A Vida de David Gale (The Life of David Gale. 2003)

kevin-spacey_a-vida-de-david-galeQuanto vale lutar por um ideal? Dinheiro? Felicidade? Relações? Vida? Vale por a vida em jogo por um ideal? Fico tentada a dizer que não, pois uma verdade não vale uma fogueira, mas quando esse ideal é sinônimo de uma vida inteira, querendo ou não, não tem preço.

Gale (Kevin Spacey), professor de Filosofia e nessa imagem acima – uma das primeiras cenas – ele ministra sobre O objeto pequeno a Lacaniano, maravilhoso. O objeto pequeno a lacaniano é o Objeto Causa de Desejo que faz parte da fórmula da Fantasia. Assunto extenso e complexo, mas acho brilhante o filme ter seu início pautado no Desejo… Ideal está para e desde sempre na ordem do Ideal…

A luta idealística e idealizada de Gale e sua amiga Constance (Laura Linney) é a abolição da Pena de Morte.

Eu não sei se sou contra ou a favor dessa pena, pois cada caso é um caso e não se pode generalizar. Vejo que o Judiciário ficaria mais moroso ainda se as leis fossem individuais, o que definitivamente não procede. Ao mesmo tempo, existem casos de patologia psíquica que não há cura, como por exemplo, os Psicopatas.

Manter Psicopatas na prisão é um custo sem retorno para o Estado. Mas isso significa que eles não merecem viver? Hoje estou boazinha rsrsrs, e acho que até mesmo os mais perversos assassinos merecem a vida, nem que seja punitiva, mas merecem viver. Mas por esse pensamento, não ponho minha vida em jogo. David e Constance colocaram…

Por: Deusa Circe.

A Vida de David Gale – The Life of David Gale

Direção: Alan Parker

Gênero: Drama, Suspense

EUA – 2003

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13 comentários em “A Vida de David Gale (The Life of David Gale. 2003)

  1. Depois que assisti a esse filme fiquei mal por uma semana inteira. Não sei se pena cena da moça morrendo ou propriamente pela história. Concluí o óbvio, que eles morreram para mostrar que a pena de morte não é justa.
    Contudo, para mim, a morte deles foi suicídio. A moça antecipou sua morte (já que estava com doença terminal), pior que isso, ela própria (juntamente com os outros dois amigos) arquitetou o plano. Ela se matou. Depois foi a vez de David, que foi injusta e planejadamente para o corredor da morte. Tudo em nome de um ideal. Provar que a pena de morte não é a saída, não é a solução e pior, é injusta.

    Eu sou claramente contra a pena de morte. Afinal são vidas. A ninguém cabe o direito de decidir quando terminar com a vida de outro. Essa decisão é apenas divina. Ninguém pode decidir sobre a vida do outro dessa maneira. Pessoas erram, sim. Matam, fazem horrores, mas ninguém, absolutamente ninguém, tem o poder de decidir que tais pessoas mereçam morrer.

    Mas a questão fundamental do filme, na minha opinião, e que me deixou abalada, foi exatamente o suicídio dos personagens em nome de um ideal. Isso sim, é algo duvidoso e que cabe a pergunta: É assim que se deve agir por um ideal? Destruindo a própria vida?
    Talvez sim, talvez não.
    Aí sim, é algo que depende da opinião de cada um.

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  2. Ainda não vi esse filme. Sendo assim não sei se teria embasamento o que me veio ao ler o que ambas escreveram. De que ele seria um soldado/general de um exército único.

    O que faria dele um Herói.

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  3. Thais
    entendo o que sente, eu pra ser sincera achava que era contra.Agora nem sei o que pensar.

    Era contra porque prisão custa grana, e preso perpétuo não fica lá só um ou dois anos não?
    Fora isso tem o lance da justiça brasileira ser falha.
    As leis são as melhores no mundo, mas falta gente pra fiscalizar, a polícia é defasada(podemos comparar o bope com os líderes do narcotráfico?), o poder judiciário é um marasmo, corruptível e eletista(sim, no Br só são presos ladrões de galinha)…

    Por outro lado devemos levar em consideração o que a Deusa disse.O custo!
    Nossos presos não fazem nada.
    No Japão(país onde moro) preso tem horário pra acordar, pra comer,durmir e só tem atividades dentro da cadeira para garantir a própria comida, roupa etc.
    Nos EUA, o governo banca somente uma refeição dia, caso ele queira comer três vezes, tem que trabalhar lá dentro pra bancar.
    Fora serviços voltados a comunidade em geral(em ambos os países) desenvolvidos por presidiários.

    Vc fala que somente Deus pode decidir pela vida, certo?
    Mas será justo ficarmos pagando imposto pra alimentar presos que são estrupradores, assassinos, psicopatas, sequestradores etc enquanto o filho da nossa empregada precisa de um leito no sus?

    Uma vez, em Campo Grande foi preso um rapaz com uma garota de 2 anos viajando de ônibus de Ponta Porã à São Paulo.
    Barraram no meio do caminho pq durante as 5 horas de viagem a menina não tinha chorado, choramingado e nem se mexido.
    Quando a polícia foi revistar a criança, descobriram que ela estava morta e com um corte do estômago até o tórax.
    Desse corte foi retirado os órgãos e colocado droga.

    Pergunto: Uma pessoa dessa tem alma?
    tem caráter?tem índole?tem ciência que matou um ser indefeso que nem sequer sabia falar direito?

    Enfim, tema delicado que não tem como ver só um lado…

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  4. Sim. Todos tem alma. Quem não tem alma é quem acha justo pessoas morrerem. Mesmo presos.
    Não defendo o que eles fazem, defendo o direito que todos têm à vida. Por mais perverso que um ser humano seja, por mais vidas que ele tenha tirado, ele próprio pagará por isso. Jamais com sua vida na mão de uma sociedade que acha justa a pena de morte.

    Se um sistema carcerário não é bom o suficiente, os presos vivem em condições desumanas, como ratos uns em cima dos outros, e quem paga por isso é a sociedade, então não há moral nenhuma para alguém querer impor a pena de morte para essas pessoas. Onde está a chance de a pessoa se regenerar? Se no BR essa chance não existe, é por falta de um sistema mais rígido, saudável e seguro.

    Agora, comparar países centrais com os periféricos ou em desenvolvimento é pura covardia e desculpa esfarrapada para justificar a pena de morte, que digo e repito, absolutamente ninguém tem o poder de decidir sobre a vida ou morte de alguém. Quem é a favor da pena de morte, é cúmplice dos próprios assassinos que matam pessoas por aí, e não me venham com comparações de inocentes ou culpados. Se uma vítima morre injustamente na mão de um assassino, um assassino morre injustamente na mão da sociedade sem coração e sem caráter suficiente para admitir que há falhas sim, no sistema carcerário, e que isso sim, custa à sociedade, e que é culpa da p´ropria sociedade o BR estar como está. Agora, querer resolver um problema tão grave simplesmente matando os presos é muito fácil.

    Não condeno vocês, apenas sei que chegará um dia, em que todos terão a compreensão do todo, não apenas da metade.

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  5. Assunto polêmico, mas não necessariamente precisamos chegar nos extremos, não é mesmo???

    Quem é a favor da pena de morte não necessariamente compactua com assassinos ou assassinatos… mas não vou me ater a isso pois geraria mais polêmicas ainda e o objetivo, ao menos o meu, não é de fechar conclusões, é de levantar questões.

    Exatamente por isso que em meu texto levanto a questão: Quanto vale lutar por um ideal?

    Pois a vida não passa disso: ideal.
    O que achamos que ela é, quanto ela vale etc, nada mais é do que ideal, ou seja, idéia, ideologia.

    Quantificar isso é da ordem do impossível, ao mesmo tempo, do total particular de cada um.

    Só que leis não podem ser particulares, pois tornaria o sistema mil vezes mais moroso, portanto, Leis tem que abarcar as regras e suas exceções.

    Diz a Constituição que todos somos iguais perante as leis. diz a Constituição que todos merecemos defesas perante as leis.
    Que isso seja exercido, portanto. tanto as pessoas de bem quanto os assassinos são iguais perante as leis independente de suas ideologias crivadas no Divino ou no bom senso Divinal 😉

    Logo, por consequência, Thaís, independente de qualquer pensamento seu, vc é igual perante esses que matam pessoas por aí, ao menos pro judiciário.

    É um tema polêmico, mas por favor, façamos disso algo para pensamos no que realmente é importante:

    Qual o sentido da vida?

    *abraços a todos e obrigada por me lerem*

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  6. “vc é igual perante esses que matam pessoas por aí, ao menos pro judiciário.”
    Exato. Portanto não deseje ao outro o que não desejaria pra vc. Todos somos iguais, todos temos o direito à vida.

    E, Deusa Circe, não falei essas coisas a vc, por favor, não se ofenda. 😀

    Achei muito interessante vc ter falado sobre esse filme, eu o assisti a muitos anos e não esperava que lembrassem dele.

    Um abraço.

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    • Oi, Thaís,

      não acho que vc esteja falando isso tudo pra mim não. Mesmo porque nem eu sei qual posição que defendo, sei que a bandeira que luto a favor é a da vida; isso eu tenho certeza. Mas viver é diferente de sobreviver etc etc etc.

      Enfim… rsrsrs

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  7. “Qual é o sentido da vida?”

    A mim, seria em continuar viva o máximo possível. Assim, de imediato, não entendo os que optem por sair dela. Teria que ver os motivos que o levaram a esse ato.

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    • Sentido não há nenhum por si só.

      Nós é que damos sentido à ela 😉 . Por isso não somos tão cruéis assim quando desejamos justiça do pão-pão, queijo-queijo, pra não dizer olhos, dentes, etc rsrsrs

      *bjos, linda!*

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  8. A lei de talião, também dita pena de talião, consiste na rigorosa reciprocidade do crime e da pena — apropriadamente chamada retaliação. Esta lei é frequentemente expressa pela máxima olho por olho, dente por dente. É uma das mais antigas leis existentes.
    (Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.)

    “A lei de talião – ‘olho por olho, dente por dente’ – prevalece para todos os espíritos que não edificaram ainda o santuário do amor nos corações, e que representam a quase totalidade dos seres humanos. ”

    Se uma pessoa mata, então merece morrer?

    Quando Moisés recebeu os doze mandamentos, essa sei de Talião se aplicava naquela época anterior à Cristo onde a lei do amor não caberia pela rusticidade do ser humano que ainda não estava preparado. Então essa lei que Moisés aplicava só serviu para aquela época. Com a avolução dos tempos e com a máxima do Cristo “Amai a vossos inimigos como a vós mesmos” se coloca um ponto de interrogação nessa sociedade atual que ainda não concebe o que seja o amor entre os seres.
    Por que então não mudar o sistema e favorecer a regeneração dos presos à sociedade, incluindo-os numa sociedade que deveria ser justa e não achar que a maneira mais fácil de se lidar com um “problema” seria matando. Neste caso estaríamos nos reportando à época de Moisés.

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  9. Thaís
    Não sou a favor nem contra a pena de morte.
    Desculpa se não deixei isso claro.
    Mesmo morando em país que seja a favor!

    Como te disse os dois lados tem seu lado positivo e negativo.
    E mesmo aqui, em país de primeiro mundo o sistema judiciário não será perfeito pq é feito por homens e homens falham.

    Como já disseram, o assunto é polêmico, e tudo isso que foi exposto acredito ser de utilidade pra se pensar, não julgar.

    Ser a favor à pena seria voltar a Roma antiga e negar o cristianismo.
    Ser contra, seria ser a favor de assassinos.
    Visão extremada.
    A escolha centrada seria o centro.

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  10. Eu não consigo acreditar que em pleno século XXI as pessoas tenham a mentalidade dos tempos da caverna e do pão e circo.

    Ao invés de fazerem algo produtivo em prol da sociedade, acham que matar os presos é a solução. Por favor! É um pensamento retrógrado demais.

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