lhe dava um eco&#8230;</p>
<p>Pippa só descobre o que deixava a mãe entre fase depressiva, e eufórica, já adolescente (Blake Lively). Assim mesmo, porque seu irmão contou. Resolve então experimentar&#8230; para ver se vivenciando encontraria a causa. Mas por esse caminho, era como pegar um atalho direto para uma das consequências. Pois uma das causas, seria uma vida onde se excluísse por completo. Seguindo o determinado culturalmente &#8211; casar, engravidar, cuidar do marido, filhos, casa&#8230; -, e de si, só cuidados com a aparência. Para não quebrar o ciclo. De ser uma dona de casa elogiada por todos. Sempre solícita. Sem negativas.</p>
<p>No filme &#8216;<a href="http://www.imdb.com/title/tt0304415/">O Sorriso de Monalisa</a>&#8216;, creio que foi a personagem de Kirsten Dunst que diz para a de Julia Roberts, que uma mulher também pode se sentir plenamente realizada sendo apenas dona de casa. Embora aceite tal argumento, ainda assim me pego a pensar se no fundo Pippa não estaria ocultando uma inaptidão para uma realização profissional. Ou mesmo por não saber viver só.</p>
<p>Após ver que tomara o caminho errado, Pippa foge de casa. Indo morar com uma tia, Trish (Robin Weigert). Lá, descobre a homossexualidade da tia. Algo que para ela, vê como uma subversão. Que a deixa excitada, mas no sentido de rebeldia. Embora sua tia diz que terá que voltar aos estudos, Pippa se deixa seduzir pela companheira de sua tia, Kat (Julianne Moore). Pelo trabalho dela&#8230; E quando a tia descobre&#8230; acabou-se o que era doce.</p>
<p>Pippa era meio limitada. Intelectualmente fraca. O que a levou a seguir o ciclo, em vez de quebrá-lo. Não chegou a fazer o que sua mãe fazia. Mas colocou na cabeça que queria ser indispensável para as pessoas. Sem aptidão profissional, só lhe restava ser uma dona de casa nota mil.</p>
<p>Conhece Herb (Alan Arkin), um escritor, e trinta anos mais velho. Ele estava casado com Gigi (Monica Bellucci). Mas Herb foi se apaixonando perdidamente por Pippa. Até que por um acontecimento trágico&#8230; Pippa que antes gostava de ser o centro das atenções dele, é levada a ser esposa dele. Conseguindo ai mostrar o seu valor como dona de casa, mãe, e esposa exemplar. Deixando a si mesmo de fora desse pacote. No final&#8230; bem, é como se trocasse da casa: trocando uma fixa por uma móvel.</p>
<p>Herb até tenta lhe dá meios para que adquira muito mais cultura. Mas não era mesmo a praia de Pippa.</p>
<p>De volta ao seu presente&#8230; Pippa descobre que tal qual a sua mãe, também tinha um segredo. Algo onde extravasava a sua frustração. Mas fazer um balanço do passado é bem mais fácil. Já do seu presente, não. E para confundir ainda mais suas emoções, descobre que seu marido a está traindo com sua melhor amiga, Sandra (Winona Ryder). Bem mais jovem que ambos. Ela é casada com Sam (Mike Binder). Este nutre uma paixão por Pippa. Até por achá-la a esposa que todo homem deveria ter. Talvez, por destratar, humilhar publicamente a esposa, é que Sandra quis dar-lhe um troco. Mas por também se sentir por baixo, encontra no amigo Herb a sua tábua de salvação.</p>
<p>Eis que surge um não tão jovem meio rebelde no caminho de Pippa. Ele é Chris (Keanu Reeves). Que após uma separação, volta à casa paterna. Esses, vizinhos de Pippa. A mãe de Chris, é mais uma dona de casa a se preocupar mais com o que os outros irão dizer, do que consigo própria. Chris, é daqueles cara sem a menor aspiração profissional. Mas não que isso lhe pese tanto. O que o leva a tentar afastar-se das que seguem essa cartilha.</p>
<p>Pippa, inconscientemente, tenta ver nessa relação o porque de sua filha menosprezá-la. Grace (Zoe Kazan) se ligou mais ao pai. Pippa novamente, busca por uma causa, pegando um atalho que a leva para longe. Até que dessa vez, o destino deu uma mãozinha&#8230; Embora uma cena curtinha, mãe e filha se entendem.</p>
<p>Após repassar toda a sua vida a limpo&#8230; Pippa vai viver, vivenciar algo que não vivera no passado. Por ter-se ligado logo a um homem bem mais velho. Em busca de uma adolescência/juventude tardia. Errada, não estava. Até porque carreira profissional nunca fizeram mesmo parte do seu ideal de vida. Ambos, Chris e ela curtiam essa vida&#8230; mediana.</p>
<p>Como falei no início, com menos uns 20 minutos de filme, ficaria melhor. Se chegou até esse trecho, e se interessou pela história, assista. Mas se tiver um outro que queira muito ver, ou rever, nem pense duas vezes. Esse aqui, seria um que já poderia ter ido logo para a tv. É um filme mediano. E confessando que fiquei pensando porque a Julianne Moore aceitou fazer esse filme.</p>
<p>Por: Valéria Miguez (LELLA).</p>
<p><strong>A Vida Íntima de Pippa Lee (<a href="http://www.imdb.com/title/tt1134629/">The Private Lives of Pippa Lee</a>). 2009</strong>. EUA. Direção e Roteiro: Rebecca Miller. Gênero: Drama. Duração: 93 minutos.</p>
Posted in EUA Tagged: Alan Arkin, Drama, infidelidade, Julianne Moore, Keanu Reeves, Monica Bellucci, Reflection, relação mãe e filha, Robin Wright Penn, Romance, S&amp;M, Winona Ryder <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lella.wordpress.com/5440/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lella.wordpress.com/5440/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lella.wordpress.com/5440/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lella.wordpress.com/5440/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lella.wordpress.com/5440/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lella.wordpress.com/5440/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lella.wordpress.com/5440/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lella.wordpress.com/5440/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lella.wordpress.com/5440/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lella.wordpress.com/5440/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cinemaeaminhapraia.com.br&blog=1479777&post=5440&subd=lella&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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