“J. Edgar” ( 2011)

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J. Edgar Hoover era gay? Será que o seu amigo, Clyde Tolson era gay? Será que eles tiveram uma estreita amizade ou era algo mais? Talvez estas perguntas são a chave para entender o novo filme de Clint Eastwood. Se eu podesse definir o que exatamente o filme “J. Edgar” é, eu deria que é a história da relação do diretor da FBI, com o seu amigo Clyde Tolson e o desprezo de ser desaprovado por sua mãe. É uma história de um homem em todas as frentes com as barreiras que ele deveria superar para fazer qualquer coisa, mas a parede que ele nunca foi capaz de romper foi o que lhe permitiria finalmente aceitar Tolson como um amante e não apenas como um bom amigo. Pena que tudo isso é apresentado de  uma forma sem sentido, e, finalmente, coloca menos ênfase sobre o que poderia ser considerado aspectos mais interessantes da vida Hoover.

J.Edgar” tem algo de “ Brokeback Mountain” (2005), e “ O Discurso do Rei ( 2010), mas a única diferença é que a amizade entre o rei George VI e seu terapeuta parecia uma amizade de verdade, assim como o amor dos cowboys em Brokeback Mountain. Esses filmes tinham uma história para contar, e não uma dica e, assim se esconder como Eastwood e o roteirista Dustin Lance Black faz. Não há uma evidência histórica concreta sobre a homosexualidade Hoover, mas o filme sugere demais sem ser sutil, pois muito poderia ser dito em um olhar, mas revela demais, e não soa verdadeiro, quando tenta “dizer” que Hoover era um homossexual enrustido e até um cross- dresser !.

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Eastwood conta a história de Hoover em uma narrativa fraturada, traçando mais de 5 decadas. O filme desnecessariamente vai e volta entre diferentes eras com Hoover recitando as suas memórias, contando as vitórias do passado e construindo a história para se adequar a sua imagem. Por que Eastwood não apenas narrou o filme de forma linear? E por que, ele não contratou atores para viver Hoover e Tolson nas suas versões mais velhas, em vez de transformar as personagens em caricaturas de espuma de borracha?

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Leornardo DiCaprio realmente se entrega ao personagem- mesmo com a maquiagem exagerada, ele se sobressai com dignidade, mas o mesmo não diria do competente Armie Hammer, que alem da borracha na cara, exagera na tremedeira!. Ja Naomi Watts tem o desempenho mais convincente do filme, e oferece uma personagem com mais perguntas a serem feitas. Quem foi essa mulher que dedicou sua vida inteira a carreira profissional, nunca se casou e ficou com Hoover até a sua morte? O filme não se preocupa em responder a estas perguntas, mas talvez o desempenho Watts nunca foi feito para ofuscar todos os outros. E, detalhe, a sua maquiagem suada em Watts é a unica que parece natural!

Eastwood e o diretor de fotografia Tom Stern, mais uma vez usam os tons de cinza de aço, limitando a quantidade de cores no filme-  escuro demais!. O diretor também continua escrevendo a trilha sonora para os seus filmes, aqui usa tons suaves de piano, assim como temos ouvido em praticamente todos os filmes que ele compôs sozinho, e acrescenta mais um aspecto negativo em “J. Edgar”, dando ao seu filme uma alma cansada e preguiçosa. A edição também é uma outra bagunça. Mas sera que se os editores Joel Cox e Gary D. Roach tivessem cortado 40 minutos do filme, o mesmo ficaria menos chato? Não sei não…

No final, “J. Edgar” é um filme que apresenta uma falta de confiança enorme, mas mesmo assim pode dar o Oscar de melhor ator a DiCaprio!. Ele merece mesmo que vença por um filme ruim!

Nota 5

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6 comentários em ““J. Edgar” ( 2011)

  1. Tbem pensava o mesmo!!!! A historia eh boa- J. Edgar teve uma vida incrivel, mas a sua homossexualidade era um boato….sim, boates podem ser verdades, mas nada foi provado!.

    Se tivesse sido dirigido por um Oliver Stone iria puxar mais para a polemica…..e, quem sabe o filme seria melhor!. Penso que a homossexualidade de Hoover deveria ter sido ser explorado de forma sutil….de ambiguidade…. e nao revelar tudo como Eastwood fez, e depois querer deixar em segredo!. Se revelou, que tivesse explorado! Tem ate uma cena que hoover briga com Tolson! O ultimo parece bem confiante em ao seu amor por Hoover. A cena faz lembrar uma cena de BROKEBACK MOUNTAIN….so, altou o Olson gritar para HOOVER : I wish I knew how to quit you, como Jack diz para Ennis!

    A relacao de J. Edgar e sua mae muito me fez lembrar do Norman Bates de “Psicose”, e talvez fosse mais explorado, mas nao….eh vago….

    Vale a pena ver….mas dei nota 5 porque vi no cinema…se tivesse visto em DVD, daria um 2! LOL

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  2. Muita calma nesse hora, LELLA! Um amigo meu, amou o filme….achou tudo…..entao, veja no cinema….quem sabe vc nao vai amar tbem! Eu particularmente quis sair do cinema correndo…afinal, gosto eh gosto…..um filme pode tocar ou nao tocar uma pessoa! Eu nao fui tocado!

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    • O lance é que a grana está curta. Dai, é quase tirar no palitinho qual filme ir ver primeiro 🙂 Tem final de semana que tem muitas estreias que me deixam querer ter mais grana para ver todos os filmes.

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