“O Espião que Sabia Demais” (Tinker Tailor Soldier Spy, 2011)

Imagem

“O Espião que Sabia Demais” é literalmente uma tradução do livro de John le Carre, o qual foi anteriormente adaptado em uma bem respeitada minissérie da BBC de seis horas de duração em 1979, com Alec Guinness. O talentoso diretor Tomas Alfredson cortou as seis horas da minissérie e fez um filme de apenas 2 horas, mas ainda assim, achei o filme extremamente longo, e confuso.

Para quem é? 

Imagem

Para quem gosta de filme de espionagem, “Tinker Tailor Soldier Spy” é um bom prato.

Atores:

O elenco é maravilhoso com destaque para Gary Oldman, o qual me fez lembrar de Ryan Gosling, em “Drive” (2011), com uma atuação sutil e minimalista. O desempenho de Oldman está em seus olhos, quando ele faz  perguntas, reage às respostas de uma forma bastante interessante. Oldman simplesmente carrega o filme em seus ombros, oferecendo um desempenho lento, e preciso, e talvez por isso, assim como o Gosling não irão ao Oscar – até uma indicação parece algo distante para eles, mas espero que não seja impossivel!. . ImagemOutro ator que brilha nesse filme é Tom Hardy ( excelente ator!!!!) , o qual também está igualmente perfeito, no interessante filme “Warrior” (2011), fazendo um homem lutando por uma resolução para sua dor e assombrado pelas decisões que ele fez na vida. Celo Silva fez uma boa leitura sobre “Warrior” aqui: http://umanoem365filmes.blogspot.com/2011/12/359-guerreiro-warriorgavin-oconnor2011.html

Imagem

Seria muito bom se os roteiristas e o director de “O Espião que Sabia Demais” tivessem injetado mais vida, em termos de entretenimento ao filme. Bem, o requinte dos cenarios, a fotografia de Hoyte Van Hoytema, que respira nos anos 70, com o céu cinza, e esfumaçado; o belo trabalho de edição, e uma trilha sonora muito boa de Alberto Iglesias, apenas enriquece o filme, mas faltou alma/ vida. Um belissimo filme, que custou apenas 21 milhões de dolares – o Polanski gastou 25 milhões no seu “Carnage” o qual é plasticamente inferior ao filme de Alfredson!. Longe de ser um filme ruim, mas ”O Espião que Sabia Demais” tem personagens demais, situações demais, e acabei me perdendo em torno da beleza plastica do filme.

Por essa beleza plastica e os atores, dou nota 7,5

Verônika decide morrer

“Veronika decide morrer” – um título formado por três palavras marcantes, bem escolhidas, bem pensadas por sinal, de uma das obras do escritor brasileiro mais lido da atualidade: Paulo Coelho. O objetivo aqui não é falar do autor, mas de alguns assuntos relevantes citados na obra.

É o único livro que li do letrista, compositor e filósofo nacional; talvez por ter sido um presente de um aluno, e como dispensaria um agrado desses? Talvez porque o título tenha me chamado a atenção, enfim, não posso negar que a obra remeteu-me a diversos momentos que guardo na lembrança e que se entrelaçam formando um mosaico de situações instigantes.

“Veronika” é nome fantasia bastante conhecido dos filmes sobre a vida do Filho de Deus; é a mulher que durante o caminho de Jesus para o calvário conseguiu enxugar o Seu rosto. O detalhe é que essa emocionante história não encontrou um mote para intertextualidade com os textos bíblicos.

“Verônica” é uma forma latinizada de Berenice, um nome macedônio que significa “portador da vitória”. A etimologia popular atribui sua origem às palavras para “verdade” (em latim: vera) e “imagem” (em grego: eikon).

A história contada na Bíblia no evangelho de Mateus 9: 20-22 de uma mulher que por doze anos padecia de uma hemorragia, e que chegou por detrás de Jesus e o tocou, e Ele imediatamente a curou, chamava-se “Berenike” que derivou “Verônica”.

Essa Verônica, então, que por longos anos sofreu da terrível hemorragia, não se pode negar, foi uma vitoriosa, uma heroína, porque ela decidiu viver.

Decidi usar o presente duas vezes, afinal a obra brasileira deve ter lá um “q” a mais, já que foi adaptada para o cinema hollywoodiano e, por curiosidade, acabei assistindo ao filme a fim de tentar desvendar o mistério em torno da intrigante história nessa outra expressão artística. Bem o mal, o livro e o filme estão acessíveis. Não me surpreenderia uma atriz encarnando Veronika em uma peça teatral, quem pode duvidar? Não que eu queira…

Alguém simplesmente decide morrer. Tomar uma decisão não é tarefa fácil. E o título “decide morrer”, causou estranheza e curiosidade, afinal, dificilmente se encontra alguém que tome uma decisão drástica dessa… Decide-se casar, decide-se mudar a cor do cabelo, decide-se, mudar de profissão, decide-se mudar de país, decide-se ter ou não filhos, mas decidir morrer? É mais fácil decidir viver, e quando um projeto não se realiza como se desejava, recomeçar é a melhor saída, não acha?

O que leva uma pessoa a tomar uma decisão drástica dessas? Loucura? Depressão? Desespero? Falta de amor próprio?

Viver é o melhor presente que se pode receber, e como diz o ditado que se encaixa perfeitamente aqui: “A vida não tem preço”, isto é, não há dinheiro no mundo que pague. Mesmo sabendo que viver é correr risco.

Decidir morrer é covardia ou ser corajoso? É burrice ou falta de opção? A sinopse praticamente entrega o filme, revelando parte do desejo osblético de querer pôr um ponto final à própria vida.

Veronika é uma jovem de 28 anos que, aparentemente, tem uma vida perfeita: possui um bom imóvel, é bonita e tem um ótimo emprego. Porém ela sente um vazio dentro de si sem conseguir entendê-lo. Sem conseguir entender o significado de sua vida, ela decide se suicidar tomando vários remédios. Duas semanas depois, Veronika desperta do coma e percebe que está em uma clínica para doentes mentais. Lá ela é informada que sua tentativa de suicídio fez com que seu coração parasse, gerando ferimentos que jamais se recuperarão. Sem saber ao certo quanto tempo ainda lhe resta, ela decide viver de uma forma inteiramente diferente do que vinha fazendo até então.

Não é qualquer um que toma essa decisão radical. Confesso que decidi ler a obra para tentar desvendar o mistério da ficção e da realidade capaz de se mesclarem não sabendo distinguir a linha tênue que separam ambas. Tive três amigas que tomaram essa decisão. Decidiram não mais viver. Nem vale a pena comentar se elas tinham motivos bizarros e grotescos para tal decisão inaceitável aos olhos da sociedade e aos ensinamentos religiosos usando Judas como modelo do que não é permitido e que até então é julgado e condenado pelos homens e ele, arrependido do que fez, decidiu tirar a própria vida.

Venonika de Paulo Coelho é ficção apenas no nome. Veronika consegue enxergar seu destino. Ela é bem nascida, tem um maravilhoso emprego e um ótimo salário, mas depois de algum tempo, imaginando-se casada, gorda e acabada, cuidando das tarefas domésticas, filhos para criar, não mais atraente ao marido, sendo traída, sua vida transformando-se em rotina, um futuro incerto e por não ter mais sentido, e nem ser mais novidade do momento, amargurada por tudo isso, decide morrer. O autor conta que esta é uma obra autobiográfica, sendo o personagem Eduard que entra na narrativa no terceiro capítulo é o próprio, a ponte que liga os dois universos. Ele conta que foi internado pelos pais em um hospício porque admirava o mundo das Artes, e lá acaba descobrindo o mundo da loucura e insanidade, conhece pessoas até que encontra Veronika.

A história de uma jovem, suas angústias e melancolias já imaginando como seria o seu futuro e destino. Seu início, melancólico, depois, uma verdadeira celebração à vida!

Bem ou mal Paulo Coelho é um dos autores mais lidos da atualidade, traduzido em vários idiomas, imortal da ABL, fundado por Joaquim Maria Machado de Assis.

Um bom argumento, sem dúvida, e não posso negar que o assunto é instigante. A boa ideia em torno da obra ficcional para “Verônika decide morrer” originou o filme Dirigido por Emily Young e Veronika interpretado pela atriz Sarah Michelle Gellar. Para quem lê de tudo, e / ou assiste a todos os gêneros, deixo a dica. Veja o filme ou leia o livro, sabendo de antemão que cinema e literatura são linguagens distintas, ouse, sem compromisso porque mesmo ao final não gostando, com certeza você não vai morrer por isso, vai?

Karenina Rostov

*

Veronika Decides to Die (no Brasil e em Portugal: Veronika Decide Morrer) é um filme americano de 2009 do gênero drama baseado no livro de mesmo nome de Paulo Coelho. Dirigido por Emily Young, o filme é estreado por Sarah Michelle Gellar no papel principal, Veronika.

Título no Brasil: Veronika Decide Morrer
Título Original: Veronika Decides to Die
País de Origem: EUA
Gênero: Drama
Classificação etária: 14 anos
Tempo de Duração: 102 minutos
Ano de Lançamento: 2009

Paulo Coelho vendeu 70 milhões de exemplares de seus livros, que foram traduzidos para vários idiomas.

Nota de rodapé:
 1 – Não sei quem selecionou a coleção de títulos 1001 Livros para ler antes de morrer, e esta obra de Paulo coelho é um deles.
 2 – A literatura guarda os seus mistérios. Esoterismo e auto-ajuda são gêneros que não curto.

Adaptação de Livros para Cinema: Uma Questão de Fidelidade?

Por Alexandre Cavalcante da Silva (Alex).

Olá, pessoal! Estamos começando um ano novo que provavelmente virá com novas adaptações de livros. Já faz um tempo que quero escrever algo sobre o tema, afinal como leitor o que não falta é decepção na sala de cinema. Você vai assistir a um filme esperando ansiosamente durante meses para a estréia daquela adaptação de um dos seus livros preferidos e quando termina a sessão vem a sensação de “podia ter sido bem melhor”. Infelizmente nós temos que aceitar que adaptar um filme não é uma tarefa fácil. Um diretor é, antes de qualquer coisa, alguém comum que tem uma visão específica de como quer que seu trabalho fique, a diferença é que ele está preparando algo para um público extenso. E para ele passar no teste, deve agradar tanto os fãs da obra literária quanto um público novo que desconheça a história. Isso pode gerar resultados satisfatórios para o segundo grupo mencionado, mas detestável para quem leu a obra original.

Pode parecer fácil imaginar ser diretor para quem está lendo o livro, mas na hora de elaborar um roteiro ainda há aquela preocupação de convencer os estúdios de que a trama valerá a pena ser filmada e que tem potencial para o sucesso. E lá vai aquela mania de mexer na história a fim de torná-la mais emocionante. Em alguns casos até é aceitável uma mudança, porém em outros o roteiro fica medonho e não agrada nem leitores e nem o público desconhecido. Mas eu, sinceramente, gostaria de dizer para alguns leitores abrirem os olhos e perceberem que alguns resultados não são tão ruins.

Alguns livros são descritos apenas por metáforas, algo muito difícil de expressar através de imagens, só com muita sutileza e cautela, pois o filme pode ficar lento demais, uma coisa que não ocorre tanto na leitura por estarmos o tempo todo refletindo sobre o que o autor quis passar. Em algumas situações, o livro tem muita emoção e nas telas fazem algo super lento (putz, imperdoável). E há exemplos em que o filme é idêntico ao livro, mas não tem brilho ou personalidade. Outros que fazem algo totalmente diferente da obra literária, entretanto triunfam. E ainda tem aqueles diretores que conseguem a proeza de fazer um filme ótimo de um livro péssimo (meus parabéns a esses). Não podemos deixar de citar os raríssimos casos em que tanto o livro quanto o filme agradam aos fãs do livro e adquirem novos fãs no cinema.

Antes de continuar, gostaria de incluir nesse texto as famosas HQs (Histórias em Quadrinhos). Com o mercado de adaptações Marvel e DC crescendo, há aquelas adaptações que merecem muito destaque como veremos no decorrer do texto.

Eu poderia digitar incontáveis linhas só descrevendo tipos de adaptações, sucessos e fracassos, porém imagino que a melhor maneira de demonstrar o que quero dizer é através de exemplos. Abaixo analisarei a proposta de algumas adaptações famosas (só algumas das que li). Infelizmente “Senhor dos Anéis” não está no meio, mas quero citá-lo neste parágrafo como uma das maiores vitórias baseadas em livros por ter filmes tão bons e recriar um universo literário com tanto empenho.

Parte 1: Adaptação Quadro A Quadro: Ser igual não é sinônimo de sucesso.
Parte 2: Adaptações de Metáforas: A supressão e modelação dos fatos.
Parte 3: Mudanças São Bem-Vindas… Às Vezes.

Série de Tv: A Saga Diários do Vampiro (The Vampire Diaries)

A Série de Tv Diários do Vampiro é baseada nos livros de terror e romance da autora estadunidense Lisa Jane Smith, a obra conta a história de uma garota chamada Elena Gilbert (Nina Dobrev) a qual inicia um relacionamento muito próximo com dois irmãos vampiros.

A saga promove uma relação entre o mito e a realidade; envolve o famoso mito da existência de vampiros, com o romantismo e conflitos do mundo contemporâneo.

Diários do Vampiro nos faz lembrar de outro grande sucesso mundial A Saga Crepúsculo. A obra de Lisa traz personagens que arrancam suspiros dos telespectadores que vivenciam um romance que acaba sendo compartilhado com todas as pessoas que se sentem envolvidas pela trama e pela paixão avassaladora vivida por “Elena”.

No contexto do filme Elena Gilbert, é uma garota órfã que vive com sua tia, Jenna (Sara Canning), e seu irmão mais novo, Jeremy (Steven R. McQueen), ainda muito abalada com a perda de seus pais. Misteriosamente um rapaz chega à escola logo em seguida Elena descobre que seu nome é Stefan Salvatore (Paul Wesley).

Stefan vive enclausurado em um mundo misterioso e insólito, que é intensificado com a chegada de seu irmão mais velho, Damon Salvatore (Ian Somerhalder). Os irmãos têm antigas desavenças, que foram geradas pelo amor a uma mesma mulher, Katherine. Numa atmosfera de mistério, suspense, amor, sexo e terror, a pequena cidade sofre a consequência de inúmeros acontecimentos sobrenaturais e extraordinariamente monstruosos.

No decorrer do enredo notamos que Elena, Stefan e Damon se vêem cada vez mais ligados por uma história de amor e ódio. O trabalho cinematográfico rompeu com a visão sobre os vampiros construída ao longo dos séculos; apresentando-nos uma dramática história ambientada em um espaço socialmente humano.

Enquanto telespectador, afirmo que o filme claramente conseguiu unir o lúdico e o misterioso ao ser humano, uma perspectiva que coloca intimamente ligado o profano com o sagrado, o amor e a lenda de um mito que se torna “realidade” na ficção.

A obra de Elisa vem ganhando inúmeros telespectadores pelo mundo afora, resultando em um sucesso viral e no recorde de vendagem dos seus livros.

Em suma, notamos que a série televisiva conseguiu unir mundos opostos, transformando o medo em desejo, sedução e prazer, uma ilusão cinematográfica que faz parte do contexto da sociedade contemporânea.

Jane Eyre (2011)

Imagem

Frio e isolado é a melhor maneira de descrever o romance gótico dirigido pelo talentosissimo Cary Fukunaga, que é baseado no clássico de Charlotte Brontë. Nunca li a obra de Brontë, e por tal me falta familiaridade com sua prosa, mas é muito fácil de reconhecer o quando a roteirista Moira Buffini pegou emprestado do livro. Fácil ficar impressionado com aqueles momentos em que as palavras não são necessárias para expressar o que os personagens estão sentindo, graças em parte pela atuações dos atores principais.

Imagem

Creio que haja mais de 20 adaptações do livro de Bronte entre filmes, e series de TV. Independentemente disso, Jane Eyre é excelente – certamente, a melhor adaptação de um romance do século 19, deste “Orgulho e Preconceito” (2005) de Joe Wright. Outra coisa muito boa nessa nova adaptação é a parte visual do filme. Filmado em grande parte em luz natural pelo fotografo brasileiro Adriano Goldman, Jane Eyre ganha uma atmosfera densa. Os mouros são inundados com nevoeiros – coisa que poucos encontrarão em filmes de terror-, e  que provavelmente nem mesmo na narrative de Brontë.

Imagem

Nos breves vislumbres de sua infância tumultuada, a Jane Eyre de Mia Wasikowska é timida, mas tem um equilíbrio perfeito de força.  Se torna governanta na Thornfield Hall, onde cuida de uma jovem francesa e, finalmente, se apaixona por seu patrão, Edward Rochester Fairfax (Michael Fassbender). Fassbender e Wasikowska estão maravilhosamente perfeitos – almas de seus personagens solitários e isolados, eles alimentam a linha da história inicialmente vista como desesperados.

O filme, no entanto, não está livre de falhas. Por exemplo, o uso de flashbacks – embora a história se junte muito bem, parecem de forma ocasionalmente abruptos. E, tambem a personagem vivida por Jamie Bell, é bastante vaga!.

Mesmo assim, esse é um filme que vale a pena ser visto!. Os figurinos são lindos, a suave e tocante trilha sonora escrita por Mario Marinelli é bem “emoldurada” pela espetacular fotografia de Goldman.

Nota: 8

O Conde de Monte Cristo (The Count of Monte Cristo. 2002)

O Conde de Monte Cristo é uma produção cinematográfica que nos leva a um caminho de aventuras e vingança.

Na trama Edmond Dantes (Jim Caviezel) ao tentar comunicar com a cidade proibida, entra em contato com Napoleão Bonaparte que lhe pede um favor. Este favor coloca em risco a sua liberdade. Por inveja o seu melhor amigo, Fernand Mondego (Guy Pearce), o entrega para as forças secretas do governo, sendo levado preso; dentro da prisão Edmond se deixará consumir pelo desejo de saborear a vingança.

Ao longo do tempo Edmond foi espancado e torturado; até que conheceu dentro da prisão um padre, Abbé (Richard Harris), um amigo que o ensinaria tudo, além de entregar em suas mãos o passaporte para a liberdade. Após uma fuga planejada e milagrosa, Edmond se transforma no misterioso Conde de Monte Cristo. Edmond “morre” na prisão e nasce Conde de Monte Cristo um homem astucioso, justo e vingativo.

O diretor, também da trama Robin Hood (1991), promove de forma precisa um enredo alimentado por vingança e sede de sangue. Como historiador, gostei da forma como o diretor conduziu a trama no contexto que envolve a Era Napoleônica.

O filme apresenta uma mensagem profunda e clara, afirmando que a inveja destrói uma amizade, uma história e a união entre seres. Afinal, a produção cinematográfica nos mostra que a injustiça pode eliminar o equilíbrio do homem, levando a morte do ser divino que existe em cada um de nós.

Dhiogo Caetano.

O Conde de Monte Cristo (The Count of Monte Cristo. 2002). Reino Unido, EUA. Direção: Kevin Reynolds. Roteiro: Jay Wolpert. +Elenco. Gênero: Aventura, Drama, Romance. Duração: 131 minutos. Baseado no livro homônimo de Alexandre Dumas.

A Saga O Senhor dos Anéis (2001. 2002. 2003)

A Saga O Senhor dos Anéis foi baseada no romance de fantasia criado pelo escritor, professor e filólogo britânico J.R.R. Tolkien. A trama cinematográfica dirigida por Peter Jackson também segue a Trilogia dos livros de Tolkien: A Sociedade do Anel; As Duas Torres; O Retorno do Rei. Onde se trabalha a magia e as forças sobrenaturais como algo natural. Transformando o filme em uma das produções mais famosas do mundo. Acumulando prêmios e recordes.

A saga promove uma relação entre o mundo da magia com o mundo real, onde os personagens vivem sentimentos como: guerras, paixões, transformações e perseguições em uma “Terra Mágica”.

Como historiador posso dizer que o filme traz em seu contexto um enredo pré-histórico, histórico, mitológico e lúdico. Abordando um tempo e espaço imaginário, destacando a “Terceira Era da Terra Média”; um mundo inspirado na terra real segundo Tolkien, numa Europa mitológica, habitado por humanos e por outras raças humanóides: elfos, anões e orcs. Tolkien deu o nome a esse lugar com a palavra do inglês moderno, Middle-earth (Terra-Média), derivado do inglês antigo, Middangeard, o reino onde humanos vivem na mitologia Nórdica e Germânica. Tolkien pretendia ambientar o espaço físico da saga com o espaço físico vivido no mundo real.

O filme narra o conflito contra o mal que se alastra pela Terra-Média, através da luta de várias raças: humanos, anões, elfos, ents e hobbits, contra orcs, para evitar que o “Anel do Poder” volte às mãos de seu criador Sauron, o senhor do escuro (trevas). Partindo dos primórdios tranquilos do Condado, a história muda através da Terra-Média e segue o percurso da Guerra do Anel através dos olhos de seus personagens, especialmente do protagonista, Frodo Bolseiro (Elijah Wood).

A história principal da saga foi dividida em seis apêndices que fornecem uma riqueza de material com fundo histórico e linguístico. A princípio, Tolkien tinha como objetivo dar vida à extensiva análise de seus temas e origens literárias em um único livro. Embora um grande trabalho tenha sido feito, a história é meramente o resultado de uma mitologia lúdica sob influência da filologia, mitologia, industrialização, religião, provocando grandes efeitos na fantasia moderna.

A enorme e permanente popularidade da Trilogia O Senhor dos Anéis levou a criação de muitas sociedades de fãs da obra; inspirando vários trabalhos de arte, música, cinema, televisão, videogames e literatura. Todavia, é visível que os filmes da Saga O Senhor dos Anéis trouxeram inovação e criatividade no que se refere às produções cinematográficas do século XXI. Tal feito se reflete no grande numero de bilheterias vendidas pelo mundo. E em ter acumulado dezessete Oscars, 4 para o primeiro, 2 para o segundo e 11 para o terceiro.

A produção cinematográfica também conta com os mais avançados recursos de efeitos especiais. Computadores e uma grande equipe para as miniaturas, moldes e todos os efeitos tornarem o mundo de Tolkien realidade na tela. Truques que só a tecnologia atual pode proporcionar, como o motion capture. Onde os hobbits e anões, que são povos de estatura menor, serão interpretados por atores com altura normal e por efeitos criados em computador terão seu tamanho reduzido.

Enfim, a saga marcou de forma complexa a história do cinema mundial, o filme já faz parte da vida contemporânea de bilhões de telespectadores que transformaram a magia cinematográfica em uma fantasia do mundo real.

Por Dhiogo Caetano.

A Trilogia O Senhor dos Anéis:
-> O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring. 2001). Nova Zelândia, EUA. Direção: Peter Jackson. Roteiro: Frances Walsh, Philippa Boyens e Peter Jackson, baseado em livro de J.R.R. Tolkien. Elenco: Elijah Wood (Frodo Baggins), Ian McKellen (Gandalf), Liv Tyler (Arwen Undomiel), Viggo Mortensen (Aragorn), Cate Blanchett (Galadriel), Orlando Bloom (Legolas Greenleaf), Hugo Weaving (Elrond), Andy Serkis (Sméagol), Brad Dourif (Língua-de-cobra), Christopher Lee (Saruman). Gênero: Ação, Aventura, Drama, Fantasia. Duração: 178 minutos. Música: Enya e Howard Shore.
Sinopse: Tendo como cenário a Terra Média, fala sobre o Senhor das Trevas Sauron e sua busca pelo “Um Anel”, anel mágico forjado por ele e há muito desaparecido. O “Um Anel”, na verdade, estava de posse do hobbit Bilbo Baggins que o repassa para seu sobrinho Frodo Baggins. O destino da Terra Média fica nas mãos de Frodo e da sociedade formada para defendê-lo, composta por representantes dos povos habitantes da Terra Média: humanos, hobbits, elfos e anões. O grupo tem por objetivo levar o “Um Anel” até a Montanha da Perdição, onde foi forjado, único lugar do mundo onde o anel pode ser destruído.

-> O Senhor dos Anéis: As Duas Torres (The Lord of the Rings: The Two Towers. 2002). Nova Zelândia, EUA. Direção: Peter Jackson. Roteiro: Philippa Boyens, Peter Jackson, Stephen Sinclair e Frances Walsh, baseado em livro de J.R.R. Tolkien. Elenco: Elijah Wood (Frodo Baggins), Ian McKellen (Gandalf), Viggo Mortensen (Aragorn / Passolargo / Herdeiro de Gondor), Liv Tyler (Arwen Undómiel), Christopher Lee (Saruman), Brad Dourif (Língua-de-cobra), Orlando Bloom (Legolas), Cate Blanchett (Galadriel), Andy Serkis (Gollum / Sméagol – voz), Hugo Weaving (Elrond). Gênero: Ação, Aventura, Drama, Fantasia. Duração: 179 minutos.
Sinopse: No final do primeiro filme da trilogia, a Sociedade do Anel, designada para levar a jóia em segurança até a Montanha da Perdição, é dissolvida. A partir disso, duas narrativas paralelas compõem a trama de Senhor dos Anéis: As Duas Torres: de um lado Aragorn (Viggo Mortensen), Legolas (Orlando Bloom) e Gimli (John Rhys-Davies) saem em busca de Merry (Dominic Monaghan) e Pippin (Billy Boyd), os hobbits seqüestrados pelos terríveis orcs. De outro, Frodo (Elijah Wood) e Sam (Sean Astin) rumam para a Montanha da Perdição, carregando o precioso anel que precisa ser destruído.

-> O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei (The Lord of the Rings: The Return of the King. 2003). Nova Zelândia, EUA. Direção: Peter Jackson. Roteiro: Peter Jackson, Frances Walsh, Philippa Boyens, baseado em obra de J.R.R. Tolkien. Elenco: Elijah Wood (Frodo Bolseiro), Ian McKellen (Gandalf), Viggo Mortensen (Aragorn), Orlando Bloom (Legolas),  Liv Tyler (Arwen), Hugo Weaving (Elrond), Cate Blanchett (Galadriel), Christopher Lee (Saruman). Gênero: Ação, Aventura, Drama, Fantasia. Duração: 210 minutos. Trilha Sonora: Howard Shore.
Sinopse: A terceira e última seqüência da trilogia O Senhor dos Anéis coloca cara a cara as forças do Bem e do Mal e põe fim à Guerra do Anel. Durante a guerra, Sauron (Sala Baker), o Senhor do Escuro, envia à Terra-Média sua maior força já vista e o mago Saruman (Christopher Lee), após rebelar-se contra o poder de Mordor, começa a atacar. Apesar da volta de Gandalf (Ian McKellen) consolar os cavaleiros do sul, todos sabem que é no centro de Mordor que estão os verdadeiros responsáveis pela decisão da Guerra: Frodo (Elijah Wood) e Sam (Sean Astin), os portadores do Anel. Só que, antes que eles possam concluir sua missão – de destruir a jóia de Sauron -, os dois serão capturados pelos orcs e ficarão indefesos sem Gandalf ou qualquer guerreiro para partir em seu socorro.

Meu Amigo Totoro (1988) de Hayao Miyazaki

Por: Andinhu S. de Souza.

Tonari no Totoro Totoro, totoro totoro

Mori no naka ni, Makushi kara Sunderu
Tonari no Totoro Totoro, totoro totoro
Kodomo no Toki ni Dake, Anata ni Otozureru
Fushigi – na Deai

Magia, emoção, e uma bela viagem aos tempos de infância nessa, que é uma das mais maravilhosas obras do mestre da animação japonesa Hayao Miyazaki, que trás uma bela e emocionante história, que nos faz voltar aos tempos em que acreditávamos em fantasmas, brincávamos no jardim com toda aquela energia. Meu Amigo Totoro é uma dádiva que nos faz perceber com clareza a criança e a inocência escondida dentro de cada um de nós.

Baseado numa obra literária, a obra começa com um homem e suas duas filhinhas se mudando para uma casa localizada na zona rural do Japão; o motivo, ficamos sabendo só algum tempo depois, é a doença da mãe delas, que a obriga a estar em um hospital ali perto. As duas meninas passam a maior parte do dia sozinhas, pois seu pai é professor e trabalha em uma universidade longe dali; são elas o centro do filme, que é de uma delicadeza extrema. Quando chegam no novo lar, as meninas Mei (a mais nova) e Satsuki (a mais velha) começam a explorá-lo, logo ficam animadas em saber que a tal casa pode ser mal assombrada pelos Makure Kurosuke que são fantasmas bem conhecidos nas fábulas do Japão. Ficam maravilhadas ao encontrar os Susu Ataki, que são as bolinhas pretas de fuligem.

Mas é em uma tarde qualquer, enquanto sua irmã Satsuki está na escola e seu pai está trabalhando na sala, que Mei viverá uns de seus dias mais graciosos. Brincando no jardim, ela persegue dois coelhinhos pequeninos até que cai em um buraco, onde conhece Tororo, que é conhecido dentro da fábula do filme como o deus guardião da floresta, e só quem é criança pode conseguir vê-lo. O personagem do Livro é chamado de Tororu, mas Mei pronunciava errado, Totoro. Esse encontro possui algumas caracteríscas do filme Alice no País das Maravilhas, no qual Alice cai num buraco até chegar no tal país.

Totoro é quase um desses bichos fofinhos que costumamos ver em animações, Digo quase porque, em vez de humanizá-lo, o que o tornaria mais adorável, Miyazaki opta por deixá-lo em estado bruto, por assim dizer, como bicho mesmo; ele não possui nenhum sentimento humano, é antes um animal e se comporta assim. O fato de se afeiçoar às meninas não lhe muda em nada o comportamento; e é por isso que às vezes o seu sorriso pode ser assustador. É um personagem apaixonante, demora a aparecer no filme, e continua aparecendo pouco. Mas é impossível não ficar ansioso quando Mei está preste a vê-lo pela primeira vez, e em todos os poucos momentos em que ele aparece.

Miyazaki usa várias referências da cultura japonesa que enriquecem a obra como o costume das pessoas de reverenciar uma árvore com sinal de respeito, como o Jizo-san, o padroeiro dos viajantes e os santuário na estrada; o respeito e a empolgação dos pais ao verem o entusiasmo dos filhos ao se encontrarem com fantasmas ou deuses. Miyazaki cria cenas fabulosas, e de uma intensidade emocional incrível. A relação familiar mostrada é um dos pontos fortes do filme. O laço familiar no qual envolve a familia de Mei é muito belo. A vontade de rever a mãe no hospital, a sintonia entre o pai e as crianças, a vontade de escrever tudo o que está acontecendo para a mãe.

Minha cena preferida. Totoro e os outros dançando em volta do cercado, com a trilha sonora inesquecível.

O importante em “Meu Amigo totoro” é soltar a imaginação, pois no filme não fica claro quando algo é real ou não. E Miyazaki usa vários pontos para nos fazer imaginar, como a cena em que Tororo, os coelhinhos e as meninas estão dançando em frente de um cercado no qual as meninas estão esperando crescer as sementes e com a ajuda de Totoro as sementes crescem e se torna uma árvore gigante. A cena mais maravilhosa do filme, com uma trilha sonora mais do que bela e nostalgica. Outro ponto é o “Gatoônibus” que é um ônibus em forma de gato que transporta Totoro pra não sei aonde. Só alguns conseguem vê-lo. As bolinhas de fuligem do começo do filme, nos faz pensar que elas seriam algo de grande importância para a finalização da obra. Mas é impossível não curtir o momento em que eles estão em cena!

Não possui momentos agitados, a não ser nos minutos finais do filme quando Mei se perde, tudo é levado de maneira alucinante deixando nossos olhos brilhando o filme inteiro, com personagens que gostaríamos de ter em casa e com trilha sonora linda mesmo. A delicadeza com que Miyazaki trata a infância e os sentimentos com ela relacionados é algo entre o melancólico e o feliz, capaz de emocionar tanto crianças como adultos, razão pela qual Meu amigo Totoro possa ser mesmo considerado o ponto alto na carreira do realizador.

Meu amigo To to ro Totoro, To to ro totoro
Que viveu na floresta desde os tempos antigos
Só quando se é criança
Alguém poderá visitá-lo
Será um encontro maravilhoso

Algumas das inesquecíveis obras do diretor Hayao Myiazaki. Meu Amigo Totoro concentrado no meio da imagem, na floresta

Nota: 9.0

Por: Andinhu S. de Souza

Minha Vida na Outra Vida (Yesterday’s Children. 2000)

Trabalhar a temática espiritualista no século XXI já se tornou modismo nas produções nacionais e internacionais. Um trabalho que desperta a curiosidade de inúmeros espectadores que tem por objetivo compreender melhor sobre o espiritismo (o que é ”verdade ou mito”).

Mas pela primeira vez na história do cinema mundial, um filme retrata com tanta propriedade a reencarnação. Tema de interesse de milhões de pessoas em todo o mundo.

O filme “Minha Vida Na Outra Vida” é uma história baseada em fatos reais, relatos no livro autobiográfico de Jenny Cockell, uma mulher do interior dos Estados Unidos, que começa a ter visões, sonhos e lembranças de sua última encarnação.

Em suas lembranças da outra vida ela se vê na forma de Mary, uma mulher irlandesa que havia falecido na década de 30. Totalmente desnorteada Jenny inicia uma busca pelos seus filhos da vida passada.

Nesta jornada na busca de seus amados filhos Jenny nos leva a emoção de um sentimento plenamente maternal.

O filme além de trabalhar de forma clara e precisa as questões sobre a reencarnação, também destaca com profundidade o ato de amar, um amor que parte de uma vida para a outra, algo interessantemente marcante e que nos promove uma grande emoção e sensibilidade com relação à veracidade que envolve a história de Jenny.

Os Óculos de Pedro Antão (2008)

O amanhã já é hoje.”

Machado de Assis na telona

O cinema e a literatura são expressões artísticas distintas, porém com profundas ligações entre si. Em ambas há vida, história, sub-histórias, personagens, espaço geográfico, tempo e um pouco mais. A relação entre ambas estreita-se quando a linguagem literária é adaptada para o cinema, e transformada neste outro universo.

E filmes baseados em romances, peças teatrais, contos, poesia ou letra de música, sempre dão o que falar: ou recebem críticas negativas, ou são exaltados aos extremos, um meio termo é quase impossível. O mundo do cinema envolve atores, direção, música, imagens, movimento, edição, produção, transpiração e inspiração, enquanto que o mundo da literatura abrange apenas a imaginação e retórica do escritor. Não se pode esquecer de que o ato de criar requer inspiração e estímulo em qualquer manifestação artística. De qualquer modo, é uma via de mão dupla, um acaba contribuindo ou acrescentando à arte do outro; no caso de adaptação livre, pode radicalmente transformar em nova obra. Há uma extensa lista de autores nacionais e estrangeiros adaptados para o cinema: O Processo, Fahrenheit 451, Vidas Secas, Anna Karenina, Dom Casmurro, Guerra e Paz, A Grande Arte, A Cartomante, são alguns exemplos deles.

Um dos filmes que assisti recentemente é adaptação do conto de *Machado de Assis “Os Óculos de Pedro Antão”, um suspense formidável, e confesso que me causou ótima impressão. Cheio de pontos de virada, ótima pedida para aqueles que gostam de uma boa literatura e curtem cinema.

E eis o resumo dessa história:

Pedro recebe uma carta do amigo Mendonça, solicitando sua companhia para uma missão, no mínimo curiosa: acompanhá-lo para abrir a casa que recebera de herança de seu tio Antão, falecido dez meses antes de forma misteriosa. À meia noite, os dois amigos entram no casarão de aspecto lúgubre.

Pedro, munindo-se dos elementos que encontra no caminho, compõe, tal qual um detetive, a história do final da vida do finado. Aos poucos ele revela sua conclusão: um romance proibido com uma jovem e um final trágico. Uma escrivaninha trancada é a esperança de Pedro de comprovar sua história.
* Mas qual não é a surpresa de ambos ao abrirem a tal escrivaninha?!

Trata-se de uma história instigante, um conto investigativo e a adaptação ficou bem contextualizada e arrematada, um suspense de tirar qualquer mortal do sério, prendendo a atenção do início ao fim, principlamente quando lemos a obra e depois vendo personagens ganhando forma, movimento, cores, expressões fisionômicas transmitindo ação e emoção. A escolha do elenco e a direção não poderia ser melhor a esse thriller de mistério que só a genialidade e a criatividade de Machado de Assis para presentear seus leitores com muito bom gosto. Perfeitos! Que não leu, ou não assistiu, não sabe o que está perdendo. Essa correlação literatura / cinema é uma ótima forma de **incentivo à leitura. Faz surgir comentários do tipo: “Gostei do filme, agora vou ler o livro.”

O clima de suspense prende a atenção, e o expectador-leitor ligam-se aos personagens, tornando-se únicos, investigado e investigador tentando decifrar cada objeto, pessoa e situação que compõe o cenário assustador. Às vezes a obra literária ofusca a cinematográfica e / ou vice-versa. Em Os Óculos de Pedro Antão, elas se complementam. E a imaginação também ajuda, superando a realidade.

Ótima pedida!

* Sou fã do imortal, o maior nome da literatura brasileira, um artista da palavra completo.

* Está neste conto a maior pegadinha da história da literatura brasileira. Tem que assistir para saber.

** Bom material como suporte à disciplina Literatura Brasileira.

Karenina Rostov
*
Direção e Roteiro: Adolfo Rosenthal
Elenco: Michel Bercovitch, Bruno Mello, Karen Marinho, Roberto Pirillo e Luiza Tomé.

Quero conjugar o verbo amar no presente do indicativo.”

Eu aprendi a arte de interpretar as coisas insignificantes.”