Soldado Anônimo (Jarhead. 2005)

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Pode parecer estranho trazer um filme que eu não recomendo, mas se o assistirem não sairão decepcionado; não de todo. Sendo assim, deixo as minhas impressões.

Começando pelo título nacional: “Soldado Anônimo“. Eu o vi não por ele, Swoff (Jake Gyllenhaal), não ter um nome (identidade), mas por ser alguém comum. Igual a tantos outros que se alistam. Independentes de serem ricos ou pobres. E cada um levando o seu porque ao se alistar. Pelo menos ali estão todos no mesmo barco e como uma ferramenta nessa engrenagem. Sendo assim, esse título dado no Brasil foi até razoável. Quanto ao título original -“Jarhead” -, é uma gíria para uma mente vazia na espera de enche-las com ideais dos outros.

O filme mostra um quase “antes-durante-e-depois” num momento da vida de Swoff e alguns outros. Momento esse sendo de uma guerra que veio até nós ao vivo pela Televisão, pela Internet… Foca por um ângulo de quem esteve no campo de batalha. De apenas uns dias que ficarão para sempre em suas lembranças!

Abro um parêntese porque enquanto os dois lados na guerra real preocupavam-se com o que mostrariam aos de casa e ao mundo, uma equipe de jornalistas de Portugal mostravam o que realmente acontecia por lá, até serem descobertos. Parabéns a esses soldados-da-mídia! E que os tornei anônimos por não lembrar de seus nomes.

No início de “Soldado Anônimo” uma cena comum a outros do gênero: um sargentão (Jamie Foxx) meio sádico condicionando os recrutas a enfrentarem momentos de extrema tensão. Até para sentirem que matar seria permitido e outras “lições” mais. Ao longo do filme surgem outros superiores simpatizando mais com uns desses soldados do que com outros. Nesse tocante lembrei de “A Força do Destino” (1982) onde os personagens de Richard Gere e Louis Glossett Junior vivenciam essa relação – impondo duramente o outro a superar os próprios limites -, mas num tempo maior. Em “Jarhead” tudo é mostrado num tempo menor, mas sem parecer que faltou algo: as falas e as expressões dão conta do recado. O filme mostra também a relação entre companheiros. O grau de intimidade entre eles. Dormindo juntos. Lutando juntos. Matando juntos…

Trago o “tomando banho junto” em separado porque nessa hora “tiraram” a luz da cena. Que coisa!! Deu vontade de falar: “CORTA!! Gravem com mais luz!!” Não tiraram a luz por exemplo na hora em que exibiram uma cena do filme “O Franco-atirador” (1978). Foi um preconceito ao nu frontal masculino.

Mas uma cena memorável é de Swoff sentado num caixote, com corpos carbonizados a seu redor… Sei lá! É que me fez lembrar da escultura ‘O Pensador‘, de Rodin. Não sei se essa foi a intenção do Diretor Sam Mendes. É que foi muito rápido. Até a frase, uma única, que diz e para “quem” ele diz… Nossa! É! Dá mesmo o que pensar.

Outra cena que fica retida é com Swoff e Troy (Peter Sarsgaard) caminhando no deserto, à noite. Sendo que essa é pela beleza plástica! Uau! Parece um cartão postal! Lindíssima!

Em relação a trilha musical realmente é incrível! Num estilo de “levantar o moral da turma!“. Logo no início do filme ouvirá “Don’t worry, be happy“; depois um “Gonna make you sweat (Everybody dance now)“; tem Nirvana; The Doors; T-Rex com “Bang a gong (get it on)“; além da clássica “Cavalgadas das Valkírias” de Wagner; entre outras.

Bem, embora mostrando uma guerra o filme mostra quem gosta ou não da vida militar. O que representa ter uma arma de fogo nas mãos. Que caminhos os levaram até uma guerra que não é deles. E tudo numa visão bem masculina. Mulher, ou a imagem feminina, nesse filme não passou de um mero objeto para “aliviar” tensões dos homens, entre outras coisas. Uma lástima!

Enfim, ou por fim, como disse no início podem assistir. De tudo não será perda de tempo, nem de dinheiro. Nota: 7,5.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Soldado Anônimo (Jarhead). 2005. EUA. Direção: Sam Mendes. Elenco: Jake Gyllenhaal, Peter Sarsgaard, Jamie Foxx, Scott MacDonald, Brian Geraghty. Gênero: Ação, Comédia, Drama, Guerra. Duração: 123 minutos. Baseado no livro Jarhead do soldado Anhony Swofford (Onde ele conta os apuros e as aflições pelas quais passou enquanto servia ao Exército norte-americano).

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3 comentários em “Soldado Anônimo (Jarhead. 2005)

  1. Teu blog está lindo, Flor. Mas vc sumiu…
    espero que esteja suuuuuper feliz, ganhando dinheiro e alimentando os olhos dos cinéfilos com suas visões maravilhosas sobre filmes.

    Beijoooooooooooooos

    Curtido por 1 pessoa

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