Traídos pelo Destino (Reservation Road. 2007)

Quebrando ciclos… e por perdas que não voltarão mais.

Por vezes precisa acontecer algo para a quebra de um ciclo. Agora, nem sempre o fato vem como um tapinha na testa. Às vezes vem mesmo com uma trombada violenta. E aí? É hora de recolher os cacos.. vê o que sobrou, para seguir em frente. Como uma espiral.

Nesse filme, “Traídos pelo Destino“, destaco primeiro: Pai e Filho. Mas um pai que parece que sufocou o filho que foi, o qual não recebeu o carinho do pai. Como não soube trabalhar esse sentimento, ao se tornar pai, fica perdido. Sem saber como o ser. E acaba fazendo besteira. Essa relação conflitante, esse ciclo que mesmo sem se dar conta, continua… me fez lembrar imaginem de qual filme? O dos Simpsons. Quando por uns instantes o Homer se dá conta de como vinha agindo com o seu filho. Mas nesse, o personagem de Mark Ruffalo “acordou” para então quebrar esse ciclo e de um modo desagradável. Enfim, aprendeu.

Um outro lance do filme foi com o personagem de Joaquin Phoenix. Pausa! Para quem acompanha minhas análises cinéfilas já deve ter percebido que meu foco foge dos detalhes técnicos. E até esqueço de nomes de alguns Diretores mesmo tendo gostado muito de algum de seus filmes. O lance é para contar que uma cena com Joaquin Phoenix e uns jovens me fez lembrar de um outro filme que ele também participou. Eis que ao verificar, após o filme, vejo que é também do mesmo Diretor Terry George. O filme em questão é “Hotel Rwanda“.

Voltando ao filme… Ainda desnorteado com a tragédia, ele até tenta levar a vida adiante, mas… A conversa entre os jovens, seus alunos, o tira da apatia, mas o levando para uma reação de cobrança. A cena é rápida, mas as falas chamam a nossa atenção para algo mais abrangente: da banalização da violência. Diria mais! Dos muros invisíveis resguardando a maioria dos norte-americanos da realidade do mundo. Como o filme é baseado num livro não sei se nele há um tempo maior nessa hora. Até por também tocar no Quarto Poder. Mas como falei tudo é muito rápido. Trechinho:

O meu povo como o resto do mundo sabem o que é dor, sofrimento, violência e perda. Eles convivem com dor e morte todo dia. Vocês não. Vocês se tornaram tranqüilos. A questão é economia. A maioria dos americanos estão isolados da morte.

Bem, ele então vai fundo em buscar o responsável. Até ai, louvável! Mas o sentimento de posse ainda é gritante. Escurecendo a sua visão. E como foi o “Acorda!” dele? Vendo o filme, saberão.

Por último, cito a personagem da Jennifer Connelly. Até porque essa soube trabalhar bem com culpas e perdas. Para uma mãe passar o que ela passou… E que soube como acordar desse pesadelo. Também merece destaque. Quando digo trabalhar os sentimentos é porque eles fazem parte de nós. Precisando que tomemos consciência dele. E sem culpar a ninguém por mantê-los.

Enfim, um bom filme! E que eu até voltaria a assistir.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Traídos pelo Destino (Reservation Road). 2007. EUA. Direção: Terry George. Elenco: Joaquin Phoenix, Jennifer Connelly, Mark Ruffalo, Mira Sorvino. Gênero: Drama. Duração: 102 minutos.

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