Livro: O Xangô de Baker Street, de Jô Soares, 1995.

Após o lançamento do Livro, “O Xangô de Baker Street“, o Jô passou, creio que por duas semanas, presenteando seus convidados em seu programa na tv. Até ai, nada demais. O programa sendo dele, seria um ótimo lugar para um merchan. Acontece ele que batia numa única tecla: “Livro bom é aquele que fica em pé!“. E fazia questão de colocar o livro sobre a mesa para que todos vissem que ele ficava em pé sozinho. Fez isso enquanto durou o seu presentear.

Bem, para mim livro bom depende da história. Fiquei imaginando que para ele seria ter muitas páginas. Algo assim. Para dar sustenção, literalmente falando, ao livro.

Quando peguei emprestado (Ainda bem que não comprei!) para ler, percebi que o papel usado era bem encorpado (Comparado a um livro comum, seria igual a três folhas.). Pensei: “Se fosse impresso como os outros – 2/3 somem fácil daqui! Mas calma! Em consideração, retire somente um 1/3!”. Mas ao notar o tamanho das letras, o outro 1/3 se foi embora. Logo, a tal propaganda do Jô era uma furada. Ficando então 1/3 do tamanho original para conferir a história do livro.

Comecei a ler para então voltar ao meu parecer – se a história teria conteúdo. Se era um bom livro ou não.

Que para mim ficaram essas impressões:
- lembrava aqueles livros, tanto dele como do Chico Anyzio, onde contavam piadas;
- nesse, pareceu-me que lhe deram um background completo daquela época: cenário, figurino, etc; com isso, as suas piadas “ganharam” (Presente das historiadoras???) um “fio-condutor”;
- a história seria mais para contar umas certas piadas (para ele: um ovo de colombo);
- mas quais seriam as piadas? como “surgiu” o nome caipirinha para a bebida, por ex?

O leitor gosta de também usar a imaginação. Mas o Jô não nos deixa fazer isso por detalhar tudo.

Quando eu fui ler o livro o filme já tinha sido lançado. Mas como não tinha visto o filme fiquei pensando se teria ficado melhor. É que também me ficou essa impressão do livro: de já ter sido pensando num Roteiro. E com tudo já detalhado demais para cada cena.

Vi o filme “O Xangô de Baker Street” depois. Passou na televisão. Confesso que tive de fazer força para não dormir de vez. Já que cochilei algumas vezes. Sendo assim, nem um bom roteiro o livro deu.

Sinopse do Livro:
Rio de Janeiro, 1886. A diva francesa Sarah Bernhardt pela primeira vez se apresenta no Brasil. O público se curva perante o talento de Sarah, incluindo o imperador Dom Pedro II, que lhe conta um segredo: um valioso violino Stradivarius, um presente seu à baronesa Maria Luíza, desaparecera misteriosamente.
Sarah então sugere que o imperador convide o famoso detetive Sherlock Holmes para investigar o caso. Dom Pedro II aceita o conselho e logo o detetive inglês concorda em viajar até o Brasil para desvendar este mistério.
Ao mesmo tempo, um assassinato choca a cidade e deixa em pânico o delegado Mello Pimenta. Uma prostituta fora assassinada e teve suas orelhas decepadas e uma corda de violino estrategicamente colocada em seu corpo pelo assassino. Enquanto o delegado busca pistas, Holmes e Watson desembarcam no Rio de Janeiro sem saber os perigos que os esperam: feijoadas, caipirinhas, vatapás, pais de santo e o poder de sedução das mulatas locais.
Nesta história, Sherlock Holmes, dr. Watson e o delegado Mello Pimenta vão percorrer as ruas da capital brasileira atrás de informações para descobrir o mistério do violino e encontrar o autor dos crimes que estão chocando a cidade.
A trama ressuscita um Rio de Janeiro de fins do século XIX governado pela monarquia, envolvendo uma nobreza bajuladora e uma turma de boêmios cariocas.
Nesta história o famoso detetive inglês tem suas faculdades analíticas e seu senso de observação afetados pelo calor dos trópicos e por circunstâncias inesperadas. Em uma perseguição ao misterioso assassino Sherlock tem de parar por causa de um vatapá o qual lhe gerou uma dor de barriga. Este e outros acontecimentos que se seguem tornam o mesmo mais propenso a erros, mais humano.”

O Xangô de Baker Street(Companhia das Letras, 1995, ISBN 8571644829)

Precisamos Falar Sobre O Kevin (We Need to Talk About Kevin, 2011)

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Olá, pessoal. Hoje farei uma crítica que já planejo há um bom tempo, entretanto preferi esperar para que o filme estreasse nos cinemas brasileiros para que as pessoas que lessem tivessem a oportunidade de assistir. Quem leu meu post sobre Adaptações Cinematográficas de Livros deve lembrar que citei esse filme como sendo uma das adaptações mais diferentes que já assisti. Quando digo diferente não é no sentido de não haver fidelidade para com o livro, e sim do longa não ofender o romance, mas apresentar uma visão bastante particular da trama. Taxado como polêmico, assustador e surpreendente. “Precisamos Falar Sobre o Kevin está chocando o público, vocês devem estar perguntando o porquê disso. E é simplesmente por que tudo aquilo é algo bastante realista e não há nada mais assustador no cinema do que nós acreditarmos que aquilo mostrado nas telas pode acontecer na realidade. O relacionamento de amor e ódio de uma mãe com o filho, possivelmente, psicopata é algo que realmente instiga as pessoas. Numa das cenas geniais, Kevin comenta em tv aberta o fato do público televisivo dar tanta atenção aos psicopatas, afinal será mesmo que as pessoas não gostam de ouvir esse tipo de coisa? essa é uma das sugestões polêmicas que a história coloca.

Best-Seller de Lionel Shriver

O livro de Lionel Shriver foi recusado por muitas editoras e quando finalmente foi aceito, virou sucesso. A trama acompanha a história de uma mãe, Eva (Tilda Swinton), que sofre as conseqüências dos atos de seu filho Kevin (Ezra Miller), já preso por cometer uma chacina na escola. Como se não bastasse ser julgada e perder todo o dinheiro no tribunal, acusada de negligência materna, Eva tem que suportar diariamente o preconceito nas ruas, as pessoas acreditam que a revolta do rapaz possa ter vindo de falhas maternas. Então ela faz uma recapitulação, narrando tudo para Franklin (John C. Reilly), seu marido que a deixou levando a filha pequena. A partir daí acompanhamos do nascimento de Kevin até a data do massacre, sempre alternando entre o presente e as memórias de Eva. Quando tudo começa, ficamos espantados com a relação entre os dois. Kevin não era uma criança fácil e sempre fez questão de expôr sua natureza fria utilizando a mãe como alvo. Eva também não fica muito atrás, seus pensamentos de raiva pelo menino nos deixam na dúvida se realmente seus atos influenciaram no que Kevin se tornou. E é aí que surgem nossas dúvidas. Por que Kevin fez aquilo? Será que sua monstruosidade é justificável pelo elo fraco com a mãe? Eva é ou não culpada? Kevin sempre foi psicopata? Eva estaria paranóica desde que a criança nasceu ou é verdade que o tempo todo notara as inclinações assassinas do filho?

Momentos tensos

As respostas para as perguntas acima são bastante relativas, o que faz com que cada pessoa saia da sala de cinema com um filme diferente na cabeça. Acredito que a monstruosidade do rapaz seja tamanha que ficará bastante constrangedor para alguém defendê-lo, no livro até o advogado se sente desconfortável pela reação de Eva. Ela tenta “permanecer de pé”, evita chorar na frente dos outros, o que faz com que a maioria pense que é uma mulher fria. Eva guarda a culpa para si mesma, o que torna tudo tão doloroso. Ela sente que precisa ser castigada pelo que seu filho fez, por isso não se zanga com a reação violenta das pessoas. Cabe a nós sabermos se ela realmente influenciou.  Quando chegamos ao final da trama, temos uma revelação que mudará todo o jogo. O assustador final é inevitável e alerto para que as pessoas estejam preparadas para a indignação.

Falando em indignação, estou profundamente decepcionado com a Academia do Oscar que não indicou Tilda Swinton como Melhor Atriz, mas indicou Rooney Mara. Não que a novata não mostre talento, mas quem assiste a “Precisamos Falar Sobre o Kevin” sabe muito bem que aquele talvez tenha sido o papel da vida de Tilda. Ela se entregou completamente para o papel, não assisti a nenhuma atuação tão surpreendente durante todo o ano. Logo é natural que a credibilidade do Oscar caia no meu conceito. John C. Reilly não tem quase nada a ver com a aparência do Franklin do livro. Apesar dele não ter muitos diálogos, só sua imagem é suficiente para o associarmos com um pai preocupado e que tenta simplesmente acreditar que seu filho é normal. Kevin se transforma na presença do pai, o que faz com que Eva sempre seja julgada como exagerada pelo marido.

A água como a vida aparentemente calma de Eva, até Kevin acabar com tudo com apenas um toque.

Ezra Miller parece que vem se preparando involuntariamente para Kevin através de outros papéis. Após interpretar um garoto com possíveis tendências psicopatas em outro filme de Cannes (Depois das Aulas), o jovem agora pode ser conhecido como o bad boy de Hollywood. A participação de Ezra como Kevin não é longa, porém marcante. Quem rouba a cena como Kevin é o ator mirim Jasper Newell, que provavelmente conseguiu a proeza de despertar a vontade de todas as mães, na platéia, de lhe dar uma bela surra.

Ela percebeu as tendências do filho desde o princípio

O defeito do filme é em alguns momentos deixar escapar a semelhança de Kevin com outros monstrinhos do cinema. É inevitável não lembrar de Damien de A Profecia. A diferença de Kevin para Damien é que o filho de Eva é praticamente uma abordagem nova sobre a psicopatia. Se em A Profecia, o menino não tinha um bom elo com a mãe por ser o anticristo, em Kevin a situação é explorada sem receio. A realidade é que muitas mães sofrem por não conseguirem ter uma boa ligação com seus filhos (exemplo disso é a depressão pós-parto), isso sempre foi visto de maneira assustadora pela sociedade, mas é algo que acontece. Em A Profecia, isso foi transformado numa fantasia onde a desculpa pela falta de vínculo materno ocorre pela criança não ser o filho verdadeiro do casal e, sim, do diabo. O que torna “Precisamos Falar Sobre o Kevin” tão assustador é justamente o fato de não haver fantasias. Kevin não é adotado e não é o anticristo. Eva teve muita dificuldade em gostar da criança no princípio, porque para ela aquele bebê significava a perda da independência. Nós sabemos que a criança sente quando isso acontece, o problema é a reação de Kevin. Quando a mãe tenta se aproximar dele, ele sempre recua e não deixa uma oportunidade de machucar a mãe passar em branco.

Eva imaginando o afogamento do filho

Há uma situação que talvez alguns não entendam completamente no filme, porém que fica bastante claro no livro. A cena em que Eva quebra o braço de Kevin num acesso de fúria pelo que o menino faz. O menino estava com um leve sorriso no rosto quando isso aconteceu. Kevin não contou para ninguém o feito da mãe. O que nos deixa intrigados é o porquê dele fazer isso. Ao mesmo tempo que Kevin mantém segredo, ele utiliza isso como arma para “aprontar” sem que a mãe o delate, senão ele conta sobre o braço. Mas, como todas as atitudes de Kevin têm dois lados da moeda. É possível também que ele não tenha contado para ninguém porque, como Eva cita no livro, aquele foi o único momento em que ele pôde se identificar com a mãe, pois se sua natureza era violenta ele buscava alguém com quem se identificar, e é terrível sua alegria quando a mãe demonstra raiva. Parece uma maneira de “atiçar” Eva como desculpa para também ver o lado obscuro de outra pessoa. Em uma das partes do livro, Kevin na escolinha convence uma menina com doença de pele a descascar a pele ruim (até sair sangue), como se desejasse libertá-la daquele incômodo ou fazê-la se machucar. Não há limites para as crueldades do menino até a adolescência, poucos notam sua verdadeira face, mas suas atitudes sempre possuem duas possibilidades. E o mesmo jamais demonstra culpa.

Kevin sente culpa?

Sobre o conteúdo, não é fácil para algumas pessoas ler os diálogos cruéis do livro. Por isso algumas coisas foram suavizadas no filme. Um exemplo são as visitas de Eva a Kevin, onde no romance há uma troca de farpas de deixar qualquer pessoa horrorizada com tamanha crueldade do filho e as respostas terríveis da mãe. No longa isso não aconteceu, deixando o silêncio tomar conta das cenas como uma forma de expressar a dificuldade que Eva possui ao ter de visitar o filho. No final da leitura e da projeção percebemos o porquê dela odiar o filho em tantos momentos. Mas não se assuste, você (leitor dessa crítica). Apesar do filme revelar que não há limites para a crueldade humana, também coloca a ausência de barreiras para o amor de uma mãe. Eva continua vendo Kevin porque ainda tem a esperança de que um filho que a ama esteja ali dentro. “Precisamos Falar Sobre o Kevin” prova isso da maneira mais realista possível. Enquanto assistimos a esse filme é importante ficar claro a quantidade de mulheres que estão passando por esse sofrimento de culpa ao presenciar a prisão do filho. A verdadeira pergunta que deixo aqui é: Será justo julgá-las sempre negativamente?

Tilda Swinton na cena mais emocionante, a da descoberta. Digna de Oscar.

Entre Segredos e Mentiras (All Good Things. 2010)

O filme é baseado num caso real – o desaparecimento de uma jovem, em 1982, no seio de uma rica e tradicional família novaiorquina. Onde o Diretor Andrew Jarecki leva o espectador a conhecer de perto toda a estória. Mesmo ela sendo contada pelo principal suspeito, o marido da jovem. Em “Entre Segredos e Mentiras” mais que tirar conclusões sobre como ocorreu o desaparecimento – já que o filme lança suspeita de como aconteceu o sumiço -, ele nos leva analisar os principais envolvidos: além do jovem casal, o pai do suspeito. Até por conta disso eu fiquei na dúvida: mergulhar na personalidade de cada um desses três personagens – David Marks (Ryan Gosling), Katie Marks (Kirsten Dunst) e Sanford Marks (Frank Langella) -, ou fazer um resumo de modo a motivá-los a ver esse filme. Pois o filme é muito bom! Tentarei não trazer spoilers. Muito embora o filme nos leva mais a um estudo dessas personalidades.

Não sei se pelo fato do ator, ou da estória desse sumiço que fica sem uma punição, ou até por ambos, o lance foi que pensei em “Um Crime de Mestre“. Sem que isso deponha contra o filme, talvez reforce a performance de Ryan Gosling para esse gênero de filmes. Nesse aqui, é ele quem brinca com todos que queiram penalizá-lo pelo sumiço da esposa. Parodiando o outro: “Matei minha esposa. Agora provem!

O filme começa com duas vozes em off, dentro de um tribunal, em 2002. Uma dessas vozes é de David. E nesse interrogatório, ele retrocede no tempo. Esses flashback começam na sua infância. Onde tudo parecia ser saudável. Principalmente a relação dele com a mãe. Depois o filme avança até o dia em que ele conhece Katie. A estranheza que ambos sentiram pela ida dele até o apartamento dela, é meio que explicado mais tarde, já num almoço entre Sanford, David, Katie e a mãe dela.

Aos olhos de Sanford, Katie era uma interesseira. Mas sendo ela culta, e pelo filho estar muito apaixonado, ele faz vista grossa. Só interferindo depois. Mas não a ponto de ver o filho como um sociopata. Aos olhos dele, David era um fraco. Com o desenrolar da estória ficamos sabendo o porque de carregar uma culpa. E que devido a ela, fez o que fez pelo filho. Só não deu a ele o controle da empresa.

Katie se encanta com David, e até com tudo que ele pode lhe oferecer. Mas depois vai descobrindo que o marido não era quem ela imaginava. Fantasiara, mesmo ele tendo lhe dito certas coisas. Não que isso o abone pelo o que ele fez. Mas fica uma reflexão no porque dela ter voltado atrás no rompimento ao saber que sairia sem grana nenhuma. É fácil falar com conjecturas, mas vem a ideia de que sairia sim sem um tostão, mas sairia viva desse casamento.

Sobre a personalidade de David, deixo a sugestão em especial a todos da área psico: terão nele um excelente material de estudos. Para mim, leiga no assunto, o relaciono a uma sociopatia num grau maior. Para os não leigos, talvez já dariam-no como um psicopata.

E o que levou, ou melhor, o que trouxe à tona vinte anos depois esse desaparecimento, tem como consequência esse julgamento que ouvimos desde o início do filme. Levando David a uma queima de arquivos.

Além de toda essa trama, que nos deixa até perplexos, é interessante ver como era a Times Square naquela época. Esse é daqueles filmes que dá vontade de rever logo em seguida, pois deixa a impressão que perdemos uma peça desse jogo. Tamanho é o fio condutor sobre tudo o que aconteceu. Tudo amarradinho num filme muito bom!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Entre Segredos e Mentiras (All Good Things. 2010). EUA. Direção: Andrew Jarecki. Roteiro: Marcus Hinchey e Marc Smerling. Gênero: Crime, Drama, Mistério. Duração: 101 minutos.Censura: 16 anos.

Um Crime de Mestre (Fracture. 2007)

Um Crime de mestre é diferente de um crime perfeito.

Me parece que a diferença é que um crime de mestre é possível. A Polícia consegue descobrir quem matou, e até o por que matou, mas não sabe como provar por não ter provas.

Já um crime perfeito cometido por um animal imperfeito, me parece impossível; e de fato, é. O homem, como qualquer outro animal, deixa rastros, marcas, impressões, que o denunciam em seus atos, mesmo com uso de luvas etc e tais.

O mestre desse filme é um mestre como ator: Anthony Hopkins! Marido traido por sua esposa decide matá-la. Faz, mata. Consegue burlar todas as provas contra ele, e numa luta entre o bandido e o mocinho, o filme se desenrola de uma maneira muito interessante e até cômica. Convenhamos que o humor de Hopkins não é abalado nunca rsrsrsr. Quem ganha somos nós, fãs de carteirinha.

Uma curiosidade: Hopkins escolheu Ryan Gosling para contracenar com ele tão logo recebeu o roteiro do filme em mãos.

Achei a escolha muito assertiva. Deu muito certo o casamento do protagonista com antagonista. Afinal, a Polícia para alcançar o bandido tem que pensar como ele…

Bravura Indômita (True Grit. 2010)

Em termos técnicos, o novo “Bravura Indômita” (2010) é muito bom, e o elenco é excelente, mas como nunca assisti ao original de 1969, tenho como evitar comparações. Não me interpretem mal- existem aspectos positivos neste filme-, mas o mesmo não me tocou.

Pelo que li, Joel e Ethan Coen usaram a fonte original (o romance de Charles Portis), em vez de refazer o filme com John Wayne. Creio que a história seja relativamente igual: uma garota de 14 anos, Mattie Ross (Hailee Steinfeld) vem à cidade para recuperar o corpo de seu pai. Ela também busca justiça pelo assassinato, e quando as autoridades locais não a ajuda, Mattie resolve “empregar” o implacável Marshall Rooster Cogburn (Jeff Bridges) para ajudá-la. Usando persistência e determinação, Mattie acompanha Cogburn e  LaBoeuf (Matt Damon) em uma missão para trazer o assassino do pai à justiça. A história de vingança, valentões rápidos no gatilho e humor negro (não creio que haja na versão, de 1969) dão o tom ao filme.

Os pontos altos:

Não sei o quanto bom John Wayne está na versão que lhe valeu o Oscar de melhor ator, mas Jeff Bridges brilha no papel de Marshall Rooster Cogburn. Não consigo nem colocar em palavras a atuação dele neste filme. Bridges atinge outro nível, do que eu posso chamar de “impressionante.” Pena que ganhou um Oscar no ano passado, por uma atuação tão sem graça, em um filme tão sem alma como “Crazy Heart” (2009), e este ano, provavelmente, ficará de fora das indicações.

A fotografia de Roger Deakins é simplesmente de tirar o fôlego, se colocando no coração da ação e faz a platéia se sentir como se estivesse no deserto com os personagens. Da mesma forma, a música é forte, e muito bela!

Sou fã do Josh Brolin, e achei uma pena que a sua participação nesse filme seja tão pequena- mesmo assim, é marcante, assim como o desempenho de Barry Pepper. Se houvesse um Oscar para os dentes, Pepper iria competir nessa categoria com a magistral interpretação de Juliette Lewis em Convicção (2010). Há uma ótima cena, onde a câmera está olhando para cima em Pepper, enquanto ele está conversando com Bridges. Se pode ver claramente os seus dentes nojentos e a saliva voando para fora da boca. Apesar de sua parte seja pequena, mas é muito memorável.

Os Pontos fracos:

Sinceramente, gostei do tom cômico do filme- o humor negro típico dos Coens, mas há diversas cenas longas, onde os diálogos demoram a ir direto ao ponto. Por exemplo, enquanto a maioria dos personagens – principalmente Mattie -, falam “500″ palavras por minuto, Marshall Rooster Cogburn é o unico que diz algo perfeito, no momento certo. E, isso, me fez perder conexão com a narrativa.

Pelo que li, os críticos apontam Steinfeld como a alma do filme.  Sim, ela está bem, e além disso, é uma criança encantadora, mas não senti que ela se transformou em Mattie Ross. Achei apenas uma presença bonita na tela: uma menina brincando de ser atriz, nada de tão especial para Oscar- principalmente ainda levando em consideração que ela não é coadjuvante, mas a personagem principal.

O novo “Bravura Indômita” é certamente uma grande produção, não sei se é um filme melhor do que o original, mas certamente, não é o tipo de filme que gosto de rever!

 

Lançamento no Brasil em 21/01/2011.

Bravura Indômita (True Grit. 2010). EUA. Direção e Roteiro: Ethan Coen e Joel Coen. Elenco: Matt Damon (LaBoeuf); Josh Brolin (Tom Chaney); Jeff Bridges (Rooster Cogburn); Hailee Steinfeld (Mattie Ross); Barry Pepper (Lucky Ned Pepper);  Dakin Matthews (Col. Stonehill); Jarlath Conroy (Undertaker); Paul Rae (Emmett Quincy). Gênero: Aventura, Drama, Western. Duração: 110 minutos. Baseado em livro de Charles Portis.

Um Olhar do Paraíso. Vida, após a vida…

Tão bom seria em poder dizer que isso não acontece mais, atualmente. Que é coisa do passado. Mas não tem como. Ainda acontece, e muito. E não apenas pela “facilidade” que a internete deu a esses monstros humanos. Pois eles estão em todas as classes, em todas as culturas.

Dai, me perguntei se o filme teria também um olhar pedagógico. Em que pais o assistissem juntos aos seus filhos menores de idade, e conversassem com eles sobre acompanhar estranhos, ou não tão estranhos assim, a um ambiente particular. Longe de um aglomerado de gente. Mas logo em seguida eu me perguntei: E para aquela criança que não tem noção do que é a morte? Será que focaria mais no “paraíso” mostrado? Como encararia esse outro lado? Teria noção de que é algo que não tem mais volta? Enfim, caberá a vocês pais, decidirem. Pois ‘Um Olhar do Paraíso‘ é um filme que devem assistir. Convido também aos Professores do Ensino Fundamental. Que debatam com os alunos os fatos mostrados nesse filme.

Não é um filme por demais pesado, pois há momentos líricos. A nós adultos, a ojeriza surge por saber das atrocidades que ele fez. Tem momentos leves. Como a avó que tenta ser útil, mas não deixando seus vícios de lado, nem querendo envelhecer. Seria por temer a morte? Um outro momento, é com a mudança nos livros pela mãe da jovem. Pelo menos, mudaram os temas, mas o hábito de ler não. Também mostra os hobbies. O do pai. Mas o assassino também tinha um…

A estória do filme é ambientada em 1973, na Filadélfia. Num local tranquilo. Como também, bem amplo. A jovem em questão, por estar atrasada na volta da escola, resolve cortar caminho por um terreno onde existira um milharal. À primeira vista, um campo aberto daqueles não teria nenhum perigo. Mas tem! Friso como presente, mesmo no filme dizendo que naquela época ninguém tinha essa preocupação. Não pensavam que existiria essas bestas feras. Pulando novamente, para o mundo real e atual… Discernimento, aos pais no cumprimento de um horário. Se o caminho para se chegar em casa a tempo, é de fato seguro para seus filhos. Refiro-me aos atalhos que encurtam o caminho. Pois podem encurtar a vida deles.

“Os restos adorados” do título original representam um elo dos que tiveram as suas vidas ceifadas pelo mesmo psicopata. Pois apesar da estória ser contada por uma delas, a redenção final será com todas reunidas. Por outro lado, aqueles que ficam, de certa maneira com a adoração aos que partiram, também podem retê-los por mais tempo. Mas também por ele ter esquartejado a jovem e guardá-los num cofre. Um tesouro que ele sentava numa poltrona para admirar. Até sentir novamente o desejo de possuir uma jovem, uma criança…

É preciso ter uma mente mais aberta à Doutrina Espírita, para entender melhor o filme. Os muito céticos, poderão ver como pura ficção, mas poderão achar fantasioso demais. À esses, deixaria uma pergunta: ‘Em nenhum momento pensou que pode ser mais que um – morreu, acabou! -?’ Pensar na morte como finitude… Tendemos a aceitar com mais facilidade quando a pessoa está com uma doença incurável, por exemplo. Mas quando uma vida é interrompida por um prazer sádico, tendemos a demorar a aceitar. Por vezes brotando o sentimento de vingança.

Se há uma outra vida, há de se ter alguém que sirva de ponte. Alguém cujo dom ajude ao anseio dessa alma que ainda se mantém presa a vida terrena. A jovem em questão, Ruth (Carolyn Dando), é qualificada por – estranha -, pelos os que não entendem o seu dom.

O filme nos mostra o que o amor e o ódio pode fazer. Por um desejo de vingança, novos e não desejados rumos podem acontecer. E quem tiver mais tino, irá perceber a tempo. O ódio então sai de cena, e o amor mais puro reverterar a situação. Com ele, a libertação de outras almas. O que me fez lembrar de uma avó. Quando via alguém praticando uma boa ação, dizia: ‘Salvou-se mais uma alma do purgatório’. É o dilema maior ante uma tragédia: a de que voz interior ouvir – a do bem ou a do mal? Sem que esqueçamos de que é sempre bom nos desfazermos de cargas inúteis, ou as que pesarão na consciência.

Susie (Saoirse Ronan) teve a sua vida interrompida aos 14 anos de idade. Se deixou levar pela lábia de um psicopata. Estava enamorada de um jovem, o Ray (Reece Ritchie). Nem tivera tempo em experimentar o primeiro beijo. Tímida, a esse primeiro amor. Amorosa. Alegre. Tinha como ídolo o cantor do Seriado de TV, A Família Do-Ré-Mi: Keith Partridge. Se encantou com uma máquina fotográfica. Gostava de ler Romances…

É ela quem nos conta a sua estória. E é pelo seu olhar que conhecemos o lado mau de alguém; o lado daquele que tenta fugir da dor da perda; o lado de quem quer trucidar o assassino; o lado de quem desiste; o lado de quem vai atrás de provas; o lado de quem quer que todos enterrem seus mortos de vez… Nesse emaranhado temos: a Polícia, a mãe (Rachel Weisz), o pai (Mark Wahlberg), a avó (Susan Sarandon), a irmã (Rose McIver)…

E o pivor de todo esse tormento, não só na vida da Família Salmon, como das demais vítimas: George (Stanley Tucci). Tucci está irreconhecível, mas mais por conta da caracterização. Sua atuação poderia ter sido melhor. Em fazer desse personagem um vilão memorável. Fica uma repugnância pelo o que sabemos dos seus crimes. Pessoas que fazem o que ele faz, eu não acredito em cura. Ele é um psicopata em potencial. À esses, eu até sou favorável à pena de morte. Pois numa prisão perpétua, seriam gastos dinheiro publico para mantê-los. No filme fica aquela esperança, de que quando a justiça dos homens falha, a divina se faz presente… Adorei!

Eu gostei do filme! Como também entrou para a minha lista de que vale a pena rever. Até para prestar mais atenção no paraíso da Susie. A Trilha Sonora acompanhou toda a trajetória dela, e bem! Sem destacar apenas uma única canção. É um bom filme!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Um Olhar do Paraíso (The Lovely Bones). 2009. Nova Zelândia. Direção: Peter Jackson. +Cast. Gênero: Drama, Fantasia, Thriller. Duração: 135 minutos. Baseado em livro de Alice Sebold: Uma Vida Interrompida (O romance se baseou na experiência da própria autora, que foi estuprada em seu primeiro ano de faculdade e quando foi dar queixa soube que várias mulheres haviam sido mortas no beco onde foi violentada.).

Um Crime de Mestre (Fracture. 2007)

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Quem ama mata? Mas mata o que? A perda desse amor para outra pessoa? Por saber que não tem mais um lugar de destaque na mente da pessoa amada? Essas, e até outras questões mais que me vieram à mente não são o tema principal nesse filme. Mas sim de um homem já idoso ao descobrir a traição da jovem esposa resolve matá-la. Friamente. E de um jeito que sairá impune. É, ele planeja um crime de mestre. Ele é Ted (Anthony Hopkins), um engenheiro. Alguém muito meticuloso. Que não foi capaz de dar a liberdade a mulher amada. Que usou até o amante nesse seu plano.

Dois fatores me motivaram a ver esse filme. Um, foi o Anthony Hopkins. O outro, o título nacional. Ambos, por uma lida numa sinopse, me fizeram pensar se o convite a ele fora um pouco pelo o seu Hannibal. Claro que com as devidas proporções entre os dois personagens, mas uma frieza elegante na execução, como também no desenrolar da trama, sem dúvida, os créditos, os aplausos são ao ator. Hopkins transmite nos filmes que gosta de dividir a bola para o outro personagem, principalmente sendo alguém muito mais jovem. Antes, quero ressaltar a presença de David Strathairn. Até pelo pano de fundo do filme: um amor desmesurado. Não sei se o convite a esse ator veio por conta da sua brilhante participação em ‘Um Beijo Roubado‘. Se sim, parabéns ao Diretor! Soube escolher bem os atores. Strathairn é Lobruto, o Chefe do jovem. Ambos, pelos seus propósitos, farão o jovem ver além do seu umbigo.

Quem seria esse jovem nesse filme? Ele é Willy (Ryan Gosling), um jovem por demais ambicioso. O estar na Promotoria Pública é apenas um caminho para chegar as grandes firmas de advocacia. Ao topo em matéria de status. Para isso, muito sagaz, escolhe a dedo os casos em que ganhará fácil. E conseguiu, pois tem uma média de 97% de condenações. Acontece que, já com um pé na firma tão ardorasamente desejada, tendo ainda que cumprir uns dias na Promotoria Pública, vê o caso Crawford como fácil demais para condenar Ted, aceitando-o então como sua despedida na Defesa do Povo.

Comete um erro primário: o de não dar atenção ao caso. Com isso Ted é solto, e mais completamente inocente. E Willy decepciona a todos. Inclusive a ele mesmo. Ai junta-se, orgulho ferido… uma boa dose em se ver como incompetente… um desejo de vingar aquela mulher ainda mantida viva por aparelhos… a paixão pelo que ainda acredita que sabe fazer… Willy pede a Lobruto para voltar ao caso, mesmo ciente que poderá perder até esse cargo. Pois o outro, já fora para o espaço.

O filme prende muito mais pelo jogo de cena, pela caça ao rato. Pois logo no início, já dá para fazer uma idéia do que o Ted arquitetou. E claro, fica uma torcida para que o Willy encontre a chave do mistério. Para que possa condenar de vez o Ted. Numa de mostrar que o crime não compensa. Que não há crime perfeito. Que numa Promotoria Pública há bons funcionários defendendo o povo.

Gostei! E deixo um convite aos que estudam advocacia para que não deixem de ver. Também aos que, assim como eu, gostam de filmes, livros, com os bastidores de um Tribunal. Nota 10.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Um Crime de Mestre (Fracture). 2007. EUA. Direção: Gregory Hoblit. Elenco: Anthony Hopkins (Ted Crawford), Ryan Gosling (Willy Beachum), David Strathairn (Joe Lobruto), Rosamund Pike (Nikki Gardner), Embeth Davidtz (Jennifer Crawford), Billy Burke (Rob Nunally), Cliff Curtis (Detective Flores), Fiona Shaw (Judge Robinson), Bob Gunton (Judge Gardner), Josh Stamberg (Norman Foster), Xander Berkeley (Judge Moran). Gênero: Crime, Drama, Suspense. Duração: 120 minutos.

No Vale das Sombras (In the Valley of Elah)

Programados para matar.

Guerra após guerra, será sempre assim, em mais que dar aos jovens licença para matar, os fazem não mais raciocinar? Programando-os para matar, mas sem nem se preocuparem em desprogramá-los. O Vietnã não serviu de lição? E mais, permitindo até que se topem por drogas e bebidas para que aceitem a insensatez da guerra. Dos que lucram com as guerras.

Ainda há uma maneira de contar a história da invasão dos Estados Unidos ao Iraque e suas conseqüências.

Paul Haggis já expusera as mazelas do preconceito aos imigrantes ‘não-branquinhos’ em solo estadunidense, com o filme “Crash – No Limite“. Com esse “No Vale das Sombras“, o preconceito vem em dose exagerada, e pior, onde vêem na tortura, no assassinato com requinte de crueldade, algo normal. A ponto de não entender o choque de alguns diante de suas atrocidades.

Agora, e a família, os pais, não sabem no que eles irão se tornar? Não ouvem nem um apelo choroso para o livrarem de um inferno?

Transformando-os em assassinos cruéis realmente estariam honrando as cores da bandeira? Ou não seriam apenas peças descartáveis de um grupo seleto?

Entrando no filme… Hank (Tommy Lee Jones) não entende o porque do filho ter chegado do Iraque e nem dera um sinal. Se quando esteve por lá, sempre se comunicavam. Ao ligar para o Quartel, descobre que ele está desaparecido. E que será punido caso não volte a Base. Ciente do quanto o filho é cumpridor do dever, dos horários, ele pressente que algo pode ter acontecido.

Sendo um militar aposentado, resolve ir para lá e investigar o sumiço do filho. Impede a esposa (Susan Sarandon) de acompanhá-lo, dizendo que o filho pode estar com mulheres, farreando, e por conta disso não iria querer ver a mãe indo procurá-lo. Algo bem machista, e não será o único.

Bem, o filme é calcado nesse pai, que até incentivou os dois filhos a seguirem a carreira militar. Perdeu o mais velho, e se vê agora diante da iminente perda do caçula. Sendo assim, o papel dessa mãe, foi pequeno para uma atriz do porte da Susan Sarandon. Mas suas poucas aparições foram eloqüentes. Uma mulher como tantas dona-de-casa, submissa ao marido. Que sabia que os filhos também não teriam vida própria. Que eles também eram submissos ao pai.

No Quartel pede para ver o quarto do filho, é acompanhado por alguns companheiros do filhos. No quarto, sem que ninguém veja, pega a câmera digital do filho. Pois ele sempre lhe mandava fotos por email. Descobre também que há vários trechos de filmagens que o filho fez enquanto esteve na guerra. Mas por estarem meio danificados, um técnico diz que enviará aos poucos, conforme for limpando.

O que esses vídeos mostram, todos nós já tomamos conhecimento pelas reportagens no mundo real. Só para ressaltar o filme é inspirado numa história real. Mesmo assim, a mim chocou. Ainda mais com o que vamos sabendo do que se passa ali dentro e fora do quartel. Pela selvageria com que tratam um outro ser humano. Dizer que eles não têm respeito, seria um elogio.

Como Hank não recebe nenhuma ajuda da Base, resolve ir a Polícia. Na sala, enquanto aguarda, presencia uns tiras fazendo chacota, e de uma companheira de trabalho deles. Tipicamente machista. Ela é a Detetive Emily (Charlize Theron). Eles encaminham para ela as queixas que julgam mais banais. Numa de desqualificar seu apuro nas investigações. Hank a pega quase à beira de um ataque de nervos, o que a faz não explicar bem a uma jovem que veio reclamar do marido. Ele, um soldado, afogou o cachorro na frente do filho. Emily não tem noção ainda, de que esses jovens voltaram sem serem desprogramados.

Hank conta o seu caso. Ela lhe diz que não tem como investigar, que é por conta dos militares. Algumas horas depois, um corpo é achado. Fora esquartejado e queimado. Ela avisa Hank. Na cena do crime, Hank, com muito mais experiência, da a ela informações que tanto os tiras, como os militares não perceberam. Pistas, que fazem com que ela comece a impor respeito a seu trabalho.

Há um câncer no mundo que precisa ser tratado antes que dizime os habitantes do planeta. Quem seria o Davi para enfrentar esse Golias?

O filme começa mansinho, a tensão vai aparecendo aos poucos. Na meia hora final, confesso que fiquei estarrecida. Ainda mais sabendo que traz uma história real. Não liguem o reloginho para saber quem matou, se liguem no todo. Com os vídeos que Hank assiste ao longo dessa sua jornada, as outras peças desse quebra-cabeça vai sendo completo. Eu gostei muito! Esse entrou para a minha lista de que vale a pena rever.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

No Vale das Sombras (In the Valley of Elah). 2007. EUA. Direção e Roteiro: Paul Haggis. Elenco: Tommy Lee Jones, Charlize Theron, Jason Patric, Susan Sarandon, James Franco, Barry Corbin, Josh Brolin, Frances Fisher. Gênero: Drama, Crime, Guerra. Duração: 124 minutos.