O Poder e a Lei (The Lincoln Lawyer. 2011)

A advocacia é a maneira legal de burlar a Justiça.”

Eu gosto de filmes cuja temática gira em torno de Tribunais, sem nem me preocupar se com atores conhecidos ou não. Esse, “O Poder e a Lei“, ambos os títulos, o original e o dado no Brasil, me deixou mais ainda interessada. Com uma lida numa sinopse, fechou! E não me decepcionei! Acompanhei atenta toda a trama. O filme é muito bom! A dúvida ficou se escreveria com ou sem spoilers. Por conta de algo nele, mas que pende mais para um viés psicológico. Muito embora o que eu deixaria no ar seria a minha dúvida, até porque isso não é a minha praia. Enfim…

Quem seria o advogado dono do Lincoln preto? Ele é Michael Haller, personagem do Matthew McConaughey. A quem eu daria um 8. Sua atuação convenceu, mas me fez pensar se um outro ator faria um Haller memorável. Creio que quem ficará mais tempo na memória será o motorista Earl (Laurence Mason). Fizeram uma dobradinha ótima esses dois. Ops! Os três, já que o Lincoln preto também conta. O carro era o QG do Advogado. Seu escritório volante. Numa cidade grande, e de tantos contrastes sociais, ele não podia perder tempo.

Pagando bem, ele aceitava o caso. Não importando se inocente ou não. Para ele quem deveria se preocupar com isso, seria a Promotoria. Não era bem quisto entre os Detetives da Polícia, mas com o escalão mais baixo, sim. Até por conta de pagar pelos préstimos. Ele sabia usar o Sistema. Na gíria: era alguém safo! Teve um reconhecimento de Earl ao dizer que ele se daria bem na rua. E ele já se considerava nela. O lincoln preto era uma ponte que o ligava a mundos distintos. Também por lhe dar uma certa fachada, para não se passar por um mero advogado porta-de-cadeia.

Tudo seguia a sua rotina, até que alguém do andar de cima precisou de seus serviços. Numa de um favor levar a outro, foi o primeiro passo para não perceber que estava entrando numa cilada. O novo cliente era um jovem milionário preso por estupro e agressão a uma jovem. Ele, Louis Roulet (Ryan Philippe), alega inocência, como também diz ser vítima de uma armação.

Haller que julgara estar diante de um caso fácil segue não prestando atenção aos pequenos sinais. Só acordando quando alguém muito estimado é assassinado. Mais! Colocando-o como principal suspeito. Sendo obrigado a inocentar Louis, Haller começa a se questionar. Mas essa crise de consciência terá que ser direcionada: tirar dos erros a chave do mistério.

Mais do que tentar também descobrir o que está acontecendo com ele, deixo uma sugestão. A de prestar atenção nos desdobramentos entre Haller e os agentes da Lei. Se o Sistema está corrompido, parte dele pode ajudar a consertar as falhas. Compliquei? É por não querer estragar a surpresa de vocês.

As demais atuações também convencem. Destaco uma, a de William H. Macy. Com cabelos compridos, perdeu um esteriótipo de loser, algo comum a vários papéis que fez. Bem, mais um destaque, e para os rapazes, terão um belo colírio: Marisa Tomei.

Para finalizar, a Trilha Sonora é uma ótima coadjuvante. E resolvi levar a minha dúvida diretamente aos da área psico já que transpareceria um grande spoiler. Assim feito! Fica a sugestão: não deixem de ver o filme “O Poder e a Lei“. É muito bom!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

O Poder e a Lei (The Lincoln Lawyer. 2011). EUA. Direção: Brad Furman. +Elenco. Gênero: Crime, Drama, Thriller. Duração: 119 Minutos. Baseado em livro de Michael Connelly.

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