Os Infiltrados (The Departed)

Por: Alex Ginatto.

Mais um filme que tive a vontade de rever com aquele olhar mais crítico. Excelente! A começar pela escolha do elenco! Difícil lembrar de um filme com tantos bons atores reunidos: Damon, DiCaprio, Wahlberg, Martin Sheen, Alec Baldwin e…Nicholson! UAU!

Mas só isso não faz um filme ser bom, sabemos disso. Quem é o diretor? Scorsese…Quê?? Sério?? Bom, aí já começa ficar difícil acreditar que o filme não será bom!

Uma trama muito bem armada, não só pelos papéis de infiltrados, mas pela parte psicológica de ambos…”O que estou fazendo com minha vida? É isso mesmo que desejo? Quero continuar com isso?

Concordo com Lella, DiCaprio cresce no filme e se sobressai em relação a Damon, mas acredito que a razão seja muito mais a superioridade, a força do personagem Costigan em relação ao menino Sullivan, aflito desde o momento em que é atraído por Frank (Nicholson) na mercearia do começo do filme. Costigan vem de uma família sofrida, querendo crescer na vida.

Baldwin, Wahlberg e Sheen tiveram papéis que talvez não correspondam à altura dos atores que são, mas executaram com perfeição o que Scorsese planejou para cada um deles. Nos passam aquela impressão de “conheço esse cara” durante o filme todo, como se fosse um “All Star Game” dos filmes, com os melhores no melhor filme! rs

Paro por aqui para não criar spoilers, mas recomendo a quem gosta deste tipo de filme: imperdível. A quem não é muito fã, recomendo que tenha a curiosidade de ver e acho que este filme poderá mudar suas impressões sobre o estilo.

Nota 8.

WΔZ (W Delta Z)

Quando o amor é cego, não medimos as conseqüências, temos atitudes que irão trazer sérias conseqüências para o resto da vida, mentimos, escondemos fatos para salvar uma relação e pior, você sempre daremos cobertura a todos os erros do amado…

WΔZ, esse filme segue a linha de Seven e Saw. Um serial killer, que deixa pistas para policiais tentarem desvendar seus assassinatos e motivos.

É a história do detetive Argo (Stellan Skarsgård) e sua inexperiente parceira, que investigam misteriosos crimes em New York, sendo que cada vitima, tem uma equação (WΔZ), cravada em seu corpo. Tortura e mutilação também fazem parte do enredo. A medida que a investigação se desenrola, eles descobrem que cada vitima teve que escolher entre morrer ou matar alguém próximo e querido. O Detetive Argos, também percebe que deverá pagar por algum erro do passado.

Quanta dor você suporta até ter que matar um ser amado?

Obs: acho que o diretor desse filme subestimou a sua platéia, pois tem uma cena em o detetive Argos, vai de madrugada na casa de um negão com uma garrafa de vinho… Para mim essa cena denunciou tudo… O final do filme é uma surpresa. Enfim, acompanha de um gostoso balde de pipoca é diversão garantida :)

Por: Mariposo.  Blog Mariposo.

WAZ (W Delta Z). 2007. Reino Unido. Diretor: Tom Shankland. Argumento: Clive Bradley. Atores: Stellan Skarsgård, Melissa George, Selma Blair, Ashley Walters, John Sharian. Gênero: Crime, Drama, Terror, Thriller. Duração: 104 minutos.

Evidências de Um Crime (Cleaner. 2007)

A morte é trágica. Mas também é um grande negócio. Algumas pessoas lidam com a morte espiritualmente, outros lidam com ela legalmente. Mas o que a maior parte das pessoas não sabe é que quando alguém morre em nossa casa, cabe a nós limpar a porcaria.

Primeiro registrando que esse filme é mais um a mostrar que não precisam alongar para se levar uma boa história. Em “Evidências de um crime” a trama ficou amarradinha. Com princípio, meio e fim. A atenção não se dispersa.

Esse filme a mim trouxe algo interessante: a profissão do protagonista. É! É é preciso ter estômago forte para limpar aquilo tudo. E ficarei um tempo sem colocar as caldas caramelizadas de morangos, chocolate por sobre o sorvete. Vendo o filme saberão o porque.

Outro ponto positivo está em ver Samuel L. Jackson como protagonista. Por curtir suas atuações. E gostei da dobradinha com Ed Harris. Deu química! Assim como também gostei da jovem Keke Palmer. Ela mostrou que tem futuro.

Agora a história do filme. Mas antes ainda fica uma sugestão de que não vejam o filme já pensando no final. Aproveitem todo o percurso dessa trama.

Tom (Samuel L. Jackson) um tira aposentado tem uma firma que limpa a cena do crime nas casas, escritórios… Tão logo a justiça libera o local, caso algum responsável pelo imóvel queira, ele entra em ação. Os próprios ex-colegas se encarregam de intermediar o contato. E nossa! Ele limpa mesmo!

Tudo ia bem até que se vê como o principal suspeito de uma das suas últimas limpeza. Pois em vez de sangue a polícia encontrou vestígios de fortes materiais de limpeza; algo mais industrializado. Usaram-no para encobrir o crime. Mas quem matou? Quem morreu? O por que daquele assassinato?… Ele então começa uma investigação paralela para provar a sua inocência. Havendo muito mais coisas por trás dessa história. Sujeira grossa!

Ainda citaria mais um ponto relevante nesse filme. Que é o dar uma oportunidade de emprego a um ex-detento. Algo ainda visto com receio e no mundo real. Logo quando isso é mostrado nas telas fica uma expectativa de que o assunto seja novamente debatido. Que tenha mídia. Levando uma chance de reabilitação a quem de fato merece. Que tenham como limpar suas fichas sujas.

Eu gostei do filme! Nota: 8,5.

Por: Valéria Miguez (LELLA)

Evidências de Um Crime (Cleaner). 2007. EUA Direção: Renny Harlin. Elenco: Samulel L. Jackson, Ed Harris, Eva Mendes, Keke Palmer, Luis Guzmán, Jose Pablo Cantillo. Gênero: Drama, Crime, Thriller. Duração: 88 minutos.

Os Reis da Rua (Street Kings)

Somos policiais, podemos fazer o que bem entender. Não importa o que aconteça, o mais importante é como relatamos.

Antes de mais nada quero salientar que adorei a cara do Keanu Reeves. Ele agora está com cara de homem. Antes tinha carinha de jovenzinho. Parece que o moço ‘cresceu’. E isso é com a pessoa dele. Uma mera observação feminina.

Agora o filme… Policial dos bons! Que prende a atenção. E o que traz?

Keanu Reeves faz um policial, Tom Ludlow. Que está em crise por não ter ainda se recuperado da morte da esposa; até pelas circunstâncias da morte dela. Tenta um consolo com garrafinhas de vodka, mas esse lado não abala seu lado profissional. Como diz seu Capitão, Wander (Forest Whitaker) ele é como um míssil – direto ao ponto. Mais, do tipo que se houve um flagrante… para que perder tempo com júri e tudo mais… Por sem bom no que faz, como faz… De repente surge o Capitão Biggs (Hugh Laurie). Um Tira que caça outros Tiras. Fica como uma sombra de Tom.

Tudo seguia como de costume, até que um ex-companheiro seu, Washington (Terry Crews), é assassinado por dois mascarados. E Tom estava no local. A partir dai, parece que Tom pisou numa areia movediça. Tentando apurar, para livrar a sua cara, já que se tornou suspeito, acaba se complicando cada vez mais. Assim, acompanhamos Tom pelo menos sair do atoleiro. Que não é dos pequenos.

Além das outras participações estarem em sintonia, deixo registrado que as duas personagens femininas fogem dos esteriótipos de mulheres na maioria desse gênero de filme – Policial. Great! Falar mais da história, tiraria a surpresa de quem ainda não viu. Assistam! Eu gostei!

Por: Valéria Miguez (LELLA)

Os Reis da Rua (Street Kings). 2008. EUA. Direção: David Ayer. Elenco: Keanu Reeves, Forest Whitaker, Hugh Laurie, Chris Evans, Cedric the Entertainer, Jay Mohr, Terry Crews, Naomie Harris, Common, Martha Higareda, Amaury Nolasco, Cle Shaheed Sloan, Noel Gugliemi, Michael Monks. Gênero: Crime, Drama, Policial, Thriller. Duração: 109 minutos.

Os Donos da Noite (We Own the Night. 2007)

Os Donos da Noite (We Own the Night)

Melhor ser julgado por 12, do que ser carregado por 6.

Após assistir um filme onde civis urbanos se acham no direito de fazer justiça com as próprias mãos (Aliás, um que não devem deixar de ver: “Zona do Crime“), fiquei com vontade de ver um com policiais versus bandidos. Entre tantos, escolhi esse: “Os Donos da Noite“. E não me decepcionei!

O que temos nesse filme? Numa Nova York de 1988, mais precisamente no Brooklyn, a máfia russa leva grande vantagem sobre a polícia. Com várias baixas de Tiras. E no meio de tudo isso, dois jovens se despontando nas carreiras que escolheram.

De um lado, temos Bobby Green (Joaquin Phoenix), gerente de uma casa noturna, El Caribe. Que pertence a uma família russa. Carismático, Bobby cai nas graças dos donos. Que pelo sucesso que ele conseguiu com essa Discoteca, o querem para gerenciar uma outra. Para Bobby, é começo de um sonho: de estar a frente de uma no coração de Manhattan. Para ele, tudo estava indo bem. Até que…

O outro jovem, é Joseph Grusinky (Mark Wahlberg). Ainda recente na polícia, mas querendo muito mostrar serviço. Até para não ficar à sombra do pai, Burt Grusinsky (Robert Duvall), um dos oficiais mais respeitados da Polícia. Ele é meio fechadão, mas também um pouco do tipo pavio-curto.

Ambos, são irmãos. Mas poucos sabem disso. Principalmente, os com quem Bobby convive. Apenas sua namorada, Amada (Eva Mendes) sabe disso.

A polícia, fica ciente da chegada de um novo carregamento de drogas. Mas não sabe quando, nem como. Dai, numa de “tragam os suspeitos de sempre“… Partem para uma blitz no El Caribe. Nessa, até o Bobby é levado para a delegacia; sendo solto por seu pai. O que queriam de fato: que alguém contasse sobre o carregamento que está para chegar. Mas os tiras nada conseguiram. E as desavenças que já existiam cresce entre os dois irmãos.

O peso maior está nos ombros de Bobby. E ele não vai poder ficar mais tempo neutro nessa história. Com os rumos dos acontecimentos, dificulta mais esconder que tem pai e irmão na polícia. Há uma cena, onde um russo conta o que ele fez… Tem que ter muito sangue-frio para não esboçar a menor reação. Até por conta do que o cara fez.

Enfim, é um bom policial! De ver com tempo e calma. Eu gostei”

Por: Valéria Miguez (Lella).

Os Donos da Noite (We Own the Night). 2007. EUA. Direção e Roteiro: James Gray. Elenco: Joaquin Phoenix, Mark Wahlberg, Robert Duvall, Alex Veadov, Eva Mendes, Danny Hoch, Oleg Taktarov. Gênero: Policial. Duração: 117 minutos.

Bon Cop, Bad Cop (2006)

Para quem pensa que bairrismo só acontece no Brasil, terão aqui uma divertida amostra de que também ocorre num país do primeiro mundo: Canadá. Para mim, foi o mote principal desse filme. Tudo mais veio como pano de fundo. E por lá, vai além dos sotaques carregados, ou até das expressões regionalíssimas. É, o lance maior é por falarem línguas diferentes: francês e inglês. Partes diferentes do país, falando línguas diferentes. Ou nem tanto, por já estarem incorporadas. O filme já vale como uma aula divertida de Línguas Estrangeiras.

Entrando no filme… Tudo começa com um corpo em cima de um outdoor numa rodovia. Placa essa que está no limite entre duas cidades. Logo, cada metade do corpo está numa jurisdição. Então dois policiais são chamados: Martin Ward (Colm Feore) e David Bouchard (Patrick Huard). E tem início a contenda hilária. Já que terão que ser parceiros nessa investigação.

Martin, é de Toronto, fala inglês, mas estudou o francês. David, é de Quebec, fala francês e entende um pouco do inglês. Mas ambos só dirão isso depois. Deixando que os Chefes de ambos façam uma divertida, para eles é claro, tradução simultânea nessa convocação.

Bem, as diferenças não ficam somente nisso. Martin faz o tira zeloso no cumprimento do seu dever. Seguindo a lei nas investigações. O oposto de David. O que dá pano pra manga. Pois ao investigarem esse crime, outros corpos vão aparecendo. E ambos são forçados a continuarem a parceria. Por conta disso, as diferenças no modo de agir, acentuam-se mais ainda.

Mas do que tentar também descobrir quem está por trás daquelas mortes, de saber quem é o serial killer, fica o prazer em ver essa dupla trabalhando. Eu sou fã desse gênero. Mas de um policial meio cômico. Não sei se o Cinema Canadense tem outros mais. Mais deixo aqui o meu “Great!”, como também o meu “Grand!”! Adorei a dupla Martin & David!

Ah! Creio os fãs da Angelina Joulie não gostarão de uma piada!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Bon Cop, Bad Cop. 2006. Canadá. Direção: Eric Canuel. Elenco: Colm Feore, Patrick Huard, Pierre Lebeau, Lucie Laurier. Gênero: Ação, Comédia, Policial, Suspense. Duração: 116 minutos.