Minha Vida Sem Mim (Mi Vida Sin Mi. 2003)

mi-vida-sin-miO que você faria tendo apenas menos de dois meses de vida? Se não estivesse só, com filhos ainda crianças. Tendo uma relação estável. Contaria a eles? Fica difícil pensar sem estar vivenciando. Até em pensar que é uma jovem com 23 anos que chegou a isso.

O filme ‘Minha Vida Sem Mim‘ não faz um drama do drama da jovem Ann (Sarah Polley). Que após uns exames recebe do médico Dr. Thompson (Julian Richings) a sua sentença de morte. O câncer já se alastrou, e se tivesse mais idade onde as células se reproduziriam mais devagar ainda poderia ter uma chance. Paradoxo, não? Se para certos casos um corpo jovem conta a favor, no dela não. Acelerava mais.

Ann então decide não contar a ninguém. Diz que está com uma anemia profunda. Por querer poupá-los das idas aos hospitais, pois poderiam querer que tentasse todos os recursos. Ann prefere viver esses seus últimos dias com eles. Uma das cenas mais comoventes é com seu marido, Don (Scott Speedman). O que ele diz a ela. Além de ser uma bela declaração de amor, me fez ficar em lágrimas por ela. Tão jovem, e já partindo dessa vida. Pedia tão pouco da vida. Mesmo assim se vê obrigada a sair dela tão jovem.

Ela então ao pensar no que irá fazer em tão pouco tempo que lhe resta, decide fazer uma lista. Para não perder tempo era melhor priorizar o que faria. Entre os itens faria algo que nunca havia se permitido fazer, como também em num que antes nem teria feito. Um seria um banho de chuva sem pressa, sem fugir dela. É o início do filme, dai não ser nenhum spoiler. (E isso é eu algo que sempre gostei de fazer, desde criança.) O que faz o filme fluir tão leve. Em uma dessas escolhas nem dá para julgá-la. Pois nenhum dogma, nenhuma regra teria subsídio para condená-la. Ela tinha pleno direito.

Ao longo do filme vamos vendo-a se despedir da vida, da sua família… Sem que pressentissem. Pois queria partir em paz com eles. Com sua mãe, uma mulher amargurada. Com seu pai, que não via a 10 anos. Das suas duas filhinhas. A todos eles, ela deixou uma lição maior: que aproveitassem mais a vida. E que lembrassem dela pelos momentos alegres.

isabel-coixet_mi-vida-sin-miConfesso que antes de vê-lo achava que iria chorar muito. Me enganei. O filme é muito bem conduzido. De uma simplicidade no contar a história que o faz belíssimo. Não há retoques a fazer. Meus Parabéns a Isabel Coixet. Um filme que vale a pena ver e rever. Destaco também a trilha sonora!

Uma última reflexão. Pegando como gancho a compulsão de uma das personagens, da fome que sentia. Onde há tantas pessoas fazendo cavalos de batalhas por tão pouco. Onde de uma hora para outra o destino prega uma grande peça. Fica a pergunta: Tens fome de que? Lembre-se que a vida é bela, mas pode ser também muito curta!

Nota 10.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Minha Vida Sem Mim (Mi Vida Sin Mi). 2003. Espanha. Direção e Roteiro: Isabel Coixet. Elenco: Sarah Polley, Amanda Plummer, Scott Speedman, Maria de Medeiros, Mark Ruffalo, Alfred Molina, +Elenco. Gênero: Drama, Romance. Duração: 106 minutos. Baseado em livro de Nancy Kincaid.

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3 comentários em “Minha Vida Sem Mim (Mi Vida Sin Mi. 2003)

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