Os Descendentes (The Descendants, 2011)

Muito mais que os prêmios conquistados até aqui, dois nomes me fizeram ver “Os Descendentes“: o do protagonista – George Clooney -, e o do Diretor Alexander Payne. Clooney por pertencer a uma seleta lista de que estando nos créditos, tendo oportunidade, eu assisto o filme independente da trama. Payne por ter me conquistado com “Sideways – Entre Umas e Outras“. Ele sabe trazer à tona um momento relevante na vida de um homem maduro. Universos masculinos com sensibilidade. Contextos bem diferentes de ambos os filmes. Pois num, a parada para essa revisão fora por livre escolha. Já nesse aqui, foi o destino que lhe trouxe. Meus Aplausos a Alexander Payne por mais esse trabalho!

Os Estados Unidos é um país de contrastes. Que chegam a ser paradoxais em alguns casos. Em “Os Descendentes” temos um deles na trama principal. Está até no título do filme. Perfeito, aliás! Fala da criação: como educar os filhos. De um lado há pais que, mesmo abastados, mesmo ciente de que um dia seus filhos herdarão tudo, incentivam que ainda jovens trabalhem em períodos de férias. Muitos começam entregando jornais de porta em porta, ainda na pré-adolescência. Fazem isso para que comecem a dar valor ao dinheiro conquistado pelo próprio trabalho. O personagem de George Clooney, Matt King, teve um pai assim. Embora tenha herdado um Fundo por Terras deixadas por gerações passadas, e que o deixaria viver com luxo e mordomias, foi cada vez mais vivendo dos próprios rendimentos como advogado.

Dê a seus filhos dinheiro para fazerem algo, mas não o bastante para não fazerem nada.”

Grande parte dessa herança de família eram terras ainda virgens, em Kuai, Havaí. Num ponto super privilegiado entre serras e o mar. Com matas nativas. Um lugar belíssimo, que algum político cobiçou sim, ao criar a lei que tiraria a perpertuidade delas. Bem, o filme não foca essa relevância até Histórica: “Quem é o verdadeiro dono da terra?” Mas face a especulação imobiliária, e manter um latifúndio com também o intuito de preservar a natureza local, é um caso também a pensar. Muito embora, além de Matt e dois ou três primos, todos os outros queriam a venda de tudo, e o mais breve possível. Já que diferentes de Matt viveram só do dinheiro do tal Fundo. E sem o menor controle, estavam à beira da falência. Entre eles, o primo Hugh (Beau Bridges). Um grande canditado a futuro calo na jornada de Matt.

Mas essa iminente falência era problema deles, dos primos, e não de Matt. Pois esse, como já citei, um acidente do destino bateu a sua porta. Sua esposa, Elizabeth (Patricia Hastie), após um acidente no mar, entrara em coma. E pelos médicos: irreversível. Matt era um workaholic. O que o deixava ausente de casa. Mas também da vida da esposa, como das filhas Alexandra (Shailene Woodley) e Scottie (Amara Miller).

Às vezes as trombadas do destino não vem sozinha, vem com mais coisas. É que Matt descobre que a mulher o traía, e que só não o abandonou, porque o tal carinha, Brian Speer (Matthew Lillard) era casado, e nem cogitava se separar da esposa, Julie (Judy Greer).

Ah sim! Ainda é responsabilizado do acidente, pelo sogro, Scott (Robert Forster). Esse condenava Matt por não ter dado todo o luxo que poderia dar a Elizabeth. Na cabeça dele, se ela tivesse grana a rodo, viveria em shoppings, e longe dos esportes radicais.

Que nada nos defina. Que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância.” (Simone de Beauvoir)

Matt, como depositário mor, tinha poucos dias para então assinar a venda das terras. Paralelo a isso, tentar se aproximar das filhas. Deixar de ser o pai omisso. Também tentar explicar a filha caçula que iriam desligar os aparelhos que mantinham a mãe viva. Digerir a descoberta de ter sido traído, e pela desculpa por ter sido um marido ausente. Também aceitar o fato que a Alexandra já era uma moça, e que agora poderia se enamorar de um cara como o Sid (Nick Krause). Como também de se entrosar com ele. Enfim, dar um novo rumo a vida.

O filme é muito bom, dentro de tudo a que se propos mostrar. Em se tratando do Havai, dá para imaginar paisagens deslumbrantes. A Trilha Sonora segue a cultura local. Houve química entre os atores. O final traz a assinatura do Payne. Quem viu Sideways irá sacar. Bem, eu saquei e sorri. Vale o ser visto! Mas não me deixou com vontade de revê-lo.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Os Descendentes (The Descendants, 2011). EUA. Diretor: Alexander Payne. Roteiro: Alexander Payne, Nat Faxon, Jim Rash, baseados na obra de Kaui Hart Hemmings. +Elenco. Gênero: Comédia, Drama. Duração: 117 minutos. Classificação: 14 anos.

PRÊMIOS:
- Vencedor do Globo de Ouro 2012 de Melhor Filme – Drama e Melhor Ator (Drama) para George Clooney.
- Melhor filme de 2011 pela Associação dos Críticos de Cinema de Los Angeles.

Tão Forte e Tão Perto (Extremenly Loud and Incredibly Close, 2011)

ImagemEm junho passado, uma amiga minha do Brasil, veio me visitar, e ela muito me falou do escritor Jonathan Safran Foer, em especial do livro, “Extremely Loud, Incredibly Close.” Logo dei uma pesquisa, e fiquei a saber que o director de “The Hours (2002) Stephen Daldry estava dirigindo a versão do livro para o cinema.

Ela me encorajou a ler o livro, e até cheguei a ler algumas paginas, mas não me envolvi pela leitura, e resolvi esperar para ver o filme. O enredo é sobre um menino que busca por uma fechadura por toda cidade de Nova York. Ao achar uma chave nos pertences do pai, ele acredita que seu pai – que morreu nos ataques de 11 de setembro de 2001 – propositadamente lhe deixou o objeto. O enredo muito me fez lembrar de “Hugo” de Martin Scorsese, pois temos em “Extremely Loud, Incredibly Close”,  um menino inteligente e bonitinho, um pai falecido e um mistério.

ImagemUm ano depois dos ataques de 11 de setembro, Oskar Schell (Thomas Horn) ainda sofre com morte de seu pai, Thomas (Tom Hanks). Oskar e sua mãe, Linda (Sandra Bullock), ainda vivem em Nova York, em frente ao prédio onde vive a avó do menino.

ImagemPara quem perdeu um ente querido, sabe como é dificil largar os pertences do morto – é uma das coisas mais difíceis de fazer.  E por tal, é facil sofrer e sentir a dor de Oskar, principalmente quando ele fica escutando a voz do pai. Nada de errado em ser um filme emocionalmente devastador – drama tem que ser emocionante  e achei que Daldry sabesse conduzir isso, mas..-

Entre um choro aqui e ali, Oskar decide resolver o mistério deixado por seu pai, envolvendo a chave, os nova-iorquinos com sobrenomes Black (todos os 472 que vivem na cidade!), a voz do pai deixada na secretária eletrônica e um  pandeiro. Assim começa as aventuras de Oskar.

Três coisas que achei problematicas no filme:

1- Mesmo que Hanks tenha um tempo limitado no filme, ele desempenha um personagem tão idealizado como “o melhor pai que já viveu no mundo”, que me pareceu falso, enquanto a mãe de Bullock parece tão negligente que, quando a explicação plausível para a sua longa ausência é justificado, eu me perguntei: que tipo de mãe deixaria o seu filho de 11 anos sozinho numa cidade grande como Nova York, e ser também acompanhado por um idoso estranho?. Quando o filme me deu a resposta para a tal atitude da mãe, desejei que tivesse um pandeiro para jogar na cara dela!.

2- Apesar de Oskar achar que a chave vai trazê-lo para mais perto de seu falecido pai, nunca que se pode acreditar por um momento que a essência da trama fosse para uma aventura no estilo “ o que vale é jornada, e não o destino” que terá o menino. A estrutura do filme não me prendeu – a busca de Oskar por respostas- suas idas de um endereço para outro.

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3- Nem quero criticar o ator Thomas Horn, pois esse é seu primeiro filme, e ele mostra ter potencial para ser um bom ator, mas o seu personagem, me fez lembrar da Mattie (Hailee Steinfeld) de “True Grit” (2010). Horn decorou muito bem os dialogos que tinha que decorar. O menino é o narrador do filme, e se sabe dos seus pensamentos e decisões privadas antes de ocorrer ação, por examplo: ele mente muito! Mas o roteirista  Eric Roth e Daldry exagera ao fazer uso de voice- over, pois todas as vezes que Oskar mente, vem aquela  justificativa como se os outros personagens acreditassem na mentira deleCompreendo que Oskar é um menino assustado, chocado pela morte do pai, mas o seu comportamento, e atitudes de  superioridade chega a irritar. Que prazer alguem poderia ter em ter a companhia de um menino tão arrogante?. Quando ele é acompanhado pelo velho (Max von Sydow), ficamos a saber que o misterioso senhor é incapaz de falar – isso significa que o garoto vai falar ainda mais. Fala tanto que me deu vontade de gritar : “Shut the F* up” !.  Desde “True Grit” – com aquela menina falante e irritante, vivida pela gracinha da Steinfeld-, que eu não tinha visto um personagem tão chato quanto Oskar.

Menos ruim, mas não perfeito :

ImagemMax Von Sydow até poderia ter roubado o show para si, se a sua personagem tivesse sido bem desenvolvida e bem conduzida, pois as cenas mais interessantes do filme, são as que ele aparece. A química entre ele e Horn é bastante vaga, e quando Von Sydow sai de cena, a alma do filme vai junto!. Sou um grande admirador desse veterano ator, especialmente por causa de sua grande expressividade, e esforço, e fico triste que ele ganhe uma indicação ao Oscar por um papel tão superficial.

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Faz um tempinho que venho escutano a trilha que Alexandre Desplat escreveu para o filme. Particularmente achei esse o seu melhor trabalho entre as trilhas que ele escreveu para 5 filmes diferentes em 2011. Mas quando ouvi as suas musicas emoldurando a fotografia de Chris Mendes (com uso de edge blur em algumas cenas) senti que Nova York nunca pareceu um lugar tão monótono e nada maravilhoso. A trilha sonora  é linda, mas não achei que case com o filme!.

No geral, “Tão Forte e Tão Perto “ é decente tecnicamente, mas esperava algo mais emocionalmente envolvente e um pouco menos manipulador. Eu certamente não queria sair do cinema como sai depois de “United 93” (2006), totalmente devastado pelo ocorrido em 11 de setembro, mas pelo menos os produtores deveriam ter  - extremamente -,  se preocupado mais com o mundo de Oskar do que ter investido – incrivelmente-, em tudo, pensando no Oscar!.

Nota 5,0

P.S.: Para minha surpresa, “Tão Forte e Tão Perto “ foi indicado para melhor filme, e melhor coadjuvante para Von Sydow. Indigna consideração!.

Late Bloomers – O Amor não tem Fim (2011). Ou, Envelhecer é um Recomeçar

De dois universos tão distintos, ela vem conquistando um lugar num topo de ainda na quase totalidade ocupado por homens. Assim, sendo eu também uma mulher, começo citando a Diretora, e também Roteirista, Julie Gavras. À ela meus Parabéns por ambos seus filmes. No primeiro que eu vi, o “A Culpa é do Fidel” (2006), traz a mudança de uma menininha ao ver que seu mundinho crescera, entendendo que vivemos numa sociedade não tão perfeita, ou não como todos nós desejamos. Já nesse segundo que eu assisto, “Late Bloomers – O Amor não tem Fim“, Julie Gavras já traz um casal entrando na velhice, onde além de ainda não ser uma sociedade perfeita, agora está jovem demais “em produtos”, e meio que excluindo os bem mais velhos “naturalmentes”.

Não sei se vale como um consolo, como a lei da compensação. É que se chegamos nessa fase da vida: é por continuarmos vivos! Pelo fato de sobrevivermos a violência urbana, também. Mas a trama desse filme traz essa longevidade como pano de fundo, ora pela própria natureza, ora pelos avanços da ciência. Como também esse filme não nos mostra isso de forma didática. Muito embora seria até válido. É que como temos um casal de protagonistas, de uma união já na casa dos trinta, o plano central foca o que vem com essa fase. A vida sexual também mudará, e em que?

É nisso que o título internacional sugere: um florescer para esse novo tempo. Uma descoberta, mesmo que tardia, de que ainda tem muita coisa para se fazer, viver… É o sentido da vida: seguir em frente. Agregando novos valores, abdicando de outros. Olhando-se no espelho: dizendo um “Olá!” para essa pessoa a princípio estranha, mas que até por conta disso, está ciente de que ainda é capaz de surpreender também a si mesmo. Que ainda tem muita tesão pela vida. Ou, como no subtítulo dado no Brasil: que se tem amor, não terá um fim. Será um recomeço. Já o título no original em francês pontua que esses 60 anos teve 3 fases de 20. Para esse casal a dos 40 aos 60 ficara curta demais. Ou, nem fizeram planos para esses 20 que teriam à frente. Com o susto, tiveram que passar a limpo esses quase 60 anos. Com isso, teriam que fazer individualmente também.

Porque eu me imaginava mais forte. Porque fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões, é que se ama verdadeiramente” (Clarice Lispector)

Mary (Isabella Rossellini) foi quem primeiro se deu conta da nova fase que chegara. Por conta de um lapso de memória: esquecera em como foi parar num quarto de motel com o marido. Ele, Adam (William Hurt), leva na esportiva a preocupação dela. Na verdade, ele nem se tocou. Mas fatos no transcorrer daquele dia, no seu trabalho, o fará repensar. Não em sua vida particular. Pois isso, na cabeça dele estava tudo indo bem. A questão era o impasse que a sua vida profissional se apresentava. Estava diante de uma encruzilhada. De um lado: aceitar um projeto que o sócio com dinheiro, Richard (Simon Callow, de “Quatro Casamentos E Um Funeral”, 1994.) queria muito que a Firma deles fizessem. Só que Adam, não apenas não queria aceitar, como tal projeto o faria pensar na velhice 24 horas por dia. Ele odiou até as novas mudanças que Mary fez na casa. Como as barras na banheira do quarto do casal. Só que sem perceber se apoiou numa para entrar na banheira. Não se trata de um spoiler porque a cena foi escolhida como cartaz do filme. O outro lado a escolher. Fora uma descoberta por acaso: ouviu sem querer a conversa de um grupo da Firma. E se o destino colocou na sua frente, não resistiria muito aquela tentação.

O projeto proposto por Richard, seria uma nova Flórida. Um Balneário para a turma da terceira idade, e rica, viverem, mas que atraísse também o desejo dos mais jovens. Com isso, ele teria que visitar asilos, conversar com muitos idosos… Mary até facilita um encontro desses. Leva um grupo do qual sua grande amiga Charlotte (Joanna Lumley) pertencia: Panteras Grises (Gris = de cabelos grisalhos. Uma entidade em defesa dos Direitos dos da Terceira Idade). Bem, o tiro saiu pela culatra. Por algo que uma delas falou sobre um Projeto do Adam. Fora um trabalho que lhe rendeu fama internacionalmente. Mas fez Adam perceber que ficou deitado nessa fama por muito tempo.

Já o outro projeto seria além de trabalhar com um grupo de arquitetos bem jovens, em dar uma cara nova a algo velho: uma arquitetura nova para um grande Museu. Algo que chamasse mais a atenção do que a Pirâmide do Louvre. Pois é, mesmo que, a grosso modo, um museu seja lembrado por guardar coisas velhas, essa arquitetura futurista teria encabeçando o nome dele. E isso era tentador também. Como também por quem estava à frente do grupo: uma jovem e cheia de gás Maya (Arta Dobroshi).

Acontece que para esse projeto Adam teria que captar patrocínio e isso ele nunca soube fazer. Como também ficou ciente que só o seu nome não valia mais para os jovens à frente de outras empresas. Ficara mal acostumado até com os cuidados da esposa durante a vida de casados.

Então, acabei falando mais dele em primeiro lugar do que dos conflitos existenciais da Mary. Mas viram o porque: o acorda dele veio pelo o que ele conquistara até então. Com a Mary não. Ela que vivera até então pela e para a Família, se vê perdida. Se sente invísivel, ou sentia-se antes de conhecer Peter (Hugo Speer), o dono da academia onde fora nadar. Pois procurando por um médico, ele receitara ginástica e também fazer um trabalho voluntariado. Além, pasmem! De que um dos remédios que receitara anteriormente, trazia esse efeito colateral: lapso de memória.

Se de um lado a ciência ajuda na longevidade de muitos, por outro também pode causar, ou acelerar novos danos. É como um aviso a uma medicação em excesso. Mas o filme também nos mostra, o quanto ela, a ciência, pode ser uma boa companheira. Tanto para Richard. Como para a mãe de Mary, Nora (Doreen Mantle). Nora me fez lembrar de Elsa, do filme “Elsa e Fred – Um Amor de Paixão“, também pelo jeito de aproveitar a vida. Meio clichê, mas quando se chega numa fase da vida, pode ser vista como: o primeiro dia do resto da nossa vida. Então, o melhor é vivenciá-lo como sendo o primeiro, sempre.

O primeiro “Acorda!” que Nora dá, é em específico para Mary. Depois, subjetivamente, traz dois, mas ao casal. Numa sociedade atual, tão mais afeita com o status, com aquilo que se tem, essas cenas nos mostra os reais valores. Charlotte também, ao seu jeito, tentou mostrar um deles a Mary. Até Richard, de um jeito torto, levou Adam também descobrir um deles. Os três filhos do casal – Giulia (Kate Ashfield), James (Aidan McArdle) e Benjamin (Luke Treadaway) -, bem que teram ajudar nessa. Mas talvez por deixarem certos ressentimentos aflorarem, tal ajuda veio como coadjuvante da de Nora, a avó deles.

Entre coisas do passado e do presente… o filme traz um merchan daqueles que se diz: “Que Excelente Sacada!” O Red Bull aqui ficará memorável!

É um filme que se vê com brilhos nos olhos. Uma história, e com atores mostrando todas as marcas do tempo numa cara sem maquiagem, seria algo que não interessaria Hollywood. Nem muito menos ao público bem jovem. O que é uma pena! Já que as reflexões os levariam a não carregarem bagagens inúteis em suas vidas futuras. O filme é um aprendizado sim, mas como já citei o faz sem didatismo. Mostra um envelhecer com respeito, elegância, e cheio de charme. Isabella Rossellini continua belíssima em vésperas de também completar 60 anos na vida real, e William Hurt adquiriu uma beleza ímpar com o sabor do tempo. A Trilha sonora também veio a somar a esse excelente filme. A música tema do filme é contagiante! Dá vontade de sair dançando. Lembra uma Banda da Lousianna, Mississipi. Não achei um vídeo com ela, então deixo o trailer. Não deixem de ver também esse filme.

Nota 10!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Late Bloomers – O Amor não tem Fim (2011). França, Bélgica, Inglaterra. Direção e Roteiro: Julie Gravas. Gênero: Drama, Romance. Duração: 95 minutos.

Um Panorama do Festival do Rio 2011 – parte 1

O Advogado do Viado (The Advocate for Fagdom) de Angélique Bosio não é um bom documentário mas abre um olhar para o bizarro e ousado trabalho de Bruce Labruce, autor dos explícitos “The Raspberry Reich” e “Hustler White”. John Water e Gus Van Sant colorem a arrastada sequência de depoimentos.

Alien Lésbica Solteira Procura (Codependent Lesbian Space Alien Seeks Same) de Madeleine Olnek é inacreditavelmente ruim e por ser concebido originalmente para ser um trash acaba por ter momentos engraçados e inusitados como a alienígena que passeia de chapeuzinho e tudo pela bucólica Coney Island.

A Árvore do Amor (Shanzha Shu Zhi Lian) de Zhang Yimou tem como pano de fundo a revolução cultural da China contando a chorosa e singela estória de amor de um jovem e casto casal separado por questões políticas no severo regime de Mao Tsé-Tung além de uma grave doença que arrebata o belo Sun.

Beleza (Skoonheid) de Oliver Hermanus relata os tormentos do abrutalhado e confuso François que se fica obcecado pelo filho de um velho amigo. O que poderia ser a “Morte em Veneza” dos tempos atuais se transforma num filme tão cruel que chega a ser desagradável com um estupro assustador e uma desconfortável cena de sexo grupal masculino que quebram o ritmo lento do filme prejudicado pela mão pesada do diretor.

Coney Island – O Último Verão (Coney Island (last Summer) de Marion Naccache não rende em suas imagens desinteressantes de um lugar tão decadente quanto encantador. Eu mesmo tenho em casa cenas registradas bem mais vibrantes de quando lá estive no final do século.

Inquietos (Restless) confirma Gus Van sant como um dos melhores diretores da atualidade. A delicadíssima estória de Annabel e Enoch que se encontram em funerais de desconhecidos por terem diferentes relações com a questão da morte rende uma paixão inesperada. O conforto emocionante que o filme dá a um tema que facilmente trilharia pelo caminho da pieguice surpreende. É Harold and Maude talentosamente revisitados na pele de Mia (que em momentos lembra a Farrow jovem) Wasikowska e Henry Hooper em um roteiro novo e encantador.

Contágio (Contagion) de Steven Soderbergh remete aos filmes-catástrofe dos anos 70 pelo clima assustador e elenco estelar (Matt Damon, Kate Winslet, Jude Law, Marion Cotillard e Gwyneth Paltrow) enfrentando um vírus fatal que se espalha rapidamente a partir de uma viagem a Hong Kong. Antecipei-me e já tinha visto em Nova Iorque, mas vou ver de novo quando estrear.

Estivemos Aqui (We were here) de David Weissman começa com imagens de homens lindos e atraentes na São Francisco hedonista dos anos 70, cujo quadro muda rapidamente para um cenário de terror com a chegada de uma terrível doença que se instala até os dias de hoje. Triste e chocante até as lágrimas. As pausas embargadas e sofridas causadas pelas lembranças de um sobrevivente sugerem uma dor que nunca cicatrizará.

Shark Night 3D de David R. Ellis não merece qualquer crédito. É ruim de doer. Assisti também em Nova Iorque antes do festival. Fujam mais do que qualquer barbatana na praia.

Funkytown de Daniel Roby revive a era disco em Montreal quando o Canadá passa pelo Movimento Separatista de Quebec (há uma relação curiosa com o nosso “A Novela das 8”), mas o povo quer mesmo é se divertir no clube Starlight ao som dos hits da época. Um divertimento à parte foi assistir a película lá em cima na bucólica Santa Teresa com Paula. Comemos pastel de costela no famoso Mineiro e nos integramos ao clima intimista do lugar com direito a uma platéia “descolada”, regulagem personalizada do ar condicionado e observações engraçadas no banheiro improvisado (não jogue papel no vaso-risco de explosão!) e ótima projeção na sala mínima.

Martha Marcy May Marlene de Sean Durkin evoca as angústias do que uma experiência traumática pode provocar na mente humana a ponto de confundir o que se viveu com ilusões assustadoras. Este é o dilema de Martha, afastada após um período vivido numa seita religiosa cujo líder abusava das mulheres. Quando retorna à sociedade, ela enfrenta dificuldades de readaptação com o mundo real.

Capitães de Areia de Cecilia Amado é uma feliz adaptação do conhecido livro do avô Jorge. O elenco infantil é ágil e encantador e dá graça e vida ao bando de meninos delinquentes na Salvador dos anos 50 devastada pela miséria e varíola. O charme, a promiscuidade e o humor do grupo deslizam fácil num roteiro fluente que prende a atenção desde o início.

A Novela das Oito de Odilon Rocha teve sessão glamorosa no Odeon com o excelente elenco que inclui Claudia Ohana, Vanessa Giacomo e Mateus Solano (em tórrida cena homoerótica). A novela em questão é Dancin’ Days que em 1978 ameniza os efeitos do final da ditadura no Brasil. A trama é engenhosa e rende bons momentos com algumas quedas de ritmo, mas muita música boa da época incluindo a inesquecível abertura da novela com as frenéticas e o hit “A noite vai chegar” da ótima Lady Zu.

Teus Olhos Meus de Caio Sóh tem uma dupla de atores promissora: Emilio Dantas e Remo Rocha além dos veteranos Roberto Bomtempo e Paloma Duarte no apoio. Mas o roteiro batido, uma direção inexperiente e uma montagem quase desastrosa não salvam o filme de um amadorismo insustentável que pode interessar somente a um público gay específico.

Xica da Silva do Cacá Diegues foi um grande sucesso na década de 70 contando a estória da escrava que vira amante do contratador João Fernandes, incumbido pela coroa portuguesa de investigar as riquezas das Minas Gerais no século XVIII. A cópia restaurada rendeu uma sessão no Odeon com presença da Ministra da Cultura, Ana de Hollanda, do diretor e da própria Zezé Motta, bela como sempre. Não sei se cometi uma gafe quando inadvertidamente comentei com Wilson que o filme era bom, mas mal dirigido sem perceber a carequinha do Cacá Diegues que havia mudado de lugar e estava sentado logo a minha frente ao lado da ministra. Se ouviu o comentário, nunca vou saber.

Por Carlos Henry.

Cinco Dias Sem Nora (Cinco Días Sin Nora. 2008)

A última instância de recurso é a observação e a experimentação. Não a autoridade.” ( Thomas H. Huxley)

Valeu o ingresso! Assim como a ida até outro ponto da cidade. O que faz valer também uma reclamação aos Distribuidores que limitam as Salas onde filme que não são tidos como comerciais serão exibidos. Mais! Ao determinarem também o local, demonstram preconceitos aos que moram no Subúrbio, numa de que ai não há cinéfilos que gostam desses filmes. Se visam o número de ingressos vendidos, nessa sessão tinham menos de 20 pessoas. Enquanto que para a Sala ao lado o pipocão “Se Beber, Não Case 2” já estava com ingressos esgotados meia hora antes do início da sessão. O que os Shoppings nos Subúrbios deveriam fazer: exibir na maioria das Salas os caça-níqueis e deixando uma delas para os tidos como Cult. Bem, reclamação feita, ora e vez de comentar o filme.

Cinco Dias Sem Nora” traz um tema que nem todos digerem bem: a morte de um ente querido. Ele vai além, já que foi por suicídio. O filme não determina que tipo de problema específico a personagem título, a Nora, tinha, mas ao longo da estória ficamos sabendo que houve outras tentativas. O que mesmo para um leigo denota que ela tinha um distúrbio psíquico. Mas a doença em si não vem muito ao caso. O perfil dela como um todo sim.

Logo no início do filme vemos o quanto Nora é metódica. Segue numa preparação de uma grande ceia. Mesa posta para vários comensais. Vários potes etiquetados com alimentos na geladeira. Envelopes endereçados para algumas pessoas. Sendo que uma das fotos de um deles, por um descuído cai embaixo do sofá. Algo não planejado que irá alterar o que ela planejara para o seu Funeral.

Por mais macabro que possa parecer de alguém organizar o próprio funeral, não se cabe aqui em um julgamento a ela. Porque o que vem à mente é algo como: os fins, justificando os meios. E até porque nos pegamos a rir com quem ela encarregou de dar vida ao seu plano. Ele é José (Fernando Luján), seu ex-marido. Pelo seu comportamento, se vê que era o oposto de Nora. José até tenta boicotar os planos de Nora. Mas se hora o destino está a seu favor, noutra ele se vê preso a trama.

Se o livre-arbítrio leva até alguém a se matar, termina por interferir na vida de quem irá enterrar o corpo. E é quando entra em cena a Religião. A desse filme é a Judáica. Se por um lado Nora tramou de morrer às vésperas de um feriado judeu – Pessach -, o que reteria a todos nessa celebração, lhe escapou que o suicídio não é bem aceito no Judaísmo.

José, ateu, está se lixando para todo o cerimonial que o Rabino pretende fazer. Ambos se desentendem. Até pelo jeitinho que o Rabino sugere a título de encobrir o suicídio e por conta do sogro do filho de Nora e José. Por ser ele uma figura importante na Sociedade local. Já contrariado por se vê obrigado a seguir em frente com os planos de Nora, meio enojado com que os dogmas da religião abre caminho por conta de quem tem dinheiro, José ainda se vê atado ali no apartamento de Nora porque o filho está tendo dificuldade em encontrar uma passagem aérea, e por conta do tal feriado. E o filho, junto com a esposa e filhas, quer estar presente no enterro.

Enquanto vela o corpo, José vê a chegada de mais pessoas que como ele, não sabiam que Nora estava morta. Durante isso, José descobre a tal foto. Nela, Nora está em trajes de banho, numa praia, com um homem que não é ele. Pelo tempo mostrado na fotografia, ele acredita que ainda estavam casados. Como sabe que a esposa escrevia tudo, tenta abrir a escrivaninha. Mas quem consegue, é uma prima que se mostra não ser tão cega assim. Ela esconde dele o Diário de Nora.

Sem a presença das Religiões, o que se enterra não passa de um corpo sem vida. Mas que elas terminam dando um peso maior, até porque irão lucrar, financeiramente com esse, e mais tarde com os demais, num ciclo perpétuo.

Pai e Filho entram em choque, e em xeque. Num balanço de tudo que ficara enterrado até então. E ambos saem revigorados, cientes que perderam um tempo estando afastados um da vida do outro. Quando o filho cai em si, e que não quer que sua mãe seja enterrada na parte do cemitério junto com criminosos, cabe a José a decisão final. Numa de: “A vez é sua Nora!”

O filme é ótimo! De querer rever. Com momentos hilários! E um final emocionante! Tomara que saia logo em Dvd para que mais pessoas possam ver. É o Cinema Mexicano nos presenteando com mais esse. Bravo!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Cinco Dias Sem Nora (Cinco Días Sin Nora. 2008). México. Direção e Roteiro: Mariana Chenillo. Gênero: Comédia, Drama. Duração: 92 minutos. Censura: 14 anos.

KOLYA – O Exército Conquistado

Por: Pedro Moreira da Silva Neto.
A metáfora do filme (1996) é forte no sentido social e político com o que ocorreu com a antiga Checoslováquia. A invasão russa foi uma das causas da estruturação de políticas de controle social, de possibilidades e impossibilidades do livre arbítrio, e da presença de tropas militares internas no país.

O nome dado no Brasil é Kolya – uma lição de amor. Em nossa opinião é outro tipo de lição que não se escapa ao amor, de fato, mas um outro aspecto da afetividade.
A partir de um estado de direito destroçado, entre a guerra fria, e a tomada de poder por linhas comunistas extremamente mecanizadas, a Checoslovaquia passou por um processo de aculturação do que seria uma irmandade eslava. Os valores culturais, desde a tradição e sua manifestação estavam ameaçados, pode-se dizer que não se podia ser quem se era.

Se por um lado a burocracia é chamada de feminina em sua ordenação gradual para se atingir um resultado, por outro, na burocracia, a utilização desse mecanismo é masculino em sua evidência atroz. A invasão russa traz consigo velhas querelas e preconceito, põe em cheque a união eslava, no sentido de que a linguagem muito próxima se desintegrava em sua manifestação cultural.

Kolya traz consigo o sifnificado de um exército vencedor, o nome representa a conquista. Essa conquista fica implícita no filme e se define pela inocência de uma criança russa que de certa forma quer ser checa, ela deseja resgatar a alegria da expressão da língua eslava e de sua reificação através da cultura.

A história é simples, e passa em 1988, conta que Louka um violoncelista que fora despedido da orquestra por questões polítcas-burocráticas e de poder estando desempregado se obriga a enterrar significativamente os seus mortos. Ele toca em funerais. O desejo de um carro que pudesse facilitar o transporte de seu instrumento e de possibilitar melhores ganhos para a sobrevivência o põe em uma situação de ansiedade.

Solteiro convicto aceita um pacto de se casar com uma mulher refugiada russa para que esta obtenha a cidadania e assim adquirir o dinheiro para a compra de seu objeto de sonho, o carro. Ela de fato consegue esse direito e imediatamente foge com seu namorado para a Alemanha e deixa o filho com a avó para que logo voltar e buscá-lo. A avó morre e os familiares entregam o menino a Louka.

A situação é estranha para aquele que deseja se manter na sua singularidade de artista sem família. No momento que aceita Kolya, ao mesmo tempo reintegra-se à sua origem eslava, e ao mesmo tempo encara a sua situação política, e sua decisão de favorecer uma mulher russa refugiada, e ao mesmo tempo põe e risco a vida de um inocente, e assim necessita se recompor como um homem de responsabilidade universal, isto é livre e capaz.

O filme mostra a marcha da Perestróika, e a desintegração do bloco soviético. A conhecida Revolução de Veludo que processou a redemocratização do país.  Kolya e Louka buscam se entender, aprendendo uma linguagem irmã que se fortalece com a amizade ao mesmo tempo que questões sociopolíticas.

Com a mudança da política interna, Kolya pode retornar à mãe que vive no oeste da Alemanha, eles se despendem na estação de trem como velhos amigos. Louka retorna a seu país e à orquestra.

Kolya une linguagem, cultura, política, direitos num só movimento representado pela inocência da criança. O menino sem pai, na verdade é “sem pátria” que possui a mesma raiz etimológica. Mais que todas as forças Kolia é o exército que conquista a paz, o vencedor.

Curiosidade: Em 1993 a Tchecoslováquia deixou de existir com a dissolução da federação formando a República Checa e a Eslováquia.

Morte no Funeral (Death at a Funeral)

O que se pode acontecer em poucas horas? Ainda mais prestando uma última homenagem ao finado pai? Nesse velório, acontece lances inusitados. E para nós, divertidíssimos!

Um dos dois filhos, casado, que mora na casa paterna cuida dos últimos preparativos. Para que saia tudo a tempo e a hora. E sua esposa, a lembrar-lhe que precisa fazer o depósito do novo apartamento. Eis que o corpo chega na casa e… E tem início as situações que não estavam nos planos dele para o funeral do pai.

O outro irmão, um escritor famoso, que mora em Nova Iorque. Chega. Esse, bem extrovertido. Mas recusa a dizer as últimas palavras ao pai. Passando a vez para o irmão. O que gera reações dos convidados.

No caminho para o funeral… um para pegar o velho tio. Outra, que vai buscar o irmão para o velório do tio. Mas o namorado, nervoso… Bem, não é um calmante que ele ingeriu na casa do cunhado.

Não parando por aí, um desconhecido chega exigindo dinheiro para não revelar um segredo do falecido. E está armado o circo. Ops! Irmãos e primos na tentativa de encontrar uma saída… acabam armando mais confusão.

Pessoal! O filme é muito engraçado! Os atores são ótimos! O roteiro é dez! Contar mais, é tirar de vocês a diversão. Eu adorei!

Por: Valéria Miguez.

Morte no Funeral (Death at a Funeral). 2007. Inglaterra. Direção: Frank Oz. Elenco: Mathew Macfadyen, Rupert Graves, Keeley Hawes, Andy Nyman, Ewen Bremner, Daisy Donovan, Alan Tudyk, Jane Asher, Kris Marshall, Peter Vaughan, Thomas Wheatley, Peter Egan, Peter Dinklage. Gênero: Comédia. Duração: 90. Classificação: 14 anos.

Ensina-me a Viver (Harold and Maude)

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Deixe seus sentimentos acontecerem. Não se vista de medo. Ou ninguém saberá que você está lá.

O filme mostra um relacionamento de um jovem com uma mulher com 79 anos. Uma relação nada convencional… Que emociona! Cheio de charme! E em alto astral.

Eles começaram a notar a presença do outro num enterro. Mas começam mesmo a dialogar num velório. Embora pareça locais fúnebres para dai nascer um grande amor… Cada um deles têm o seu motivo para freqüentarem esses rituais.

Àqueles que não conhecem esse Clássico, com o fato deles serem figurinhas carimbadas em funerais, creiam, o filme nos lava a alma! Há momentos hilários. Há momentos emocionantes.

Harold (Bud Cort) é jovem reprimido, com tendências ao suicídio… Numa de querer provocar sua mãe. Chamar a sua atenção… Não tem amigos. Investe seu tempo e dinheiro indo a missas, velórios…

Maude (Ruth Gordon) é um doce de pessoa. Uma senhorinha elétrica. De dá vontade de levar para casa. Ela possui o que Harold não tem: humor e alegria de viver. E é isso que ela tentar passar para ele. Numa de: “Acorda garoto! Você ainda tem muito o que viver. Muito o que fazer. Pois vida, é só essa!”

Além de amizade, de carinho, de respeito, de cumplicidade, de se despir de preconceitos… o filme toca num tema mais forte – a eutanásia. Até que ponto as pessoas tem direito de sair de cena… Se têm esse direito.

Quem assina a trilha musical é Cat Stevens. As músicas são lindas!

Um filme que vale a pena ver e rever, sempre! Nota: 10, com louvor!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Ensina-me a Viver (Harold and Maude). EUA. 1971. Direção: Hal Ashby. Com: Ruth Gordon, Bud Cort, Vivian Pickles, Cyril Cusack. Gênero: Comédia Romântica. Duração: 90 minutos.

A Rainha (The Queen)

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O filme aborda o período entre um pouco antes da morte da Princesa Diana até logo após o seu funeral. E como bem diz no título, o enfoque é… na instituição – a Rainha da Inglaterra. Claro que por detrás disso há a mulher/esposa/mãe/avó/filha – Elizabeth. É, alguém cuja profissão é ser uma Rainha. E que foi sogra da Princesa Diana.

Talvez, a escolha em retratar esse período deve-se ao fato de que a Princesa Diana rebelou-se a toda essa tradição. Diana e Elizabeth – duas mulheres em choque; ou seria em xeque!?? Por mais que a Rainha Elizabeth (Helen Mirren) quisesse esquecer… até com sua morte prematura, Diana ainda abala os alicerces do Palácio de Buckingham.

Num momento de solidão, há uma cena linda dela, Elizabeth, com um alce! Outra, com uma meninha com um ramo de flores, mas aqui em meio a multidão. (Fiquei com lágrimas nos olhos…)

É história, é tradição, são ritos preservados, e um mito. Mas não é um filme que entrou para minha lista de rever. Atuação, ótima! Fotografia, excelente!

Agora… O Príncipe Phillips é de fato aquilo que foi mostrado???

Ah! Não consegui segurar as lágrimas no discurso do irmão da Princesa Diana. Mas senti falta da música “Candle in the wind” do Elton John como fundo musical.

E gostei muito de ver um Primeiro Ministro lavando as louças do jantar!! Um ótimo exemplo a ser seguido.

Um bom filme para uma sessão da tarde! Nota: 7,5.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

A Rainha (The Queen). 2006. Inglaterra. Direção: Stephen Frears. Com: Helen Mirren, Michael Sheen, James Cromwell. Gênero: Drama. Duração: 97 minutos.