Juno (2007). Gravidez na Aolescência. E Agora?

juno2.jpg

Transar é muito bom! Mais há de se pensar no amanhã. Onde até os cuidados para isso podem ser prazeirosos nas preliminares. Além das DSTs corre-se o risco de uma gravidez. E se ela veio sem ser planejada. Fazer o que? O Filme “Juno” traz à mesa de discussão esse tema: gravidez precoce.

Simplesmente encantador esse filme! São raros os filmes que mostra esse universo adolescente sem os eternos clichês. E d um jeito mais real. Até porque nós que passamos por essa fase sabemos quais foram os nossos verdadeiros dramas; e queríamos respeitos por isso. Afinal, todos compõem essa tribo, quer seja um nerd, ou um alienado, ou um do meio-termo…

Merece elogios também por abordar algo que está em triste ascensão: a gravidez na adolescência. Os problemas advindo com esse ato. Aborto… Adoção… Os Pais… A escola… Por aí…

Claro que também para quem já conhece minhas resenhas… Nesse EU dou um BRAVO por ser mais um que aborda o universo feminino sem estereótipos, e o faz com muito respeito. Ainda mais com algo tão feminino: a concepção. E o desejo de fato de querer ser mãe ou não. Pois não basta só gerar uma criança.

Outro grande trunfo está nos atores. Bela escolha de elenco!

Entrando na história… Juno (Ellen Page) tem consciência do que fez. Não fora algo apressado. Aconteceu. Ou melhor! É o quem tem grande chances de ocorrer numa transa se não se precavem: a gravidez. Ao contar primeiro a uma amiga Juno nos conquista de vez!! É! O “pai” (Michel Cera) fica sabendo depois. E dentro de todo um aparato…

O lance seguinte é contar aos seus pais. A mãe, mora longe; fez outra família. A presenteia com cactos. Juno mora com o pai e a madrasta. Contar. Como contar a eles… Outro ponto alto do filme! A cena é perfeita! Os medos e anseios que passam na cabeça de cada um antes de ouvir… E no modo maduro após a notícia. Afinal, já está feito.

Nesse ponto há algo de muita maturidade. Algo que muitos adultos ainda não alcançaram esse nível de desprendimento. Quando Juno decide que uma outra família é que criará seu filho. E o faz com tanta naturalidade. Sem os preconceitos morais, religiosos tão comuns no mundo adulto. Eu amei!

Juno segue na escolha de um casal feliz, que se amam, que darão muito amor ao seu filho! Mas existe um casal perfeito? Uma criança precisa realmente de ter pai e mãe perto dela para ser feliz?

Juno e o Pai (J.K. Simmons) se querem muito bem. E durante uma conversa, querendo saber da tristeza dela em querer saber se duas pessoas podem mesmo ficar juntas para sempre… Ele então diz: “Que o melhor a fazer é achar alguém que a ame pelo que você é. De bom ou mau humor. Feia ou bonita. O que for… Esse é o tipo de pessoa com a qual vale a pena ficar.” Lindo conselho!

E destaque também para a trilha sonora!

Ah sim! Já me disseram que não sou um parâmetro em saber se o filme tem trechos que emocionam ou não. Hehe… Por eu ser manteigona. Bem, nesse para mim teve sim. De lágrimas riscarem a minha face com algumas cenas.

Amei!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Juno. EUA. 2007. Direção: Jason Reitman. Roteiro: Diablo Cody. Com: Ellen Page, Michel Cera, J.K. Simmons, Allison Janney, Olivia Thirlby, Jennifer Garner, Jason Bateman.

Curiosidade: Diablo Cody levou o 0scar 2008 em Roteiro Original. E foi a sua estréia como roteirista. Premiação merecida!

Anúncios

7 comentários em “Juno (2007). Gravidez na Aolescência. E Agora?

  1. Pingback: Parto anônimo « A vida como a vida quer

  2. Olá!
    Grata, também por sua visita!

    Você tocou no ponto: o de rever conceitos nessa obrigatoriedade moral de ter que ficar com a criança. Foi nesse ponto que citei a maturidade da personagem em entregar a criança que gerou a alguém que anseia ser mãe.

    Vou lá em seu Blog.
    Beijo grande!

    Curtir

  3. Após ir no Blog “A vida como ela quer“, fiquei ciente do que de fato é o parto anônimo.

    Por também concordar, levei todo o tema para algumas comunidades que participo no Orkut. Além de um baita “comboio” para aqueles que estão em meus contatos por email.

    O que o Governo deveria fazer de certo, muitos de nós poderíamos listar. A questão é que em vez de se ficar no “se isso, ou aquilo…”, um passo estar sendo dado – o parto anônimo. Se tal passo, é capenga ou não, o importante que é um passo. Algo está sendo feito.

    Trazer um novo ser ao mundo, é fácil. Mas precisa-se estar consciente desse passo. Pois a criança precisa de alguns anos para aprender a se sustentar…

    Curtir

  4. Pingback: Filme: Juno « Bury Mushrooms

Seu comentário é importante para nós! Participe! Ele nos inspiram, também!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s