Laranja Mecânica (Clockwork Orange. 1971)

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Existem obras clássicas das mais variadas espécies em nossa vasta literatura: algumas focam o comportamento específico do homem como ele é, sob o ponto de vista antropológico, outras vezes o foco são as ações do intramundano e a influência direta nos atos das personagens – numa leitura filosófica. Ainda há obras cuja característica maior é o desenvolvimento das personagens complexas e ainda há outra espécie onde a veia artística apela para a sociedade como a única responsável pela formação do homem enquanto ser arremessado no mundo.

Existe, não obstante, um refinado e seleto grupo de histórias que conseguem mesclar um pouco de cada um dos elementos citados e se tornam os chamados clássicos. Laranja Mecânica (no original Clockwork Orange) é uma destas pinturas únicas que de tempos em tempos surgem para colocar pontos de interrogação em nossa mente.

Laranja Mecânica é frequentemente associado com outros dois clássicos igualmente importantes (por sinal, também escritores britânicos): 1984 – de George Orwell – e Admirável Mundo Novo – de Aldous Huxley. Juntos eles formam uma espécie de tríplice distópica pós revolução industrial, a qual as consequências do movimento geram críticas em forma de ficção científica, quase sempre com máquinas que tomam o lugar dos homens, alto consumo de produtos industrializados e um aparente bem estar como máscara de uma realidade caótica a qual não temos acesso devido a estes signos de condicionamento.

De fato, Laranja Mecânica não é somente uma leitura, mas uma provocação e um convite para imergir numa reflexão ilimitada, onde os diversos pontos inconclusivos de uma narrativa profunda permitem que textos, como este, possam ser criados a partir de um lado do prisma que até então não foi vislumbrado, ou então pelo olhar no mesmo texto através de uma nova ótica.

Temos Laranja Mecânica disponível em duas mídias de fácil acesso: o livro, de autoria do inglês Anthony Burgess, e o filme de 1971, dirigido pelo imortal cineasta Stanley Kubrick. O filme é extremamente fiel ao livro, com a exceção da reflexão final de Alex, personagem principal, que não está presente na película, mas que não altera em nada o contexto e a mensagem final (ainda que o filme termine de forma mais pessimista do que o livro).

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Quanto ao livro, quando Laranja Mecânica foi concebido, um falso prognóstico havia dado à Burgess somente mais um ano de vida. Temendo pela bem estar de sua família, o autor decidiu que naquele período escreveria 10 livros que pudessem render algum sustento para os seus. Ao término daquele ano Burgess havia escrito 5 livros e meio: o meio livro era Laranja Mecânica, que não havia sido finalizado não pela questão da história em si, mas porque Burgess queria imortalizar a sua obra.

Uma vez que a morte não veio, o autor pode finalizar o seu trabalho da forma que achou mais conveniente. Apaixonado pela linguagem, e influenciado expressamente pelo escritor irlândes James Joyce, Burgess pretende ir adiante de seu tempo e propor algo único: criar expressões e gírias que pudessem ser aplicadas ao tema central – gangues de adolescentes – sem que elas perdessem o valor ao longo dos anos.

Foi então que Burgess criou a nadsat – um vocabulário marginal que mescla palavras russas, eslavas, inglês e cockney (expressões utilizadas pelos trabalhados britânicos na época). A compreensão deste vocabulário exige a contextualização das palavras em torno do texto, o que aumenta ainda mais experiência imersa de um leitor desorientado arremessado na história. Um exemplo de uma fala de Alex – o protagonista:

“A rot do vekio estava cheia de krov(sangue) vermelho quando lhe demos um toltchock; tiramos as platis da devotchka e seus grudis eram horrorshow.”

Além disto, Burgess se preocupou com a semântica de seu texto e dividiu todo o livro em três partes de sete capítulos cada. Cada parte é perfeitamente distinguível das demais e contém, implicitamente, uma espécie de trilogia onde cada capítulo representa, metaforicamente, um ano de vida. Então somente ao final do livro, no capítulo 21, temos Alex atingindo a maturidade necessária para seguir adiante (21 capítulos representariam 21 anos).

O cenário é um “futuro próximo” numa Inglaterra caótica e acinzentada, onde um governo opressor domina e a segurança é inexistente por parte do descaso de seus líderes. Toda história é narrada em primeira pessoa por Alex, um adolescente problemático, que assim como muitos do seu tempo, participa de uma gangue como líder dos vândalos. Entre os prazeres sádicos de Alex estão a violência, acima de tudo, e as drogas que lhe colocam num outro plano da realidade. É através deste plano que observamos o desenrolar de toda a trama.

Alex e sua turma aterrorizam as ruas sombrias, onde a falta de ordem e segurança obrigam os seus moradores a se trancafiarem dentro de suas residências, a mercê do enunciado de seus televisores e do conforto proporcionado por seus móveis. E mesmo assim eles não estão a salvo, visto que gangues invadem casas e estupram mulheres por pura diversão.

orange_clockworkA primeira parte da história conta toda esta tragédia onde Alex impera como senhor do caos, onde o crime é cometido pelo prazer do sofrimento alheio. Numa sociedade que é má, esta juventude representa os frutos colhidos do abandono do homem pelo homem. Logo a sociedade opressora colhe os seus podres – figurado sobre o alto índice de violência exagerada e sem sentido de ser.

A segunda parte da história vai mostrar Alex sendo traído pelos membros de sua gangue e pego pela polícia sob acusação de assassinato. Em troca, recebe 14 anos atrás das grades como forma de punição. Entretanto, um tratamento psicológico experimental para reprimir as tendências violentas e os impulsos sexuais é oferecido como alternativa a pena que resta para cumprir, sendo que Alex aceita ser cobaia da experiência sem nem mesmo hesitar.

O que vemos, na sequência, é uma sessão de tortura psicológica e, consequentemente, física – devido ao desgaste do experimento: Alex é drogado e submetido à uma série de imagens violentas e sexuais, ao som de música erudita, numa poltrona onde ele nem mesmo pode piscar, devido aos ganchos presos em seus olhos. Cada sessão é acompanhada de muita dor e desespero por parte de Alex, que pouco a pouco não consegue nem mesmo pensar em violência ou ouvir música clássica, pois era o mesmo que repassar o tratamento.

Logo Alex não mais pensa nas maldades que lhe proporcionavam prazer anteriormente, ainda que seja agredido: o protagonista é considerado um caso de sucesso e toda a imprensa toma nota da eficiência de um tratamento que converte um marginal em um cidadão pronto para voltar à sociedade.

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Após esta lavagem cerebral, a terceira parte é iniciada com Alex recolocado na sociedade: logo ele será rejeitado por seus pais, espancado por aqueles que ele espancou antes de ser capturado, seus ex-colegas de gangue também se reencontram com ele e acabam por agredi-lo até que Alex, cansado, resolve pedir ajuda em uma casa qualquer. Lá ele é drogado e a pessoa que supostamente lhe ajudaria (que era marido da vítima a qual Alex fora condenado) coloca uma composição de Bethoven no ultimo volume. O protagonista, devido ao seu tratamento, não mais aguenta tanta tortura e se joga da janela.

Acaba por sobreviver e vai parar no hospital. Diante do fracasso de “cura” enquanto cidadão comum, a mídia começa a pressionar o governo, que oferece uma real cura para o protagonista: eles desfariam o bloqueio que reprimia Alex por seus pensamentos e até mesmo ofereciam um emprego com um alto salário. Porém Alex deveria preservar os interesses do governo fingindo que o tratamento havia funcionado.

Alex aceita e volta a sentir desejo sexual e vontade de praticar vandalismo, porém entra num dilema após ver um ex-membro de sua gangue casado, responsável e vivendo uma vida comum: será que valeria a pena ser um gangster ou viver uma vida justa? Afinal Alex havia crescido e agora era tempo de replanejar o seu caminho (esta reflexão final não está no filme).

A primeira reflexão sociológica que podemos iniciar reside no comportamento dos jovens que são maus enquanto convivem numa sociedade que é tão má quanto eles. De certa maneira, temos um efeito influente causado por um estilo de vida dominado pela mecanização de processos sociais, como aqueles provenientes da revolução industrial, que condenou todos os seres à uniformidade de comportamento. Desta maneira, visando sempre o lucro, a nova sociedade capitalista impõe um modo comum aos seus habitantes, cuja domesticação do ser impede que ele olhe para a sociedade e passe a enxergar apenas a si mesmo (conceito já explorado pelo filósofo Michel Foucault em outras ocasiões).

Desta maneira temos tantas pessoas preocupadas somente em viver suas vidas adornadas de tecnologia, como a televisão, que se esquecem da vida social e param de dar atenção à problemas que estão longe de seu campo de visão (como política, segurança e educação – pontos fundamentais de compreensão da narrativa). Desta forma, os jovens desamparados estão por sua própria conta, o que faz florescer um levante de gangues que apenas devolvem, de alguma maneira, o medo e a dor que a atual sociedade lhes ofereceram. Ou seja, as gangues e a juventude transviada nada mais representam do que uma abstração menor da sociedade como ela é na visão apocalíptica de Burguess.

Enquanto praticantes de atos violentos, Alex e sua turma existem para o mundo, onde em situação oposta eles simplesmente ficariam invisíveis ao sistema. No próprio modo distópico de pensar, o mundo é ruim e ignorar a violência tem resultados catastróficos, que traduz a linha “causa e consequência” ou “ação e reação” com enorme clareza.

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A segunda reflexão tem origem na segunda parte da história, quando Alex é submetido ao tratamento experimental sugerido pelo governo. A substituição da pena do protagonista não é tão diferente do que o ex-vândalo cometia enquanto perambulava pelas ruas inglesas: violência. Enquanto uma é física e ilegal, a outra é moral e respaldada pela lei. Foucault também já discursou sobre este assunto logo no primeiro capítulo de seu livro Vigiar e Punir: punir a violência com violência, punir o assassinato com assassinato, enfim, fazer o outro pagar na mesma moeda. Mas não estaríamos transgredindo a lei, uma vez que ela deveria ser universal, ao praticarmos estes atos? Sim, portanto vivemos numa sociedade de desiguais.

Não obstante, temos a questão do condicionamento por imagens, que são capazes de gerar sentimentos, opiniões e traçar direções para cada ser tomar como seu caminho. Entramos numa questão fundamental do livro, que é o nosso direito a liberdade. Uma vez que nosso comportamento pode ser moldado e mesmo a nossa essência pode ser transformada por imagens, perdemos o referencial. Ser livre se torna um estado utópico da condição humana. Numa época onde as imagens predominam cada um dos nossos lares através de televisores, nossa vida vai sendo ditada e nós vivemos como marionetes manipuladas.

O livre arbítrio deixa de ser uma opção e passamos a viver sem pensar, fazer sem medir e responder sem nos questionar. Esta mecanização do homem o faz um ser “tão bizarro quanto uma laranja mecânica” (expressão anglo-saxônica de onde o título do livro foi retirado). Parece-me razoável associar esta análise à invasão tecnológica presente em nossa vida.

Outro ponto de reflexão importante a ser observado pela sociologia é o resgate do homem selvagem em homem útil ao sistema, sem que a sociedade esteja disposta a acolhe-lo novamente. Este mesmo ponto já foi levantado pela psicologia – com Irvin D. Yalom – num ponto onde ele diagnosticou a recuperação de diversos pacientes, porém a desconfiança constante da família fazia com que o paciente entrasse em recaída, num momento onde, segundo as palavras do americano, “quem precisava de terapia era a família para aprender a aceitar que o seu parente estava curado“. Quando Alex sai da prisão não é diferente, assim como acontece nos dias de hoje: não há garantias para a sociedade que o acusado jamais voltará a cometer o mesmo erro, por isto notamos uma postura de discriminação massificada.

Por fim, Alex aprende o jogo das imagens e do interesse. Em pró de sua salvação, aceita um acordo do governo onde ele finge para as pessoas que está curado em benefício de um grupo privilegiado de comandantes. Logo ele entende que o mundo é composto de hipocrisia e maldade. E se é assim com Alex, que é um caso superficial em relação aos demais, imagine nos bastidores do poder? É bem provável que Burgess esteja nos oferecendo uma crítica aos controladores do sistema capital.

Se no livro temos uma semântica intransponível para as telas, Kubrick magistralmente pinta com cores sombrias algo que jamais veremos no livro. Ele não só manteve todo o dialeto nasdat: além da habilidade com sua câmera, o diretor introduziu uma trilha sonora (mescla entre música clássica e música de sintetizadores eletrônicos) de uma forma que deixou as tomadas ainda mais sombrias do que no texto original. Aposto todas as minhas fichas que a cena de abertura do filme é uma das mais memoráveis de todos os tempos.

Portanto não experimentar um pouco desta suculenta laranja mecânica é deixar de entender o mundo como ele é, a construção de um sistema totalitário, a liberdade aparente e o pensamento alienado à algo que não é mais você. Burgess nos oferece a oportunidade de caminhar entre trilhos sinuosos e a tomar uma postura crítica em relação ao mundo. Sendo assim, não percam por nada este clássico. Se você não leu ou viu o filme, faça isto até o final da próxima semana após ter lido esta breve análise e sejam bem-vindos ao mundo de Alex.

Por: Evandro Venancio.  Blog:  EvAnDrO vEnAnCiO.

LARANJA MECÂNICA. 1971. Reino Unido/EUA. Direção: Stanley Kubrick. Elenco: Malcolm McDowell, Patrick Magee, Warren Clarke, Michael Bates, John Clive, Adrienne Corri, Carl Duering, Paul Farrell, Clive Francis, Michael Gover, Miriam Karlin, James Marcus, Aubrey Morris, Godfrey Quigley, Sheila Raynor. Gênero: Crime, Drama. Duração: 136 minutos. Baseado no livro de Anthony Burgess.

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8 comentários em “Laranja Mecânica (Clockwork Orange. 1971)

  1. Soundtrack of Clockwork Orange:

    01. Title Music From A Clockwork Orange – Walter Carlos
    02. The Thieving Magpie (Abridged) – A Clockwork Orange ST
    03. Theme from A Clockwork Orange (Beethoviana) – Walter Carlos
    04. Ninth Symphony, Second Movement (Abridged) – A Clockwork Orange ST
    05. March From A Clockwork Orange (Ninth Symphony, Fourth Movement, Abridged) – Walter Carlos
    06. William Tell Overture (Abridged) – Walter Carlos
    07. Pomp and Circumstance March No.1 – Stanley Kubrick
    08. Pomp And Circumstance March No.4 (Abridged) – Stanley Kubrick
    09. Timesteps (Excerpt) – Walter Carlos
    10. Overture To The Sun – Terry Tucker
    11. I Want To Marry A Lighthouse Keeper – Ericka Eigen
    12. William Tell Overture (Abridged) – A Clockwork Orange ST
    13. Suicide Scherzo (Ninth Symphony, Second Movement, Abridged) – Walter Carlos
    14. Ninth Symphony, Fourth Movement (Abridged) – A Clockwork Orange ST
    15. Singin’ in the Rain – Gene Kelly

    No link tem como ouvir um trechinho de cada uma delas:
    http://www.amazon.com/Stanley-Kubricks-Clockwork-Orange-1971/dp/B000002KDU

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  2. Evandro!

    Primeiro, Parabéns pelo texto! Se eu não já gostasse desse Filme, com certeza iria correndo vê-lo. Estava com saudades das suas indicações.

    Como não li o livro, desconhecia esse final. É, ele abre mais um leque nas reflexões. De certa forma, em ambos, o Alex foi engolido pelo sistema.

    Agora, fico de pé atrás em achar que o homem sofre total influência do meio. Pois se há os que saem incólume de um ambiente violento, se esses não irão reagir da mesma forma… deve ter um fator inato nos indivíduos perversos.

    Em relação ao filme… esse deveria ser visto, ser debatido sempre às vésperas de Eleições. Até por conta do final, no caso, do filme. Por mostrar políticos hipócritas.

    Assim, reforço a sugestão: não percam Laranja Mecânica.

    Genial!

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  3. Olá Valéria! Primeiramente você sabe que é um prazer escrever para este blog maravilhoso! Gostaria de ter um pouco mais de tempo para me dedicar ainda mais nesta atividade!

    Mas vamos direto a sua reflexão: o homem, enquanto objeto, é tão complexo que diversas possibilidades de análise existem para uma mesma conclusão. Ou seja, existem linhas de raciocínio que dizem que o “ser é” – onde algumas coisas são inatas e já vem no pacote ao existir. De fato, temos algumas evidências em relação à isto, onde desde o primeiro dia de vida conseguimos notar que o bebê pode sim se comunicar e responder à impulsos e sensações comuns aos adultos (mesmo sem nenhuma experiência anterior).

    Também tem uma linha que nega que o “ser é” e afirma que o “ser vai sendo”. Este raciocínio defende que o homem é vítima do seu meio e todo o seu conhecimento é adquirido na vida. Também temos uma vasta evidência a respeito disto, onde o modismo impera em determinadas épocas e influência todo um comportamento: um exemplo típico pode ser encontrado no nazismo – movimento que adoro expôr como o maior caso de insanidade coletiva de todos os tempos. Há um consenso entre estudiosos e psicólogos onde o dito popular “me diga com quem andas e eu te direi quem és” tem muito mais a ver com nossa personalidade do que aquela adquirida dentro do lar. Ou seja, para esta linha temos influência direta do meio.

    Mas a verdade é que a verdade não há.

    Você pode acreditar que o mundo foi iniciado por Deus, por deuses, por uma explosão cósmica ou que tudo sempre esteve aí: tudo é verdadeiro, nada é verdadeiro. Depende de cada um. O que você colocou não é falso. Quando você diz que há pessoas que escapam do modismo e da influência do mundo está repleta de razão, porém “acidentes” acontecem! O sistema foi feito para atingir o maior número de pessoas possíveis, mas ele sabe que não atinge todas. Com o controle da maioria, o sistema ensina a discriminar estas pessoas “estranhas”, de modo que elas sejam ignoradas e o restante continua a pensar como todo mundo.

    Laranja mecânica fala muito sobre alienação e condicionamento, como toda ideologia distópica de pensar. Bem sabemos como a mídia interfere no nosso modo de agir, isto prova que somos condicionados por uma força de massa que nos impulsiona a agir da forma que convém ao controlador.

    Ainda assim é verdade que existe algum tipo de mal que parece inato. Por exemplo: os psicopatas. Parece que desde sempre, aqueles que obtém prazer na matança possuem alguma coisa que lhes proporcionam uma satisfação e alegria no sofrimento alheio.

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  4. Olá Lioness!

    O livro lhe proporciona uma experiência única, que é desfrutar do alimento conforme produziu o seu criador! É assim que ele quis, como ele sempre quis, e assim chegou a nós!

    O filme é soberbo, belíssimo, mais sombrio que o próprio livro, que oferece em seu final uma luz no fim do túnel, de modo que por trás de tanto pessimismo resida uma esperança onde as coisas podem melhorar.

    Enfim, recomendo até mesmo por se tratar de uma leitura leve e rápida!

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  5. Evandro,

    eu citaria como exemplo, os que não se drogam, por exemplo. E tem que fazer um certo malabarismo, não por se deixar levar, mas sim por onde terá que passar diariamente.

    Tive amigos que esfregavam os olhos, para fingir que estavam drogados, e assim chegarem em suas casas, a salvos.

    Pelo assédio forte, era mais prático fingir. Do que a cada esquina tentar explicar que não achavam nenhum barato se drogarem.

    Enfim, eu ainda acho que a essência é inata. O que pode ocorrer, é alguém tentar canalizar a força destruidora, em algo positivo. Mas sem os condicionamentos por drogas lícitas. Pois ai, só iriam mascarar o indivíduo.

    Falando em condicionamentos… tem um com Tom Cruise, que segue essa linha de extinguir o ‘mal na sociedade’.

    Agora, só não fizeram um para alguns parlamentares 😀 em dar-lhes um agir com ética.

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  6. ADORO este filme!!! A primeira vez que o vi foi no original em inglês em uma aula de Psicologia comportamental na faculdade de Psicologia. Depois disso vi várias vezes e a cada vez gosto mais. Tem muita coisa para se pensar e discutir nesta história!!! Deu vontade de rever mais uma vez…

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