Salvando Deus (Saving God. 2008)

saving-godO homem é produto do meio? Ele realmente se deixa comandar? O que irão achar dele é o que conta mais? Quando ou o que o faz acordar? Ou o que o leva a dominar seus instintos?

Em algumas histórias a vida militar costuma educar certas rebeldias. Mas nesse filme, “Salvando Deus“, é a religião que vai exercer essa influência. Não tendo eu nenhuma religião, sinto-me mais livre para discorrer. Agora, os religiosos irão adorar, inclusive pelo final. Irei traçar um paralelo entre a ficção desse filme, com a realidade das ruas, dos lares, das prisões… Alguns filmes permitem isso.

De cara, o título me chamou a atenção. Depois o interesse aumentou pela sinopse. Após 15 anos numa prisão, um homem decide reabrir a igreja que fora do seu pai. Tinha se tornado Pastor na penitenciária. Iria tentar mostrar um outro caminho aos jovens que lá viviam. Um bairro barra pesada. Onde alguns dos jovens tinham no tráfico o seu ganho de vida. Como podem ver, um universo bem parecido com o mundo real.

Não há entre os personagens um psicopata no sentido da anomalia. Como a psiquiatria não é a minha praia, creio que também não são sociopatas. Temos aqui, deliquentes juvenis; e outros não. São, foram jovens que o meio de certa forma os corromperam.

O então Reverendo Armstrong recebera uma educação decente. Então o que o levara à prisão? O jovem Norris, fora criado com todo carinho pela avó. Então por que entrou no tráfico? Se a influência do lar era boa, porque não souberam passar incólumes pela influência das ruas? O Blaze não, esse veio de um lar desajustado. E estava mantendo o ciclo.

No caso de Armstrong, força física somado ao ego ferido. Uma descomunal vaidade o levou a matar um homem. Pagou pelo seu crime. Mas na ânsia de levar a palavra de Deus, por pouco perde sua liberdade. Por estar em condicional. Precisava ainda aprender a canalizar a sua força física. A controlar seus impulsos ante as grandes tentações em combater a violência urbana pelas próprias mãos.

Com o Norris, fora fraqueza de espírito que o fizera trilhar por esse caminho. O norte a lhe motivar sair daquela vida viera com o Armstrong. Esse lhe deu confiança e fé.

Vindo para a realidade, com tantos políticos, e pessoas do alto escalão saindo impunes de seus crimes… Ao ver a Justiça atuando mesmo com as Classes menos privilegiadas… Qual seria, ou onde alguns jovens teriam de fato uma chance de trilharem o caminho do bem? É muito difícil ver uma instituição penal reeducando alguém. Onde até, se a própria Família não bancar seu tempo de prisão, eles o serão pelo chefe do bando. Com isso, já terão uma dívida a ser paga ao sair de lá.

Seria somente na Religião que teriam essa ajuda? É. Algumas pessoas realmente precisam ser salvos por uma força maior.  Se as Leis dos homens não é imparcial para todos… Que alguns encontrem a remissão dos seus pecados pela Igreja. De certa forma, algumas religiões contribuem para uma diminuição da violência urbana. Até porque não há mais lugar para a Lei de Talião.

Onde o Estado, a Família, a Sociedade… ficam impotentes… que a Religião atue na na salvação desses jovens.
Senhor: Fazei de mim um instrumento de vossa Paz!
Onde houver Erro, que eu leve a Verdade…

Enfim, o filme não me deixou vontade de rever, mas também não foi uma perda de tempo vê-lo.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Salvando Deus (Saving God). 2008. Canadá. Direção: Duane Crichton. Elenco: Ving Rhames (Armstrong Cane), Dean McDermott (Blaze), Ricardo Chavira (Rev. Danny Christopher), Dwain Murphy (Norris Johns). Gênero: Drama. Duração: 101 minutos.

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