Jogo do Dinheiro (2016). Um “Clube da Luta” Tentando se Vingar do Sistema?

Jogo-do-Dinheiro-2016_cartazPor: Valéria Miguez (LELLA).
Bom demais quando filmes trazem à baila o mercado de ações! Em 2011 “Margie Call” nos levou a olhar perto a fome voraz e destruidora desse mercado… Depois em 2015 foi a vez de “A Grande Aposta” deixar mais claro o quanto esse mundo não tem o menor escrúpulo em arruinar pessoas, empresas ou até nações… Sem pretensões de fazer com que os norte-americanos desistissem, até porque investir em ações já é algo cultural nos Estados Unidos. Um mundo onde podem concretizar o american dream mais rapidamente… Mesmo que seja tentar a sorte onde poucos lucram com a desgraça de muitos… Porque é o lucrar muito o que todos esperam… Esse tentar tirar a “sorte grande” vai desde o pequeno comprador aos que operam com grandes fortunas… Lembrando ou não do que ambos filmes mostraram… “Jogo do Dinheiro” traz como diferencial a manipulação que há de fato, muito embora não chega ao grande público. A manipulação seja em qual esfera for, seja em quais meios forem, desde que se conquiste o lucro pretendido. E como um pano de fundo: tentar uma sorte numa jogada de azar.

Metaforicamente, “Jogo do Dinheiro” coloca frente a frente o jogador que perdeu todo o seu dinheiro e o crupiê que o incentivou a jogar, mas onde esse “azarado” exige é a presença do dono da banca. Tudo porque grande parte da ação do filme acontece dentro de um programa de televisão que além de ter como layout um cassino o apresentador ao passar as dicas ao seu público em qual ação deve investir seu dinheiro passa a ideia de um “quebrar a banca”.

Assim, de um lado temos Lee Gates, o apresentador do tal programa de tevê. Personagem de George Clooney que está ótimo em cena, por sinal! Onde até então, Gates se mostrara um grande mago acertando com as dicas. Mas até pelo desgaste dos anos do programa, ou não… Um jovem entra nos estúdios sem o menor problema…

jogo-do-dinheiro_2016_jack-o-connell

E esse intruso é Kyle Budwell (Personagem de Jack O’Connell; que não fez feio frente ao Clooney), que armado exige que Gates vista um certo colete, além de exigir a presença do dono da Ibis Limpar Capital onde ele perdera uma grande soma de dinheiro por dica de Gates… Aliás, todos do programa também esperavam essa presença para que explicasse a queda das ações num prejuízo US$ 800 milhões aos acionistas… Mas em seu lugar, e por vídeo, fora Diane Lester (Caitriona Balfe) que tentou explicar, mas diante da situação sai em busca de respostas… Kyle mais parece ser um dos anônimos do filme “Clube da Luta” indo numa nova missão… Onde o “sistema” agora a ser atingido é outro… Aliás, de tabela tem um outro alvo a ser atingido, algo também arraigado na cultura americana… Assim, numa de ver o circo pegar fogo… E no que vier será “lucro”… Kyle não tem mais nada a perder…

Entre eles, mesmo ficando nos bastidores, há a diretora do tal programa, o “Money Monster” (Que é o título original do filme), Patty Fenn. Personagem da Julia Roberts. Apagada no início, cansada do estrelismo de Gates, esse talvez seria o seu último trabalho ali… Ela cresce bastante ao colocar até a sua intuição a serviço de seu cérebro para ir levando a situação já que Kyle demonstra ter vindo disposto a tudo… Ótima performance de Julia Roberts!

Diretora Jodie Foster fez bem em levar o filme como em tempo real do programa! Pois prende a atenção até com o jogo dos personagens: onde olhares, conversação, silêncio… tudo soma num crescente em se chegar a verdade por trás de tudo. Além do que paralelo a isso os próprios personagens passam suas vidas em xeque… Onde no fundo o peso maior é no binômino sócio-econômico por lá, o loser x winner. Do que realizaram até então… Se estariam indo como o “sistema” queria… Se queriam mesmo uma mudança radical… Se haveria um jeito de conciliar… Por aí… Porque parar de todo o sistema seria algo impossível… Quem sabe apenas “dar um troco” a ele…

Então é isso! Temos em “Jogo do Dinheiro” uma ótima crítica social num thriller inteligente e com uma boa dose de divertimento! Nota 09.

Jogo do Dinheiro (Money Monster. 2016)
Ficha Técnica: na página no IMDb.

Série: “Mossad 101” (2015 – ). No fundo, especialistas em manipulação…

Mossad-101_serie-de-tvPor: Valéria Miguez (LELLA).
Em um universo maior de Filmes e Séries sobre serviços secretosFBI, CIA, Interpol, KGB… creio que com o de Israel figura mesmo dentro deles… Inclusive um dos episódios da 3ª Temporada de “The Blacklist” mostrou uma célula dele e de dentro dos Estados Unidos que com todo o aparato por lá no mínimo me fez pensar nas que teria em outras em outros países… O que aguçou ainda mais minha curiosidade em conhecer com mais detalhes sobre o famoso serviço secreto de Israel em “Mossad 101“. Nos moldes de “Quântico“… Essa Série também traz como ponto central um Curso de Formação de novos agentes, mas que também terá guerrinhas internas… Se pelas mãos dos instrutores eles tornarão-se especialistas em manipulação… Sobrará aulas para todos mais…

Nós operamos fora da lei… O que significa que temos que ser nossos próprios defensores, advogados de acusação e juízes…

Já de início temos alta cúpula do Mossad indo conhecer as novas instalações, tendo alguns da Diretoria se questionando pelos altos custos até com o novo prédio do treinamento… Onde serão apresentados aos três principais instrutores… A frente deles, o nada ortodoxo Yonna (Yehuda Levi), que lhes dá uma mostra do quanto irá valer a pena cada milhão gastos… Que por quem ele escolhe como “parceiro”, o agente aposentado Simon (Yehoram Gaon), é um conselheiro que leva alguns desses diretores a sentir penas dos recrutas… Além de Yonna e SimonAbigail (Liron Weismann), psicóloga, perfiladora… e como ex-mulher de Yonna adicionará questões extras na relação de ambos… Além do que ela foi colocada nesse grupo para tentar colocar freios nos métodos usados por Yonna… Enfim, recordando-os de alguns fracassos do Mossad… Lhes dão o aval de vez cientes que receberão os melhores agentes no final do curso…

Cada um deles estará pronto para mentir, enganar, trair e matar…

Mossad-101_primeira-temporadaQuanto aos aspirantes… Após uma grande festa de apresentação eles já se veem frente ao primeiro desafio: escapar a um cerco policial – já que foram dados como terroristas – e conseguirem chegar no portão da Central de Treinamento num horário marcado. Uma noite bem movimentada… Se protegendo ou em grupo ou individualmente… Até chegarem antes do portão se fechar… Onde então ficamos conhecendo um pouco de cada um deles…

Há biotipos variados: inclusive com alguns esteriótipos que reforçariam uma origem… Biofísicos também variados… Onde de um lado descartaria a ideia de ter que ser um agente a “la 007”: galã e corpo atlético. Muito embora a arte de sedução também faça parte do curso. Pois afinal irão aprender também a arte da manipulação… Onde também já nesse primeiro grande teste descartariam a de ter um corpo atlético não seria a única hipótese viável… Há variedades quanto a classes sociais: de ricos aos “assalariados”… Há faixas etárias diferentes… O que até reforçaria em já se trazer uma certa bagagem também contaria pontos… Ou não! Já que improvisação também faz parte desse jogo…

Entre os novos aspirantes a Agentes do Mossad, não há apenas israelenses, também há: – uma brasileira – que Yonna faz uma “piadinha” dela ser uma sobrevivente por ter sido criada numa favela do Rio; – um inglês onde é a vez de Abigail provocar Yonna colocando ambos com um “perfil” parecido; – dois americanos que por um Trailer levam junto a “própria” trilha sonora; além de uma russa; iraniano; francês…

A Série “Mossad 101” só está começando, mas já nos dois primeiros episódios deu para ver que tem muito a mostrar! Muita Ação, Suspense, Drama e Comédia no tom certo! Traçando uma radiografia também do lado humano e moral não apenas dos recrutas como dos que estão no comando deles. Abrindo um leque de interrogações também para quem assiste… Até onde iria esse serviço de “inteligência”?… Então é isso! E poderão acompanhar “Mossad 101” pelo canal TNT Séries, às terça-feira, no horário das 21h; com reprises nos finais de semana. Fica então a dica!

Série: Mossad 101 (HaMidrasha. 2015 / )
Ficha Técnica: na página no IMDb.

Uma Noite em 67 (2010). E por que não?

O Canal Curta irá passar esse Documentário, “Uma Noite em 67”, hoje às 22 horas. Para quem ainda não assistiu, no qual me incluo, fica a dica!

Cinema é a minha praia!


Por: Roberto Vonnegut.
Há quarenta e tantos anos boa parte da população brasileira deixou de lado a dureza de viver na ditadura e se encantou pela estória de um rapaz que, oprimido por uma namorada que só pensava em casar, saiu pelas ruas pensando na vida e acabou descobrindo a alegria na liberdade. Transmitida ao vivo pela televisão, a estória foi contada por um narrador que com seu sorriso sedutor arrancou aplausos de uma plateia que no início não parecia disposta a um assunto tão frívolo para aquela época de passeatas e discussões politizadas.

Esta cena é um dos pontos altos do documentário Uma Noite em 67 que chegou aos cinemas: Caetano Veloso trouxe um conjunto argentino (Beat Boys) com guitarras elétricas a um festival de música popular brasileira- quase um sacrilégio na época. Tinha tudo para dar errado. Mas ao contar do rapaz com uma namorada monotônica (“se…

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A Senhora da Van (2015). Uma Moradora de Rua e uma Burguesia Londrina

a-senhora-da-van_2015_posterPor: Valéria Miguez (LELLA).
Maggie Smith é sempre um convite a assistir suas performances! Ainda mais que a personagem desse filme seria um oposto da sua condessa na série “Downton Abbey“: uma mendiga motorizada. Em comum entre tão distintas personagens: a soberba. Afinal, não é por vestir trapos que não se possa ter dignidade! E se a outra vivia entre mansões… Em “A Senhora da Van” ela fez do carro o seu lar-fedido-lar… É que embora não tenha saído de nenhum movimento hippie… Higiene pessoal não estava entre sua rotina diária… Onde talvez pela idade já avançada, ou mesmo cansada de sair rodando por aí, estaciona sua van numa determinada rua entrando então na vida daquele que nos conta essa história… Como pano de fundo temos esse relacionamento: um escritor e essa singular figura. Algo do tipo: o cavalheiro e a “mendiga”. Uma relação que existiu de fato!

a-senhora-da-van_2015_chargeNão escolhi [viver assim]. Fui escolhida.

Ela é Miss Shepherd! Que ao escolher uma rua tranquila de um bairro de classe média londrina para estacionar sua “casa”, é mais rigorosa na escolha daqueles que terá como “novos vizinhos”. Muito mais do que eles com ela já que teriam todas aquelas tralhas parado em suas calçadas… O que traz certa comicidade a esses entreveros… E mesmo que se regozijassem quando ela mudava para a frente de outra casa, no fundo não queriam aquela moradora de rua ali em sua rua… Querendo eles ou não, ela já decidira ali fincar território!

Boa natureza, ou o que geralmente é chamado assim, é a mais egoísta das virtudes. Nove em cada dez vezes é mera indolência de disposição.” (Hazlitt)

a-senhora-da-van_2015_01Alheio ao “drama” dos vizinhos… Ela desperta uma curiosidade no tal escritor. Já que a presença dela poderia lhe render alguma história.. Mesmo que a princípio ficasse mais num tête-à-tête consigo mesmo… Vivendo sozinho, ele gostava de trocar ideia com o seu alter ego… Que embora fosse o seu maior crítico, era também o seu maior incentivador… Quando Miss Shepherd entra em sua vida, ele atua numa peça de sua autoria onde conta de seu relacionamento com sua mãe… Relação essa que não vivem mais sobre o mesmo teto: um visita o outro… Talvez até por não ter saído do armário… Discreto, tímido, metódico… Talvez inconscientemente ele também quisesse para si um pouco do caos que ela trouxera na vida de todos ali… Ele é Alan Bennett e quem o interpreta é Alex Jennings. Numa performance excelente!

É como um conto, uma parábola em que o culpado é levado a conceber uma sentença a alguém inocente, e perceber que declarou sua própria ruína.”

a-senhora-da-van_2015_04O que para todos daquela rua, inclusive os da Assistência Social, seria uma presença provisória, terminou levando quinze anos (de 1974 até 1989) morando ali, e que depois até colocou uma televisão dentro da van… Vale destacar que ela pegou quase todo o Governo Thatcher (1979/1990)… Mas a “luta de classes” ficou mesmo na cabeça dos “novos vizinhos”… O que pesou mesmo na vida de Shepherd fora a repressão que sofrera por sempre ter sido um espírito rebelde… Manicômios, Padres e freiras tentaram domá-la… Por parte da Igreja com a proibição de algo que lhe era muito caro, um talento nato para o piano. O estrago fora tanto que passara até a odiar a música… E por conta de suas auto penitencias ganha o apelido de “Pastora”… 

Lembranças não podem ficar apenas na memória. Com o tempo, elas se apagam.” (Everton Nunes)

a-senhora-da-van_2015_03O Diretor Nicholas Hytner imprime um ritmo lento o que pode desagradar aqueles que procuram por mais ação. No entanto irá agradar aqueles que gostam de ouvir histórias de vivências e convivências! De vidas que se cruzam até que a morte as separem! De sentimentos que fogem do racional. Como por exemplo: A alguém que faz merda na frente de sua casa e mesmo assim nutrir carinho e respeito por essa pessoa… Claro que algo assim mostra o tipo de humor que pontua o filme. Meio escatológico, mas mais por conta da personalidade da personagem. Que por sua vez ela não nos leva às lágrimas deveras pelo seu drama que vamos conhecendo ao longo do filme por transparecer que ela ligou um “Fuck you!” às diversidades. Great! Mas há momentos que emocionam, sim! De tudo, bem que Hytner poderia ter enxugado um pouco… Ou não, por ser um: “Senta, que lá vem história!“. Ótima, por sinal! Nota 09!

A Senhora da Van (The Lady in the Van. 2015)
Ficha Técnica: na página do IMDb.

Contratadas Para Matar (Les Femmes De L’ombre. 2008)

Sugestão de Filme: “Contradas para Matar“, de 2008, pela data de ontem, 6 de Junho, que nos leva a uma das páginas da História, mas precisamente ao “Dia D” na 2ª Grande Guerra, onde um grupo de mulheres deram muito mais que garra na defesa da Paz! E como escrevi no final a essas heroínas, meus aplausos!

Cinema é a minha praia!

contratadas-para-matar_posterO filme é muito bom! Válido até como uma aula de História em mostrar a Resistência Francesa frente aos alemães. Mas sem sombra de dúvida ‘Contratadas para Matar‘ dá a nós um belo presente: o de que também as mulheres contribuíram e muito com o término da 2ª Grande Guerra.

Além disso o filme foca a tortura. Até onde vai o limite de cada um. Como também na decisão do que fará ao se vê que não resistiu, em pensar que fracassou. Até com os seus próprios princípios. Como também em até onde sua vida militar interpõe em sua vida particular. Qual é o sentimento na hora decisiva? No dia ‘D’ de cada um deles. E aqui o filme mostra para os dois lados dessa guerra. Pois nas mãos deles todo um futuro estava em jogo.

Como em todas as guerras para que haja sucesso numa…

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Terra Prometida (2012). O american dream não é igual para todos…

terra-prometida_2012terra-prometida_2012_01Por: Valéria Miguez (LELLA).
O filme “Terra Prometida” permeia entre um alerta dos riscos ambientais advindas das perfurações em busca do gás natural até a fragilidade da natureza humana. E embora tenha atores de peso ele se calca nas histórias dos personagens. Mais! Na tentativa de dar um basta a algo já cultural para eles: o ganhar dinheiro fácil e rápido demais. É! O american dream não precisa ser igual para todos…

terra-prometida_2012_02O filme não veio para dissecar o fato em si, que ainda é atual, e nem mesmo em trazer alternativas… pois ele já traz o avanço da exploração do “gás de xisto” em solo americano. Passando quase rapidamente por fatos que também são reais. Como o de já ter comprometido um grande aquífero… No porque em vez de mais estudos sobre os impactos ambientais as grandes corporações prefiram “investir” em leis que lhes deem carta branca para continuarem agindo… Onde a grande cena que resumiria toda essa parte contextual estaria numa apresentação de um ambientalista para um grupo de crianças em sala de aula… Aliada a reação das crianças, sem esquecer do caráter informativo para a formação delas – uma sementinha sendo plantada e para um bem em prol de muitos… Esse ativista é Dustin Noble. Personagem do sempre ótimo John Krasinski. Dustin fará o contraponto com o protagonista. Ou um deles! Como eu já citei, “Terra Prometida” é um filme do modo de cada um ver a vida, ou de levar a vida com o seu quinhão de terra…

A terra em si já estava lá! O que chegaria a aquela pequena localidade seria a promessa de um ganho financeiro extra ao cederem o subsolo para uma mega corporação. Para tanto ela enviaria para lá alguém que teria um predicativo a mais: o de “falar a língua do campo“. Mas o fato de se ter nascido numa região rural não qualifica ninguém em entender o que de fato passaria no interior dessas pessoas… Até porque ele próprio partira cedo para um grande centro urbano… De qualquer forma cada um pode ter ideias próprias sem se deixar levar até por algo já enraizado culturalmente. Enfim, o escolhido estava disposto a mostrar resultados! Além do que receberia… Vaidoso até por ser um grande vendedor… Parte já se achando vitorioso… Ele é Steve Butler. Personagem de Matt Damon. Cuja performance deixou um pouquinho a desejar. Eu cheguei a pensar se um outro ator levaria esse personagem a voos mais altos… E não o fez não por falta de história… Enfim, não deixou o personagem memorável!

terra-prometida_2012_03Butler leva como assessora Sue Thomason. Alguém ainda presa a velhos costumes… Ela é a personagem da sempre ótima Frances McDormand. Muito embora nesse me levou a lembrar de sua personagem em “Fargo“, de 1996… Não que isso pesasse contra. Talvez até por sua performance nesse outro tenha sido o motivo para fazer a Sue em “Terra Prometida“. De qualquer forma ela deu asas ao esteriótipo do caipira. E o filme traz os preconceitos acerca dos que vivem em regiões rurais pelos os dos grandes centros urbanos. Como também traz outros preconceitos sócio-culturais. E tanto Butler quanto Sue ganharam um aliado nessa empreitada: Rob (Titus Welliver). O dono de um pequeno comércio local. Que deu dicas para mais do que adentrarem nas casas daquela gente, que conquistassem seus corações… Mesmo com essa grande ajuda… Butler encontraria umas pedras nesse caminho…

terra-prometida_2012_04O preço daquelas terras iam além de pagamento de propinas… De usar a vaidade das pessoas… Pois mesmo que entrasse no campo sentimental dos moradores… Alguns mostraram que o peso para elas era outro… Colocando-o em xeque! Até porque alguns deles também moraram em grandes cidades… Só que na atualidade escolheram ali viver… Um até nem saiu dali, o Jeff Dennon (Scoot McNairy), fora um irmão. Alguém que pelo o que vivenciou… Deixava Jeff ciente de tudo que envolvia o xisto e não apenas em solo americano… Desconcentrando Butler! Também há o personagem de Hal Holbrook: o professor aposentado Frank Yates. Um dos que passou com louvor por um dos preconceitos do Butler… Outra que também o desarma, até mais do que ele contava é Alice (Rosemarie DeWitt), a professora das crianças: alguém que o intimida até com algo do tipo “E porque não?“… Butler recebera lições até de uma criança… Dos reais valores para alguns dali…

Matt Damon é um dos que assina o Roteiro. Tendo na bagagem o excelente “Gênio Indomável“, de 1997. Também dirigido por Gus Van Sant. Se antes Gus tinha em mãos um jovem ator a ser lapidado, talvez nesse de 2012 ele o tenha deixado intimidado… É que faltou algo dessa vez! Enquadramento demais? Pode ser! Que pode ter desvirtuado o perfil do personagem… É que ele deveria ter passado uma imagem de alguém que vendera a alma… O que por exemplo ocorreu com John Krasinski! Seu personagem mais parecia um diabo confrontando Butler… De qualquer forma, ambos – Matt e Krasinski -, merecem os aplausos por trazerem um alerta a todos sobre a exploração do xisto! Um tema ainda desconhecido para muitos de nós. Assistam e confiram! Nota 09!

Terra Prometida (Promised Land. 2012)
Ficha Técnica: na página no IMDb.

Curiosidade: A principal razão para a preocupação dos ambientalistas é que os poços de fraturamento hidráulico estão sujeitos a vazamentos. Nesses locais, a água, produtos químicos e areia são bombeados em alta pressão de forma vertical para fraturar o xisto do subsolo. Entre os principais impactos ambientais estão a contaminação da água e do solo, riscos de explosão com a liberação de gás metano, consumo excessivo de água para provocar o fracionamento da rocha, além do uso de substâncias químicas para favorecer a exploração. Ainda há a preocupação de que a técnica possa estimular movimentos tectônicos que levem a terremotos. Em resumo, o solo e os lençóis freáticos podem ser contaminados com substâncias nocivas à saúde.