Toda Forma de Amor (Beginners, 2010)

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“Beginners” é um belo filme sobre amor, perda, vida, família, amizades e um cachorro falante (com uso de legendas). O roteirista e diretor Mike Mills me surpreendeu, fazendo um filme que tem um pouco de Woody Allen, com estrutura de filmes como “(500) Days of Summer” (2009), e, gastando apenas 3,5 milhões de dolares.

O filme começa com uma montagem de imagens narrado por Oliver (o sempre talentoso Ewan McGregor), um artista comercial que acaba de perder seu pai (Christopher Plummer). Com fotos diante dos nossos olhos, indo e voltando entre 1955 e 2003, a narrativa cresce e encanta, pois em poucos minuto, eu senti que conhecia Oliver e seus pais por anos.

Para quem é? 

ImagemPara quem gosta de um filme leve, e bem humano, “Beginners” é um aqueles filmes que encantam, e  não apenas por seu teor gay – o pai de Oliver sai do armário, quatro anos antes de sua morte. A mudança no estilo de vida do seu pai veio como um choque, mas sentimentos também a honestidade da relação entre Oliver e o seu pai.

Atores:

Provavelmente, Plummer vai levar o Oscar de melhor coadjuvante, e ele merece, mas seu personagem teria metade da humanidade que tem se ele não tivesse um parceiro de cena tão maravilhoso quanto McGregor. Achei que o filme é “quase” todo astro de “Moulin Rouge!” (2001).

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Na fase depressiva da sua personagem, Oliver conhece uma jovem atriz vivida por linda Melanie Laurent. Há uma atração instantânea entre eles, mas na cabeça de Oliver – por causa de sua melancolia – a relação parece encontrar barreiras. Entre as cenas de monólogo interior, Mike Mills brilha num truque narrativo, acrescando legendas entre o dialogo entre Oliver e o seu cachorro. Essa ferramenta apenas aumenta a forca dramatica de McGregor, que nos dar ainda mais introspecção no processo de pensamento de Oliver e suas decisões privadas.

Bem, o filme ilustra que a vida move rapidamente, e que cada um de nós temos que nos certificar que tevemos viver a vida ao máximo e nos cercarmos de pessoas que que nos ama, e amá-las de volta. E nos faz lembrar que a cada dia é um novo dia, e uma nova vida- sendo assim, posso dizer que somos todos iniciantes, certo?

Nota 9,0

Jacob’s Ladder (Alucinações do Passado. 1990)

Quem assistiu ao último episódio de Lost, porém não entendeu, poderá encontrar neste cult um bom caminho para ser seguido, visto que ambas as temáticas caminham de mãos dadas e a influência do filme nas diretrizes de Lost não podem ser negadas.

Arrisco a dizer, inclusive, que a ideia principal de Lost é basicamente uma proposta mais elaborada de Jacob’s Ladder (em português, Alucinações do Passado). Enquanto as inúmeras personagens de Lost trazem consigo uma trama complexa, aliada aos mistérios provenientes da ilha, Jacob’s Ladder se resolve em menos de duas horas.

Os fãs de Lost que haviam aproximado o seriado deste filme já haviam dado pistas do final há algum tempo.

Antes de irmos para a trama do filme, vale ressaltar que Jacob’s Ladder é um termo que se refere ao livro de Gênesis (28:11–19), a qual o filme pode ter sido inspirado. Para conhecimento, segue os versículos bíblicos:

E chegou a um lugar onde passou a noite, porque já o sol era posto; e tomou uma das pedras daquele lugar, e a pôs por seu travesseiro, e deitou-se naquele lugar.
E sonhou: e eis uma escada posta na terra, cujo topo tocava nos céus; e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela;
E eis que o SENHOR estava em cima dela, e disse: Eu sou o SENHOR Deus de Abraão teu pai, e o Deus de Isaque; esta terra, em que estás deitado, darei a ti e à tua descendência;
E a tua descendência será como o pó da terra, e estender-se-á ao ocidente, e ao oriente, e ao norte, e ao sul, e em ti e na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra;
E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra; porque não te deixarei, até que haja cumprido o que te tenho falado.
Acordando, pois, Jacó do seu sono, disse: Na verdade o SENHOR está neste lugar; e eu não o sabia.
E temeu, e disse: Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a casa de Deus; e esta é a porta dos céus.
Então levantou-se Jacó pela manhã de madrugada, e tomou a pedra que tinha posto por seu travesseiro, e a pôs por coluna, e derramou azeite em cima dela.
E chamou o nome daquele lugar Betel; o nome porém daquela cidade antes era Luz.

Segundo o wikipedia, uma das diversas representações de Jacob’s Ladder aparece no quarto episódio da sexta temporada (chamado O Substituto) de Lost, o que evidencia ainda mais a conexão entre o filme e a série.

Agora sim, chega de Lost e vamos a trama do filme!

Inicialmente nos é retratado um acampamento americano em plena guerra do Vietnã, a qual é atacado subitamente. Durante o ataque, alguns soldados começam a ter comportamentos insanos e Jacob Singer – a personagem principal – na tentativa de fuga acaba sendo esfaqueado por uma baioneta.

Na sequência, vemos um Jacob num mundo onde é atormentado por lembranças da guerra, alucinações e a culpa por ter deixado o seu filho morrer antes de ir para a guerra.

Dia após dia, Jacob começa a vislumbrar coisas esquisitas, aparições demoníacas e passar a buscar a explicação para estes delírios.

Em sua trajetória, um amigo lhe diz que ele está morto, porém a não aceitação faz com que ele seja atormentado por demônios, que queimam as partes de Jacob que não desejam abandonar a vida, como as memórias. Eles não tentam puní-lo, mas apenas libertá-lo. Caso ele conseguisse ficar em paz, os demônios virariam anjos e os libertariam da Terra, o que indica que o bem e o mal são diferentes faces da mesma moeda, uma experiência relativa para aquele que a vive.

De imediato, ele acredita ser vítima de algum experimento no exército americano, que teria lhe deixado num estado quase insano. Logo se encontra com os seus colegas sobreviventes na campanha do Vietnã, que também vislumbram coisas estranhas e concordam em buscar um advogado que pudesse lhes representar contra o governo americano. Porém logo todos os seus colegas desistem da ideia no dia seguinte. Não acreditando, decide ligar para um deles, que melancolicamente diz “o que aconteceu lá aconteceu, nada mais pode ser mudado”.

Jacob continua sua empreitada e descobre que realmente eles foram vítimas de uma droga que aumentava a agressividade, logo concluímos que Jacob foi atacado não por um inimigo, mas por algum membro de seu próprio batalhão, o que explica por que eles foram pegos desavisados.

No fim sabemos que Jacob nunca saiu do Vietnã, que todos os acontecimentos apresentados fora do exército era uma espécie de purgatório provocado por uma experiência de pré-morte. Neste universo criado por Jacob, assim que ele encontra a paz, após conformar se com a situação, ele encontra o seu pequeno filho, cuja lembrança de sua morte lhe persegue por todo o filme. Os dois dão as mãos e sobem as escadas em direção à uma forte luz.

Assim que Jacob passa pelas fases do purgatório, como a redenção e a resignação, ele aceita a sua morte e fecha os olhos para sempre.

Como dito, é um ótimo filme para aqueles que já estão com saudade de Lost e querem encontrar mais referências e temáticas parecidas. Mesmo aqueles que não se envolveram com a série, podem assistir que não irão se decepcionar. Se trata de algo realizado há 20 anos e que desperta elogios por parte daqueles que prezam o gênero suspense, drama e horror, sem perder o estilo cult.

Juventude Transviada (Rebel Without A Cause)

_Por que temos que fazer isso?
_Porque temos que fazer alguma coisa.

Antes de começar a falar sobre a trama desse filme, deixo um desabafo: Será que na edição final não notaram que todo aquele crédito em letras garrafais não nos deixaria ver direito o início do filme? Ainda mais numa cena com o James Dean. Se na época, os créditos vinham no início, poderiam mostrar uma paisagem, por exemplo; sem nenhum enquadramento. Não sei se foi o George Lucas quem primeiro percebeu isso. Mas sei que fora multado por colocar os créditos no final do seu “Star Wars”. Merece meus aplausos por essa tomada de decisão.

Agora sim comentando “Juventude Transviada” (Rebel Without A Cause). Revê-lo após tanto tempo, deixou uma sensação de primeira vez. Great! Pela trama do filme, é claro que o título original é preciso. Por ser o drama principal do protagonista. Um jovem que se ressente por viver num matriarcado. Ele tem a figura paterna como alguém submisso. Vê o pai como um covarde. E que não quer ser um também. Não recebe reprimendas, nem limites. Mas não pode se queixar que não tem o amor dos pais.

Por conta disso, ele, Jim (James Dean) se mete em confusões numa tentativa de chamar a atenção dos pais. Mas em vez de lhe impor limites, a mãe se preocupando mais com o que os outros irão falar, prefere mudar de residência. Como se o fato de ir para locais distantes, deixaria o problema para trás. Aliás, que problema? E o  Jim apesar de suas encucações, sua rebeldia é bom rapaz.

A história pega uma recém chegada a um novo local para onde se mudaram: subúrbio de Los Angeles.  Indo de uma noite a outra. Com Jim encontrado deitado numa calçada e levado para uma Chefatura de Polícia. Por lá, mais dois jovens: Judy (Natalie Wood) e Platão (Sal Mineo).

Judy também se queixa do pai. Mas no caso dela por não entender porque o pai não lhe faz mais carinho como quando ela era criança. Estranho. Fica parecendo que o pai não a vê mais como filha, mas sim como uma jovem atraente. Isso não está explícito no filme; são conjeturas minhas. Mas também é válido ressaltar a década dessa história.

Platão também fora levado para a Delegacia. Dois três ele é o único que teria uma causa de fato para se rebelar. Por não ter os pais juntos. Mora numa bela casa na companhia da empregada. Da mãe, recebe de presente de aniversário um cheque, via correio, para as despesas da casa.

Nessa noite na Delegacia, mal trocam palavras. Apenas Jim que oferece seu casaco para Platão.

Talvez pela época, talvez pelo local, o certo que há nessa noite, de plantão um Juíz de Menores bom camarada. Atende primeiro Judy, e depois Jim. Aos dois ele atua como um pai amigo. A Jim, diz que o procure a qualquer hora. Sempre que sentir que vai fazer uma besteira. Já com o jovem Platão, o que o atendeu diz para procurar um psiquiatra. Assim, bem direto. Faltou nesse, o que o outro tinha de sobra: sensibilidade para lidar com adolescentes.

O dia amanhece. Primeiro dia de aula de Jim. Também descobre que Judy mora bem perto. A convida para ir a aula no carro dele. Mas ela estava esperando pelo seu grupo. E na presença deles se transforma.

O dia de Jim não é fácil. Por ser novato, e por ter um jeito caipira, vira o prato principal para a turma comandada por Buzz (Corey Allen). Jim aguenta o quanto pode a pressão. Até que ao ser chamado de covarde, seu ponto fraco, acaba aceitando competir numa prova bem estúpida. Como se aquilo fosse uma defesa de sua honra? Que honra? Tudo poderia ser visto por ter recebido um xingamento.

Para quem curte Astrologia, há uma aula num Observatório. Onde o Palestrante mostra as estrelas. Em destaque a Constelação de Câncer. Signo dos Estados Unidos. E que me parece é a Casa das raízes. Ou como um colo dos pais onde se vai receber um carinho.

Numa prosa entre Jim e Judy, ela diz mais ou menos assim: “_Não dê créditos ao que eu falo quando estou com o grupo. Ali ninguém está falando a verdade. Somos fachada.” E isso é regra geral em todo esses grupos de encrenqueiros e arruaceiros. Como também nos que praticam o bullying.

A fala no início do texto também demonstra o quanto é sem noção essas rixas. E esse ter que fazer algo termina por acarretar tragédias, como até traumas permanentes nos jovens hostilizados. Há que ter alguém para quebrar esse círculo de violência. Urge de um adulto que dê a eles limites.

Enfim, essa segunda noite não amanheceu para uns. Seria interessante se os jovens de agora assistissem esse filme. Quem sabe mostre o quanto é desnecessário essa falta de coleguismo. E rever James Dean, é bom demais. Filmaço!

Por: Valéria Miguez (LELLA)

Juventude Transviada (Rebel Without A Cause). 1955. EUA. Direção: Nicholas Ray. Elenco: James Dean, Natalie Wood, Sal Mineo, Jim Backus, Ann Doran, Corey Allen, Edward Platt, Dennis Hopper. Gênero: Drama, Romance. Duração: 111 minutos.

Traídos pelo Destino (Reservation Road)

Quebrando ciclos… e, por perdas que não voltarão mais…

Por vezes, precisa acontecer algo para a quebra de um ciclo. Agora, nem sempre o fato vem como um tapinha na testa. Às vezes, vem mesmo com uma trombada violenta. E aí? É é hora de recolher os cacos. Vê o que sobrou. Para seguir em frente, como uma espiral.

Nesse filme, destaco primeiro, Pai e Filho. Mas um pai que parece que sufocou o filho que foi, o qual não recebeu o carinho do pai. Como não soube trabalhar esse sentimento, ao se tornar pai, fica perdido. Sem saber como o ser. E acaba fazendo besteira.

Essa relação conflitante, esse ciclo que mesmo sem se dar conta que continua… me fez lembrar, imaginem de qual filme? O dos Simpsons. Quando, por uns instantes, o Homer se dá conta de como vinha agindo com o seu filho. Mas nesse, o personagem de Mark Ruffalo “acordou” para então quebrar esse ciclo, de um modo desagradável… Enfim, aprendeu…

Um outro lance do filme, foi com o personagem de Joaquin Phoenix. Pausa… Para quem acompanha minhas análises cinéfilas, já deve ter percebido que meu foco foge dos detalhes técnicos. E até esqueço de nomes de alguns Diretores, mesmo tendo gostado muito de algum de seus filmes. O lance é para contar que uma cena com Joaquin Phoenix e uns jovens, me fez lembrar de um outro filme que ele participou. Eis que ao verificar após o filme, vejo que é também desse Diretor, Terry George: “Hotel Rwanda“.

Voltando ao filme… Ainda desnorteado com a tragédia, ele até tenta levar a vida adiante, mas… A conversa entre os jovens, seus alunos, o tira da apatia, mas o levando para uma reação de cobrança… A cena é rápida, mas as falas chamam a nossa atenção para algo mais abrangente: da banalização da violência. Diria mais, dos muros invisíveis resguardando a maioria dos norte-americanos da realidade do mundo. Como o filme é baseado num livro, não sei se nele há um tempo maior nessa hora. Até por também tocar no Quarto poder. Mas como falei, tudo é muito rápido. Trechinho:

O meu povo, como o resto do mundo… sabem o que é dor, sofrimento, violência e perda. …eles convivem com dor e morte, todo dia. Vocês não. Vocês se tornaram tranqüilos. A questão é economia. …a maioria dos americanos estão isolados da morte.

Bem, ele então vai fundo em buscar o responsável. Até ai, louvável! Mas o sentimento de posse ainda é gritante. Escurecendo a sua visão. E como foi o “Acorda!” dele? Vendo o filme, saberão.

Por último, a personagem da Jennifer Connelly. Mas essa soube trabalhar bem com culpas e perdas. Para uma mãe, passar o que ela passou… E que soube como acordar desse pesadelo. Também merece destaque. Quando digo trabalhar os sentimentos, é porque eles fazem parte de nós. Precisando que tomemos consciência dele. E sem culpar a ninguém por mantê-los.

Enfim, um bom filme; que eu até voltaria a assistir.

Por: Valéria Miguez.

Traídos pelo Destino (Reservation Road). 2007. EUA. Direção: Terry George. Elenco: Joaquin Phoenix, Jennifer Connelly, Mark Ruffalo, Mira Sorvino. Gênero: Drama. Duração: 102 minutos.

O Closet (Le Placard. 2001)

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Por vezes, traduzem todo o título. Pelo menos nesse optaram por um termo em inglês. Para quem não sabe, o sentido de armário é o guardar, esconder a homossexualidade.

Entrando na história…

O personagem principal (Danieul Auteuil) é visto como um cara chato. Por fazer tudo sempre igual; por ser metódico demais. Mas no fundo é introvertido. E para piorar: a mulher o abandonou; o filho o rejeita e ele descobre que será demitido.

Quando numa de tentar suicidar-se, acaba conhecendo um dos vizinhos. Após contar seu drama, recebe dele a sugestão de se passar por homossexual para ser mantido no emprego. Pois seu Chefe, dono de uma fábrica de preservativos, não iria querer bater de frente com a comunidade gay. Então ele decide levar o plano adiante enviando para seu chefe uma foto-montagem em que aparece com outros homens. Com ele isso sai de um armário que nunca entrou.

E vai dai que a foto e a notícia se espalha. Ele, à princípio, continua agindo igual. O que antes era tido como previsível, com a notícia acaba dando margem a outras interpretações. As pessoas viajam. É muito engraçado! Para ele, a então desejada atenção vinda do filho, o faz continuar levando adiante a história. E acaba se descobrindo.

Ah! Gérard Depardieu, também nos diverte com o seu personagem tentando deixar de ser preconceituoso.

Um filme gostoso até de rever!

Nota: 10.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

O Closet (Le Placard). 2001. França. Direção e Roteiro: Francis Veber. Com: Daniel Auteuil, Gérard Depardieu, Jean Rocheford, Michel Aumont, Thierry Lhermitte, Michèle Laroque. Gênero: Comédia. Duração: 85 minutos.

À Procura da Felicidade (The Pursuit of Happyness)

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Guarda dos filhos: um direito apenas da mãe? E do pai, não?

Sobre o título original, o “y” em vez de um “i” em happyness faz parte da história. É interessante o porque dele.

O filme é baseado numa história real. De início, parece um drama comum, atual, em tantos lares: questões financeiras. Contas a serem pagas e pouco dinheiro entrando. Bem, o diferencial, talvez esteja no fato do personagem querer manter seu filho próximo.

A história conta das dificuldades de um cara em tentar conciliar família, estudo e profissão. Acreditando no seu potencial, investe tempo e dinheiro numa venda. Acontece que escolheu um item difícil de ser vendido. Com a falência batendo na porta, a mulher vai embora. Para ela surgiu uma oportunidade de trabalho. Mas longe dali. Então, ele lhe implora para que não leve o filho. Até pela infância que teve… ele não quer o mesmo para seu filho.

Abrindo um parêntese. Não sou contrária ao pai ficar com a guarda dos filhos. E esse filme, meio que de leve, aponta para que isso deixe de ser algo negativo. Até porque as mulheres também têm direito de pensar e cuidar do seu lado profissional; de sua carreira. Antes, um papel só bem visto para os homens.

Sendo assim, mesmo quando sua vida parece descer ladeira-abaixo… Chris Gardner (Will Smith) faz o impossível para que o filho sinta que eles ainda têm um lar. Se quem se emocionou com a história do casaco ligando pai e filha no filme “Crash – No Limite”… Não tem como não se emocionar com a história da caverna para que filho sinta que têm um lar. A cena arrepia! Até mesmo num albergue para desabrigados… Ele mostra o significado da palavra Lar.

Também ficamos ciente do que fazem, alguns, com estagiários… Haveria também algo de discriminação por ele ser um negro? O que fizeram com ele não poderia ter sido um teste em paralelo ao estágio… Jogaram pesado!

Will Smith, me surpreendeu! Eu que sempre o vi como um ator cômico; a menção de seu nome, logo pensava em “MIB”, em “Hitch”… agora terei também esse personagem. Foi ótimo! Confesso que chorei com ele no finalzinho.

A trilha sonora é linda! Citando algumas: “This Masquerade”, com George Benson; “Jesus Children of America”, com Stevie Wonder; “Lord, Don’t Move That Mountain”, com The Glide Ensemble. E amei a versão que a Roberta Flack deu para “Bridge over troubled water”!

Um filme que entrou na minha lista de que será gostoso revê-lo. Gostei! Nota: 09.

Por: Valéria Miguez.

À Procura da Felicidade (The Pursuit of Happyness). 2006. EUA. Direção: Gabriele Muccino. Elenco: Will Smith, Jaden Smith, Thandie Newton, Brian Howe, Jay Twistle, James Karen, Dan Castellaneta, Kurt Fuller. Gênero: Drama, Bibliografia. Duração: 117 minutos. Classificação: Livre.