Parente… É Serpente (Parenti Serpenti. 1992)

Então… é Natal! Época de reuniões de família, trocas de presentes e… E esse filme mostra o que pode também acontecer nesse singelo encontro. É! Mais de um jeito que mete o dedo na ferida. É o Cinema Italiano com o seu jeito peculiar de nos colocar dentro de um Lar. Desvendando tudo sem o menor pudor.

E o que temos de tempero especial nessa Ceia de Natal?

A Nonna comunica que ela e o marido irão morar com um dos filhos. Cabendo a eles, filhos, decidirem quem os receberá para sempre. Cansados pela idade, e também pela saúde do Nonno, não querem mais ficar sozinhos. Já que atualmente só se reúnem em datas bem sociais, como as Festas de Final de Ano. E o filho que resolver ficar com os pais será o único a herdar o apartamento e tudo mais que eles possuem.

Assim, o que antes do comunicado corria como uma divertida confraternização em família, já que cada um dos irmãos morava em locais distantes, mal se viam por meses, com a notícia é deflagrada não apenas um jogo de empurra-empurra, mas passando por disputas pelo mobiliário, pontuando em trocas de farpas e altas revelações. É! O molho dessa ceia desandou feio.

Bem, se há um problema, há de se haver uma solução. Eles encontram. Agora, só não contavam com o fato que criança sabe somar que 2+2=4, o que elas podem não saber é a aplicação disso. Ah! A doce e santa ingenuidade da infância!

Em resumo: uma divertidíssima e tenebrosa comédia para se ver e rever!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Parente… É Serpente (Parenti Serpenti. 1992). Itália. Direção: Mario Monicelli. Com: Tommaso Bianco, Monica Scattini, Renato Cecchetto, Marina Confalone, Roberto Corbiletto, Paolo Panelli, Alessandro Haber. Gênero: Comédia. Duração: 105 minutos.

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11 comentários em “Parente… É Serpente (Parenti Serpenti. 1992)

  1. Lella, Mário Monicelli era realmente um gênio e seus filmes mexem muito com nossas emoções.
    Ótima lembrança tua, deste filme.
    Por ocasião do recente passamento de Monicelli assisti “As Duas Vidas De Mattia Pascal” baseado no livro de um outro genial italiano (Luigi Pirandello – O Falecido Mattia Pascal).
    Caso não tenha visto, recomendo.

    Lella quero registrar meus votos de que teu novo ano seja muito feliz e que todos os sonhos se tornem realidade!
    Saúde e Felicidades,
    carinho
    Isa

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    • Oi Isa!

      Troncando figurinhas do Monicelli 🙂 Se não assistiu esse outro, assista, eu também gosto muito, são os dois “Meus Caros Amigos”. Ainda não vi esse que você citou.

      Um 2011 de paz e realizações também pra ti!
      Beijos,

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      • Oi Lella!
        É verdade, foi um ano corrido e também eu falhei com meus amigos blogueiros, mas como tu quero tirar o atraso em 2011 e estar mais presente. Sim, assisti meus caros amigos e o filme continuação que agora não recordo o nome, quando voltam a se reunir porque um deles morreu.
        Também assisti o exército de Brancaleone. Interessante.
        Compartilho com prazer o artigo sobre o filme Baarìa!!!
        Só me dizer se tenho que fazer algo mais. Caso contrário, é uma honra estar aqui contgo!
        Abraço

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  2. Pela capa e pela biografia do produtor parecia ser um bom filme de comedia italiano, mas ao rolar do filme vem uma surpreendente decepção, o filme é muito ruim, o inicio e quase que todo o filme é narrado, o desenvolvimento do filme é muito sem noção, a começar pelos personagens, na minha opinião os unicos que se salvam é o casal de nonnos, porque o resto sem comentarios, o final então completamente sem lógica nenhuma. lamentável!!!

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    • Se focarmos na estória em si, o filme é um Drama. Em como resolveram o tal problema: quem ficaria com os pais.

      É um humor frio. Uma sátira ácida ao relacionamento familiar.

      O final tem lógica sim, se prestar atenção em quem conta a estória.

      Mas Vanderson, filme é assim mesmo: ou nos toca, ou não 😉

      E grato por deixar sua impressão!
      Volte mais vezes!

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  3. O cara pegou na veia com este filme.

    Penso que o mérito é contar uma história desagradável, ou simplesmente crua demais para muita gente, mas de uma forma engraçada que quase todo mundo pode acompanhar.

    Todo mundo envelhece, todos tem seus interesses.

    Me lembrou de outro italiano, mais antigo, mas também muito engraçado: “Feios, sujos e malvados”

    Abraço!

    Curtido por 1 pessoa

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