Ponto de Partida (Powder Blue. 2009)

Nunca é tarde para recomeçar a escrever um novo fim.

O filme Ponto de Partida é uma produção cinematográfica que aborda conflitos sociais que perpassa dentro de um contexto que envolve inúmeras dicotomias, as quais perpassam dentro dos fluxos existenciais.

O drama conta a história de Charlie Bishop (Forest Whitaer) é um ex-padre, que perdeu a fé quando um acidente de carro matou a mulher com quem havia recentemente se casado. A partir de então ele passa a andar com um revólver e duas balas, disposto a pagar para que alguém o dispare contra si. A primeira pessoa que encontra é o transexual Lexus (Alejandro Romero), que se recusa a realizar o serviço. Do outro lado da cidade vive o matador Jack Doheny (Ray Liotta), que cumpriu uma pena de 25 anos na prisão e está com câncer terminal no estômago. Consciente de que pode morrer a qualquer momento, ele busca redenção apegando-se a um velho amor do passado. Rose Johnny (Jessica Biel) trabalha como dançarina na boate de strip tease de Velvet Lary (Patrick Swayze). Ela chegou à cidade com o sonho de se tornar uma grande estrela, mas um sério acidente com seu filho fez com que ela aceitasse o atual serviço. Qwerty Doolittle (Eddie Redmayne) é um agente funerário apaixonado por Rose, que tem por hábito ajudar os necessitados. Só que sua caridade faz com que entre em sérios apuros, devido às dívidas.

A vida dos moradores de Los Angeles se entrelaça de maneira delicada e perigosa. Mas, até nos lugares mais obscuros podemos encontrar esperanças e sonhos. O contexto do filme se descreve dentro de um emaranhado o qual podemos destacar: múltiplas histórias, prostituição, transsexualidade, sonhos, homossexualidade, mundos e comportamentos.

O filme nos deixa os seguintes ensinamentos: a vida não é aquela festa que esperamos, mas neste mundo de meu Deus, devemos dançar sempre que for possível… Se os dias bons não vier vamos fazer os ruins se tornarem bons. Pois não devemos esperar somente os momentos mágicos, magníficos, precisamos viver a arte da vida de forma plena. Não desperdice a capacidade de ser feliz, de fazer o outro feliz. A felicidade está presente nas coisas mais simples. Viva!

O dinheiro não é tudo, ele se estala em suas mãos, mas acaba fugindo por entre os dedos. A juventude passará e junto com ela também a saúde se esgotará. Afinal a vida passará… Por isso viva, pois a vida não é curta, mas breve! E enquanto a tempestade não passar, o melhor é dançar na chuva…

Em suma, o filme bravamente nos ensina que mesmo no final do túnel a sempre um ponto de partida para o recomeço de uma nova história.

Winter, O Golfinho (Dolphin Tale, 2011)

Quando pensamos que estamos perdidos no deserto de uma vida crucial, encontramos no caminho uma flor chamada ESPERANÇA.

O filme Winter, o Golfinho é uma narrativa apresentada por Charles Martin Smith, que conta a história de superação baseada em fatos reais de um golfinho fêmea, que teve sua cauda danificada de modo irreversível.

Como um animal desses não sobrevive sem a cauda, todos perdem as esperanças de salvá-lo no Hospital Marinho de Clearwater, na Flórida, para onde o mesmo foi levado. Todos, menos Sawyer (Nathan Gamble), um garoto disposto a tudo para salvar seu mais novo amigo.

O menino conta com o apoio de um biólogo marinho e com o talento de um brilhante médico de próteses, interpretado por Morgan Freeman, na tentativa de criar uma prótese que ajude o golfinho a voltar a nadar.

Iniciando uma história de amor entre um animal e um garoto. O filme em seu contexto pode ser considerado um poema que invade a alma humana; além de apresentar na sua essência aquilo que nos mantém vivos, a esperança e a fé em dias melhores.

Honestamente a produção cinematográfica trabalha está verdade em seus personagens, descrevendo com propriedade a arte de amar o próximo, algo que deveria ser um dom que habitasse o coração de toda, uma essência puramente humano.

O autor da trama trabalha com propriedade a junção entre poesia, códigos racionais e vida cotidiana dos seres humanos. O filme é uma lição complexa que pode ser visto de diferentes ângulos, mas a sua conclusão nos leva a seguinte afirmação: os sonhos impossíveis podem se tornar realidades quando acreditam na realização dos mesmos.

Simplesmente estou fascinado com a belíssima história de Winter, é impossível ver o filme sem chorar ou sentir vontade de chorar. Como telespectador me sentir dentro da trama, dando força positiva para Winter e Sawyer os protagonista de um poema concretamente belo e real.

Afinal, de forma expressiva o filme promove a revolução dos humildes, nos passando uma mensagem profunda: “se cada um fizesse sua parte, o mundo seria melhor”; uma simples afirmação, em prática mudaria o mundo.

Não poderia fecha está análise sem dizer muito obrigado Sawyer, por semear de forma expressiva a esperança no amanhã e a arte de amar o outro como ele é, sem julgar, o aceitando, o amando e acreditando no ser amor. Winter, O Golfinho é sem dúvida um instrumento do universo que objetivava buscar a essência humana que vem durante anos se perdendo. Charles Smith é o senhor que deu vida a esta belíssima história diante dos olhos de milhões de telespectadores. (Obrigado!)

Winter, O Golfinho (Dolphin Tale, 2011). Diretor: Charles Martin Smith. Elenco: Morgan Freeman, Ashley Judd, Kris Kristofferson, Harry Connick Jr., Nathan Gamble. Gênero: Drama, Família. Duração: 113 minutos. Baseado numa estória real.