Livro: O Xangô de Baker Street, de Jô Soares, 1995.

Após o lançamento do Livro, “O Xangô de Baker Street“, o Jô passou, creio que por duas semanas, presenteando seus convidados em seu programa na tv. Até ai, nada demais. O programa sendo dele, seria um ótimo lugar para um merchan. Acontece ele que batia numa única tecla: “Livro bom é aquele que fica em pé!“. E fazia questão de colocar o livro sobre a mesa para que todos vissem que ele ficava em pé sozinho. Fez isso enquanto durou o seu presentear.

Bem, para mim livro bom depende da história. Fiquei imaginando que para ele seria ter muitas páginas. Algo assim. Para dar sustentação, literalmente falando, ao livro.

Quando peguei emprestado (Ainda bem que não comprei!) para ler, percebi que o papel usado era bem encorpado (Comparado a um livro comum, seria igual a três folhas.). Pensei: “Se fosse impresso como os outros – 2/3 somem fácil daqui! Mas calma! Em consideração, retire somente um 1/3!”. Mas ao notar o tamanho das letras, o outro 1/3 se foi embora. Logo, a tal propaganda do Jô era uma furada. Ficando então 1/3 do tamanho original para conferir a história do livro.

Comecei a ler para então voltar ao meu parecer – se a história teria conteúdo. Se era um bom livro ou não.

Que para mim ficaram essas impressões:
– lembrava aqueles livros, tanto dele como do Chico Anyzio, onde contavam piadas;
– nesse, pareceu-me que lhe deram um background completo daquela época: cenário, figurino, etc; com isso, as suas piadas “ganharam” (Presente das historiadoras???) um “fio-condutor”;
– a história seria mais para contar umas certas piadas (para ele: um ovo de colombo);
– mas quais seriam as piadas? como “surgiu” o nome caipirinha para a bebida, por ex?

O leitor gosta de também usar a imaginação. Mas o Jô não nos deixa fazer isso por detalhar tudo.

Quando eu fui ler o livro o filme já tinha sido lançado. Mas como não tinha visto o filme fiquei pensando se teria ficado melhor. É que também me ficou essa impressão do livro: de já ter sido pensando num Roteiro. E com tudo já detalhado demais para cada cena.

Vi o filme “O Xangô de Baker Street” depois. Passou na televisão. Confesso que tive de fazer força para não dormir de vez. Já que cochilei algumas vezes. Sendo assim, nem um bom roteiro o livro deu.

Sinopse do Livro:
Rio de Janeiro, 1886. A diva francesa Sarah Bernhardt pela primeira vez se apresenta no Brasil. O público se curva perante o talento de Sarah, incluindo o imperador Dom Pedro II, que lhe conta um segredo: um valioso violino Stradivarius, um presente seu à baronesa Maria Luíza, desaparecera misteriosamente.
Sarah então sugere que o imperador convide o famoso detetive Sherlock Holmes para investigar o caso. Dom Pedro II aceita o conselho e logo o detetive inglês concorda em viajar até o Brasil para desvendar este mistério.
Ao mesmo tempo, um assassinato choca a cidade e deixa em pânico o delegado Mello Pimenta. Uma prostituta fora assassinada e teve suas orelhas decepadas e uma corda de violino estrategicamente colocada em seu corpo pelo assassino. Enquanto o delegado busca pistas, Holmes e Watson desembarcam no Rio de Janeiro sem saber os perigos que os esperam: feijoadas, caipirinhas, vatapás, pais de santo e o poder de sedução das mulatas locais.
Nesta história, Sherlock Holmes, dr. Watson e o delegado Mello Pimenta vão percorrer as ruas da capital brasileira atrás de informações para descobrir o mistério do violino e encontrar o autor dos crimes que estão chocando a cidade.
A trama ressuscita um Rio de Janeiro de fins do século XIX governado pela monarquia, envolvendo uma nobreza bajuladora e uma turma de boêmios cariocas.
Nesta história o famoso detetive inglês tem suas faculdades analíticas e seu senso de observação afetados pelo calor dos trópicos e por circunstâncias inesperadas. Em uma perseguição ao misterioso assassino Sherlock tem de parar por causa de um vatapá o qual lhe gerou uma dor de barriga. Este e outros acontecimentos que se seguem tornam o mesmo mais propenso a erros, mais humano.”

O Xangô de Baker Street(Companhia das Letras, 1995, ISBN 8571644829)

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2 comentários em “Livro: O Xangô de Baker Street, de Jô Soares, 1995.

  1. Gostei do seu comentario sobre o livro….especialmente do ” papel usado era bem encorpado (Comparado a um livro comum, seria igual a três folhas” …LOL

    Porem achei o livro bem gostoso de ler….li quando logo saiu….e gostei bastante da ‘re-eleitura’ do JO, colocando o Sherlock Holmes no BRASIL!.
    Nao eh uma obra prima, mas ele fez um belo trabalho!

    O filme eh divertido—nao achei um grande filme…mas corresponde ao livro na proposta de como fora esperado!!!!

    Claramente, nao leria o livro e nem tenho vontade de rever o filme, mas ambos sao um bom PASSA tempo!

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  2. Decepcionante!

    Tudo bem que por ser um livro de estreia, e pela figura do Jô Soares, também mereceu de mim, um grande desconto nesse “livro de peso”.

    Um enredo tão bom, que nas mãos de um escritor já tarimbado ai sim seria muito bom. Acho que na época do lançamento, os elogios pela mídia foram mais pensando em serem convidados para o programa do Jô.

    E também achei que a históriia se perde porque ele tenta remeter o leitor à época através de intermináveis descrições. Algo desnecessário. Acho que fez isso para o livro ter mais texto, e com isso mais “volume”.

    Eu nem quis ver o filme.

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