A Saga 007 – James Bond

atores_james-bond-007Este é o fim
Segure a respiração e conte até dez
Sinta a Terra se mexer e então
Ouça meu coração explodir novamente
Pois este é o fim
Eu me afoguei e sonhei este momento
Tão atrasado, eu devo a eles
Emocionada, fui levada” (Adele – Skyfall)

A saga 007 traz em seu contexto as aventuras de James Bond um homem alto, moreno, de olhar penetrante, viril, porte atlético, sedutor, com idade estimada entre 33 e 40 anos, apreciador de vodka-martini (Batido. Não mexido) exímio atirador com licença 00 para matar (sétimo agente desta categoria especial, daí seu código 007) e perito em artes marciais, que combatia o mal pelo mundo (muitas vezes representado pela URSS naqueles tempos de Guerra Fria), a serviço do governo de Sua Majestade, com charme, elegância e cercado de belas mulheres, sempre se apresentando com a famosa frase “Meu nome é Bond, James Bond“.

ian-fleming_007James Bond é um agente secreto fictício do serviço de espionagem britânico MI-6, criado pelo escritor Ian Fleming em 1953. O personagem tornou-se um sucesso de venda e popularidade em inúmeros países.

Os diversos filmes da série trazem muita ação, espionagem, suspense e cenas picantes entre Bond e suas belas mulheres. Os filmes 007 foram produzidos inicialmente por Harry Saltzman e Albert Broccoli, detentores dos direitos cinematográficos de quase toda a obra já escrita por Ian Fleming.

007-SKYFALL_2012O novo filme da série 007 – Operação Skyfall narra o roubo de um HD contendo informações valiosas sobre a identidade de diversos agentes, infiltrados em células terroristas espalhadas ao redor do planeta, faz com que James Bond (Daniel Craig) parta atrás do ladrão. A perseguição segue pelas ruas de uma cidade na Turquia e acaba em cima de um trem. Precisando impedir que a peça seja levada, M (Judi Dench) ordena que a agente Eve (Naomi Harris) dispare, mesmo sabendo que o tiro pode atingir Bond. É o que acontece, fazendo com que o agente 007 despenque de uma altura incrível. Considerado morto, Bond passa a levar uma vida como “fantasma” até assistir, pela TV, o ataque terrorista sofrido pelo MI6 em plena Londres. Disposto a mais uma vez defender seu país, ele retorna à capital inglesa e se reapresenta a M, mesmo guardando uma certa mágoa dela por ter ordenado o disparo.

skyfall-daniel-craig-javier-bardemUm grande herói precisa sempre de um grande vilão e isso faltou em Cassino Royale e, principalmente em Quantum of Solace. Aqui, entretanto, no deparamos com um antagonista de respeito. O Raoul Silva vivido por Javier Bardem é um personagem interessantíssimo, que tem tudo para fazer história como um dos mais icônicos vilões de 007. É curioso perceber a capacidade do ator em transformar sujeitos de visuais bizarros em seres temidos. Se em Onde os Fracos Não Têm Vez aparecia com uma franja ridícula, aqui está ainda mais estranho com os cabelos e sobrancelhas tingidas. Ainda com relação a Silva, os produtores merecem aplausos ao investir em um personagem complexo, com indícios inclusive de uma homossexualidade. O primeiro encontro entre 007 e Raoul é excelente e mostra o quão confortáveis estão os atores com seus papéis.

Ao contrário dos últimos longas, que sempre trazia vilões com pretensões globais, aqui nos deparamos com um sujeito em uma jornada pessoal de vingança. Isso não significa que suas ações não afetarão muitas pessoas, mas é interessante ver esse tipo de abordagem na franquia. Bond e Silva entram em um jogo de gato e rato (ou rato e rato, como diz o filme) que afetará muitas vidas.

Sam Mendes realizou um ótimo trabalho na produção; valorizando as imagens, cores merecendo aplausos, a trilha de Thomas Newman também rouba a cena, com destaque para a canção tema “Skyfall”, composta e apresentada por Adele. Na verdade, o filme é quase um primor técnico. O design de som, a mixagem e a edição de som chamam a atenção pela qualidade e pelo fato de trabalharem para o filme, não se preocupando em um segmento roubando o espaço do outro.

007 é um eterno clássico do cinema mundial; uma verdadeira obra-prima.

Curiosidade: Lista completa dos filmes com o personagem 007 James Bond no IMDb.

Argo (2012)

94932_galArgo narra uma história emocionante, que mistura sorte, ousadia, e astúcia nas vidas de seis diplomatas americanos, que se escondem no Irão durante a Revolução Islâmica de 1979. Inspirado em fatos reais, o diretor Ben Affleck usa imagens de noticiários da época, capturando uma nação com raiva e prestes a transbordar. Depois da queda da embaixada americana em Teerã, seguimos os seis americanos escapando pela porta de trás e encontrando refúgio na casa do embaixador canadense.

Affleck– que não compromete em protagonizar o filme, mas que deveria ter escalado um ator de verdade para viver o ex-Agência Central de Inteligência, Tony Mendez, que teve a idéia de fazer um filme falso de ficção científica para resgatar os americanos no Teerã. Affleck brilha mesmo é  atrás das cameras, dirigindo e tendo o apoio de John Goodman, Alan Arkin, Bryan Cranston e um elenco sólido, embora o roteiro pareça concentrar-se menos sobre os atores e muito mais sobre o conteúdo e num humor cínico, que não curti tanto, mas que não compromete ao resultado do filme em si.

O filme é baseado no livro “The Masters of Disguise” de Antonio J. Mendez (não li, mas estou super afim de ler) e no artigo “The Great Escape”* de Joshuah Bearman (li,e, é excelente!). Como Hollywood tem uma longa história de reescrever a história, não é tão chocante assim que Affleck focalize apenas na figura Tony Mendez e no trabalho da CIA, e quase deixando de lado a figura do embaixador Ken Taylor (um Victor Garber quase sem falas) e da participação da Embaixada do Canadá para salvar as vidas desses seis americanos. 93947_galComo Tony Mendez é o herói, temos que “suavemente” tolerar um drama pessoal do personagem, que muito me fez lembrar do drama vivido pelo personagem de Brad Pitt em Moneyball (2012).

Bem, um filme deve ser julgado apenas pelos seus próprios méritos. Argo é uma película sólida!. É um filme de ficção e nada mais do que isso- não é um documentário! É um filme de grande entretenimento, não história. E, é o melhor filme da carreira de Ben Affleck, e um dos melhores do ano!

Nota 9/10

*Ilustrações do Livro.

Intriga Internacional (North By Northwest. 1959)

Não dá para falar sobre Sir Alfred Hitchcock sem mencionar o seu rótulo: Mestre do Suspense. Ele mesmo gostava de ser chamado assim. Uma vez disse que se um dia ele fizesse uma versão de Cinderela, todos iriam procurar por um corpo na carruagem. Nem precisa ser cinéfilo para ter esbarrado com uma obra sua, sendo que muitos dos seus filmes possuem cenas que estão carimbadas na galeria das mais famosas de todos os tempos.

Intriga Internacional (North By Northwest no original) é um destes filmes. Porém consegue a façanha de ir um pouquinho mais além: possui mais de uma cena armazenada neste hall. Antes da análise, segue um pequeno pedaço para vocês apreciarem ou relembrarem:

Ataque do avião pulverizador – http://youtu.be/ETl_rr0SMFI
Perseguição no monte Rushmore – http://youtu.be/Ahd38-eclaI

A mescla das duas cenas é a capa da edição comemorativa de 50 anos do filme onde, graças aos avanços da tecnologia, podemos assistir estes clássicos como se fossem filmes lançados ainda agora – devido ao tratamento de alto nível na restauração para as novas mídias.

Este filme é um dos melhores trabalhos de Hitchcock! Se contextualizarmos com o seu tempo, se torna ainda melhor. É uma história de espionagem e contraespionagem, onde o protagonista é apenas vítima do todo, porém descobrimos que ele era parte do todo sem que soubesse. Além destes ingredientes, temos um que eu particularmente gosto muito: a sobreposição da realidade – ou melhor, o lançamento do homem num universo fictício que acaba por se tornar provisoriamente o verdadeiro.

Roger O. Thornhill é um homem elétrico e vibrante. Publicitário bem sucedido, de uma personalidade muito interessante, observamos que este é o típico menino que nunca cresceu. Com dois divórcios em seu currículo, Thornhill tem uma dependência moral de sua mãe semelhante a uma criança. Esta semelhança também condiz com suas atitudes: o protagonista nunca hesita em arriscar – como se não tivesse medo de nada.

De uma hora para outra ele é raptado e sua realidade é abruptamente alterada: chegando ao de entrega, os raptores se referem ao protagonista como George Kaplan, no qual acreditam ser um agente detentor de informações muito importantes. Logo, os raptores tentam fazer um acordo com Kaplan, que imediatamente nega e diz se tratar de um engano. Claro que eles não acreditam e logo Thornhill/Kaplan é jurado de morte.

Ele consegue fugir do cativeiro. Porém acaba por se envolver num acidente que o levará para a cadeia. Ele tenta argumentar o que aconteceu, mas tudo parece tão fantasioso que nem sua mãe acredita em si. Ainda assim, a polícia resolve investigar o suposto cativeiro, mas ao chegar ao local nada é como parece: nenhuma evidência do que foi dito por Thornhill/Kaplan é encontrada – logo, ele continua sendo um criminoso falastrão.

Por si só, Thornhill decide investigar quem é Kaplan e por que estão em cima dele. Porém observa que para ter sucesso, precisa se travestir de Kaplan e assim o faz, assumindo uma espécie de dupla personalidade. Logo, o misto de Thornhill e Kaplan irá se envolver numa bola de neve gigantesca, onde agências do governo, polícia e criminosos estarão todos envolvidos consigo no cerne do enredo.

Enfim, é um daqueles filmes obrigatórios que ninguém deve deixar de ver, que seria responsável por influenciar uma das maiores franquias do cinema de todos os tempos: o espião 007. Sim, em Intriga Internacional muitos dos elementos apresentados seriam utilizados nos filmes vindouros de James Bond (inclusive um quase remake da cena mais inesquecível do filme – aquela que se encontra no primeiro vídeo que eu coloquei logo no início desta resenha).

Sob a batuta de Hitchcock (que aparece na primeira do filme) e com atuações impecáveis da linda Eva Marie Saint e do inigualável Cary Grant – que, por sinal, recusou o convite para interpretar Bond – Intriga Internacional é um filme para ver, rever e recomendar!

* Para título de curiosidade, o protagonista se apresenta como Roger O. Thornhill. Uma mulher lhe pergunta o que significa o “O” no meio nome e ele responde “nada”. De uma forma inteligente, polêmica e irônica, Hitchcock está dando uma espetada no seu ex-produtor David O. Selznick.

Protegendo o Inimigo (Safe House. 2012)

Uau! Nem deu tempo de saborear a pipoca. Aliás, é melhor deixar a pipoca para depois. Pois “Protegendo o Inimigo” é acima de tudo um entretenimento muito bom. Confesso que não esperava tanto. Eu adoro quando um filme me surpreende! E nesse não veio por reviravoltas mirabolantes. Nem em descobrir quem são os inimigos. Um deles já se detecta pelo olhar de desconfiança de um dos personagens. A adrenalina ficou mesmo em cima dos dois personagens principais. Pela química entre eles. Pelo crescimento de um dos atores. Pela generosidade do outro em dividir esse palco, como um mestre sentindo orgulho de um pupilo. Por eu nem sentir o tempo passar. Por eu nem querer que terminasse.

Ter Denzel Washington nos créditos já me leva a ver um filme. Mas confesso que em “Protegendo o Inimigo” o motivo maior foi em ver como se sairia o Ryan Reynolds num personagem como esse: um aspirante a agente da CIA. Em Comédia, ele saiu-se muito bem, pelo menos nas duas mais recentes que assisti – “Eu Queria Ter a Sua Vida” (2011) e “A Proposta” (2009), posso atestar. Agora, já não gostei dele no “X-Men Origem: Wolverine (2009)”, que entre outros Gêneros também é um de Ação. Muito embora nesse outro ele foi um coadjuvante. Por conta disso estava por demais curiosa em ver a sua performance neste aqui. E não é que Ryan Reynolds se saiu muito bem em “Protegendo o Inimigo“! Aplausos para os dois pelas excelentes performances!

Faça a Coisa Certa!”  “Não sou seu único inimigo.”

Apesar de não se ter surpresas, eu recomendo que não leiam muito sobre “Protegendo o Inimigo” antes de vê-lo. Tanto que farei quase um pequeno resumo da história, evitando assim em trazer spoiler. Para mim – os dois atores + o tema + a trama -, já bastara. As perguntas, seriam respondidas conferindo o filme. Onde a primeira delas, seria o porque de um deles estar nesse tipo de safe house. Mais! E o porque desse abrigo não ser tão seguro assim. Isso veio com a lida numa simples sinopse. Nela continha que o Agente Matt Weston (Ryan Reynolds), mantendo guarda num dos abrigos da CIA, em plena zona urbana na Cidade do Cabo (África do Sul), receberia como mais um a ser protegido um dos lendários da CIA, o ex-agente Tobin Frost (Tobin Washington).

Frost conseguira sair do mapa por uma década. Acharam até que já tivesse morrido. Pelo seu lado sociopata – de um excelente matador -, quando mudou de vez de lado, ou melhor, quando ele passou a escolher os “seus patrões”, se tornou o mais perigoso dos renegados. Agora, se tornou perigoso para quem? CIA, Mossad, Interpol, MI6…? E por que pediu proteção logo aos Estados Unidos? Cacife, ele tinha. Mas era uma faca de dois gumes. Na era dos chips, pode-se transportar grandes arquivos, e muito bem escondidos. E com a internet pelo celular, saber o que estariam nesses arquivos. Muito ladino, acabou conquistando Weston.

Já Weston se encontrava entendiado em manter guarda entre quatro paredes. Querendo logo entrar em ação. E seu desejo, meio que por linhas tortas, se realiza. Nem tanto com a chegada de Frost ao abrigo, mas sim por ele ter sido invadido, obrigando Weston a fugir com ele dali, enquanto aguardava uma nova ordem. Que para ele seria um novo local até tirarem Frost daquele continente. Mas além de uns imprevistos, ele descobre que terá que se proteger também. O que leva manter Frost vivo era também importante para si mesmo. Ou Frost, ou o que tanto queriam dele.

Meus aplausos também vão para o Diretor Daniel Espinosa! Porque foi brilhante! Não é fácil levar um filme de Ação com quase duas horas do início ao fim. (Final esse que me fez pensar no Wikileaks.) Em nenhum momento o filme perde o ritmo. Como citei antes, mesmo já sabendo quem são os verdadeiros inimigos, a tônica do filme recai mesmo no duelo entre os dois personagens principais. Parte disso também se deve ao Roteiro. Quem assina, e sozinho, é David Guggenheim. Ele conseguiu ser realmente original com um tema tão recorrente: corrupção na CIA. Assim, vida longa na carreira para esses dois: o Diretor Daniel Espinosa e o Roteirista David Guggenheim!

Em “Protegendo o Inimigo” também podemos destacar as atuações dos coadjuvantes. Alguns de peso, como: Vera Farmiga, Brendan Gleeson, Robert Patrick, Sam Shepard e Liam Cunningham. Também as cenas de perseguições. Além claro, da Cidade do Cabo. O que me fez pensar se seria porque o Agente Weston passaria por incríveis tormentas. Gracinhas à parte! Para mim o único porém do filme foi por não ter Hits conhecidos, e adequados a um filme de Ação. Deveria ter na Trilha Sonora um repertório com Rocks Clássicos. Não que Ramin Djawadi fez feio. Mas as músicas estavam mais para um filme mais lento.

Enfim, é isso! Esqueçam a pipoca. Porque o filme por si só já é muito bom! De querer rever!
Nota 9,5.

Por:Valéria Miguez (LELLA).

Protegendo o Inimigo (Safe House. 2012). EUA / África do Sul.
Gênero: Ação, Crime, Thriller.
Duração: 115 minutos.

O Guarda-Costas (The Bodyguard. 1992)

O filme O Guarda-Costas é uma produção que visa destacar o dia a dia de um guarda-costas de uma celebridade. Na trama o mesmo se envolve com a diva protegida e a história toma um rumo diferente.

Na trama Rachel Marron (Whitney Houston) uma grande cantora e atriz, que está recebendo cartas anônimas e ameaçadoras, se vê obrigada a contratar um eficiente guarda-costas; Frank Farmer (Kevin Costner) é o caro contrato para desempenhar tal função.

A produção cinematográfica nos apresenta uma narrativa poeticamente romântica, onde a protegida se apaixona pelo seu guarda-costas, iniciando uma belíssima história de amor. No entanto Frank e Rachel não deixam este amor evoluir, pois quando estão juntos Rachel fica vulnerável. Paralelamente, novos atentados acontecem.

O filme nos apresenta inúmeros musicais, clipes que nos emocionam na voz da diva Rachel (Whitney Houston), produções digna ao Oscar.

Como cinéfilo não poderia deixar de fazer uma homenagem à gloriosa interpretação de Whiteny Houston a diva de ouro do pop, uma cantora que eternizou sentimentos, momentos, poemas e sua história em grandes musicais e produções que venceram inúmeros Grammy, levando o seu nome para o topo da paradas musicais do planeta.

Whitney foi reconhecida internacionalmente como uma das maiores artistas de todos os tempos, devido ao seu talento, legado e, principalmente, à sua voz marcante e lendária. Graças a esse talento vocal marcante, Whitney foi frequentemente chamada de The Voice (A Voz). Whitney é frequentemente comparada a grandes artistas do passado, como Frank Sinatra, Aretha Franklin e Elvis Presley e também está entre os 500 Maiores artistas de todos os tempos da Revista Rolling Stone.”

Voltando ao filme, fica visível que o amor vence “tudo”. Rachel e Frank, mesmo com os contratempos, vivenciam uma grande história de amor, algo que nos envolve.

Em suma, afirmo que o filme é uma das mais belas produções cinematográficas que traz como temática grandes concertos, drama, romantismo, um melodrama que encantou e emocionou inúmeros telespectadores do mundo todo.

“O Espião que Sabia Demais” (Tinker Tailor Soldier Spy, 2011)

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“O Espião que Sabia Demais” é literalmente uma tradução do livro de John le Carre, o qual foi anteriormente adaptado em uma bem respeitada minissérie da BBC de seis horas de duração em 1979, com Alec Guinness. O talentoso diretor Tomas Alfredson cortou as seis horas da minissérie e fez um filme de apenas 2 horas, mas ainda assim, achei o filme extremamente longo, e confuso.

Para quem é? 

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Para quem gosta de filme de espionagem, “Tinker Tailor Soldier Spy” é um bom prato.

Atores:

O elenco é maravilhoso com destaque para Gary Oldman, o qual me fez lembrar de Ryan Gosling, em “Drive” (2011), com uma atuação sutil e minimalista. O desempenho de Oldman está em seus olhos, quando ele faz  perguntas, reage às respostas de uma forma bastante interessante. Oldman simplesmente carrega o filme em seus ombros, oferecendo um desempenho lento, e preciso, e talvez por isso, assim como o Gosling não irão ao Oscar – até uma indicação parece algo distante para eles, mas espero que não seja impossivel!. . ImagemOutro ator que brilha nesse filme é Tom Hardy ( excelente ator!!!!) , o qual também está igualmente perfeito, no interessante filme “Warrior” (2011), fazendo um homem lutando por uma resolução para sua dor e assombrado pelas decisões que ele fez na vida. Celo Silva fez uma boa leitura sobre “Warrior” aqui: http://umanoem365filmes.blogspot.com/2011/12/359-guerreiro-warriorgavin-oconnor2011.html

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Seria muito bom se os roteiristas e o director de “O Espião que Sabia Demais” tivessem injetado mais vida, em termos de entretenimento ao filme. Bem, o requinte dos cenarios, a fotografia de Hoyte Van Hoytema, que respira nos anos 70, com o céu cinza, e esfumaçado; o belo trabalho de edição, e uma trilha sonora muito boa de Alberto Iglesias, apenas enriquece o filme, mas faltou alma/ vida. Um belissimo filme, que custou apenas 21 milhões de dolares – o Polanski gastou 25 milhões no seu “Carnage” o qual é plasticamente inferior ao filme de Alfredson!. Longe de ser um filme ruim, mas “O Espião que Sabia Demais” tem personagens demais, situações demais, e acabei me perdendo em torno da beleza plastica do filme.

Por essa beleza plastica e os atores, dou nota 7,5