Missão Madrinha de Casamento (Bridesmaids. 2011)

Não indo muito na onda de que seria uma versão feminina de “Se Beber, Não Case“. Vencida a resistência de mostrarem que para as mulheres o que importa é estarem casadas, mesmo ficando infelizes. Como também em ver que o filme está mais para uma leve Comédia Dramática, do que uma Comédia rasgada. Tem muito o que curtir o filme até o final. E até me fez querer ver uma continuação. Como também em ver outros filmes, mas com o principal personagem masculino, e que por acaso não é o noivo, mas um policial.

Focando-se mais em “Damas de Honra” do que propriamente em “Madrinhas de Casamento“, o filme ganha uma outra dimensão. Porque mais do que serem escolhidas pela noiva para compartilhar esse momento ao lado dela, ele mostra o que representa um passo como esse, o de – “Até que a morte os separe!“, para cada uma delas. E é por ai, que o deixa como um ótimo filme. Até em mostrar que duas delas descobrirão algo em comum, mas que não terão coragem em divulgar pelo peso da sociedade num passo como esse. No fundo, todas irão pesar mais no que os outros irão pensar, do que em seguir pelos seus próprios pensamentos.

O foco maior recair numa delas, Annie (Kristen Wiig). Primeiro, porque é uma grande amiga sua, desde a infância, que irá se casar: Lillian (Maya Rudolph). Uma sensação de perda que veio se somar a outras mais. Tentando sufocar tudo, Annie acaba metendo os pés pelas mãos porque era a hora que mais a amiga precisava. Acontece que Lillian se encontra deslumbrada com todo o luxo que vem junto com esse seu casamento – um conto de fadas se realizando -, complicando ainda mais a já bem complicada cabeça dessa sua amiga. Annie e Lillian se vêem separadas pela primeira vez, mas por diferenças sociais. E nesse mundo, Annie não se vê pronta para ele.

Depois, porque Annie é alguém orgulhosa, mas com critérios duvidosos. Um deles estaria no fato de que para se mostrar independente, em vez de morar com a própria mãe (Personagem de Jill Clayburgh), prefere alugar um quarto em casa de estranhos. Se não queria intromissões em sua vida, termina tendo com os moradores da tal casa. Com a mãe, ela tem algo em comum: o de se doar demais. Se para a mãe, é mais como ocupar o tempo, para Annie acaba sendo dívida de honra, e sem medir as consequências. Pausa para os Aplausos finais para Jill Clayburgh, nesse que pode ter sido o seu último trabalho!

Annie também sufoca, ou melhor, vem sufocando o fato de querer um relacionamento duradouro. Dai, o se posicionar como alguém totalmente livre, acaba fazendo dela alguém fechada para um olhar de quem não a vê apenas como alguém para transar. Uma fera ferida ferindo também alguém que seria um presente do céu: o policial Rhodes (Chris O’Dowd). E no campo das amizades, essa fera vai querer duelar com aquela que está levando Lillian para os deslumbres do que o dinheiro pode comprar: Helen (Rose Byrne). Com essa, Annie não tem chances nenhuma de competir no quesito organização de festa, até por ser muito rica. Por focar nisso, Annie não enxerga que em um seria a Helen que não teria a menor chance. Já que essa está mais voltada ao espetáculo como o todo, e com a sua assinatura.

Além de Rhodes, um outro “Acorda!”, e mais peso-pesado, vem de uma outra das Damas. Da irmã do noivo: Megan (Melissa McCarthy, da Série de Tv Mike & Molly). Annie tão focada na perda da amiga Lillian, não viu que em todo esse preparativo estaria ganhando uma outra amiga: Megan.

Missão Madrinha de Casamento” tem uma cena sem graça nenhuma, com sabor é de despeito, por mostrar uma Churrascaria brasileira como um local de comida suja e barata, e ainda colocando o dono falando espanhol. Fora isso, tem cenas divertidas; outras hilárias. E como o filme rendeu uma boa bilheteria nos Estados Unidos, isso pode gerar uma continuação. Se isso vier a acontecer, que façam a Megan vir a ser sócia da Annie em sua falida lojinha de doces. Gostei! Nota 8.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Missão Madrinha de Casamento (Bridesmaids. 2011). EUA. Direção: Paul Feig. +Elenco. Gênero: Comédia, Drama. Duração: 125 minutos.

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8 comentários em “Missão Madrinha de Casamento (Bridesmaids. 2011)

  1. Lella, ao contrário de você, detestei o filme. Achei sim uma tentativa de fazer uma versão feminina de Se Beber, Não Case (que também odiei, diga-se de passagem kkk). Não ri em cena nenhuma, o tema é batido e mal explorado, com a visão sempre conservadora do americano médio em relação ao papel da mulher como tendo somente o casamento como saída para sua realização. Fiquei tentada a desistir do filme em vários momentos, mas assim como fui até o final de Se Beber, também fui até o final deste. Para mim, é um filme fraco, não entendo esta conversa toda de concorrer a prêmios (inclusive, ao Oscar!). Há muitos outros filmes sobre amigas que superam e muito esta história, que inclusive fica meio perdida em alguns momentos.O filme parece uma tentativa de tornar “adulto” os filmes escatólogicos de adolescentes. Bom, eu nunca fui fã deste tipo de filme, nem mesmo quando estava nesta faixa etária. Mas respeito a opinião de quem gostou. Bjs

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      • o personagem do policial é mal explorado na história, a meu ver. não tenho problemas com filmes levinhos e bobos que depois esquecemos até do nome mas este definitivamente não se encaixa neste tipo para mim kkkk e além de tudo filme para esquecer não pode ser tão longo quanto este!!! kkk bjs

        Curtido por 1 pessoa

  2. A história é ótima, e vai crescendo a cada cena, a princípio parece um projeto pequeno sem grandes propósitos, mas ao decorrer da trama, percebemos o quão interessante é este filme, por nos proporcionar momentos de boas reflexões ao mesmo tempo em que nos faz rir, a lá Judd Apattow. De fato não é uma comédia vazia, feita para rirmos e pronto, há boas intenções por trás deste humor escrachado. Kristen Wiig e Melissa McCarthy são as duas jóias do filme, felizmente vimos act Caça-Fantasmas o filme novamente. Ora comédia, ora comédia romântica, ora comédia dramática, ora um completo drama. Não há uma definição exata para “Missão Madrinha de Casamento”, a verdade é que mesmo trabalhando com inúmeras vertentes do cinema, o longa dirigido por Paul Feig, sabe lidar perfeitamente com todas elas e se sai bem na maior parte do tempo.

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