Trem da Vida (Train de Vie. 1998)

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Como pode um filme contar um fato histórico tão horrível de um jeito encantador? Esse, “Trem da Vida“, o fez e com brilhantismo! E é muito, mas muito divertido. Ah! O fato histórico é o Holocausto. Agora, um pouquinho desse belíssimo e divertidíssimo filme…

Com a notícia do avanço dos soldados alemães, um grupo de judeus numa pequena província decidem que devem partir. Mas como? Juntos, seria difícil pois iriam levantar suspeitas. Eis que o mesmo que trouxera a notícia também traz a solução: montar um trem de deportação. Sendo que parte deles se passariam por alemães. Assim teriam uma chance para fugirem da perseguição nazista. E com isso somos brindados com cenas hilárias.

Fingindo estarem num trem de deportação já fora uma grande ideia. Mas primeiro que quem a trouxera era o louco/bobo da região, o Schlomo. E todos eles tendo que aceitar esse fato. Depois…

Bem um trem custa dinheiro. Mas tirar dinheiro de judeus? É! Eles fazem sim piadas disso, e de querer voltar as cenas para curtir outras vezes. Desde a coleta, passando pela compra – que tem que ser vagão por vagão para não despertar a menor suspeita -, até a saída do tal trem… as cenas são hilárias. Até a locomotiva comprada que puxará todos aqueles vagões é um espanto! O que é aquilo? Também com a grana arrecadada não poderiam exigir grande coisa. E sem esquecer da procura por um maquinista já que nenhum deles sabia conduzir um trem. Conseguem um que… Melhor assistirem.

Seguindo… Vem as escolhas em qual deles seriam os alemães… Até porque teriam que falar um alemão perfeito… Para isso importaram um certo “professor” de alemão… Também há as ironias entre esses dois povos: “judeus” e alemães… E mesmo com as compras, ou naqueles que saiam às compras… Onde um deles volta com ideais marxistas…

Então nesse trem teria: judeus, “alemães” e comunistas? E só? Não! Assim como em meio a uma discussão – inicialmente suscitada por comida e durante o ritual religioso -, indo parar nos ideais marxistas, Schlomo sai com essa: “O homem escreveu a Bíblia por medo de ser esquecido, sem se importar com Deus.“. Boa!

No caminho desse trem além de tentarem passar despercebidos pelos alemães reais… teriam também que assim tentar passar, mas por grupos de rebeldes acreditando que era de fato um trem dos nazistas, até para evitar de explodirem o trem… E numa certa parada a fim de conseguirem mais comida me trouxe a grata lembrança da Série “Guerra, Sombra e Água Fresca” (Hogan’s Heroes), tal foi a comicidade da cena. Hilário!

E o final… Bem aí temos então a realidade nua e crua do que foi esse episódio lamentável na História da Humanidade. Mas que nos deixa também a certeza de que é preciso:

Sonhar, mais um sonho impossível. Lutar, quando é fácil ceder. Vencer, o inimigo invencível. Negar, quando a regra é vender. Sofrer, a tortura implacável. Romper, a incabível prisão. Voar, num limite improvável…

Um filme que vale a pena ver e rever! Nota: 10.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Trem da Vida (Train de Vie). 1998. França. Direção e Roteiro: Radu Mihaileanu. Com: Lionel Abelanski, Rufus, Clement Harari, Michel Muller, Agatha de La Fountaine. Gênero: Comédia, Drama, Romance, Guerra. Duração: 103 minutos.

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