Closer – Perto Demais (2004)

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Gostei do filme! Se sentimentos viraram clichês para uns, para mim não. Emocionar, chorar, sorrir, encantar-se, “rodar a baiana”, errar, reconhecer que errou, está pronta para aprender todos os dias… Enfim, se tudo isso está dentro de nós, por que não vivenciar? Por que ocultar? Por que envergonhar-se? Ou ainda, por que discriminar?

É um dos filmes que com certeza entrou para minha lista: “valer a pena rever”. Há filmes que mexem mais, outros menos. O principal é durante aquele momento nos transportermos para a história em busca de distração. (Com exceção, de alguém ser forçado a assistir como matéria de prova, por ex.). Refiro-me a não olhar o filme como um “manual de auto-ajuda”. Não é papel do filme.

Closer, prende a atenção e num crescente. Segue assim até o final. Nossa! Aquele final, é emocionante! Aqueles olhinhos abertos da personagem da Júlia Roberts é um presente! O que extrairmos dali?

-> Que não há “príncipes encantados” (Basta ver o panacão dormindo ao lado dela. Não que ache errado alguém dormir de cansaço, ainda mais após uma transa. É que ao longo do filme o personagem não me agradou. Conto daqui a pouco o porque; ou um deles.).

-> Que não há o “e foram felizes para sempre”. Porque o relacionamento é construído a cada dia. Ninguém pega um “pacote fechado”. Vai-se conhecendo um pouquinho em cada momento. Por vezes, num belo dia, parece que se conviveu com um estranho. Se foi apenas um pequeno “susto”, que ele sirva de alerta e com isso que haja um entendimento; o tal do “vamos discutir a relação”. Do contrário, é cada um seguir em separado.

E é nisso que, para mim, o filme se baseia – em relacionamentos. Mas não em “amores impossíveis”, nem em “romances água-com-açúcar”.

São quatro visões, duas femininas e duas masculinas. E que não trazem a inscrição: “essa é a atitude mais acertada”. As atitudes diferem. Porém, com os personagens masculinos houve quase que uma disputa de quem era o melhor na cama; a partir de um ponto não mais se preocuparam com a parceira do momento. Pois, perdidos nesses desvarios, houve um vai-e-vem nas relações.

A personagem da Natalie Portman diz algo que toca fundo num relacionamento: “Eu teria te amado pra sempre…” Talvez, por ser a mais jovem, foi a que realmente fechou um capítulo. Dando fim na relação. O filme “Magnólia” retrata esse lance de não ter encerrado bem o capítulo. De mostrar que os ressentimentos ficam ali, em algum ponto, esperando para vir à tona. E se ao virem, continuam sendo não bem trabalhado, continuarão a assombrar.

Para mim, a personagem da Natalie escolheu naquele memorial, o nome, no caso Alice, numa de:
– dizer que é simples ‘construir’ uma história – em fantasiar. O difícil é construir uma história real numa relação. Precisa ser construída no dia-a-dia.
– também, em mostrar que há quem se apegue ao passado, fazendo até comparações. Quando deveria ‘enterrar’ o passado. Começar do zero.

Se alguém quer tirar lições do ou no filme, vai estar equivocado. Muito embora esse filme põe o dedo na ferida. E para quem quiser assistir um excelente filme, eu recomendo. Nota: 10.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Closer – Perto Demais. 2004. EUA. Direção: Mike Nichols. Elenco: Natalie Portman, Jude Law, Julia Roberts, Clive Owen. Gênero: Drama, Romance. Duração: 100 minutos.

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18 comentários em “Closer – Perto Demais (2004)

  1. Foi nesse filme que me apaixonei pelo Clive Owen.
    É um filme para se rever a cada momento da vida em que não tenhamos desistido da aventura que é conviver, amar, o que acaba por muitas vezes a nos levar frente ao nosso reflexo no espelho do outro…

    “Muito louco” esse filme, que pode nos trazer a reflexão que ali ninguém amava ninguém, mas todos se amavam muito…
    Tal qual na vida real… Quando colocamos no amor a expectativa das carências atendidas; que no amor está implícito receber; a troca que no cotidiano acaba por tornar-se barganha e, muitas vezes, o que chamamos de amor e felicidade é o prazer não só do sexo, mas da conquista que segue como posse…

    O meu mundo é lotado de de Annas, pessoas que não ficam sozinhas, precisam de um par constante mesmo que tenham que trocá-los constantemente (o filme começa com ela recém-separada, permitindo-se ser atraída pelo Dan e logo depois casada co Larry).

    Conheço muitos Larrys, capazes de relacionamentos superficiais on line, que arriscam por trazê-los pro mundo físico (quando ele encontra a Anna, supreende-se que ela seja tão bonita).

    A porção Dan é a que está mais presente no nosso mundo, aquela coisa de testar o sex apeal, de insistir numa paquera, o “não” parece estimulá-lo enquanto ele não adquiriu seu objeto de desejo. Ao meu ver ele é a versão masculina da Anna, começa tendo uma namorada de nome Ruth, vai morar com Alice, se apropria da sua vida escrevendo um livro baseado nela e enquanto isso mantém um caso com Anna, que por sua vez, sabendo-o comprometido, sapeca-lhe um beijo, seduz como se fosse apenas seduzida e segue casando-se com Larry.
    Entendo, às vezes é difícil escolher, às vezes o atendimento às nossas necessidades está diluído em pessoas diferentes…

    Da 1ª vez que vi este filme, não tinha percebido que Alice era a grande invejada da trama, embora não tenha sido a escolhida. Dessa vez a vi como aquelas personagens dos contos de fadas que esperam pelo príncipe encantado, ainda que não espere sentada, ativamente ela espera.

    Ela poderia amar Dan por toda a vida, se ele soubesse ou tivesse aprendido conhecê-la, entender que ela realmente o amava, que muitas vezes estar fisicamente com alguém, não significa estar amando alguém, alguém que pense assim pode ser striper sem trauma, sem culpa e sem traumatizar. Alice não tinha culpa e vivia bem com isso. Dan poderia ter percebido que a única ambição de Alice/Jane era ser amada com carinho e verdade. Ela nunca trazia bagagem e acostumada que era a separar razões e emoções, desta vez não traz sequer um nome. E se Dan viveu com ela tanto tempo sem sequer descobrir seu verdadeiro nome, como poderia conhecer sobre o seu amor? Interessado que estava em ter exclusividade sexual, entretido na competição com Larry, ele não olhava para nada que não fosse ele mesmo que se refletia em… Anna(?)

    Sim, Dan ama Anna que o ama também! Mas este é um filme sobre as contradições que nós criamos, sobre as dificuldades que sobrepomos ao que já não é tão fácil, ainda que seja simples. Sobre a nossa falta de coragem de encarar nossas fragilidades, defeitos e dificuldades de escolha (e quem sabe, por que não, buscar terapia?).
    É ai que Larry deita e rola, ou melhor, deita e dorme.
    ***
    Sabe, Lella, Larry merecia um “capítulo” à parte.
    Qual a mulher que nunca trombou com um homem desses ditos experientes, que seduz, conquista, briga por sua posse, joga com a sua culpa (pra ele mulher boa é a culpada que enquanto remói as culpas não sai de casa) pra dormir no final?
    Sem falar que, ele pecebendo a natureza depressiva da pobre coitada, acha que fazer feliz é fazer com que ela permaneça infeliz (assim é se lhe parece?). Repito “muito louco”, tipo o masoquista implorando ao sádico que pare de torturá-lo….
    Grande filme, agendei pra rever ano que vem.
    ***
    Esse blog me faz feliz demais! Onde poderia escrever essas coisas, que pasme, penso?

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  2. Eu realmente não entendo porque este filme é tão insensado. Tudo nele é exagerado e apelativo, e no fim ele acaba sendo uma alegoria muito ruim do colapso do relacionamento ocidental, e um retrato muito distorcido de qualquer realidade. Não que ele tenha obrigação de ser retrato de alguma coisa; a impressão que eu tenho é que ele tem propositalmente esse verniz de pretensão, mas é um filminho pra comer junto com a pipoca e esquecer depois, coisa que ele tenta esconder.

    Closer é tão glamuroso e purpurinado que joga fora qulaquer valor que possa ter. E aquela personagem da Natalie Portman é o principal representante disso: ela serve pra dar essa aura cult ao filme, essa aura de “por favor, idolatrem-me”. Porque de todos os elementos desnecessários, os dela são os mais desnecessários. Aquela cena da boate de strip tease só não é mais desnecessária porque o nome real da personagem é apresentado, mas isso só serve pra deixar o filme com twist, dado pelo recurso mais hediondo que uma narativa pode se utilizar: esconder as pistas do espectador, omitir, enganar, com único intuito de causar um final de efeito.

    E ela andando em câmera lenta, deslumbrante, no meio da multidão, atraindo todos os olhares? O que é aquilo senão glorificação gratuita da personagem?

    Horrível.

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    • Lela
      Sobre seu comentário a respeito dos jovens não gostarem muito, acredito qe é porque o filme fala de relacionamentos desgastados pelas decepções e ilusões que vamos criando ao passar de muito tempo, coisa q muito jovem não vive só com uma experiência de namoro.
      Tanto que a visão de Alice, era bem diferente da dos demais amantes, por ser jovem.
      Assisti esse filme e ‘ Beleza Americana” quando era jovem e não gostei dos dois, hoje que sou casada já muitos anos assisti os dois novamente e compreendi os sentimentos que envolvem os atores nos dois filmes, (sobre relacionamentos) e adorei!! e para os jovens garanto… São muito verdadeiros, a diferença é que mantemos mais sigilo desses sentimentos nos nossos relacionamentos

      do que os atores em Closet. bjos

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      • Sheila,

        Perfeito essa sua explicação do porque um público mais jovem não gostou desse filme!

        Sobre “Beleza America” o relacionamento dele com a esposa foi um quesito a mais na frustração dele como um todo. Ele sentia-se um fracassado. Também é um filme excelente!

        E valeu por participar!

        Beijo,

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  3. Oi Emil!

    Antes, grata por ter aceito o convite! Convite esse que o estendo a, caso queiras, ter um texto seu publicado no Blog.

    Por vezes, o carregar um pouco mais na tinta, faz com que chame mais atenção. Muito embora exista relações assim, onde numa pequena separação põe em xeque o sentir prazer pelo(a) companheiro(a). Um querer sentir um outro tipo de satisfação.

    O fato dela ir trabalhar naquela boate, não é tão irreal também para nós. Por aqui também há boates. Onde quem gosta de dançar, acaba só encontrando ali, um emprego.

    Há filmes onde a trama fica toda mastigadinha, não tiro seus méritos. Mas não nos deixa um gosto de divagar. É como quando lemos um livro. Em poder viajar na história.

    O final de ambas, traduziu o perfil dela. A Alice/Jane, mostrou-a que ela é livre, totalmente. Fazendo a sua história assim, ser ter que depender de nada, nem ninguém.

    Volte mais vezes!
    Beijo grande,

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  4. Rozzi, seu olhar para esse filme é fascinante!

    Embora o filme também traga alguém bem mais jovem nesse grupo, que por sinal a mais desencanada de todas, tenho visto poucos jovens gostando desse filme. A maioria não gosta nada.

    Talvez, por ainda não vivenciarem tanto os romances, nem tampouco notarem os que estão em torno deles.

    No filmes, os homens entraram numa de mostrar quem é o rei do pedaço. E queriam sim essa relação de dependência.

    O filme foi levado na tv, no sábado, mas não o revi. Vou deixar para uma próxima vez.

    Ah! Estou com vontade de convidar o Fernando para cá. Vamos ver se ele aceita!

    E têm mais que deixar fluir seus pensamentos, eles são ótimos!

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  5. Oi Lella!
    Obrigada pelo “olhar fascinante” que recebo como elogio. Pensando bem, olhei menos o filme e mais as mensagens que ele me passou. A vida não é assim, passível de todos e quaisquer adjetivos, dependendo de quem a esteja vivendo ou observando?

    Bj

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  6. Olá, Emil! Posso?
    Também não entendo porque alguns filmes são insensados e outros enxovalhados! Acho que deve ser por uma questão de gosto e/ou entendimento + interpretação.

    Eu particularmente, não entendo xongas de cinema! Corro, então o risco de gostar de filmes ditos ruins mas que me transmitam alguma coisa ou que me dêem matéria pra pensar, sei lá… Mas esse é um risco que corremos o tempo todo, o bom mesmo é justamente poder conversar depois (do filme, claro).
    Olha só um exemplo de multiplicidade de olhar e pensamento:
    Essa cena final, a Alice/Jane andando no meio da multidão, atraindo os olhares, não percebi como a glorificação gratuita da personagem (claro que deve ter, você viu, então dá margem para).
    Minha percepção foi:
    Ela terminando o filme do jeito que começou. Na rua no meio da multidão a provocar um novo encontro.
    Ela, uma pessoa que quer ser adivinhada, descoberta pelo parceiro (coisa de beladormecida e brancadineve) sem dar muitas pistas, afinal ela pegou o primeiro nome que leu numa lápide e mandou pra ele como se fosse seu nome… Pista falsa, né?

    ABRE PARENTESIS: (Já conheci num baile, um carinha que me deu um nome falso. Rolou um namoro e quando soube seu nome verdadeiro ele me disse com toda simplicidade: “ah, não gosto do meu nome e quando saio pra dançar viro outro cara…”
    Não pude reclamar, uso um semi-apelido, se a minha mãe bebeu algum dia, foi justamente quando escolheu o meu nome…)FECHA PARENTESIS

    O filme que não passou é que o Dan deve ter ficado muito P com ela e, também com ele mesmo afinal, ela não disse e ele não se interessou em saber muitas coisas…
    Com base no seu comentário, que não replico, acho que gostei do filme que não passou na tela, só no meu entendimento. Liga, não coisas de mulher.
    Bj

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  7. Olá, meninas. Vou tentar responder vocês duas com uma mensagem só:

    O problema não é ela trabalhar na boate, é a purpurina toda. Pra começar, a personagem é construída em cima de um modelo estúpido: ela é misteriosa, enigmática, linda, descolada e fabulosa. E aí você descobre que ela é stripper, mas isso não é um traço pra humanizar, pra mostrar outro lado da personagem. Ela é a stripper misteriosa, enigmática, linda, descolada e fabulosa. Ora, me poupe, não? É implausível, a vida não é essa maravilha; fazer lap-dance pra homens que você nunca viu não é fabulous.

    A única função da personagem é agregar valor de mercado. Ela não é diferente do Harry Potter; a grande heroína com poderes mágicos de encantamento, que se recupera excelentemente dos relacionamentos em que esteve, e está sempre pronta a encontrar o próximo grande amor. E isso é muito ridículo.

    No mais, o filme não dá nenhum elemento pra você sair dele e botar a cabeça pra funcionar. Sério, o que você não sabia antes e ficou sabendo depois dele? Qual é a proposta dele que faz a gente sair pensando: “nossa, ele tem razão”, ou “eu nunca tinha visto as coisas por este ponto…”?

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  8. Oi Emil,

    Não acho tão inverossímel assim a ‘purpurinada’ Alice. Pelo fato dela ser descolada, ela não engravidou. Logo, tinha total liberdade para agir.

    Também por termos um exemplo real e bem recente. A Diablo Cody (Roteirista de ‘Juno’). Uma ex-stripper.

    E no mais, filme é assim mesmo: uns, gostamos mais, outros, menos 😉

    Beijão,

    p.s: Não deixei um comentário no seu Blog, porque não tem a opção de usar o wp (meu blog no blogger virou arqueologia 😀
    Fiquei curiosa no seu mini-texto do Boquete.

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  9. Olá, meninas.

    Vamos lá: “Pelo fato dela ser descolada, ela não engravidou.”
    Não entendi esse argumento. Sério.

    E no mais, uma coisa é ser ex-stripper e escrever um roteirinho furreca (sim, Juno é furreca) Outra é ser stripper e deusa. É uma vida fodida, com o perdão da expresssão.

    E Rozzi, se você tiver paciência, diga o que faltou responder que eu respondo com o maior prazer.

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  10. Oi Emil,

    volto logo mais aqui, ok? No momento, a visita é rápida.

    Então, rapidinho…

    Quando uma jovem se propõe a ser livre, a morar sozinha, a batalhar para pagar as contas… Se ela não der bobeira de engravidar, ela de fato vai ser uma pessoa livre.

    Não importando qual o trabalho que arrumou. Se escolheu ser stripper, isso não deveria estigmatizá-la. No mínimo, é pelo fato de ser uma boa dançarina. Como também pode ser um fetiche dela.

    E se quiser, tem o filme ‘Juno’ no acervo. Já adianto que eu amei 😉

    Agora, não quer nos brindar com um texto seu? Para tê-lo publicado. Dê preferência, sobre algum ainda não publicado aqui. No canto, à direita, no alto tem um busca do que tem no Blog. Se aceitar, diz, que eu te envio o bat-canal.

    Beijão,

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  11. Praticamente um tratado sobre relações humanas afetivas entre pessoas de sexo oposto.
    Quando quero citar um filme de romance que eu gosto, sempre me lembro de Closer, mas muitos dizem que Closer não é romance, mas a meu ver é romance na sua forma mais visceral, crua.
    Situações constrangedoras comuns a todos aqueles que um dia amou, o filme trata tanto do amor quanto das dores que este sentimento provoca. No que ele nos transforma e como nos impulsiona, as vezes cometendo erros. Amor este que pode ser tanto recíproco quanto individual.
    Ao meu perceber o filme mostra como quatro pessoas estranhas podem se unir através deste sentimento que não precisa de muito vinculo para amarrar vidas umas as outras e deixar tudo de pernas para o ar. Algo que acontece aleatoriamente, claro que sim, é possível amores combinados, como por exemplo, casar com a vizinha, mas também existe aquela pessoa que aparece do nada e no nada ela some. Os personagens de Closer, que alias, a ficha do nome do filme só me caiu agora, na 3º vez que vi, para mim, o filme é um “closer” no instante de vida daquelas pessoas, como faz um de seus personagens, Anna, ( Julia Roberts) que faz closers de pessoas estranhas e expõe as fotos, assim ela conhece um estranho, Dan ( Jude Law) que escreveu um livro sobre uma mulher que conheceu na rua, Alice ( Natalie Portman). E ainda temos Larry ( Clive Owen) que acidentalmente conhece Anna, sendo que os dois são completamente estranhos um para o outro. Talvez por essa característica de pessoas que aparecem assim e causam aquele estrago e depois saem da sua vida, que eu me identifiquei muito com o filme.

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  12. Eu acredito que Alice apesar de enigmática, fabulosa e linda não é o objeto do desejo deles. O objeto de desejo deles é sempre o que ainda não tem. E nesse contexto, Anna é mais desejada que Alice.

    Isso é interessante. O personagem de Alice apesar de bonita e até mesmo com uma vida interessante não é o objeto de desejo. Ela é só sofrimento.

    É a única ali dentro dos personagens que sabe amar. O resto está ali no vai e vem das traições, das trocas. Apesar de Alice confessar que tenha transado com Larry é bem provável que não tenha. Mas ela confirma, uma vez que ela sabe porque está com Dan, mas não sabe porque Dan está com ela.

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    • Oi Silvia,

      Sim. Ambos desejam o que não tinham, mas também no que pertencia ao outro. Como uma disputa.

      E teria que rever para ver esse sofrimento em Alice. Pois para mim ela era bem desencanada.

      Já a personagem da Julia Roberts estava desencantada. Meio que aceitando que se no campo profissional ia tudo bem, iria empurrando com a barriga o lado afetivo.

      No mais, grata por deixar sua impressão!
      Beijo,

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  13. Pingback: Jantar com Amigos (Dinner with Friends. 2001) | Cinema é a minha praia!

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