A Culpa é do Fidel! (La Faute à Fidel!. 2006)

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Amei! Eu que reclamo de ter mais filmes num focar masculino, descubro esse onde uma menininha de 9 anos me fez sorrir; relembrar certos momentos; me encantar pelos e como fez seus questionamentos. E nessa sua quase mudança de fase: às portas da adolescência. Por ter levado tudo a seu próprio tempo.

Primeiro, situando o ano que é retratada a história: 1970. Cidade, Paris. Agora sim, entrando no filme.

Anna a princípio parece uma menininha mimada, mas ela foi criada assim. Boa casa, um bom colégio, um vinhedo para passar as férias, aceitando todas as convenções… Enfim, tinha uma vida boa!

Seu pai era um advogado. Mas insatisfeito até com o luxo com que viviam. Sua mãe escrevia artigos para a Marie Claire. Tinha apenas um irmãozinho, o François. Também uma gracinha. Ele será um contraponto na revolução que Anna irá passar.

Com a morte de um tio, os pais abrigam uma tia com uma filha; ambas espanholas. Aliás, foi seu pai que conseguiu tirá-las da Espanha de Franco. Isso até o motiva a um engajamento político de fato; onde a esposa o acompanha. Então, entre as viagens dos pais ao Chile, Anna e o irmão ficam aos cuidados de uma babá cubana, que odeia Fidel.

A babá conta a sua versão de comunismo, levando Anna a crer que é o comunismo na personificação do Fidel o culpado pela perda do seu conforto, e até da atenção dos pais. Mas com a troca de babás de nacionalidades diferentes, Anna – que adora ouvir história -, começa a perceber que existem outros mundos, ou, outras maneiras de ver o mundo. Assim, essas outras histórias foram ampliando o seu mundinho tão certinho. Mesmo ainda sentindo-se como um peixe fora d’água, sua curiosidade era maior. Começando uma revolução interior. Suas broncas, faz em si um tipo de acorda. Exemplo: ela observando um jantar cheio de pompa na mansão dos avós, onde as pessoas nem se olham nos olhos.

Abrindo um parentese para a descoberta de um detalhe técnico. Eu que comecei a escrever sobre filmes meio que por forças do destino… sem nada entender de toda a parte técnica, com esse filme em particular, posso dizer que tive a primeira aula. Aconteceu assim! Comecei a ver o filme e sentia como se tivesse que abaixar. Era estranho, até porque eu estava sentada. Até que caiu a ficha! Me dei conta de que a câmera estava na altura dos olhos da menina. Foi incrível. O que me levará a também observar esses detalhes técnicos a partir daqui. Mas mais como experiência pessoal já que não tenho formação acadêmica para isso.

Continuando com o filme… Nessa revolução, os dois irmãos darão o tom, o encanto ao filme. Entre tantas cenas, destaco uma que exalta o pequeno François: onde se escondem de um policial. Ambos embaralham tudo o que ouviram até então. Onde François sai com essa para mostrar que ela está errada: “_Porque o Papai Noel é barbudo, é vermelho e gosta de criancinhas!” Hehe… Nen tudo é o que parece ser! Amei!

O filme é ótimo! Vida longa na carreira para a Diretora Julie Gavras. Nota: 09.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

A Culpa é do Fidel! (La Faute à Fidel!. 2006). França. Direção e Roteiro: Julie Gavras. Com: Nina Kervel-Bey, Benjamin Feuillet, Julie Depardieu. Gênero: Drama. Duração: 99 minutos.

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