O Caçador de Pipas (The Kite Runner. 2007)

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Quem somos nós nesse mundo complicado?” Frase do filme, mas que para mim traz um significado implícito, o de: “Não complica, a vida é curta!

Como eu li antes o livro, após ver o filme deixo uma sugestão a aqueles que ainda não o leram: que o façam depois. Vejam então o filme primeiro. E por que? Porque eu diria que o filme trouxe uma versão mais leve do livro. Pode ser que para atrair um público mais jovem. O que é válido! Não apenas pelo encantamento de pipas ao céu, até em mostrar um pouco de História real. Lembrando ainda que Marc Forster também dirigiu outra história emocionante: “Em Busca da Terra do Nunca“, de 2004.

Entrando no filme… Quatro personagens distintos se sobressaem nele. Quatro destinos ligados também por amizade. Em que parte dessa história dois deles ainda são crianças. E com os dois adultos além da amizade, o respeito os unia.

Quem nos conta a história é Amir Jam, e que faz um remember após um telefonema de um grande amigo de seu pai. Alguém que lhe dera o carinho que não recebera de seu pai. Ele lhe faz um pedido. Não tendo como recusar Amir parte para o Afeganistão governado por talibãs. Nm retorno ao passado que para ele já estava enterrado. E nessa viagem real uma outra em paralelo: a do seu pior pesadelo.

O que você fez de errado, não esqueça que era um menino, e que você era excessivamente duro consigo mesmo e continua sendo. Mas pense nisso: um homem que não tem consciência, que não tem bondade, não sofre.

Essas outras falas mostram um pouco da personalidade de cada um desses quatro personagens:

– Rahim Khan, o amigo do Pai; um segundo pai para Amir: “Crianças não são livros de colorir. Não pode preenchê-las com as suas cores favoritas. Ele não é como você. Nunca será como você.” (Falando com o pai de Amir.)

– O Pai (Homayoun Ershadi, de “Gosto da Cereja“): “Um garoto que não se levanta sozinho, torna-se um homem que não se levanta para nada.” Ou: “Quando se mente, está roubando de alguém o direito de saber a verdade.

– Amir: “Ele (o pai) me odeia porque a matei. Minha mãe.

– Hassan: “Confie em mim! Já menti para você? Prefiro comer sujeira. Mas me pediria para fazer uma coisa dessas?” Agora com essa fala – “Sim, mas por que não podia simplesmente cheirar uma cebola?” Pronto! A partir daí o pequeno Hassan nos conquista de vez.

Enfim mesmo sendo quase uma outra história, “O Caçador de Pipas” merece ser visto. Atuações brilhante! E uma lágrima teimou em cair no final quando Amir diz: “Por você eu faria isso mil vezes!

Nota: 09.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

O Caçador de Pipas (The Kite Runner). 2007. EUA. Direção: Marc Forster. Elenco: Saïd Taghmaoui, Shaun Toub, Atossa Leon, Khalid Abdalla, Navid Negahban, Homayon Ershadi, Kelcie Stranahan, Brian Vowell. Gênero: Drama, Aventura. Duração: 122 minutos. Classificação: 14 anos.

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14 comentários em “O Caçador de Pipas (The Kite Runner. 2007)

  1. EU PROTESTO LELLA!!!!

    Como assim Caçador de Pipas so tem 2 míseros comentarios?? rssss..
    Vou ter que postar pelo menos mais 10 vezes pra fazer aparecer no topo da lista dos Campeões de Audiência aqui viu…rss

    Primeiro Lella – lindissimo texto…principalmente por vc ter destacado o ponto máximo da trama nas palavras do pequeno Amir – “Por vc eu faria isso mil vezes”…
    Tá pra existir um filme que apresente tanto significado de principios e valores universais como Caçador de Pipas.. Quer seja na concepção do alcorão ou na proposta do cristianismo, o filme traz uma reflexao altamente HUMANA da vida sabe…

    Me chamou mmttoo atenção o exemplo extremo de caráter relacionado aos dois amigos de infancia – o desprendimento de um e o remorso do outro….. a sinceridade de um e a transformação do outro, mesmo depois de adulto…

    Mas eu segui exatamente a sua recomendação..ja assisti o filme e me falta agora ler o livro que, diga-se de passagem, traz detalhes riquissimos que não da pra colocar num filme de 2 horas..

    Vou dar nota 1 somando com os 9 que vc colocou no final pra fechar o comentario com chave de ouro…rss

    bju procê!!

    Curtido por 1 pessoa

  2. Hehe… Protesto aceito! 😀

    Nando!

    Se eu tivesse visto o filme antes, com certeza teria dado um 10. E olha que eu não costumo fazer comparações entre as duas mídias.

    O lance é que tiraram muito, do sofrimento de ambos, do Amir e do filho do Hassam, para conseguirem sair de lá! Essa parte no livro é vertiginosa.

    E o livro é excelente! De dar vontade de aplaudir após terminar de ler.

    Mesmo com todas as manchetes de tudo o que aconteceu por lá, é muito pouco perto do que ficamos sabendo pelas páginas desse livro. A mim, chocou!

    Digo mais, me fez ver que realmente é um lugar onde não gostaria de viver. De que aquela cultura não tem nada a ver comigo pelo modo que a mulher é tratada. E não me refiro só aos dos talibãs; o antes também é muito voltado ao mundo dos homens.

    Outro beijão pra ti!

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  3. Poxa..agora vc ta quase me fazendo largar o verissimo que estou lendo pra comecar a leitura do Caçador..rss

    A opinião é ABSOLUTA lella..todo mundo que leu o livro primeiro diz sempre a mesma coisa..da mesma forma que quem viu primeiro o filme, o admira fortemente….
    No meu caso, se eu gostar mais do livro do que do filme, vou sair mmtto no lucro viu..rss

    Agora em relação a cultura que vc citou, imagino que estes aspectos devam chocar mesmo… mas vc reparou a mensagem que o diretor (pelo menos no filme) cuidou para fazer aparecer os reflexos de amizade e de amor na trama como valores universais e que, a despeito de toda rigidez cultural, podem suprimir qualquer sentimento de odio e preconceito..
    O que agente vê no filme é um pais sendo devastado pelas consequencias da guerra e do fanatismo; dentro de tudo isso, a historia de Amir e Hassam (e tbm de suas familias) como protagonistas de toda violencia social, brilham numa trama que nao conseguimos nunca imaginar, já que em se tratando de Oriente Medio, so temos noticias de atentados, terrorismo e noções superficiais de uma região marcada pelo ódio-santo…
    O filme, na minha opiniao, conseguiu contradizer com sensibilidade na mente das pessoas (principalmente do ocidente) de que aquela região é um “caso perdido” entende??
    Imagina a tristeza daquela nação imaginar que no mundo a fora, o que predomina como caracteristica do local é somente o odio e o terror?? Dai vem um diretor e retrata uma historia de pessoas comuns que amam, que participam de campeonatos de pipas..pessoas que erram, mas que perdoam, que querem mudanças…enfim..essa é a riqueza do filme!!

    Eu lamento se as pessoas assistirem (ou lerem) o Caçador sem uma reflexão profunda sobre preconceito e visão de mundo sabe..

    Agte se fala Lella…

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  4. No livro, ficamos conhecendo um outro país. Se a nós que o lemos, já choca, o que dirá quem vivenciou. À eles, a mudança foi muito pior do que um ‘Muro de Berlim’, para ver o estrago que foi.

    Eu vou ver se vejo uns filmes, onde são as mulheres quem nos mostram as visões delas nessa cultura. Um jeito de tentar entender. É muita censura em cima delas.

    Nando, dê um tempo com o Veríssimo, e pegue o do ‘Caçador de Pipas’. Vai até querer que outras pessoas também o leiam.

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  5. Olá lella,

    Grato pela visita em meu blog.

    Este seu blog é sensacional! Sou apaixonado por filmes, principalmente aqueles com conteúdo existencialista, como Donnie Darko, Clube da Luta, In Burges, Magnólia, Vanilla Sky e tantos outros que nos fazem ficar refletindo por horas…!

    Sobre “O Caçador de Pipas” você tem razão: o filme está um pouco mais leve, embora não menos fiel a história que comoveu milhares de pessoas por todo o mundo.

    Desde já, sou assinante de seu feed.

    Abraços

    Curtido por 1 pessoa

  6. Oi Evandro,

    grata e lisonjeada fico eu! Eu li o que escreveu sobre o filme “As Horas”. Excelente! Depois irei lá comentar.

    Dos que citou, desconheço o “In Burges”. Em relação aos outros, eu até já assisti. Sendo que “Magnólia” e “Clube da Luta”, vou querer rever em breve para trazê-lo para cá. A menos que algum convidado traga antes. Como a minha lista só aumenta, os outros dois deixarei para mais tarde.

    Em relação a versão mais leve do “O Caçador de Pipas”, eu creio que para trazer um público mais jovem. O que é louvável por também mostrar a eles um pouco de história.

    E novamente grata por ter gostado desse espaço!
    Vou linkar seu Blog 😉

    Beijo grande,

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  7. Pingback: Com os Filmes, um Tour pelo Oriente Médio | Nossa Via: O conteúdo passa por aqui!

  8. Lellaaa; tocou meu coração. Perfeito; lindo; algo realmente muito fascinante! Eu ainda não li o livro, mas só por ter lido essa parte, fiquei realmente curiosa para ler o livro!
    ;*

    Curtido por 1 pessoa

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