O filme Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios é uma produção cinematográfica brasileira baseada no livro homônimo de Marçal Aquino, a obra conta a história de Lavínia (Camila Pitanga): uma mulher que vive em uma cidade do interior do Pará, a mesma se vê dividida entre a paixão pelo fotógrafo Cauby (Gustavo Machado) e pelo marido, o pastor Ernani (ZéCarlos Machado).
A trama é marcada com o clima úmido da Amazônia, o suor dos personagens, a música local e os rostos gastos da população da região servem de combustão para esse triângulo amoroso que tem como pano de fundo a devastação da floresta e os conflitos da comunidade local com as madeireiras.
Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios é o sétimo trabalho da parceria profissional de Beto Brant e Renato Ciasca e o segundo em que dividem a direção. O primeiro foi Cão sem Dono, de 2007.
Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios narra a história de três adultos deslocados no meio da floresta, envolvidos em um triângulo amoroso que vai ganhando toques de suspense e surrealismo, enquanto conflitos sociais e uma extrema pobreza dominam o ambiente.
Através de uma trama que vai e volta no tempo, o telespectador vai descobrindo quem é Lavínia, uma mulher que embora jovem, já havia passado por uma grande mudança em sua vida. Ex-prostituta foi resgatada das ruas por Ernani e claramente tem com ele um casamento que sobrevive não apenas de amor, mas também de gratidão. Com Cauby, vive uma relação que começa de forma carnal e se transforma em cumplicidade e dependência.
O filme me remete ao um poema de minha autoria: Diabólica sedução:
Sigo os teus passos, chegando ao inferno, nos deitamos nas pedras…
Fortemente desejo o teu corpo sob o meu, sublimemente, fazemos amor.
O prazer que sentíamos é extraído do nosso corpo, da carne, do íntimo da nossa alma.
Se puder ser assim meu amor?
Num afago, me prendo.
O tempo passa em ventos mornos, tépidos que engendra os nossos sussurros de prazer.
Ah, eu adoro essa sua tara.
Os nossos lençóis ficam em desalinho…
Morro de tesão por ela.
E juntos fazemos muitas loucuras, libertando as emoções.
Lambemos um ao outro de forma selvagem.
Provocando um vulcão humano de muito prazer e sedução.
Os nossos corpos fervem em contrações de tesão até o ápice do clímax.
Num vai e vem delirante, gozamos.
O vapor da felicidade molha tudo e os nossos corpos exaustos perdem as forças.
E sob o desalinho dos nossos lençóis, intimamente no acariciamos, nos tocamos, nos desejamos mais e mais.
Iniciando uma nova fogueira de paixão e tesão.
Os diretores nos apresentação uma história mirabolante que envolve, declara, explicita e se cala dentro de um contexto de perdição, contradição e surrealismo.
Ao longo do filme percebemos uma narrativa onde a voz é impregnada da experiência de quem aprendeu todas as regras de sobrevivência no submundo, mas não é do ambiente hostil que circunda a trama amorosa que estamos falando; o motivo da descida de Cauby ao inferno é Lavínia, a misteriosa e sedutora mulher de Ernani, um “pastor evangélico”.
Em suma, podemos declarar que com toda a sua beleza, erotismo, sensualidade e talento, “não poderia haver outra Lavínia.”.





































