Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança (2011)

Por Giovanni COBRA.

Filho do capeta. Padre mulato de olhos verdes. Mãe bonita, sarada e brigona. Pai é o diabo em pessoa. Capanga malvado que depois se transforma em um albino apodrecido. Sacerdote canastrão careca que não largou o ar de “highlander”. E ele, ele, meu antigo ídolo, Nicholas Cage, como o atormentado ex-motoqueiro de acrobacias, o Johnny Blaze, que ao se irritar se transforma no demoníaco Motoqueiro Fantasma!

Parece que vai dar jogo, pois o visual está caprichado, a mudança para o formato em chamas é muito bem feita e até a moto segue o padrão.Então, o que há de errado? Além da infame peruca de Nicholas Cage? Um sujeito que fez “Feitiço da Lua”, “Despedida em Las Vegas”, “O Senhor da Guerra” e agora se mete em mais uma roubada dessas?

Primeiro, a moto não é uma Harley. Pecado mortal moto diferente e o mesmo barulho milenar das grandes choppers. Respeito a V-Max, mas não dá! Outra coisa; se é para rodar nos arredores da Romênia, porque não aproveitou mais o Lago Vidraru ou então o Castelo Hunyad? E ficou meio que paradão em Bucareste?

Segundo, quando vai se modificar, precisa daquele tanto de caretas? Em vez de sofrimento, ficou trash demais… E o roteiro? Não é meio ilógico o capeta ficar sempre distante do maior rival e não enfrentá-lo, nem que seja em uma luta final? Afinal bandido bom é bandido que mete medo, não? Aliás, nem o sujeito brancão ficou amedrontador, parece mais um roqueiro meio que datado.

Terceiro, já que o negócio é ação, capricha nas cenas. Bota fogo nelas! Uma das poucas que formam uma sequência adequada é cuspir bala depois da metralhada. Ficou bom. De resto as inúmeras possibilidades que uma moto oferece e o poder do Motoqueiro juntos, ficaram muito aquém.

Diante desse quadro tentei apreciar as locações na Turquia, onde estive o ano passado. A Capadócia é daquele jeito mesmo e andar de balão lá é show. Também o pequeno flash de Pamukkalé é legal. E no fundo o padre é o personagem mais interessante, pois além de saber apreciar um bom vinho, toca bem a moto, sem firulas e fala grosso quando necessário.

O final é muito fraco, decepcionante, até. Fico bestificado ao ver Nicholas se meter num troço desses, que só não é pior do que o filme original porque não tem jeito.

O que há de bom: motos, alguma coisa das estradas da Romênia e o visual da Turquia
O que há de ruim: desrespeito ao personagem suas origens, sua moto e tudo o mais
O que prestar atenção: tem hora que ele rejeita a maldição, depois a aceita e até a quer de volta
A cena do filme: a mijada

Cotação: filme regular (@@@)

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2 comentários em “Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança (2011)

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