Monster – Desejo Assassino (2003)

Monster-Desejo-Assassino_2003Ontem, eu e umas amigas, re-assistimos esse filme e não teve como deixar de fazer uma questão pra elas no pós-filme:

Quem é o monstro: Lee ou Selby?

Lee (Charlize Theron) é uma assassina que teve uma vida e infância marcada por violências e crueldades, é redundante chamá-la de monstra, já que o resultado de uma infância pautada por tanta humilhação não poderia ser outro na estatística comum. Mas e a Selby?

Selby (Christina Ricci), aparentemente de uma família equilibrada (se é que existe família equilibrada nesse mundo), com um pai com posses e bem disposto a fazê-la largar a homossexualidade e começar a trabalhar, encontra Lee e todo seu mundo de fadas e colorido vêm à tona. Lee oferece outra vida para ambas; pois ambas estão na luta em alto mar por uma bóia qualquer que as leve para algum porto mais seguro.

Lee, com toda sua notória perversidade, ainda que o filme não tenha passado de uma defesa para a assassina da história real, é a que mais tem os pés no chão. Por mais incrível que isso possa ser.

Selby diz pra Lee: “Eu só quero viver minha vida, ter minha vida de volta, normal e feliz“.

É uma monstrinha em forma de gente… Depois de usá-la até a última instância, contrariando todo o medo de sua família que achava que Lee era a oportunista da vez, entrega quem a ama de bandeja…

Não justifico os atos de Lee. Matou, roubou, feriu -com isso- famílias e a sociedade, mas pra mim, a grande valia desse filme é pensarmos além: são os opostos ou os semelhantes que se atraem?

Repito: quem é a monstra desse filme? Adiciono mais uma opção: a Diretora rs. Podem marcar mais de uma opção rs.

Por: Vampira Olímpia.

Monster – Desejo Assassino

 Monster

 Direção: Patty Jenkins

Gênero: Suspense, Policial, Violência

EUA – 2003

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Um comentário em “Monster – Desejo Assassino (2003)

  1. Esse filme me dá asas para pensar em um monte de coisas:

    No início, Lee é bastante clara em dizer que queria uma vida de sonhos. Sonhos que foram absurdamente frustrados por uma realidade particular bastante massacrante.

    Claramente, ela não deixa de sonhar.

    e tomando por base que os semelhantes se atraem, daí o ditado “só temos o que merecemos”, ela topa com uma sonhadora tanto quanto ela, alheia ao mundo, alheia à realidade em que vive.

    Ambas, como vc disse Vamp, buscam uma bengala. Só que ambas bengalas estão frágeis demais num mundo à parte.

    A Selby foi otária demais, com certeza, mas não deixo de observar os passos dela como passos de quem anda num mundo fantasioso de tal maneira que nem sabe que é fantasioso.

    A Lee sabia que seus sonhos estavam para sempre há 7 passos de distância dela, sempre inapreensíveis pelo teor, pelo devaneio e fantasia.

    O seu mérito é o de ao menos tentar colocar isso na realidade, de tentar ter uma vida melhor, mais sóbria e não tão menos feliz do que os contos de fadas. Lutou por isso, correu atrás… os meios não se justificaram e o fim foi drástico.

    Mas veja, “cuidado! Os desejos acontecem!” ela atraiu sua semelhante, né?

    Nessa balança completamente equilibrada, não há mocinhos e bandidos, mas humanos, demasiadamente humanos em busca de um pedaço no céu a qualquer custo…

    *bjos*

    Curtido por 1 pessoa

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