O Silêncio dos Inocentes (The Silence of the Lambs. 1991)

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O Silêncio dos Inocentes – The Silence of the Lambs

Direção: Jonathan Demme

Gênero: Suspense

EUA – 1991

Silêncio dos Inocentes é um dos filmes que mais gosto de rever, rever e rever e rever.

Decorei falas, acreditem. É possível que eu consiga narrá-lo perfeitamente bem rs. Tudo isso porque acredito, assim como disse o psiquiatra do manicômio que Hannibal Lecter estava internado, para a detetive Clarice Starling (Judie Foster), em sua primeira visita: “Em termos de pesquisa, Dr. Hannibal Lecter é nosso espécime mais raro”. CONCORDO! Hannibal é muito diferente.

O filme começa com Starling em seu treinamento no FBI. Depois de sua primeira fala, surgem placas grudadas em uma árvore que diz o seguinte:
*Sofrimento -> Agonia -> Dor -> ADORE.

Isso sempre me chama atenção. Exatamente pelo masoquismo expresso nessas placas, que em contrapartida, é preciso ser sádico tanto quanto para pensar suficientemente parecido. Ou seja, os semelhantes se atraem.

Não sei se vocês repararam, mas a escolha de Hannibal Lecter com relação as suas vítimas é a EDUCAÇÃO. Um fetiche e tanto… Existem falas de Lecter que expressam isso claramente. Como no caso de Miggs. Seu companheiro de cela vizinha, que se masturba ao sentir o cheiro de Starling e joga seu gozo no rosto de Starling; lembram? Lembram do que Lecter disse? Ele disse o seguinte: “Falta de educação me desagrada”. No dia seguinte, Miggs aparece morto. A saber o que Lecter disse a ponto de Miggs se matar…

Penso que deve ter sido algo muito frio, cruel e planejado, embora extremamente sedutor. Que são as características de atuação de perversos como Lecter. Não poderia ser diferente, visto que Hannibal é extremamente educado…

Por: Vampira Olímpia.

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5 comentários em “O Silêncio dos Inocentes (The Silence of the Lambs. 1991)

  1. O que incomoda em “O silêncio…” é mostrar que um psicopata canibal não é louco, inimputável, nem borderline, mas um cara NORMAL, como todos nós, e refinado, culto, tudo aquilo pro que a educação nos prepara pra ser.

    Estendendo a conversa, o Direito se perde aí pq pro jurista o comportamento antisocial do psicopata é doença e loucura. Mas o que fazer com o “monstro”? o direito não lida com ele.

    A justiça manda prender pelo tempo cf o crime. prisão perpétua é sustentá-lo o resto da vida. ele é incurável, até pq não padece de nenhuma doença, pois trata-se de uma uma estruturação: soltar o “monstro” após a pena cumprida é justo, mas ele vai continuar matando.

    É o problema do serial killer: a pena de morte se põe como a única saída, mas o “humanismo” do mundo jurídico torce o nariz.

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