O Guarda-Costas (The Bodyguard. 1992)

O filme O Guarda-Costas é uma produção que visa destacar o dia a dia de um guarda-costas de uma celebridade. Na trama o mesmo se envolve com a diva protegida e a história toma um rumo diferente.

Na trama Rachel Marron (Whitney Houston) uma grande cantora e atriz, que está recebendo cartas anônimas e ameaçadoras, se vê obrigada a contratar um eficiente guarda-costas; Frank Farmer (Kevin Costner) é o caro contrato para desempenhar tal função.

A produção cinematográfica nos apresenta uma narrativa poeticamente romântica, onde a protegida se apaixona pelo seu guarda-costas, iniciando uma belíssima história de amor. No entanto Frank e Rachel não deixam este amor evoluir, pois quando estão juntos Rachel fica vulnerável. Paralelamente, novos atentados acontecem.

O filme nos apresenta inúmeros musicais, clipes que nos emocionam na voz da diva Rachel (Whitney Houston), produções digna ao Oscar.

Como cinéfilo não poderia deixar de fazer uma homenagem à gloriosa interpretação de Whiteny Houston a diva de ouro do pop, uma cantora que eternizou sentimentos, momentos, poemas e sua história em grandes musicais e produções que venceram inúmeros Grammy, levando o seu nome para o topo da paradas musicais do planeta.

Whitney foi reconhecida internacionalmente como uma das maiores artistas de todos os tempos, devido ao seu talento, legado e, principalmente, à sua voz marcante e lendária. Graças a esse talento vocal marcante, Whitney foi frequentemente chamada de The Voice (A Voz). Whitney é frequentemente comparada a grandes artistas do passado, como Frank Sinatra, Aretha Franklin e Elvis Presley e também está entre os 500 Maiores artistas de todos os tempos da Revista Rolling Stone.”

Voltando ao filme, fica visível que o amor vence “tudo”. Rachel e Frank, mesmo com os contratempos, vivenciam uma grande história de amor, algo que nos envolve.

Em suma, afirmo que o filme é uma das mais belas produções cinematográficas que traz como temática grandes concertos, drama, romantismo, um melodrama que encantou e emocionou inúmeros telespectadores do mundo todo.

Precisamos Falar Sobre O Kevin (We Need to Talk About Kevin, 2011)

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Olá, pessoal. Hoje farei uma crítica que já planejo há um bom tempo, entretanto preferi esperar para que o filme estreasse nos cinemas brasileiros para que as pessoas que lessem tivessem a oportunidade de assistir. Quem leu meu post sobre Adaptações Cinematográficas de Livros deve lembrar que citei esse filme como sendo uma das adaptações mais diferentes que já assisti. Quando digo diferente não é no sentido de não haver fidelidade para com o livro, e sim do longa não ofender o romance, mas apresentar uma visão bastante particular da trama. Taxado como polêmico, assustador e surpreendente. “Precisamos Falar Sobre o Kevin está chocando o público, vocês devem estar perguntando o porquê disso. E é simplesmente por que tudo aquilo é algo bastante realista e não há nada mais assustador no cinema do que nós acreditarmos que aquilo mostrado nas telas pode acontecer na realidade. O relacionamento de amor e ódio de uma mãe com o filho, possivelmente, psicopata é algo que realmente instiga as pessoas. Numa das cenas geniais, Kevin comenta em tv aberta o fato do público televisivo dar tanta atenção aos psicopatas, afinal será mesmo que as pessoas não gostam de ouvir esse tipo de coisa? essa é uma das sugestões polêmicas que a história coloca.

Best-Seller de Lionel Shriver

O livro de Lionel Shriver foi recusado por muitas editoras e quando finalmente foi aceito, virou sucesso. A trama acompanha a história de uma mãe, Eva (Tilda Swinton), que sofre as conseqüências dos atos de seu filho Kevin (Ezra Miller), já preso por cometer uma chacina na escola. Como se não bastasse ser julgada e perder todo o dinheiro no tribunal, acusada de negligência materna, Eva tem que suportar diariamente o preconceito nas ruas, as pessoas acreditam que a revolta do rapaz possa ter vindo de falhas maternas. Então ela faz uma recapitulação, narrando tudo para Franklin (John C. Reilly), seu marido que a deixou levando a filha pequena. A partir daí acompanhamos do nascimento de Kevin até a data do massacre, sempre alternando entre o presente e as memórias de Eva. Quando tudo começa, ficamos espantados com a relação entre os dois. Kevin não era uma criança fácil e sempre fez questão de expôr sua natureza fria utilizando a mãe como alvo. Eva também não fica muito atrás, seus pensamentos de raiva pelo menino nos deixam na dúvida se realmente seus atos influenciaram no que Kevin se tornou. E é aí que surgem nossas dúvidas. Por que Kevin fez aquilo? Será que sua monstruosidade é justificável pelo elo fraco com a mãe? Eva é ou não culpada? Kevin sempre foi psicopata? Eva estaria paranóica desde que a criança nasceu ou é verdade que o tempo todo notara as inclinações assassinas do filho?

Momentos tensos

As respostas para as perguntas acima são bastante relativas, o que faz com que cada pessoa saia da sala de cinema com um filme diferente na cabeça. Acredito que a monstruosidade do rapaz seja tamanha que ficará bastante constrangedor para alguém defendê-lo, no livro até o advogado se sente desconfortável pela reação de Eva. Ela tenta “permanecer de pé”, evita chorar na frente dos outros, o que faz com que a maioria pense que é uma mulher fria. Eva guarda a culpa para si mesma, o que torna tudo tão doloroso. Ela sente que precisa ser castigada pelo que seu filho fez, por isso não se zanga com a reação violenta das pessoas. Cabe a nós sabermos se ela realmente influenciou.  Quando chegamos ao final da trama, temos uma revelação que mudará todo o jogo. O assustador final é inevitável e alerto para que as pessoas estejam preparadas para a indignação.

Falando em indignação, estou profundamente decepcionado com a Academia do Oscar que não indicou Tilda Swinton como Melhor Atriz, mas indicou Rooney Mara. Não que a novata não mostre talento, mas quem assiste a “Precisamos Falar Sobre o Kevin” sabe muito bem que aquele talvez tenha sido o papel da vida de Tilda. Ela se entregou completamente para o papel, não assisti a nenhuma atuação tão surpreendente durante todo o ano. Logo é natural que a credibilidade do Oscar caia no meu conceito. John C. Reilly não tem quase nada a ver com a aparência do Franklin do livro. Apesar dele não ter muitos diálogos, só sua imagem é suficiente para o associarmos com um pai preocupado e que tenta simplesmente acreditar que seu filho é normal. Kevin se transforma na presença do pai, o que faz com que Eva sempre seja julgada como exagerada pelo marido.

A água como a vida aparentemente calma de Eva, até Kevin acabar com tudo com apenas um toque.

Ezra Miller parece que vem se preparando involuntariamente para Kevin através de outros papéis. Após interpretar um garoto com possíveis tendências psicopatas em outro filme de Cannes (Depois das Aulas), o jovem agora pode ser conhecido como o bad boy de Hollywood. A participação de Ezra como Kevin não é longa, porém marcante. Quem rouba a cena como Kevin é o ator mirim Jasper Newell, que provavelmente conseguiu a proeza de despertar a vontade de todas as mães, na platéia, de lhe dar uma bela surra.

Ela percebeu as tendências do filho desde o princípio

O defeito do filme é em alguns momentos deixar escapar a semelhança de Kevin com outros monstrinhos do cinema. É inevitável não lembrar de Damien de A Profecia. A diferença de Kevin para Damien é que o filho de Eva é praticamente uma abordagem nova sobre a psicopatia. Se em A Profecia, o menino não tinha um bom elo com a mãe por ser o anticristo, em Kevin a situação é explorada sem receio. A realidade é que muitas mães sofrem por não conseguirem ter uma boa ligação com seus filhos (exemplo disso é a depressão pós-parto), isso sempre foi visto de maneira assustadora pela sociedade, mas é algo que acontece. Em A Profecia, isso foi transformado numa fantasia onde a desculpa pela falta de vínculo materno ocorre pela criança não ser o filho verdadeiro do casal e, sim, do diabo. O que torna “Precisamos Falar Sobre o Kevin” tão assustador é justamente o fato de não haver fantasias. Kevin não é adotado e não é o anticristo. Eva teve muita dificuldade em gostar da criança no princípio, porque para ela aquele bebê significava a perda da independência. Nós sabemos que a criança sente quando isso acontece, o problema é a reação de Kevin. Quando a mãe tenta se aproximar dele, ele sempre recua e não deixa uma oportunidade de machucar a mãe passar em branco.

Eva imaginando o afogamento do filho

Há uma situação que talvez alguns não entendam completamente no filme, porém que fica bastante claro no livro. A cena em que Eva quebra o braço de Kevin num acesso de fúria pelo que o menino faz. O menino estava com um leve sorriso no rosto quando isso aconteceu. Kevin não contou para ninguém o feito da mãe. O que nos deixa intrigados é o porquê dele fazer isso. Ao mesmo tempo que Kevin mantém segredo, ele utiliza isso como arma para “aprontar” sem que a mãe o delate, senão ele conta sobre o braço. Mas, como todas as atitudes de Kevin têm dois lados da moeda. É possível também que ele não tenha contado para ninguém porque, como Eva cita no livro, aquele foi o único momento em que ele pôde se identificar com a mãe, pois se sua natureza era violenta ele buscava alguém com quem se identificar, e é terrível sua alegria quando a mãe demonstra raiva. Parece uma maneira de “atiçar” Eva como desculpa para também ver o lado obscuro de outra pessoa. Em uma das partes do livro, Kevin na escolinha convence uma menina com doença de pele a descascar a pele ruim (até sair sangue), como se desejasse libertá-la daquele incômodo ou fazê-la se machucar. Não há limites para as crueldades do menino até a adolescência, poucos notam sua verdadeira face, mas suas atitudes sempre possuem duas possibilidades. E o mesmo jamais demonstra culpa.

Kevin sente culpa?

Sobre o conteúdo, não é fácil para algumas pessoas ler os diálogos cruéis do livro. Por isso algumas coisas foram suavizadas no filme. Um exemplo são as visitas de Eva a Kevin, onde no romance há uma troca de farpas de deixar qualquer pessoa horrorizada com tamanha crueldade do filho e as respostas terríveis da mãe. No longa isso não aconteceu, deixando o silêncio tomar conta das cenas como uma forma de expressar a dificuldade que Eva possui ao ter de visitar o filho. No final da leitura e da projeção percebemos o porquê dela odiar o filho em tantos momentos. Mas não se assuste, você (leitor dessa crítica). Apesar do filme revelar que não há limites para a crueldade humana, também coloca a ausência de barreiras para o amor de uma mãe. Eva continua vendo Kevin porque ainda tem a esperança de que um filho que a ama esteja ali dentro. “Precisamos Falar Sobre o Kevin” prova isso da maneira mais realista possível. Enquanto assistimos a esse filme é importante ficar claro a quantidade de mulheres que estão passando por esse sofrimento de culpa ao presenciar a prisão do filho. A verdadeira pergunta que deixo aqui é: Será justo julgá-las sempre negativamente?

Tilda Swinton na cena mais emocionante, a da descoberta. Digna de Oscar.

Quero Matar Meu Chefe (Horrible Bosses. 2011)

Confessando que tal qual um dos personagens, eu também pensaria no filme com o Danny DeVito, “Jogue a Mamãe do Trem”, quando um outro personagem sugeriu que trocassem de assassinato para sairem impunes. Um filme que eu ri muito. Só não lembro do fator que ele usou para persuadir o personagem de Billy Cristal a aceitar. Nesse aqui, “Quero Matar Meu Chefe” veio em série a “motivação” em levarem esse plano adiante de eliminar seus terríveis chefes.

São três amigos querendo se livrar dos seus respectivos patrões. Se livrarem do emprego, não passa pela cabeça deles. O ficar desempregado os assustam mais ainda, ao verem o que um antigo colega de colégio, Kenny (P.J. Byrne) faz para sobreviver. Sendo isso um dos fatores que levaram os três a seguirem adiante. São eles: Nick Hendricks (Jason Bateman), Kurt Buckman (Jason Sudeikis) e Dale Arbus (Charlie Day). Houve uma ótima química entre eles. Só a cara que fazem com as trapalhadas dos outros, já valem o filme. Mais as divagações, como por exemplo, se forem parar na prisão, é hilário. O Roteiro por um todo também é ótimo!

O único ponto negativo foi a escolha da atriz Jennifer Aniston. Ela é uma dos três chefes a serem eliminados. Dos três,  eu só não gostei da performance dela. Logo eu que gosto dela em Comédias Românticas e Dramáticas. Mas nesse aqui, fazendo uma dentista tarada, ficou falso. Sem sombra de dúvida, essa atriz é lindíssima! A questão que o seu perfil não a deixa vulgar como seria mais de acordo com o personagem. Também não ficou com um ar fatal, nem escurecendo os cabelos. Ficou longe da personagem da Demi Moore, em “Assédio Sexual”. Assim, o seu assédio a Dale, foi salvo pela cara dele: hilária! Agora, acho meio difícil existir um homem que recusaria transar com uma mulher como ela.

Colin Farrel é Bobby, o filho vagabundo do chefe de Kurt. Mas esse, o Jack Pellit (Donald Sutherland), um ótimo chefe, morre logo no início. Com isso, Bobby assume. Infernizando a vida de Kurt. Sendo esse o contador da firma, Bobby quer mais corte gastos, afim de obter mais lucro para continuar mantendo a vida de antes: Bobby tem a idade mental de um adolescente em busca de fama. Kurt abomina algo que ele quer fazer. E para salvar um povoado no México, só vê como solução, eliminar Bobby.

Colin Farrel disse uma entrevista que receberam do Diretor Seth Gordon, essa deixa: “Sejam o mais psicóticos que puderem!“. E em “Quero Matar Meu Chefe“, sem sombra de dúvida, o hour concours é o personagem de Kevin Spacey, Dave Harken, supervisor-chefe de Nick. Pausa para falar do ator: Kevin Spacey. Que para mim já está no topo dos grandes atores. Gosto ainda mais dele, que não se importa se é um filme Classe A, ou um bem Pipocão: ele quer mesmo é atuar. Como também, porque faz muito bem todo tipo de personalidades, ou mesmo Gênero de Filmes. Aqui nesse filme, ele simplesmente trucida seu funcionário Nick. Mas com a alma de um grande ator, não rouba a cena: fez uma excelente dobradinha com Jason Bateman.

Dois outros personagens também merecem destaque. Um, é o ‘MF’ Jones (Jamie Foxx). Dá uma volta legal nos três amigos. De eu exclamar um: “Bem Feito!”, mas rindo. Como também, é hilária a cena onde conta o porque tem esse palavrão “FdP” como apelido. O outro personagem, é a voz pelo GPS do carro de Kurt, o Gregory/Atmanand (Brian George). Gregory participa ativamente com os três, e em seus planos.

Creio que pelo menos em algum momento da vida houve o desejar a morte de alguém atravancando o nosso caminho. Mas uma coisa é desejar, outra é materializar esse desejo. Ainda mais quando não tem tendência para isso. Ai, mesmo insistindo numa maluquice dessa, há de se exclamar: “Vai dar merda!” Aqui, junta-se a isso a total falta de jeito dos três!

Então, preparem a pipoca, desliguem-se do politicamente correto, como também em querer adivinhar o final, e assistam, é diversão garantida! Eu ri muito! Muito bom o filme! De querer rever, como também em ver esses três juntos novamente. Com isso, que venha uma continuação! Ah sim! O filme também mostra que ser fã de uma Série de Tv, vale por uma aula.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Quero Matar Meu Chefe (Horrible Bosses. 2011). EUA. Direção: Seth Gordon. +Elenco. Gênero: Comédia, Crime. Duração: 98 minutos. Roteiro: Michael Markowitz, John Francis Daley e Jonathan M. Goldstein, baseados na história do próprio Markowitz.

À Prova de Morte (Death Proof. 2007)

O fenômeno “Grindhouse” da década de 70 também aportou por aqui sob o título de “Cinema Poeira”. Tratava-se da sessão dupla de filmes de qualidade duvidosa (No Brasil, costumava ser um faroeste com uma pornochanchada ou um terror) em cinemas decadentes.

Este filme notável de Quentin Tarantino – À Prova da Morte -, cujo egocentrismo e arrogância parece prejudicar aos poucos sua carreira, traz de volta a estética nostálgica daquelas películas deliciosas cheias de saltos, riscos e imperfeições na tela.

Lançado originalmente numa versão mais enxuta em dobradinha com “Planeta Terror”, o projeto “Grindhouse “ não deu certo naquele formato ousado e o filme chega solitário e com bastante atraso em seus longos e necessários 113 minutos recheados de sarcasmo, sangue, erotismo e cinema em sua essência.

A estória centrada no personagem psicopata de Kurt Russell (Stuntman Mike) que se diverte matando mulheres gostosas com a ajuda de seu poderoso e velho carro à prova de morte é habilmente dividida em duas partes. A verborragia excessiva pode até chatear em alguns momentos menos brilhantes da primeira metade, mas é marca registrada do diretor e prepara o expectador paciente para um epílogo eletrizante na estrada onde o mal encarnado em Mike encontra a dublê (de verdade) Zoe Bell e suas amigas numa batalha feroz e imperdível, sem espaço para sutilezas ou amenidades.

Carlos Henry

À Prova de Morte (Death Proof). 2007. EUA. Direção e Roteiro: Quentin Tarantino. Elenco: Kurt Russell, Rosario Dawson, Rose McGowan, Marley Shelton, Mary Elizabeth Winstead, Sydney Tamiia Poitier, Zoë Bell, Eli Roth. Gênero: Ação, Crime, Thriller. Duração: 114 minutos.

Um Olhar do Paraíso. Vida, após a vida…

Tão bom seria em poder dizer que isso não acontece mais, atualmente. Que é coisa do passado. Mas não tem como. Ainda acontece, e muito. E não apenas pela “facilidade” que a internete deu a esses monstros humanos. Pois eles estão em todas as classes, em todas as culturas.

Dai, me perguntei se o filme teria também um olhar pedagógico. Em que pais o assistissem juntos aos seus filhos menores de idade, e conversassem com eles sobre acompanhar estranhos, ou não tão estranhos assim, a um ambiente particular. Longe de um aglomerado de gente. Mas logo em seguida eu me perguntei: E para aquela criança que não tem noção do que é a morte? Será que focaria mais no “paraíso” mostrado? Como encararia esse outro lado? Teria noção de que é algo que não tem mais volta? Enfim, caberá a vocês pais, decidirem. Pois ‘Um Olhar do Paraíso‘ é um filme que devem assistir. Convido também aos Professores do Ensino Fundamental. Que debatam com os alunos os fatos mostrados nesse filme.

Não é um filme por demais pesado, pois há momentos líricos. A nós adultos, a ojeriza surge por saber das atrocidades que ele fez. Tem momentos leves. Como a avó que tenta ser útil, mas não deixando seus vícios de lado, nem querendo envelhecer. Seria por temer a morte? Um outro momento, é com a mudança nos livros pela mãe da jovem. Pelo menos, mudaram os temas, mas o hábito de ler não. Também mostra os hobbies. O do pai. Mas o assassino também tinha um…

A estória do filme é ambientada em 1973, na Filadélfia. Num local tranquilo. Como também, bem amplo. A jovem em questão, por estar atrasada na volta da escola, resolve cortar caminho por um terreno onde existira um milharal. À primeira vista, um campo aberto daqueles não teria nenhum perigo. Mas tem! Friso como presente, mesmo no filme dizendo que naquela época ninguém tinha essa preocupação. Não pensavam que existiria essas bestas feras. Pulando novamente, para o mundo real e atual… Discernimento, aos pais no cumprimento de um horário. Se o caminho para se chegar em casa a tempo, é de fato seguro para seus filhos. Refiro-me aos atalhos que encurtam o caminho. Pois podem encurtar a vida deles.

“Os restos adorados” do título original representam um elo dos que tiveram as suas vidas ceifadas pelo mesmo psicopata. Pois apesar da estória ser contada por uma delas, a redenção final será com todas reunidas. Por outro lado, aqueles que ficam, de certa maneira com a adoração aos que partiram, também podem retê-los por mais tempo. Mas também por ele ter esquartejado a jovem e guardá-los num cofre. Um tesouro que ele sentava numa poltrona para admirar. Até sentir novamente o desejo de possuir uma jovem, uma criança…

É preciso ter uma mente mais aberta à Doutrina Espírita, para entender melhor o filme. Os muito céticos, poderão ver como pura ficção, mas poderão achar fantasioso demais. À esses, deixaria uma pergunta: ‘Em nenhum momento pensou que pode ser mais que um – morreu, acabou! -?’ Pensar na morte como finitude… Tendemos a aceitar com mais facilidade quando a pessoa está com uma doença incurável, por exemplo. Mas quando uma vida é interrompida por um prazer sádico, tendemos a demorar a aceitar. Por vezes brotando o sentimento de vingança.

Se há uma outra vida, há de se ter alguém que sirva de ponte. Alguém cujo dom ajude ao anseio dessa alma que ainda se mantém presa a vida terrena. A jovem em questão, Ruth (Carolyn Dando), é qualificada por – estranha -, pelos os que não entendem o seu dom.

O filme nos mostra o que o amor e o ódio pode fazer. Por um desejo de vingança, novos e não desejados rumos podem acontecer. E quem tiver mais tino, irá perceber a tempo. O ódio então sai de cena, e o amor mais puro reverterar a situação. Com ele, a libertação de outras almas. O que me fez lembrar de uma avó. Quando via alguém praticando uma boa ação, dizia: ‘Salvou-se mais uma alma do purgatório’. É o dilema maior ante uma tragédia: a de que voz interior ouvir – a do bem ou a do mal? Sem que esqueçamos de que é sempre bom nos desfazermos de cargas inúteis, ou as que pesarão na consciência.

Susie (Saoirse Ronan) teve a sua vida interrompida aos 14 anos de idade. Se deixou levar pela lábia de um psicopata. Estava enamorada de um jovem, o Ray (Reece Ritchie). Nem tivera tempo em experimentar o primeiro beijo. Tímida, a esse primeiro amor. Amorosa. Alegre. Tinha como ídolo o cantor do Seriado de TV, A Família Do-Ré-Mi: Keith Partridge. Se encantou com uma máquina fotográfica. Gostava de ler Romances…

É ela quem nos conta a sua estória. E é pelo seu olhar que conhecemos o lado mau de alguém; o lado daquele que tenta fugir da dor da perda; o lado de quem quer trucidar o assassino; o lado de quem desiste; o lado de quem vai atrás de provas; o lado de quem quer que todos enterrem seus mortos de vez… Nesse emaranhado temos: a Polícia, a mãe (Rachel Weisz), o pai (Mark Wahlberg), a avó (Susan Sarandon), a irmã (Rose McIver)…

E o pivor de todo esse tormento, não só na vida da Família Salmon, como das demais vítimas: George (Stanley Tucci). Tucci está irreconhecível, mas mais por conta da caracterização. Sua atuação poderia ter sido melhor. Em fazer desse personagem um vilão memorável. Fica uma repugnância pelo o que sabemos dos seus crimes. Pessoas que fazem o que ele faz, eu não acredito em cura. Ele é um psicopata em potencial. À esses, eu até sou favorável à pena de morte. Pois numa prisão perpétua, seriam gastos dinheiro publico para mantê-los. No filme fica aquela esperança, de que quando a justiça dos homens falha, a divina se faz presente… Adorei!

Eu gostei do filme! Como também entrou para a minha lista de que vale a pena rever. Até para prestar mais atenção no paraíso da Susie. A Trilha Sonora acompanhou toda a trajetória dela, e bem! Sem destacar apenas uma única canção. É um bom filme!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Um Olhar do Paraíso (The Lovely Bones). 2009. Nova Zelândia. Direção: Peter Jackson. +Cast. Gênero: Drama, Fantasia, Thriller. Duração: 135 minutos. Baseado em livro de Alice Sebold: Uma Vida Interrompida (O romance se baseou na experiência da própria autora, que foi estuprada em seu primeiro ano de faculdade e quando foi dar queixa soube que várias mulheres haviam sido mortas no beco onde foi violentada.).

Deixa Ela Entrar. A gênese de uma mente psicopata.

Por: Renato Santos.
Aviso: O texto a seguir contém Spoilers importantes.

Estou surpreso com a quantidade de pessoas (principalmente adolescentes) que estão achando que este é um filme romantico, um filme que versa sobre uma estória de amor adolescente!

Acordem, este brilhante filme não é um romance que tem vampiros no roteiro! É uma estória fantástica que aborda de forma simbólica, e não por isto menos precisa e verdadeira, a gênese de uma mente psicopata.

O velho assassino representa o futuro do Oskar. Reparem como os dois manipulam a mesma faquinha, com os mesmos gestos. O velho é Oskar e Oskar é o velho. A “menina vampira” representa o mal absoluto. O mal que seduz e conquista o frágil e massacrado Oskar. O mal que o redime, objeto de culto e paixão.

A “menina” que aliás não é uma menina. Ela diz isto repetidas vezes, mas ele não que ouvir. Na cena em que “ela” troca de roupa isto fica claro, pois ela não possui vagina, e sim uma cicatriz no lugar do antigo pênis – sim, a “vampira” é um menino castrado, feminilizado (isto está colocado de forma explícita no livro, mas no filme a cena é muito rápida e fica difícil de entender). Ou seja, “ela” é o “alter-ego” dele.

A cena em que ele “a” aceita é fantástica. A cena em que comete o primeiro assassinato (ao entregar o vizinho no banheiro). A cena final em que ele conversa com “ela” no trem, em morse, é uma obra-prima. A conjunção de absolutos que caracteriza a mente dos psicopatas: amor x maldade.

Se você quer entender como funciona a mente de um psicopata veja este filme.

Um último comentário: o título em português mais uma vez decepciona: “Deixa ela entrar“. O título original, que em português seria algo como “Deixa o que está certo entrar”, é uma provocação, mas traz o significado do filme (na ótica do psicopata).

Encurralado (Duel de 1971)

dueloficial

Um tipico “road movie” – de enredo simples, cenário basico: 1 estrada e 2 automóveis.
Porem desta simplicidade nasceu um filme para TV que virou referência para inúmeras cópias e remakes para tv e cinema , mas que nunca serão brilhantes como este.

Foi o primeiro longa-metragem de Steven Spielberg (então com 25 anos) realizado para a televisão. O resultado foi surpreendente. Spielberg usou a forma direta de narrar uma história, com planos rápidos e montagens mais rápidas ainda, semelhantes aos filmes de televisão que assistia quando criança. Desde então Steven Spielberg virou o mago hollydiano, porem nem sempre devidamente reconhecido.

Todo o cenário, perseguições eos finalmentes são as estradas semi desertas da California. David Mann (Dennis Weaver) está dirigindo seu carro pelas rodovias da Califórnia e sabe – se la porque começa a ser importunado por um motorista de um gigantesco caminhão, que parece querer brincar de pega – pega. O que parece ser apenas mais um motorista engraçadinho , acaba por fazer David lutar por sua vida para escapar do lunático no volante, porque lentamente a aparencia da carroceria caminhão vai tornando – se um monstro de ferragens velhas, feias, barulhantas que nao dará a minima chance de David escapar. É uma mudança muito sutil, mas enervante.
Em nenhum momento do filme é possivel ver quem é o lunatico motorista, mesmo em paradas de posto para abastecer, ou algum close da cabine do motorista do caminhao e David mal tem tempo para novo folego e uma nova fuga. Em pleno desespero pela sobrevivencia, David segue por uma estrada ate a beira de um precipicio onde consegue desviar o carro, mas o caminhão, que em alta velocidade, ultrapassa a barreira de segurança, despenca pelo abismo e a maquina assassina vira destroços.
E a identidade do motorista?
Ninguem sabe. Se ele morreu? Bem apesar do esfarelamento do caminhao, isso tambem ninguem sabe.

Mas David sobreviveu. E os telespectadores idem. Haja unha para roer! Então é necessário uma bacia enorme de pipoca para essa emoção.
É um classico
É um cult
Recomendadíssimo!

Direção: Steven Spielberg
Roteiro: Richard Matheso (parceria merecida)
Elenco: Dennis Weaver, Lou Frizzel, Jacqueline Scott
Gênero: Ação, suspense, terror
Duração: 90 min, colorido, EUA

por Cris Barros

MR 73 – A Última Missão (2008)

mr73_movieTer Daniel Auteuil nos créditos, já é um belo motivo para mim assistir o filme. Gosto dele! Se sai muito bem fazendo Comédia como Drama. Podem constatar nesses dois mais recente: ‘O Closet‘ e ‘O Adversário‘. É, pois a filmografia do cara é extensa.

Assim, fui sem susto vê-lo em ‘MR 73 – A Última Missão‘. Cujo subtítulo que deram aqui pode desanimar um pouco de assistirem. Se bem que quem gosta de Ação igual a movimentação constante, é melhor procurar um policial americano. Esse a ação é na contenção do personagem. Uma luta interna…

Auteuil é Louis Schneider, um policial que, se na profissão se manteve íntegro, na vida particular não. E numa derrapagem da vida… o destino lhe cobrou um alto preço. Dai se entrega a bebida como a lhe aliviar a culpa.

Paralelo a isso, temos a jovem Justine (Olívia Bonamy). Cresceu com um sentimento de culpa: por não ter sabido enfrentar o assassino cruel de sua mãe. Nem em ter salvo a sua irmã caçula lhe deixou menos amargurada.

O destino dos dois volta a se cruzar por conta da foto de uma briga entre Louis e um Policial corrupto que ficara com o seu posto. Justine ao ver a foto o identifica como quem achou e prendeu o assassino de sua mãe. E esse, pelo bom comportamento, por ter ficado religioso, está em vista de deixar a penitenciária.

Justine não acredita que quem fez o que ele fez, possa mudar. Virar um santo homem. E acompanhando o filme, verão que ela tem razão. Não é empunhando uma Bíblia, um Torá… que um psicopata mudará na sua essência.

Apavorada, ela procura por Louis. Que a princípio, por estar querendo – pelo menos a parte dele ainda sana quer encontrar um novo serial killer que vem agindo no local, tão cruel como o outro -, aceita a nova missão. Até para com isso mostrar que ainda é um excelente policial. E só então sair de cena com dignidade. Mas por vezes o sistema já está tão falido, que só se vê uma saída…

O filme é longo. É denso. Chegando a angustiar um pouco. Em ver alguém como ele indo de ladeira abaixo. Mais até em nos levar a pensar que a Justiça não pode ser tão cega a ponto de se especular de que a saída seria cortando o mal pela raiz. Mais do que um ótimo Policial, ele é um Drama de querer rever mais vezes. Nota 10.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

MR 73 – A Última Missão (MR 73). 2008. França. Diretor: Olivier Marchal. Elenco: Daniel Auteuil, Olívia Bonamy, Francis Renaud, Catherine Marchal. Gênero: Ação, Crime, Drama, Policial. Duração: 125 minutos.

Violência Gratuita (Funny Games U.S.)

funny-gamesDois mais dois são quatro. Cinco mil anos para se entender isso. Sempre haverá violência gratuita. Em nenhum tempo se entenderá isso.

São tantos os tipos e modos de violência, em todos os tempos e todos os lugares. A violência verbal é só uma delas, e é tão agressiva quanto a física: ambos ferem e machucam como o machado. Mas o objetivo aqui não é listá-los.

Esta semana acompanhou-se pelos meios de comunicação mais alguns casos de VIOLÊNCIA GRATUITA que chamou a atenção. Uma delas tendo como protagonista uma brasileira grávida fora de seu país agredida por três rapazes (a versão desse fato ainda não está esclarecida; independente do que aconteceu realmente não tira o mérito de um ato de extrema violência); a outra aconteceu com uma menina de cinco anos, morta porque chorou ao ver seu pai sendo assassinado. Parece que ninguém mais se choca quando presencia algo do gênero; age-se como imunes e vacinados, não demonstrando reação de revolta, raiva ou qualquer sentimento de pena ou culpa. Talvez pela própria impotência: fazer o quê? Isso é fato. É real. E cada um com o seu individualismo.

E sempre se falou que a arte imita a vida. Ou a vida é que imita a arte? Há uma inversão de valores. A vida já não vale nada. A arte é ficcional. A arte baseia-se no real. O conceito de estética cinematográfica como sinônimo de entretenimento há muito já não existe. As novas mudanças são facilmente reconhecidas no cinema inovador do austríaco Michael Haneke. Ele, em seu filme Funny Games NÃO deixa o expectador ficar à vontade. Certamente se você ainda não assistiu ficará perturbado e chocado com a trama. A história é banal, só que envolve o expectador de tal maneira que o torna praticamente conivente e cúmplice das as situações de violência.

Só de se pegar o filme, já sabendo de antemão a sua sinopse, um thriller provocante e brutal de uma família em férias que recebe a inesperada visita de dois jovens profundamente perturbados, torna-se responsável por aquilo que se assiste. A partir daí as férias de sonhos dessa família se transforma em pesadelo quando são sujeitados a inimagináveis terrores e provações para continuarem vivos. A violência é sutil, ela é apenas sugerida. Paul e Peter, personagens impecavelmente vestidos de branco, a cor que simboliza pureza, iniciam seus jogos de sadismo e horror com a família (homem, mulher, o filho e o cão) sempre intitulados com frases de duplo sentido, engraçadas infantis, chegando a ser um JOGO ENGRAÇADO, brincadeira de criança.

O fato inusitado nesta história que Haneke presenteia seu público começa quando Peter, o líder da dupla delinqüente, fala com a câmera com a certeza da presença do expectador, não pura e simplesmente como um voyeur, mas com a certeza de que ELE faz parte desse jogo e é conivente, não estando ao lado da família, mas apoiando toda a maldade que ali se instalou e impera. Às vezes um deles dá umas piscadas como que autorizando e confirmando com o espectador a aceitar essa condição, lembrando-o de vez em quando que está vendo um filme e, pior do que isso, colocando-o na inusitada posição de cúmplice passivo do ato de violência.

Bem ou mal, quem o assiste acaba fazendo parte da narrativa. É um filme não confortável porque quase que obriga a fazer parte da história e tomar partido dela. Parece que o real e o imaginário fundem-se. A tal linha tênue que separava ambos não existe aqui.

É uma receita velha para ingredientes novos. O cinema com uma nova roupagem, novos elementos instigantes que nos prendem a atenção. Apesar de o título VIOLÊNCIA GRATUITA (a tradução faz sentido), porém, ela quase não é mostrada. E é isso que torna o filme mais genial e inteligente do que ele deveria ser. Tudo é sugerido. Quando vai acontecer algo de terrível e violento a câmera não mostra, se ouve apenas sons dizendo que algo ruim aconteceu. E o resto fica por conta dos devaneios de quem assiste. Tem que refletir. Ou melhor, isso não é necessário.
Uma vez usado o tempo ele não volta mais. Daqui a pouco o agora será passado. Em Violência Gratuita, pode-se retroceder. Pode se alterar a história, ressuscitar os mortos; pode se pegar o controle remoto e fazer as mudanças necessárias. Na arte tudo é possível. Basta querer. Um filme ousado. Gosto disso.

Eis alguns bons motivos para se conferir a mais essa jogada do mestre Haneke. Uma obra prima.

Por: Por: Karenina Rostov.   Blog: Letras Revisitadas.

Violência Gratuita (Funny Games U.S.). 2007. EUA. Direção e Roteiro: Michael Haneke. Elenco: Naomi Watts (Ann), Tim Roth (George), Michael Pitt (Paul), Brady Corbet (Peter), Boyd Gaines, Siobhan Fallon, Devon Gearhart. Gênero: Crime, Drama, Terror, Thriller. Duração: 107 minutos.

Roubando Vidas (Taking Lives)

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Há muito tempo que estava para escrever alguma coisa sobre o filme Roubando Vidas, mas o tempo me roubava meu tempo para a escrita.

Agora aqui estou pensando sobre esse filme…

Quem pode dizer se é certo ou errado querer ter outra vida senão essa que foi dada e destinada a ser assim? Querer ter outra vida é blasfemar? Deixando a racionalidade moralizante desse tempo moderno de lado, pensando sob outro viés, só se quer algo diferente quando o que se tem não satisfaz. Não vejo erros nisso.

O Erro talvez possa vir em como se faz para se satis-fazer.

E aí, nesse filme e em qualquer lugar da Sociedade Ocidental e Oriental, roubar é um erro. Dentro ou fora dos dez mandamentos, não importa, está errado roubar.

Diferente de obter outra vida com outros tipos de méritos.

James rouba vidas por não suportar a sua. Não suporta quem ele é, quem ele foi, de onde ele veio, e assim, como quem troca de roupagem, ele mata e se apossa da vida de quem morreu. Talvez nessa era cibernética, muitos são salvos por apenas criar um fake rs, um nick, outra vida. Mas a pergunta que não dá para calar nesse filme é: mesmo na fantasia, há como ter outra vida? Second life?

Aparentemente sim, mas internamente, não. James nasceu James e essa fatalidade não lhe dá chances de ser outro além dele mesmo.

Um filme excelente pra ser apreciado em qualquer tempo, qualquer horário.

Por: Vampira Olímpia.

Roubando Vidas (Taking Lives). 2004. EUA. Direção: D.J. Caruso. Elenco: Angelina Jolie (Illeana Scott), Ethan Hawke (Costa), Kiefer Sutherland (Hart), Gena Rowlands (Sra. Asher), Olivier Martinez (Paquette), Tchéky Karyo (Leclair), Jean-Hughes Anglade (Duval), Paul Dano (Asher – jovem), Justin Chatwin (Matt Soulsby), André Lacoste. Gênero: Suspense. Duração: 103 minutos. Música: Philip Glass. Baseado em livro de Michael Pye.