Eu gosto muito do Cinema Francês. E esse filme veio somar a esse gostar. Ele dosa na medida certa Suspense e Drama na vida de um Pediatra. A mim, me deixou ligada o tempo todo. A estória é longa? É sim, mas nem um pouco cansativa. Assim, eu poderia apenas dizer: Não deixem de ver “Não Conte à Ninguém“! Mas o filme leva a algumas reflexões que fica difícil não citar quais são elas. Tentarei não trazer spoiler.
Até onde você iria por amor a uma pessoa? Ou mesmo a algo. Colocaria pesos diferentes em relação à proximidade delas? Tipo: Filhos sendo mais importantes do que um cônjuge, por exemplo. Quem ama mata? Mata para defender a pessoa amada? Mata para encobrir os erros desse ente querido? Um crime para encobrir um outro crime, que atenuantes daria? Algo que começou errado teria como dar certo depois? Ou teria que tentar apagar aquilo da mente? O que estaria em jogo, o perdão a esse que errou, ou vê que aquilo realmente não importa a si próprio?
Mas que teria de fato motivado o personagem principal a tentar descobrir o que aconteceu?
Tantas indagações e ainda nem contei do que se trata esse filme. Num resumo: Alex (François Cluzet) ainda não se refez de todo do assassinato de sua esposa Margot (Marie-Josée Croze). Nem poderia, devido a brutalidade do crime. Passados oito anos, o caso é reaberto. Pior! De vítima – já que também fora agredido -, Alex torna-se o principal suspeito. Paralelo a isso ele recebe um email cujo título é o do filme: Não Conte a Ninguém. O que ele vê, o faz acreditar que sua esposa está viva.
Alex então foge do cerco policial para tentar descobrir o paradeiro da esposa. Contando com a principal ajuda de um traficante de drogas, cujo filho ele socorreu, e devido ao diagnosticar corretamente, livrou esse pai de ser preso por acharem que espancara o filho. Numa dívida de gratidão, leva Alex ao até então suspeito do crime.
Eu sempre achei que mentir é muito complicado. Dizer a verdade é muito mais simples. Até porque para manter essa mentira, se faz necessário contar com que outros mintam também. Ou, que omitam o que sabem para não levar o envolvido a sofrer ainda mais. Compliquei? É que isso também faz parte da trama.
“Não Conte à Ninguém” é um ótimo filme. Como citei no início, um Suspense de nos manter atentos. Além da Fotografia, a Trilha Sonora é um coadjuvante importante. Como exemplo: “With Or Without You”, de U2 .
Por: Valéria Miguez (LELLA).
Não Conte à Ninguém (Ne Le dis à Personne / Tell No One). 2006. França. Direção e Roteiro: Guillaume Canet. +Elenco. Gênero: Crime, Drama, Policial, Suspense. Duração: 130 minutos. Baseado no livro homônimo de Harlan Coben.














