Nunca é tarde para recomeçar a escrever um novo fim.
O filme Ponto de Partida é uma produção cinematográfica que aborda conflitos sociais que perpassa dentro de um contexto que envolve inúmeras dicotomias, as quais perpassam dentro dos fluxos existenciais.
O drama conta a história de Charlie Bishop (Forest Whitaer) é um ex-padre, que perdeu a fé quando um acidente de carro matou a mulher com quem havia recentemente se casado. A partir de então ele passa a andar com um revólver e duas balas, disposto a pagar para que alguém o dispare contra si. A primeira pessoa que encontra é o transexual Lexus (Alejandro Romero), que se recusa a realizar o serviço. Do outro lado da cidade vive o matador Jack Doheny (Ray Liotta), que cumpriu uma pena de 25 anos na prisão e está com câncer terminal no estômago. Consciente de que pode morrer a qualquer momento, ele busca redenção apegando-se a um velho amor do passado. Rose Johnny (Jessica Biel) trabalha como dançarina na boate de strip tease de Velvet Lary (Patrick Swayze). Ela chegou à cidade com o sonho de se tornar uma grande estrela, mas um sério acidente com seu filho fez com que ela aceitasse o atual serviço. Qwerty Doolittle (Eddie Redmayne) é um agente funerário apaixonado por Rose, que tem por hábito ajudar os necessitados. Só que sua caridade faz com que entre em sérios apuros, devido às dívidas.
A vida dos moradores de Los Angeles se entrelaça de maneira delicada e perigosa. Mas, até nos lugares mais obscuros podemos encontrar esperanças e sonhos. O contexto do filme se descreve dentro de um emaranhado o qual podemos destacar: múltiplas histórias, prostituição, transsexualidade, sonhos, homossexualidade, mundos e comportamentos.
O filme nos deixa os seguintes ensinamentos: a vida não é aquela festa que esperamos, mas neste mundo de meu Deus, devemos dançar sempre que for possível… Se os dias bons não vier vamos fazer os ruins se tornarem bons. Pois não devemos esperar somente os momentos mágicos, magníficos, precisamos viver a arte da vida de forma plena. Não desperdice a capacidade de ser feliz, de fazer o outro feliz. A felicidade está presente nas coisas mais simples. Viva!
O dinheiro não é tudo, ele se estala em suas mãos, mas acaba fugindo por entre os dedos. A juventude passará e junto com ela também a saúde se esgotará. Afinal a vida passará… Por isso viva, pois a vida não é curta, mas breve! E enquanto a tempestade não passar, o melhor é dançar na chuva…
Em suma, o filme bravamente nos ensina que mesmo no final do túnel a sempre um ponto de partida para o recomeço de uma nova história.


