A Vida é Bela (La Vitta è Bella. 1997)

la-vita-e-bella-1997Filme de Roberto Benigni, vencedor de três Oscars (melhor filme estrangeiro, melhor ator e melhor canção), que perpassa a temática da perseguição aos judeus, na Itália, antes e durante a Segunda Guerra Mundial.

Essa produção italiana de 1998 teve grande repercussão mundial, devido ao enorme investimento em sua divulgação e por ter tocado em algumas questões polêmicas (Holocausto) de uma forma irreverente: com humor sem banalizar e/ou ridicularizar o acontecimento. É difícil tratar de um assunto tão odioso deixando de lado toda a piedade que pode ser explorada, usando o humor e a graça como pano de fundo. Assim, qualquer vida torna-se bela.

Na época em que concorria ao Oscar de melhor filme estrangeiro, disputava o prêmio com um filme brasileiro “Central do Brasil” de Walter Salles. Penso que o filme de Salles não levou a famosa estatueta justo porque apelou para o sentimentalismo da piedade em contrapartida à mensagem: “Tudo está uma merda, mas ainda assim há vida para ser vivida”.

Indiscutivelmente, a vida é mais bela quando é assim.

a-vida-e-bela_1997Contando a história particular do judeu Guido e sua família, a esposa Dora e o filho Josué, a sujeira do fascismo italiano fica em segundo plano sem perder a apreciação dos fatos históricos.

Um dos poucos pontos negativos que foi percebido por mim nessa obra é a sua escancarada “mercadologia!”. Evidente que não foi à toa que Benigni colocou os Estados Unidos (no fim do filme) como os libertadores e salvados dos subjulgados ao nazi-fascismo…

No entanto, a vida continua sendo bela, independente disso…

Por: Deusa Circe.

A Vida é Bela – La Vitta é Bella

Direção: Roberto Benigni

Gênero: Drama, Guerra

Itália – 1997

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Um comentário em “A Vida é Bela (La Vitta è Bella. 1997)

  1. Circe,

    quando der, assiste ‘Trem da Vida’. Até por conta de mostrar com humor esse quadro lamentável da História da Humanidade que foi o Holocausto.

    O autor desse, Radu Mihaileanu, entregou o roteiro para que o Roberto Benigni o lesse. O Radu o queria no papel de Schlomo.

    O Benigni recusou. E logo depois veio com esse, ‘A Vida é Bela’.

    Em comum, o que citei antes: contar com humor. Agora, o ‘Trem da Vida’ é muito superior. E não faz propaganda dos Estados Unidos.

    Escrevi sobre ele aqui:
    https://lella.wordpress.com/2008/03/29/trem-da-vida-train-de-vie/

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