Teatro: “Orgulhosa Demais, Frágil Demais” e “Callas”

Maria-Callas-e-Marilyn-Monroe_reais-e-personagens-teatraisAs duas peças têm um ponto em comum. Foram escritas pelo excelente Fernando Duarte que sabe mesmo como escrever para teatro, especialmente quando o tema gira em torno de personalidades polêmicas. “Orgulhosa Demais, Frágil Demais” dirigida por Sandra Pêra parte por base de um encontro inusitado entre as divas Maria Callas e Marilyn Monroe no camarim do Madison Square Garden NY na antológica festa do 45º aniversário do então presidente dos EUA John Kennedy em 19 de maio de 1962, quando Monroe fez a inesquecível performance de um sexy “Parabéns para você”.

A suposta conversa entre as duas rende um texto delicioso recheado de curiosidades e fofocas sobre elas e o meio artístico de que faziam parte. Rita Elmôr na pele da cantora lírica hermética e temperamental está simplesmente genial, liderando o choque de personalidades distintas das duas estrelas onde Samara Felippo como uma Monroe abusada e liberal não faz feio em nenhum momento. A peça é muito divertida e bem produzida.

Maria-Callas_real-e-personagem-teatralCallas” é obviamente sobre a cantora de ópera mais famosa que já existiu. O recurso cênico de uma entrevista reveladora às vésperas da morte da cantora em 16 de setembro de 1977 resulta num texto riquíssimo com fatos reveladores como o filho que teve com o amado Aristóteles Onássis, nascido e morto em completo segredo a pedido do magnata. O texto aqui continua sendo a grande estrela do espetáculo, visto que Silvia Pfeifer está nitidamente insegura com a responsabilidade de um grande papel. A direção firme de Marília Pêra, uma produção e figurinos caprichados e o bom desempenho de seu par Cassio Reis como o jornalista e amigo íntimo John Adams ajudam, mas não salvam o resultado de uma apresentação morna, ainda que correta.

Sugeri ao simpático e talentoso escritor Fernando Duarte na noite da pré estreia de “Callas” que ele completasse a obra com um texto curto (As duas peças têm cerca de apenas uma hora) exclusivo sobre Marilyn Monroe para fechar uma bela trilogia sobre duas artistas inesquecíveis. Ele gostou da ideia e disse que ia anotar. Quem sabe?

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