Tão Forte e Tão Perto (Extremenly Loud and Incredibly Close, 2011)

ImagemEm junho passado, uma amiga minha do Brasil, veio me visitar, e ela muito me falou do escritor Jonathan Safran Foer, em especial do livro, “Extremely Loud, Incredibly Close.” Logo dei uma pesquisa, e fiquei a saber que o director de “The Hours (2002) Stephen Daldry estava dirigindo a versão do livro para o cinema.

Ela me encorajou a ler o livro, e até cheguei a ler algumas paginas, mas não me envolvi pela leitura, e resolvi esperar para ver o filme. O enredo é sobre um menino que busca por uma fechadura por toda cidade de Nova York. Ao achar uma chave nos pertences do pai, ele acredita que seu pai – que morreu nos ataques de 11 de setembro de 2001 – propositadamente lhe deixou o objeto. O enredo muito me fez lembrar de “Hugo” de Martin Scorsese, pois temos em “Extremely Loud, Incredibly Close”,  um menino inteligente e bonitinho, um pai falecido e um mistério.

ImagemUm ano depois dos ataques de 11 de setembro, Oskar Schell (Thomas Horn) ainda sofre com morte de seu pai, Thomas (Tom Hanks). Oskar e sua mãe, Linda (Sandra Bullock), ainda vivem em Nova York, em frente ao prédio onde vive a avó do menino.

ImagemPara quem perdeu um ente querido, sabe como é dificil largar os pertences do morto – é uma das coisas mais difíceis de fazer.  E por tal, é facil sofrer e sentir a dor de Oskar, principalmente quando ele fica escutando a voz do pai. Nada de errado em ser um filme emocionalmente devastador – drama tem que ser emocionante  e achei que Daldry sabesse conduzir isso, mas..-

Entre um choro aqui e ali, Oskar decide resolver o mistério deixado por seu pai, envolvendo a chave, os nova-iorquinos com sobrenomes Black (todos os 472 que vivem na cidade!), a voz do pai deixada na secretária eletrônica e um  pandeiro. Assim começa as aventuras de Oskar.

Três coisas que achei problematicas no filme:

1- Mesmo que Hanks tenha um tempo limitado no filme, ele desempenha um personagem tão idealizado como “o melhor pai que já viveu no mundo”, que me pareceu falso, enquanto a mãe de Bullock parece tão negligente que, quando a explicação plausível para a sua longa ausência é justificado, eu me perguntei: que tipo de mãe deixaria o seu filho de 11 anos sozinho numa cidade grande como Nova York, e ser também acompanhado por um idoso estranho?. Quando o filme me deu a resposta para a tal atitude da mãe, desejei que tivesse um pandeiro para jogar na cara dela!.

2- Apesar de Oskar achar que a chave vai trazê-lo para mais perto de seu falecido pai, nunca que se pode acreditar por um momento que a essência da trama fosse para uma aventura no estilo “ o que vale é jornada, e não o destino” que terá o menino. A estrutura do filme não me prendeu – a busca de Oskar por respostas- suas idas de um endereço para outro.

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3- Nem quero criticar o ator Thomas Horn, pois esse é seu primeiro filme, e ele mostra ter potencial para ser um bom ator, mas o seu personagem, me fez lembrar da Mattie (Hailee Steinfeld) de “True Grit” (2010). Horn decorou muito bem os dialogos que tinha que decorar. O menino é o narrador do filme, e se sabe dos seus pensamentos e decisões privadas antes de ocorrer ação, por examplo: ele mente muito! Mas o roteirista  Eric Roth e Daldry exagera ao fazer uso de voice- over, pois todas as vezes que Oskar mente, vem aquela  justificativa como se os outros personagens acreditassem na mentira deleCompreendo que Oskar é um menino assustado, chocado pela morte do pai, mas o seu comportamento, e atitudes de  superioridade chega a irritar. Que prazer alguem poderia ter em ter a companhia de um menino tão arrogante?. Quando ele é acompanhado pelo velho (Max von Sydow), ficamos a saber que o misterioso senhor é incapaz de falar – isso significa que o garoto vai falar ainda mais. Fala tanto que me deu vontade de gritar : “Shut the F* up” !.  Desde “True Grit” – com aquela menina falante e irritante, vivida pela gracinha da Steinfeld-, que eu não tinha visto um personagem tão chato quanto Oskar.

Menos ruim, mas não perfeito :

ImagemMax Von Sydow até poderia ter roubado o show para si, se a sua personagem tivesse sido bem desenvolvida e bem conduzida, pois as cenas mais interessantes do filme, são as que ele aparece. A química entre ele e Horn é bastante vaga, e quando Von Sydow sai de cena, a alma do filme vai junto!. Sou um grande admirador desse veterano ator, especialmente por causa de sua grande expressividade, e esforço, e fico triste que ele ganhe uma indicação ao Oscar por um papel tão superficial.

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Faz um tempinho que venho escutano a trilha que Alexandre Desplat escreveu para o filme. Particularmente achei esse o seu melhor trabalho entre as trilhas que ele escreveu para 5 filmes diferentes em 2011. Mas quando ouvi as suas musicas emoldurando a fotografia de Chris Mendes (com uso de edge blur em algumas cenas) senti que Nova York nunca pareceu um lugar tão monótono e nada maravilhoso. A trilha sonora  é linda, mas não achei que case com o filme!.

No geral, “Tão Forte e Tão Perto “ é decente tecnicamente, mas esperava algo mais emocionalmente envolvente e um pouco menos manipulador. Eu certamente não queria sair do cinema como sai depois de “United 93” (2006), totalmente devastado pelo ocorrido em 11 de setembro, mas pelo menos os produtores deveriam ter  - extremamente -,  se preocupado mais com o mundo de Oskar do que ter investido – incrivelmente-, em tudo, pensando no Oscar!.

Nota 5,0

P.S.: Para minha surpresa, “Tão Forte e Tão Perto “ foi indicado para melhor filme, e melhor coadjuvante para Von Sydow. Indigna consideração!.

À Espera de Um Milagre (The Green Mile. 1999)

O filme À Espera de Um Milagre trabalha com propriedade as várias reações e comportamentos humanos. A trama nos envolve de forma complexa, pois quando analisamos as dores, o mundo e as problemáticas vividas pelos humanos, sempre ficam os resquícios de um enigma incompreendido.

O filme perpassa a maior parte do enredo na prisão, local onda a trama se desenvolve; levando-nos a um mergulho nesta emocionante história. De forma brutal o filme trabalha com a temática de prisioneiros que caminham em direção ao corredor da morte; homens que recebem a sentença de morte, sendo eletrocutados como punição pelos seus crimes, uma prática citada no filme com uma lei estadual. Mas a realidade da prisão ganha um novo rumo com a prisão injusta de John Coffe, um ser iluminado, que traz uma linguagem totalmente diferente para o contexto do filme.

Como um ser humano analista, digo que o filme é muito rico, mesmo com sua linguagem simples, pois a trama nos mostra que em muitos casos a aparência nem sempre é tudo, assim precisamos olhar para as pessoas além daquilo que vemos através dos olhos físicos. John Coffe representa os inúmeros seres que injustamente são levados para o corredor da morte. Uma morte diária, onde o ser é consumido pelo terror da injustiça. Em muitos momentos podemos confundir por causa da aparência um “anjo com um demônio”.

John a espera de um milagre, sabiamente se manteve calmo, calado, praticando o bem. John não foi beneficio pelo milagre esperado, no entanto através do destino cruel ele deixou a sua marca positiva por onde passou, mesmo dentro da prisão, injustamente condenado John clarividentemente conduziu sua história dentro de um contexto honrado e considerado “belo”. Afinal, o autor do filme buscou trabalhar com a pureza, emoção, fé e com todos os sentimentos mais nobres presentes no ser humano, visando tocar o coração e o mais intimo da alma dos telespectadores.

Larry Crowne – O Amor está de Volta (Larry Crowne. 2011)

O subtítulo no Brasil vendia a ideia de uma Comédia Romântica. Até o cartaz do filme sugere isso. Acontece que eu gosto desse Gênero de Filmes. Principalmente um romance entre pessoas que já passaram da casa dos 40, 50… Interessada, fui olhar a página dele no IMDB, para ver de quem era a estória. O susto! Pois além do Tom Hanks, assinava também o Roteiro: Nia Vardalos (“Falando Grego“). Mais que um sinal, veio um carrilhão: “Foge, que é fria!”. Mas eu sou um paradoxo! Continuava querendo ver, dai argumentava comigo, tipo: “Quem sabe ele pediu a ela para revisar as personagens femininas…” O contra-argumento: “Ih, danou! Já que a Vardalos tende a deixar a mulher adulta com as dúvidas e inseguranças de uma adolescente.” Bem, o que carimbou de vez a motivação para assistir foi o fato do título original só constar o nome de um personagem: Larry Crowne. Sendo assim, a estória seria dele. Um personagem masculino, e que poderia ser criação de Hanks. Enfim, conferindo, e…

Primeiramente, “Larry Crowne – O Amor Está de Volta” está mais para uma leve Comédia Dramática. O drama fica por conta de que ser despedido após uma certa idade, é de doer. Ainda mais numa atualidade tão competitiva, com tantos jovens buscando um emprego; uma colocação. E o filme também aborda isso. O Romance mesmo ficará mais centrado em: ciúmes de um homem e de uma mulher. Ciúmes esse que não enxergavam que nasceu entre aquele par: uma linda e “respeitável” amizade.

Agora sim, entrando na estória do filme. Larry Crowne é o personagem de Tom Hanks. Um empregado exemplar de uma grande loja de departamento. Num dia em que pensa que enfim sairá a promoção tão sonhada, é despedido. Pela política da empresa, por ele não ter um Diploma Universitário, não poderia mais ser promovido. Competência, ele tinha de sobra. Mas a eles, isso não bastava. Bem, que a empresa ficasse com os seus não capacitados, mas diplomados… Larry iria à luta!

Como viu que em outras firmas, também seguiam essa cartilha… Larry resolve voltar a estudar. Concluir a faculdade que deixou pela vida militar: 20 anos servindo a Marinha. Na escolha das matérias, recebe a sugestão do reitor Busik (Holmes Osborne) para acompanhar as aulas de Oratória de Sra (Mercedes) Tainot, personagem de Julia Roberts. Uma outra disciplina que escolhe, é de Economia. Se já constavam em seu currículo Especialização em Vendas no Varejo, e até em Cozinha (fora cozinheiro na Marinha), essas duas disciplinas em especial iriam, além do diploma universitário, também ajudá-lo a gerenciar melhor a sua vida. Até em vender seu peixe e ter o essencial para viver feliz.

Um outro ponto positivo do filme está em mostrar cidadãos da classe muito mais comum. Os que estão lutando, mas para terem as contas pagas, e viverem felizes. Claro que também mostra os que gostam de viverem de uma fama efêmera, que não advinda de um talento, se perde. No todo, o filme mostra a base da pirâmide. Não há o querer por sofreguidão chegar ao topo da pirâmide.

Larry não se intimida por tudo aquilo que veio após sua demissão. Não tendo mais o salário de antes, casa, objetos de valores… ficaram para trás. Mas foram válidos enquanto durou. Na nova bagagem, levará mesmo a saudades dos vizinhos. De um em especial, interpretado por Cedric the Entertainer. Desse vizinho até eu levaria saudades.

Aquela amizade que citei lá em cima, é entre Larry e Talia (Gugu Mbatha-Raw). Ambos irão se ajudar mutuamente. Num abrir os olhos daquilo que um ver do outro. Para eles, até um selinho é por pura amizade. Mas para o namorado dela, como também para Mercedes, há uma conotação sexual. O filme é desses dois. Ela, a Talia, é a personagem feminina principal nesse filme. A personagem da Julia Roberts embora vivesse um drama maior, em paralelo, não rendeu. Não me convenceu porque me levou a pensar se uma outra atriz teria vivido essa professora com mais verdade. O que é uma pena! Pois eu gosto dela. Teria ela se inspirado em Cameron Diaz com a sua “Professora Sem Classe“, e  acabou se perdendo!? Meus aplausos para a Gugu Mbatha-Raw e o seu divertido smartphone!

A vida é uma escola. Nela estamos sempre aprendendo. Mas também de dentro de uma escola se passa uma vida, são capítulos dela sendo escritos. E que embora dentro de uma sala de aula há alguém ensinando, nesse púlpito o aluno poderá ensinar também. Larry em sua apresentação final em Oratória, deu uma dimensão maior ao que Mercedes nem se interessou muito em mostrar durante todo o período letivo. Levando-a a outros rumos em sua vida de professora.

Se antes, o obter o diploma universitário seria o seu passaporte para galgar cargos de chefia, ao término, Larry viu que lhe dera um quilate maior, mas em sua alma. Renovando-a! E nesse recomeço, nessa sua garupa, tinha lugar para mais um, mais uma. Então não é o amor voltando, e sim chegando à vida dele.

Ah! Como gostei de uma citação que Larry disse, ei-la: “O cérebro de um tolo resume a filosofia como tolice, a ciência como superstição e a arte como pedantismo. Daí a necessidade da educação universitária.” (“A fool’s brain digests philosophy into folly, science into superstition, and art into pedantry. Hence university education.” – George Bernard Shaw)

Gostei do filme. De até rever quando passar na tv. É um bom filme!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Larry Crowne – O Amor está de Volta (Larry Crowne. 2011). EUA. Direção: Tom Hanks. Roteiro: Tom Hanks, Nia Vardalos. +Elenco. Gênero: Comédia, Drama, Romance. Duração: 98 minutos.

A Mente que Mente (The Great Buck Howard. 2008)

O filme “A Mente Que Mente” é um grande show de truques e humor.

Na trama o jovem Troy Gable (Colin Hanks), cansado da faculdade de direito, sonha em se tornar um escritor. Em pleno ostracismo e na busca incessante por um emprego de freelancer, conhece Buck Howadr (John Malkovich), o qual é considerado uma lenda.

Buck é conhecido como o grande mentalista (e não mágico). Um grande mentalistas dos anos 70 que vive de pequenos shows onde ele mostra a sua habilidade em ler as mentes. Estes shows eram realizados em pequenos auditórios em pequenas cidades e vilarejos.

Assim Troy, um ex-estudante de direito em nome da sua sobrevivência se tornar assistente de Bruck.

No decorrer da comédia percebemos que a carreia de Buck não esta nada bem seu tempo havia passado; neste exato momento surge a terceira personagem da trama que é chamada Valerie Brenna (Emily Blunt), uma charmosa assessora de impressa que fará de tudo para salvar a carreira do mentalista.

O filme nos leva ao ápice do humor. Afinal, o trio formado por pessoas totalmente diferentes que em vários momentos engraçados e curiosamente hilários nós leva a um mergulho imperdível no mundo do riso.

Anjos e Demônios (Angels and Demons)

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A diferença entre a realidade e a ficção é que essa última tem que parecer plausível aos olhos da maioria.

Foi essa frase que me veio após assistir ‘Anjos e Demônios‘. E dessa vez, o Diretor Ron Howard, encontrou uma melhor forma de contar as histórias fictícias de Dan Brown.

O filme é baseado no livro homônimo de Dan Brown. Mas que ele escreveu antes de ‘O Código Da Vinci‘. Inicio com isso porque podem pensar que estariam vendo uma versão desse outro. Em ‘Anjos e Demônios‘, o filme, já que eu não li o livro, a história é centrada mais nos crimes. Enquanto no filme anterior, além dos crimes o personagem principal fazia uma investigação paralela.

Pelo o que eu li, Dan Brown só cedeu o direito de filmarem o ‘O Código Da Vinci’, se também filmassem esse. O que teve até um saldo positivo para nós. Pois esse tem muito mais ação. Não parando para um detalhamento. Creio que quem viu o outro, ou até leu o livro, irá aproveitar melhor a trama desse. Por já estar ciente dos pormenores.

robert-langdonTom Hanks está mais solto nesse. Muito embora esteja mais para um agente do FBI, do que um Professor de Simbologia de Harvard. Mas nada que deponha contra o personagem Robert Langdon. Ficou muito bom, sua atuação.

Se no filme anterior, a Audrey Tautou não correspondeu a personagem Victoria Vetra do livro… Em ‘Anjos e Demônios‘, a Ayelet Zurer melhorou um pouco. Mas não a ponto de marcar presença. Como também, nesse filme, não deram destaque a essa personagem tão interessante das páginas do livro ‘O Código Da Vinci’. Quem sabe o próprio Dan Brown escreva uma história tendo a Victoria Vetra como protagonista.

ewan-mcgregor_anjos-e-demoniosCom isso, em ‘Anjos e Demônios‘, são os personagens masculinos que se destacam. Além de Tom Hanks, outros com maiores ou menores participações, não fizeram feio. A princípio, achei que a escolha do Ewan McGregor fora errada por ele ter uma carinha bem jovem. Mas vendo-o atuando, mudei de opinião. Ele segurou muito bem o personagem do Camerlengo.

Destacaria também as participações de: Armin Mueller-Stahl, como o Cardeal Strauss; Stellan Skarsgård, como o Comandante Richter; Thure Lindhardt, como Chartrand. Sem desmerecer as atuações dos demais.

Deixando por último, o Assassino. E por que? Diferente do filme anterior, onde o Silas cumpria as ordens por sua crença fervorosa, nesse filme, o assassino (Nikolaj Lie Kaas) é um mercenário. Não está nem ai para o embate Igreja x Ciência. Cumpre, pelo dinheiro pago. Quem paga, não interessa a ele. Bem, o personagem Silas era muito mais interessante do que esse.

O filme… Tão logo pode testar seu mais recente invento, um cientista, do CERN, é assassinado e levam o aparelho. Para quem roubou, ele vem a calhar, pois teria o poder de destruir o Vaticano. Como assinatura… uma marca deixada no corpo do cientista. Um ambigrama dos Illuminati. Seria um crime isolado se não tivessem raptados os quatro Cardeais na preferência para ser o novo Papa. Assim, são levados para ajudar na busca dos Cardeais, além da ‘arma’ roubada, Robert Langdon e a Victoria Vetra, que trabalhava no tal projeto.

Como falei sobre a trama no outro filme… Aqui eles terão que descobrir onde cada um dos Cardeais serão deixados, e tentar resgatá-los vivos. Além de achar quem, ou o que está atrás de tudo. Se seria mesmo um novo embate entre a Igreja com a Ciência.

Gostei do filme. Vou querer rever. E mais, me motivou até a rever o ‘Código da Vinci’, juntos. Mas não agora. Nota: 8,5. Um último detalhe, pelo o que Hans Zimmer consegue fazer com suas trilhas sonoras… nesse, ele foi pouco ‘explorado’. Fez bonito, mas poderia ter sido impactante. Até por ser Thriller.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Anjos e Demônios (Angels & Demons). 2009. EUA. Direção:  Ron Howard. Elenco. Gênero:  Crime, Drama, Policial, Thriller. Duração: 138 minutos. Baseado no livro homônimo de Dan Brown.

À Espera de Um Milagre (The Green Mile. 1999)

the-green-mile_posterAs Leis foram criadas para realmente manter uma certa ordem na sociedade, ou para privilegiar certas classes sociais? Se atualmente a Justiça ainda é parcial, que dirá nos idos de 1935, para um negro ao sul dos Estados Unidos.

Esse filme, ‘À Espera de Um Milagre‘, também traz o embate entre o Bem e o Mal, mas fora das esferas das Leis dos Homens, do campo Cívil, como dos dogmas religiosos. Já que é fato que as Escrituras foram escritas por homens. Mais que um confronto, é saber que há em cada um de nós, esses dois opostos. A questão é saber qual deles é o verdadeiro senhor de si próprio. Qual é a essência da pessoa.

Ele mostra que há também uma força em nosso interior: a de sermos justo mesmo tentando fazer justiça. Mas como, se somos regidos por códigos de ética? Alguns tende a pesar as consequências. Por se verem impotentes para quebrá-los, ou mesmo não tendo tempo hábil para reverter a pena. Quando, ou como quebrar o código já estabelecido? Vai depender da ética que cada um traz em si. E então aplicá-la numa situação onde não se tem muito tempo para pensar.

Agora, como no exemplo do filme, além da cena em si, havia na época toda uma carga discriminatória para um negro. Nem lhe deram chance de se defender. O quadro que os ‘brancos’ presenciaram… não lhes deixaram dúvidas. A sentença se deu ali. O julgamento num Tribunal, fora apenas para cumprir formalidades.

Por que há quem simplesmente aceitam suas sentenças mesmo sendo inocentes? Saindo um pouco do contexto do filme, até por conta de toda a carga de preconceito da época… essa aceitação quando ocorre, não pode ser vista apenas como um ato cultural. Há de se ter uma explicação. Seria a falta de uma mão amiga em ajudá-lo? Mas então não entraríamos num ciclo: em contar com um julgamento, ou uma avaliação de uma outra pessoa? Para o bem ou para o mal, o homem, como vive numa sociedade, não é tão livre assim, mesmo mantendo uma conduta ética, é constantemente avaliado. Inclusive por si próprio.

Voltando ao filme… É meio por ai que surgiu um forte laço entre dois homens. Entre ambos, havia a grade de uma prisão. Pior, pois ela ficava no corredor da morte. Onde não havia mais volta para os condenados. Era só um seguir a fila de espera. Esperando a sua vez de sentar na cadeira elétrica.

De um lado, Paul (Tom Hanks), que era o Chefe da guarda. Alguém que se purificava daquela sua rotina, ouvindo os Clássicos. Por que escolhera aquele serviço, se na essência era um cara bom? Com o desenrolar da história, nota-se que fora uma escolha acertada. Nele, e em alguns outros dos guardas, havia o respeito, e não o sadismo.

Do outro, havia o John Coffey. Acusado de violentar e assassinar duas meninas. Apesar de ter um físico enorme, era como uma criança assustada, e dócil. Trazia um mistério consigo. Um poder que não se sentia capaz de tê-lo. E que foi a sua perdição. É preciso de um certo tino para que um dom não vire uma maldição.

Paul foi o primeiro a perceber que havia algo errado ali. Pelo temperamento de John. Não condizia com o que estava escrito nos autos. John, por sua vez, sentiu que enfim ganhara o amigo que sempre quis ter. Mas que já era tarde demais. Mesmo assim, quis dar a esse amigo a prova da sua inocência. Acontece que, isso teria um preço para Paul. Se fora para lhe tirar qualquer dúvida que ainda existia, ou não, o certo que Paul decidiu aceitar. Então… Paul decide com isso dar um outro rumo em sua vida. Atuando nas escolas reformatórias. Não mais no final de linha.

O filme é um tanto claustrofóbico. Por se passar em grande parte dentro da penitenciária. Ele também é mais um a mostrar que a pena de morte precisa de uma Justiça totalmente imparcial, e sobretudo que seja justa. Não sou favorável a ela. Muito embora, não creio na correção de um psicopata. Enfim, é um filme que vale muito a pena ver, e rever.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

À Espera de Um Milagre (The Green Mile). 1999. EUA. Direção e Roteiro:  Frank Darabont. Elenco: Tom Hanks (Paul Edgecomb), James Cromwell (Warden Hal Moores), Michael Duncan (John Coffey), Bonnie Hunt (Jan Edgecomb), David Morse (Brutus “Brutal” Howell), Michael Jeter (Eduard Delacroix), Graham Greene (Arlen Bitterbuck), Doug Hutchison (Percy Wetmore), Sam Rockwell (William “Wild Bill” Wharton), Barry Pepper (Dean Stanton), Gary Sinise (Burt Hammersmith), Jeffrey DeMunn (Harry Terwilliger), Harry Dean Stanton (Toot-Toot), William Sadler (Klaus Detterick), Patricia Clarkson (Melinda Moores). Gênero: Crime, Drama, Fantasia. Duração: 188 minutos. Baseado num livro de Stephen King.

Jogos do Poder (Charlie Wilson’s War. 2007)

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Três destinos que se uniram para ajudar um povo. Um Congressista (Tom Hanks), cuja fama não era das melhores. Uma ricaça (Julia Roberts) do Texas, com muitas influências/amigos em diversos segmentos mundiais. E um agente da CIA (Seymour Hoffman), que fora preterido para uma missão o qual se empenhara tanto por – oficialmente por não ter uma postura diplomática -, mas na verdade por ser filho de imigrantes.

Aos três, parece que o destino conspirou a favor nessa missão. Pois mesmo estando numa hidro com strippers, reconhecendo um jornalista numa reportagem pela tv – ele lá no Afeganistão -, acende algo nele. Eis que ao chegar no Congresso, fica ciente que fora designado para o comitê que responde por grana “invisíveis” para o “tio-sam-protetor-do-mundo“. Ele é o Deputado Republicano Charlie Wilson. Alguém que não dorme no ponto.

Outra que também tem olhos e ouvidos atentos, é a Joanne Herring. Já ciente da nova “invisibilidade” nas mãos do Congressista. Faz contato com ele. E já com uma entrevista marcada para ele, com o presidente do Paquistão.

Após ver o que vê numa fronteira do Paquistão com o Afeganistão, Charlie decide comprar aquela guerra. E nesse engajamento é “presenteado” com Gust Avrakotos. Gust, é outro que também tem muita presença de espírito.

Aqueles que leram o livro “O Caçador de Pipas” tiveram um refresco na memória por mostrar um pouco da invasão russa no Afeganistão. Em “Jogos do Poder” temos como os russos foram expulsos de lá. Agora, lembrando que cada um conta a história do seu jeito.

Seymour, dá um show! Hanks, também está bem no papel! Mas a Julia, a sua personagem não fluiu naturalmente.

A trilha sonora é ótima! Já iniciando com o vozeirão, que eu adoro, do Barry White.

Estas coisas aconteceram; foram gloriosas; mudaram o mundo… e nós fuck eles no final do jogo.

Gostei!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Jogos do Poder (Charlie Wilson’s War. 2007). EUA. Direção: Mike Nichols. Com: Tom Hanks, Philip Seymour Hoffman, Julia Roberts, Amy Adams. Gênero: Comédia; Drama; Guerra. Duração: 97 minutos. Classificação: 14 anos.