Gigantes de Aço (Real Steel. 2011). Os Vídeos Games tornando-se vida real…

Quando eu vi um teaser desse filme, me deixou no mínimo curiosa. Já que parecia ser, ou ter, uma mistura de “O Campeão”, de Franco Zeffirelli, com “Karatê Kid – A Hora da Verdade”, com Pat Morita, sendo que nesse caso seria o jovem a doutrinar o mais velho. Eu não curto lutas seja de qual categoria for – livre, boxe, ninja… -, mas tendo um personagem em fase de entrar na adolescência num tema como esse é um outro fator que me levar a querer ver o filme. Como se não bastasse, teria Hugh Jackman e a Kate de Lost, a atriz Evangeline Lilly, no elenco. Então, com o passaporte carimbado, era esperar “Gigantes de Aço” aportar em solo brasileiro. Assisti e…

Porque de não gostando de esportes violentos, ter gostado desse filme que traz lutas:

Gigantes de Aço” traz uma certa evolução em lutas: de galos de brigas para robôs. Num tempo onde a luta entre humanos fora proibida, surgiram os robôs criados para esse fim. Verdadeiras máquinas programadas para matar. Fiquei pensando se a tal proibição viera como consequência da onda do politicamente correto. Não que isso faça parte da trama, seria mais para tentar definir o perfil do personagem de Hugh Jackman, o Charlie, como os dos demais que escolhem esse tipo de esporte.

Há bem pouco tempo que eu vi com outros olhos aqueles que escolhem lutar boxe, por exemplo. Sem o menor eufemismo: seriam pessoas que gostam de bater com muita violência, e que não se importam de sofrerem a mesma agressão. O meu preconceito quanto a isso mudou com um programa de tv. Numa região conturbada, carente até de recursos sociais, com o tráfico de drogas agenciando cada vez mais os menores, um morador mantinha com parcos recursos um pequeno Ginásio. Disse ele que cada jovem que ali ia lutar boxe, era um a menos a ser tornar um criminoso. Disse mais, que ele também fora um deles. A chance que ele teve, e o que o fez mudar de vida, decidiu dar aos jovens de agora. Era o que ele sabia fazer de melhor. Enquanto eles queimavam toda a adrenalina naquele ringue, estariam a salvos.

É de fato algo salutar da pessoa que tem em si um lado violento se conseguir canalizá-lo em algum esporte onde poderá descarregar toda a sua adrenalina. Ainda dentro de uma personalidade sem uma sociopatia, porque para essas outras caberia uma pescrição médica. Mas mesmo que seja algo cultural, nem todos possuem esse instinto violento. Um instinto de sobrevivência sim, atinge uma parcela bem maior, e por ele pode-se por em uso um revide violento. Agora tudo isso transparece o não uso do lado racional; ou que ele é quase inexistente. Mas enfim, se é nato ou não, se é por sair-se melhor em algo físico ou não… eu ainda não curto a violência.

Charlie foi uma cria de um ringue. Tivera como mestre o pai de Bailey (Evangeline Lilly). O Boxe era o seu único talento. Com a proibição de lutas homem-a-homem ele passou a comandar robôs quase sucatas. Mas sem muito discernimento, apostava mais do que poderia ganhar. Com isso, sua dívida aumentava e para uma turma que não deixava barato. O que prejudicava Bailey. Ela herdara o antigo Ginásio de Boxe do pai. Embora tenha se aperfeiçoado em comando e mecânica de robôs, com a sequência de derrotas dos seus robôs estava perto de perder o prédio. E meio que ficou esperando por um milagre cair do céu.

A sorte um dia pode mudar, mas o talento fica!

E o tal milagre veio com os dois outros personagens. Primeiro, com Max (Dakota Goyo). Que com a morte da mãe, a justiça procura pelo pai, no caso, Charlie. Obrigados a conviverem por um período, a princípio, os dois se estranham. Depois, como Max é um aficcionado por video-games e dessas lutas entre robôs, a relação entre os dois passa por um período de tolerância. Max após passar por um grande abalo emocional, conhece e se liga a uma sucata de um robô. Ele é Atom. Que com a evolução dos robôs, fora descartado. Max pede ajuda a Baley para colocá-lo operante e então levar o pai a acreditar que Atom poderá voltar a lutar novamente.

Um único ponto negativo, mas que não tirou o brilho do filme, fora com uma personagem feminina.

O da atriz Evangeline Lilly. Ela não fez feio, mas com o seu personagem não tinha como despontar. Já que o filme focou mesmo três personagens masculinos.

Enfim, a trama é previsível, mas ao mesmo tempo prende atenção, a ponto de quase no final ficar uma vontade de que demore mais. O que me fez pensar que se vier uma continuação, eu irei ver. Uma deixa para uma continuação aparece ainda no meio do filme numa cena com Max e Atom. Então, é mais que um pipoca, “Gigantes de Aço” é muito bom! De querer rever!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Gigantes de Aço (Real Steel. 2011). EUA. Diretor: Shawn Levy. +Elenco. Gênero: Ação, Esporte, Drama, Sci-Fi. Duração: 127 minutos.

A.I. Inteligência Artificial

O filme traz uma perspectiva de grande importância para a vida humana o “amor”; buscando reviver a família como grupo primordial para a existência. David é um robô projetado para amar e ser amado, como inúmeras crianças espalhadas pelo mundo afora, todas iguais com relação às dificuldades vividas, mas diferentes nos hábitos e comportamentos a expressar.

O filme leva as pessoas a refleti sobre sua própria existência, a importância dos laços familiares e o amor como a base de uma sociedade feliz. Este sentimento passa por um estágio evolutivo envolvendo todos os espectadores que acabam se projetando para dentro do filme.

Posso dizer dentro da minha análise que ‘A.I. Inteligência Artificial‘ é uma dos melhores filmes de todos os tempos; uma produção cinematográfica que trabalha os sentimentos, o lúdico, os contos e a realidade do mundo real.

O autor nós deixa claro que os sonhos podem tornar realidade e que todos nós devemos acreditar nos sonhos. Ele nós leva acreditar nos contos de fadas, no mundo imaginário das crianças.

David representa com grande propriedade as crianças do futuro que deveria ser como ele projetado para “amar” e viver a plenitude da família e dos laços que nos uni como seres humanos.

A magia dos sentimentos, envolvida com a tecnologia robótica nós contagia, fazendo que cada um de nós se sinta uma criança que como David que vive a eternidade e a plenitude do amor, tornando os seus sonhos algo palpável e sublime.

Na aurora da análise, podemos sentir envolvidos pelos sentimentos que o filme nos transmite algo que se reflete na forma como vemos o mundo. O filme é tão mágico que podemos vê-lo mil vezes que a cada vez que assistimos novamente para ser a primeira vez.

Wall-E

Eu não quero sobreviver, eu quero é viver!“.

O filme faz referências há alguns Clássicos, até de um jeito implícito. Mas os dois de maior peso são: ’2001 – Uma Odisséia no Espaço’ e ‘ET – O Extraterrestre’. Embora o robozinho central, o Wall-E, me fez lembrar de um filme que eu curtia assistir nas Sessões da Tarde, o ‘Um Robô em Curto Circuito’. Esse por sinal com cenas onde ficava em lágrimas. Eu gosto de robôs desde criança por conta do ‘Perdidos no Espaço’. Indo mais para frente, esse filme também me fez lembrar do ‘O Milagre veio do Espaço’. E é isso que ‘Wall-E’ deixou em mim, de um ótimo sessão da tarde! De ver e rever com pipoca e guaraná.

Mas ainda tenho outras considerações, já adentrando na história…

O planeta Terra foi inundado por uma quantidade assustadora de lixo. Num pouquinho de propaganda do ‘Blade Runner’… os habitantes foram viver numa colônia no espaço. A Companhia encarregada de tentar reverter todas aquelas montanhas de lixo… lembrando um pouco o filme ‘Coma’… por não conseguir, fez com que esquecessem da Terra. Com tudo robotizado por lá… nem o simples caminhar exerciam mais. Ficaram obesos. E perdendo todo o contato humano – o tocar um no outro não existia mais.

Mas e o planeta Terra, o que restou dele? Ainda era habitado por um ser vivo? Bem, daquilo que já ouvimos falar, um animal que sobrevive a qualquer cataclisma… sim, uma barata. Por me fazer lembrar da ‘Kafka’, não guardei o nome dela. Ela era a companheirinha do Wall-E. Não tinha o pirlimpimpim da Sininho do Peter Pan, mas era também divertida.

Wall-E (Que na verdade era um sigla: Waste Allocation Load Lifters – Earth) era o último remanescente dos robôs programados para tentarem dar uma maquiada naquela lixarada. Sua visão dos humanos vinha de um video-cassete. É, uma fita em VHS. Por conta de que, o que ainda funcionava era esse aparelho, e não um para CD? Um caso a se pensar. Ele mantinha a rotina diária ao qual fora programado. Mas por conta do filme que assistia, tinha a esperança de que um dia os humanos voltariam. À noitinha, gostava de olhar o céu.

Meio que ‘suas preces foram atendida’, num dia, abrindo uma caixa, descobre uma plantinha viva. Tendo como recipiente, uma velha botina. A plantinha parecia um broto de feijão. Logo depois, chega uma robozinha, de nome Eva. Significativo, não? Como Adão e Eva. Mas cadê o paraíso? Eva era um pouco temperamental. Mesmo assim, Wall-E ficou encantado.

Ainda com o destino conspirando a favor, mesmo por linhas tortas… mas para não tirar mais a surpresa de vocês… o casalsinho irão passar por maus pedaços, não apenas para salvar a última plantinha do planeta, mas também todo a Terra. E ela, quando focada lá da colônia, o continente que mais se destacava era a América do Sul, numa clara alusão a Floresta Amazônica. Agora, reparem em qual é focado quando é o ‘go home’.

Para finalizar, senti falta de uma população mais diversificada. Não dá para pensar que uma mutação genética fez todos ficarem branquinhos. Ah sim! A trilha sonora é ótima! Enfim, como disse no início, é um ótimo sessão da tarde!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Wall-E. 2008. EUA. Direção e Roteiro: Andrew Stanton. Gênero: Animação. Duração: 97 minutos.