Alguém Que Me Ame de Verdade (Arranged. 2007)

arrangedO filme de Stefan C.Schaefer e Diane Crespo desvia do óbvio clichê “conflitos do Oriente Médio” para enfocar simplesmente a opção de duas amigas de tentarem manter suas culturas e tradições apesar da pressão do ocidente em impor suas regras.

A judia ortodoxa Rochel (Zoe Lister-Jones) e a muçulmana Nassira (Francis Benhaimou) trabalham na mesma escola em Nova Iorque e iniciam uma amizade que não é bem aceita por conta das divergências culturais. A visão maternal e distorcida da diretora do colégio, que tenta mudar o estilo das belas mas antiquadas professoras, cria cenas muito interessantes.  Mas o enfoque da estória é o problema que as duas têm em comum que são os seus respectivos casamentos impostos por suas religiões seculares justificando o título original: “Arranged“.

Na contramão do roteiro fácil, os conflitos se resolvem de forma surpreendentemente simples criando um filme leve, digerível e bem-humorado calcado numa convicção enraizada em valores familiares e religiosos cada vez mais raros no mundo inteiro.

Por: Carlos Henry.

Alguém Que Me Ame de Verdade (Arranged). 2007. EUA. Direção: Diane Crespo e Stefan C. Schaefer. Elenco: Zoe Lister Jones, Francis Benhamou, John Rothman, Mimi Lieber, Laith Nakli, Doris Belack, Marcia Jean Kurtz, Trevor Braun.. Gênero: Comédia, Drama, Romance. Duração: 90 minutos.

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10 comentários em “Alguém Que Me Ame de Verdade (Arranged. 2007)

  1. Oi Kauê,
    eu também acho. Até porque mesmo com um casamento arranjado, nada impede do amor surgir entre eles depois.

    ———————-

    Oi Dani,
    grata! E caso queiras compartilhar uma resenha sua, será bem-vinda!

    —————

    E me desculpem pelo atraso no retorno.

    ———————

    Junior,

    seu comentário ficou retido como spam. Só vi, depois.

    Selo… Eu fiz o meu para quem gostasse dele, o levasse livremente. E só comecei a aceitar os Selos após criar um espaço em Bastidores, o Zoom. Depois eu vou até lá pegar. O seu, além do Selo, tem Meme…

    ———————-

    Beijão em Todos,

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  2. Olá!
    Eu vi o filme umas duas vezes para observar bem os mínimos detalhes. Fazendo pequenas “correções” a sinopse acima descrita, acho que não compreenderam bem a parte que se trata de “casamento”. As duas famílias não obrigaram as meninas a casarem, e sim estimularam-nas a ESCOLHER um pretendente. Eu sou muçulmana e tenho família muçulmana, na verdade, confudem o direito dos pais de indicarem as pessoas dentro de seu círculo com “impôr”. Nasira, não precisou contar a seu que não aceitava,ele notou então nada foi feito. É assim mesmo que tradicionalmente é feito.

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  3. Atefah, Olá!

    Achei muito legal em você trazer essa diferenciação no casamento arranjado pelos pais. De qualquer forma há uma certa imposição: a de que se deve casar com um que comungue da mesma religião.

    Como ainda não vi o filme, não posso opinar sobre ele.

    E se me permite, o texto foi uma análise descrevendo o que ele, autor, viu, sentiu… no filme. O Henry tem costume de simplificar muito no contar. Na grande maioria, os textos deles são curtinhos.

    Diferente de ser uma sinopse. Pois essa, é um mini resumo feito pelas produtoras, para ‘vender’ o filme. Aqui no Blog, irá encontrar uma sinopse dentro de alguns textos, por conta da análise focar um ponto específico do filme. E ela vai estar entre aspas, e em itálico.

    Volte mais vezes!
    Beijo grande,

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  4. Como é bela e sapiente essa “LELLA” – muito convicta do que aprecia e tem um vocabulário e uma desenvoltura incríveis com as letras e com as palavras!
    Aprecio vislumbrar o respeito com que se tem pelo nosso idioma tão desgraçadamente vilipendiado por conta de gírias e outras mazelas impostas por quem não sabe usar o cérebro que o EVITERNO (seja chamado como queiram) nos ofertou!
    Amplexos mil a todos e – com toda a certeza – sendo judeu e tendo uma grande admiração pelos árabes (sim, nós admiramos a sabedoria milenar dos árabes), irei ver sim esse filme, que parece ser belíssimo!
    Com um sincero שָׁלוֹם (Shalom),

    Alexandre Schwartzmann- Santo e Silva (Mataya Sadhana)

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    • Oi Alexandre!

      Grata! Embora não seja uma imposição, a grande maioria dos autores e colaboradores desse blog aprecia escrever corretamente. Por vezes, escorregamos, mas não por querer.

      Shalom!
      Volte sempre!

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  5. Lella,

    “de certa forma há uma imposição”.

    Todas as formas de sociedade possuem seus padrões. E a questão de preferir-se uma pessoa do mesmo círculo é comum. As pessoas confundem muito, e tomam como ruins ou prejudiciais muitas vezes coisas que não o são necessariamente , simplesmente porque as consideram “imposições”.
    Não considero imposição, já que a maioria prefere que assim seja e isso é de comum acordo.
    O casamento interreligioso, existe em casos restritos onde a comunidade muçulmana não é grande, neste caso é permitido.
    De todas as regras, existem excessões.

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