Sob Controle (Surveillance. 2008)

surveillanceEu que ainda achava que tivesse algo no passado do psicopatas que trouxesse uma explicação para tamanha perversidade, definitivamente concluí com esse filme, ‘Sob Controle‘, que não entendo mesmo deles. Nem com os que se enquadram na terminologia mais recente: sociopatas. E não estou me referindo a descobrir quem são eles. Mas sim por ter ficado pasma porque matam pelo simples prazer de matar. Chegam até a um gozo numa das cenas. Pelo jeito não há nenhum histórico traumático que os levem a esse sadismo. Nem a de que foram molestados na infância.

Nesse filme é como pegar uma carona paralela a eles, protegidos é claro. Observando aquela matança toda. É muita carnificina em tão pouco tempo. Embora já existia uma busca deixado por uns serial killers, o filme vai de um dia ao outro. Ele já começa por um dos ataques deles à noite. E segue na manhã seguinte com eles pegando mais algumas pessoas pelo caminho. Gente que pegaram a estrada em férias. No caso, inocentes na história.

Pois é! Temos em ‘Sob Controle’ um road movie de serial killers.

Se eu fosse definir o filme seria: jogo de palavras. Mesmo sendo tão bem definido no título original: surveillance. Pois quase todos ali estão medindo as palavras. No que irão dizer porque têm lances a esconder. Mesmo uma das sobreviventes ao mais recente ataque deles, uma menininha (Ryan Simpkins), desenhando mais do que falando, ela também segue controlando o que irá desenhar. Já as duas outras testemunhas, uma jovem e um tira, têm um porque de não contarem tudo. Embora estivessem inocentes nesse crime, não são nada inocentes em outros. Para eles seria algo como: estar no lugar errado e numa hora pior ainda.

Enquanto prestam seus depoimentos naquela manhã ficamos sabendo o que fizeram antes. Mas não são dispensados porque chegam dois agentes do FBI que vinham no rastro dos criminosos. Os dois são Elizabeth Anderson (Julia Ormond) e Sam Hallaway (Bill Pullman). Fazia tempo que não assistia filmes com esses dois. Só a menção do nome da Ormond eu pensava logo em ‘Sabrina‘. Com o Pullman em  ‘Gasparzinho‘. Agora terei para esses dois esse filme. Pois eles mandaram bem em ‘Sob Controle‘. O personagem de Pullman teve uma hora que me fez lembrar de um do De Niro. Só não digo em qual para não trazer um spoiler.

jennifer-lynch_surveillanceO filme é muito bom! A Diretora Jennifer Lynch está de parabéns. Para um universo com muito mais homens dirigindo filmes, ela começa bem a sua trilha. Embora eu não tenha visto o seu anterior, o ‘Encaixotando Helena‘, parabenizo-a por esse. E pelo sobrenome já dá para imaginar de quem é filha. É! O pai dela é David Linch.

Pelo suspense do filme, para não tirar o prazer de vocês, é que não fui mais fundo na análise dessa trama. Posso voltar a assistir sim, mas deixando passar um bom tempo. Agora, para quem gosta de um bom Trilher fica a sugestão. Assistam. Nota 10.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Sob Controle (Surveillance). 2008. EUA. Direção e Roteiro: Jennifer Chambers Lynch. Elenco. Gênero: Crime, Drama, Policial, Suspense. Duração: 98 minutos.

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4 comentários em “Sob Controle (Surveillance. 2008)

  1. Sob Controle é muito bom. A violência é inerente a história, o principal é a maneira como os fatos vão sendo esclarecidos até o surpreendente final. O filme é muito melhor que a maioria dos que chegam nas locadoras, que apenas tem violencia para encher o tempo do filme. Assistam mesmo!!!

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