Kung Fu Panda (2008)

kung-fu-pandaEverybody was kung-fu fighting. Uma das minhas músicas prediletas nos tempos de discoteca. Nós dançávamos enfileirados, iguaizinhos. Boas lembranças. Agora surge no cinema um urso panda, o Po. Filho adotivo de um ganso, gordo, cozinheiro de macarrão, desajeitado e fã, muito fã de kung fu. E consequentemente dos cinco furiosos, os guerreiros que habitam o templo acima de sua pacífica vila.

Those cats were fast as lightning. Eles brilham. Liderados pelo mestre Shifu, um panda vermelho com habilidade inimaginável, comanda a Tigresa, o Louva-Deus, a Serpente, o Macaco e a Garça. Cada um deles é respectivamente um estilo de luta. Ah, kung fu é luta em mandarim e não um estilo como aqui no ocidente. Aliás, o filme é um reflexo de como o ocidente vê o oriente. Tudo bem. Como por exemplo, os animais em destaque tais como o porco, o pato e coelho, serem pratos chineses…

In fact it was a little bit frightening. Mas o tormento maior é a chegada de Tai Lung, pessimamente traduzido, já que Da-long é o correto; grande dragão. O leopardo das neves foge em cena espetacular de uma cadeia de pedras, totalmente vertical, guardada por ferozes rinocerontes. Ele é um lutador assombroso e que nunca desiste. Seria o natural herdeiro do mestre Shifu e o Laoshi (velho mestre) Oogway, uma tartaruga. Essa impressionou verdadeiramente meu filho, já que nas suas costas tem o desenho estilizado de tai-ji (tai-shi) e ela realmente atingiu o equilíbrio dos grandes mestres. Apesar das trêmulas mãos parkinsonianas.

But they fought with expert timing. Esse é o problema. O Panda não consegue desenvolver-se como deveria ser um Guerreiro Dragão. Ele somente sonha. E o mestre Wu-gui (a tartaruga) explica de maneira zelosa ao Shifu como proceder. O segredo do filme está aí. As complexas relações de pai-filho. E neste viés taoísta é que me encanta.

They were funky China men from funky Chinatown.  Meu filho começa a perceber as nuances do roteiro que vão além dos golpes de luta – que são excelentes, claro – e também o humor infantil do Po que ri até quando leva porrada. Um panda só pode ser filho adotivo de um ganso, e daí? O amor é o mesmo… Shifu só consegue ver o pequeno filhotinho de leopardo e não um ambicioso animal. A tigresa, que só sabe atacar, tem suas defesas rompidas ao ver que não é tão amada como queria. Até o louva-deus, que carrega nas costas o ideograma Shou ( de longevidade ) é meio chateado com seu tamanho e falta de atenção que recebe. E a tartaruga tem a melhor fala com Shifu sobre isso…

They were chopping them up and they were chopping them down. Cortando de cima para baixo, sendo rápidos “chop-chop”, o mestre e o discípulo conduzem uma seqüência estonteantemente plástica em torno de um… pastel!  Daí em diante o destino está selado, até a revelação do segredo. O que estaria escrito naquele precioso pergaminho?

It’s an ancient Chinese art and everybody knew their part. As velhas tradições chinesas vencem. A luta entre Po e Da-long é ótima e o final, mostrando de maneira didática os pontos (chi) de energia corporais é algo muito bem desenhado e animado.

From a feint into a slip, and kicking from the hip. O final tem luta e tem lição. Fique até passarem todos os créditos, há surpresinha. Fica a impressão de lindos desenhos e de que mesmo um gordo pode ser um lutador desde que acredite em si. É o nada, que é tudo.

O que há de bom: diversão, personagem encantador, o Po (mas meu predileto é o mestre Shifu)
O que há de ruim: aqueles que assistirem apenas um versão, filmes dublados devem ser vistos também na versão legendada, a voz do Jack Black é perfeita para Po e a da Angelina Jolie para a tigresa
O que prestar atenção: os cinco pontos vitais do coração (lembram-se de Kil Bill?) são mostrados novamente em uma cena aérea e a contenção do leopardo mostra exatamente as áreas de energia (Shi) bloqueadas
A cena do filme: a poética jornada esvoaçante de uma pétala para abrir um segredo que na realidade está dentro de nós

Cotação: filme ótimo(@@@@)

Por: COBRA.

Kung Fu Panda. 2008. EUA. Direção: Mark Osborne / John Stevenson. Gênero: Animação, Ação, Comédia. Duração: 92 minutos.

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Um comentário em “Kung Fu Panda (2008)

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