“A Hora Mais Escura” ( Zero Dark Thirty. 2012)

96531_galComo havia prometido a mim mesmo, revi Lincoln (2012) e não retiro nenhuma palavra do que escrevi na minha leitura do filme. Se Spielberg não tivesse totalmente estruturado o seu filme em cima do belo roteiro de Tony Kushner, creio teríamos um filme sem cara de um teatro filmado. O trabalho de Spielberg carece de pouca imaginação ou inspiração, diante de uma narrativa que sabemos o seu término.

Quando vi “A Hora Mais Escura”, e li o roteiro original de Mark Boal, me deparei com uma história muito simples, quase sem graça sobre uma perseguição que, quando concluído, foi em grande parte irrelevante. Sabemos o que aconteceu com Osama Bin Laden. Mas bem diferente de como Spielberg fez em Lincoln, Kathryn Bigelow não estruturou seu filme no roteiro. Ela expressou sua criatividade e técnicas a partir do roteiro para contar a história, organizando  o trabalho de câmera, de iluminação, do diretor de fotografia, e do designer de produção, musica, e edição.

Bem, a maior estrela de “A Hora Mais Escura” é Kathryn Bigelow, porque mesmo que sabemos tudo sobre a narrativa, o suspense intenso que ela criou no seu filme, o enriquece, mesmo que o mesmo seja longo (2 horas e 37 minutos) e que tem breves momentos de ação, mas que me surpreendeu do inicio até os créditos finais.

As cenas que descrevem torturas através de waterboarding, coação física ou psicológica, são quase perturbadoras, mas não gratuitamente sombrias. As seqüências de interrogatório ocupam uma parte substancial do ato de abertura do filme, e acho que deveriam ter sido reduzidas, mas -.

O elenco é simplesmente perfeito, e nem acho que Jessica Chastain se destaca tanto assim, embora ela esteja excelente num papel dessa mulher que precisa matar Obama Bin Laden para ter a chance de se tornar humana.

Não sei da precisão histórica (o que é ficção ou não-ficção), até porque “A Hora Mais Escura” tem como fonte pessoas que trabalhavam ou trabalham na CIA – existe razões para acreditar em tudo mas também podemos seguramente assumir que nada disso é verdade, além da morte de Osama Bin Laden. No geral, não sei o que os Estados Unidos conquistou com a morte de Osama Bin Laden. Resolveram o problema? Acho que não!. Assistindo “A Hora Mais Escura”, eu me peguei pensando que sempre existirá uma escuridão no nosso mundo, mesmo depois que vilões como Osama Bin Laden estejam mortos.

Nota: 10/10

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2 comentários em ““A Hora Mais Escura” ( Zero Dark Thirty. 2012)

  1. “A Hora Mais Escura” não é um filme previsível mesmo achando que já se conhece sobre o 11 de setembro e a busca por Bin Laden. O filme já começa tenso com relatos de algumas vítimas. E vai nos levando como se a gente não soubesse o fim. Tem sim cenas de tortura, mas elas ficam mais no psicológico. Onde tudo é parte de um roteiro muito inteligente.

    Adorei! Ótimo filme recomendo.

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