A Pele que Habito (La Piel que Habito, 2011)

ImagemParente mais próximo de “Má Educação” (2004), “La Piel que Habito“, é um filme bizarro, o qual  mistura características sobre  identidade sexual, traição, ansiedade, solidão, e morte.  Pedro Almodóvar adiciona a isso, um elemento de ficção científica que beira o horror. Talentoso como é Almodovar não deixa esse híbrido melodramático torna-se num filme ruim como a sua obra anterior “Los Abrazos Rotos” (2009), mas essa adaptação da obra do escritor Thierry Jonquet, não é  uma obra-prima, apenas um bom passa-tempo, se assim posso dizer!.

A história é sobre um rico cirurgião Robert Ledgard (Antonio Banderas), que  mantém uma bela mulher trancada em um dos quartos de sua mansão. Ela é sua prisioneira ou paciente? Quem é essa mulher chamada Vera Cruz ( Elena Anaya)? Qual é sua relação com Ledgard? Por que ela deve ser mantida em uma sala trancada? Com ​​essa premissa firmemente estabelecida, essas perguntas serão respondidas no decorrer do filme.

Atores:
Banderas é enigmaticamente formidável como o cirurgião que se comporta como um homem possuído por suas ambições. E quando suas ambições mudam de direção, ele é ainda mais assustador, mas não é o tipico de cientista louco dos filmes de horror !. Anaya que é uma atriz de beleza hipnótica, nos faz cair de amor e luxúria por sua Vera Cruz. Marilia Paredes é magnífica num papel desafiador, e Jan Cornet faz um belo trabalho como Vicente.Imagem

Esse filme é  para quem ?

Creio que se precisa gostar muito do cineasta espanhol para apreciar essa obra. Tecnicamente perfeito – Almodovar e o seu diretor de fotografia, José Luis Alcaine, criam um mundo de um visual vibrante, e Alberto Iglesias compôs uma trilha sonora cheia de cor e escuridão com tons altos e baixos-, a qual é  a melhor coisa do filme como um todo para mim!.

ImagemAo passo que Almodovar vai relevando o mistério em torno da personagem de Anaya, mais eu fiquei desconectado com o filme. Muitos podem levar esse filme a sério, principalmente a quem curte as questões de gênero, associado à feminilidade e masculinidade. De acordo com Judith Butler, sexo é algo objetivamente natural, e, não existe: “a realidade de gênero é performativa”, o que ela quer dizer que gênero é real na medida em que é realizado.” O corpo torna-se seu gênero somente através de uma série de atos que são renovados, revistos, e consolidados através do tempo, e não numa troca de pele. Gostaria de ter visto as duas personagens sendo interpretadas pelo mesmo ator, e quem sabe se isso não me chocaria…se essa era a intenção de Almodovar.

Nota: 7,0

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7 comentários em “A Pele que Habito (La Piel que Habito, 2011)

  1. Acho que esse filme merecia um parágrafo a mais para a trilha sonora. Minha nossa, se há algo que me prendeu nele foi a excelente música das cenas agitadas, como quando Vera ameaça se matar.
    Fiquei surpreso quando soube que não foi escolhido para representar a Espanha no Oscar.
    E você tem razão, a beleza de Elena Anaya é hipnótica. Vê-la em Van Helsing é quase como concluir que nasceu novamente, só não sei em qual está mais bela.

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  2. Nao sei qual foi o filme que foi escolhido p/ representar a Espanha, mas acho que foi uma boa decisao! Nao acho que um filme como este mesmo sendo do Almodovar teria chances de ganhar!!!

    Estou louco para baixar a trilha sonora.. Particularmente foi o que mais gostei no filme! Eh o mellhor trabalho de Alberto Iglesias deste THE KITER RUNNER!

    Valeu Alexandre!!

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  3. Filme é isso: ou toca ou não!

    A mim, me tocou profundamente: foi um puro êxtase em ter visto uma Obra Prima de Almodóvar 🙂 Sai da sala do cinema ainda sentindo o rosto arder.

    Contei tudo aqui: https://cinemaeaminhapraia.com.br/2011/11/15/a-pele-que-habito-obra-prima-de-pedro-almodovar/

    Não acho que o filme é só para os fãs de Almodóvar. Acho sim que basta ter visto alguns dos filmes dele para identificar que nesse engloba todas as temáticas e numa união perfeita. A estória já existente deu a ele uma base para um Roteiro incrível.

    E a Espanha deu vez a um que ganhou o Goya. Para mim, foi bola fora não terem escolhido “A Pele que Habito”.

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  4. Isso mesmo LELLA, filme toca ou nao toca! No caso, da PELE que Habito me tocou no sentido de passa tempo….tipo, nao tinha nada para fazer, entao….mas se tiver algo, nunca que irei ve-lo! LOL

    Sim, errei em dizer que precisa ser fah do Almodovar para ver esse filme. Eu particularmente sou fah dele, e nao cai de amores por esse filme. Acho que vi todos os filmes dele, mas acho que aqui ele exagerou na bizarrice…..mas tudo bem, nao vai faltar quem goste!! E, respeito…..pois cinema eh isso…..ha filmes q sao “vistos” como uma obra prima,,…e acho uma M*da! E outros que sao malhados pela critica, e acho um maximo!!! No caso, aqui achei o THE SKIN I LIVE IN um filme que faz muito barulho por NADA!

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