Avatar – O Grito Mundial de Alerta!

Avatar_2009_posterA revolução cinematográfica, o divisor de águas no mundo da telecomunicação.

Os valores da sociedade a que pertencemos em muitos momentos são declarados como valores universalizáveis aplicados a todos os homens, ou seja, dada a sua “superioridade” tal modelo deve ser seguido por todas as outras sociedades. Adaptando esta perspectiva não é de estranhar que alguns povos tendem a intitularem-se os únicos com legítimos e verdadeiros representantes da espécie humana ou de seres viventes em toda galáxia.

Avatar_2009_Jake SullyO filme Avatar é uma ficção científica escrita por James Cameron, produzido por Lightstorm Entertainment que narra à história de Jake Sully (Sam Worthington) que ficou paraplégico após um combate na terra. Sendo ele selecionado para participar do programa Avatar em substituição ao seu irmão gêmeo, falecido. Jake viaja a Pandora, uma lua extraterrestre, onde encontra diversas e estranhas formas de vida. O local é também o lar dos Na’Vi, seres humanóides que, apesar de primitivos, possuem maior capacidade física que os humanos.

Os Na’Vi têm três metros de altura, pele azulada e vivem em paz com a natureza de Pandora. Os humanos desejam explorar a lua, de forma a encontrar metais valiosos, o que faz com que os Na’Vi aperfeiçoem suas habilidades guerreiras. Como são incapazes de respirar o ar de Pandora, os humanos criam seres híbridos chamados de Avatar. Eles são controlados por seres humanos, através de uma tecnologia que permite que seus pensamentos sejam aplicados no corpo do Avatar. Desta forma Jake pode novamente voltar à ativa, com seu Avatar percorrendo as florestas de Pandora e liderando soldados.

Cameron promove uma revolução nas produções cinematográficas, mesmo sendo um filme de ficção cientifica, ele retoma um assunto que é noticia mundialmente hoje: conservação e preservação de recursos assim como também a sobrevivência das pessoas. Um filme que no faz lembrar a situação que estamos vivendo hoje com a natureza. Uns tentando salvar, outros destruindo “conscientemente”.

AVATAR_2009_PandoraPor ser um filme de ficção, também deparamos com coisas bem surreais, figuras totalmente diferente de nossa realidade: animais, montanhas que flutuam, etc.

A obra traz uma abordagem que vai além do misterioso tema: ufologia ou Ovnilogia o “estudo de relatos, registros visuais, evidências físicas e demais fenômenos relacionados aos objetos voadores não identificados, ou OVNI”, Cameron ricamente no apresenta este mundo desconhecido.

O filme é um espetáculo visual, o ambiente e as criaturas são de um colorido fantástico e tudo fica cheio de luzes durante os períodos de escuridão. A cultura Na´vi remete a uma cultura muito semelhante a dos índios adaptada ao ambiente de Pandora, tendo os Na´vis um relacionamento com a natureza muito estreito de um respeito a mesma, o que gera o ponto principal de conflito, pois para os invasores militares e empresariais nada daquilo importa, somente o mineral e se preciso for, tudo será destruído.

Não podemos deixar de citar que graças ao espetáculo em todos os sentidos, visuais, auditivos e conceituais presente no filme Avatar é que surgiu a TV 3D uma verdadeira revolução no mundo televisivo.

Cameron genialmente se preocupou com os mínimos detalhes da produção, construindo uma outra dimensão, um outro olhar, com o auxílio de câmeras confeccionadas especialmente para a realização desta obra, o que garante o verdadeiro espetáculo visual que compõe Avatar. Mas ele não se empenha apenas nestes aspectos tecnológicos. O diretor vai mais longe, e cria uma linguagem e uma cultura própria dos humanóides. Não é difícil, portanto, se deixar envolver pela magia deste filme, por seus encantos visíveis e invisíveis.

Audaciosamente Cameron busca fundir temáticas que nos perturba no dia a dia. Descrevendo histórias que provam a existência e a não existência de vida fora da terra. Um filme que busca descrever os mistérios do existir, a dicotomia entre céu, terra, mundos, mitos, espiritualidade, natureza e problemáticas que nos circunda.

AVATAR_2009_Zoe SaldanhaAvatar é um filme que emocionalmente nos leva a reflexão sobre o mito que construímos sobre os alienígenas ao longo da história da humanidade, além de retomar assuntos que faz presença nas noticias mundiais como: conservação e preservação de recursos assim como também a sobrevivência das pessoas. Fazendo-nos lembrar da situação que estamos vivendo hoje com a natureza.

Infelizmente nosso planeta é afetado por vários problemas ambientais, muitos deles provocados por diversas ações humanas. Estes problemas afetam a fauna, flora, solo, águas, ar e etc.

Cameron na sua obra-prima descreve entre linhas que planeta terra está gritando alto. Os especialistas sabem disso e acompanham com atenção as grandes e pequenas alterações que acontecem ao redor do planeta em busca de novas informações que possam ajudá-los a compreender melhor os problemas e levá-los a soluções. Se não pararmos as máquinas que devastam, o desperdício que inutiliza as ações que consomem desmesuradamente e a violência que agride o ambiente… Corremos o sério risco de sermos os próximos na lista de animais em extinção…

Afinal, “serão os alienígenas os destruidores da humanidade ou a esperança de dias melhores”?

TED (2012). Um ‘Calvin and Hobbes’ Às Avessas.

Senhores Pais, não levem seus filhos de 11 anos de idade para assistir um Filme Não Recomendado Para Menores de 16. Principalmente este, “TED“. Porque o Ursinho de Pelúcia em questão ganha maioridade, logo fazendo coisas impróprias para menores. Mais ainda! Agindo como um bad boy. E é aí que mora o perigo! Porque é muito divertido! Mesmo tendo ele e “seu dono” levando uma vida politicamente incorreta. Mas uma dupla de amigos inseparáveis!

Quando não se tem amigos reais, está dentro da normalidade de na infância ter um amiguinho invisível. Ou mesmo que ele se “materialize” num bichinho de pelúcia onde o tête-à-tête fique dentro da mente da própria criança. Agora, quando há de fato um diálogo entre dois, mesmo sendo um deles um boneco com vida própria, perdurando até a fase adulta, há o que pensar! Mas não é como em “Uma Mente Brilhante“, pois aí todas as demais pessoas também seriam esquizofrênicas. Eu creio que a mensagem do filme não seria essa. Ou seria!? Já que atualmente há um mundo em outra dimensão tão hipnótico, que mesmo metaforicamente, é como se existisse vida num mundo invisível. Um mundo meio imaginário onde cada um pode ser o que quiser. Seja pela internet, ou até pelos inúmeros e variadíssimos reality shows na televisão. Logo, o ursinho de pelúcia “Ted” ter uma vida real não é tão surreal assim. Mesmo ele ganhando o aval de ser um milagre do Natal, podemos pensar que os ipods, netbook não deixam de ser o bicho de pelúcia da infância.

O solitário e pequeno John (Bretton Manley) amou tanto esse novo amigo, que juntos fizeram um pacto de nunca se separarem. Ted dava asas a imaginação dele, só que extrapolando. Perto de Ted, John era um eterno menino, num mundo de heróis e vilões, como também dos que se consideravam “amigos” de Celebridades. O que para John era o combustível para continuar levando a vida sem muitas responsabilidades. Acontece que John cresceu e… Pode-se também pensar que John – vivido na fase adulta por Mark Wahlberg -, tenha a síndrome de Peter Pan. Mas por um olhar mais romãntico eu diria que ele seria um fã de “Calvin and Hobbes” e quis ter, levar uma vida parecida. Mas Ted não é o Haroldo. Ted foi picado pela mosquinha da fama. Virou uma Celebridade. Mas num mundo onde a novidade é bem efêmera. Onde alguém de “personagem única” acaba não chamando mais a atenção da grande maioria.

Ou a pessoa se adequa a essa nova realidade, ou cairá no esquecimento geral, isso se realmente quer continuar nesse mundo do faz de conta. Um filme que aborda o se projetar num mundo de fama, mas num viés dramático é “Réquiem Para Um Sonho“. Mostrar ao mundo uma falsa realidade. E as fantasias de cada um pode levar alguém a querer e muito a fama do outro. Onde mais do que ter algo dessa celebridade, vai no desejo de tê-lo por inteiro. O que o leva a chamar a atenção desse alguém muito frustado por não ter conseguido nem os “15 minutos de Fama” por méritos próprios. O que leva Ted a correr o risco de ser pego por esse sociapata da era midiática. Um personagem que caiu como luva para Giovanni Ribisi. Ele está ótimo!

Acontece que nesse pequeno Clube do Bolinha de John e Ted tem uma Luzinha querendo entrar, ou se encaixar. Ela é Lori (Mila Kunis), que vai tentar com que John amadureça. Mesmo que para isso a única opção seja tirar Ted da vida de John. Mas aí não seria ela a nova “dona” do John? Querendo ter uma vida previsível. Não vendo que algo absurdo pode ser o começo de uma vida sem script.

Ponto negativo: Confesso que algumas vezes eu pensei em Jason Bateman para fazer o John. Pois Mark Wahlberg ficou meio travado nessa comédia escrachada. Sendo ele salvo pela atuação da Mila Kunis, de Ted e do filme por um todo.

No mais, o filme surpreende até por nos levar atentos até o final. Muito divertido! Onde Ted quase no finalzinho nos leva a uma gargalhada que deixa o sorriso na face muito depois do término do filme. E bem do jeito dele, ou seja: politicamente incorreto. Trilha Sonora ótima! Com algumas participações especiais, como Norah Jones. Um filme que deixou vontade de rever!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Ted (2012). EUA. Direção e Roteiro: Seth MacFarlane. Elenco: Mark Wahlberg, Mila Kunis, Seth MacFarlane (Ted), Joel McHale, Giovanni Ribisi, Patrick Warburton, Matt Walsh, Jessica Barth. Gênero: Comédia, Fantasia. Duração: 106 minutos.

Diário de um Jornalista Bêbado (The Rum Diary. 2011)

Eles sabem o preço de tudo e o valor de nada.” (Oscar Wilde)

Primeiramente eu diria que se faz necessário buscar na memória as aulas de História sobre a década de 60 (Surgimento do Feminismo, dos Movimentos Civis em favor dos Negros e dos Homossexuais, a Contracultura, a Revolução Cubana com Fidel Castro, os Hippies, a Guerra Espacial, o assassinato de John F. Kennedy…), como também é válido lembrar das aulas de Geo-Política. Já que estamos falando de Porto Rico, que ainda se mantém ligado aos Estados Unidos como ‘Estado Livre Associado’, e cuja localização era um importante ponto econômico-militar no Caribe para o Tio Sam. Como também, pela beleza natural do Caribe, a especulação imobiliária é como achar uma arca de tesouros. Vimos essa parte, mas em outra “colônia” do Tio Sam em “Os Descendentes“. Digo isso que assim poderão absorver melhor o filme “Diário de um Jornalista Bêbado“.

Por se tratar de período e local dessa história. Onde entre uma golada e outra, o Roteiro do também Diretor do filme, Bruce Robinson, traz muita informação histórica. Claro que em pequenas doses. Mas que deixaram uma vontade de ler o livro, “The Rum Diary“, do jornalista Hunter S. Thompson, o qual o filme foi baseado. E que para entender um pouco mais do personagem principal, também se faz necessário algo da realidade de Thompson. É que ele foi um criador de um estilo denominado Jornalismo Gonzo: em seus artigos há uma total liberdade em narrar um fato, intercalando ficção e realidade, colocando seu parecer. Um jornalista cronista. Nada imparcial. No filme “O Solista” se tem uma ideia de que Thompson realmente fez escola!

Então, por conta disso a ida do personagem principal para Porto Rico caiu como uma luva para uns investidores do ramo hoteleiro. Ele é o jornalista Paul Kemp, vivido por Johnny Depp. Kemp abandonou a Big Apple. Queria Rum, Mulheres e liberdade para escrever do seu jeito as crônicas do dia a dia. Muito sagaz, em seus momentos sóbrios, por tudo aquilo que vê, quase prefere voltar a ficar ébrio por mais tempo. Ciente de que para levar a vida ao seu estilo, precisará de alguém que banque.

Kemp ao largar tudo em Nova Iorque, nem imagina o que vivenciará em Porto Rico. Na bagagem, levará o seu talento para escrever. Aceitando um emprego num jornal local, vai com a cara e a coragem, mas só toma ciência do cargo já estando na ilha, e na presença do Editor-Chefe Lotterman. Personagem do sempre ótimo Richard Jenkins! Coube a Kemp a Coluna de Horóscopo e a de Turistas. Sem outro jeito, ele aceita.

Na Redação ele conhece o Fotógrafo Sala. Papel muito bem interpretado por Michael Rispoli. Houve uma química ótima entre esses dois. Como também há uma cena que entra para a História do Cinema no quesito: dois no volante. É hilária! Como só ela já pagaria em assistir esse filme. Se Kemp realizou o sonho de morar em Porto Rico, Sala mantém o sonho de ir para o México. Mas sem a coragem de largar tudo, vai levando a vida como pode. Kemp e Sala tornam-se grandes amigos. Companheiros também na esbórnia. Mas que os deixa como ‘Dom Quixote e Sancho Pancha’ porque um consegue frear o outro quando se faz necessário.

Sala apresenta a sua Porto Rico para Kemp: lugares e habitantes. É quando Kemp conhece outro jornalista etílico: Moberg. Numa magistral interpretação do Giovanni Ribisi. Ele quase rouba todas as cenas, só não faz isso porque chama a todos para o pódio. Sem querer, Moberg fará com que Lotterman “promova” Kemp. E sem ter planejado, Kemp tem o seu talento também cobiçado por Sanderson. Personagem Aaron Eckhart, que não faz feio, mas pelo personagem poderia ter voado mais alto.

O Grupo de Sanderson quer construir um grande Hotel, aliás, dois. Um, para a Elite. E o outro para os Turistas de Classe Média. Esses, só ficam mesmo no perímetro do Hotel. Têm medo de saírem pelas ilhas, por acharem perigoso. Em parte é! Já que são vistos como os brancos colonizadores. Que lhes tomam o belíssimo litoral.

Kemp vai tentando levar os “dois patrões”, até porque ainda não conseguiu encontrar o tom certo em seu texto. Ele quer ouvir a sua voz interior. Mais uma vez, será Moberg que o levará a isso. Pelo jeito, naquela ilha encantada, entre vudus e muito rum, existe um anjo da guarda um tanto quanto torto. Mas com tanto imprevistos, Kemp não contava por um: o se apaixonar pela mulher de um dos seus patrões, o Sanderson. Ela é Chenault, personagem de Amber Heard. Loura e linda, será disputada por dois galos de brigas: Kemp versus Sanderson. E será uma briga feia! Por fim, a Voz é ouvida. Lhe dando munição para lutar contra os que fazem parte do Sistema, a quem Kemp chama de ‘Bastardos’.

O “Diário de um Jornalista Bêbado” está todo amarradinho. Conseguindo mostrar, e sem entediar, a passagem de Paul Kemp por Porto Rico. Para alguém que só trouxe como bagagem um talento ainda adormecido, ele cresce como pessoa e no campo profissional também. Johnny Depp está excelente! Seu Kemp é único. Muito bom quando um ator consegue diferenciar todos os personagens. Ainda mais que estando no Caribe poderia ter escorregado para o seu Jack Sparrow. Great!

Então é isso! Com um elenco afinado. Paisagem belíssimas. Trilha Sonora à altura da obra. O filme cumpre a sua missão, de entreter, e de querer rever!
Nota 09.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Diário de um Jornalista Bêbado (The Rum Diary. 2011). EUA. Direção e Roteiro: Bruce Robinson. Elenco: Johnny Depp, Richard Jenkins, Giovanni Ribisi, Aaron Eckhart, Michael Rispoli, Amber Heard, Amaury Nolasco, Karen Austin, Marshall Bell, Andy Umberger, Bill Smitrovich. Gênero: Aventura, Comédia, Drama, Romance. Duração: 110 minutos. Baseado no romance homônimo de Hunter S. Thompson.

Curiosidades:
» Bruce Robinson rodou o filme em 2009, em Porto Rico.

AVATAR (2009) – Em Busca das Pernas Perdidas…

Sendo eu uma recém cadeirante, segui com esse olhar a saga desse herói paraplégico em Avatar. Será difícil não trazer spoilers, assim, se ainda não foi ver o filme, certifique-se se quer continuar a ler o texto. Adianto que eu amei o filme! Que não vi o tempo passar. É um filme que vale a pena pagar mais para assistir em 3D. Eu vi.

Coloquei como subtítulo o – em busca das pernas perdidas -, não no sentido de que a vida acabou para nós. A cadeira de rodas deu a mim uma nova vida. Só não aproveito mais porque a acessibilidade ainda é deficitária nos locais onde gosto de ir. No meu texto sobre o filme ‘Substitutos‘, eu disse que aquele com certeza eu não gostaria de ter. Porque eu quero sentir que faço parte da paisagem: sentir o vento, frio, calor… Experimentar por mim mesma todas as sensações que me sobraram. Se andar, correr, é sentada numa cadeira, que assim seja.

Agora, me pondo no lugar do herói do filme, eu também faria a mesma opção que fez no final. Aliás, a minha torcida foi para isso, desde a hora que Jake (Sam Worthington) saiu correndo com o seu Avatar. Parecia uma criança, correndo feliz. Mas ainda ai, durante o filme, tal como em ‘Substitutos’, ele, o Jake paraplégico, estava no comando desse avatar, deitado, fechado, dentro de uma câmara.

Alguns detonam logo o filme por ter um final previsível. À esses, que vão ver outro filme. A história em Avatar nos é contada de modo diferente. Mas todos os pontos chaves estão lá, quer seja de um Romance, de um Drama, de um Épico, de um filme de Guerra… Assim, o Herói termina por ganhar uma torcida para que vá ser feliz em outra galáxia. O que me fez lembrar de ‘Contatos Imediatos do 3° Grau‘, de ‘Cocoon‘…

Em ‘Avatar‘, também tem o sonho acalentado de alguns, em descobrir novos recursos minerais fora da Terra. Como se não bastasse destruir a natureza do nosso Planeta, aqui queriam destruir um local lindo demais. E nele, uma imensa árvore venerada pelos na’vis. Conto o que de fato queriam desse solo, bem embaixo dessa árvore, mais adiante.

Quem seria o herói dessa história?

Ele é Jake, um ex-marina, que além de ter ficado paraplégico, perde seu irmão gêmeo. Sem mais ninguém na Terra… aceita ir até Pandora dar prosseguimento a um trabalho científico do qual o seu irmão fazia parte. O Projeto Avatar. Sendo convidado por militares, era como estar de volta a ativa. Mas só chegando lá, foi que tomou conhecimento do que terá que fazer. Dar “vida” a um ser gerado em laboratório. Um nativo de Pandora com DNA de terraquéos. No caso, do seu irmão.

Querem com esse novo ser, voltar a estabelecer contato com os Na’vis. Habitantes de um local cobiçado nesse outro Planeta. Aliás, por ter ficado curiosa, foi saber um pouco sobre Pandora. É uma Lua. Onde seus habitantes veneram, e vivem em total harmonia com a natureza. A Gaia deles é ainda preservada em toda a sua essência. Além dos na’vis possuírem formas primitivas, inclusive com caudas, os animais têm aparência jurássicas… Essa parte do filme é em Animação. O cenário é lindo demais. De uma riqueza nos detalhes sem igual. De se ver encantada.

Quem estariam de olho em Pandora?

De um lado, temos os cientistas, biólogos de formação. À frente, a Dr. Grace Augustine (Sigourney Weaver). Que não gostou nada de ter um Fuzileiro – o Jake – como um membro de sua equipe. Mesmo sendo irmão de um ex-membro tão importante. Como toda pesquisa científica, há de se ter quem banque. Dai, tendo que ficarem um tanto quanto subserviente. Mas Grace além de ousada, é atrevida o bastante para não se deixar dominar por completo. E terá um grande papel na defesa de Pandora. Pausa para falar da atriz, Sigourney Weaver. No filme anterior que vi, o ‘Ponto de Vista’, ela não atuou bem. Assim, foi prazeiroso vê-la atuando bem. Mesmo que filmes com extraterrestres já façam parte da sua filmografia, a sua Dra. Augustine ficará na lembrança.

Ainda dentro de sua equipe, eu gostei de ver um com um perfil de um indiano. Dando um caráter menos frio ao Projeto Avatar. Ele é o Dr. Max Patel (Dileep Rao). Um outro personagem, tal como a Dra. Grace, fica de pé atrás com a contratação de Jake. É o Spelman (Joel Moore). Mas Jake termina por conquistá-los. Até porque, tendo ficado perdido em Pandora, sozinho, e sobrevivido, passa a ser assediado por mais pessoas… No final, esse será o lado que fará a grande diferença.

Do outro lado, mas de quem banca a pesquisa, temos à frente, o jovem meio yuppie Selfridge (Giovanni Ribisi). Que querendo mostrar serviço, aos acionistas, não terá nenhuma consideração, nem com os humanos, nem com Pandora por completo: povo, cultura e lugar. Para ele o que interessa são as jazidas de Unobtanium. Um minério supercondutor. Pesquisando sobre a importância desse tipo de pedra: “A utilização crescente de magnetos supercondutores nos diversos setores, desde a medicina, transporte, energia, extração mineral e até fusão nuclear, demonstra a importância deste mineral, assim como da tecnologia que fará uso dele no presente e no futuro“. Pausa para falar do Ribisi. Que para mim, sempre deixa a sua marca nos personagens que interpreta.

No comando, mas dos militares, temos Coronel Quaritch (Stephen Lang). O vilão dessa história. Mas que não entrou para o rol dos Grandes Vilões da História do Cinema. Talvez pela histeria… ou pela amargura de ter sido uma mera cobaia nos primeiros testes do Projeto Avatar. A mim, causou um sentimento de pesar. Não sei qual seria a intenção do Diretor para esse personagem. Cheguei a pensar se um outro ator teria feito melhor. Quaritch tenta um acordo com Jake: trazer informações vitais para os militares, lá de Pandora. Em troca, lhe daria novas pernas. Mecânicas. Que mesmo que durem muito, terminam por desgastar a parte do corpo onde ficarão ligadas. Com o avatar, ou melhor, encarnando, de corpo e alma, o seu na’vi, ai sim daria a Jake uma nova vida. Lá, em Pandora, com seus novos companheiros. Uma reencarnação em vida.

Em seu comando, a jovem Trudy (Michelle Rodriguez). Pilota helicóptero, e bem. Uma militar com ideais em xeque. Se obedece cegamente, ou não. Termina por ajudar o lado da Dra. Augustine. A cena onde adentra nas brumas, é de pensar em Avalon. E dela ser mais uma guerreira a salvar Pandora. Trudy até em enfrenta o Quarich durante um ataque.

Dos habitantes de Pandora…

O destaque vai para Zoe Saldanha, a jovem herdeira do trono, Neytiri. Ciente de sua missão futura, entrará em conflito ao se apaixonar por Jake. Mas também por acreditar nas mensagens advindas da mãe natureza, poupa-lhe a vida. Pois Jake é tido como um enviado. Neyrtiri então é designada para ensinar a Jake toda a cultura dos na’vis. E é durante esses ensinamentos, que ficamos conhecendo todo o esplendor de Pandora.

E Jake fará de tudo para salvar Pandora da invasão. Mas ciente de que terá que escolher um dos lados. Agora, ‘Avatar’ não traz um ‘Salve a Natureza!’, mas sim uma busca por uma qualidade de vida melhor. Da que vivia até então. E mais de acordo com a sua natureza.

Um ótimo filme. Que eu o veria outras vezes mais. Pena que o ingresso para 3D é caro. Mesmo pagando meia, a grana está curta, e tenho muitos filmes para ver. Ah! A trilha sonora é linda! A começar pela música, tema central:

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Avatar

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O cinema passou por duas revoluções em sua história: o som e a cor. Representaram um grandioso passo para a sua história e com isso eternizaram a Sétima Arte.

Em 2009, o cinema consolidará a sua 3° revolução, a do 3D, e ela será representada pela nova epopéia cinematográfica de um dos maiores nomes dos Blockbusters do cinema, James Cameron. Eu chamo de revolução pelo fato de ele ter utilizado uma tecnologia que esperou 14 anos para dar suporte ao inventivo roteiro do cara. Tanto que só deu sinal verde para a produção depois de ver o personagem Gollum de O Senhor dos Anéis. Com a tecnologia desenvolvida necessária para criar o universo que é Pandora, James Cameron nos dá uma mostra de que a magia do cinema é imortal! Avatar é o próximo da rica carreira do canadense, que consta meus amados Aliens o Resgate, Exterminador do Futuro 1 & 2, True Lies, O Segredo do Abismo e o premiado e maior bilheteria da história Titanic. Mesmo sua filmografia ser relativamente pequena, James Cameron com pouca coisa conseguiu entrar pro rol de grandes diretores da história. Com muita imaginação e criatividade, eternizou jargões, criou cenas memoráveis e até emplacou um sucesso nas rádios (me refiro à grudenta My Heart Will Go On da Celine Dion).

Ficou entocado por 12 anos depois de Titanic desenvolvendo seu novo filme. Um filme futurístico, ambientado no planeta Pandora, onde vivem as criaturas gigantes Na’vi, que entram em choque com a presença humana em seu planeta.

O título Avatar, muito confundido com o desenho de mesmo nome (que ganhou uma versão cinematográfica dirigida por M. Night Shyamalan, com título porcaria “O Ultimo Guerreiro do Ar”¬¬), se refere à armadura usada pelos habitantes do planeta. Em seu novo, e por muito tempo misterioso, filme, Cameron utilizou uma tecnologia de computador mais detalhada, que precisou de empenhados e suados 13 meses só para captura de movimentos, e depois a pós produção.

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O resultado final é embasbacante. Para quem adora cinema, o filme será um deleite dos grandes. Cameron sabe e muito, fazer filmes carregados de um visual belo e muita ação. Não a toa, seus filmes sempre vieram acompanhados de seqüências de tirar o fôlego, como por exemplo a perseguição em Exterminador do Futuro 2, com moto e caminhão, inesquecível! Ou as cenas finais do meu amado True Lies, com Swarza pilotando um avião e arrasando na ação. Também sabe fazer coisas mais sensíveis, vide as belas cenas e passagens mais “maduras” de O Segredo do Abismo que pra mim é seu filme mais reflexivo. Titanic é o que há de mais conhecido em sua carreira e é onde está mais evidente a sua mão. A seqüência do navio afundando é coisa de mestre.

E pelo que se pode esperar, ele vai colocar tudo isso em seu Avatar, pelo que se pode ver no esperadíssimo trailer, lançado mundialmente em 21/08, o filme será um dos melhores do ano sem sombra de dúvida.

A Twentieth Century Fox destinou ao projeto U$300 milhões, e o orçamento milionário já envolveu 1000 pessoas trabalhando na mega produção. Filmado no mesmo hangar onde Howard Hughs construiu sei aeroplano de madeira. Todo filmado em “fundo azul” e o famoso cromakey, tudo que há de digital no filme foi gerado pela Weta Digital na Nova Zelândia, a mesma de Peter Jackson e O Senhor dos Anéis e King Kong.

“Jake Sully (Sam Worthington) ficou paraplégico após um combate na Terra. Ele é selecionado para participar do programa Avatar, onde poderá voltar a andar. Para tanto viaja a Pandora, uma lua extraterrestre onde encontra diversas e estranhas formas de vida. O planeta é também o lar dos Na’vi, seres humanóides que, apesar de primitivos, possuem maior capacidade física que os humanos. Os Navi têm três metros de altura, pele azulada e vivem em paz com a natureza de Pandora. Os humanos desejam explorar a lua, de forma a encontrar metais valiosos, o que faz com que os Navi aperfeiçoem suas habilidades guerreiras. Como são incapazes de respirar o ar de Pandora, os humanos criam seres híbridos chamados de Avatar. Eles são controlados por seres humanos, através de uma tecnologia que permite que seus pensamentos sejam aplicados no corpo do Avatar. Desta forma Jake pode novamente voltar à ativa, com seu Avatar percorrendo as florestas de Pandora e liderando soldados. Até conhecer Neytiri (Zoe Saldana), uma feroz Navi que conhece em batalha.”

Fonte: Adorocinema.com.br

Palavras do próprio James Cameron: “ é algo muito além do que já fiz até hoje e é por isso que está levando tanto tempo para ficar pronto. E ainda faltam sete meses. Pensem que Titanic levou dois anos para ficar pronto, então este é muito, muito grande. Desenvolvemos tecnologias novas para realizá-lo em 3-D estereoscópico com câmeras que levamos 9 anos pra projetar. O resultado é uma experiência 3-D totalmente imersiva que não será exatamente como ver um filme, mas participar de uma jornada, sonhar com os olhos abertos”.

Vindo de alguém do calibre do Cameron, estou aguardando um filme incrível, inovador em vários aspectos e claro, que revolucione a maneira de fazer filme.

Em 18 de Dezembro, em lançamento mundial, seja em 3D ou não, não perca!

Trailer oficial legendado:

Vídeos de bastidores: http://www.youtube.com/watch?v=io0NhU3L4qw

Elenco: Sam Worthington, Zoe Saldana, Sigourney Weaver, Lola Herrera, Joel David Moore, Giovanni Ribisi, Michelle Rodriguez, Stephen Lang, Wes Studi.
Direção: James Cameron.

Gênero: Ação.

A Estranha Perfeita (Perfect Stranger. 2007)

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Começarei pelos atores:
- Bruce Willis, foi ele o motivador para ver esse filme. Mas… Atuação mediana.
- Halle Barry atuou legal. Mas não sei porque, durante o filme tinha a impressão de a qualquer hora veria ali nela, na Halle, a Angelina Joulie.
- Giovanni Ribisi, gostei. Um coadjuvante que rouba a cena!

Agora, a trama:
Halle Berry faz uma jornalista (Rowena). Em suas investigações conta com o apoio logístico do amigo, personagem do Giovanni Ribisi. Juntos vão fundo para não apenas fazer com que a matéria seja publicada, mas também para que chegue aos tribunais. Até que uma amiga de infância lhe passa um envelope contendo informações sobre um cara que ela conheceu via online e que acreditou que ele ficaria com ela fora do virtual. O tal em questão (personagem de Bruce Willis) é um publicitário conceituado. Casado. Que curte os namoros virtuais e reais.

Com a perda do emprego e a morte da tal amiga somos levados juntos na investigação que ela e o amigo fazem. Mais do que achar o assassino eles vão atrás das pistas certas para colocá-lo atrás das grades.

Agora o que eu gostei mesmo nesse filme foi em mostrar um pouco desse lado da apuração de fatos por um jornalista. Como também em mostrar a censura, ou mesmo o jogo de influência com que abortam, que impede da matéria ser veiculada. Uma democracia cerceada como na frase dita por ela ao Chefe: “Se ninguém ver, talvez signifique que não tenha acontecido.

Enfim, um filme bom para passar um tempo. Revê-lo? Talvez apenas para ver algo que soube depois: que foi filmado no Marco Zero, NY.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

A Estranha Perfeita (Perfect Stranger). EUA. 2007. Direção: James Foley. Com: Halle Berry, Bruce Willis, Giovanni Ribisi. Gênero: Suspense. Duração: 109 minutos. Classificação: 14 anos.