As Donas da Noite (Wir sind die Nacht, 2010). Uma das Melhores Transformações em Vampiro

Depois de um bom tempo de sumiço, decidi voltar aqui e comentar um filme novo a que assisti, chama-se As Donas da Noite. Pois é, a primeira vez que vi o cartaz imaginei: mais um filme independente ruim lançado por aquelas distribuidoras humildes. Mas não se enganem, esse parece ser um longa que está passando despercebido pelos cinéfilos. É claro que é uma abordagem mais pop do mito, porém o interessante é até que ponto a história se arrisca a reaproveitar as características clássicas das criaturas num ambiente de modernidade, sem se limitar a sustos ou personagens muito estereotipados.

As diferenças começam logo a partir da nacionalidade, o longa é da Alemanha e apresenta atrizes de talento. Nina Hoss pode não estar no auge de sua beleza, mas continua com seu charme e dá mais segurança à personagem, tornando-a, antes de tudo, uma empresária.  Karoline Herfurth (que fez uma participação bastante sensorial e marcante em “Perfume: A História de Um Assassino” como a primeira vítima de Grenouille) abre mão da beleza e passa boa parte do tempo mais feia que Macabéa (personagem de A Hora da Estrela), até ocorrer sua transformação.

Lena antes e após a transformação

Quem me conhece, sabe que sou fascinado por filmes de vampiros, mas na descrição de vários livros a transformação ocorre de maneira estética muito significativa, não é simplesmente alterar a cor dos olhos ou tornar a pele mais pálida, o vampiro precisar ser muito mais atraente comparando a sua forma humana, entretanto mantendo traços que nos façam recordá-la. Até hoje, o pó-de-arroz foi a maneira mais utilizada para retratar o humano após a transição, algo que sempre considerei muito esquisito, afinal não era para o vampiro parecer um metrossexual (como acontece em alguns filmes teens crepusculares). Isso tudo é consertado nesse filme. A transformação apresentada nele propõe que o vampiro não deve ser tão diferente dos humanos, só mais belos que sua forma antes da transformação.  As cenas em que as mudanças ocorrem em Lena inicialmente são dolorosas, mas o resultado final, que ocorre numa banheira, mostra de forma bela a transformação da jovem, alterando toda sua aparência com alguns efeitos especiais sutis.

Falando em efeitos especiais, não vá esperando um show de imagens porque os efeitos são apenas suficientes para a execução das cenas, há partes em que é óbvio o baixo orçamento (como a luz do dia entrando nos cenários), porém isso não estraga a diversão, afinal o importante é o roteiro. Esse apresenta quatro personagens centrais totalmente diferentes. Louise (Nina Hoss), como já foi dito, tem uma postura de mulher independente, com “ar” de empresária. Lena (Karoline Herfurth), a protagonista, já é mais recatada, sempre demonstrando timidez, exceto quando é necessário tomar medidas drásticas. Antes da transformação, Lena era uma menina marginalizada que vivia de pequenos furtos, logo sabe reagir. Charlotte (Jennifer Ulrich) representa os vampiros mais clássicos e intelectuais, admiradores de música erudita e que sofrem pela passagem do tempo, ela é extremamente calada e cruel, mas possui um passado triste por ter abandonado o marido e a filha pequena ao ser transformada por Louise, provavelmente à força. Nora (Anna Fischer) é o alívio cômico da trama, a mais louca de todas, muito engraçada , porém sem conteúdo.

Louise e Charlotte (superior) - Lena e Nora (inferior)

Como de praxe, os vampiros possuem extrema ligação com o sexo. As Donas da Noite retorna com alguns temas feministas e uma personagem lésbica. A questão é que a homossexualidade já vem sendo explorada de maneira metafórica em alguns filmes de vampiro, portanto não é de surpreender que haja uma certa discussão nesse longa. Louise se apaixona por Lena, mas Lena não demonstra qualquer interesse. Um outro ponto é a ausência de vampiros homens, num certo diálogo as vampiras explicam que estão extintos pela falta de cuidado e confusões com humanos, enquanto outros foram assassinados por suas próprias parceiras. Se analisarmos bem, a maioria dos vampiros mostrados nos filmes acabam sendo exterminados, então é compreensível essa explicação para embates com humanos. Pelo que podemos notar, essas vampiras representam a liberdade feminina, mas o longa também serve como mensagem, pois esse tipo de sociedade exclusivamente feminina não dura muito tempo. A busca pelo prazer continua tendo importância crucial na trama, afinal vampiros sempre representaram uma promessa de uma vida regada a sexo. Num dos diálogos, Nora afirma que elas podem fazer o que quiserem porque não engordam, engravidam ou ficam viciadas. Elas são donas de uma casa noturna, por isso o título As Donas da Noite.

Após várias versões de vampiros, finalmente um filme contemporâneo que consegue mesclar as características clássicas a uma trama simples que não ofende a inteligência, sendo suficiente para uma boa diversão e, o que não podia faltar, uma ótima trilha sonora. Ressaltando que não há ausência de sangue, algo raro em novas abordagens pops das criaturas. Só nos resta torcer para que os Estados Unidos não façam uma refilmagem, isso não é necessário pelo fato de que o longa-metragem, tal qual a versão sueca de Os Homens Que Não Amavam As Mulheres, foi feito aos moldes de Hollywood.

Precisamos Falar Sobre O Kevin (We Need to Talk About Kevin, 2011)

CLIQUE NO GIF ACIMA PARA VER A CURTA ANIMAÇÃO PREPARADA PARA VOCÊS.

Olá, pessoal. Hoje farei uma crítica que já planejo há um bom tempo, entretanto preferi esperar para que o filme estreasse nos cinemas brasileiros para que as pessoas que lessem tivessem a oportunidade de assistir. Quem leu meu post sobre Adaptações Cinematográficas de Livros deve lembrar que citei esse filme como sendo uma das adaptações mais diferentes que já assisti. Quando digo diferente não é no sentido de não haver fidelidade para com o livro, e sim do longa não ofender o romance, mas apresentar uma visão bastante particular da trama. Taxado como polêmico, assustador e surpreendente. “Precisamos Falar Sobre o Kevin está chocando o público, vocês devem estar perguntando o porquê disso. E é simplesmente por que tudo aquilo é algo bastante realista e não há nada mais assustador no cinema do que nós acreditarmos que aquilo mostrado nas telas pode acontecer na realidade. O relacionamento de amor e ódio de uma mãe com o filho, possivelmente, psicopata é algo que realmente instiga as pessoas. Numa das cenas geniais, Kevin comenta em tv aberta o fato do público televisivo dar tanta atenção aos psicopatas, afinal será mesmo que as pessoas não gostam de ouvir esse tipo de coisa? essa é uma das sugestões polêmicas que a história coloca.

Best-Seller de Lionel Shriver

O livro de Lionel Shriver foi recusado por muitas editoras e quando finalmente foi aceito, virou sucesso. A trama acompanha a história de uma mãe, Eva (Tilda Swinton), que sofre as conseqüências dos atos de seu filho Kevin (Ezra Miller), já preso por cometer uma chacina na escola. Como se não bastasse ser julgada e perder todo o dinheiro no tribunal, acusada de negligência materna, Eva tem que suportar diariamente o preconceito nas ruas, as pessoas acreditam que a revolta do rapaz possa ter vindo de falhas maternas. Então ela faz uma recapitulação, narrando tudo para Franklin (John C. Reilly), seu marido que a deixou levando a filha pequena. A partir daí acompanhamos do nascimento de Kevin até a data do massacre, sempre alternando entre o presente e as memórias de Eva. Quando tudo começa, ficamos espantados com a relação entre os dois. Kevin não era uma criança fácil e sempre fez questão de expôr sua natureza fria utilizando a mãe como alvo. Eva também não fica muito atrás, seus pensamentos de raiva pelo menino nos deixam na dúvida se realmente seus atos influenciaram no que Kevin se tornou. E é aí que surgem nossas dúvidas. Por que Kevin fez aquilo? Será que sua monstruosidade é justificável pelo elo fraco com a mãe? Eva é ou não culpada? Kevin sempre foi psicopata? Eva estaria paranóica desde que a criança nasceu ou é verdade que o tempo todo notara as inclinações assassinas do filho?

Momentos tensos

As respostas para as perguntas acima são bastante relativas, o que faz com que cada pessoa saia da sala de cinema com um filme diferente na cabeça. Acredito que a monstruosidade do rapaz seja tamanha que ficará bastante constrangedor para alguém defendê-lo, no livro até o advogado se sente desconfortável pela reação de Eva. Ela tenta “permanecer de pé”, evita chorar na frente dos outros, o que faz com que a maioria pense que é uma mulher fria. Eva guarda a culpa para si mesma, o que torna tudo tão doloroso. Ela sente que precisa ser castigada pelo que seu filho fez, por isso não se zanga com a reação violenta das pessoas. Cabe a nós sabermos se ela realmente influenciou.  Quando chegamos ao final da trama, temos uma revelação que mudará todo o jogo. O assustador final é inevitável e alerto para que as pessoas estejam preparadas para a indignação.

Falando em indignação, estou profundamente decepcionado com a Academia do Oscar que não indicou Tilda Swinton como Melhor Atriz, mas indicou Rooney Mara. Não que a novata não mostre talento, mas quem assiste a “Precisamos Falar Sobre o Kevin” sabe muito bem que aquele talvez tenha sido o papel da vida de Tilda. Ela se entregou completamente para o papel, não assisti a nenhuma atuação tão surpreendente durante todo o ano. Logo é natural que a credibilidade do Oscar caia no meu conceito. John C. Reilly não tem quase nada a ver com a aparência do Franklin do livro. Apesar dele não ter muitos diálogos, só sua imagem é suficiente para o associarmos com um pai preocupado e que tenta simplesmente acreditar que seu filho é normal. Kevin se transforma na presença do pai, o que faz com que Eva sempre seja julgada como exagerada pelo marido.

A água como a vida aparentemente calma de Eva, até Kevin acabar com tudo com apenas um toque.

Ezra Miller parece que vem se preparando involuntariamente para Kevin através de outros papéis. Após interpretar um garoto com possíveis tendências psicopatas em outro filme de Cannes (Depois das Aulas), o jovem agora pode ser conhecido como o bad boy de Hollywood. A participação de Ezra como Kevin não é longa, porém marcante. Quem rouba a cena como Kevin é o ator mirim Jasper Newell, que provavelmente conseguiu a proeza de despertar a vontade de todas as mães, na platéia, de lhe dar uma bela surra.

Ela percebeu as tendências do filho desde o princípio

O defeito do filme é em alguns momentos deixar escapar a semelhança de Kevin com outros monstrinhos do cinema. É inevitável não lembrar de Damien de A Profecia. A diferença de Kevin para Damien é que o filho de Eva é praticamente uma abordagem nova sobre a psicopatia. Se em A Profecia, o menino não tinha um bom elo com a mãe por ser o anticristo, em Kevin a situação é explorada sem receio. A realidade é que muitas mães sofrem por não conseguirem ter uma boa ligação com seus filhos (exemplo disso é a depressão pós-parto), isso sempre foi visto de maneira assustadora pela sociedade, mas é algo que acontece. Em A Profecia, isso foi transformado numa fantasia onde a desculpa pela falta de vínculo materno ocorre pela criança não ser o filho verdadeiro do casal e, sim, do diabo. O que torna “Precisamos Falar Sobre o Kevin” tão assustador é justamente o fato de não haver fantasias. Kevin não é adotado e não é o anticristo. Eva teve muita dificuldade em gostar da criança no princípio, porque para ela aquele bebê significava a perda da independência. Nós sabemos que a criança sente quando isso acontece, o problema é a reação de Kevin. Quando a mãe tenta se aproximar dele, ele sempre recua e não deixa uma oportunidade de machucar a mãe passar em branco.

Eva imaginando o afogamento do filho

Há uma situação que talvez alguns não entendam completamente no filme, porém que fica bastante claro no livro. A cena em que Eva quebra o braço de Kevin num acesso de fúria pelo que o menino faz. O menino estava com um leve sorriso no rosto quando isso aconteceu. Kevin não contou para ninguém o feito da mãe. O que nos deixa intrigados é o porquê dele fazer isso. Ao mesmo tempo que Kevin mantém segredo, ele utiliza isso como arma para “aprontar” sem que a mãe o delate, senão ele conta sobre o braço. Mas, como todas as atitudes de Kevin têm dois lados da moeda. É possível também que ele não tenha contado para ninguém porque, como Eva cita no livro, aquele foi o único momento em que ele pôde se identificar com a mãe, pois se sua natureza era violenta ele buscava alguém com quem se identificar, e é terrível sua alegria quando a mãe demonstra raiva. Parece uma maneira de “atiçar” Eva como desculpa para também ver o lado obscuro de outra pessoa. Em uma das partes do livro, Kevin na escolinha convence uma menina com doença de pele a descascar a pele ruim (até sair sangue), como se desejasse libertá-la daquele incômodo ou fazê-la se machucar. Não há limites para as crueldades do menino até a adolescência, poucos notam sua verdadeira face, mas suas atitudes sempre possuem duas possibilidades. E o mesmo jamais demonstra culpa.

Kevin sente culpa?

Sobre o conteúdo, não é fácil para algumas pessoas ler os diálogos cruéis do livro. Por isso algumas coisas foram suavizadas no filme. Um exemplo são as visitas de Eva a Kevin, onde no romance há uma troca de farpas de deixar qualquer pessoa horrorizada com tamanha crueldade do filho e as respostas terríveis da mãe. No longa isso não aconteceu, deixando o silêncio tomar conta das cenas como uma forma de expressar a dificuldade que Eva possui ao ter de visitar o filho. No final da leitura e da projeção percebemos o porquê dela odiar o filho em tantos momentos. Mas não se assuste, você (leitor dessa crítica). Apesar do filme revelar que não há limites para a crueldade humana, também coloca a ausência de barreiras para o amor de uma mãe. Eva continua vendo Kevin porque ainda tem a esperança de que um filho que a ama esteja ali dentro. “Precisamos Falar Sobre o Kevin” prova isso da maneira mais realista possível. Enquanto assistimos a esse filme é importante ficar claro a quantidade de mulheres que estão passando por esse sofrimento de culpa ao presenciar a prisão do filho. A verdadeira pergunta que deixo aqui é: Será justo julgá-las sempre negativamente?

Tilda Swinton na cena mais emocionante, a da descoberta. Digna de Oscar.

2 Coelhos (2011)

Por Alex Ginatto.

Enfim uma esperança renovada de que “Tropa de Elite” não será a única coisa diferente que veremos no cinema brasileiro nos próximos anos. “2 Coelhos” é inteligente, rápido, ofegante, engraçado e muito mais.

Fiquei sabendo há poucos dias do filme e minha única referência era o trailer, cheio de ação hollywoodiana, grafismos integrados e cenas no melhor estilo americano. Tudo isso me levou a ir a uma sala de cinema na estreia, com apenas mais 6 pessoas na plateia, mas com um sentimento enrustido de que iria me decepcionar: “Devem ter colocado tudo de melhor do filme já no trailer…”, como já me ocorreu com dezenas de filmes.

Grato engano…excelente filme, efeitos que nunca imaginaria ver em um filme brasileiro, tantos e tão bem feitos que às vezes dava a impressão de exagero, mas esse é o ponto: o filme não é monótono, não tem um ritmo apenas, é um vai-e-vem de sequências, frequências e loucuras das melhores possíveis!

Além disso, o roteiro do plano de Edgar, o protagonista de Fernando Alves Pinto, é bem criativo, surpreendente, assim como sua atuação. Alessandra Negrini linda e louca, como sempre, dá um toque especial à personagem Julia.

O plano de Edgar fica exposto apenas na última parte do filme, é explicado por Julia de uma forma descontraída (acho até que não era necessário explicar, tornando o filme um pouco mais confuso e deixando aquela neura de “vou ter que ver novamente!”).

Não vou dar grandes detalhes para não gerar spoilers, mas o plano e o roteiro principal envolvem cerca de 7 pessoas, a maioria sem sabe o que está acontecendo. Envolve dinheiro, vingança, poder, corrupção e amor, muito amor. Lindas cenas das “viagens” de Julia, com uma música de comercial de banco, daquelas que mexem com nossa alma.

O filme ainda dá umas cutucadas em todos os brasileiros, desde os corruptos, passando por personalidades fúteis criadas pela TV (o mais legal é ler as notinhas do rodapé do jornal que passa na TV durante a notícia de certa explosão, quebra totalmente o clima “in a good way”), e chegando a nós, maioria, que estamos acostumados e relaxados com os problemas do nosso país, mesmo sabendo que eles existem (um pouco do que foi feito em “Tropa de Elite 2″).

Enfim, veja! E recomende, espalhe sua opinião!

Se você é fã do estilo de Quentin Tarantino ou Guy Ritchie, deve correr para o cinema!
Nota 8.

“2 Coelhos”. 2011. Brasil
Direção e Roteiro: Afonso Poyart
Elenco: Fernando Alves Pinto, Alessandra Negrini, Caco Ciocler
Trailer:

Um Crime de Mestre (Fracture. 2007)

Um Crime de mestre é diferente de um crime perfeito.

Me parece que a diferença é que um crime de mestre é possível. A Polícia consegue descobrir quem matou, e até o por que matou, mas não sabe como provar por não ter provas.

Já um crime perfeito cometido por um animal imperfeito, me parece impossível; e de fato, é. O homem, como qualquer outro animal, deixa rastros, marcas, impressões, que o denunciam em seus atos, mesmo com uso de luvas etc e tais.

O mestre desse filme é um mestre como ator: Anthony Hopkins! Marido traido por sua esposa decide matá-la. Faz, mata. Consegue burlar todas as provas contra ele, e numa luta entre o bandido e o mocinho, o filme se desenrola de uma maneira muito interessante e até cômica. Convenhamos que o humor de Hopkins não é abalado nunca rsrsrsr. Quem ganha somos nós, fãs de carteirinha.

Uma curiosidade: Hopkins escolheu Ryan Gosling para contracenar com ele tão logo recebeu o roteiro do filme em mãos.

Achei a escolha muito assertiva. Deu muito certo o casamento do protagonista com antagonista. Afinal, a Polícia para alcançar o bandido tem que pensar como ele…

Super 8 – Uma bela homenagem às nossas sessões-da-tarde!

Num tempo onde não havia canais a cabo. Onde nossa sede por filmes era saciada em frente a televisão. Onde muito deles nos deixaram boas lembranças. Eis que, assistindo “Super 8” todo esse período voltou. Num agradável remember!

De início, eu ficava pensando em qual filme tinha visto aquela cena. Como também cheguei a pensar se “Super 8” seria uma refilmagem de tantas eram as cenas que buscavam na memória por um par… Mas o mais interessante foi que isso não me incomodou. Até porque eu acompanhava atenta o filme. E foi por isso que eu conclui de que ele, o Diretor e Roteirista, J.J. Abrams, fez sim um resgate à nossa memória cinéfila. E o filme vem com um misto de Ação, Aventura, Drama, Romance, Sci-Fi, Suspense, e até um pouquinho de Terror. Tudo dosado para atrair um público teen, mas também agradando a nós com mais tempo de cinéfilo.

Na trama temos cinco amigos que se juntam para gravarem um filme, e com ele concorrer num Festival de Vídeos Amadores. São eles:
- Charles (Riley Griffiths), o Diretor e Roteirista;
- Joe (Joel Courtney), o maquiador;
- Cary (Ryan Lee), cuida dos efeitos especiais;
- Martin (Gabriel Basso), o galã e mocinho;
- Preston (Zach Mills), o cinegrafista e figurante.
Basicamente, o filme deles é de um caçador de zumbis.

O filme começa com o velório da mãe de Joe. Finalzinho da década de 70. É quando conhecemos quase todos. Onde vemos também os pais de Charles conversando sobre o futuro de Joe. Muito ligado a mãe, e tendo sempre um pai ausente. Seu pai, Jackson (Kyle Chandleer), é o sub-xerife local. Nesse velório também conheceremos um outro pai em conflito, Dainard (Ron Eldard). Sendo que esse, o problema maior é o alcoolismo. Expulso por Jackson do velório, irá proibir a filha de se relacionar com Joe. Ela é Alice (Elle Fanning), a nova mocinha do filme dos garotos.

Meio que um “Romeu e Julieta”, Alice e Joe não se importam com o ódio entre seus pais. Gostam de estarem juntos. Se sentem ligados. Mas esse relacionamento só iniciará com uma pulada curta de tempo. Férias escolares, onde o grupo poderão se dedicar mais ao filme. Então, às escondidas dos pais, já tarde da noite, eles vão para a estação de trem gravarem a participação de Alice na trama.

Ao ouvirem que um trem se aproxima, Charles fica em êxtase, já que daria realismo ao seu filme. O trem passa direto, e enquanto todos estão focados nas filmagens, Joe que adora construir pequenos vagões, acompanha a passagem do trem. Com isso vê a colisão, como também em avisar a todos para saírem correndo. Com a batida do trem com uma caminhonete, além de explosões, há um descarrilhameto. Na fuga, a câmera super 8 tomba, e continua gravando.

Refeitos do susto, eles retornam aos destroços. Ainda em tempo de reconhecerem o motorista da caminhonete. É um professor do colégio, e tido como um cara exigente e esquisitão. Esse avisa para saírem dali, e não contarem a ninguém que estiveram ali. Para eles, seria até lógico já que saíram de casa às escondidas. Mas Joe leva um cubo estranho que caiu dos vagões. Talvez achando que não dariam falta, em meio a tantos. De longe, o grupo avista militares se aproximando do trem.

Nos próximos dias, a cidade vira um caos para os policiais, de tanto são as queixas de objetos que sumiram. Constantes apagões. E até pessoas desaparecendo, entre elas o xerife local. Jackson então assume a chefatura e as investigações. Além de não gostar da invasão dos militares, e até por deixá-lo de fora.

Só quando Joe e Charles vêem o que a super 8 gravou, que eles começam a juntarem as peças daquilo que os militares estão escondendo. E para piorar, Alice torna-se uma das desaparecidas. Então os meninos resolvem investigar e tentar resgatar Alice. Como ajuda para escapar do cerco dos militares, arregimentam um cara chapadão (David Gallagher).

Como falei no início, “Super 8″ nos leva a um doce review a alguns Clássicos das tardes diante da televisão. Que tendo Steven Spielberg como Produtor, me fez pensar também num “E.T.” com outra roupagem. Algo como: “Ele teria crescido!?”. Vale conferir! E não saiam antes dos créditos finais. Tem surpresa ai.

Bom filme, boa diversão! Gostei!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Super 8 (Super 8. 2011). EUA. Direção e Roteiro: J.J. Abrams. +Elenco. Gênero: Ação, Aventura, Drama, Romance, Sci-Fi, Suspense. Duração: 112 minutos.

O Exame (Exam. 2009)

(Ôps! Este artigo contém revelações sobre o enredo)

Como é de praxe, “O Exame” é mais um filme que vai para a coleção dos que considero instigantes e inteligentes, trazendo na bagagem  um suspense psicológico dirigido por Stuart Hazeldin que fez este belo e caprichado trabalho.

O título praticamente entrega o filme. Trata-se de uma prova eliminatória para um cargo de direção em uma misteriosa empresa, sendo oito candidatos, quatro do sexo masculino e quatro do feminino que já superaram todas as outras etapas da seleção para o emprego dos sonhos, faltando apenas esta última avaliação final e classificatória que fará sair dali um único vitorioso no tempo estipulado de oitenta minutos. A prova consiste em se encontrar a resposta para uma única pergunta que não é revelada; significa que deve-se, primeiramente, descobrir qual é essa pergunta para depois respondê-la na própria folha completamente em branco no prazo determinado. Confinados em uma sala sem nenhuma janela, com o número exato de mesas e cadeiras correspondentes a cada um dos concorrentes, como proceder para se descobrir a tal pergunta? Sinistro, não? É um mistério, um enigma exigindo o máximo de perspicácia, esforço mental e sagacidade, e durante esse tempo muita coisa acaba acontecendo.

O filme começa com a apresentação dos personagens ainda em suas residências, impecavelmente vestidos, acertando os últimos detalhes e o mais intrigante é que cada componente corresponde a uma determinada etnia: o asiático, o pardo, o negro, o branco, e provavelmente a miscigenação. Alguns detalhes clichês, são bem marcados, não passam despercebidos como, por exemplo, um dos candidatos lavando as mãos antes de sair e também colocando óculos, talvez como que dizendo: ‘Lavo as mãos e o que tiver que ser, será, devo enxergar que a vaga está garantida: é minha!”

E segue as apresentações: “- Você merece isso. Você merece! Já é seu!” Um deles acha que é sorte, na cara ou coroa da moeda; outro apela à religião: “- Posso fazer todas as coisas, todas as coisas!” E na ansiedade um deles diz: “- Vamos lá!”

Uma sala fechada. Um relógio imenso marcando a ansiedade e o bater do coração: 80 minutos!

Uma folha por carteira, escrito apenas: Candidato 1, 2, 3… 8. Os candidatos entram enfileirados e ocupam os respectivos lugares. Na sala apenas um guarda armado para tomar conta.

Em seguida entra alguém e diz:

“ – Eu sou o vigilante! Ouçam com atenção a cada palavra que eu disser. NÃO VOU REPETIR.

Não pedirei desculpas pelas dificuldades que já tiveram para chegar nesta sala porque a pressão e o sofrimento eram necessários. Perseverança é o atributo chave nesses tempos difíceis e se não conseguem sobreviver ao nosso processo de seleção, não sobreviverão no emprego.

Muitos candidatos altamente qualificados tentaram chegar até aqui e falharam. Vocês conseguiram. E agora a fase final está diante de vocês, um último obstáculo separando-os de seu objetivo que é juntar-se aos nossos respeitados postos. O teste é uma simples comparação, no entanto, determinará quem sai dessa sala com um contrato de trabalho ou quem sai em um ônibus para casa.

Através desse EXAME terão uma idéia do poder, dessa organização, então acreditem quando lhes digo que não há outra lei nessa sala, que não a nossa. E as únicas regras aqui, são as nossas. Há só uma pergunta e uma resposta é solicitada. Se tentarem se comunicar comigo ou com o guarda, serão desclassificados. Se estragarem seu papel intencional ou acidentalmente, serão desclassificados. Se escolherem sair desta sala por qualquer razão, serão desclassificados.

Alguma pergunta?

Boa sorte, senhoras e senhores. Estamos dando a cada um de vocês 80 minutos. 80 minutos para nos convencerem que têm o que é preciso para se juntar a nós. 80 minutos para determinar os próximos 80 anos de suas vidas. Comecem!

O agente se retira e fecha-se a porta.

Um dos candidatos logo é eliminado e dos que continuam, um deles descobre que podem conversar que não quebra a regra da avaliação, e como forma de se identificarem criam alcunhas atribuídas entre eles e contribuem com exercícios intelectuais, trocando ideias através das quais tentam extrair do papel a questão que poderá dar-lhes o tão sonhado emprego.

Pode fazer qualquer coisa, menos estragar a folha de prova. Então a folha em branco é usada de diversas maneiras e modos a fim de se achar a resposta.

Os candidatos começam a agir ajudando-se durante todo o processo, ora  tornando-se aliados, ora voltando-se uns contra os outros e até brigam entre si. Conseguem descobrir tantas coisas e chegam aos finalmentes, à questão que deverá ser respondida que é uma evidência tal que exigia apenas ser tratada como um enigma. Uma das questões levantadas por eles é que a empresa para a qual se candidatam, tem algo de médico-científico especulando sobre uma epidemia mundial e que na sala poderia ter um dos componentes infectado, e a sua cura contribuiria com essa empresa a qual estão prestando concurso.

Eu diria que se trata de um teste de resistência física, moral, intelectual e emocional. E agora te pergunto, até onde você iria para conseguir o emprego tão almejado? O que você seria capaz de fazer  para conseguir um emprego dos sonhos com um salário maravilhoso?

Inegavelmente é um filme brilhante. Faça a prova dos nove sem medo, e tente tirar uma ótima nota aqui. Se não passar neste exame tenho certeza que eliminado também não será.

Boa sorte!

Karenina Rostov

*
Título Original: Exam
Gênero: Suspense / Terror
Tempo de Duração: 101 min
Ano de Lançamento: 2009
Diretor: Stuart Hazeldine

Um Plano Simples

Um Plano Simples – A Simple Plan

Direção: Sam Raimi

Gênero: Drama, Suspense

EUA – 1998

Decidi assisti a todos os filmes de Sam Raimi; não que eu pense que se trate de um diretor excepcional, mas tem algo nele que eu gosto: ele não faz do cinema um momento de contos de fadas (o final desse filme deixa claro a que me refiro). O quanto de metáfora isso possa significar, a saber.

De saída, um filme que se pretende simples já demonstra ser complicado. Porém, nem por isso o diretor precisa complicar as coisas. Neste sentido, Sam Raimi está de parabéns. Não dificultou o contexto e nem coloriu com fantasias todo o plano, ou melhor, o longa. Aliás, as cores do filme são duas: o branco da neve e o preto dos corvos. No entanto, não é por isso que o filme não se apresenta colorido.

O branco da neve é uma constância nos 121 minutos de longa-metragem. Cenário gélido, relações gélidas. Tudo é muito gelado no filme. Tanto a relação de Hank Mitchell (Bill Paxton) com seu irmão Jacob Mitchell (Billy Bob Thornton, de Vida Bandida), quanto sua relação com sua esposa grávida Sarah Mitchell (Bridget Fonda) são congelantes, mesmo quando os ímpetos violentos comparecem. Na verdade, Hank Mitchell é o branco da neve (não confundir com Branca de Neve :P ).

Em contrapartida, há de se lembrar do preto dos corvos. O corvo já foi fonte de inspiração para Edgar Allan Poe, e é preciso reconhecer que o escritor não se engana em eleger como sua musa esse pássaro que anuncia a morte; afinal, “é apenas uma visita que pede entrada na porta” (…). No filme, o corvo não é tão facilmente identificável. Tende-se a pensar que são as pessoas mortas ou as mortes que batem na porta de entrada; mas, a morte, ou melhor, o corvo, isto é, o preto dos corvos, é o dinheiro.

Aqui é necessário rebobinar a fita e falar um pouco do que se trata o filme: Hank, Jacob e Lou (Brent Briscoe), em uma reserva florestal, encontram um avião abandonado, piloto morto e uma sacola contendo 4,4 milhões de dólares. Ou seja, 4,4 milhões de “problemas” em uma sacola. O corvo à espreita sabe que os três, por maior que seja a deliberação, vão decidir ficar com o dinheiro. Pois se 4,4 milhões é sinônimo de problemas, então é sinônimo de soluções, também. O que pesa mais: problemas ou soluções? Eis o plano simples proposto por Hank Mitchell, o branco da neve, “quando a neve passar, a primavera chegar e ninguém reclamar da falta do dinheiro, então o dividiremos em três partes iguais. Até lá a soma ficará comigo”, não é literal, mas a ideia é essa. A partir desse momento, o branco e o preto se misturam. E a raposa? Bom, esta já capturou sua parte há muito tempo.

Por: Deusa Circe.

JOGOS MORTAIS – A Saga de Jigsaw

Jogos Mortais é uma produção cinematográfica que envolve terror, suspense, medo. O filme tornou-se uma franquia de terror de maior sucesso dos últimos séculos. As armadilhas de Jigasaw a cada capítulo ganham uma nova dimensão, algo ficcional que se projeta no espaço onde se encontra os telespectadores.

No decorrer da saga podemos notar que Jigsaw não desejava matar e sim colocar os jogadores em um duelo contra os seus medos e temores; com objetivo de despertar a capacidade de compreender a situação como um todo, ao invés de buscar somente a sua própria sobrevivência.

Entretanto os jogadores não compreendem a charada e suas vidas são ceifadas contra a vontade Jigsaw que pretende exilar o egoísmo, o eurocentrismo, a ganância, a vaidade e a prepotência de seus jogadores.

O personagem Jigsaw é o próprio diretor da saga que não mede as consequências pra fazer suas cobaias sentirem na pele o medo da morte, do escuro, da dor; algo que leva os jogadores a loucura. Não podemos deixar de destacar que os jogadores são pessoas que cometeram infrações contra ele próprio ou contra a sociedade.

O filme traz em sua essência, cenas macabras, demoníacas, subhumanas. A cada novo episódio era deixado resquício de um novo jogo que em breve se iniciaria, pois o real objetivo do jogo não havia sido alcançado.

Jogos Mortais seria um filme de terror ou um encontro da humanidade com seus medos?

No clímax de cada saga notamos que os jogadores eram mais monstruosos do que o próprio Jigsaw. Por isso a cada saga do filme, novos jogadores eram instigado a viver a realidade de forma clara e coletiva.

O jogo em si trabalha a capacidade dos indivíduos de viver em grupo, respeito os limites do outro; isto fica visível em meio ao terror que os jogadores vivenciavam dentro daquelas máquinas, as quais os obrigavam a lutar pela vida ou para morrer como preço do egoísmo e do individualismo.

É interessante apontar que se os jogadores valorizassem a vida do outro como a sua próprio, não existiria jogos mortais e sim jogos da sobrevivência.

Diante do olhar de muitos telespectadores a produção cinematográfica desperta o terror, no entanto o filme não conseguiu retratar o terror que nós vivemos na realidade, onde os jogadores são crianças, idosos, pais, índios, negros, gays e outras pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza, seres humildes ou até mesmo verdadeiros anjos que no cotidiano são massacrados, abandonados, silenciados, torturados, violentados e levados a morte sem ao menos uma explicação do por que aquilo está acontecendo.

O autor da saga jogos mortais traz sempre uma surpresa e no último filme da saga, o legado de Jigsaw ganha novos aparatos; os jogos deixam os esconderijos e tornam-se públicos, o terror é utilizado como um mecanismo que coloca em prova os sentimentos do público.

Jigsaw em suas armadilhas desejava mexer com o físico e psicológico de seus jogadores, algo que os faziam renascer. Os sobreviventes do jogo se sentiam livres e ao mesmo tempo oprimidos pela dor e pelas cicatrizes que ficaram como marcas permanentes de um encontro com a morte.

Para o terror dos fieis telespectadores da saga que diz ter chegado ao fim, podemos notar uma “incoerência” com relação ao título que destaca “o fim”, por que muitos mistérios foram revelados no “suposto” final da saga, no entanto a última cena não confirma o fim da saga e sim o começo de um novo fim.

Compreendendo as sagas como um todo, podemos notar que o filme aborda um terror que choca as pessoas, no entanto o autor da saga não deve ser considerado um psicopata e sim um jogador que desafia os monstros de um mundo sem escrúpulos, coração e emoção; de forma precisa e apavorante ele destaca o capitalismo que absorve e destrói por completo o ser humano.

Na aurora da análise podemos chegar a conclusão que Jigsaw não é um monstro ou muito menos um psicopata e sim um professor genial que ensina aos seus jogadores como se deve viver.

O Lobisomem (The Wolfman. 2010)

O filme traz como abordagem o mistério a respeito de um ser monstruoso; uma correlação entre lenda e misticismo.

Lawrence Talbot (Benicio Del Toro), um ator Shakesperiano criado na América, retornar a casa do pai em Bleckmoor, interior da Inglaterra em 1891 e parte deste momento, Talbot vivencia um processo de descobertas de um passado cheio de fantasias, monstruosidades e verdades a serem reveladas. O pai de Talbot (Anthony Hopkins) tem como papel tornar o mistério, mas denso construindo um suspense que circunda o desenrolar da trama.

O filme perpassa em uma perspectiva familiar, portanto Talbot vivencia um conflito de grande extensão com o pai. Talbot na busca de pista para descobrir o que havia ocorrido com seu irmão é atacado por uma fera que transfere a ele a maldição de se transformar em um lobisomem.

No momento propicio o pai de Talbot revela o seu verdadeiro segredo, afirmando que ele havia matado a mãe, o irmão de Talbot e deixando claro que ele era um amaldiçoado.

Talbot é enviando a um sanatório e colocado em público para mostrar que a lua não tinha nem um poder sobre ele, só que os médicos se enganaram e Talbot sobre o efeito da lua transformando em uma fera.

Talbot vive um romance com a senhorita Coliffer (Emily Blunt) a namorada de seu irmão que foi morto pelo seu pai. Como havia afirmado Maleva uma bruxa cigana, somente o verdadeiro amor poderia salvar Talbot da maldição.

Talbot volta a Bleckmoor e realiza um confronto direto com seu pai, uma batalha entre feras, onde Talbot mata o seu pai. Neste momento a senhorita Coliffer chama atenção de Talbot na tentativa de libertar seu amor. O verdadeiro amor volta a consciência de Talbot, no entanto Coliffer teve que ceifar a sua vida com um tiro no peito, mas isto não seria o fim desta maldição e sim o começo de uma era dos lobisomens.

O Lobisomem (The Wolfman. 2010). EUA. Direção: Joe Johnston. +Elenco. Gênero: Terror / Suspense. Duração: 103 minutos.

Anjo Das Trevas (Wolvesbayne. 2009)

Anjos das Trevas” é mais uma produção cinematográfica que destaca a lenda dos vampiros, ganhando uma nova roupagem no XXI onde estes seres monstruosos deixam de viver somente mordendo pescoços pelas madrugadas, vivendo problemas e conflitos entre os clãs, uma guerra entre força e poder.

A estória se inicia com uma pequena abordagem histórica sobre os vampiros, destacando a batalha travada há século entre vampiros. Lilith, uma vampira perversa foi aniquilada e sua essência maléfica foi divida em vários amuletos e os seus seguidores iniciaram uma jornada em busca destes amuletos.

Para colocar ação na trama, surge o senhor Russel Bayne (Jeremy London), um arquiteto que após um acidente ele sofre um ataque de um lobisomem, se envolvendo na trama vampiresca. Sem entender o que estava acontecendo Bayne se junta com o grupo do bem.

A trama busca trabalhar a lendas dos vampiros de forma complexa, onde o vampirismo é considerado um dom, diferente de muitas outras produções que desta o vampirismo como uma doença ou maldição.

Não fugindo das tradições, o filme traz um confronto direto entre o grupo do bem e do mal. Lilith novamente foi aniquilada pelo grupo do bem, mas isto não será o fim de uma longa batalha entre vampiros.

Dhiogo Caetano.

Anjo Das Trevas (Wolvesbayne). 2009. EUA. Direção: Griff Furst. +Elenco. Gênero: Fantasia, Suspense, Terror. Duração: 92 minutos. Classificação etária: 16 anos.