O Escafandro e a Borboleta (Le Scaphandre et le Papillon. 2007)

Vida é mais que um corpo em movimento…

Ao terminar de assistir esse filme, O Escafandro e a Borboleta, me peguei a pensar do porque eu não chorei tanto. Pois uma lida numa sinopse achei que iria me debulhar em lágrimas. Algo que ocorreu assistindo “Mar Adentro“. Ambos os filmes foram baseados em fatos reais. Mas são histórias diferentes…

Um pouco do drama real: Em 1995, num acidente vascular cerebral (AVC) o jornalista e editor da Revista Elle Jean-Dominique Bauby, aos 43 anos de idade, foi acometido de uma doença rara – locked-in syndrome – que apesar de lúcido, tem os movimentos do corpo todo paralisado, sobrando-lhe apenas o movimento do olho esquerdo.

Ai, para quem não viu o filme pode se perguntar: “Mas como é que continua essa história? Foi imaginado pelo Roteirista?” Eu respondo que não. Ele próprio, Bauby, conseguiu um jeito de nos contar a sua história. E de um jeito que, acreditem, tem horas que nos pegamos rindo com ele. Apesar dos pesares, ele manteve um bom humor.

Claro que há momentos que emocionam. Uma delas quando descobrimos o porque desse título: “O Escafandro e a Borboleta“. Contar, lhes tirariam o prazer dessa emoção. Nossa! Fiquei com vontade de aplaudir de pé também a sua decisão.

A história nos é contada quando ele desperta do coma. E somos levados a ver, a vivenciar seu drama, naquilo que o olho dele ver. Como uma única câmera e embutida em seu olhar. Aos poucos, ele vai se inteirando do que lhe aconteceu. Nada é escondido dele. Até porque ele precisa ajudar para que eles possam lhe ajudar a encontrar um jeito de estabelecer um contato.

Depois, ele nos conta um pouco de antes desse fatídico dia. O que nos leva a nos emocionar juntos com o filho e o pai dele. Com esse, por sinal, nossos olhos ficam marejados. Mas também não quero tirar essa emoção de vocês.

Ainda com os personagens, destaco mais duas. Uma, é a logopedista. Ela foi incansável! E a outra, foi quem transcreveu toda essa história, todo esse exemplo de vida. A história que o Bauby deixou num livro. Na homenagem dele a ela as minhas lágrimas desceram…

Enfim, é um belo filme! Com atuações brilhante! Paisagens deslumbrantes! Música que já no iniciar com “La Mer” nos levar a navegar com esse coração que ainda pulsa pela vida. A descortinar com ele um horizonte. Num longo passeio… Bravo, Bauby! Nota: 10.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

O Escafandro e a Borboleta (The Diving bell and the Butterfly / Le Scaphandre et le Papillon). 2007. França. Direção: Julian Schnabel. Elenco: Mathieu Amalric, Emmanuelle Seigner, Marie-Josée Croze, Anne Consigny, Max von Sidow, Patrick Chesnais, Niels Arestrup, Olatz López Garmendia. Gênero: Drama. Duração: 112 minutos. Classificação: 16 anos.

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47 comentários em “O Escafandro e a Borboleta (Le Scaphandre et le Papillon. 2007)

  1. Adoro filmes, ontem assisti novamente “Meu primeiro homem” e agora fiquei curiosa por assistir esse filme. Sou manteiga derretida, choro por qualquer coisa – no Meu primeiro homem chorei da metade pra frente até o final.

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  2. Oi Luna!

    Eu também sou manteigona; desde sempre. Com isso vou deixando um filme como medidor das lágrimas. Dos mais recentes, “Mar Adentro” ainda está no topo.

    E já listei “Meu Primeiro Homem”. Como desconhecia, fui olhar uma sinopse. Gostei!

    Beijos,

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  3. lela? joia moça?
    Me conta uma coisa – qual vc preferiu Mar Adentro ou este dai?
    To pensando mmmtto em assistir so que aqui em BH a seção é 21:30hs (meio tarde pra quem madruga..rs)
    enfim..diz aeh se vale a pena xegar tarde e nao se aborrecer no outro dia por estar morrendo de sono pelo motivo de ter assistido um filme absurdo…rss
    Isso ja aconteceu com o Across The Universe – detestttoo..rs
    mas isso eh outra coisa..
    diz aeh..
    bjus

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  4. Oi Fernando,

    Grata por essa participação! Eu gosto dessa troca de impressões. Ainda não vi ‘Across the Universe’. Eu adoro musicais.

    Ih! Me deixou numa sinuca agora 😀
    É, a hora dessa sessão, para um filme como esse, é bem tarde. Esse segue bem lento, e chega a ter momentos meio claustrofóbicos… “Mar Adentro” tem mais movimento. (Foge outro termo agora.)

    O lance é esse, o “Escafandro e a Borboleta” nos é contado sem pressa nenhuma.

    Acho que não ajudei muito. Bem, ficamos assim: escolha um dia em que não vai precisar acordar cedo no dia seguinte 😉

    Volte outras vezes!
    Beijo grande,

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  5. Cheguei até aqui ao digitar “escafandro” no google imagens. Acredito que não por acaso te encontrei.
    Assisti o filme ontem, no Rio de Janeiro, e quando encontrei o site com o subtítulo “Minhas análises dos filmes” achei que estivesse no lugar certo.

    Nao li o livro ainda, mas o filme é muito bom mesmo. A câmera com o olho esquerdo dele e o cenário. O escafandro, angustiante, e a borboleta.

    Mande-me ume-mail, entre em contato pra gente falar sobre cinema. Qualquer coisa, adicione o msn: isa.coimbra@hotmail.com

    Um beijo.

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  6. Oi Isabela,

    Bons ventos a tragam!

    Aproveitando que ainda está recente sua emoção, o que diria ao Fernando.

    Eu uso pouco o msn. Me encontrará no orkut, tem um link na coluna ao lado, no Harém do Brasil.

    Volte sempre!
    Beijo grande,

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  7. Ótimo Lela..
    Acho que suas palavras foram profeticas, porque ontem mesmo, na sala do cinema (por volta de umas 19:30hs num frio de 4º negativos rss) pensei a mesma coisa e decidi que realmente aquele horario, pro tipo de filme, nao era la tao adequado..Mas voltarei a postar aqui assim que assistir!
    Achei Mar Adentro espetacular, e realmente entendo que o Escalamandra (rss escafandro…eita nome ordinario..rs) deve seguir a mesma linha…assim como o excelente Menina de Ouro..
    O Across é assim: ou vc ama ou vc detesta.rs Pra mim foi a segunda opção disparado.. sinceramente, era melhor ter pago o ingresso pra entrar na sala de cinema so pra ouvir as musicas..rss.. claro que percebe-se que o filme aborda todo impacto das musicas dos beatles no contexto historico, mas por outro lado, a produção condicianada a coreografias freneticas e ridiculas, na minha opinião, estragaram o filme… Simplesmente sai da sala (so fiz isso duas vezes na vida – este filme e o detestavel Casamento Grego…rs)

    Boa iniciativa do site… Valeu pela dica Isabela..
    Bjo pra vcs… Otima quarta!

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  8. Oi Fernando,

    eu ainda não vi “Menina de Ouro”. Mas está listado. Ah! Eu gostei do “Casamento Grego”. E quero dar mais tempo para rever “Mar Adentro”; eu chorei muito. Até para escrever algo sobre ele, deixei passar uns dias. Mesmo assim, escrevi com lágrimas nos olhos.

    Tomara que ache uma sessão mais cedo para o “Escafandro e a Borboleta.

    Fiquei sem internet no início da noite. Só voltando há pouco. Sendo assim… Ótima Quinta pra ti!

    Beijo grande,

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  9. Pronto Lela…chegou a hora de fazer o comentario que me trouxe a seu blog pela primeira vez, quando pesquisei sobre o Escafandro…

    Assisti ontem (num horario mais apropriado, conforme sua recomendação…rs) e posso dizer que gostei…achei legal… Não é nada que supere os outros do genero como Mar Adentro ou Menina de Ouro, mas Escafandro tem la suas virtudes, principalmente pelo fato de que o filme nao transmitiu ao espectador aquela sensação de comiseração infinita-impotente sabe… O filme demonstra que nos parece viável e realmente possivel que ainda haja esperança ou ao menos a idéia da reação (sobre)natural, a despeito de qualquer situação (até mesmo a de Balby, na qual eu chamaria de auge de uma situação incomparavelmente adversa a quaisquer outra)…
    A analogia do filme/livro com o título ficou super coerente e sensata…

    Diria que o ponto máximo do filme se deva à sensibilidade de Balby atravessar toda a situação do coma se referindo às duas únicas coisas, além de sua visão esquerda, que fazia com que ele assustadoramente conseguisse se superar – sua memória e sua imaginação..

    Só mesmo se passando por Balby para acreditar nisso..é o que o diretor nos propõe fazer quando projeta as imagens do filme na pessoa do personagem – fascinante!!

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  10. Fernando!!

    Uau!! Quando eu ‘crescer’ quero escrever igual a você 🙂

    O momento do título é sublime!

    Pelo trágico na vida de ambos os personagens, desse e o de ‘Mar Adentro’, pesa o tempo. O Ramon já estava há algumas décadas. Balby, nos primeiros dias. Talvez ai, ele conseguiu passar mais… mais esperança. O outro já estava mais esgotado.

    Ainda não vi o ‘Menina de Ouro’.

    Uma Terça-feira linda pra ti!
    Beijo grande,

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  11. hehe…Quem me dera Lella…
    Falta mmmtto pra chegar ao nivel de construir uma página de comentarios sobre filmes… mas confesso que está sendo um bom aprendizado contigo!

    Realmente os dois personagens tiveram cada um suas particularidades… as reflexoes de cada um tbm são bem opostas no aspecto do entendimento da situação…Javier Barden, no papel de Ramon, pelo menos conseguia
    falar (como se isso fosse um fator tao relevante neh…rs)

    Acho que acabei gostando mais de Mar Adentro dada a percepção mais realista que Ramon tinha de sua situação..Na minha opinião, casos como o de Balby no filme demonstra uma excepcionalidade rara e isolada..quase que fictícia sabe…rsss Por mais que o diretor de Escafandro se esforçe em retratar o lado mais forte e sobrehumano da coisa, acabo me identificando muito mais com o esgotamento do primeiro do que com a esperança do segundo… Sobre isso, inclusive, fico deprimido quando penso a respeito..

    Não deixe NUNCA de assistir Menina de Ouro..é o melhor dos três…

    bjao e valeu as oportunidades de invadir seu blog.

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  12. Eu também gostei mais de ‘Mar Adentro’. Mas ainda querendo um tempo maior para revê-lo. Pois eu chorei muito.

    E aguardo resposta desse meu ‘invasor’ favorito 🙂

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  13. Afe! Eu sou curiosa. Agora vou querer que noite passe rápido, pra chegar logo o amanhã. Isso não se faz :p

    Brincadeirinha! Mesmo curiosa, fico feliz que colocou a emoção no papel. Fico aguardando.

    Tenha uma boa noite!

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  14. Oi Valéria!
    Vi na quarta-feira o “Escafandro e a Borboleta”. Aqui no Rio, no Odeon. Não há multiplex que me tire o prazer de ir ao um “cine rua”. Ir ao Odeon, é fazer parte do nosso próprio filme. Estou meio zonza, ainda.

    Não sei exatamente o que lhe dizer. Não assisto filmes com olhos críticos, eu sou uma pessoa que acha que “cinema é a melhor diversão”. Não dispenso o papo com os amigos depois da sessão e regamos os comentarios e opiniões com um chopinho…

    Diferentemente do que eu imaginei, não chorei nem me comiserei. Digo que sufoquei no ângulo restrito do olho esquerdo de Bauby. Me angustiei com a vista embaçada e a escolha de cada letra de cada palavra.
    Estou mais pro negão voluntário, sem nenhum jeito pra coisa.
    Não deu pra comparar com outros filmes com temas similares, esse cara era um cara que queria viver.
    Fomos ao extremos de uma situação pra perceber que a vida é feita de poucas coisas pequenas que valem realmente a pena e não a vemos enquanto tempos tantas outras coisas importantes pra fazer. A 1ª comemoração do dia dos pais…
    E tudo começou quando ele decidiu deixar de ter pena de si mesmo. Simplesmente foi em frente, fazendo o que tinha pra fazer, da maneira como poderia ser feito. Não se abrigou em nenhuma religião e achei interessante isso, ele segue vida em frente, passando pelos obstáculos, cumprindo tarefas. Continuou simplesmente sendo a mesma pessoa, porque talvez, o que sempre o sustentara e ele não percebia era a porção sonho e imaginação que ele tinha… Criatividade, bom humor.
    Uma tragédia e ele fala com tanta simplicidade, as randes descobertas que elvaram a humanidade foram simples: Uma roda, uma fogueira e agora piscadelas
    (preciso ir pro trabalho, não vai dar pra revisar o coment…)
    bj

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  15. Oi Rozzi!

    Que delícia de ler seu texto!
    Pois é, esse personagem deixa sim uma lição de vida. E que até pelo bom humor dele nos leva a não pensar num tempo maior com esse problema. Ele merece nossos aplausos!

    Cinema também é diversão pra mim. E como é.

    Faz desse cantinho (blog) uma mesinha de bar para trocarmos impressões dos filmes 😉

    E deixo um convite para trazer um texto seu sobre algum filme para ser publicado aqui.

    Beijo grande,

    p.s: Não dei retorno antes porque o dia hoje foi complicado. E para piorar um pouco mais, faltou luz à tarde.

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  16. Não se preocupe quanto a isso, todos os meus dias são complicados e quando não são acabo cuidando deixá-los dessa forma… Porque quero fazer tudo ao mesmo tempo, porque não sei ficar muito tempo rascunhando projetos, vou fazendo direto… Eu acho que talvez não seja a pessoa mais simples do mundo, gosto de uns rituais e, ao mesmo tempo não tenho um padrão, sou meio imprevisível. Adquiri alguma disciplina com os anos. Daí, você pode medir a extensão da lição deste filme pra mim.
    O bom humor pode ser a “salvação”, a imaginação também e vou parar de me irritar quando me chamarem de sonhadora.

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  17. Fernando!

    Nem precisa pedir licença, já é de casa! Até porque o gostoso é essa troca de impressões como um gostoso bate-papo após o filme.

    Belo texto! No meu perfil no Orkut tem essa frase:

    Na busca do conhecimento a cada dia se soma uma coisa. Na busca da sabedoria a cada dia se diminui uma coisa.“

    Beijão,

    p.s: Por conta do link, ficou retido lá dentro. Vi há pouco e o liberei.

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  18. Oi Fernando! Oi Lella!
    Só pra não deixar vcs no vácuo.
    Estou no trabalho esta é a hora do pão. Assim que chegue a hora da poesia, volto pra conversar, ok?

    Vcs leram aquele livro o Feijão e o Sonho? Bem assim… A diferença é que a minha dicotomia reside numa pessoa só.
    E já estou tbm eu desvirutando o blog da Lella…. Pra da uma disfarçada basica: Vi Beijo Roubado neste final de semana e já conto pra vcs.

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  19. Rozzi e Fernando,

    eu estou adorando essa nossa prosa! Logo, não tem nada desvirtuando o blog. E o filme nos leva mesmo a outros vôos, tanto com nossas vivências, como também com outras artes.

    Rozzi, confesso que do Feijão e o Sonho, a história não veio a mente. Só veio o ator, o Cláudio Cavalcanti, que fez a novela.

    Oba! Teremos mais prosa no do Beijo Roubado 🙂

    Beijão,

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  20. Sabe Fernando, eu tinha na minha cabeça umas idéias sobre a simplicidade masculina. Hoje com tudo muito distante, tenho dúvidas de é uma artigo individual mas com certeza é muito mais próprio dos homens. Quando escrevi o comentario sobre o filme, lembrei disso. As coisas não são fáceis pra ninguem, a nossa magnífica civilização, anda cobrando muito mais do que entregando… Mas eu via meus irmãos e meu pai. Chegavam em casa comidinha pronta, domingo a mulherada na cozinha e eles desde cedo no futebol ou soltando pipa, depois uma cervejinha com os amigos e quando chegavam almoçavam e iam “tirar uma soneca”… No geral as personagens de filmes não têm stress cotidiano, né? Nos filmes as mulheres acordam lindas, penteadas e não há a discussão de tampa da privada para os homens. Eu sempre achei que o meu stress residia no meu excesso de tarefas desde menina. Graças a Deus consegui repassar todo ele em dobro pra minha mãe, era idéia dela que eu fosse prendada…rsrsrsrsr

    Eu tenho uma tendencia a pensar que os homens sempre são mais tranquilos em relação aos compromissos. Eles não precisavam se preocupar com a limpeza de pele, a manicure e essas exigencias que já estendem seus tentaculos ao gênero masculino… Daí fico pensando porque resistimos tanto a aprender com os erros nossos ou dos outros?
    Eu particularmente não faço unha, não pinto cabelo porque prefiro direcionar o tempo dessas atividades pra fazer o que mais gosto: Ler, escrever, ouvir musica.Mas não vou negar que é confortante saber que o caos não é um processo meu particular nem restrito ao universo feminino…

    O que me diz Lella, sobre? Tem idicação de filme sobre o tema?

    PS: Vcs viram “Beijo Roubado”?

    Bj grande

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  21. Rozzi,

    em relação a nossa cultura que privilegia os homens em não ter que fazer tarefas domésticas, em parte, são algumas das mulheres culpadas por mantê-los assim. Cabendo a elas quebrar esse círculo. Eu não vejo nada demais deles ajudando nos afazeres de casa.
    Meu pai ajuda a lavar as louças, mas ele gosta que minha mãe arrume o prato dele.

    O pior que a tampa de privada arriada, é em não mirar bem na hora de urinar. E para esses, eu recomendo urinar sentado.

    Tem uma cena no filme “A Rainha”, onde o 1º Ministro lava a louça do jantar para que a sua mulher termine uns textos… Eu amei! Isso deveria virar rotina. Quem sabe a tal da mensagem subliminar 😀 não funcionasse.

    Eu costumo reclamar que há poucos filmes mostrando um universo feminino sem esteriotipar.

    Se é pra escrachar que a mulher só é feliz casando, prefiro os filmes com a Diane Keaton. Aliás, me deu vontade de rever “O Clube das Desquitadas”.

    Voltando ao “O Escafandro e a Borboleta” aquela hora onde a ex-mulher com a namorada dele no telefone… foi muito bem interpretado!

    E vi sim “Um Beijo Roubado”. Como também escrevi sobre ele.

    Beijão,

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  22. Bem, já que a bancada aqui é democratica.rsss vou expressar opiniao sobre o assunto tbm…

    É fato que a polemica em torno da “mordomia masculina” no relacionamento conjugal vem se acabando de uns anos para cá… hoje em dia não existe a menor possibilidade de se planejar ajuntar com alguem acreditando que será como nos tempos das nossas avós (ou até das nossas mães, nas quais eu diria que se trata da ultima geração de mulheres que optaram ou foram forçadas a “cuidarem da casa”)… realmente nao concordo nem um pouco com essa politica matrimonial de centralizar as tarefas…

    Por outro lado, também é fato inegável que, na mesma proporção que as mulheres não aceitam mais viver sob este regime e os homens vao se acostumando com a ideia, cada vez mais casamentos vao se deteriorando simplesmente pela falta de BOM SENSO…
    Hoje o que se vê são motivos de divorcio direcionados na politica do “entre lavar louça apos a refeição ou perder o casamento, preferi perder o casamento” …e digo isso por ambas as partes… Tem muito traste que não dá a minima pra lavar um copo..mas tbm não é novidade nenhuma ouvir aquele discursso napoleônico de independencia feminina… como se lavar um prato para o marido apos a refeição fosse a mesma humilhação de submissão a um regime de escravidão semelhante aos seus antepassados..isso também ocorre e é detestável….

    Sei que é utópico acreditar no equilibirio, mas enquanto isso não chega, ainda haverá muitas familias desequilibradas pra contar historia…

    Quanto aos filmes, ainda nao assisti nenhum deles… Um Beijo Roubado tenho ouvido falar alguma coisa…

    Esta sendo otimo conversar com vcs!!
    Otima noite!!

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  23. Oi, Fernando!
    Desculpe a demora.
    Concordo com você em número, gênero e grau. Relendo os posts revi:
    *A atitude simples do personagem do filme permitiu que ele vivesse com dignidade e revertesse de certo modo a tragédia que lhe abateu. Ele decidiu deixar de ter pena de si. Traçou uma rotina dentro das suas possibilidades e foi a luta.
    *Eu, pessoalmente tinha a visão que a simplicidade era masculina e talvez porque os homens tivessem durante maior pare da vida menos atribuições, obrigações. Com isso eles se tornariam seres mais descompromissados, dscolados, cuca fresca.

    Mas te vi, no meio do caos se estressando tanto quanto eu. Hum… Como vc é democrático nas tarefas domésticas, vou continuar pensando que trabalho de casa estressa mesmo!
    Imgina depois de um dia duro de trabalho, faculdade e trânsito e sustos, chegar em casa e se preocupar com tarefas! Ninguem merece…

    Eu fui uma menina criada com 4 irmãos, uma avó e duas irmãs mais velhas (que dó de mim rsrsrsrsr). Imagina a guerra que era provocar um rodízio para lavar a louça!

    Hoje, aqui em casa essa chateação da rotina domestica é decidida conforme disponibilidade e palitinho e olhe, que ainda rola muita negociação. Viu? tenho dom de tornar complexo as coisas mais simples…

    E agora vejo que

    Curtido por 1 pessoa

  24. Seu Blog é ótimo e suas críticas sempre inteligentes, aliás foi por aqui que tomei conhecimento deste e de outros bons filmes. Escreva sempre, vc tem muito a contribuir na blogsfera.
    um abraço brasileiro!
    Boas Festas!

    Curtido por 1 pessoa

  25. Madá!

    Fico emocionada com suas palavras! Grata!

    E querendo compartilhar textos seus, serão bem-vindos! Olhe nas duas primeiras listas que estão em Acervo. Tendo análises de filmes que ainda não estejam ali, é só enviar que publicarei, e com os devidos créditos.

    Beijo grande,

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  26. Estava eu pesquisando sobre Escafandro no Google, quando me deparo com este blog. Tenho, até aqui, lido e me divertido muito com comentarios e discussoes. Adoro quando um filme gera reflexoes, mas tb nao tenho aquele senso critico de quem já tem experiencia no assunto cinema. Estou ainda dando os primeiros passos e me surpreendendo com a vastidão e a originalidade do cinema mundial. Adoro os “pop” como Crepusculo, mas tb amo os cult como “Como agua para chocolate”… E estou adorando tanto as criticas, discussoes, reflexoes, sugestoes q tenho achado aqui… Tanto de Lella (como nao achei esse mavailhoso blog antes????) quanto dos comentarios (selecionados e vips viu? rsrsrsrs). Ai me vi na obrigação de agradecer por essa colaboração no meu cine-aprendizado e louvar a atitude de vcs de falar sobre filmes numa linguagem q os leigos (como eu) podem entender e se sentir a vontade pra assistir ao filme sem achar q nao tá conseguindo observar nada das criticas-jargão. Parabens ao blog e já coloquei nos meus favoritos, pra daqui a um tempo poder dar as minhas notas e criticas, baseado no q eu for aprendendo com vcs!!!

    Grande beijo baiano!!!!
    Marcos

    Curtido por 1 pessoa

  27. Oi Marcos!

    Todos nós nos sentimos agraciados por comentários como esse seu. Grata!

    Eu te passei um convite para ter um texto seu também publicado aqui Saiba que nesse aqui, ‘O Escafandro e a Borboleta’, foi onde começou a parceria com mais autores. o Fernando foi o primeiro, com o texto ‘O Sonho de Cassandra’.

    A Rozzi também está entre nós. E nos tornamos amigas. Já nos encontrando pessoalmente. O Fernando o vi por foto.

    Quando alguém fica intimidado em escrever, eu digo que os críticos profissionais já possuem seus espaços. Por aqui, é para os apaixonados por cinemas.

    E com essa visita sua, também me fez reler todo esse papo que rolou aqui 🙂

    Outro beijo grande pra ti!

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  28. Nossa, fiquei até lisonjeado pelo comentario e pelo convite. Realmente, de criticos profissionais (ou q se sentem profissionais) a net está cheia. Mas sensibilidade e, principalmente, textos criativos mas ao mesmo tempo enriquecedores sobre filmes eu realmente pude ver aqui! E sem falar na rapidez com a qual vc responde um comentario rsrsrsrs. Pois, como eu disse, tenho realmente me permitido descobrir mais na area cinematografica e tenho me encantado com produções que nao tinha visto ainda por simples preconceitos. E tenho me apaixonado pela setima arte com uma paixão fuminante (meu alunos q o digam – ah, esqueci de dizer q sou professor de ingles e redação rsrsrs). Tenho levado boas discussoes pra sala, boas redações tem me sido entregues, e eu vejo o quanto nao aproveitamos desse meio pra fazer nossos alunos pensarem. OU simplesmente se divertirem… E é justo isso q o blog me trouxe: boas reflexoes ou diversao. Nunca nem gosto de ler os comentarios em outros blogs. Mas esse aqui me chamou a atenção por varios motivos. Tanto q ele já está linkado no material de meus alunos…

    Muito carinho e esperando logo novas dicas e papos!!!

    Beijoes

    Curtido por 1 pessoa

  29. Ao definir como classificaria os filmes por aqui, optei por países, em vez de gêneros. Pois esse outro é o mais habitual. Mas como, confesso, gosto de inovações, mostrando o que cada um deles, fez e está fazendo, nos faz sair dos bem comerciais.

    Se bem que dá para ver na contagem atual, que os dos Estados Unidos, ganham em disparada. Do Cinema Francês, por eu gostar muito, já existe um bom número.

    Sendo um Professor de Inglês, para você, não ainda os seus alunos por talvez confundi-los um pouco, eu dou a dica de filmes canadenses. Um em especial: Bon Cop, Bad Cop. Tem no acervo do blog.

    Gostei muito de saber que nas aulas de Redação, esteja recebendo bons textos dos seus alunos. Um amigo outro dia comentou que a turma que ele pegou não conseguem atingir trinta linhas.

    Dependendo do que vejo nos termos de busca do blog, dá para notar quando um filme está em sala de aula. E dependendo de qual é, eu fico feliz que irão debater sobre eles.

    Precisamos levar aos adolescentes, valores éticos, respeito ao próximo, aos prédios… até para não votarem nesses políticos que estão por ai.

    E por conta de eu não ver nenhum ‘barato’ em se drogar, daí fiz uma análise fria, sem viajar, no filme ‘Réquiem para um sonho’, fui duramente criticada por dois fãs do filme. Nesse filme, eu não poderia descrevê-lo de outro modo.

    Agora, com ‘O Barato de Grace’, esse sim, eu viajei legal no texto 😀

    Um feriado de descanso e diversão pra ti!
    Beijo grande,

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  30. Lella,

    To construindo um blog ainda que tem menos de 24 horas de vida… No seu vc fala de cinema. No meu eu falo um pouco de tudo de legal que eu vou conhecendo (cinema, musica, livros, sites etc). E claro que eu nao poderia deixar de “linkar” seu blog por lá. Vou ficar muito lisonjeado se vc puder dar uma olhadinha por lá quando tiver tempo e sugerir e criticar por lá tb. Ah, tô preparando um post sobre “Como Agua pra Chocolate” rsrsrsrs.

    Beijoes e otimo final de semana!!!

    Curtido por 1 pessoa

  31. Oi Maria!

    Eu disse qual é, no texto:

    “Música que já no iniciar com “La Mer” nos levar a navegar com esse coração que ainda pulsa pela vida. A descortinar com ele um horizonte. Num longo passeio…”

    Até linkei com o youtube. Vou trazer para cá:

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  32. Através de sua memória, sabemos um pouco do que foi sua vida antes do acidente, seu contato com seu pai, a amizade deles…
    Eu chorei ao ver a cena do pai dele conversando com ele depois do acidente… Não me contive… é uma cena linda!
    A vida é mais do que caminhar com os pés, é mais do que falar dela… enquanto houver oxigênio e consciência, ainda há vida e esperança.

    *bjos*

    Curtido por 1 pessoa

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